DistribuiçãO Dos Organismos Na Biosfera

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Um slide sobre ecologia.

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Feito por Giancarlo Campos Maturana

Distribuição dos organismos na

Biosfera

Mas afinal o que é Biosfera?E o que ela estuda? A biosfera é a parte da Terra onde se encontram os seres vivos.

Ela compreende a superfície terrestre e a porção inferior da atmosfera e prolonga-se até o fundo dos oceanos. O estado da biosfera é fundamentalmente o estudo do seres vivos e sua distribuição pela superfície terrestre.

Divisão da Biosfera Para facilitar o estudo da biosfera, costumamos dividi-la em

biociclos. Ciclo marinho ou talassociclo – conjuntos de ecossistemas de

água salgada. Ciclo dulcícola ou limnociclo – conjuntos de ecossistemas de água

doce. Ciclo terrestre ou epinociclo – conjuntos de ecossistemas de terra

firme. A biosfera contém inúmeros ecossistemas (conjunto formado pelos animais e vegetais em harmonia com os outros elementos naturais).

A fina camada de solo, água e ar que abriga a vida em nosso planeta é chamada biosfera.

Na biosfera encontramos ambientes muito diferentes, que vão desde os oceanos com profundidades que atingem nove mil metros até as montanhas com mais de oito mil metros de altitude. Em todos esses locais existem formas de vida.

É claro que cada tipo de ambiente da biosfera apresenta condições abióticas específicas, propiciando a vida de comunidades diferentes e formando, assim, ecossistemas diferenciados.

Ciclo Marinho ou Talassociclo A salinidade, a temperatura e a luminosidade são fatores

importantes para a distribuição da vida no ambiente marinho. Nas águas dos mares, que cobrem mais de 70% da

superfície do globo terrestre, encontramos várias substâncias químicas dissolvidas. A principal delas é o cloreto de sódio ou sal comum.

O conteúdo de sais dissolvidos na água do mar determina sua salinidade, que pode variar muito, dependendo da quantidade de água doce proveniente dos rios que ali desembocam e do grau de evaporação da água.

As radiações solares que chegam até o planeta produzem efeitos de luz e calor sobre os mares. Esses efeitos variam com a profundidade: quanto mais profundas forem as regiões do mar, menos luz e calor elas recebem. Por causa disso, surgem regiões muito diferentes, que tornam possível a existência de uma grande variedade de seres vivos. Podemos assim observar três regiões distintas: eufótica, disfótica e afótica.

Zona eufótica

Região de grande luminosidade, que vai até aproximadamente oitenta metros de profundidade. Aí a luz penetra com grande intensidade, possibilitando um ambiente favorável à vida de organismos fotossintetizantes, como as algas, e muitos animais que se alimentam delas.

Zona disfótica

Região em que a luz apresenta dificuldade de penetrar, tornando-se difusa. Esta região vai até cerca de duzentos metros de profundidade e também abriga organismos fotossintetizantes, embora em proporção menor que a da zona eufótica.

Zona afótica

Região totalmente escura, que vai além dos duzentos metros de profundidade. Aí não é possível a existência de animais herbívoros.

Zonas Marinhas

Divisão do oceano segundo a profundidade.

Zona Litorânea – corresponde à região entre a maré alta e a baixa.

Zona Nerítica (nero = água) – corresponde à região do mar com cerca de 200m de profundidade sobre a plataforma continental; esta tem um declive suave e se estende, em média, até uma distância de 70Km do litoral.

Zona Batial – situa-se, me média, entre 200m e 2000m de profundidade.

Zona Abissal – encontra-se a mais de 2000m de profundidade.

Comunidades dos seres marinhos Dependendo do modo como se

locomovem, os seres vivos marinhos são classificados em três grupos distintos: plâncton, nécton e bentos.

Plâncton (plankton = errante) – representa o conjunto de todos os seres vivos flutuantes que são levados pelas correntezas marinhas. Eles não possuem órgãos de locomoção e, quando os têm, são rudimentares. Existem duas categorias de seres planctônicos: o fitoplâncton e o zooplâncton.

Fitoplâncton – é constituído pelos produtores, ou seja, os seres autotróficos, que desempenham um grande papel nas cadeias alimentares marinhas. As algas são os principais representantes dessa categoria.

Zooplâncton – constituído por organismos heterotróficos, como microcrustáceos, larvas de peixes, protozoários, insetos, pequenos anelídeos e até caravelas.

Nécton e Bentos Nécton – compreende o

conjunto dos seres que nadam livremente, deslocando-se por atividade própria, vencendo a correnteza. O nécton abrange peixes (tubarões, robalos, tainhas, sardinhas, etc.), répteis, como a tartaruga, e inúmeros mamíferos (baleia, focas, golfinhos, etc.), entre outros animais.

Bentos – são o conjunto de seres que vivem fixos ou se arrastam no fundo do mar. Enfim, são os seres que pouco se afastam do fundo. Muitas algas, esponjas, ouriços-do-mar, estrelas-do-mar são exemplos de representantes de seres bentônicos.

Existe vida nas profundezas do mar? Esta resposta e simples. Sim

existe, as regiões situadas em grandes profundidades oceânicas, que não recebem a luz do sol, formam o sistema abissal. Os animais desta região são predadores e se nutrem de matéria orgânica vinda da superfície, os peixes medem apenas centímetros e apresentam várias adaptações que facilitam a sobrevivência. Estes peixes apresentam também bioluminescência, emitem luz, devido a bactérias que vivem em sua pele.

Ciclo Dulcícola ou Limnociclo

Rios, córregos, pântanos, brejos formam esse ciclo.

É o menor dos biociclos, apenas 0,017% da água do planeta. Possui, em relação ao mar, menor salinidade e menor profundidades.

