A lapidação de gemas no Brasil

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UNIVERSIDADE DE SO PAULO INSTITUTO DE GEOCINCIAS A LAPIDAO DE GEMAS NO PANORAMA BRASILEIRO Angela Vido Nadur Orientador: Prof. Dr. Rainer Aloys Schultz Gttler DISSERTAO DE MESTRADO Programa de Ps-Graduao em Mineralogia e Petrologia So Paulo 2009 II ANGELA VIDO NADUR A Lapidao de gemas no panorama brasileiro. Autorizo a reproduo e divulgao total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencionaloueletrnico,parafinsdeestudoepesquisa,desdequecitada fonte. DissertaoapresentadaaoInstitutodeGeocinciasda UniversidadedeSoPauloparaobtenodottulode Mestre em Cincias. Programa de Ps-Graduao em Mineralogia e Petrologia readeConcentrao:MineralogiaExperimentale Aplicada.Orientador:Prof.Dr.RainerAloysSchultz Gttler. So Paulo 2009 III Dedico este trabalho primeiramente a meus pais, EliaseCleidequedesdepequenaidentificaramminha competnciaecommuitapacinciaededicao, ajudaram-meeencaminharam-meemtodasasetapas davida.Aomeucompanheiroeamigo,Eder,que comigofazumtime,emnossavisoimbatvelecom seucarinhoobserva-medeperto,fazendopartede meus pensamentos; ajuda-me a decidir entre o certo e o errado,prevalecendoasminhasqualidadese amenizandoosmeusdefeitos.Eaomeuorientador, Prof.Dr.Rainerquemeacolheueque maravilhosamente,mecolocounocaminhoda Gemologiaedosestudos,dando-mecondiesde transformarminhavida,tornarumsonhoemrealidade; estevesempredispostoameorientarequando solicitado,atendeu-meprontamente.Agradeo imensamente a vocs com todo meu amor. IV AGRADECIMENTOS Novamente devo agradecer os meus pais, ao meu noivo e ao meu orientador. sminhasirms,SoraiaeElianeecunhadosRodrigoeLus,amiga Fernanda,familiareseamigosprximosquepacientementemerespeitaramcom momentos de silncio e admirao. Ao Prof. Dr. Silvio Vlach, que respondeu a todos meus emails pacientemente, com o intuito de me auxiliar.AosprofessoresdoInstitutodeGeocinciasquedesdeoinciodaminha busca,comoalunaouvintedasmatriasdegraduaoemGeologiaecomas matriasdaps-graduao,estiveramdispostosameajudar.Prof.Dr.Jos BarbosaMadureiraFilho,Prof.Dr.DanielAtencio,Prof.Dr.FabioRamosDiasde Andrade e Prof. Dr. Gergely S.J. Szab. s funcionrias da secretaria de ps-graduao Ana Paula Cabanal e Magali Poli Fernandes Rizzo, no qual os agradecimentos so imensos, por prestarem tantos favores. A CAPES, Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior e aUSP,pormeauxiliaremfinanceiramenteparaquepudessedesenvolveros estudos. Aosamigosecolegasdesala,pelacompanhiaagradvel;TatianaRuiz Cavallaro,SuanEthelLeeChon,FredericoCastroJobimVilalva(Ja),Thais Hypollito, Monica e outros amigos da graduao que fiz no IGC. Aos entrevistados em espcie, Sr. Ferraro, Sr. Afonso e D. Emilia, Sra. Judith eSr.IvandaABGMeporcomunicaovirtual(email)Sr.RonaldoBarbosa (GovernadorValadares-MG),aoSr.SergioA.Aspahan(BeloHorizonte-Lapidart), ao Prof. Adriano A. Mol e a IBGM, onde com todos fiz prevalecer amizade. Aosreceptoresdemuseus,arquivoshistricoseuniversidadesquecom cuidado e pacincia me ajudaram a coletar e pesquisar materiais. Aosautoresbibliogrficosqueumdiapreocuparam-seemdeixarassuntos registradoseaole-losobtiveinspirao,satisfaoevontadedeestudarcadavez mais. V RESUMO Nadur,A.V.ALapidaodegemasnopanoramabrasileiro.2009.158f. Dissertao (Mestrado) Instituto de Geocincias, Universidade de So Paulo, So Paulo. A realizao dotrabalho efetuado a seguir, consiste na coleta de informaes e a