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Região da Indonésia devastada por tsunami, onda gigante gerada por distúrbios sísmicos ou na superfície do mar Vista aérea da praia de Ponta Negra, cartão postal da capital amazonense Química – Química orgânica pg. 02 Química – Oxidorredução pg. 04 Biologia – Ciclo celular pg. 06 Biologia – Ciclos biogeoquímicos pg. 08 Literatura – Pré-modernismo pg. 10

Apostila Aprovar Ano04 Fascículo27 Bio Qui

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Qumica Qumica orgnica Qumica Oxidorreduo

pg. 02 pg. 04

Vist area da praia de Pont a a Negra, carto post da cap al ital amazonense

Biologia Ciclo celular

Biologia Ciclos biogeoqumicos

pg. 06 pg. 08 pg. 10

Literatura Pr-modernismo

igante onda g r , ma sunami a por t superfcie do a ast d na ev ou nsia d a Indo rbios ssmicos o d dist Regi por gerada

UEA gradua mais de 700 bacharis em Cincia Polt icaMinistrado em 13 municpios do interior do Estado, o curso de Cincia Poltica da Universidade do Estado do Amazonas completa, at o fim de junho, o ciclo de formatura de seus novos bacharis, ao todo, mais de 700. Indito na regio, o curso foi o mais procurado no vestibular de 2002, com mais de 12 mil candidatos inscritos. Oferecido em carter especial para atender necessidade especfica de formao de recursos humanos no interior do Amazonas, o curso teve incio em agosto de 2002, e agora forma lderes e empreendedores polticos capazes de desenvolver um novo estilo de gesto pblica, com vistas gerao de novos conhecimentos e introduo de procedimentos e tcnicas inovadoras nos diversos organismos do Estado. O curso foi ministrado nos municpios de Tabatinga, Tef, Maus, Boca do Acre, Itacoatiara, Humait, Manacapuru, Eirunep, Carauari, Coari, So Gabriel da Cachoeira, Manicor e Parintins com a mesma metodologia do Programa Especial de Formao de Professores (Proformar): transmisso simultnea, via satlite, a partir de um estdio equipado com modernos recursos tecnolgicos. Nesse Sistema Presencial Mediado, as aulas so ministradas por professores, a partir de um estdio montado em Manaus e transmitidas, ao vivo, via satlite, para todas as salas de aula dos municpios, que so equipadas com TV, linha telefnica, fax, computador e Internet. As disciplinas do curso, oferecido em mdulos, so preparadas por um grupo de especialistas, mestres e doutores de vrias reas, como Direito, Administrao, Contabilidade, Economia e Cincias Sociais. Depois, so roteirizadas por uma equipe de produo e levadas ao ar com a participao da mesma equipe. Nas salas de aula, localizadas nas unidades da UEA, no interior, um professor especialista, que recebeu treinamento especial, acompanha o aluno, tirando dvidas, controlando a freqncia, a utilizao dos recursos de comunicao e fazendo avaliaes preliminares. Para obter aprovao, cada aluno teve que atingir mdia 6 e 75% de freqncia. As dvidas que no podem ser esclarecidas pelo professor local so encaminhadas para Manaus por telefone ou Internet. Um sistema call center, com 16 atendentes, est preparado para receber as perguntas e encaminhar aos professores, que respondem em tempo real.

QumicaProfessor MARCELO Monteiro

Quanto disposio dos tomos Normal: quando o encaminhamento segue uma seqncia nica. Exemplo: H H H H | | | | ... C C C C ... | | | | H H H H Ramificada: quando na cadeia surgem ramos ou ramificaes. Exemplo: CH3 CH2 CH CH2 CH2 CH3 | CH2 | ramificao CH3 Quanto aos tipos de ligaes Saturada: quando existem apenas ligaes sigmas. Exemplo: H H H H | | | | ... C C C C ... | | | | H H H H Insaturada: quando existe pelo menos uma ligao pi entre os tomos de carbono. Exemplo: CH3 CH = CH CH2 CH3 = Quanto natureza dos tomos Homognea: quando, na cadeia, s existem tomos de carbono. H H H H | | | | ... C C C C ... | | | | H H H H Exemplo: CH3 CH2 CH CH2 CH3 | O Heterognea: quando, na cadeia, alm dos tomos de carbono, existem tomos de outro elemento (heterotomos). Exemplo: CH3 CH2 O CH2 CH3 CLASSES FUNCIONAIS ALCANOS So hidrocarbonetos acclicos e saturados, isto , tm cadeias abertas e apresentam apenas ligaes simples entre seus carbonos. Nomenclatura: prefixo + ANO Prefixos: Observe abaixo a tabela de prefixos que servir para determinar a nomenclatura de todos os compostos orgnicos.N de carbonos Prefixo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Qumica orgnicaQumica Orgnica a parte da qumica que estuda os compostos do carbono. Vale ressaltar que nem todos os compostos formados por carbono so orgnicos, devido s caractersticas inorgnicas presentes em alguns deles. Ex.: CO2, H2CO3, CO, HCN, etc. O tomo de carbono Tetravalente Forma Mltiplas Ligaes. Sigma () a primeira ligao entre dois tomos. Ocorre, neste caso, uma superposio de orbitais. Pi () So as segundas e terceiras ligaes entre dois tomos. Agora, o que ocorre uma aproximao entre os orbitais. Exemplo: CC C = C C C 1 ligao 1 ligao 1 ligao 1 ligao 2 ligaes O carbono liga-se a vrias classes de elementos qumicos. Forma cadeias. Classifica-se em: Primrio: quando est ligado somente a um outro carbono. Secundrio: quando est ligado a dois outros carbonos. Tercirio: quando est ligado a trs outros carbonos. Quaternrio: quando est ligado a quatro outros carbonos. Hibridizao do carbono sp3 (tetradrica) a fuso de quatro orbitais (um do tipo s e trs do tipo p) formando quatro orbitais do tipo sp3; forma somente ligaes simples; ngulo entre as valncias: 109 28; caracterstica dos alcanos; carbono liga-se a outros quatro tomos. sp2 (trigonal) a fuso de um orbital s com dois orbitais p formando trs orbitais do tipo sp2; forma duas ligaes simples e uma dupla; ngulo entre as valncias: 120; caracterstica dos alcenos; carbono liga-se a outros trs tomos. sp (linear) a fuso de um orbital s com um p formando dois orbitais do tipo sp; pode formar: duas ligaes simples e uma tripla; duas ligaes duplas; ngulo entre as valncias: 180; caracterstica dos alcinos e alcadienos; carbono liga-se a outros dois tomos. Tipos de cadeias carbnicas Aberta, acclica ou aliftica: Exemplo: H H H H | | | | ... C C C C ... | | | | H H H H Fechada ou cclica: Exemplo: CH2 CH2 CH2 | | CH2 CH2 2

MET ET PROP BUT PENT HEX HEPT OCT NON DEC

Frmula Geral: CnH2n+2 Exemplo: CH3 CH2 CH3 propano ALCENOS So hidrocarbonetos acclicos, contendo uma nica dupla ligao. Nomenclatura: prefixo + ENO A cadeia principal a mais longa, contendo, porm, a dupla ligao. A numerao da cadeia principal ocorre a partir do carbono mais prximo da insaturao. Frmula Geral: CnH2n Exemplos: CH2 = CH CH3 propeno ALCINOS So hidrocarbonetos acclicos, contendo uma nica ligao tripla. Nomenclatura: prefixo + INO As regras de nomenclatura seguem a dos alcenos. Frmula Geral: CnH2n - 2 Exemplo: CH C CH3 propino

ALCADIENOS So os hidrocarbonetos que apresentam cadeia aberta e insaturada, com duas ligaes duplas. Nomenclatura: prefixo + DIENO Frmula Geral: CnH2n 2 Exemplo: CH2 = C = CH2 propadieno CICLANOS So hidrocarbonetos que apresentam cadeia fechada ou mista e saturada. Nomenclatura: CICLO + prefixo + ANO Frmula Geral: CnH2n Exemplo: CH2 CH2 | | ou ciclobutano CH2 CH2 CICLENOS So hidrocarbonetos que apresentam cadeia cclica ou mista e insaturada, com uma ligao dupla. Nomenclatura: CICLO + prefixo + ENO Frmula Geral: CnH2n - 2 Exemplo: CH2 CH | | | ou ciclobuteno CH2 CH Hidrocarbonetos aromticos So os hidrocarbonetos que possuem um ou mais anis benznicos (tambm chamados aromticos). Nomenclatura: .......... BENZENO Frmula estrutural:

