Ambien CIA

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Text of Ambien CIA

  • 9 788533 411371

    I SBN 85- 334- 1137- 5 MINISTRIO DA SADE

    2. edio

    Braslia DF2010

    AMBINCIADisque Sade0800 61 1997

    Biblioteca Virtual em Sade do Ministrio da Sadewww.saude.gov.br/bvs

  • MINISTRIO DA SADESecretaria de Ateno Sade

    Ncleo Tcnico da Poltica Nacional de Humanizao

    AMBINCIA

    2. edio5. reimpresso

    Srie B. Textos Bsicos de Sade

    Braslia DF2010

  • EDITORA MSDocumentao e InformaoSIA, trecho 4, lotes 540/610CEP: 71200-040, Braslia DFTels.: (61) 3233-2020 / 3233-1774Fax: (61) 3233-9558E-mail: editora.ms@saude.gov.brHome page: http://www.saude.gov.br/editora

    Equipe editorial:Normalizao: Gabriela LeitoReviso: Mara Pamplona e Lilian AssunoDiagramao: Srgio Ferreira

    2004 Ministrio da Sade. Todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim comercial.A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra de responsabilidade da rea tcnica.A coleo institucional do Ministrio da Sade pode ser acessada, na ntegra, na Biblioteca Virtual em Sade do Ministrio da Sade: http://www.saude.gov.br/bvsO contedo desta e de outras obras da Editora do Ministrio da Sade pode ser acessado na pgina: http://www.saude.gov.br/editora

    Srie B. Textos Bsicos de Sade

    Tiragem: 2. edio 5. reimpresso 2010 1.000 exemplares

    Elaborao, distribuio e informaes:MINISTRIO DA SADESecretaria de Ateno SadeNcleo Tcnico da Poltica Nacional de HumanizaoEsplanada dos Ministrios, bloco G, Edifcio Sede, sala 95470058-900, Braslia DFTels.: (61) 3315-3680 / 3315-3685E-mail: humanizasus@saude.gov.brHome page: www.saude.gov.br/humanizasus

    Coordenao da PNH:Adail de Almeida Rollo

    Texto: Altair Massaro (consultor PNH/MS)Flavia de Barros (consultora PNH/MS)Mirela Pilon Pessatti (arquiteta da Santa Casa de Limeira)

    Organizao da srie cartilhas da PNH 1. edio:Eduardo Passos

    Coordenao de reviso das cartilhas da PNH 2. edio: Maria Elizabeth Mori e Serafim Barbosa dos Santos Filho

    Elaborao de texto, diagramao e layout:Cristina Maria Eitler (Kita)

    Colaborao:Alba Lucy Giraldo Figueroa Maria Auxiliadra da Silva Benevides

    Fotos:Delegados participantes da 12. Conferncia Nacional de Sade (realizada em Braslia, de 7 a 11 de dezembro de 2003), fotografados no estand do HumanizaSUS.

    Fotgrafo: Clber Ferreira da Silva

    Impresso no Brasil / Printed in BrazilFicha Catalogrfica

    Brasil. Ministrio da Sade. Secretaria de Ateno Sade. Ncleo Tcnico da Poltica Nacional de Humanizao. Ambincia / Ministrio da Sade, Secretaria de Ateno Sade, Ncleo Tcnico da Poltica Nacional de Humanizao. 2. ed. Braslia : Editora do Ministrio da Sade, 2010. 32 p. (Srie B. Textos Bsicos de Sade)

    ISBN 85-334-1137-5

    1. SUS (BR). 2. Poltica de sade. 3. Prestao de cuidados de sade. I. Ttulo. II. Srie. NLM WA 30

    Catalogao na fonte Coordenao-Geral de Documentao e Informao Editora MS OS 2010/0365

    Ttulos para indexao:Em ingls: Hospital EnvironmentEm espanhol: Ambientacin Hospitalaria

  • O Ministrio da Sade implementa a Poltica Nacional de Humanizao (PNH)HumanizaSUS

    Ministrio da Sade tem reafirmado o HumanizaSUS como poltica que atravessa as diferentes aes e instncias do Sistema nico de Sade, englobando os diferentes nveis e dimenses da Ateno

    e da Gesto. Operando com o princpio da transversalidade, a Poltica Nacional de Humanizao (PNH) lana mo de ferramentas e dispositivos para consolidar redes, vnculos e a corresponsabilizao entre usurios, trabalhadores e gestores. Ao direcionar estratgias e mtodos de articulao de aes, saberes, prticas e sujeitos, pode-se efetivamente potencializar a garantia de ateno integral, resolutiva e humanizada. Por humanizao compreendemos a valorizao dos diferentes sujeitos implicados no processo de produo de sade. Os valores que norteiam essa poltica so a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a corresponsabilidade entre eles, os vnculos solidrios e a participao coletiva no processo de gesto.

