10ª EDIÇÃO REVISTA CONILON BRASIL

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EDIÇÃO AGOSTO / SETEMBRO 2011

Text of 10ª EDIÇÃO REVISTA CONILON BRASIL

  • DISTRIBUIO GRATUITAVENDA PROIBIDA

    ARTIGOIWCA: Aliana Internacional Mulheres do Caf

    COLHEITAColheita do Conilon a plenovapor no Esprito Santo

    ENTREVISTA COM ROMRIO GAVA FERRO, PESQUISADOR DO INCAPER DO ES

  • NA INTERNET

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    NotciasConfira as principais notcias e acontecimen-tos do agronegcio caf.

    Calendrio de exposies e feiras dos eventos ligados a agricultura.

    Banestes vai investir R$ 130 milhes no caf capixaba

    O Banestes vai aplicar, este ano, R$ 130 milhes na cafeicul-tura. Os recursos, oriundos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcaf), destinam-se safra 2011/2012. O montante soma-se aos R$ 40 milhes destinados para a colheita do caf, investimento feito com recursos prprios da instituio.

    O anncio foi feito pelo diretor Comercial do Banco, Jos An-tnio Bof Buffon, na ltima sexta-feira (03), durante visita Fazenda Experimental de Marilndia (FEM), localizada no mu-nicpio de mesmo nome. A FEM uma das 12 unidades do g-nero pertencentes ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistncia Tcnica e Extenso Rural (Incaper).

    Representantes do Banestes estiveram na Fazenda para conhe-cer as pesquisas desenvolvidas pelo Incaper e tambm para ter contato direto com a produo de caf. Eles estiveram em um cafezal e assitiram aos processos de colheita, de secagem e de moagem do gro.

    O valor liberado pelo Banestes por meio do Funcaf o mais expressivo at ento e, portanto, histrico. imprescindvel que os gerentes do Banestes entendam a atividade cafeeira, pois li-dam diariamente com o produtor rural e podem melhor orient-lo sobre o uso do crdito, afirmou Buffon.

    Os gerentes das agncias Banestes subordinadas Superinten-dncia Regional Norte (Suren) participaram de uma espcie de treinamento para conhecerem o processo de produo do caf, desde o plantio at a venda. Estiveram presentes tambm os su-perintendentes Joo Carlos Bussular e Jos Gidalberto Santana.

    As explanaes sobre a cultura cafeeira ficaram por conta do pesquisador do Incaper Romrio Gava Ferro; do gerente Co-mercial e de Relacionamento do Banco de Desenvolvimento do Esprito Santo (Bandes), Paulo Srgio Dias Federici; e da as-sessora tcnica da rea de Crdito Rural do Banestes, Priscila Andrade Silva Faria.

    A gerente da Agncia Banestes So Gabriel da Palha, Gilvnia Boldrin Bonomo Guimares, revelou-se satisfeita com a visita: A rotina de trabalho da Agncia no permite que faamos isso, mas uma visita assim fundamental para conhecermos melhor as atividades que estamos financiando...

    Dora Dalmasio

  • Sumrio CONILON BRASIL - JUNH0 / JULHO 2011ANO II - EDIO N 10

    CAPA 14

  • 7ENTREVISTARomrio Gava Ferro, Pesquisador e Coordenador do Incaper

    12ARTIGOSIWCA: Aliana Internacional Mulheres do Caf

    23GUAElemento fundamenrtal da vida

    26GESTO DO AGRONEGCIOVix Partners

    28ESPAO GOURMETAna ArgentaIniciando um negcio de sucesso em cafeteria

    COLHEITAColheita do Conilon a pleno

    vapor no Esprito Santo

    19

    18

    CONILON TECHAzadiractina

    23 Feira de Cafs Especiais - Houston,

    Texas

    20

    COBERTURA

  • Carta do EditorPrezados amigos, com grande alegria que comeo esse novo desafio dentro da equipe Conilon Brasil, espero que a partir dessa edio, possamos levar para vocs assuntos de relevncia dentro da cadeia do caf.

    Comear um trabalho sempre motivador e desafiador, como sabem, sou o gerente de marketing da empresa, e agora como editor, tenho o objetivo de aproximar ainda mais nossos leitores e anunciantes de nossa revista, atravs de notcias e reportagens de interesse do agronegcio caf.

    Essa edio foi feita com assuntos observados em diversas visitas a produtores, feiras do setor e anlises de mercado, com temas atuais para os envolvidos em melhorar a qualidade do caf conilon e posicion-lo em um mercado com valor agregado.

    Acreditamos que temos que olhar o caf conilon de forma sistmica, para isso, ser mostrado o papel do mercado, em uma reportagem esclarecedora sobre comrcio justo. Teremos tambm o artigo da IWCA, discorrendo sobre o importante papel das mulheres no caf.

    Espero que desfrutem de uma boa leitura, com um bom caf conilon ( 100% maduro, seco em terreiro, cereja descascado ou natural, fica a dica).

