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16369724 1000-perguntas-e-respostas-direito-civil

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  • 1. Abreviaturas e siglas usadasVIINota 3. edio IXCaptulo I - Parte Geral do Cdigo Civil1Captulo II - Direito de Famlia19Captulo III - Direito das Coisas 43Captulo IV - Direito das Obrigaes53IV.2. Contratos 65IV.3. Responsabilidade Civil82Captulo V - Direito das Sucesses95Captulo VI - Locao 123Captulo VII - Direito de Autor 141Captulo VIII - Direito Agrrio 155Bibliografia163ABREVIATURAS E SIGLAS USADASart. - artigoBNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Socialcc - Cdigo CivilCDC - Cdigo de Defesa do Consumidorcf. - conformeCF - Constituio FederalCLT - Consolidao das Leis do TrabalhoCP - Cdigo PenalCPC - Cdigo de Processo CivilCPP - Cdigo de Processo PenalECA - Estatuto da Criana e do Adolescenteetc. - et coeteraEx., ex. - exemploFUNAI - Fundao Nacional do ndioINCRA - Instituto Nacional de Colonizao e Reforma AgrriaMP - Ministrio Pblicon. - nmeroOAB - Ordem dos Advogados do BrasilS/C - Sociedade CivilSTF - Supremo Tribunal FederalSTJ - Superior Tribunal de JustiaUFRJ Universidade Federal do Rio de janeiroNOTA 3. EDIO Este livro faz parte de uma coleo - 1.000 Perguntas e Respostas originalmente destinadas aos candidatos aos Exames da OAB. Para grata surpresa dos autores, no entanto, os alunos de graduao dosCursos de Direito de todo o pas passaram a adquiri-los, ao estudar para asprovas das matrias lecionadas nas faculdades, sendo que, em algumas delas, osprprios professores passaram a adotar nossos livros.

2. Tambm candidatos a concursos pblicos, sempre preocupados em estudaras matrias exigidas, no menor espao de tempo possvel, e de forma organizada,vm utilizando os volumes da coleo para complementar sua preparao. Por isso, acrescentamos nas capas, que os livros podem ser usados paraas provas das Faculdades de Direito, para os Exames da OAB e para ConcursosPblicos. A cada edio, procuramos incorporar as valiosas sugestes que nossoscolegas e alunos tm formulado, alm de atualizar as respostas segundo os novosdiplomas legais em vigor. Como nos demais volumes da coleo, procurou-se facilitar o estudo,segundo uma estrutura lgica, abrangendo toda a matria do programa de DireitoCivil dos cursos de graduao. Os primeiros cinco captulos do livro seguemrigorosamente a estrutura do vigente Cdigo Civil, e os demais abordam matriasrelevantes, reguladas por leis especiais. Assim, os estudantes e candidatos podero preparar-se, de formaorganizada, enfocando as partes em que se sentirem mais inseguros, mas semperder de vista o sistema jurdico constitucional, que consiste em interpretardispositivos no de forma isolada, mas em consonncia com todo o conjuntonormativo. A todos, bons estudos, boas provas!Os AutoresNOTA 2. EDIO A excelente acolhida do volume relativo ao Direito Civil - esgotada emmenos de 6 meses - levou os Editores a lanar de imediato esta segunda edio,j com algumas pequenas correes, que nossa leitura e meditao cuidadosassugeriram. Entre a primeira e a segunda edies do livro, a OAB-SP introduziu umamodificao em seu 100. Exame de Ordem, suprimindo a prova oral. Atualmente, em S. Paulo, os candidatos so submetidos, em uma primeirafase, a uma prova escrita, consistindo em 100 testes de mltipla escolha, relativosa Processo Civil, Processo Penal, Direito Civil, Direito Penal, DireitoConstitucional, Direito Administrativo, Direito Comercial, Direito do Trabalho,Direito Tributrio, Cdigo de tica e Estatuto da OAB. Ultrapassada a primeira etapa, devem os candidatos passar segundafase, tambm escrita, que consiste em apresentar solues a problemas prticos,podendo optar por um dentre quatro reas: Civil, Penal, Trabalhista ou Tributrio.Tambm nessa prova devero elaborar pea de advogado militante (peties,contestaes, recursos, memoriais) na rea de sua escolha. Qualquer que seja a forma do Exame de Ordem, no entanto - escrito ou oral- dever o candidato preparar-se de forma lgica e organizada para enfrent-lo,razo pela qual mantemos a estrutura deste livro, cujo escopo permitir revisorpida e consistente da matria j estudada nos cinco anos do curso degraduao em Direito. 3. Os AutoresCAPTULO I - PARTE GERAL DO CDIGO CIVIL1) Que matrias so reguladas pelo Cdigo Civil (CC)?R.: Os direitos e as obrigaes de ordem privada, concernentes s pessoas, aosbens e s suas relaes.2) Que pessoa natural?R.: o homem, a criatura humana, proveniente de mulher.3) Quando comea a personalidade civil do homem?R.: Desde o nascimento com vida.4) Que nascituro?R.: o ser j gerado, mas que ainda est por nascer.5) O nascituro possui direitos?R.: Sim. So chamados direitos in fieri, isto , expectativas de direitos, que iromaterializar-se quando nascer com vida.6) A lei protege as expectativas de direito do nascituro?R.: Sim, a lei os protege. Nascendo com vida, confirmam-se esses direitos. Onatimorto no os tem. como se esses direitos jamais tivessem existido.7) Como so defendidos em juzo os direitos do nascituro?R.: Por meio dos pais ou do curador, podendo figurar o nascituro como sujeitoativo ou passivo de obrigaes e direitos.8) Que capacidade civil?R.: a aptido da pessoa natural para exercer direitos e assumir obrigaes naordem jurdica.Pg. 29) Como termina a existncia do homem?R.: Pela morte. Para fins patrimoniais, termina tambm pela declarao judicial deausncia.10) Morrendo algum, cessam seus direitos?R.: No. Cessa apenas sua capacidade civil, mas seus direitos se transmitem aosherdeiros. H direitos, como, por exemplo, o direito imagem, referentes aoprprio falecido, mas que podem, no entanto, ser pleiteados pelos herdeiros.11) Que pessoas so consideradas por lei como absolutamente incapazes paraexercer os atos da vida civil? 4. R.: Os menores de 16 anos; os loucos de todo gnero; os surdos-mudos que nopuderem exprimir a vontade; e os judicialmente declarados ausentes.12) Quem so considerados pela lei civil como relativamente incapazes pararealizar certos atos ou maneira de exerc-los?R.: Os maiores de 16 anos e menores de 21 anos; os prdigos; e os silvcolas.13) Com que idade cessa a menoridade civil?R.: Com 21 anos.14) H outra forma de fazer cessar a menoridade, antes de completar 21 anos?R.: Pela emancipao.15) Como se d a emancipao?R.: Se o menor tiver idade superior a 18 anos, os pais podem conceder-lheemancipao, dada por escritura pblica ou particular, que dever ser registradano Cartrio de Registro Civil. falta dos pais, por sentena do juiz da Vara daInfncia e da Juventude, ouvido o tutor, se houver. Pode dar-se a emancipao,tambm, pelo casamento, pelo exerccio de funo pblica, pela colao de grauem curso superior ou pelo estabelecimento, com recursos prprios, de sociedadecivil ou comercial.16) possvel revogar a emancipao?R.: Uma vez concedida, por qualquer meio, irrevogvel e definitiva.Pg. 317) Como praticam os atos da vida civil os menores de 16 anos e os que tm entre16 e 21 anos?R.: Os menores de 16 anos so representados pelos pais ou pelo tutor, quepraticam os atos sozinhos, pelo menor ou em seu nome. Os maiores de 16 emenores de 21, no emancipados, so assistidos pelos pais, pelo tutor ou pelocurador, que praticam atos ao lado do menor, auxiliando-o e integrando-lhe acapacidade civil.18) Que prdigo e a que se limita sua interdio?R.. Prdigo o que, por esbanjar seu patrimnio, declarado como tal porsentena judicial. Sua interdio limitada ao campo das obrigaes de cunhopatrimonial.19) As doenas, as deficincias fsicas ou a idade avanada so causa deincapacidade civil?R.: Por si ss, no. Somente se impedirem a manifestao ou a transmisso dalivre vontade do doente, do deficiente ou do idoso.20) Como os ndios praticam atos da vida civil? 5. R.: Ao praticar atos da vida civil, os ndios so tutelados pela Fundao Nacionaldo ndio (Funai), podendo liberar-se da tutela por meio de sentena judicial, ouvidaa Funai, ou por declarao desta, homologada judicialmente. A emancipao podeser coletiva, de toda a comunidade indgena a que pertenam, por decreto doPresidente da Repblica.21) Quais os requisitos para a emancipao do ndio?R.: Idade mnima de 21 anos, conhecimento da lngua portuguesa, habilitaopara o exerccio de atividade til e razovel compreenso dos usos e costumesnacionais.22) Qual a lei extravagante que regula a situao jurdica dos ndios?R.: O chamado Estatuto do ndio, Lei Federal n. 6.001/73.23) A lei distingue os direitos do brasileiro dos do estrangeiro?R.: Embora o art. 3. do CC diga que no h distino, encontram-se inmerasnormas constitucionais e ordinrias que distinguem, juridicamente, o estrangeiro,em relao ao brasileiro. Por exemplo, somente mediante autorizao, podero osestrangeiros comprar terras cuja rea seja superior a 3 vezes o mdulo rural (Lein. 5.709/71)Pg. 424) Qual a lei extravagante que regula a situao jurdica dos estrangeiros?R.: Estatuto do Estrangeiro, Lei Federal n. 6.815/80. Encontra-se reguladatambm na Constituio Federal (CF) de 1988. Quanto aos portugueses, medianteConveno Internacional celebrada entre Brasil e Portugal, podem eles gozar deigualdade de direitos desde que o requeiram ao Ministro da Justia e preenchamcertos requisitos.25) Quais os direitos assegurados e negados aos naturalizados?R.: Asseguram-se-lhes os mesmos direitos civis dos brasileiros. No podem,entretanto, exercer alguns cargos polticos (Presidente e Vice da Repblica,Presidente da Cmara dos Deputados, do Senado, Ministro do Supremo TribunalFederal (STF), diplomata, oficial das Foras Armadas) e sofrem restries quanto propriedade de empresas de comunicao (devem ser naturalizados h mais de10 anos).26) O que comorincia?R.: a morte de duas ou mais pessoas, na mesma ocasio, geralmente emacidente ou desastre, sem que seja possvel determinar a ordem cronolgica dasmortes.27) Quais as conseqncias da comorincia?R.: Tem conseqncias patrimoniais na sucesso. No Brasil, ocorrendo acomorincia, presumir-se-o mortos simultaneamente, no se estabelecendosucesso entre os comorientes. 6. 28) O que pessoa jurdica?R.: a entidade constituda de pessoas ou de bens, personalizada, com direitos,obrigaes e patrimnio prprios.29) Como se dividem as pessoas jurdicas? Dar exemplos.R.: Podem ser de Direito Pblico e de Direito Privado. As de Direito Pblico podemser externas (pases estrangeiros, a Organizao das Naes Unidas (ONU)) ouinternas (Unio, Estados, partidos polticos).As de Direito Privado so as sociedades civis, comerciais, associaes, fundaese as sociedades de economia mista.Pg. 530) Qual a diferena entre associao e sociedade civil?R.: Em geral, a associao no possui fins lucrativos, ao contrrio da sociedadecivil, que sempre visa a lucro.31) O que fundao?R.: um patrimnio, personalizado e afetado por seu instituidor a determinadafinalidade.32) Como pode ser criada uma fundao de Direito Privado?R.: Por escritura pblica ou por testamento. O instituidor dever doar os recursosnecessrios, indicar a finalidade e, se o desejar, a forma de administrar opatrimnio. Pode tambm ser criada pelo Poder Pblico, continuando a ter carterprivado, salvo lei federal expressamente em contrrio.33) Quem fiscaliza as fundaes privadas?R.: O Ministrio Pblico (MP).34) O que so sociedades de economia mista?R.: So pessoas jurdicas de Direito Privado, criadas por lei, para a explorao deatividade econmica, sob a forma de sociedade annima (S/A), em que seassociam capitais pblicos e privados, cujas aes com direito a voto pertenam,em sua maioria, ao Estado ou a entidade da Administrao Indireta,predominando, pois, a direo do Estado. Seus bens so penhorveis, mas noesto sujeitas falncia. Ex.: Companhia do Metropolitano de So Paulo - Metr.35) O que so empresas pblicas unipessoais?R.: So pessoas jurdicas de Direito Privado, com capital prprio e 100% pblico,criadas por lei, para a explorao de atividade econmica, que o governo sejaobrigado a exercer, podendo revestir-se de qualquer das formas em Direitoadmitidas, prevalecendo as definidas no Decreto-Lei n. 200. Ex.: Banco Nacionalde Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES).36) O que so quase-pessoas jurdicas? 