Nomenclatura para hidrocarbonetos Veremos, agora, algumas regras para nomenclatura de todos os hidrocarbonetos estudados, seguindo as normas da IUPAC (Unio Internacional de Qumica Pura e Aplicada). Para dar nome a um composto com cadeia ramificada, damos os seguintes passos: Determinamos a cadeia principal e seu nome. Numeramos os carbonos da cadeia principal. Identificamos o(s) radical(ais) e sua localizao. Localizao dos radicais na cadeia principal A localizao dos radicais deve ser dada pela numerao dos carbonos da cadeia principal, segundo as regras j estudadas. Iniciar pela extremidade mais prxima da caracterstica mais importante dos compostos, na ordem: grupo funcional > insaturao > radical. A numerao deve seguir a regra dos menores nmeros possveis. Se, aps as regras anteriores, ainda restar mais de uma possibilidade, iniciar a numerao pela extremidade mais prxima do radical mais simples (o menos complexo). Em caso de dois ou mais radicais iguais na mesma cadeia, usar os seguintes prefixos para indicar a quantidade, ligados ao nome dos radicais: di (2 radicais iguais), tri (3 radicais iguais), tetra (4 radicais iguais). No se esquea de que os nmeros (numerao dos carbonos) indicam a localizao e no a quantidade de radicais. O nome do ltimo radical mencionado deve vir ligado ao nome da cadeia principal, exceto nos casos em que o nome da cadeia principal comear com a letra h (hex, hept), caso em que deve vir precedido de hfen. Os radicais podem ser mencionados em ordem de complexidade (por exemplo: metil antes de etil), ou ainda em ordem alfabtica (etil antes de metil). A ordem alfabtica bem menos usada.

Desafio Qumico01. AZT (3azido3deoxitimidina), que

possui a capacidade de inibir a infeco e os efeitos citopticos do vrus da imunodeficincia humana do tipo HIV1, o agente causador da AIDS, apresenta a seguinte estrutura:

a) Quantos tomos de carbono esto presentes em uma molcula de AZT? b) E de oxignio? 02. Um composto representado pela seguinte frmula estrutural: H H H | | | H C C C C H | | | | | H O H H

1,2 dimetil 3 etil benzeno

As hibridizaes dos tomos de carbono do composto, contados da esquerda para a direita, so:a) sp3, sp, sp2, sp3. c) sp3, sp2, sp3, sp3. e) sp3, sp2, sp2, sp3.

Formula Geral: CnH2n 6 RADICAIS metil(a) 1 carbono: CH3 etil 2 carbonos: CH3 CH2 3 carbonos: CH3 CH2 CH2 n-propil 4 carbonos: CH3 CH2 CH2 CH2 n-butil CH3 CH2 CH sec butil I CH3 | CH3 C CH3 terc-butil ou t-butil CH3 CH3 CH CH2 sec butil I CH3 Radicais arilas A valncia livre encontra-se num carbono pertencente a um ncleo aromtico. So eles:

b) sp3, sp2, sp, sp3. d) sp2, sp, sp2, sp2.

Exerccios01. Na estrutura:CH3 | CH3 C | H H H | | C C | | CH3 H C | C CH3 | CH3

03. (PUC) Quantas ligaes , no total, existem no composto representado pela frmula abaixo? CH C C = C = CH C CH | CH3a) 2 d) 5 b) 3 e) 6 c) 4

|

As quantidades totais de tomos de carbono primrio, secundrio e tercirio so respectivamente:a) 2, 3 e 4; d) 5, 1 e 3; b) 2, 4, e 3; e) 5, 2 e 2. c) 3, 3, e 2;

04. (UFF) O indol, uma substncia formada durante o processo de decomposio de protenas, contribui para o odor caracterstico das fezes:

02. (UFF) Considerando-se o composto: A frmula molecular e o nmero de ligaes , presentes na estrutura do indol, so, respectivamente:b) C8H3N; uma. d) C9H5N; quatro.

Indique, respectivamente, o nmero de ligaes sigma, e o tipo de hibridizao do composto:a) 6; 1; sp3 d) 14; 4; sp2 b) 10; 1; sp3 e) 14; 1; sp2 c) 11; 2; sp3

a) C8H7N; quatro. c) C8H7N; trs. e) C6H9N; uma.

03. Determine o nmero de hidrocarbonetos diferentes de massa molecular igual a 70. 04. Qual dos compostos abaixo no existe?a) propino; b) 2metil propino; c) 2metil propeno; d) 2metil propano; e) etano.

05. (UERJ) Na composio de corretores do tipo Liquid Paper, alm de hidrocarbonetos e dixido de titnio, encontra-se a substncia isocianeto de alila, cuja frmula estrutural plana representada por: CH2 = CH CH2 N = C = O Com relao a esta molcula, correto afirmar que o nmero de carbonos com hibridizao sp2 igual a:a) 1 d) 4 b) 2 c) 3

3

Desafio Qumico01. Os estados de oxidao (Nox) dos elementos destacados nas frmulas: cido metanico, HCOOH, perxido de brio, BaO2, hidreto de berlio, BeH2, sulfeto de potssio, K2S, so, respectivamente:a) b) c) d) e) 2 ; +4 ; +1 ; 2 +2 ; +2 ; 1 ; +2 2 ; +2 ; +1 ; 2 +2 ; +2 ; 1 ; 2 +2 ; +4 ; +1 ; +2

QumicaProfessor CLVIS Barreto

H2O2

OxidorreduoSignifica transferncia de eltrons e, conseqentemente variao do n. de oxidao (nox). Conceitos 1. Oxidao: oxidar significa perder eltrons e, conseqentemente, aumentar o nox. 2. Reduo: reduzir significa, ganhar eltrons e conseqentemente, diminuir o nox. 3. Agente oxidante: a espcie qumica que contm o elemento que sofre reduo. O oxidante provoca a oxidao de outra espcie qumica na reao. 4. Agente redutor: a espcie qumica que contm o elemento que sofre oxidao. O redutor provoca a reduo de outra espcie qumica na reao. Observaes: 1 Quem oxida ou quem reduz sempre elemento qumico. 2 O agente oxidante e o agente redutor sempre esto do lado dos reagentes da reao. 5. Nmero de oxidao: a carga que o elemento tem ou adquire durante a reao. Tipos de nox: a) Nox real: a carga que o elemento j possui. caracterstica de compostos inicos. Ex.:

b)

Nos superxidos vale 1/2 (O4-2)

c) Nos flutores vale O2F2

+2

5. O somatrio das cargas de uma molcula vale sempre zero. Ex.:

02. Descobertas recentes da medicina indicam a eficincia do xido ntrico, NO, no tratamento de determinado tipo de pneumonia. Sendo facilmente oxidado pelo oxignio a NO2, quando preparamos, em laboratrio, o xido ntrico deve ser recolhido em meio que no contenha O2. O nox do nitrognio no NO e NO2 so respectivamente :a) b) c) d) e) +3 e +6 +2 e +4 +2 e +2 zero e +4 zero e +2

6. O somatrio das cargas de um agrupamento inico (reunio de tomos em desequilbrio eltrico) igual carga do agrupamento. Ex.:

03. Desafio Indique o nmero de oxidao (NOX) de cada elemento no on a seguir;PtCl6 a) b) c) d) e)2

b) Nox aparente: a carga que o elemento adquire quando suas ligaes forem rompidas durante a reao. caracterstica de compostos covalentes. Obs.: Nox na ligao covalente dativa ou coordenada. Situao A Ex.1.: CO Ex.2:

7. O nox dos halognios, quando esto na extremidade mais eletronegativa (direta), vale 1. Quando esto em outra posio, o nox varivel. Nox mnimo: a carga que o elemento necessita para atingir o octeto. Nox mximo: a carga que o elemento adquire quando perde todos os eltrons da ltima camada. O nox mximo coincide com o n. do grupo. Obs.: 4A, 5A, 6A, 7A NOX MNIMO NOX MXIMO

+2 ; 2 + 4 ; 1 +3 ; 6 +2 ; 4 2 ; +2

Aplicao(UFGRJ) O nox dos halognios nos compostos KBr ; NaIO3; F2: Cl2O3; respectivamente :a) 1; +5; 0; +3 b) 1; 5; 2; 3 d) +1; +3; 0; +5 c) +1 ; 1 ; 2 ; +2 e) 1 ; - 1 ; -1 ; -1 Soluo:

04. Nas opes seguintes, esto representadas equaes qumicas de reaes que podem ocorrer, em solues aquosas, com os diversos xidos de crmio. Qual dessas opes contm a equao que representa uma reao de xidorreduo?a) b) c) d) e) 2CrO42 + 2H3O+1 1Cr2O72 + 3H2O 1Cr2O3 + 6H3O+1 2Cr+3 + 9H2O 2Cr2O3 + 2OH1 1Cr2O42 + 1H2O 2Cr2O72 + 2H3O+1 1CrO3 + 3H2O 2Cr2O72+16H3O+1 4Cr+3+3O2+24H2O

Situao B Ex.3: HClO4

05. Para a equao no-balanceada: MnO2+KClO3+KOH KMnO4+KCl+ H2O Assinale a opo incorreta:a) A soma de todos os coeficientes estequiomtricos, na proporo mnima de nmeros inteiros, 17. b) O agente oxidante o KClO3 . c) O agente redutor o MnO2 . d) O nmero de oxidao do mangans no MnO2 duas vezes o nmero de oxidao do hidrognio. e) Cada tomo de cloro ganha seis eltrons.

