06 expiação 2

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06 expiao 2 - Romeu Bornelli

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  • 1. FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSO EXPIAO 2 ROMEU BORNELLI Ns vamos ler alguns versos no captulo 16 do Livro de Levtico.1 Falou o SENHOR a Moiss, depois que morreram os dois filhos de Aro,tendo chegado aqueles diante do SENHOR. 2 Ento, disse o SENHOR aMoiss: Dize a Aro, teu irmo, que no entre no santurio em todo tempo,para dentro do vu, diante do propiciatrio que est sobre a arca, para queno morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatrio. 3 EntrarAro no santurio com isto: um novilho, para oferta pelo pecado, e umcarneiro, para holocausto. 4 Vestir ele a tnica de linho, sagrada, ter ascalas de linho sobre a pele, cingir-se- com o cinto de linho e se cobrir coma mitra de linho; so estas as vestes sagradas. Banhar o seu corpo em guae, ento, as vestir. 5 Da congregao dos filhos de Israel tomar doisbodes, para a oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto. 6 Arotrar o novilho da sua oferta pelo pecado e far Expiao por si e pela suacasa. 7 Tambm tomar ambos os bodes e os por perante o SENHOR, porta da tenda da congregao. 8 Lanar sortes sobre os dois bodes: uma,para o SENHOR, e a outra, para o bode emissrio. 9 Aro far chegar obode sobre o qual cair a sorte para o SENHOR e o oferecer por oferta pelopecado. 10 Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissrio serapresentado vivo perante o SENHOR, para fazer Expiao por meio dele eenvi-lo ao deserto como bode emissrio. 11 Aro far chegar o novilho dasua oferta pelo pecado e far Expiao por si e pela sua casa; imolar onovilho da sua oferta pelo pecado. 12 Tomar tambm, de sobre o altar, oincensrio cheio de brasas de fogo, diante do SENHOR, e dois punhados deincenso aromtico bem modo e o trar para dentro do vu. 13 Por oincenso sobre o fogo, perante o SENHOR, para que a nuvem do incenso cubrao propiciatrio, que est sobre o Testemunho, para que no morra. 14Tomar do sangue do novilho e, com o dedo, o aspergir sobre a frente dopropiciatrio; e, diante do propiciatrio, aspergir sete vezes do sangue, como dedo. 15 Depois, imolar o bode da oferta pelo pecado, que ser para opovo, e trar o seu sangue para dentro do vu; e far com o seu sangue comofez com o sangue do novilho; aspergi-lo- no propiciatrio e tambm diantedele.
  • 2. 17 Nenhum homem estar na tenda da congregao quando ele entrarpara fazer propiciao no santurio, at que ele saia depois de feita aExpiao por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregao de Israel.19 Do sangue aspergir, com o dedo, sete vezes sobre o altar, e o purificar,e o santificar das impurezas dos filhos de Israel. 20 Havendo, pois,acabado de fazer Expiao pelo santurio, pela tenda da congregao e peloaltar, ento, far chegar o bode vivo. 21 Aro por ambas as mos sobre acabea do bode vivo e sobre ele confessar todas as iniqidades dos filhos deIsrael, todas as suas transgresses e todos os seus pecados; e os por sobre acabea do bode e envi-lo- ao deserto, pela mo de um homem disposiopara isso.27 Mas o novilho e o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazidopara fazer Expiao no santurio, sero levados fora do arraial; porm assuas peles, a sua carne e o seu excremento se queimaro.29 Isso vos ser por estatuto perptuo: no stimo ms, aos dez dias do ms,afligireis a vossa alma e nenhuma obra fareis, nem o natural nem oestrangeiro que peregrina entre vs. 30 Porque, naquele dia, se farExpiao por vs, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossospecados, perante o SENHOR. 31 sbado de descanso solene para vsoutros, e afligireis a vossa alma; estatuto perptuo.34 Isto vos ser por estatuto perptuo, para fazer Expiao uma vez por anopelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. E fez Aro como oSENHOR ordenara a Moiss. Pai, muito obrigado pela tua rica palavra, Senhor. Trs luz sobre oque o Senhor nos revelou neste texto que lemos. Aclara-nos Senhor, pela luzdo Teu Esprito. Que ns vejamos com clareza a pessoa e obra do Senhor,como revelada nas Escrituras. Abra os nossos olhos para que vejamos asmaravilhas da Tua lei. Muito obrigado porque o Senhor nos tem prazer emSi mostrar, em Si dar, em se fazer conhecer para que o nosso corao encontredescanso em Ti. Ns entregamos em Tuas mos a Tua palavra nessa noite,para que o Senhor a utilize conforme a direo, conforme aquilo que est noseu prprio corao. Em nome de Jesus. Amm.