7. R.: So entidades no dotadas de personalidade jurdica, mas que configuramcentros de relaes e interesses jurdicos, possuindo capacidade processual ativae passiva. Ex.: esplio, massa falida, navio, condomnio em edifcios.Pg. 637) Quem representa em juzo essas quase-pessoas jurdicas?R.: O administrador dos bens: inventariante, sndico da massa, capito, sndico docondomnio, etc.38) Como se inicia a existncia legal das pessoas jurdicas de Direito Privado?R.: Pela inscrio de seus contratos, atos constitutivos, estatutos oucompromissos em seu registro peculiar, regulado por lei especial ou comautorizao ou aprovao do governo, quando exigida.39) Como se inicia a existncia legal das pessoas jurdicas de Direito Pblico,como as autarquias?R.: Inicia-se com a lei que as criou, e, por isso, no so registradas.40) Onde se registra o ato constitutivo de um escritrio de advocacia?R.: No Registro Civil de Pessoas Jurdicas, pois sua forma jurdica sociedadecivil (S/C).41) Onde se registra o contrato social da sociedade mercantil?R.: Na Junta Comercial.42) Como se extinguem as pessoas jurdicas?R.: Pela dissoluo, deliberada entre seus membros, ressalvados os direitos daminoria e de terceiros; por determinao legal; por ato do governo, que lhe cassea autorizao para funcionar quando incorrer em atos opostos a seus fins oucontrrios aos interesses pblicos.43) O que domiclio civil da pessoa natural?R.: o lugar onde ela estabelece a residncia com nimo definitivo.44) Onde o domiclio das pessoas jurdicas de Direito Civil?R.: A sede ou a filial, conforme os atos praticados, ou determinao dos seusestatutos.Pg. 745) Onde o domiclio legal da Unio, dos Estados e dos Municpios?R.: Respectivamente, o Distrito Federal, as respectivas capitais e os locais ondefunciona a Administrao Municipal.46) Quais os tipos de domiclios existentes? 8. R.: Voluntrio - estabelecido pela vontade do indivduo; legal - estabelecido em lei;de eleio - estabelecido pelas partes, de comum acordo, nos contratos.47) Onde o domiclio da pessoa natural se ela tiver diversas residncias ouvrios centros de ocupao?R.: Em qualquer residncia, ou centro de ocupao.48) Qual o domiclio da pessoa que no tem residncia habitual ou ganha a vidasempre viajando, sem ponto central de negcios?R.: O do lugar onde for encontrada.49) Qual o domiclio dos incapazes?R.: O de seus representantes legais.50) O que nome?R.: o elemento externo pelo qual se designa, se identifica e se reconhece apessoa no mbito da famlia e da sociedade.51) Qual a natureza jurdica do nome?R.: H pelo menos 4 correntes a respeito, considerando o nome como: a) forma depropriedade; b) direito da personalidade, exercitvel erga omnes, e cujo objeto inestimvel; c) direito subjetivo extrapatrimonial, de objeto imaterial; d) sinaldistintivo revelador da personalidade.52) Quais os elementos que compem o nome?R.: Prenome (ex.: Joo, Jos Roberto), patronmico ou apelido de famlia (ex.:Gomes, Ferreira) e agnome (Filho, Jnior, Neto, Sobrinho).53) Em que casos se admite a alterao do nome?R.: A regra geral a da imutabilidade do nome, mas a lei e a jurisprudncia tmpermitido alteraes no nome em casos tais como: erro grfico evidente, nomesridculos, exticos ou obscenos, uso corrente de nome diverso do constante doRegistro Civil, incluso de alcunha, homonmia que causa problemas.Pg. 854) Pode a concubina utilizar o patronmico do companheiro?R.: Sim, desde que exista impossibilidade de contrarem matrimnio, que tenhamvida em comum por mais de 5 anos ou exista filho da unio, e que o companheiroconcorde.55) Em que outras situaes pode o nome ser alterado?R.: Na adoo, no reconhecimento, no casamento, na separao judicial, nodivrcio, dentre outros.56) Que so bens corpreos e incorpreos? 9. R.: So, respectivamente, os bens fsicos (ex.: uma casa) e abstratos (ex.: umdireito).57) Que so bens mveis, semoventes e imveis?R.: So, respectivamente, os que podem ser transportados por movimento prprioou removidos por fora alheia (ex.: um carro, um vaso), os animais e os que nopodem ser transportados sem alterao de sua substncia (ex.: um apartamento).58) Que so bens fungveis e infungveis?R.: So, respectivamente, os bens mveis que podem ser substitudos por outrosde mesma espcie, qualidade e quantidade (ex.: 5 sacos de feijo) e osinsubstituveis, por existirem somente se respeitada sua individualidade (ex.:determinada pintura ou escultura).59) Que so bens consumveis e inconsumveis?R.: So, respectivamente, os bens mveis que se destroem pelo uso (ex.:alimentos em geral) e os durveis (ex.: uma cadeira).60) Que so bens divisveis e indivisveis?R.: So, respectivamente, aqueles que podem ser fracionados em pores reais(ex.: um terreno) e aqueles que no podem ser fracionados sem se lhes alterar asubstncia, ou que, mesmo divisveis, so considerados indivisveis pela lei oupela vontade das partes (ex.: um livro, um imvel rural de rea inferior ao mdulorural).61) Que so bens singulares e coletivos?R.: So, respectivamente, os que se consideram de per si (ex.: um livro) e osagrupados em um conjunto (ex.: uma coleo de moedas).Pg. 962) Que so bens principais e acessrios?R.: So, respectivamente, os que existem em si e por si, abstrata ouconcretamente, e aqueles cuja existncia supe a existncia do principal (Obs.:em geral, salvo disposio em contrrio, a coisa acessria segue a principal -accessorium sequitur principale).63) Que so bens particulares e bens pblicos?R.: So, respectivamente, os que pertencem a pessoas naturais ou jurdicas deDireito Privado e os que pertencem a pessoas jurdicas pblicas polticas, Unio,aos Estados e aos Municpios.64) Que so bens em comrcio e bens fora do comrcio?R.: So, respectivamente, os bens passveis de serem vendidos e os insuscetveisde apreciao (ex.: luz solar) ou inalienveis por lei ou por destinao (ex.: bem defamlia). 10. 65) Que so benfeitorias?R.: So bens acessrios acrescentados ao imvel, que o bem principal.66) Quais os tipos de benfeitorias existentes?R.: Necessrias (imprescindveis conservao do imvel ou para evitar-lhe adeteriorao), teis (aumentam ou facilitam o uso do imvel) e volupturias(embelezam o imvel, para mero deleite ou recreio).67) Que so frutos?R.: So bens acessrios que derivam do principal.68) Quais os tipos de frutos existentes?R.: Naturais (das rvores), industriais (da cultura ou da atividade) e civis (docapital, como os juros).69) Que tipos de bens so os navios e as aeronaves?R.: So bens sui generis. Necessitam de registro, admitem hipoteca, possuemnacionalidade, alm de nome (o navio) ou marca (a aeronave). No possuempersonalidade jurdica, mas so tidos como se a tivessem, sendo ainda centros derelaes e interesses jurdicos.70) Que bem de famlia?R.: imvel prprio, designado pelo proprietrio, para domiclio de sua famlia,isento de execuo por dvida, exceto de impostos relativos ao imvel. Pode servoluntrio, quando institudo pelo casal, ou legal, no caso de nico bem dafamlia, ou o de menor valor, no caso de a famlia ter mais de um.Pg. 1071) Que fato jurdico?R.: todo acontecimento derivado do homem ou da natureza que produzconseqncias jurdicas.72) Que ato jurdico?R.: Conforme nosso CC, todo ato lcito, que tenha por fim imediato adquirir,resguardar, transferir, modificar ou extinguir direitos.73) Quais os requisitos de validade do ato jurdico?R.: Agente capaz, objeto lcito, livre vontade e forma prescrita (quando exigida) ouno proibida (defesa) em lei.74) Qual a diferena entre negcio jurdico e ato jurdico?R.: H autores que, adotando a doutrina alem dos pandectistas, empregam aexpresso negcio jurdico quando o ato jurdico for tpico de obrigaes econtratos, e ato jurdico para os demais. No Direito brasileiro, a distino no temmaior significado. 11. 75) Quais so os defeitos dos atos jurdicos?R.: Erro, dolo, coao, simulao ou fraude contra credores.76) Que erro?R.: a falsa noo sobre alguma coisa. "Errar saber mal; ignorar no saber".Ex.: comprar uma escultura de um artista, pensando que de outro.77) Qual a conseqncia do erro sobre a validade do ato jurdico?R.: Se o erro for substancial ou essencial, o ato jurdico poder ser anulado, comono caso anterior. Se o erro for acidental ou secundrio (comprar uma casa quetenha 26 portas pensando que tinha 27), no ensejar nulidade.78) Que dolo?R.: o artifcio empregado conscientemente para enganar algum.Pg. 1179) Qual a conseqncia do dolo sobre a validade do ato jurdico?R.: O dolo com gravidade (dolus malus) enseja anulao do ato jurdico. Meroelogio de vendedor, enaltecendo a coisa (dolus bonus), no considerado dolo e,pois, no enseja a anulao do ato jurdico.80) Que coao?R.: a violncia fsica e moral que impede a livre manifestao da vontade depelo menos uma das partes.81) Qual a conseqncia da coao sobre a validade do ato jurdico?R.: A coao grave enseja anulao do ato jurdico. A ameaa do exerccio normalde um direito ou o simples temor reverencial no so consideradas formas decoao e, pois, no ensejam a anulao do ato jurdico.82) Que simulao?R.: a declarao enganosa da vontade, geralmente acordada entre as partes,que visam a obter algo diverso do explicitamente indicado, criando-se meraaparncia de direito, para iludir ou prejudicar terceiros ou burlar a lei.83) Qual a conseqncia da simulao sobre a validade dos atos jurdicos?R.: A simulao, ao impedir a livre manifestao de vontade, enseja anulao doato jurdico, mas necessrio que algum tenha tido prejuzo ou que a lei tenhasido burlada.84) Depois de praticarem ato jurdico simulado, as partes passam a discutir entresi e a litigar judicialmente. Alguma delas poder alegar que o ato jurdico foisimulado?R.: Quem criou o vcio no poder argi-lo em juzo. um tradicional princpio deDireito, o de que ningum pode alegar, em seu benefcio, a prpria torpeza. 12. 