    O

    Cartilha da PNHAmbincia 3

  • Com a oferta de tecnologias e dispositivos para configurao e fortalecimento de redes de sade, a humanizao aponta para o estabelecimento de novos arranjos e pactos sustentveis, envolvendo trabalhadores e gestores do Sistema, e fomentando a participao efetiva da populao, provocando inovaes em termos de compartilhamento de todas as prticas de cuidado e de gesto. A PNH no um mero conjunto de propostas abstratas que esperamos poder tornar concreto. Ao contrrio, partimos do SUS que d certo. O HumanizaSUS apresenta-se como uma poltica construda a partir de possibilidades e experincias concretas que queremos aprimorar e multiplicar! Da a importncia de nosso investimento no aprimoramento e na disseminao dos diferentes dispositivos com que operamos. As Cartilhas da PNH tm funo multiplicadora; com elas esperamos poder disseminar algumas tecnologias de humanizao da ateno e da gesto no campo da Sade.

    Braslia, 2006.

    Cartilha da PNHAmbincia4

  • mbincia na Sade refere-se ao tratamento dado ao espao fsico entendido como espao social, profissional e de relaes interpessoais que deve proporcionar ateno acolhedora, resolutiva e humana. Ao adotar o conceito de Ambincia para a arquitetura nos espaos da Sade, atinge-se um avano qualitativo no debate da humanizao dos territrios de encontros do SUS. Vai-se alm da composio tcnica, simples e formal dos ambientes, passando a considerar as situaes que so construdas. Essas situaes so construdas em determinados espaos e num determinado tempo, e vivenciadas por uma grupalidade, um grupo de pessoas com seus valores culturais e relaes sociais.

    A

    Ambincia: humanizao dos territrios de encontros do SUS

    Cartilha da PNHAmbincia 5

  • Cartilha da PNHAmbincia6

    O conceito de AMBINCIA segue primordialmente trs eixos: O espao que visa confortabilidade focada na privacidade e

    individualidade dos sujeitos envolvidos, valorizando elementos do ambiente que interagem com as pessoas cor, cheiro, som, iluminao, morfologia..., e garantindo conforto aos trabalhadores e usurios.

    O espao que possibilita a produo de subjetividades encontro de sujeitos por meio da ao e reflexo sobre os processos de trabalho.

    O espao usado como ferramenta facilitadora do processo de trabalho, favorecendo a otimizao de recursos, o atendimento humanizado, acolhedor e resolutivo.

    importante ressaltar que esses trs eixos devem estar sempre juntos na composio de uma ambincia, sendo esta subdiviso apenas didtica.

    A Confortabilidade Existem componentes que atuam como modificadores e qualificadores do espao, estimulando a percepo ambiental e, quando utilizados com equilbrio e harmonia, criam ambincias acolhedoras, propiciando contribuies significativas no processo de produo de sade.

  • Cartilha da PNHAmbincia 7

    Relato 1: Quando uma das paredes de uma enfermaria peditrica foi pintada de amarelo ouro e as demais harmonizadas com cores quentes e frias, quebrando o ambiente monocromtico e sem expresso, percebeu-se que as crianas responderam positivamente sendo estimuladas pelas cores o local acabou por se constituir num ponto de atrao dentro da enfermaria.

    Relato 2: Em outra situao, enfermeiros observaram que em uma enfermaria de trs leitos o paciente que ficava no leito do meio sempre tinha mais dificuldade de recuperao. Tal fato era atribudo falta de privacidade, j que os pacientes do canto sempre tinham a possibilidade de se voltarem para as janelas. Esses so alguns exemplos que mostram a contribuio de elementos que sero colocados a seguir:

  • Cartilha da PNHAmbincia8

    Morfologia formas, dimenses e volumes configuram e criam espaos, que podem ser mais ou menos agradveis ou adequados para as pessoas;

    Luz a iluminao, seja natural ou artificial, caracterizada pela incidncia, quantidade e qualidade. Alm de necessria para a realizao de atividades, contribui para a composio de uma ambincia mais aconchegante quando exploramos os desenhos e as sombras que proporcionam. A iluminao artificial pode ser trabalhada em sua disposio, garantindo privacidade aos pacientes com focos individuais nas enfermarias, facilitando as atividades dos trabalhadores e tambm a dos pacientes. A iluminao natural deve ser garantida a todos os ambientes que permitirem, lembrando sempre que toda pessoa tem direito noo de tempo dia e noite, chuva ou sol e que isto pode influenciar no seu estado de sade;

  • Cartilha da PNHAmbincia 9

    Cheiro considerar os odores que podem compor o ambiente, interferindo ou no no bem-estar das pessoas;

    Som podemos propor a utilizao de msica ambiente em alguns espaos como enfermarias e esperas. Em outro mbito, importante considerar tambm a proteo acstica que garanta a privacidade e, controle, alguns rudos;

    Sinestesia diz respeito percepo do espao por meio dos movimentos, assim como das superfcies e texturas;

    Arte como meio de inter-relao e expresso das sensaes humanas;

    Cor as cores podem ser um recurso til uma vez que nossa reao a elas profunda e intuitiva. As cores estimulam nossos sentidos e podem nos encorajar ao relaxamento, ao trabalho, ao divertimento ou ao movimento. Podem nos fazer sentir mais calor ou frio, alegria ou tristeza. Utilizando cores que

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    ajudam a refletir ou absorver luz, podemos compensar sua falta ou minimizar seu excesso;

    Tratamento das reas externas este se faz necessrio j que, alm de porta de entrada, constitui-se muitas vezes em lugar de espera ou de descanso de trabalhadores, ambiente de estar de pacientes ou de seus acompanhantes. Jardins e reas com bancos podem se tornar lugar de estar e relaxamento.