Pode ser dividido em: província lêntica e lótica.

Província Lêntica Conjunto de águas

paradas, como lagos, lagoas, pântanos, brejos e poças.

São encontrados plâncton, vegetais presos ao fundo, insetos, caramujos, vermes peixes anfíbios, tartarugas e algumas aves.

Província Lótica Conjunto de águas em

movimentos, como rios, riachos, córregos e cascatas.

Nas águas agitadas, os plâncton, a flora e a fauna são pobres.

Nos remansos, os habitantes são semelhantes ao da província lêntica.

Ciclo Terrestre ou Epinociclo

Mesmo correspondendo a apenas 28% da área do planeta, o epinociclo, possui a maior diversidade de espécies (fauna e flora) de toda a Gaia. A grande vairação climática e o número de barreiras geográficas são fatores determinantes para a formação de novas espécies.

Outros fatores que influenciam os tipos de plantas e animais característicos de cada bioma são a pluviosidade e o tipo de solo. Os principais biomas são a tundra, a taiga, as florestas tropicais, florestas temperadas os campos e os desertos.

Tundra – região ao redor do pólo norte, que permanece gelada maior parte do tempo. Durante o verão a neve derrete, e surge uma vegetação rasteira. E animais como, por exemplo: insetos, alces, renas, linces, lobos, ursos-pardos, aves etc.

Taiga – também conhecida com floresta de coníferas, localiza-se ao sul da tundra, em áreas do Canadá, Sibéria e EUA. Por esta mais perto do equador, recebe maior quantidade de energia solar. Há gimnospermas, como pinheiros e o cedro, entre os animais, os mesmos da Tundra.

Florestas Temperadas – localizam-se nas regiões de clima temperado, com as quatro estações do ano bem definidas, com algumas áreas dos EUA, da Europa, da Ásia e da América do Sul.

Florestas Tropicais – Localizam-se nas Américas Centrais e no norte da América do Sul, nas partes leste e oeste das África Central, no sul da Ásia, nas ilhas o Pacífico e no nordeste da Austrália. Nessa regiões o clima e quente e úmido, com temperatura constante, chuvas periódicas e abundantes.

Campos – localizam-se em regiões tropicais e temperaturas que recebem uma quantidade de chuvas intermediária entre o deserto e a floresta.

Desertos – em geral, estão situados em torno de 30° ao norte e ao sul do equador, onde o ar que chega a superfície terrestre é muito seco. Em regiões com a África, a Ásia, os EUA, do México e da Austrália.

Biomas Brasileiros Com 8,5 milhões de quilômetros quadrados

de território e grande variedade de clima, temperatura, solo e umidade o Brasil abriga extraordinária diversidade de ecossistemas, fauna e flora.

Floresta Amazônica – cobre a maior parte da região norte da América do Sul e é a maior floresta tropical fluvial do mundo.

Mata Atlântica – Também conhecida como floresta fluvial costeira. E uma floresta tropical, de clima quente e úmido, que se estende, fragmentos esparsos ao longo do litoral brasileiro.

Caatinga – ocupa aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados e estende-se do Nordeste ate o norte de Minas Gerais.Uma zona quente e seca.

Cerrado – ocupa cerca de 1,3 milhões de quilômetros quadrados. Localiza-se na região central do Brasil, chegando a São Paulo e Paraná. Clima quente, porém alternado entre chuvas e sacas.

Pampas – localizam-se no extremo sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul. Vegetação e formada por gramíneas de pequeno porte.

Pantanal – ocupa a região do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, na bacia do rio Paraguai, entre 100 e 200m de altitude.

Mata de Araucária – é um tipo de floresta de clima subtropical, que se encontra em regiões elevadas das serras do Mar e da Mantiqueira.

Mata dos Cocais – localizada nos estado do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, entre as floresta Amazônica e a caatinga.

Manguezal – situa-se em vários pontos da costa brasileira, sendo característicos das regiões onde o mar encontra-se com a água-doce do rios.

Distribuição geográfica dos animais

As espécies terrestres tendem a se estabelecer em determinadas áreas e formar as regiões faunísticas ou zoogeograficas.

Neártica – localiza-se na América do Norte e abrange o norte do México ate a Groenlândia. Abriga bisões, bois-almiscarados, caribus, cabras, lebres, lemingues, cães-de-pradaria, linces, ursos, coiotes, furões, diversas aves (corvos, corujas, cotovias, falcões) e répteis.

Paleártica –abrange a Europa, a Ásia e a África. Entre os animais, há bisões, cabras, javalis, esquilos, veados, toupeira, macacos, ursos, porcos-espinhos, ratos, lobos e, entre as aves, rouxinóis, cucos, cegonhas e pica-paus.

Oriental – localiza-se na Ásia, ao sul do Himalaia. Há rinocerontes, tigres, panteras, elefantes indianos, gibões, orangotangos, társios, búfalos, mangustos, antas, pavões, galos silvestres e cobras.

Etiópica – compreende a África e parte da Ásia. Há leões, hienas, zebras, girafas, antílopes, hipopótamos, búfalos, elefantes, gorilas, chimpanzés, crocodilos, rinocerontes, avestruzes, e muitas espécies de cobras.

Australiana – abrange a Austrália e as ilhas do Pacífico. Há ornitorrincos, equidnas, pássaros, marsupiais, morcegos, pássaros-liras, papagaios, quivis e tuataras.

Neotropical – compreende a América do sul, a Central e o sul do México. Há tatus, preguiças, tamanduás, antas, capivaras, onças, gambás, pumas, jaguatiricas, lhamas, micos, saguis e imensa variedades de aves, répteis e anfíbios.

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