85) O que fraude contra credores?R.: o ato praticado pelo devedor insolvente ou na iminncia de s-lo, quedesfalca seu patrimnio, onerando, alienando ou doando bens, de forma asubtra-los garantia comum dos credores.Pg. 1286) Quais as condies necessrias para que se reconhea a fraude contracredores?R.: Deve haver acordo entre as partes contratantes (consilium fraudis), e deve serpossvel demonstrar que a celebrao do ato jurdico se destinava a prejudicarterceiros (eventum damni). Se a alienao ocorreu a ttulo gratuito, presume-se afraude.87) Como se pode anular o ato jurdico praticado em fraude a credores?R.: Mediante ao prpria, denominada revocatria ou pauliana.88) O que fraude execuo?R.: a alienao ou a onerao de bens do devedor, quando contra ele j pendiaao fundada em direito real ou corria contra ele demanda capaz de lev-lo insolvncia. Ocorre tambm nos casos expressos em lei.89) Qual a diferena entre fraude execuo e fraude contra credores?R.: Fraude execuo matria de direito processual. Pouco importa, para suaexistncia, que o autor tenha expectativa de sentena favorvel em processo decognio, ou se portador de ttulo executivo extrajudicial que enseja processo deexecuo. Os atos praticados em fraude execuo so ineficazes, podendo osbens ser alcanados por atos de apreenso judicial, independentemente dequalquer ao de natureza declaratria ou constitutiva. Fraude contra credores matria de direito material. Consta de atos praticados pelo devedor, proprietrio debens ou direitos, a ttulo gratuito ou oneroso, visando a prejudicar o credor emtempo futuro. O credor ainda no ingressou em juzo, pois a obrigao pode aindano ser exigvel. A exteriorizao da inteno de prejudicar somente semanifestar quando o devedor j se achar na situao de insolvncia. O credordeve provar a inteno do devedor de prejudicar (eventum damni) e o acordoentre o devedor alienante e o adquirente (consilium fraudis). Os atos praticadosem fraude contra credores so passveis de anulao por meio de aoapropriada, denominada ao pauliana. Os bens somente retornam ao patrimniodo devedor (e ficaro sujeitos penhora) depois de julgada procedente a aopauliana.Pg. 1390) Quais os elementos acessrios ou acidentais dos atos jurdicos?R.: Condio, termo e encargo.91) O que condio? 13. R.: o evento futuro e incerto ao qual fica subordinado o efeito do ato jurdico.92) O que termo?R.: o momento em que comeam a valer ou perdem a validade os efeitos do atojurdico.93) O que encargo?R.: a obrigao imposta pelo disponente ao favorecido, para que o ato jurdicopossa produzir efeitos.94) Quais os tipos de condio existentes?R.: Causal, simplesmente potestativa, puramente potestativa, mista, suspensiva eresolutiva.95) O que condio causal?R.: a que depende da ocorrncia de fatos derivados do acaso.96) O que condio simplesmente potestativa?R.: a que fica ao arbtrio relativo de somente uma das partes.97) O que condio puramente potestativa?R.: a que fica ao completo arbtrio de uma das partes. O ato jurdico poder serinvalidado se celebrado com esta condio, porque apenas uma das partesmanifesta sua vontade, inexistindo acordo de vontades.98) O que condio mista?R.: a que depende da vontade de uma das partes e tambm da vontade deterceiro.99) O que condio suspensiva?R.: aquela que subordina a aquisio de um direito a evento futuro e incerto.Pg. 14100) O que condio resolutiva?R.: aquela que subordina a extino de um direito adquirido ocorrncia dedeterminado evento.101) O que ato juridicamente nulo?R.: aquele ao qual falta elemento substancial.102) Qual a diferena entre ato nulo e ato anulvel?R.: uma diferena de gravidade na falta ou no vcio de algum elemento, a critrioda lei. A nulidade absoluta constitui matria de ordem pblica, argvel a qualquertempo, por qualquer pessoa, pelo representante do MP e pelo juiz, de ofcio. Noadmite convalidao nem ratificao. decretada no interesse geral e imprescritvel. A nulidade relativa, que torna o ato anulvel, s pode ser argida 14. pelos interessados, dentro dos prazos previstos. decretada no interesse privadodo prejudicado. Admite convalidao e ratificao.103) O que convalidao?R.: a transformao de ato anulvel em ato plenamente vlido, ocorrendo pelaprescrio, pela correo do vcio, pela ratificao, etc.104) O que ratificao?R.: a aprovao, a confirmao ou a homologao de ato jurdico praticado pelaparte contrria, ou de ato anulvel, pela prpria parte.105) O que ato jurdico inexistente?R.: aquele que contm grau de nulidade to relevante, que nem chega a entrarno mundo jurdico, independendo de ao para ser declarado como tal. inconvalidvel. Ex.: casamento entre pessoas do mesmo sexo.106) O que ato jurdico ineficaz?R.: o ato jurdico perfeito, vlido somente entre as partes, mas que no produzefeitos perante terceiros (ineficcia relativa) ou ento no produz efeito peranteningum (ineficcia absoluta). Ex.: venda de veculo no registrada.107) Qual a diferena entre nulidade e ineficcia do ato jurdico?R.: A nulidade vcio intrnseco do ato, que o torna defeituoso. A ineficcia ocorrequando fatores externos ao ato, vlido somente entre as partes, impedem aproduo de efeitos em relao a terceiros, embora o ato jurdico seja perfeito.Pg. 15108) Quando que o ato jurdico ser absolutamente nulo?R.: Quando, embora reunindo os elementos essenciais de validade, tiver sidocelebrado com infrao a preceito legal obrigatrio, ou contenha clusula contrria ordem pblica ou aos bons costumes, ou ainda, no se tenha revestido da formaexpressamente determinada pela lei. A nulidade insanvel.109) Quando o ato jurdico ser anulvel?R.: Quando praticado por agente relativamente incapaz; quando eivado de vcioresultante de erro, dolo, coao, simulao ou fraude contra credores.110) O que so atos ilcitos no campo civil?R.: So aqueles praticados por agente, em ao ou omisso voluntria,negligncia ou imprudncia, de forma a violar direitos ou causar prejuzos aoutrem.111) Qual a conseqncia para o agente que praticou ato ilcito?R.: A indenizao vtima pelo agente causador do dano.112) O que exclui a ilicitude do ato? 15. R.: A legtima defesa e o exerccio regular de um direito reconhecido. Tambmexclui a ilicitude do ato se, praticado a fim de remover perigo iminente, causadestruio de coisa alheia.113) O que prescrio?R.: a impossibilidade de algum exercer um direito, pelo decurso do tempo oupela inrcia da parte durante a ao, que perde a oportunidade processual depleite-lo.114) Como e onde pode ser argida a prescrio?R.: A prescrio meio de defesa processual indireta, podendo ser alegada pelointeressado em qualquer instncia.115) O prazo prescricional pode ser interrompido?R.: Pode ser interrompido pelo interessado quando a ao versar sobre direitoobrigacional ou sobre direito das coisas.Pg. 16116) Quais as causas interruptivas da prescrio?R.: A prescrio interrompe-se: a) pela citao pessoal feita ao devedor (emverdade, basta o despacho que ordena a citao); b) pelo protesto (mas no ocambirio); c) pela apresentao do ttulo de crdito em juzo de inventrio ou emconcurso de credores; d) por qualquer ato judicial que constitua em mora odevedor; e e) por qualquer ato, mesmo extrajudicial, que importe reconhecimentodo direito pelo devedor.117) Qual a diferena entre interrupo e suspenso de prazos?R.: Na interrupo, o prazo volta a ser contado integralmente quando cessa acausa que lhe deu origem. Na suspenso, a contagem do tempo que aindafaltava, quando comeou. Assim, se o prazo de 15 dias, e a prescrio seinterrompe aps decorridos 12 dias, ao ser retomada a contagem, o prazo sernovamente de 15 dias. Se tivesse ocorrido suspenso, seriam contados somentemais 3 dias.118) Em que casos no correm prazos prescricionais?R.: Entre cnjuges durante o casamento; entre ascendentes e descendentes,durante o ptrio poder; entre tutelados ou curatelados e seus tutores e curadoresenquanto durar a tutela e a curatela; em favor daqueles relativamente aos bensconfiados sua guarda, quanto aos direitos e obrigaes relativas a estes bens(credor pignoratcio, mandatrio, etc. contra o mandante, o devedor, etc.). Tambmno corre a prescrio contra os incapazes, os ausentes do Brasil em serviopblico da Unio, dos Estados e dos Municpios, contra os militares servindo emtempo de guerra. No corre ainda quando pender condio suspensiva, noestando vencido o prazo e pendendo ao de evico.119) Quais os prazos prescricionais das aes pessoais e das aes reais? 16. R.: Pessoais - 20 anos; reais - 10 anos entre presentes, 15 anos entre ausentes.Os prazos so contados a partir das datas em que poderiam ter sido propostas asaes.120) Qual o menor prazo prescricional previsto no CC?R.: 10 dias. o da ao do marido para anular matrimnio contrado com mulherj deflorada. Conta-se a partir da data do casamento.Pg. 17121) Qual o prazo para o advogado cobrar honorrios devidos por um cliente?R.: 1 ano. O prazo contado a partir do vencimento do contrato de honorrios, dadeciso final do processo ou da revogao do mandato.122) O que decadncia?R.: a perda do direito material do agente que, por inrcia, no o exerce no prazoassinalado.123) Citar 5 diferenas entre prescrio e decadncia.R.: a) Na prescrio, o direito material extingue-se por via reflexa: perde-se odireito ao para pleite-lo e, portanto, no se consegue exercer o direitomaterial; na, decadncia, perde-se o prprio direito material, por no se terutilizado tempestivamente da via judicial adequada para pleite-lo; b) a prescriose suspende e se interrompe. A decadncia no pode ser suspensa neminterrompida; c) a prescrio renuncivel, a decadncia irrenuncivel; d) aprescrio abrange, via de regra, direitos patrimoniais; a decadncia abrangedireitos patrimoniais e no patrimoniais; e) a prescrio tem origem na lei; adecadncia, na lei e no ato jurdico.124) Dar exemplos de prazos decadenciais.R.: Direito de preferncia (3 dias, coisa mvel; 30 dias, coisa imvel); direito acontrair matrimnio, passados 90 dias da data dos proclamas; mandado desegurana, 120 dias; ao rescisria, 2 anos.CAPTULO II - DIREITO DE FAMLIA125) O que casamento?R.: a unio permanente de duas pessoas de sexos diferentes, de acordo comnormas de ordem pblica e privada, cujo objetivo a constituio da famlialegtima.126) Quais as formalidades preliminares ao casamento que os nubentes devemcumprir?R.: Os nubentes devero habilitar-se perante o oficial do Registro Civil,apresentando um conjunto de documentos. O oficial lavrar os proclamas docasamento, mediante edital, que ser afixado por 15 dias no prprio cartrio. 17. 