Regras para o clculo de nox. 1. O nox de uma substncia simples ou de um elemento qumico vale sempre zero. 2. O nox de on igual sua prpria carga. 3. O nox do hidrognio vale geralmente +1, exceto nos hidretos metlicos (hidrognio ligado a metal) que vale 1. Ex.: Resposta: a) 1; +5 ; 0; +3 8. O nox dos calcognios (O, S, Se, Te, Po), quando esto na extremidade mais eletronegativa (direta), vale 2. Quando esto em outra posio, o nox varivel. Obs.: Na pirita (FeS2), embora o enxofre esteja na extremidade mais eletronegativa, seu nox no 2 e sim 1.

4. O nox do oxignio vale geralmente 2; exceto: a) Nos perxidos vale 1 (O22) Balanceamento de equaes pelo mtodo

4

redox:

Passos para o balanceamento de equaes pelo mtodo redox: 1. Calcular o nox de cada elemento na equao. 2. Verificar quem varia o nox de um lado para outro na reao e traar os ramais oxi-red. 3. Montar dois quadros. Um para oxidao e outro para reduo. necessrio que a substncia candidata a ir para um dos quadros no tenha nox repetido na equao. Caso ambas as substncias no tenham nox repetido na equao, vai para o quadro, na seguinte sequncia: 1. A substncia de maior atomicidade ( o nmero de tomos do elemento que constitui a substncia). 2. A substncia de maior nmero de elementos diferentes. 4. Calcular, inverter e, se possvel, simplificar o delta (). Obs.: Clculo do delta ().

Obs.: 1. A substncia que sofre dupla oxidao ou dupla reduo necessariamente vai para o quadro. 2. Antes de inverter o delta, devem-se somar os deltas da dupla oxidao ou da dupla reduo para depois inverte-los. Ex.: As2S3+HNO3+H2O H2SO4+ H3AsO4+ NO 3. Quando aparece equao inica. Obs.: 1. O nox de um on igual sua prpria carga. 2. O somatrio das cargas de um agrupamento inico igual carga do agrupamento. 3. Se durante o balanceamento de uma eq. Inica houver necessidade de se balancear um elemento carregado, colocase uma incgnita x diante desse elemento e monta-se a equao das cargas. carga dos reagentes = carga dos produtos Ex.: Bi+3+SnO22+OH SnO32+ Bi +H2O 4. Balanceamento independente do elemento qumico enxofre (S) quando nos reagentes aparecer cido sulfrico (H2SO4) e cido sulfdrico (H2S) simultaneamente. Obs.: 1. O ramal do elemento qumico enxofre sempre traado com o cido sulfdrico. 2. O cido sulfdrico necessariamente vai para o quadro. 3. O coeficiente estequimtrico do cido sulfdrico deve ser repetido diante do elemento qumico enxofre produzido na reao, pois todo o enxofre produzido na reao proveniente do cido sulfdrico e no do cido sulfrico. Isso deve ser feito no incio do balanceamento. Ex.: KMnO4+H2SO4+H2S K2SO4+ MnSO4 + S + H2O 5. Quando aparece perxido de hidrognio (H2O2). Obs.: 1. O nox do oxignio do perxido vale sempre 1. 2. Antes de traar o ramal dos perxidos de hidrognio, deve-se traar primeiro o ramal da outra substncia que esteja oxidando ou reduzindo na reao, pois o perxido de hidrognio sempre subordinado a outra substncia da reao que esteja oxidando ou reduzindo. 3. O ramal do perxido de hidrognio sempre traado ou com gua ou com o oxignio molecular (O2), isso vai depender da outra substncia na reao. 4. O perxido de hidrognio necessariamente vai para o quadro. 5. Quando, na reao com o perxido de hidrognio, houver formao de oxignio molecular, o coeficiente estequiomtrico do perxido de hidrognio deve ser repetido diante do oxignio molecular produzido na reao, pois proveniente do perxido de hidrognio. Isso deve ser feito no incio do balanceamento. Nota: essas observaes sobre o perxido de hidrognio s tem valor se esse no estiver sofrendo auto oxirreduo, ou seja, ele sozinho na reao oxidando e reduzindo ao mesmo tempo (simultaneamente). Ex.: KMnO4 + H2SO4 + H2O2 K2SO4 + MnSO4 + H2O + O2

Desafio Qumico01. Faa o balanceamento das reao abaixo: Ca3(PO4)2 + (SiO2)n+C CaSiO3 + CO +Pa) 1,3, 2,3, 2 e 1 b) 2, 6,10, 6,8 e 1 c) 1,3, 5,3, 5 e 1 d) 2,6, 10,6, 10 e 1 e) 4, 12, 20, 12, 10 e 1

02. Os coeficientes que ajustam corretamente as equaes abaixam so: I) NaNO3 NaNO2 +O2 II) Al + H2SO4 Al2(SO4)3 + H2a) b) c) d) I: I: I: I: 2, 1, 1, 2, 2,1 2, 1 2, 2 2, 1 II: 2, 3, 3, 2 II: 2, 3, 1, 3 II: 2, 3, 3, 2 II: 2, 3, 1, 3

5. Prosseguir o balanceamento por tentativa, sendo que o ltimo elemento a ser balanceado o oxignio, e o penltimo o hidrognio. Ex.: 1. KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 K2SO4 + MnSO4 + CO2 + H2O 2. Cu + HNO3 Cu(NO3)2 + NO + H2O

03. (Vunesp) Os nmeros de oxidao do enxofre nas espcies SO2 e so, respectivamente:a) zero e +4 b) +1 e 4 c) +2 e +8 d) +4 e +6 e) 4 e 8

AplicaoFaa o balanceamento da reao abaixo : Cl2(g)+C(s)+H2O(l) CO2(g)+H3Oa+1q+ Cl(aq)1 Soluo: 1. Passo

04. (UFSE) Dentre as equaes que se seguem, qual envolve o fenmeno da oxirreduo?a) Na2O(S) + 2H+(Hq) H2O( l ) + 2Na+(aq) b) NH3(g) + HCl(g) NH4Cl(s) c) CaC2(s) + 2H2( l ) Ca2+(aq) + 2OH-(aq) + C2H2(g) d) CuSO4 . 5H2O(s) CuSO4(s) + 5H2O(g) e) KClO3(s) KCl(s) + 3/202(g)

2. Passo :

3. Passo:

05. (UERJ) A equao Au3+ + Ag Ag+ + Au representa uma reao possvel pelo contato, em presena de saliva, de uma obturao de ouro e outra de prata. Nessa equao, aps ajustada, a soma de todos os coeficientes (reagentes e produtos), considerando os menores inteiros, :a) 4 d) 12 b) 6 e) 16 c) 8

4. Passo 4Cl2(g)+C(s)+H2O(l) 2CO2(g)+H3O(a+1q+ Cl(aq)1 4Cl2(g)+2C(s)+H2O(l) 2CO2(g)+8H3O(a+1q+ 4Cl(aq)1 2Cl2(g)+1C(s)+6H2O(l) 1CO2(g)+4H3O(a 4Cl(aq)1+1

q+

Casos particulares de balanceamento por oxidorreduo. 1. Quando ocorre auto oxidorreduo. Obs.: 1. A substncia ou o elemento que sofre auto oxirreduo no vai para o quadro. 2. A substncia ou o elemento que sofre auto oxirreduo pode funcionar tanto como oxidante quanto como redutor, desde que esteja no lado dos reagentes. Ex.: 1. Cl2+NaOH NaCl+NaClO3+H2O 2. Quando ocorre dupla oxidao e ou dupla reduo.