montagem da histria da lapidao desde oque o homem primitivocomeou a trabalharosminerais,seudesenvolvimentonaEuropaataatualsituaoda lapidaobrasileira.Nocartercientfico,aidentificaoeutilizaode propriedadesfsicasepticasparadeterminaodomineral,correlacionandoitens como seu melhor aproveitamento na lapidao, como a utilizao principalmente do ngulocrticoespecificodecadamineralesuacorretautilizaonalapidaode gemascoradaselapidaodediamantes.Poisosignificadodalapidao transformar o mineral em uma gema aceita pela indstria joalheira, valorizando sua cor,brilho,formatoesimetria.Nopanoramatecnolgicoaanlisedemaquinrios antigos e tradicionais, juntamente com a inovao de mquinas CNC. Neste trabalho foipresenciadoqueafundamentaobibliogrficarestritaparaaindstriade lapidao no Brasil. Palavras-chave:Mineralogia,gemologia,diamantesegemascoradas,lapidaoe histria.VI ABSTRACT Nadur,A.V.ThegemstonescuttingintheBrazilianscene.2009.158p. Dissertation (Master's degree) - Institute of Geosciences, University of So Paulo. This work started with a compilation of informations, written and of oral means, to unravel the history of gem cutting from his earliest time to the present situation in Brasil.Thescientificpartstressestheidentificationandtheuseofthephysicaland opticalpropertiestoincreasetheyieldbygemstonecutting.Itisshownthatthe critical angle is the most important property for each branch, the diamond as well the coloredgemstonecutting.Gemcuttingisthetransformationoftheroughtoaform acceptedbythejeweler,showinghisbestincolor,brilliance,formandsymmetry. The development of cutting tools is shown from very early times to the present CNC equipment.Itcouldbeshownthatthereexistsaquitegooddatabaseforaninitial description of the gem cutting industry in Brazil. Keywords:Mineralogy,gemology,diamondsandcoloredgemstones,lapidaryand history. VII LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Quatro maiores compradores de gemas brutas e lapidadas brasileiras no ano de 2008. Figura 2 - Exportaes Brasileiras do Captulo 71 da NCM referentes aos anos de 2004 a 2009. Figura 3 "Point Cut (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). Figura 4 "Table Cut (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). Figura 5 "Old Single Cut (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). Figura 6 esquerda, Lapidao "Pendeloque ou "Briollet e direita anncio do Museu do diamante na Blgica (Bruges) (ALLBOUTGEMSTONES, 2009; DIAMANTMUSEUM, 2009). Figura 7 - Giovanni delle Corniole (ALLABOUTGEMSTONES, 2009).Figura 8 - Giacomo Tagliacarne (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). Figura 9 Rose-cut e variaes (1- Rose-cut, 2- Doble-rose, 3- Pendeloque ou Briollet, 4- Rose Recoupe e 5- Rosette) (ALLBOUTGEMSTONES, 2009; BRUTON, 1978). Figura 10 - Benvenuto Cellini. (CHESTOFBOOKS, 2009) Figura 11 - Descries de Tavernier (todas as imagens) no sculo XVII (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). Figura 12 - Great Mogul da ndia, de 787,5ctbruto e 280 ct lapidado (BRUTON, 1978). Figura 13 - Cardinal Jules Mazarin (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). Figura 14 - Lapidaes Mazarin e Peruzzi (vista superior) (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). VIII Figura 15 Lapidao Old mine cut (vista lateral, superior, inferior e perspectiva) (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). Figura 16 - Lapidao Old European (Vista