127) O que far o oficial se, decorridos 15 dias da afixao dos proclamas,ningum se apresentar para opor impedimento celebrao do casamento?R.: O oficial do cartrio dever certificar aos pretendentes que esto habilitados acasar dentro dos 3 meses imediatos.128) possvel dispensar-se estas formalidades?R.: Sim, em casos de urgncia, desde que sejam apresentados os documentos.Dentre estes casos de urgncia, mencione-se: um dos nubentes corre risco devida; a noiva, j grvida, deseja casar-se rapidamente para no revelar seuestado.129) Que tipos de impedimentos existem relativamente ao casamento?R.: Impedimentos absolutamente dirimentes, impedimentos relativamentedirimentes e impedimentos impedientes.Pg. 20130) Quais as conseqncias, se for celebrado casamento com infringncia acada espcie de impedimentos?R.: Absolutamente dirimentes - causam nulidade absoluta; relativamentedirimentes - causam nulidade relativa; impedientes - no tornam o casamento nulonem anulvel, mas acarretam sanes de natureza civil aos nubentes.131) Quais os impedimentos absolutamente dirimentes?R.: So os constantes do art. 183, incisos I a VIII. No podem casar: "I -ascendentes com descendentes; II - afins em linha reta; III adotante com ocnjuge do adotado e o adotado com o cnjuge do adotante; IV -os irmos e os colaterais, at o segundo grau. No terceiro grau de parentesco (tiocom sobrinha, por exemplo), permite-se o casamento, com restries; V - oadotado com o filho superveniente da me ou do pai adotivos; VI - as pessoascasadas; VII - o cnjuge adltero com seu co-ru, se ambos condenados poradultrio; VIII - o cnjuge sobrevivente com o condenado pelo homicdio outentativa de homicdio contra seu consorte".132) Quais os impedimentos relativamente dirimentes?R.: So os constantes do art. 183, incisos IX a XII. No podem casar: IX - ascoatas e as incapazes de consentir ou manifestar seu consentimento; X - o raptorcom a raptada enquanto esta no se achar fora de seu poder e em lugar seguro;XI - os sujeitos ao ptrio poder, tutela ou curatela, enquanto no obtiverem ou nolhes for suprido o consentimento do pai, do tutor ou do curador; XII - as mulheresmenores de 16 anos e os homens menores de 18 anos".133) Quais os impedimentos impedientes?R.: So os constantes do art. 183, incisos XIII a XVI. No podem casar: "XIII - ovivo ou a viva que tiver filhos do cnjuge falecido, enquanto no for feito oinventrio dos bens do casal e dada partilha aos herdeiros; XIV - a viva, ou amulher, cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, at 10 meses 18. depois do comeo da viuvez ou da dissoluo da sociedade conjugal, salvo seantes de findo este prazo der luz a algum filho; XV - o tutor ou curador e seusdescendentes, ascendentes, irmos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoatutelada ou curatelada, e no estiverem saldadas as respectivas contas, salvopermisso paterna ou materna manifestada em escrito autntico ou emtestamento; XVI - o juiz, ou escrivo e seus descendentes, ascendentes, irmos,cunhados ou sobrinhos, com rfo ou viva da circunscrio territorial onde um eoutro tiver exerccio, salvo licena especial da autoridade judiciria superior".Pg. 21134) Quem pode opor impedimentos absolutamente dirimentes e os relativamentedirimentes do art. 183, incisos I a XII?R.: O oficial do Registro Civil, aquele que presidir celebrao do casamento ouqualquer pessoa maior que apresente declarao escrita assinada juntamentecom as provas do fato alegado.135) Quem pode opor os impedimentos impedientes do art. 183, incisos XIII aXVI?R.: Os parentes, em linha reta, de um dos nubentes, sejam consangneos ouafins, e os colaterais at o segundo grau, consangneos ou afins.136) Como proceder o oficial do Registro Civil se algum opuser impedimentos celebrao do casamento?R.: Notificar os nubentes ou seus representantes legais do impedimento oposto,e os nubentes devero falar sobre eles, aceitando-os ou repelindo-os. Se oimpedimento no foi oposto de ofcio, indicar o nome do opoente.137) Como podero proceder os nubentes aps receber a notificao?R.: Podero fazer prova contrria ao impedimento oposto e tambm promoverao civil e criminal contra o opoente de m-f.138) Alguma outra irregularidade, alm das constantes do art.183, incisos I a XII,torna o casamento nulo?R.: O art. 208 do CC dispe que ser tambm nulo casamento contrado peranteautoridade incompetente.139) Esta causa de nulidade poder ser alegada a qualquer tempo?R.: No, somente dentro de 2 anos da celebrao do casamento.140) Quem poder aleg-la?R.: Dentro do prazo de 2 anos, qualquer interessado poder alegar esta causa denulidade. Tambm o MP poder aleg-la, exceto se um dos cnjuges j tiverfalecido.Pg. 22 19. 141) Quem poder promover a anulao do casamento contrado com infrao aoinciso IX do art. 183?R.: O prprio coato, o incapaz ou seus representantes legais.142) Como devero proceder os menores de 21 anos que desejarem casar?R.: No sendo emancipados, devero obter o consentimento dos pais.143) E se o pai concordar em dar autorizao filha e a me for contrria?R.: Antes da CF de 1988, prevalecia o disposto no art. 188 do CC, preceituandoque, se divergissem os pais, prevaleceria a opinio paterna. Atualmente, necessria a concordncia de ambos, ou, no havendo concordncia, deverhaver suprimento judicial da vontade de um deles.144) Depois do divrcio dos pais, uma jovem passa a viver com a me. Antes dos21 anos resolve casar-se. O pai contra, a me a favor. Qual dessas vontadesprevalece?R.: A da me, cnjuge com quem ficou a filha aps a separao de seus pais. Istoporque o art. 226, 5., da CF, diz que "os direitos e deveres referentes sociedade conjugal so exercidos igualmente pelo homem e pela mulher". Odivrcio dissolve a sociedade conjugal.145) Uma moa menor de 21 anos e maior de 16 anos deseja casar-se, mas tantoseu pai quanto sua me, por motivos absolutamente injustificados, opem-se aoenlace matrimonial. De que forma podero, ela e o noivo, celebrar o casamento deforma a no infringir qualquer dispositivo legal?R.: Havendo negao injusta do consentimento, a noiva pode conseguir que sejasuprido por via judicial.146) Perante qual autoridade judiciria dever ser pedido o suprimento doconsentimento dos genitores?R.: Perante o juiz da Vara da Infncia e da Juventude.147) Se o casamento foi contrado por incapaz, como poder ser convalidado?R.: O prprio incapaz, a partir do momento em que adquirir capacidade, poderratificar o casamento, tornando-o vlido a partir da data de sua celebrao (efeitoex tunc).Pg. 23148) O que so efeitos ex tunc e ex nunc?R.: Efeitos ex tunc so aqueles que retroagem data do ato. Efeitos ex nunc soaqueles que s valem para o futuro, no alcanando situaes pretritas.149) Quem pode requerer a anulao do casamento daqueles que estavamsujeitos ao ptrio poder, tutela ou curatela, que contraram matrimnio sem orespectivo consentimento, conforme exigido pelo inciso XI do art. 183? 20. R.: Somente os titulares do ptrio poder, tutores e curadores, respectivamente, eque no tenham assistido celebrao do casamento.150) Quem pode requerer a anulao do casamento da menor de 16 anos ou domenor de 18 anos?R.: O prprio cnjuge menor, seus representantes legais, os parentes em linhareta e os colaterais at segundo grau.151) Poder ser celebrado o casamento de rapaz de 18 anos com moa de 14anos a quem engravidou?R.: Sim. Para evitar a imposio ou o cumprimento de pena criminal, o casamentopoder ser celebrado.152) Dois menores de idade casam-se, infringindo o disposto no art. 183, incisoXI. Os pais da moa requerem a anulao do casamento. Enquanto tramita aao, a moa engravida. Poder o casamento ser anulado?R.: O casamento de que resultou gravidez no poder ser anulado, noprosperando, pois, a ao dos pais.153) Sob que condies poder casar-se o prdigo?R.: Com o consentimento de seu curador, se desejar casar-se em regime diversodo da separao de bens.154) Alguma outra irregularidade, alm das constantes dos incisos IX a XII do art.183, poder tornar o casamento anulvel?R.: Se houver, por parte de um dos nubentes, ao consentir, erro essencial sobre apessoa do outro cnjuge, o casamento poder ser anulado.Pg. 24155) O que erro essencial sobre a pessoa?R.: H vrias hipteses, indicadas pela lei e acolhidas pela jurisprudncia. Ex.:engano sobre a identidade do outro cnjuge, sobre sua honra e boa fama,ignorncia de defeito fsico irremedivel ou de doena grave transmissvel,ignorncia sobre prtica de crime inafianvel j tendo sido o cnjuge condenadopor sentena transitada em julgado, defloramento da mulher ignorado pelo marido.156) Quem tem legitimidade jurdica para propor a anulao do casamento, seocorreu erro fundamental sobre a pessoa?R.: Somente o cnjuge enganado.157) Quais os prazos para serem alegados nas hipteses de nubente j deflorada,falta de consentimento, coacto ou incapaz, erro essencial sobre a pessoa?R.: Respectivamente: 10 dias; 3 meses; 6 meses; 2 anos. So todos prazosdecadenciais.158) O que casamento inexistente? 21. R.: aquele celebrado com grau de nulidade to relevante, que nem chega aingressar no mundo jurdico, no sendo necessrio, via de regra, propor aojudicial para ser declarado sem efeito. Ex.: casamento celebrado entre vriaspessoas; casamento celebrado entre pessoas do mesmo sexo.159) A nulidade do casamento pode ser decretada ex officio?R.: No. Dever ser proposta ao ordinria, especialmente ajuizada para estefim. Sendo ao de estado, dever intervir necessariamente o MP. O juiz deverapelar de ofcio. A sentena de nulidade declaratria, produzindo efeitos ex tunc,ou seja, retroativos. A sentena de anulabilidade constitutiva negativa,produzindo efeitos ex nunc, isto , somente a partir do momento em que transitarem julgado.160) Quais as penas aplicveis aos vivos se se casarem antes de fazerinventrio e derem partilha dos bens aos herdeiros?R.: Os vivos que assim agirem, perdero o direito ao usufruto dos respectivosbens.Pg. 25161) Quais as penas aplicveis aos nubentes que se casarem infringindoquaisquer dos incisos XI a XVI do art. 183?R.: Sero obrigados a adotar o regime da separao de bens. Alm disso, estoimpedidos de fazer doaes um ao outro.162) H outras pessoas que podem sofrer penas pela infrao aos dispositivoslegais referentes ao casamento, alm dos nubentes?R.: Tutor, curador, oficial do Registro e juiz, conforme o caso.163) Quais so os deveres conjugais?R.: Fidelidade recproca, vida em comum no domiclio conjugal, mtua assistncia,sustento, guarda e educao dos filhos.164) Quais as conseqncias da anulao do casamento por culpa de um doscnjuges?R.: O culpado perder todas as vantagens havidas do cnjuge inocente, alm deobrigar-se a cumprir as promessas feitas no pacto antenupcial.165) Como pode ser celebrado o casamento?R.: O casamento civil comum celebrado perante o juiz de casamentos; ocasamento consular o realizado perante autoridade consular ou diplomtica dopas de origem dos nubentes, se de mesma nacionalidade; o casamento pode serrealizado por procurao; o casamento religioso dever ser registrado perante aautoridade civil.166) O que casamento in extremis? 22. R.: Tambm denominado casamento nuncupativo, o celebrado pelos prpriosnubentes, perante 6 testemunhas, quando um dos contraentes estiver em risco devida, no havendo mais tempo para a habilitao e a celebrao regular dasnpcias.167) O que casamento putativo?R.: o casamento nulo ou anulvel, contrado de boa-f, por pelo menos um doscnjuges, do qual tenha resultado filho comum, sendo reputado pelas partes oupor terceiros como celebrado de acordo com a lei.168) Quais as conseqncias do casamento putativo?R.: Em relao aos filhos e ao contraente de boa-f, produz os mesmos efeitos docasamento vlido e, em relao ao cnjuge que agiu de m-f, perder asvantagens havidas do cnjuge inocente.Pg. 26169) O que regime de bens entre os cnjuges?R.: o complexo de normas jurdicas que disciplinam as relaes econmicasentre marido e mulher durante o matrimnio. Adotado determinado regime debens, passa ele a vigorar a partir da data do casamento e , em princpio,inaltervel.170) O que pacto antenupcial?R.: a conveno escrita e formal, celebrada por meio de escritura pblica entreos nubentes, antes do casamento, sujeita condio suspensiva, que disporsobre o regime de bens. Ser eficaz somente a partir da data da celebrao docasamento, devendo ser averbado no Cartrio de Registro de Imveis.171) Em que casos ser possvel alterar o regime de bens?R.: Se houver bens adquiridos na constncia do casamento pelo esforo comumde ambos os cnjuges, mesmo se casados em regime de separao de bens, osaqestos comunicar-se-o. Ainda, se um dos cnjuges, legalmente obrigado acasar-se em determinado regime, contrai matrimnio sob outro regime de bens,por dolo.172) Qual o regime legal habitual de bens, no havendo conveno entre aspartes?R.: Inexistindo pacto antenupcial, o regime de bens ser o da comunho parcial,excetuado o disposto no art. 238 do