06. KMnO4 + H2O2 + H2SO4 MnSO4 + K2SO4 + O2 + H2O Da equao acima, afirma-se que: I. Aps o balanceamento, o coeficiente mnimo inteiro da gua igual a 8. II. O perxido de hidrognio atua como oxidante. III. No MnSO4, o nmero de oxidao do mangans igual a +1. IV. O permanganato de potssio o agente oxidante. Das afirmaes feitas, so corretas apenas:a) I e II d) I e III b) I e IV e) III e IV c) II e III

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Desafio Biolgico01. A contagem e a anlise morfolgica dos cromossomos de uma linhagem de clulas so feitas a partir do exame de clulas com essas estruturas evidenciadas, o que ocorre durante o processo de diviso celular. A etapa do ciclo celular escolhida aquela em que os cromossomos exibem o mximo de condensao e esto constitudos por duas cromtides. A fase do ciclo celular que deve ser observada a:a) interfase; d) anfase; b) prfase; e) telfase. c) metfase;

BiologiaProfessor JONAS Zaranza

Ciclo celularInterfase A interfase o intervalo entre uma mitose e outra. Na interfase, a clula est em grande atividade, realizando as tarefas necessrias ao seu desenvolvimento. Seu ncleo, nesse momento, chamado ncleo interfsico ou metablico, pois trabalha em intenso metabolismo, preparando-se para a diviso celular. constituda de trs perodos G1, S, G2. Onde G de gap significa intervalo. G1 Intensa sntese de RNA e protenas. S Duplicao do DNA. G2 Pouca sntese de RNA e protena. Mitose A mitose uma diviso de uma clula-me em duas clulas-filhas com omesmo numero de cromossomos. Prfase Cada cromossomo apresenta duas cromtidesirms, que comeam a espiralar e tornam-se mais curtas, grossas e visveis. Com isso, o cromossomo comea a condensar-se. O centrolo duplicase, e cada um deles comea o migrar para um plo da clula. Ao redor de cada centrolo, aparece o ster, conjunto de protenas, e entre os dois centrolos, surgem fibras, que iro formar o fuso mittico ou acromtico. Clulas animais formam o ster, por isso, sua mitose astral. O ncleo comea a ganhar gua do citoplasma, os nuclolos desmancham-se, a carioteca despedaa-se e os cromossomos, j bem condensados, esparramam-se pelo citoplasma.

nuclolos reaparecem por orientao dos genes presentes na zona SAT ou zona organizadora do nuclolo. Esse fenmeno de reorganizao do ncleo chama-se cariocinese (cinese quer dizer movimento). Antes mesmo de a cariocinese ser concluda, o citoplasma da clula comea a ser dividido. Uma fora centrpeta (clula animal), isto , de fora para o centro, como uma cinta, aos poucos, vai separando a clula-me em duas clulas-filhas ou fora cetrfuga (clula vegetal),isto de dentro para fora. Chamamos esse movimento de citocinese.

Clula animal

Clula vegetal

02. UEA(2006)

Meiose A diversidade entre os seres vivos, mesmo que pertenam a uma mesma espcie, muito importante. Nos seres de reproduo sexuada, a partir de uma clula so formadas quatro clulas, cada uma com a metade do nmero de cromossomos da clula que lhe deu origem. Na espermatognese, sero 4 espermatozides, e na ovognese, sero 1 vulo, se for fecundado, e trs glbulos polares. Importncia da meiose Alm de formar gametas para uma reproduo sexuada, tambm mantm o nmero de cromossomos da espcie e a variabilidade gentica, conseqncia de uma caracteristica exclusiva da meiose chamada de crossig-over ou permuta gnica. Ex:

Os esquemas acima representam as alteraes ocorridas em uma clula de peixe durante seu processo de diviso mittica. A seqncia correta de eventos observados pelo autor dos desenhos que desastradamente foram embaralhados :a) I, II, IV, III. d) IV, II, III, I. b) I, IV, III, II. e) IV, III, I, II. c) II, IV, III, I.

03. (Fuvest) Analise os eventos mitticos relacionados a seguir:I. Desaparecimento da membrana nuclear. II. Diviso dos centrmeros. III. Migrao dos cromossomos para os plos do fuso. IV. Posicionamento dos cromossomos na regio mediana do fuso.

Metfase Os cromossomos atingem o grau mximo de condensao. Ficam muito mais visveis, e esse o melhor momento para estud-los(caritipo). O fuso completa-se, e os cromossomos ligamse s suas fibras pelos seus centrmeros (constrio primria) no equador da clula, apresentando uma disposio chamada placa equatorial. Ligados s fibras do fuso, os cromossomos duplicados dispem cada uma de suas cromtides-irms voltada para um dos plos da clula.

A meiose, embora dinmica, para efeito de melhor compreenso, pode ser definida em duas divises celulares. Diviso l Com a diviso dos cromossomos, formam-se duas clulas, com metade dos cromossomos da cula-me mais ainda duplicados. Diviso II Com a diviso das cromtides, formam-se quatro clulas, mantendo-se o nmero (n) de cromossomos simples(veja no esquema). Diviso I A clula que ir dividir-se por meiose uma clula diplide com dois pares de cromossomos homlogos (2n=4). Os cromossomos j esto duplicados, embora continuem finos e longos. Ao final da meiose, essa clula dever ter originado quatro clulas-filhas com a metade do seu nmero cromossmico(n=2).

Qual das alternativas indica corretamente sua ordem temporal?a) IV - I - II - III. b) I - IV- III - II. c) I - II - IV - III. d) I - IV - II - III. e) IV - I - III - II.

04. (Fuvest) Pontas de razes so utilizadas para o estudo dos cromossomos de plantas por apresentarem clulasa) com cromossomos gigantes do tipo politenco; b) com grande nmero de mitocndrias; c) dotadas de nuclolos bem desenvolvidos; d) em diviso mittica; e) em processo de diferenciao.

Anfase As cromtides-irms so definitivamente separadas e migram para os plos, conseqncia do encurtamento das fibras do fuso. Cada plo da clula receber um lote de cromtides em nmero igual ao da clula-me. A anfase termina quando as cromtides, agora cromossomos-filhos, chegam aos plos.

A clula diplide prestes a se dividir.

Telfase Ao chegarem aos plos, os novos cromossomos desespiralam-se. A carioteca reorganiza-se em torno de cada lote de cromossomos, e os

A prfase I dividida em cinco etapas: leptteno, zigteno, paquteno, diplteno, diacinese. Leptteno (do grego leptos, fino; tainia, fita) os cromossomos esto finos e longos e nessa etapa que eles comeam a espiralizar-se. A espiralizao dos cromossomos no ocorre de uma vez. Por isso, h regies que se condensam antes de outras, formando pequenos ns chamados cronmeros. Em cromossomos homlogos, os cronmeros situam-se nas mesmas regies.

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Zigteno (do grego zigs, emparelhamento) os cromossomos homlogos emparelham-se colocando os cronmeros lado a lado. O emparelhamento entre os cromossomos homlogos chamado sinapse. Os cromossomos continuam se espiralizando.

Anfase I As fibras do fuso rompem-se e cada cromossomo homlogo migra para um plo da clula. Os centrmeros no se rompem e o cromossomo inteiro migra com suas duas cromtides. Na mitose, cada plo da clula recebia uma cromtide-irm. Aqui, na meiose, cada plo recebe um cromossomo homlogo de cada par.

Desafio Biolgico01. (Fuvest) Qual dos seguintes eventos ocorre no ciclo de vida de toda espcie com reproduo sexuada?a) Diferenciao celular durante o desenvolvimento embrionrio. b) Formao de clulas reprodutivas dotadas de flagelos. c) Formao de testculos e de ovrios. d) Fuso de ncleos celulares haplides. e) Cpula entre macho e fmea.

Telfase I Os cromossomos desespiralizam-se, a carioteca e os nuclolos reorganizam-se e o fuso desfaz-se. Paquteno (do grego pachys, grosso) os cromossomos esto bem condensados, portanto, mais curtos e mais grossos. Agora, totalmente emparelhados, eles formam conjuntos de bivalentes (dois cromossomos homlogos) ou ttrades (quatro cromtides). E nessa etapa que as cromtides de cromossomos homlogos, ao tocarem-se, podem quebrar, soldando-se em seguida. Ao serem soldadas, segmentos de uma cromtide soldam-se na cromtide do outro cromossomo homlogo, estabelecendo uma permutao ou crossing-over.

