Alinhamento Cais de Outeirinhos Pronto

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  • Curso de Engenharia Civil

    Alinhamento do Cais de Outeirinhos

    Portos e Hidrovias

    Alunos: Oberdan Nunes, Guilherme Weymar, Ezequiel Goia

    Luis Felipe Betemps e Ederson Weber

    Pelotas 2014

  • BREVE HISTRICO PORTURIO DO BRASIL

    Com a vinda da famlia real portuguesa para o Brasil, em janeiro de 1808, foi decretada

    a abertura dos portos s naes amigas por D. Joo VI. Essa abertura visava insero

    do Brasil no sistema econmico liberal internacional, com a facilitao do comrcio

    internacional e do trfego de escravos da frica. At o final desse sculo, no entanto,

    no existiam cais para atracao direta; isso significava que os navios tinham que

    ancorar ao largo e deles saam barcos de tamanho menor que ancoravam nos pequenos

    cais existentes.Ao longo do perodo subsequente, incontveis iniciativas foram feitas

    com o intuito de melhorar a infraestrutura porturia do pas. Em 1850, comeou-se a

    realizar estudos para a melhoria dos mesmos, fato evidenciado pela organizao das

    primeiras linhas 3 regulares de navegao entre Brasil e Europa. O governo do Imprio,

    por sua vez, buscava estimular a iniciativa privada, de forma a atrair investimentos para

    o setor.Em 1869, o governo imperial formulou a primeira lei de concesso explorao

    deportos pela iniciativa privada. Muitas outras concesses desejadas pelo governo

    nessapoca, no entanto, no lograram xito, devido falta de conhecimento tcnico e

    dedados satisfatrios.

    Com o insucesso das concesses mencionadas acima e de polticas nesse sentido que

    haviam sido tentadas no Rio de Janeiro, o governo resolveu investir mais fortemente na

    atrao da iniciativa privada para obras porturias, ainda que elas fossem estrangeiras.

    Dessa forma, em 1888 dava-se incio s operaes do primeiro porto organizado, com a

    concesso a uma empresa privada para a construo e administrao do Porto de Santos.

    Foram construdos 260 metros de cais, e esse foi o primeiro cais brasileiro a permitir a

    atrao de navios transocenicos.

    A concesso previa, inicialmente, a explorao do porto por 39 anos, mas em 1895,

    ocais j tinha mais de 2.300 metros construdos, e o crescente volume de negcios e

    transaes comerciais com o exterior era de tal grandeza, que o prazo previamente

    estipulado foi aumentado para 90 anos. Uma vez que o retorno do investimento

    realizado, na poca em questo, se realizava lentamente, tal medida visava viabilidade

    do retorno dos recursos investidos.

    luz desses acontecimentos, os Portos passam a ser considerados instituies

    extremamente importantes para o desenvolvimento econmico nacional. Prova disso

    foi a organizao em 1919, da primeira empresa nacional especializada em construes

    porturias e em fundaes a ar comprimido, a Companhia Nacional de Construes

    Civis e Hidrulicas, responsvel pelos estaleiros em Niteri e pela companhia Costeira

    de Navegao. Essa empresa foi responsvel por projetos importantes, como o

    prolongamento do cais do Porto do Rio de Janeiro. O reconhecimento da importncia

    dos portos na expanso econmica do pas, tendo a satisfatria privatizao do porto de

    Santos como um de seus marcos, carecia, no entanto, da formulao de uma poltica de

    desenvolvimento nacional mais contingente.

  • Isso ficou evidente pela falta de uma poltica de investimentos mais contnua, que

    atendesse interesses nacionais de desenvolvimento em detrimento da vontade de

    enriquecimento pessoal por parte dos proprietrios. O pas encontrava-se, assim,

    debilitado no que tange atividades porturias permanentes.

    A partir de 1930, no entanto, houve uma mudana no carter das polticas relativas ao

    setor, que comearam a no ser mais pensadas como atividades privadas de cunho

    pontual para o desenvolvimento. A confirmao desse novo vis podia ser demonstrada

    com a obteno pelo Estado de So Paulo, em 1934, da concesso federal para a

    construo do porto de So Sebastio.

    Observou-se nessa obra, pela primeira vez no pas, a instituio de assistncia

    tecnolgica direta, atravs do Instituto de Pesquisas Tecnolgicas (IPT). A Tecnologia

    empregada nesse porto era avanada para a poca, e a Legislao favorvel propiciou

    ainda que outros projetos se beneficiassem de uma expanso estrutural.

    Alm disso, outras assistncias foram solicitadas no perodo em questo, o que

    possibilitou um considervel desenvolvimento da geotecnia nacional, principalmente

    em relao fundaes sobre terrenos moles e conhecimentos das propriedades

    mecnicas das argilas moles das baixadas litorneas.