CC.173) Quais os regimes de bens adotados no Brasil?R.: Comunho parcial, comunho universal, separao e dotal.174) Quais as modalidades possveis na separao de bens?R.: Pode ser plena, declarando ambos os nubentes, no pacto antenupcial, que nose comunicam os bens anteriores ao casamento, nem se comunicaro os 23. posteriores, pertencendo os bens sempre a um ou outro. Pode tambm ser restritaou limitada, em que apenas os bens adquiridos antes do casamento no secomunicam.175) Quando ser obrigatrio o regime de separao restrita de bens?R.: A separao legal de bens exigida: a) no caso de o nubente ter mais de 60anos e de a nubente ter mais de 50 anos (exceto se viveram juntos por mais de 10anos antes da Lei do Divrcio, de 28.06.1977, ou se da unio resultaram filhos); b)no caso de os nubentes necessitarem de autorizao judicial para casar; c) nocaso de vivo ou viva que tiver tido filho com o cnjuge falecido enquanto noder partilha aos herdeiros.Pg. 27176) Em que consiste o regime dotal?R.: aquele no qual certo conjunto de bens da mulher transferido ao marido, afim de que este o administre e lhe utilize os frutos e rendimentos para a mantenada famlia.177) Quais as classes de bens existentes no regime dotal?R.: Bens dotais, administrados pelo marido; bens exclusivamente do marido; bensexclusivamente da mulher, que no fazem parte do dote (bens parafernais).178) Quais os bens ou direitos incomunicveis, mesmo no regime de comunhouniversal de bens?R.: Os bens recebidos em doao, com clusula de incomunicabilidade, as dvidasanteriores ao casamento, as obrigaes provenientes da prtica de ato ilcito, afiana prestada por um cnjuge sem a autorizao do outro, os bens reservados eos direitos de autor.179) O que so bens reservados?R.: So os pertencentes exclusivamente mulher, por terem sido adquiridos como produto de seu trabalho. No integram a comunho e independem do regime debens adotado no casamento.180) No casamento celebrado em regime de comunho universal, como ossalrios, as penses, o lucro e o pro labore do marido e da mulher integram oacervo de bens do casal?R.: Os da mulher nunca integram o acervo comum. Os do homem so destinadosaos encargos da famlia. As sobras dos rendimentos do homem integraro oacervo comum, exceto por estipulao em contrrio, estabelecida no pactoantenupcial.181) No casamento celebrado em regime de comunho parcial de bens, como ossalrios, as penses, o lucro e o pro labore do marido e da mulher integram oacervo de bens do casal? 24. R.: Os rendimentos da mulher nunca integram o acervo comum, mas os do maridoentram totalmente para o conjunto de bens do casal. Os rendimentos da mulherso considerados bens reservados.Pg. 28182) Quais as conseqncias da separao judicial?R.: A separao judicial pe fim aos deveres conjugais e ao regime matrimonial debens, mantendo-se, porm, o vnculo matrimonial.183) Qual a conseqncia de manter-se o vnculo matrimonial?R.: Se os cnjuges desejarem reverter a separao judicial, no precisarocelebrar novo casamento, bastando peticionar ao juiz. A sentena de separaojudicial s transita em julgado formalmente, e no materialmente.184) Como se extingue a sociedade conjugal?R.: a) pela morte de um dos cnjuges; b) pela nulidade ou anulao docasamento; c) pela separao judicial; d) pelo divrcio.185) Como se extingue o casamento vlido?R.: a) pela morte de um dos cnjuges; b) pelo divrcio.186) Quais os tipos de separao judicial?R.: Consensual (ou amigvel) e litigiosa (ou contenciosa).187) Como feita a separao consensual?R.: feita por acordo entre os cnjuges, podendo ser requerida somente aps 2anos do casamento. O pedido conter a descrio dos bens do casal, a partilha, oacordo sobre a guarda e a penso dos filhos e da mulher, se for o caso. No necessrio fazer meno causa da separao. No chegando os separandos aum acordo sobre a partilha dos bens, esta poder ser feita posteriormente. Orepresentante do MP dar parecer sobre o pedido, e o juiz proferir sentenahomologatria depois de tentar reconciliar os cnjuges. A falta de tentativa deconciliao causa de nulidade processual.188) Quando pedida a separao litigiosa?R.: Pode ser pedida quando um dos cnjuges imputa a outro conduta desonrosaou grave violao dos deveres do casamento (art. 50, caput da Lei do Divrcio),quando ocorre a ruptura da vida em comum por mais de 1 ano (art. 5., 1.), ouainda quando um dos cnjuges estiver acometido de grave enfermidade mental,de cura improvvel, manifestada aps o casamento, que j dure mais de 5 anos. Aao proposta, via de regra, no foro de domicilio da mulher.Pg. 29189) Dissolvida a sociedade conjugal, cessar tambm, para sempre, o dever demtua assistncia? 25. R.: Sim, exceto nos seguintes casos: a) conveno sobre alimentos, celebradaentre as partes por ocasio da separao consensual; b) alimentos concedidos emcarter indenizatrio, quando reconhecida a culpa de um dos cnjuges pelaseparao, na separao litigiosa; c) supervenincia de estado de necessidade deum dos cnjuges, desde que no declarado culpado pela separao.190) Como feita a converso da separao judicial em divrcio?R.: Pode ser feita unilateralmente por requerimento de um dos cnjuges,decorridos um ano ou mais da decretao da separao judicial, mantidas, emgeral, as clusulas anteriores. A partilha dos bens dever ser decidida antes daconcesso do divrcio.191) Qual a conseqncia do divrcio?R.: A dissoluo definitiva do vnculo conjugal.192) Quem tem legitimidade para propor ao de divrcio?R.: Somente os cnjuges. Por exceo, nos casos de incapacidade, podemprop-la seus ascendentes, irmos ou curador.193) Que divrcio direto?R.: o proposto aps a ruptura da vida em comum por mais de 2 anos, semanterior separao judicial.194) O que concubinato?R.: a unio estvel entre homem e mulher, no ligados entre si por vnculomatrimonial.195) O concubinato s existe se os concubinos habitam sob o mesmo teto?R.: No. Reconhece-se, atualmente, a existncia de concubinato, coabitando ouno os concubinos (Smula n. 382 do STF).Pg. 30196) Quais os requisitos para o reconhecimento do concubinato?R.: Deve haver certa estabilidade, affectio maritalis entre os concubinos,apresentao pblica como casal casado, etc.197) Qual a diferenciao feita pela jurisprudncia relativamente concubina-companheira e concubina-amante?R.: A primeira ocupa o lugar da esposa de fato, sendo amparada quanto aodestino dos bens do companheiro, penso, etc. A segunda incorre nas proibiesdo CC no caso de o companheiro ser casado, no podendo receber dele doaes,seguro de vida ou herana.198) Pode o concubinato ser dissolvido judicialmente?R.: Se do esforo comum resultou patrimnio, qualquer dos concubinos podepleitear a dissoluo da sociedade de fato e a partilha dos bens. o disposto na 26. Smula n. 380 do STF. A ao era anteriormente ajuizada em Vara Cvel, comose se tratasse de sociedade comercial de fato. A Lei n. 9.278/96, que alterou acompetncia ratione materiae, determina que a ao seja ajuizada na Vara deFamlia e Sucesses.199) necessrio que a concubina prove sua contribuio aquisio de benspara ter direito partilha?R.: Se puder fazer a prova, ter direito, sem qualquer dvida. Corrente majoritriada atual jurisprudncia concede concubina, que somente permaneceu no lar,direito partilha. Quando os concubinos provm de classes economicamentemenos favorecidas, h presuno relativa do esforo comum.200) Qual a base jurdica para a concesso de indenizao por serviosdomsticos prestados pela concubina?R.: Considera-se, primeiramente, que no pode haver locupletamento doconcubino custa da companheira. A deciso, feita por arbitramento, baseadana responsabilidade civil. Como tal, leva em conta a situao dos concubinos, otempo de convivncia, os costumes e usos locais, o tipo e a qualidade dosservios prestados, etc. Adotam-se solues baseadas na eqidade.201) Qual o objetivo da Lei n. 9.278, de 10.05.1996, sobre a relaoconcubinria?R.: A lei visa regulamentao do 3. do art. 226 da CF de 1988, cujo teor :"Para efeito da proteo do Estado, reconhecida a unio estvel entre o homeme a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua converso emcasamento". Destina-se a regular a convivncia entre homem e mulher com afinalidade de constituir famlia.Pg. 31202) Pelo texto desta Lei, que tipo de unio concubinria reconhecida comoentidade familiar?R.: Aquela em que homem e mulher convivem de forma duradoura, pblica econtnua, visando constituio de famlia.203) Quais os direitos e deveres recprocos entre os concubinos?R.: Respeito e considerao mtuos, assistncia moral e material recproca eguarda, sustento e educao dos filhos comuns.204) Como sero considerados os bens mveis e imveis, adquiridos por um oupor ambos os concubinos, durante a unio, a ttulo oneroso?R.: presuno legal que os bens sero considerados como fruto do trabalho e dacolaborao comum, passando a pertencer a ambos em condomnio e em partesiguais.205) Desejando um dos conviventes conservar em seu patrimnio exclusivo bemadquirido na vigncia da unio estvel, como dever proceder? 27. R.: Dever obter a anuncia do outro, estipulando, por meio de documento escrito,a inteno em no haver o bem em condomnio, conservando-o em seu prpriopatrimnio.206) Se um dos conviventes j possua determinado bem, antes da unioconcubinria, e o aliena, comprando outro bem, com o produto da venda doprimeiro, passar a haver o novo bem em condomnio com o outro convivente?R.: No. O 1. do art. 5. da Lei expressamente considera que, nesse caso, onovo bem continuar a pertencer com exclusividade quele que alienou o bemanterior e, com o produto da venda, adquirir outro bem. Opera-se a sub-rogaoreal, exatamente conforme o CC, art. 269, II.Pg. 32207) A quem compete a administrao do patrimnio comum dos conviventes?R.: A ambos, salvo estipulao contrria, expressa em contrato escrito.208) Dissolvida a unio estvel por resciso, quem dever prestar assistncia attulo de alimentos?R.: Qualquer dos conviventes dever prestar assistncia, a ttulo de alimentos, aoque dela necessitar.209) Que direito assiste ao convivente sobre a residncia da famlia, em caso defalecimento do outro convivente?R.: O sobrevivente ter direito real de habitao enquanto viver ou no constituirnova unio ou casamento. Este direito, alis, j assistiu ao conviventerelativamente locao do imvel (Lei n. 8.245/91).210) De que forma a unio estvel pode ser convertida em casamento?R.: Mediante requerimento dos conviventes ao oficial do Registro Civil dacircunscrio de seu domiclio, peticionando, conjuntamente, a qualquer tempo.211) Qual o juzo competente para julgar matria relativa unio estvel entrehomem e mulher?R.: A competncia, que era das Varas Cveis comuns, para resolver questespatrimoniais, passa a ser exclusivamente do juzo da Vara de Famlia eSucesses, conforme dispe a Lei n. 9.278/96.212) Correr em segredo de Justia o feito relativo unio estvel entre homem emulher?R.: O segredo de Justia assegurado, bastando requerimento do interessado.213) De que formas uma pessoa se relaciona com a famlia?R.: Pelo parentesco, pelo vnculo conjugal e pela afinidade.214) O que parentesco? 