CIntercinese Entre a primeira e a segunda diviso, s vezes, pode existir um pequeno intervalo de tempo chamado intercinese. Portanto, a intercinese no constitui uma fase, mas sim um intervalo entre uma e outra diviso da meiose. Prfase II Os cromossomos voltam a condensar-se e, novamente, forma-se o fuso. A carioteca e os nuclolos, progressivamente, desaparecem.

02. (Fuvest) A vinblastina um quimioterpico usado no tratamento de pacientes com cncer. Sabendo-se que essa substncia impede a formao de microtbulos, pode-se concluir que sua interferncia no processo de multiplicao celular ocorre naa) b) c) d) e) condensao dos cromossomos; descondensao dos cromossomos; duplicao dos cromossomos; migrao dos cromossomos; reorganizao dos nuclolos.

Diplteno (do grego diplos, duplo) os cromossomos esto mais condensados e, portanto, mais visveis. To visveis que possvel perceber que cada um deles possui duas cromtides. Por isso, essa fase se chama diplteno. O ponto de cruzamento entre duas cromtides homlogas chama-se quiasma. No diplteno aparecem os quiasmas, conseqncia do crossing-over.

03. (Fuvest) Os dois processos que ocorrem na meiose, responsveis pela variabilidade gentica dos organismos que se reproduzem sexuadamente, so:a) duplicao dos cromossomos e pareamento dos cromossomos homlogos; b) segregao independente dos pares de cromossomos homlogos e permutao entre os cromossomos homlogos; c) separao da dupla-hlice da molcula de DNA e replicao de cada umas das fitas; d) duplicao dos cromossomos e segregao independente dos pares de cromossomos homlogos; e) replicao da dupla-hlice da molcula de DNA e permutao entre os cromossomos homlogos.

Metfase II Os cromossomos, j espiralizados ao mximo, prendem-se s fibras do fuso por meio dos centrmeros, e cada uma das cromtides voltase para um dos plos da clula.

Diacinese (do grego dia, separao; kinesis, movimento) os cromossomos homlogos separam-se, deslizando uma cromtide sobre a outra. A impresso que se tem de que os quiasmas deslizam. Esse fenmeno a terminalizao dos quiasmas. A carioteca desfaz-se e os cromossomos homlogos vo para o equador da clula, finalizando a prfase I.

Anfase II Os centrmeros partem-se e as cromtidesirms, agora cromossomos-irmos, migram para os plos, onde formaro os ncleos das futuras clulas.

Anota a!Sndrome de Down Histrico Em 1866, John Langdon Down notou que havia ntidas semelhanas fisionmicas entre certas crianas com atraso mental. Utilizou-se o termo mongolismo para descrever a sua aparncia. Segundo o Dr. John, os mongis eram considerados seres inferiores. O nmero de cromossomos presentes nas clulas de uma pessoa 46 (23 do pai e 23 da me), dispondo em pares, somando 23 pares. Em 1958, o geneticista Jrme Lejeune verificou que no caso da Sndrome de Down h um erro na distribuio e, ao invs de 46, as clulas recebem 47 cromossomos e este cromossomo a mais se ligava ao par 21. Ento surgiu o termo Trissomia do 21, que o resultado da no disjuno primria, que pode ocorrer em ambas as divises meiticas e em ambos os pais. O processo que ocorre na clula identificado por um no pareamento dos cromossomos de forma apropriada para os plos na fase denominada anfase, por isso um dos gametas receber dois cromossomos 21 e o outro nenhum.

Metfase I A condensao dos cromossomos mxima e eles esto presos s fibras do fuso, formado durante a prfase I. Cada cromossoma homlogo, por meio de seus centrmeros, liga-se a uma fibra do fuso, dispondo-se na regio central da clula, formando a placa equatorial.

Telfase II Os cromossomos desespiralizam-se, tornandose longos e finos. Os nuclolos e a carioteca reorganizam-se. Em cada plo, de cada uma das clulas, h um ncleo com (n) cromossomos simples. As fibras do fuso desaparecem e as clulas comeam a citocinese (diviso do seu citoplasma).

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Desafio Biolgico01. (FGV) O ciclo do carbono relativamente rpido, exceto quando :a) b) c) d) e) dissolvido em ecossistemas aquticos; liberado pela respirao; convertido em acares; armazenado em madeira; liberado como CO.

BiologiaProfessor GUALTER Beltro

Ciclos biogeoqumicos1. Ciclos da Matria Discutiremos aqui quatro ciclos biogeoqumicos: o da gua, o do gs carbnico, o do oxignio e o do nitrognio. 2. Ciclo da gua O ciclo da gua na natureza est resumido no esquema abaixo: Os seres vivos absorvem ou ingerem gua, pois ela uma substncia fundamental para sua sobrevivncia. Essa ingesto ou absoro pode ser direta ou por meio de alimentos. Na respirao celular, por exemplo, o alimento usado como fonte de energia num processo em que h formao de gua: glicose + O2 CO2 + gua. O excesso de gua absorvido, ingerido ou proveniente do metabolismo eliminado do corpo dos indivduos de diversas formas. Dentre elas, podemos citar a evaporao, a transpirao e a excreo. Quando em decomposio, aps a morte, o corpo dos indivduos tambm passa por um processo em que h liberao de gua. A gua liberada do corpo dos seres vivos e a gua resultante do processo de evaporao em rios, lagos e solos passam para a atmosfera. H condensao, e a gua pode retornar para a Terra principalmente sob a forma de chuva. 3. Ciclo do gs carbnico O gs carbnico encontrado na atmosfera em proporo aproximada de 0,03% e tambm, em proporo semelhante, dissolvido nas guas superficiais de mares, rios e lagos. O gs carbnico retirado do ar ou da gua pelo processo de fotossntese e a eles devolvido pela respirao. A decomposio do corpo de organismos mortos tambm participa do ciclo do CO2, pois nesse processo os microrganismos oxidam a matria orgnica, liberando CO2 para a atmosfera. Outro fator de liberao de gs carbnico para a atmosfera a queima de combustveis fsseis, representados principalmente pelo carvo-depedra e pelo petrleo.

Representao esquematica do ciclo do carbono. Foram representados apenas os nveis dos produtores e dos herbvoros, mas a passagem do carbono para os demais nveis trficos semelhante.

02. (FGV) O reservatrio principal de carbono inorgnico acessvel a organismos :a) celulose. b) carvo. d) dixido de carbono. e) organismos mortos. c) dolomita.

03. (Fuvest-GV) O elemento carbono presente nas molculas que constituem os seres vivos restitudo ao ambiente, em forma aproveitvel pelas plantas, atravs daa) ao desnitrificadora de bactrias do solo; b) ao fotossintetizante de organismos produtores; c) respirao celular de produtores e consumidores; d) transformao da amnia em nitritos; e) liberao de gs oxignio pelas algas.

04. O ciclo do elemento qumico Carbono na natureza envolve os seguintes fenmenos bioqumicos:a) b) c) d) e) Decomposio e evaporao. Evaporao e precipitao. Absoro e precipitao. Transporte e decomposio. Fotossntese e respirao.

4. Ciclo do oxignio O oxignio participa da composio da gua, do gs carbnico e de numerosos compostos orgnicos e inorgnicos. Na atmosfera e na hidrosfera, encontrado livre, como substncia pura, simples, de frmula O2. um gs liberado pelos organismos fotossintetizantes, por meio do processo de fotossntese. utilizado para a respirao de plantas e de animais, em processo que resulta na produo de gs carbnico. O oxignio pode participar tambm da formao da camada de oznio (O3) na atmosfera, de extrema importncia, como filtro das radiaes ultravioleta. Estas, embora sejam teis em determinada intensidade, so nocivas em intensidades maiores, estando associadas a doenas como o cncer de pele e a alteraes genticas, por induzirem mutaes. A camada de oznio vem sendo progressivamente destruda, principalmente por ao de um gs conhecido por clorofluorcarbono, tambm designado por suas iniciais, CFC. O clorofluorcarbono utilizado em sprays (aerossis), condicionadores de ar, geladeiras, espuma plstica, componentes eletrnicos e outros produtos. Atualmente, o CFC tem sido substitudo por substncias menos danosas ao meio ambiente.