lateral, superior, inferior e Perspectiva) (ALLABOUTGEMSTONES, 2009). Figura 17 - Guarnio de corpete. Portugal, 2 metade do sc. XVIII. Prata dourada e Topzios imperiais (D'Orey, Museu Nacional de Arte antiga de Lisboa, 1995). Figura 18 - Camafeu esculpido em cristal, da Joalheria de Pdua (ASMINASGERAIS, 2009). Figura 19 esquerda, Carlos Rodrigues Dias e direita "A Lapidao Santa Rita"(O BRASIL INDUSTRIAL, AGRCOLA, COMERCIAL E POLTICO, 1950). Figura 20 - Estabelecimentos da Lapidao Araguaia (O BRASIL INDUSTRIAL, AGRCOLA, COMERCIAL E POLTICO, 1950). Figura 21 esquerda e direita, vistas das lapidaes movidas a fora hidrulica(SANTOS, 2006). Figura 22 - Anncio na revista Gemologia, de Emilio Schupp, 1960. Figura 23. esquerda, Sr. Worms e direita, Casa Michel na Rua 15 de novembro, 25 e 27 (A CAPITAL PAULISTA, 1920). Figura 24. esquerda, Hans Stern jovem e direita, mais velho (MAGTAZ, 2008). Figura 25 esquerda, Jules Roger Sauer jovem e direita, mais velho (MAGTAZ, 2008; AMSTERDAMSAUER, 2009). Figura 26- esquerda e direita, anncios publicitrios da dcada de 70 (MAGTAZ, 2008). Figura 27 - Sala de aula de lapidao, SENAI (GEMOLOGIA, 1957). IX Figura 28 - Rplica do diamante de 77ct com marcao onde foi clivado e serrado, frente e costas. Com aproximadamente 4cm de comprimento (Acervo Sr. Ferraro) Figura 29 - Sr. Ferraro e maquinrios de sua oficina. Lapidao Ferraro. 08/10/09 Figura 30 - Anncio publicitrio "Lapidao Ferraro publicado na Revista Gemologia, de 1957 a 1960. Figura 31 - Rplicas em resina dos maiores diamantes lapidados por Pedro Zaini. Primeira amostra com cerca de 2cm (Acervo Sr. Ferraro) Figura 32 Foto de Pedro Zaini com 83 anos (Acervo Sr. Ferraro) Figura 33 esquerda escultura angular e direita gemas lapidadas para joalheria de Ronaldo Barbosa, 2009. Figura 34 - Tabela de pesquisa referente a lapidaes em So Paulo publicados na Lista telefnica (Fundao Telefnica, 2009). Figura 35 - Anncios das oficinas de lapidao na Revista Gemologia do ano de 1956 a 1960. Figura 36 Polidor de minerais (MONTAGNA, 1497) Figura 37 - Lapidao Indiana. Maquinrio acionado com fora manual. Bow driven (BRUTON. 1978). Figura 38. Primeira lapidao de diamantes segundo H.D. Morse, EUA. Figura 39 - lustao do livro "Naturalis Historiae opus novum (LONTZER, 1551)Mostrando no fundo mesa de lapidao acionado com roda. Figura 40 - Entalhe de gemas, lustrao no livro "Staendebuch (SACHS, 1558) mostrando maquinrio de entalhe de pedras. Figura 41 esquerda, lapidao modelo francs acionado com fora manual e a direita peas de sua mquina (COIGNARD. 1690). X Figura 42 - Luiken. O texto diz: "Lapidrio, Estas so gotas de uma fonte e o poema apenas comea. Homens gostam de andar elegantes, com diamantes ou rubis. Assim sua fortuna pode ser louvada. Desde que seja iniciado corretamente o primeiro brilho do sol, ser feito a beleza. A fora da mulher que gera o movimento da roda equivale a 1/4 da fora de um cavalo (LUIKEN. 1694; BRUTON, 1978). Figura 43 esquerda, roda movida a fora hidrulica e rebolos de arenito para lapidao (Alemanha) e direita, observaes sobre os maquinrios (COLLINI, 1776). Figura 44 esquerda Imagens reproduzindo a lapidao por fora manual, que era utilizado em residncias e a direita sua descrio (MAWE, 1826; EMANUEL, 1867). Figura 45 esquerda relato sobre lapidao de diamantes e a direita oficina de lapidao da poca (H.D. MORSE, EUA, sem data) Figura 46 Patentes de maquinrios dos Estados Uni