28. R.: a relao familiar, que comea com o nascimento, em que as pessoasderivam de tronco comum. o chamado vnculo pelo sangue (vinculumsanguinis).Pg. 33215) O que vnculo conjugal?R.: a relao familiar, existente entre os cnjuges, que se inicia com ocasamento.216) O que afinidade?R.: a relao familiar, que se inicia pelo casamento, no pelo sangue. Ocorreentre pessoas relacionadas pelo matrimnio (vnculo no sangneo), a um doscnjuges, ou a seus descendentes ou ascendentes.217) Quais os tipos de parentesco?R.: Legtimo ou ilegtimo, segundo resulte ou no de casamento; natural, queresulta da consanginidade; e civil, que resulta da adoo.218) O que parentesco em linha reta e parentesco em linha colateral?R.: Em linha reta, o que existe entre ascendentes e descendentes. Colateral oque descende do mesmo tronco, mas no diretamente.219) Como so classificados os irmos, conforme provenham de mesmos pais oude pais diferentes?R.: Se filhos de mesmo pai e me, so germanos ou bilaterais; se de mesmo pai,mas de mes diferentes, sero irmos unilaterais consangneos; se de mesmame, mas de pais diferentes, sero unilaterais uterinos.220) Qual o grau de parentesco entre: neto e av, sobrinho e tio, tio-av,sobrinho-neto e primos-irmos?R.: Entre neto e av: 2. grau (sobe em linha reta); entre sobrinho e tio: 3. grau(sobe at o ascendente comum, no caso o av, e desce em linha reta, at osobrinho); entre tio-av e sobrinho-neto: 3. grau (sobe at o ascendente comum,e desce em linha reta, at o sobrinho-neto); entre primos-irmos, isto , filhos dedois irmos ou irms de mesmos pais: 4. grau (sobe at o av e desce em linhareta, at o outro primo).221) O que so filhos legtimos e ilegtimos?R.: Legtimos so os havidos do casamento; ilegtimos, os havidos fora dele.Pg. 34222) Os filhos ilegtimos podem ser de que tipo?R.: Podem ser naturais, se houver impedimento absoluto para o casamento dosgenitores, e esprios, se inexistir impedimento absoluto. 29. 223) Os filhos esprios podem ser de que tipo?R.: Podem ser adulterinos, quando um dos genitores era casado, e incestuosos,quando entre os genitores existir parentesco que constitua impedimento para acelebrao do casamento, como a unio entre irmo.224) A quem cabe contestar a legitimidade dos filhos nascidos durante a vignciado casamento?R.: Cabe privativamente ao marido,225) Como podem ser legitimados os filhos ilegtimos?R.: Pelo matrimnio dos genitores.226) No Direito brasileiro, existe distino entre os vrios tipos de filhos?R.: A CF de 1988, no art. 227, 6., aboliu a distino entre toda e qualquercategoria de filhos. A distino tem interesse doutrinrio e prtico por razes denatureza econmica.227) Como podem ser reconhecidos os filhos?R.: Podem ser reconhecidos a qualquer tempo, mesmo na constncia dasociedade conjugal.228) Quem pode promover ao de investigao de paternidade?R.: Aquele que desejar ver reconhecido seu direito filiao, independentementede um dos genitores estar ou no casado. No Direito anterior, o filho adulterino spoderia faz-lo aps a dissoluo do casamento de qualquer de seus genitoresverdadeiros.229) Qual a finalidade da adoo?R.: A adoo instituto de carter filantrpico, humanitrio que, de um lado,permite a adultos a criao de filhos deles no havidos naturalmente e, de outro osocorro a pessoas desamparadas, oriundas de pais desconhecidos ou semrecursos.Pg. 35230) Quais os sistemas previstos para a adoo em nosso sistema jurdico?R.: O sistema da Lei n. 8.069/90, chamado de Estatuto da Criana e doAdolescente (ECA) e o do CC.231) O que regula o ECA?R.: Regula a adoo de menores at 18 anos, na data do pedido, ou de idadesuperior, se j sob guarda ou tutela dos adotantes.232) Quem o ECA considera criana e quem considera adolescente?R.: Criana, at 12 anos incompletos; adolescente, entre 12 e 18 anos.233) Como o procedimento de adoo pelo ECA? 30. R.: Constitui-se por sentena judicial (Juiz da Vara da Infncia e da Juventude), oque atribui ao adotado a condio de filho, dele se exigindo os mesmos deveres econferindo-lhe os mesmos direitos que teria se tivesse nascido do adotante,inclusive os sucessrios. Rompem-se os vnculos com os pais verdadeiros, excetoos impedimentos matrimoniais. A adoo irrevogvel, cancelando-se o registrooriginal do menor e substituindo-o por outro, em que constam os nomes dos paisadotivos e, como avs, os nomes dos pais destes.234) Quem pode adotar?R.: Maior de 21 anos, qualquer que seja seu estado civil, desde que pelo menos16 anos mais velho que o adotado.235) O que o sistema do CC regula quanto s crianas e aos adolescentes?R.: Continua em vigor naquilo que no foi revogado pelo ECA. Em termos prticos,restou quase que somente a adoo do maior de 18 anos.236) A quem atribui a lei o dever de assegurar a efetividade dos direitos proteointegral da criana e do adolescente?R.: famlia, comunidade, sociedade em geral e ao Poder Pblico.237) Que fatores devem ser levados em conta na interpretao deste dispositivolegal?R.: Os fins sociais aos quais se dirige a lei, as exigncias do bem comum, osdireitos e deveres individuais e coletivos, e a condio peculiar da criana e doadolescente como pessoas em desenvolvimento.Pg. 36238) A que rgo devem ser comunicados suspeita ou confirmao de maus-tratoscontra criana ou adolescente?R.: Ao Conselho Tutelar da respectiva comunidade, sem prejuzo de outrasprovidncias legais.239) Em que consiste o direito liberdade da criana e do adolescente?R.: Consiste em: ir, vir e estar nos logradouros pblicos e espaos comunitrios,ressalvadas as restries legais; expressar suas opinies; liberdade de crena eculto religioso; brincar, praticar esportes e divertir-se; participar da vidacomunitria; participar da vida poltica, na forma da lei; buscar refgio, auxlio eorientao.240) Em que consiste o direito ao respeito da criana e do adolescente?R.: Consiste na inviolabilidade de sua integridade fsica, psquica e moral, o queabrange a preservao da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores,idias e crenas, dos espaos e objetos pessoais.241) A quem incumbe o ptrio poder entre os adotantes? 31. R.: O ptrio poder ser exercido, em igualdade de condies, pelo pai e pela meadotivos na forma da legislao civil.242) Discordando entre si os adotantes, como podero proceder?R.: Podero recorrer autoridade judiciria competente para a soluo dadivergncia.243) A falta de recursos materiais constitui causa para a perda ou a suspenso doptrio poder?R.: No. A falta ou a carncia de recursos materiais no constituem, por si ss,motivos suficientes para a perda ou a suspenso do ptrio poder.244) De que formas pode criana ou adolescente ser colocado em famliasubstituta?R.: De 3 formas: guarda, tutela ou adooPg. 37245) No pedido de guarda, tutela ou adoo, o que dever ser levado em contapelo juiz?R.: Os graus de parentesco e a relao de afinidade ou de afetividade.246) De que formas podem a criana ou adolescente ser colocados em famliasubstituta estrangeira?R.: Somente por adoo.247) Quais os deveres e direitos conferidos ao guardio?R.: A guarda obriga o guardio assistncia material, moral e educacional criana ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros,inclusive aos pais.248) A que se destina a guarda?R.: Destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ouincidentalmente, nos processos de tutela e adoo, exceto nos de adoo porestrangeiros.249) Em que casos pode ser a guarda deferida fora dos casos de tutela e adoo?R.: Pode ser deferida para atender a situaes peculiares ou suprir a falta eventualdos pais ou do responsvel, podendo ser deferido o direito de representao paraa prtica de determinados atos.250) Quais os direitos conferidos pela guarda criana ou ao adolescente?R.: A guarda confere a condio de dependente para todos os fins e efeitos dedireito, inclusive os previdencirios.251) A guarda revogvel? 32. R.: A guarda poder ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicialfundamentado, ouvido o MP.252) At que idade poder ser deferida a tutela?R.: At os 21 anos incompletos, isto , idade superior idade limite daadolescncia (18 anos).253) Quem est impedido de adotar?R.: No podem adotar os ascendentes e os irmos do adotando, os menores de21 anos, o adotante que tenha 16 anos a menos que o adotado.Pg. 38254) Poder ser deferida adoo a concubinos?R.: Sim, desde que pelo menos um deles j tenha completado 21 anos, queambos sejam pelo menos 16 anos mais velhos que o adotando, e sejacomprovada a estabilidade familiar.255) Poder ser deferida adoo conjunta a casal divorciado ou judicialmenteseparado?R.: Sim, desde que acordem sobre a guarda e o regime de visitas, e desde que oestgio de convivncia tenha sido iniciado na constncia da sociedade conjugal.256) Poder ser deferida adoo quele que vier a falecer no curso doprocedimento, antes de prolatada a sentena?R.: Sim, desde que tenha manifestado nos autos, de forma inequvoca, suainteno de adotar.257) Pelo Estatuto, o que proibido vender a crianas e adolescentes?R.: Armas, munies, explosivos, bebidas alcolicas, produtos que causemdependncia, fogos de artifcio perigosos, revistas e publicaes, contendomaterial imprprio ou inadequado, e bilhetes lotricos e equivalentes. Tambm vedada a hospedagem de criana ou adolescente em hotel, motel, penso ouestabelecimento congnere, se desacompanhados pelos pais ou responsvel.258) permitida viagem de criana ou adolescente para fora da comarca ondereside, desacompanhado dos pais ou responsvel?R.: Em princpio, somente poder viajar com autorizao judicial.259) permitida viagem, dentro do Brasil, de criana ou adolescente, seacompanhado por algum parente ou pessoa maior?R.: Sim, desde que o parente seja ascendente ou colateral maior, at o terceirograu, comprovado documentalmente o parentesco. Se o acompanhante for pessoamaior, dever portar autorizao escrita do pai, da me ou do responsvel.260) Poder a autoridade judiciria conceder autorizao para viajar a pedido dospais ou responsvel? 33. R.: Sim, por perodo mximo de 2 anos.Pg. 39261) Em que condies poder a criana ou o adolescente viajar para fora do passem autorizao judicial?R.: Somente quando acompanhada por ambos os pais ou pelo responsvel.262) Ser permitida viagem de criana ou adolescente ao exterior seacompanhada somente por um dos pais?R.: Sim, desde que o acompanhante receba autorizao do cnjuge ou concubino,expressa e escrita com firma reconhecida.263) Ser permitida a viagem de criana ou adolescente nascido em territrionacional em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior?R.: Somente mediante prvia e expressa autorizao judicial.264) Quem fiscaliza a atuao das entidades governamentais e no-governamentais, responsveis pela poltica de atendimento dos direitos da crianae do adolescente?R.: O Poder Judicirio, o MP e os Conselhos Tutelares.265) Em que casos se aplicam as medidas de proteo criana e aoadolescente?R.: Sempre que os direitos reconhecidos no ECA forem ameaados ou violadospor ao ou omisso da sociedade ou do Estado, por falta, omisso ou abuso dospais ou do responsvel, ou em razo da conduta da criana ou do adolescente.266) Como o procedimento de adoo pelo CC?R.: A adoo feita por meio de escritura pblica, averbada margem do assentode nascimento, no Registro Civil.267) Quem pode adotar, segundo o sistema do CC?R.: Pessoas de mais de 30 anos, pelo menos 16 anos mais velhas do que oadotante, qualquer que seja seu estado civil. Se casado, s poder adotar aps 5anos de casamento, tendo ou no filhos.268) Quais as peculiaridade da adoo segundo o sistema do CC?R.: A adoo revogvel, por ato unilateral do adotado, deciso que deve sertomada no ano seguinte ao ano em que cessar a menoridade, ou por acordo entreadotado e adotante, ou ainda nos casos em que a lei prev a deserdao. Se oadotado falecer sem descendentes, seus herdeiros sero os pais verdadeiros, eno os adotivos. Os adotivos s herdaro se no existirem pais naturais.Pg. 40269) O que ptrio poder? 