05. O elemento carbono presente nas molculas orgnicas que constituem os seres vivos restitudo ao ambiente, em forma aproveitvel pelos vegetais, atravs daa) desnitrificao pelas algas cianofceas do solo; b) fotossntese de organismos produtores. c) respirao celular de produtores e consumidores; d) transformao de amnia em nitratos; e) liberao de gs oxignio pelas algas marinhas.

Representao esquemtica do ciclo do oxignio. Foram representadas apenas algumas das mais importantes vias de ultilizao e liberao desse elemento.

06. (FGV) O fornecimento de gua potvel de boa qualidade est se tornando cada vez mais difcil. Uma das razes para esta situao :a) A gua na Terra insuficiente para fornecer suprimentos adequados a todos. b) muito caro produzir gua de boa qualidade, e muitos pases no tm condies financeiras para isso. c) Os investimentos para o fornecimento de gua potvel a todos no so adequados. d) Os engenheiros no sabem o que fazer com a gua desperdiada resultante e, por isso, abstm-se de aumentar a produo de gua potvel. e) Para os pases mais vantajoso comprar computadores.

Representao esquemtica do ciclo da gua na natureza. O ciclo curto o das chuvas. Do ciclo longo participam os seres vivos. As plantas absorvem a gua infiltrada no solo e eliminam-na forma de vapor pela transpirao, mantendo a umidade do ar e criando um clima favorvel manuteno da vida.

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Exerccios01. (Enem) A falta de gua doce no Planeta ser, possivelmente, um dos mais graves problemas deste sculo. Prev-se que, nos prximos vinte anos, a quantidade de gua doce disponvel para cada habitante ser drasticamente reduzida. Por meio de seus diferentes usos e consumos, as atividades humanas interferem no ciclo da gua, alterandoa) a quantidade total, mas no a qualidade da gua disponvel no Planeta; b) a qualidade da gua e sua quantidade disponvel para o consumo das populaes; c) a qualidade da gua disponvel, apenas no sub-solo terrestre; d) apenas a disponibilidade de gua superficial existente nos rios e lagos; e) o regime de chuvas, mas no a quantidade de gua disponvel no Planeta.

04. (UFRS) Relacione os processos biolgicos listados (1, 2 e 3) com um ou mais dos ciclos biogeoqumicos na coluna a seguir (a, b e c). 1. Fotossntese. 2. Respirao vegetal. 3. Decomposio aerbica de restos orgnicos por microorganismos. (a) Ciclo do carbono. (b) Ciclo do oxignio. (c) Ciclo do nitrognio. Assinale a alternativa que melhor representa estas relaes:a) b) c) d) e) 1 1 1 1 1 (a) (b) - 2 (a) (b) - 3 (a) (b) (c) (a) (b) - 2 (a) (b) - 3 (c) (b) - 2 (a) - 3 (a) (b) (b) - 2 (a) - 3 (b) (c) (b) (c) - 2 (c) - 3 (b) (c)

Desafio Biolgico01. (UFSM) Pode-se relacionar a formao da camada de oznio com o ciclo doa) nitrognio; d) enxofre; b) carbono; e) fsforo. c) oxignio;

05. (Puccamp) Considere o esquema a seguir.

02. (Unesp) Em um lago, onde est eliminada a possibilidade de contaminao por agrotxico, os peixes morreram em grande nmero, da noite para o dia. A mais provvel causa direta da mortalidade a ser analisada :a) b) c) d) e) falta de oxignio dissolvido na gua; falta de alimento no ambiente; competio entre as espcies de peixes; excesso de predadores no lago; elevado ndice de parasitismo nos peixes.

02. (UFMG) Leia atentamente o texto. O crescimento da raa humana alterou a biosfera de vrias maneiras. Infelizmente, essas mudanas geralmente foram para pior. Reduzimos a produtividade primria mundial, praticamente monopolizamos a cadeia alimentar, provocamos todos os tipos de extino de espcies de plantas e animais. Influenciamos a maneira como as florestas regulam o ciclo da gua, como as terras midas filtram os poluentes e como a camada de oznio filtra os raios ultravioleta. Do ponto de vista biolgico, esse texto contm vrias incorrees quanto aos conceitos apresentados. Considerando as seguintes afirmativas, todas retiradas do texto, assinale a NICA CORRETA.a) Influenciamos a maneira como as florestas regulam o ciclo da gua. b) O crescimento da raa humana alterou a biosfera. c) Provocamos todos os tipos de extino de espcies de plantas e animais. d) Reduzimos a produtividade primria mundial.

Ele representa parte do ciclo biogeoqumico doa) b) c) d) e) nitrognio apenas; oxignio apenas; gs carbnico apenas; nitrognio e do gs carbnico apenas; nitrognio, do gs carbnico e do oxignio.

03. (FGV) Qual dos seguintes fenmenos um resultado do efeito estufa?a) Aumento das concentraes de oznio a nvel de rua. b) Diminuio da camada de oznio na estratosfera superior. c) Mudana nas condies meteorolgicas globais. d) Aumento da poluio ocenica. e) Desmatamento.

06. (UEL) Na biosfera, contribuem para maior e menor produo de oxignio atmosfrico, respectivamente,a) as florestas pluviais tropicais e os oceanos; b) as comunidades clmax e as terras cultivadas; c) as comunidades clmax e as florestas tropicais; d) os oceanos e as comunidades clmax; e) os oceanos e as florestas tropicais.

04. (UEL) Uma diminuio de CO na atmosfera, contribuindo para amenizar o efeito estufa, pode ocorrer atravs do aumento daa) respirao; b) fotossntese; c) transpirao; d) fermentao; e) combusto.

07. (UFMG) Todas as alternativas expressam fenmenos relacionados com a reposio do oxignio na atmosfera, EXCETOa) A alta produtividade de comunidades em fase inicial de sucesso autotrfica. b) A fotlise de vapor dgua por radiao ultravioleta. c) A oxidao do ferro nas rochas por intemperismo oxidativo. d) As atividades fisiolgicas dos organismos do fitoplncton. e) A transformao da camada do oznio (O) em oxignio (O2).

05. (UFC) A grande importncia ecolgica das algas planctnicas devida ao fato de elas proporcionarem:a) b) c) d) e) o equilbrio da temperatura dos oceanos; a produo de oxignio na Terra; a ciclagem do nitrognio nos oceanos; o equilbrio da salinidade dos oceanos; o equilbrio da temperatura na Terra.

03. (PUCSP) O esquema a seguir representa um dos ciclos biogeoqumicos que ocorrem nos ecossistemas.

06. (UFF) A fotossntese o processo biolgico predominante para a produo do oxignio encontrado na atmosfera. Aproximadamente, 30% do nosso planeta constitudo por terra, onde se encontram grandes florestas, e 70% por gua, onde vive o fitoplncton. Considerando-se estas informaes e o ciclo biogeoqumico do oxignio, podese afirmar que:a) as florestas temperadas e a Floresta Amaznica produzem a maior parte do oxignio da Terra; b) a Floresta Amaznica a principal responsvel pelo fornecimento de oxignio da Terra; c) as algas microscpicas so as principais fornecedoras de oxignio do Planeta; d) a Mata Atlntica a maior fonte de oxignio do Brasil; e) os manguezais produzem a maior parte do oxignio da atmosfera.

Nesse esquema, os espaos I e II devem ser substitudos correta e respectivamente por:a) b) c) d) e) oxignio e consumidores primrios; gua e consumidores primrios; dixido de carbono e produtores; oxignio e produtores; dixido de carbono e consumidores primrios.

08. (UFRN) A incidncia da radiao UV sobre a Terra atenuada pela ao das molculas de oznio existentes na alta atmosfera. A reduo da camada de oznio existente em algumas regies da atmosferaa) aumenta a concentrao de CFCs no ar; b) intensifica o degelo das regies polares; c) aumenta a mortalidade de microrganismos; d) intensifica o efeito de queimadas e incndios.

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Desafio lit errio01. (PUCRS) um dos traos mais caractersticos do Pr-Modernismo, poca literria que abrange o incio do sculo XX:a) nfase dada a temas universais, em detrimento dos nacionais; b) o culto do subjetivismo, a nfase dada ao individualismo do autor; c) a busca de motivos e temas buclicos e pastoris que denunciassem o crescimento vertiginoso das cidades industrializadas; d) a despreocupao de problemas referentes realidade cotidiana; e) a problematizao de nossa realidade social e cultural.