    A Partir de 1975 houve uma generalizao da utilizao dos contineres nos portos

    nacionais e uma conseqente expanso dos portos. Aliado ao aumento dos portos dos

    navios, era cada vez mais necessria a existncia de portos maiores e de melhores

    condies de operao. Essa iminente necessidade, concomitante cada vez maior

    presena do Estado na Economia, fizeram com que, nesse mesmo ano, fosse criada a 5

    Empresa de Portos do Brasil S/A PORTOBRAS, uma holding que representava o

    interesse do governo em centralizar atividades porturias.

    A supracitada presena cada vez maior do Estado na Economia acabava influenciando

    at mesmo as relaes entre trabalhadores e empresrios, que estavam sob controle total

    do Estado, o que dificultava o processo de modernizao das atividades porturias de

    forma mais completa. A legislao existente, por sua vez, ainda que progressos

    houvessem sido feitos, ainda deixava clara a inexistncia de um ambiente propiciador

    do desenvolvimento dos portos.

    A situao descrita acima era refletida no controle, pelo Conselho Superior do Trabalho

    Martimo, de todos os atos normativos para operao, inclusive das taxas porturias,

    fato responsvel pelos custos elevados nas operaes de carga e descarga, obrigando os

    contratantes de servios a incorrer em muitos custos com mo de obra.

    A partir de ento, os portos brasileiros passaram por um momento de grande

    ineficincia. A Portobrs era responsvel pela explorao dos portos atravs de suas

  • subsidirias, as chamadas Companhias Docas, alm de ser responsvel pela fiscalizao

    das concesses estaduais e pelos terminais privativos de empresas estatais e privadas,

    contribuindo para a elevao da burocracia nos portos.

    O processo de crise institucional pelo qual passava os portos brasileiros assistiu em

    1990, dissoluo da Portobrs, por meio da Lei n 8029/90, resultando em um

    desastroso vazio institucional; e culminou com a aprovao da Lei 8.630, de 25 de

    fevereiro de 1993, conhecida como Lei de Modernizao dos Portos Esta fase foi a

    mais difcil para o sistema porturio, a qual estabelecia uma regulamentao mais

    privatista nos portos, e criando novos organismos institucionais.

    ATUAL CENRIO DOS PORTOS BRASILEIROS

    O governo brasileiro vem dando cada vez mais importncia ao setor porturio nacional.

    Este setor movimenta anualmente mais de 700 milhes de toneladas das mais diversas

    mercadorias, chegando a representar aproximadamente 90% de todo o comercio exterior

    brasileiro.

    O Ministrio dos Transportes responsvel pela formulao de polticas referentes

    todos os tipos de transporte em mbito nacional. Para o transporte aquavirio, a Agncia

    Nacional de Transportes Aquavirios (ANTAQ) e a Secretaria Especial de Portos (SEP)

    so os responsveis diretos pela gesto do setor porturio.

    A ANTAQ, instituda pela Lei no 10.233/2001, tem como finalidade programar, em sua

    esfera de atuao, as polticas formuladas pelo Ministrio dos Transportes e pelo

    Conselho Nacional de Integrao de Polticasde Transporte (CONIT), segundo os

    princpios e as diretrizes estabelecidos na sua lei de criao. Deve tambm regular,

    supervisionar e fiscalizar as atividadesde prestao de servios de transporte aquavirio

    e de explorao da infraestrutura porturia e aquaviria, exercida por terceiros, com

    vista agarantir a movimentao de pessoas e bens, em cumprimento a padres

    deeficincia, segurana, conforto, regularidade, pontualidade e modicidade nos fretes e

    nas tarifas; harmonizar os interesses dos usurios com os das empresas concessionrias,

    permissionrias, autorizadas e arrendatrias, e de entidades delegadas, preservando o

    interesse pblico; e arbitrar conflitos de interesse e impedir situaes que configurem

    competio imperfeita ou infrao contra a ordem econmica (IPEA, 2010).

    Criada por medida provisria e referendada pela Lei no 11.518/2007,a SEP uma

  • instituio vinculada Presidncia da Repblica. Tem como atribuies e competncias

    a formulao de polticas e diretrizes para o fomento do setor, alm da execuo de

    medidas, programas e projetos de apoio ao desenvolvimento da 7 infraestrutura

    porturia, com investimentos oramentrios e do Programa de Acelerao do

    Crescimento (PAC). Compete ainda SEP a participao no planejamento estratgico e

    a aprovao dos planos de outorgas, tudo isso visando garantir segurana e eficincia ao

    transporte aquavirio de cargas e de passageiros no pas.(IPEA, 2010).

    O setor porturio brasileiro sofreu recentemente uma significativa mudana com o

    advento da lei 12.815 de 5 de junho de 2013.Essa lei dispe sobre a explorao direta

    e indireta pela unio de portos e instalaes porturias e sobre as atividades

    desempenhadas pelos operadores porturios, tambm altera as leis 5.025 de 10 de junho

    de 1966, 10.233 de 5 de junho de 2001,10.683 de 28 de maio de 2003,9.719 de 27 de

    novembro d