34. R.: o conjunto de obrigaes e direitos indelegveis, a cargo dos pais, ou de umdeles, destinados proteo da pessoa e dos bens dos filhos menores. Naconstncia do casamento, exercido igualmente pelo pai e pela me. Havendodiscordncia entre eles, a controvrsia poder ser resolvida por via judicial. Nafalta ou impedimento de um dos genitores, o outro exercer o ptrio poder comexclusividade.270) O que tutela?R.: o encargo pelo qual menores cujos pais faleceram ou foram declaradosausentes, ou ainda, dos quais foi retirado o ptrio poder, so colocados sob aguarda de tutor, que dever defender a pessoa, os bens e os direitos do menor,devendo ainda prestar contar e oferecer garantias.271) Quais os tipos de tutela existentes?R.: Existem 4 tipos de tutela: testamentria ser nomeado o tutor em disposiode ltima vontade; legtima quando o encargo for atribudo a parenteconsangneo do menor, segundo ordem legal de preferncia; dativa exercidapor pessoa estranha famlia do menor, nomeada judicialmente; especial admitida pela jurisprudncia nos casos em que os pais do menor se encontramimpedidos, em local distante ou ignorado, sem possibilidade de oferecer proteoaos filhos.272) Quem exerce o ptrio poder na tutela?R.: Na testamentria, na legtima e na dativa, o tutor, com exclusividade; naespecial, o tutor exerce o ptrio poder em conjunto com os pais, suprindo asdeficincias.273) O que curatela?R.: o encargo pelo qual pessoas incapazes so assistidas ou representadas porum curador, cuja funo defender pessoas e bens, ou somente bens.274) Quais as semelhanas e as diferenas entre a tutela e a curatela?R.: O tutor e o curador tm as mesmas responsabilidades. O tutor nomeadosomente para menores. O curador geralmente nomeado para defender maioresincapazes (ex.: loucos, prdigos) ou para velar por certos interesses (ex.:fundaes privadas).Pg. 41275) Do ponto de vista jurdico, em que consiste a ausncia?R.: o desaparecimento de algum do domiclio habitual, sem deixarrepresentante ou procurador, e sem que dele se tenham notcias, por perodo detempo previsto em lei.276) Qual a soluo dada pela lei brasileira ao instituto da ausncia?R.: Nomeia-se judicialmente um curador de ausentes, e publicam-se editaisdurante um ano, a cada 2 meses. No comparecendo o ausente, abre-se a 35. sucesso provisria, que perdura por 10 anos, ou por 5 anos se o ausente contar80 anos de idade ou mais. Os herdeiros entraro na posse dos bens, devendoprestar garantia pignoratcia ou hipotecria, pois o ausente poder retornar, dentrodo prazo de 10 ou de 5 anos, conforme o caso. Aps este prazo, podem osherdeiros requerer a sucesso definitiva, cancelando-se as garantias pignoratciasou hipotecrias. Se o ausente retornar aps o decurso do prazo fixado, no maister direito a seus bens.277) Permite a lei ao cnjuge do ausente, judicialmente declarado como tal, aconvolao de novas npcias?R.: No permite, porque a declarao de ausncia equivale morte presumida,no morte real. O cnjuge do ausente continua com o estado civil de casado(a),no adquirindo o de vivo(a).278) O que so alimentos provisrios?R.: So os fixados imediatamente pelo juiz, a ttulo precrio, ao despachar apetio inicial de separao.279) O que so alimentos provisionais?R.: So aqueles pedidos pelo cnjuge financeiramente mais fraco, antes ou aopropor ao de separao judicial, de nulidade do casamento ou de divrcio, parapermitir-lhe a mantena antes do julgamento definitivo da lide.CAPTULO III - DIREITO DAS COISAS280) Em que consiste o direito das coisas (ou direito real)?R.: Consiste no complexo de normas disciplinadoras das relaes jurdicasreferentes aos bens corpreos, suscetveis de apreciao econmica, apropriveispelo homem.281) Quais os elementos essenciais que caracterizam os direitos reais?R.: O sujeito ativo da relao jurdica (o homem), o objeto do direito (a coisa) e ainflexo imediata do sujeito ativo sobre a coisa (poder direto do indivduo sobre acoisa).282) O que distingue os direitos reais dos pessoais?R.: Os direitos reais evidenciam a apropriao de riquezas, tendo por objeto bensmateriais, sendo ainda oponveis erga omnes (contra todos). So direitosabsolutos, asseguram a seus titulares direito de seqela e direito de preferncia.No caso dos direitos pessoais, o trao caracterstico a relao direta de pessoaa pessoa, que vincula somente um ao outro e no a terceiros, no diretamenteenvolvidos na relao obrigacional, sendo, por isso, direito relativo. Consiste naprtica de um ato ou na absteno de pratic-lo.283) Quais as espcies de direitos reais?R.: Os direitos reais podem incidir sobre coisa prpria (propriedade) ou sobrecoisa alheia. Os direitos sobre coisa alheia podem ser de posse, de gozo 36. (enfiteuse, servido predial, usufruto, uso, habitao e renda real), de garantia(penhor, hipoteca, anticrese) ou de aquisio (compromisso de compra e venda).Pg. 44284) O que posse?R.: a deteno da coisa em nome prprio.285) Que tipo de direito a posse?R.: Segundo a teoria dominante, de Jhering, acolhida pelo CC brasileiro, a posse direito real. A teoria de Savigny, contestada por Jhering, de que a posse umfato, que produz conseqncias jurdicas, classificando-se como direito pessoal.286) Em que consistem as teorias de Savigny e de Jhering sobre a posse?R.: Para Savigny, dois so os elementos constitutivos da posse: o poder fsico(corpus) sobre a coisa e a inteno de t-la como sua (animus). No suficientea mera deteno da coisa. Para Savigny, a posse mero fato, independente dasregras de direito, mas que produz conseqncias jurdicas. Por esta teoria, posse simultaneamente fato e direito. Para Jhering, o elemento importante o corpus,elemento visvel e suscetvel de comprovao. O elemento intencional encontra-seimplcito no poder de fato exercido sobre a coisa. Para Jhering, a posse umdireito, que goza de proteo jurdica.287) O que posse direta e posse indireta?R.: Posse direta a exercida por aquele que detm materialmente a coisa. Posseindireta a do proprietrio, que concedeu ao possuidor o direito de exercer aposse.288) O que posse justa e posse injusta?R.: Posse justa a obtida por meios no violentos, nem clandestinos e nemprecrios. Inversamente, posse injusta a obtida por meios violentos, clandestinosou precrios.289) O que posse de boa-f e posse de m-f?R.: Posse de boa-f aquela na qual o possuidor a exerce, ignorando o vcio ou oobstculo que impede a aquisio da coisa ou do direito possudo. Posse de m-f a exercida, apesar de o possuidor ter conhecimento do vcio ou do obstculo aquisio da coisa ou do direito possudo. Presume-se de boa-f a posse daqueleque tem justo ttulo.Pg. 45290) Qual a importncia prtica de se fazer a distino entre as posses de boa ede m-f?R.: A distino relevante quanto indenizao por benfeitorias e direito dereteno. 37. 291) O que justo ttulo?R.: todo meio hbil a transferir e provar o domnio, que preenche os requisitosformais de validade e que realmente poderia transferi-lo se fosse emanado doverdadeiro proprietrio. A impossibilidade de transmisso decorre do fato de seranulvel (nulidade relativa) ou porque quem vendeu no era dono.292) Como se adquire a posse?R.: Pelo fato de se dispor da coisa ou do direito, pela apreenso da coisa, peloexerccio do direito e por quaisquer dos modos de aquisio em geral.293) O que constituto possessrio?R.: o ato pelo qual aquele que possua em seu nome passa a possuir em nomede outrem. Desdobra-se, assim, a posse: o possuidor antigo converte-se empossuidor direto, e o novo possuidor converte-se em possuidor indireto em virtudeda conveno. forma de tradio ficta. Ex.: A vende seu carro a B, mas continuaa us-lo a ttulo de emprstimo.294) Como se transfere a posse aos herdeiros e legatrios?R.: Transfere-se com as mesmas caractersticas: se originariamente de m-f,transmite-se como de m-f; se violenta, transmite-se como violenta.295) Quais os efeitos da posse?R.: a) direito ao uso dos interditos; b) percepo dos frutos; c) direito de retenopor benfeitorias; d) responsabilidade pelas deterioraes; e) conduo aousucapio; f) se o direito do possuidor posse for contestado, ao adversriocompete o nus de oferecer prova, pois a posse se estabelece pelo fato; e g)posio mais favorvel do possuidor em comparao com o proprietrio, pois adefesa do possuidor se completa com a posse.Pg. 46296) Quais as aes admitidas no Direito brasileiro para a defesa da posse?R.: So 6: manuteno de posse, reintegrao de posse, interdito proibitrio,imisso de posse, embargos de terceiro senhor e possuidor e nunciao de obranova.297) Quais as caractersticas mais importantes do direito de propriedade?R.: um direito de carter absoluto, podendo o proprietrio dispor da coisa comomelhor entender, sujeitando-se apenas a limitaes impostas pelo interessepblico ou pela coexistncia de seu direito de propriedade com o de terceiros. E direito exclusivo, pois a coisa no pode pertencer simultaneamente a mais de umapessoa, exceto no condomnio.298) Em que consiste o direito de uso, gozo e disposio que o proprietrio temsobre sua propriedade?R.: Direito de uso - consiste em extrair da coisa todos os benefcios ou vantagensque ela puder prestar, sem alterar-lhe a substncia; direito de gozo - consiste em 38. fazer a coisa frutificar e recolher todos os seus frutos; direito de disposio -consiste em consumir a coisa, grav-la com nus, alien-la ou submet-la aservio de outrem.299) Quais os modos de aquisio da propriedade?R.: Originrios e derivados. Originrios - no dependem da interposio de outrapessoa, adquirindo-a o proprietrio diretamente, sem que ningum a transmita.So: ocupao, especificao e acesso. Derivados - dependem de ato detransmisso, pelo qual o adquirente a recebe do anterior proprietrio. So:transcrio e tradio. Quanto ao usucapio, existe controvrsia na doutrina,embora exista inclinao preponderante no sentido de consider-lo como formaoriginria de aquisio da propriedade.300) Como se transmite a propriedade dos bens mveis e dos bens imveis?R.: Bens mveis - pela tradio, isto , pela entrega da coisa; bens imveis - pelatranscrio do ttulo de transferncia da propriedade no Registro de Imveis, atosolene que gera direito real para o adquirente.Pg. 47301) O que ocupao?R.: modo originrio de adquirir a propriedade pela apropriao da coisa semdono.302) O que especificao?R.: modo originrio de adquirir a propriedade, mediante transformao de umacoisa (gnero), em virtude do trabalho ou da indstria do especificador, em outracoisa (espcie), desde que impossvel reconduzir a coisa transformada formaprimitiva. Ex.: transformao da uva em vinho.303) O que acesso?R.: modo originrio de aquisio da propriedade, em virtude do qual ficapertencendo ao proprietrio tudo aquilo que adere ao imvel. Passam a pertencerao proprietrio: formao de ilhas; aluvio (acrescentamento de rea peladeposio de material trazido pelo rio); avulso (desagregao repentina depedao de terra por fora natural violenta); por abandono de lveo (lveo asuperfcie que as guas cobrem sem transbordar para o solo natural eoriginalmente seco); construes e plantao.304) O que domnio?R.: a propriedade sobre coisa corprea.305) Alm das causas de extino da propriedade, consideradas no CC, como seperde a propriedade imvel?R.: Pela alienao, pela renncia, pelo abandono, pelo perecimento do imvel,mediante desapropriao por necessidade pblica, por utilidade pblica ou porinteresse social. 