LiteraturaProfessor Joo BATISTA Gomes

contemporneos, diminuindo a distncia entre realidade e fico. Vejamos obras e autores que exemplificam isso: a) Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto Retrata o governo de Floriano Peixoto e a Revolta da Armada. b) Os Sertes, de Euclides da Cunha Faz um relato da Guerra de Canudos, mostrando-a como uma das primeiras manifestaes pela terra no Brasil. c) Cidades Mortas, de Monteiro Lobato Mostra a passagem do caf pelo Vale do Paraba paulista. d) Cana, de Graa Aranha Exibe um documento sobre a imigrao alem no Esprito Santo.

Pr-modernismo1. ASPECTOS GERAISCronologia No Brasil, cronologicamente, o Pr-Modernismo dura de 1902 a 1922. Obras inauguradoras As primeiras obras do Pr-Modernismo so: a) Os Sertes (romance, 1902), de Euclides da Cunha. b) Cana (romance, 1902), de Graa Aranha. Nome O que se convenciona chamar de Pr-Modernismo no propriamente uma escola literria. No h manifesto em jornais nem grupo de autores em torno de uma proposta una ou de um iderio. O nome, com o tempo, passa a designar a produo literria do Brasil nas duas primeiras dcadas do sculo XX. Perodo ecltico Depois do RealismoNaturalismo-Parnasianismo, o Brasil vive um perodo ecltico. As diversas tendncias literrias misturam-se. Os movimentos no se sucedem, eles passam a coexistir. Tendncias Duas tendncias bsicas podem ser notadas entre os autores da poca: a) Conservadora Percebida na produo potica de Olavo Bilac (e de todos os outros parnasianos) e de Cruz e Sousa (representante da esttica simbolista). A poesia elaborada dentro dos moldes de perfeio, obediente a normas e presa a temas alheios realidade brasileira. b) Inovadora Presente nas obras de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graa Aranha, Monteiro Lobato, Afonso Arinos. As vrias realidades do Brasil so expostas, e o leitor comea a perceber que vive em um pas de contrastes. A linguagem pomposa e artificial comea a perder terreno para uma expresso mais simples, fiel fala cotidiana. Nesse aspecto, Lima Barreto o legtimo representante das classes iletradas.

3. AUTORES E OBRASEUCLIDES DA CUNHA Nascimento e morte Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasce em 20 de janeiro de 1866, na Fazenda Saudade, Cantagalo, Rio de Janeiro. Falece no Rio de Janeiro, em 15 de agosto de 1909. Infncia Com a morte da me, Euclides passa a viver com as tias. Em So Fidlis (RJ), aos dez anos de idade, inicia os primeiros estudos. Ele permanece l at 1879, quando completa 14 anos de idade. Primeiros escritos Euclides publica, no Colgio Aquino, os primeiros artigos no jornal O Democrata, fundado por ele e seus colegas. Escola militar Em 20 de fevereiro, aos 21 anos de idade, Euclides assenta praa na Escola Militar da Praia Vermelha, sendo aluno de Benjamin Constant, conhecido positivista. Casamento Aos 25 anos de idade, Euclides matricula-se na Escola Superior de Guerra, atingindo o posto de segundotenente em abril. Em 10 de setembro, casase com Anna Emlia, a Saninha, como a chamavam. Estria Em 1902, publica Os Sertes, sucesso imediato de pblico e de crtica. Impacto A publicao de Os Sertes um marco na vida mental do Brasil. Livro nico, sem igual em outras literaturas, consegue misturar o ensaio, os fatos da Histria, as cincias naturais, a epopia, o lirismo, o drama, mostrando a definitiva conquista da conscincia de brasilidade pela vida intelectual do Pas. Reconhecimento imediato A importncia literria e cientfica de Os Sertes reconhecida logo de incio, e o autor passa a ser tratado como gnio pela crtica especializada. ABL Um ano depois de publicar Os Sertes (1903), eleito para a Academia Brasileira de Letras. Morte trgica Em 1909, Euclides assassinado, aos 43 anos, por Dilermano de Assis, amante de Saninha, numa estao de trem. OBRAS 1. Os Sertes (romance, 1902) 2. Contrastes e Confrontos (1904) 3. Peru versus Bolvia (1907)

02. (PUCSP) Durante os anos que antecederam o Movimento Modernista, o nacionalismo alcanou expresso literria das mais significativas. Aponte a alternativa que no verdadeira quanto s manifestaes de nacionalismo prprias do Pr-Modernismo.a) Pesquisa de linguagem, antipassadismo e abandono dos lusitanos, na prosa de Coelho Neto. b) Denncia do subdesenvolvimento, especialmente do serto, em Os Sertes, de Euclides da Cunha. c) Viso profunda acerca da questo racial, com ambientao nos subrbios cariocas, na obra de Lima Barreto. d) Teses filosficas em confronto, problematizando a imigrao, em Cana, de Graa Aranha. e) Apresentao do caipira sem idealizao (Jeca Tatu), na obra de Monteiro Lobato.

03. (Desafio da TV) Opte pelo item de correlao incorreta.Os Sertes: Antnio Conselheiro. Cana: Milkau, Lentz, Maria. Urups: Jeca Tatu. Triste Fim de Policarpo Quaresma: Floriano Peixoto. e) Recordao do Escrivo Isaas Caminha: Ricardo Corao dos Outros. a) b) c) d)

2. CARACTERSTICAS DO PR-MODERNISMORuptura com o passado Os autores adotam inovaes que ferem o academicismo. Regionalismo A realidade rural brasileira exposta sem os traos idealizadores do Romantismo. A misria do homem do campo apresentada de forma chocante. Literatura-denncia Os livros so escritos em tom de denncia da realidade brasileira. O Brasil oficial (cidades da Regio Sul, belezas do litoral, aspectos positivos da civilizao urbana) substitudo por um Brasil no-oficial (serto nordestino, caboclos interioranos, realidade dos subrbios). Contemporaneidade A literatura retrata fatos polticos, situao econmica e social

04. (Desafio do Rdio) Opte pelo item de correlao incorreta.Os Sertes: romance. Cana: romance. Urups: romance. Triste Fim de Policarpo Quaresma: romance. e) Pelo Serto: contos.z a) b) c) d)

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GRAA ARANHA Nascimento e morte Jos Pereira da Graa Aranha nasce em So Lus, Maranho, em 1868. Falece no Rio, em 1931, aos sessenta e dois anos de idade. Estudos Ainda bem jovem vai para o Recife estudar Direito. Forma-se em 1886, seguindo a magistratura no estado do Rio de Janeiro. como juiz municipal em Porto do Cachoeiro, no Esprito Santo, em 1890, que colhe dados para seu futuro romance Cana, publicado em 1902. ABL sem livro Em 1897, sem ter publicado livros, entra precocemente para a recm-fundada Academia Brasileira de Letras. Carreira diplomtica Em 1900, entra para o Itamarati. Nos vinte anos em que fica fora do Brasil, em misses diplomticas por diversos pases, acompanha tambm os rumos da arte moderna l fora. Modernismo De volta ao Brasil, participa da Semana de Arte Moderna em 1922. Em 1924, rompe com a Academia, aps a conferncia O Esprito Moderno, na qual condena a imobilidade da literatura oficial. OBRAS 1. Cana (romance, 1902) 2. Malazarte (teatro, 1902) 3. O Esprito Moderno (conferncia, 1925). CANA a) Cenrio: Porto do Cachoeiro, no Esprito Santo, centro de imigrao alem. b) Temtica: Imigrao alem no Brasil. b) Personagens: Milkau Imigrante alemo; prega justia e paz. Lentz Imigrante alemo; amigo de Milkau. Maria Tem o filho recm-nascido devorado pelos porcos. Escapa de ser linchada graas a Milkau. LIMA BARRETO Nascimento e morte Afonso Henriques de Lima Barreto nasce em 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro, filho de pais mulatos. Falece em 1922. rfo Em dezembro de 1887, morre-lhe a me. Seu pai, o tipgrafo Joo Henriques, funcionrio da Imprensa Nacional, fica sozinho, com a responsabilidade de criar quatro filhos pequenos. Demisso do pai Com a proclamao da Repblica, o pai de Lima Barreto demitido da Imprensa Nacional. Escola Politcnica Aos 16 anos (1897), Lima Barreto, ainda sob a proteo de seu padrinho, o Visconde de Ouro Preto, conclui o curso secundrio e matricula-se na Escola Politcnica. Loucura do pai O pai de Lima Barreto enlouquece e recolhido prpria Colnia de Alienados em que trabalha como almoxarife. Funcionrio pblico Por meio de concurso, Lima Barreto torna-se funcionrio da Secretaria da Guerra, ocupando posio subalterna e odiando o ambiente em que trabalha.