  • 3. Irmos, ento, nesse segundo tempo que ns vamos gastar em tornodesse assunto Expiao, ns vamos partilhar um pouco hoje, e talvez umpouco na prxima reunio no Domingo, e encerrarmos esse assunto Expiao,mesmo que em linhas gerais, como tenho dito, o nosso encargo no entrarfundo nesse assunto, j que so assuntos de base, so fundamentos, soalicerces, e se assim so, ns realmente teramos que gastar muito tempo, emdetalhes, em pormenores, que nos mostram a grandiosidade de cada um dessestemas que ns ento resolvemos partilhar durante esses dias, esses oitoalicerces. Ns estamos no terceiro, a Expiao. Ento estamos passandopinceladas, sempre panoramicamente, sempre iremos fazer assim, e conformea direo que o Senhor nos der, quem sabe, em algum momento,mergulharmos um pouco em algum ponto mais especfico, para maioresesclarecimentos. Mas a idia fazer uma panormica, para nos dar uma visodessa coluna vertebral da nossa confisso, daquilo que h de central narevelao de Deus. Ns falamos, repetimos para os irmos na reunioanterior, quais seriam esses oito aspectos. Desde a Trindade at aqueleSupremo Propsito de Deus, includo ali a segunda vinda de Cristo, desde arevelao da Trindade at a revelao da consumao do propsito de Deus, asegunda vinda do Senhor, e essa viso do desgnio completo de Deus, dopropsito de Deus. Dentro desses pontos todos ns iremos passar por algunsaspectos especficos, mas sempre a idia traar uma panormica para queento uma viso possa nos nortear. Creio que isso realmente importante. Nspoderemos dentro desse esqueleto, termos condio de enquadrar aqui muitacarne, vrios aspectos especficos que ns pudermos observar depois no nossoestudo particular da palavra, poderemos encaixar, debaixo do teto como temosfalado, desses grandes alicerces. Os irmos se lembram na reunio anterior, quando falamos sobre esseaspecto Expiao, vamos continuar hoje, ns podamos encaixar debaixodesse teto, algumas doutrinas importantes que ns quase que nada iremos falardelas, porque o motivo, o assunto no esse, dentro desse tpico Expiao,por exemplo, ns teremos que encaixar, dentro desse alicerce, a questo dadoutrina do pecado, que na reunio passada falamos muito de leve, mastocamos em alguma coisa. Ns teramos que falar da doutrina da queda. ABblia muito clara e incisiva sobre a queda do homem, o quanto isso temuma implicao em tudo o que cremos, tudo o que confessamos, em tudo oque pregamos. Se ns cremos, verdadeiramente, na queda do homem, entons cremos na inabilidade humana, ns cremos que o homem incapaz,porque ele caiu, ele perdeu completamente a sua relao de unio com Deus.Ele perdeu o propsito, ele perdeu a finalidade, ele perdeu a autoridade, ele
  • 4. perdeu a posio de representante, embaixador, desde o den. Isso faz toda adiferena na nossa viso do Evangelho, porque se ns no cremos na queda,ou se a nossa viso da queda no perfeita, nossa viso da Expiao no serperfeita. Claro. Se ns precisamos apenas de um retoque, ento o que oSenhor Jesus realizou na cruz foi um retoque, mas se ns precisamos de umaobra total, ento o que o Senhor Jesus realizou na cruz foi total. Os irmosvejam como que essas coisas esto interligadas. So uma corrente de oito elos.Ns no podemos tomar um elo sequer sem destruir a corrente. Precisamos deos oitos elos, bem vistos, bem encaixados, bem relacionados. Ento ns estamos estudando este terceiro elo, j que o primeiro aTrindade, o segundo a Encarnao, j passamos por ele em outra poca.Estamos no terceiro elo, a Expiao. Na reunio anterior, s fazendo um panorama rpido, antes de entrarcomo vamos fazer hoje no assunto Expiao, ns vimos um pouquinho dopecado. Se o assunto Expiao do pecado, ento precisamos ver algumacoisa do pecado. Ento, mesmo que em linhas gerais, ns vimos na reunioanterior, e me lembro que ns terminamos tocando em trs aspectos marcantesa respeito da viso Bblica do pecado. Ns paramos a na reunio anterior.Ns falamos que o pecado nos trouxe trs problemas extremamente graves, evamos ento, a partir desse ponto, prosseguir hoje. Primeiro o pecado nos trouxe culpa. Culpa. Irmos, essa umadoutrina Bblica clara, e uma experincia humana universal. A nossaexperincia s vai confirmar a doutrina, como sempre. A culpa umaexperincia universal. Ns nascemos culpados, ns nascemos com senso deculpa e nada refresca essa culpa. A nossa prtica, quem sabe, de boas obras, anossa educao, o atingirmos qualquer elemento de sucesso ou aprovaosocial, seja o que for, no muda essa questo da culpa na conscincia humana.Culpa uma experincia universal, porque o pecado nos alienou de Deus, etrouxe a ns um senso de culpa que s um reatar com Deus pode nos livrar.Esse reatar com Deus ele dependente do assunto que ns vamos procurarentrar mais um pouquinho, em detalhes hoje, o assunto Expiao. Somenteuma viso da Expiao, somente a nossa relao com o Senhor Jesus, essenosso salvador, esse que fez Expiao por ns, pode resolver o problema daquesto culpa, que uma questo universal, uma questo que atinge todos oshomens. As pessoas tentam lidar com essa questo de muitas formasdiferentes. Alguns se suicidam por causa da culpa. Outros tentam promoverboas obras por causa da culpa. Outro