39. 306) O que condomnio?R.: forma de propriedade que se estabelece quando uma coisa indivisa (proindiviso) tem mais de um proprietrio em comum. No mbito interno, cada um doscondminos tem seu direito limitado pelos direitos dos demais. Perante terceiros,cada um considerado, ao menos teoricamente, como proprietrio de toda acoisa.Pg. 48307) O que condomnio em edifcios?R.: aquele em que cada condmino proprietrio individual de sua unidadeautnoma e, ao mesmo tempo, proprietrio em comum com os outroscondminos, de determinadas reas do prdio, de uso coletivo. forma especialde condomnio, regida pela Lei n. 4.591, de 16.12.1964, e alterada pela Lei n.4.864, de 29.11.1965.308) O que enfiteuse?R.: o arrendamento perptuo do imvel, por parte do senhorio direto (nu-proprietrio, titular do domnio) ao enfiteuta, para que possa usar, gozar e disporda coisa, com certas restries, mediante pagamento de penso ou foro anual,certo e invarivel.309) O que servido predial?R.: um conjunto de restries impostas a um prdio (serviente), para uso eutilidade de outro prdio (dominante), pertencente a proprietrio diverso.310) O que usufruto?R.: o direito real conferido a algum, durante certo tempo, para que retire decoisa alheia os frutos e utilidades que ela produz. O dono fica com o direitoabstrato de propriedade, sendo denominado nu-proprietrio, e o usufruturio ficacom a posse, o uso, a administrao e os frutos da coisa dada em usufruto.311) O que uso?R.: um tipo restrito de usufruto, pois, ao contrrio deste, indivisvel eincessvel.312) O que direito real de habitao?R.: a faculdade de residir ou de abrigar-se em determinado edifcio.313) O que renda real constituda sobre imvel?R.: o direito real temporrio vinculado a determinado bem de raiz, pelo qualdeterminada pessoa (rentista) transfere o domnio do imvel ao contratante(rendeiro), para que efetue pagamento de prestaes peridicas em favor doprprio instituidor (rentista) ou de outrem.Pg. 49 40. 314) Para que servem os direitos reais de garantia?R.: Visam a pr o credor a salvo da insolvncia do devedor, mediante gravao debem pertencente ao devedor. A coisa dada em garantia fica sujeita, por vnculoreal, ao cumprimento da obrigao.315) O que penhor?R.: o contrato formal (exige pelo menos um documento particular), acessrio,pelo qual o devedor d, geralmente, em garantia, um bem mvel ao credor. comum entregar ao credor o objeto dado em garantia.316) Em que casos o penhor no depende de contrato?R.: Nos casos que a lei determina. Exemplos de credores pignoratcios,independentemente de contrato expresso: os senhorios sobre os mveis doinquilino, os hoteleiros e donos de penses sobre os objetos e bagagens doshspedes.317) O que hipoteca?R.: o contrato formal (exige escritura pblica) , acessrio, pelo qual o devedord, geralmente, em garantia de sua dvida, um bem imvel ao credor.318) Em que casos a hipoteca no depende de contrato?R.: Nos casos que a lei determina. Exemplos: tm hipoteca legal os filhos menoressobre os imveis dos pais, e tambm as vtimas sobre os imveis dos agentes quelhes causaram dano.319) O que anticrese?R.: garantia real, pela qual a coisa frugfera entregue ao credor, que poderet-la e auferir-lhe os frutos enquanto no for totalmente quitada a dvida.320) Quais as diferenas entre a enfiteuse e a locao?R.: A enfiteuse perene, a locaro temporria. Enfiteuse por tempo determinado considerada arrendamento. O enfiteuta dispe de direito real sobre a coisa,podendo alienar os bens enfituticos sem consentimento do proprietrio. Olocatrio, que tem a posse do imvel locado, dispe somente de direito pessoal,no podendo ceder nem transferir o contrato de locao sem prvia anuncia, porescrito, do locador.Pg. 50321) Quais as diferenas entre a enfiteuse e o usufruto?R.: O enfiteuta pode transformar o bem enfitutico, desde que no lhe altere asubstncia, ao passo que o usufruturio no pode faz-lo. O bem enfituticotransmite-se por herana, mas o usufruto extingue-se com a morte do usufruturio.A enfiteuse alienvel, enquanto o usufruto somente pode ser alienado aonu-proprietrio. A enfiteuse perene, e o enfiteuta paga penso anual. O usufruto de natureza temporria e normalmente gratuito. 41. 322) O que laudmio?R.: o pagamento anual, efetuado pelo enfiteuta ao senhorio direto, no valor de2,5% sobre o preo do prdio aforado.323) Quais as diferenas entre o usufruto e a locao?R.: Quanto ao uso e gozo das coisas, assemelham-se os direitos do usufruturio eos do locatrio. Usufruto direito real, incidindo no somente sobre coisascorpreas, mas tambm sobre crditos, patentes, e outros bens incorpreos;locaro direito pessoal, recaindo exclusivamente sobre coisas corpreas. Ousufruto decorre da lei ou de contrato; a locao decorre exclusivamente decontrato.324) Quais as semelhanas e as diferenas entre o uso e o usufruto?R.: Semelhanas - ambos so direitos reais, permitem o desmembramento dapropriedade, podem recair sobre bens mveis ou imveis e so temporrios;diferenas - o uso direito mais restrito do que o usufruto, pois indivisvel eincessvel. No caso do uso, se recair sobre bem mvel, este no dever serfungvel nem consumvel.325) Quais as semelhanas e as diferenas entre a anticrese e o penhor agrcola?R.: Semelhanas - ambos constituem-se em direitos reais de garantia; diferenas -na anticrese, o imvel entregue ao credor, para que o administre e dele extraiaos frutos at que a dvida seja totalmente paga, sendo todos os frutos vinculados soluo da dvida, o que impede a constituio de novo direito real sobre o mesmoimvel; no penhor agrcola, se o valor dos rendimentos supera o valor da dvida, odevedor poder contratar novo penhor.Pg. 51326) Em que se diferencia a anticrese do penhor e da hipoteca?R.: Na anticrese, inexiste direito do credor anticrtico de alienar o imvel parasolver a dvida. No penhor e na hipoteca, o bem dado em garantia pode servendido.327) Qual a natureza jurdica do compromisso de compra e venda registrado?R.: um direito real de comprar a coisa, oponvel erga omnes. Confere aocomprador dois direitos diferentes, independentes: direito pessoal, contra ovendedor, de receber escritura definitiva ou adjudic-la; e direito real de fazer valero compromisso contra terceiros aps o registro.CAPTULO IV - DIREITO DAS OBRIGAESIV.1. OBRIGAES328) O que obrigao? 42. R.: o vnculo jurdico, de carter transitrio, estabelecido entre credor e devedor,cujo objeto a prestao pessoal, lcita, determinada ou determinvel, de cunhoeconmico, positiva ou negativa.329) Quais os elementos constitutivos da obrigao?R.: Sujeito ativo (credor) e passivo (devedor), objeto possvel, lcito, suscetvel deapreciao econmica e vnculo jurdico.330) Em que consiste esse vnculo jurdico?R.: Compreende, de um lado, o dever, ou dbito, da pessoa obrigada (debitum, emlatim, Schuld, em alemo; liability, em ingls) e, de outro, a responsabilidade(obligatio, Haftung, responsibility), em caso de inadimplemento. O dbito matriade Direito Privado; e a responsabilidade, matria de Direito Pblico (processual).331) Quais so as fontes das obrigaes perante o Direito brasileiro?R.: A lei a fonte primeira das obrigaes. No CC, so consideradas fontes dasobrigaes os contratos, as declaraes unilaterais de vontade e os atos ilcitos.Modernamente, considera-se tambm o risco profissional, isto , aquele assumidopelo empregado ao desenvolver atividade profissional, no se cogitando de suaculpa no caso de infortnio, considerando-se a culpa do empregador comoobjetiva, como fonte de obrigaes.Pg. 54332) Como se classificam as obrigaes?R.: As obrigaes podem ser de dar ou restituir (coisa certa ou incerta), de fazerou de no fazer. As duas primeiras so positivas; a segunda, negativa.333) Em que consiste a obrigao de dar?R.: Consiste em comprometer-se o devedor a entregar alguma coisa ao credor.Esta coisa pode ser certa ou incerta, especfica ou genrica. Confere ao credordireito pessoal, e no real.334) O devedor comprometeu-se a entregar determinado bem, de valor 1.000, aocredor. Por motivos supervenientes, ficou privado do bem e props ao credorentregar-lhe outro bem, no valor de 10.000. O credor obrigado a aceitar?R.: No. O credor no obrigado a aceitar coisa diversa da prometida, mesmosendo mais valiosa.335) O devedor dever pagar ao credor a quantia de 1.000 unidades. Na data dovencimento da obrigao, prope ao credor que aceite pagamento parcelado,comprometendo-se a pagar juros, correo monetria e quaisquer outrasdespesas decorrentes de seu atraso no pagamento. O credor obrigado aaceitar?R.: O credor no obrigado a aceitar a proposta do devedor. Se no tiverpreviamente convencionado, o devedor no poder desobrigar-se por partes. 43. 336) Em que consiste a obrigao de fazer?R.: Consiste na prtica de um ato ou de um servio prestado pelo devedor.Geralmente, a personalidade do devedor tem papel relevante, como no caso emque o credor contrata um artista para pintar um quadro.337) Se o devedor se obriga a prestar servio que somente ele pode fazer edepois se recusa a cumprir a obrigao, como poder ser o credor ressarcido?R.: Se o devedor se recusar a prestar pessoalmente a obrigao convencionada,poder-se- resolver a obrigao em perdas e danos.Pg. 55338) Em que consiste a obrigao de no fazer?R.: Consiste no compromisso do devedor de no praticar determinado ato, que,em princpio, poderia livremente praticar, se no se houvesse obrigado a nofaz-lo. obrigao negativa, real, abstrata, vaga, indeterminada, assumida com oobjetivo de no prejudicar direito alheio.339) Quanto ao nmero de credores e ao objeto da prestao, como seclassificam as obrigaes?R.: Podem ser simples, quando h somente um devedor, um credor e um nicoobjeto; ou complexas, quando houver mais de um devedor, mais de um credor, oumais de um objeto.340) O que so obrigaes cumulativas?R.: So aquelas em que devem ser cumpridas duas ou mais obrigaes, mas ocredor somente se exonerar se cumprir todas elas.341) O que so obrigaes facultativas?R.: So aquelas em que, embora haja somente uma obrigao, o devedor podedesonerar-se dela, substituindo a obrigao devida por outra sua escolha.342) O que so obrigaes alternativas?R.: So aquelas em que h mais de uma obrigao estipulada, podendo o devedorescolher, dentre elas, aquela que mais lhe convier para desonerar-se.343) O que so obrigaes divisveis e indivisveis?R.: As divisveis permitem que o devedor cumpra a obrigao assumida porpartes; as indivisveis so aquelas que somente podem ser cumpridas totalmente,na ntegra.344) O que so obrigaes solidrias?R.: So aquelas que vinculam mais de um credor ou mais de um devedor aocumprimento de toda a obrigao.345) Haver sempre solidariedade quando houver mais de um credor ou mais deum devedor na relao obrigacional? 44. R.: A solidariedade no se presume. Resulta da lei ou da vontade das partes.Pg. 56346) Existindo solidariedade entre devedores, dever o credor demandar todos osdevedores, ou poder demandar apenas um deles pelo pagamento integral dadvida?R.: O credor livre p