Hospcio nacional A vida medocre que leva, o pouco progresso no campo social, a falta de reconhecimento pblico, os preconceitos de que se sente vtima impulsionam Lima Barreto para o lcool. Vm as crises de depresso e a necessidade de internar-se no Hospcio Nacional por duas vezes (em 1914 e em 1919). Morte aos 41 Lima Barreto falece em 1922, minado pelo alcoolismo e vtima de colapso cardaco. Tem apenas 41 anos de idade. Contra a linguagem pomposa Lima Barreto combate a linguagem prolixa e enfeitada de Rui Barbosa e Coelho Neto, smbolos de uma cultura parnasiana. O escritor elege para suas crnicas, para os seus livros a linguagem simples, s vezes desleixada, legtima representante da alma brasileira. Nisso, o autor preconiza procedimentos conquistados pelo movimento modernista que s vai eclodir no ano de sua morte. OBRAS 1. Recordaes do Escrivo Isaas Caminha (romance, 1909) 2. Triste Fim de Policarpo Quaresma (romance, 1915) 3. Numa e Ninfa (romance, 1915) 4. Vida e Morte de M. J. Gonzaga de S (romance, 1919) 5. Clara dos Anjos (romance) 6. Histrias e Sonhos (contos) 7. Os Bruzundangas (stiras, 1923) 8. Feiras e Mafus (crnicas) 9. Cemitrio dos Vivos (memrias) MONTEIRO LOBATO Nascimento e morte Jos Bento Monteiro Lobato nasce em Taubat, em 1882. Morre quase repentinamente em So Paulo, em 1948. Direito Aps estudos elementares em sua terra natal, ruma para So Paulo, onde estuda Direito. Agricultura Aps algum tempo na promotoria de Areias, pequena cidade paulista do Vale do Paraba, passa a se dedicar agricultura, graas fazenda herdada do av em 1911. Parania ou Mistificao? Em 1917, Lobato publica o contundente artigo Parania ou Mistificao?, em que critica uma exposio de Anita Malfatti. O escritor no gosta quando Anita se deixava seduzir pelas vanguardas europias, assumindo, segundo ele, uma atitude esttica forada no sentido das extravagncias de Picasso & Cia. Estria Publica seu primeiro livro, Urups (contos), em 1918. Editora Funda a Monteiro Lobato & Cia., a primeira editora nacional, que mais tarde vai-se tornar a Companhia Editora Nacional. Petrleo Como adido comercial, mora em Nova Iorque, de 1927 a 1931. Ao regressar, funda o Sindicato do Ferro e a Companhia de Petrleos do Brasil, provocando ira nas multinacionais e certo mal-estar no Governo. Exlio Exila-se voluntariamente em Buenos Aires por algum tempo, de onde escreve para jornais brasileiros e argentinos. OBRAS 1. Urups (contos, 1918) 2. Cidades Mortas (contos) 3. Idias de Jeca-Tatu (contos) 4. Negrinha (contos)

Moment o Pot icoProfisso de FOlavo Bilac Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto relevo Faz de uma flor. Torce, aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima, Como um rubim. Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito: Porque o escrever tanta percia, Tanta requer, Que ofcio tal... nem h notcia De outro qualquer. Assim procedo. Minha pena Segue esta norma, Por te servir, Deusa serena, Serena Forma! 1. Apologia perfeio As estrofes selecionadas so antolgicas porque fazem apologia perfeio formal. Olavo Bilac faz analogia entre o ato de escrever e o ofcio do ourives: ambos artistas em busca da perfeio. 2. Metalinguagem Questionando o ato de criar um poema, discutindo o empenho do poeta em busca da melhor frase ou da melhor palavra, Olavo Bilac faz uso da metalinguagem, recurso comum nas obras de Machado de Assis e de Carlos Drummond de Andrade, por exemplo. 3. Mtrica Cada estrofe do poema contm dois versos maiores (octosslabos) e dois versos menores (tetrasslabos). 4. Enjambement Processo potico de pr no verso seguinte uma ou mais palavras que completam o sentido do verso anterior. O termo francs pode ser substitudo por cavalgamento ou encadeamento. Nas duas estrofes seguintes, percebe-se esse recurso entre o primeiro e o segundo versos: Torce, aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima, Como um rubim. Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito.

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Encarte referente ao curso pr-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. No pode ser vendido.

Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitor Loureno dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonalves Pr-Reitor de Planejamento e Administrao Antnio Dias Couto Pr-Reitor de Extenso e Assuntos Comunitrios Ademar R. M. Teixeira Pr-Reitor de Ps-Graduao e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Rocha Coordenador de Professores Joo Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicao Liliane Maia Coordenador de Logstica e Distribuio Raymundo Wanderley Lasmar Produo Renato Moraes Projeto Grfico Jobast Alberto Ribeiro Antnio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editorao Eletrnica Horcio Martins

AMABIS, Jos Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de Biologia das clulas: origem da vida. So Paulo: Moderna, 2001. CARVALHO, Wanderley. Biologia em foco. Vol. nico. So Paulo: FTD, 2002. COVRE, Geraldo Jos. Qumica Geral: o homem e a natureza. So Paulo: FTD, 2000. FELTRE, Ricardo. Qumica: fsicoqumica. Vol. 2. So Paulo: Moderna, 2000. LEMBO, Antnio. Qumica Geral: realidade e contexto. So Paulo: tica, 2000. LEVINE, Robert Paul. Gentica. So Paulo: Livraria Pioneira, 1973. LOPES, Snia Godoy Bueno. Bio. Vol. nico. 11.a ed. So Paulo: Saraiva. 2000. MARCONDES, Ayton Csar; LAMMOGLIA, Domingos ngelo. Biologia: cincia da vida. So Paulo: Atual, 1994. REIS, Martha. Completamente Qumica: fsico-qumica. So Paulo: FTD, 2001. SARDELLA, Antnio. Curso de Qumica: fsico-qumica. So Paulo: tica, 2000.

EXERCCIO (p. 3) 01. C; 02. E; 03. A; 04. A; 05. C; DESAFIO QUMICO (p. 3) 01. D; 02. A; 03. B; 04. E; 05. E; DESAFIO QUMICO (p. 4) 01. A; 02. A; 03. E; 04. D; 05. E; DESAFIO BIOLGICO (p. 6) 01. E; 02. A; 03. A; 04. E; 05. C; DESAFIO BIOLGICO (p. 7) 01. D; 02. D; 03. B; 04. C; DESAFIO BIOLGICO (p. 8) 01. A; 02. D; 03. E; DESAFIO BIOLGICO (p. 9) 01. A; 02. E; 03. E; DESAFIO GRAMATICAL (p. 10) 01. E; 02. C; 03. E; ARAPUCA (p. 10) 01. B; DESAFIO GRAMATICAL (p. 11) 01. D; 02. C; 03. E; 04. B; 05. B;

Este material didtico, que ser distribudo nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, base para as aulas transmitidas diariamente (horrio de Manaus), de segunda a sbado, nos seguintes meios de comunicao: TV Cultura (7h s 7h30); sbados: reprise s 23h Amazon Sat (21h30 s 22h) RBN (13h s 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satlite) Rdio Rio Mar (19h s 19h30) Rdio Seis Irmos do So Raimundo (8h s 9h e reprise de 16h s 16h30) Rdio Panorama de Itacoatiara (11h s 11h30) Rdio Difusora de Itacoatiara (8h s 8h30) Rdio Comunitria Pedra Pintada de Itacoatiara (10h s 10h30) Rdio Santo Antnio de Borba (18h30 s 19h) Rdio Estao Rural de Tef (19h s 19h30) horrio local Rdio Independncia de Maus (6h s 6h30) Rdio Cultura (6h s 6h30 e reprise de 12h s 12h30) Centros e Ncleos da UEA (12h s 12h30) Postos de distribuio: PAC So Jos Alameda Cosme Ferreira Shopping So Jos PAC Cidade Nova Rua Noel Nutles, 1350 Cidade Nova I PAC Compensa Av. Brasil, 1325 Compensa PAC Porto Rua Marqus de Santa Cruz, s/n. armazm 10 do Porto de Manaus Centro PAC Alvorada Rua desembargador Joo Machado, 4922 Planalto PAC Educandos Av. Beira Mar, s/n Educandos

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