Década de 1920 nos Estados Unidos - Prof. Altair Aguilar

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Década de 1920 nos Estados

Unidos

Início da década

Enquanto a Europa declinava, os Estados Unidos apresentaram durante os anos 20 uma notável prosperidade, que a exceção do período 1920-22, ligado a crise de reconversão do pós-guerra, manteve-se até 1929. 

 Esse período de prosperidade que permitiu aos Estados Unidos assumirem o primeiro posto na área central da economia-mundo capitalista. Refletiu-se no chamado American Way Of Life, em que um em cada seis americanos tinha

automóvel por volta de 1929, e os bens de consumo duráveis ou semiduráveis atulhavam as novas casas dos subúrbios das cidades industriais, que se

construíam às centenas de milhares. 

Durante os anos de 20, a taxa de desemprego variou entre 7 e 12% da força de trabalho, e enquanto o salário nominal cresceu, o real declinou, o que se deve em grande parte a um grande aumento da produtividade na produção

industrial, que dispensava uma maior absorção de mão-de-obra. 

A base de sua extraordinária expansão concentrou-se na produção de bens de consumos duráveis e semiduráveis para o mercado interno. Isso pressupunha um contínuo alargamento desse mercado, fosse para uma melhor distribuição de renda, fosse por um aumento constante do salário real. 

Infelizmente o mercado não acompanhou o ritmo da produção industrial, e acabou gerando uma

acumulação de estoques, mas já no verão de 1929, percebendo que no setor figurava-se uma crise de superprodução, a indústria automobilística cortou suas compras de matérias-primas (borracha, aço,

vidro, etc.).

Isso iniciou uma reação em cadeia, uma vez que a indústria de base era dominada pela de consumo de bens, respondendo o setor automobilístico pelo consumo de 15% da produção total de aço norte-americano. Então, paralelamente às crises de superprodução e subconsumo que se delineavam, a política de investimentos norte-americanos no exterior acabava assentando sobre bases precárias.

Crise de 1929

Esta foi uma crise econômica que atingiu os EUA, estendendo-se em seguida a todo o mundo capitalista, inclusive o Brasil. A crise, também conhecida como “A Grande Depressão”, foi a maior de toda a história dos Estados Unidos e acabou se espalhando por quase todos os continentes.

Em outubro de 1929, percebendo a desvalorização das ações de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas ações. O 

efeito foi devastador, pois as ações se desvalorizaram fortemente em poucos dias. Pessoas muito ricas, 

passaram, da noite para o dia, para a classe pobre. O número de falências de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.

Crise da Bolsa de Valores de New York, 1929

Pai e filha. Alabama, 1929

A pobreza e o desemprego cresceram muito em razão da crise de 1929. Por isso, a maior parte da população dos países mais afetados pela Grande Depressão cortaram todo e qualquer tipo de gasto considerado supérfluo, agravando os efeitos da recessão 

na economia destes países.

Cidadãos na fila por ajuda financeira

Por causa da Grande Depressão, milhões de pessoas nas cidades perderam seus empregos, nos países mais atingidos pela recessão. Sem fonte de renda, estas pessoas não tinham mais como sustentar a si próprios e suas famílias. A maioria das residências destas famílias, por sua vez, eram alugadas ou, ainda estavam sendo pagas através de prestações. 

Ajuda na distribuição de comida, 1929

Família de Oklahoma, 1929

Algumas pessoas e famílias sem fonte de renda mudaram-se para a residência de parentes, quando perdiam suas residências. A maioria destas famílias, porém, instalou-se em favelas. Abrigos rústicos feitos com telas de metais, madeira e papelão tornaram-se comuns em áreas vadias das grandes cidades dos países mais atingidos. As condições de vida nestas favelas eram precárias.

A Grande Depressão gerou grandes mudanças na política econômica em vários dos países envolvidos. Anteriormente à Grande Depressão, por exemplo, o governo dos Estados Unidos pouco intervinha na economia do país. Executivos financeiros e grandes magnatas comerciantes eram vistos como líderes nacionais. 

A Crise de 1929 foi um dos mais avassaladores fatores que chocaram o mundo no Século 20 e repercute até hoje no modo de vida da população mundial. A base deste acontecimento 

permite que hoje possamos adotar medidas tanto preventivas em uma situação de crise. Foi o maior impacto econômico nos 

últimos anos.

Prof.Altair Aguilar