    Arthur Fiorottarthur@conilonbrasil.com.br

    Editor: Arthur Fiorott Consultor Tcnico: Adelino ThomaziniDiretora Financeira: Neide Baldo Editora de Texto: Tania ThomaziniDiretor de Arte: Jaques Brinco Jr Impresso: Grfica e Editora GSAColaboradores Nesta Edio: Josiane Cotrim, Sebrae, Enio Queijada de Souza, Sylvia Cassimiro Pinheiro, Rogrio Galuppo Fernandes, Adriano Matos Rodrigues, Joo Augusto Prsico, Jackeline Uliana da Pronova, Ana Argenta.Atendimento Comercial: 27 3224 - 3412 comercial@conilonbrasil.com.brEndereo para correspondncia: Rua Clvis Machado, 176 - Sala 405 Ed. Conilon, Enseada do Su CEP 29050-900 Vitria - ES

    Revista com Tiragem Bimestral: 2 mil exemplaresDistribuio Gratuita: ES, RJ, SP, MG, BA, RO, MT, GODistribuio Nacional: Governo dos Estados, Associaes, Prefeituras, Setor Produtivo Industrial e Comercial, Produtores Rurais, Agrnomos, Cooperativas e Universidades.

    *Os textos, incluindo opinies e conceitos emitidos, so de responsabilidade exclusiva de seus autores.

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  • ENTREVISTA

    Conilon Brasil 7

    CB: Quais so as novas tecnologias para o desenvolvimento do caf coni-lon no Esprito Santo e Brasil?

    Romrio: A pesquisa cientfica com o caf conilon, uma atividade dinmica desenvolvida no Esprito Santo, pelo Incaper desde 1985. Nesses mais de 25 anos de pesquisa, vm sendo executados trabalhos baseados nas demandas levan-tadas pela cadeia do caf. Atualmente so 30 projetos de pesquisas, 103 expe-rimentos, conduzidos nas diferentes re-as do conhecimento, que geraram vrias tecnologias, produtos e conhecimentos, amplamente utilizados pelos cafeiculto-res. Foram seis variedades, plantio em linha, espaamento, vergamento, reco-mendaes de calagem e adubao, a poda programada de ciclo, manejo de

    pragas e doenas, conservao de solo, manejo de irrigao e tecnologias para a melhoria da qualidade final do produ-to, descritas em diferentes publicaes, sendo a mais completa, o livro Caf Conilon. Grande parte dos trabalhos tm sido realizados em parcerias com vrias instituies nacionais e interna-cionais, envolvendo pesquisas bsicas e aplicadas. Os destaques atuais e futu-ros, so as novas variedades clonais a serem lanadas; identificao de genes que conferem resistncia a ferrugem e a seca; caracterizao de germoplas-ma; trabalhos associados a qualidade de bebida, a ferrugem, os nematides, a nutrio e o manejo de irrigao. Os re-sultados obtidos so usados por mais de 40% dos cafeicultores capixabas, numa rea estimada de 120 mil hectares. Os

    produtores que utilizam adequamente as tecnologias, alcanam produtividades de 45 a 150 sacas/ha. Essas tecnologias contribuiram nos ltimos 18 anos,para o aumento de mais de 200% na produtivi-dade e na produo de caf conilon do Esprito Santo.

    CB: Um dos grandes problemas do caf conilon a no mecanizao de sua colheita, existem estudos para que em breve possamos usar colheitadei-ras na lavoura de Conilon?

    Romrio: A planta do caf conilon muito diferente do arbica, nos aspec-tos de porte, arquitetura, produtividade, nas tcnicas de implantao e manejo das lavouras, colheita, secagem e bene-ficiamento. A planta multicaule e os

    Romrio Gava FerroEngenheiro Agrnomo formado pela UFES, Mestre e Doutor em Gentica e Melhoramento de Plantas pela UFV. Pesquisador do Incaper desde 1985, Coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura, Bolsista de Produtividade Cientfica no CNPq, autor de mais de 300 trabalhos tcnicos-cientficos.

    Romrio Gava FerroCoordenador do Programa Estadual de Cafeicultura do Incaper

  • ENTREVISTA

    8 Conilon Brasil

    frutos so bastante aderidos aos ramos. No geral a maturao uniforme e os frutos no despreendem dos ramos ao atingirem a maturao fisiolgica. As mquinas desenvolvidas para a colheita do caf arbica no se adaptam bem a do Conilon. do conhecimento de to-dos que a colheita a prtica que mais onera o custo de produo, e quase na sua totalidade realizada de forma ma-nual. Mesmo sabendo que a maioria da colheita do Conilon realizada pelas fa-mlias, verifica-se que os grandes produ-tores, os mais empresariais, esto tendo dificuldade de aumentar a sua produo pela falta e elevado custo da mo de obra, principalmente nessa operao. H demanda por tecnologias para colheita mecnica. Houveram vrias iniciativas nesse sentido, mas ainda no foram de-senvolvidas tecnologias bem ajustadas para resolver essa questo, em funo das caractersticas que possui essa plan-ta. Visando resposta a esse problema, h um projeto ainda em discusso, entre o Incaper e instituies privadas, objeti-vando pesquisar variedades, manejo da planta e desenvolvimento de mquinas, para atender a colheita mecnica do caf conilon. CB: Em seu livro ( ... ) voc relata que o caf conilon que plantamos no Esp-rito santo proveniente da regio do rio Koulliou , entre o Congo e o Ga-

    bo, na frica. Se tratando de c. cane-phora, quais as diferenas existentes entre o caf conilon e o caf robusta? Romrio: Quando pensamos em caf, direcionamos a mente para mais de 100 espcies. Dessas, apenas duas so responsveis por todo o caf produzi-do e consumido no mundo, que so as Coffea arab