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1 Microcontroladores PIC16F84 e PIC16F628 Esta apostila foi escrita no final de Julho de 2004 e teve a colaboração de: Derli Bernardes Ivon Luiz José Domingos Luiz Cláudio Edson Koiti Luciana Petraites Para completar o aprendizado desta apostila baixe os seguintes arquivos da página www.luizbertini.net/microcontroladores/microcontroladores.html - telas do MPLAB 5.7.40 - sirene.rar - teclado_bas.rar - MT8870.rar - DELAY.rar - PIC16F84A.rar - PIC16F62XA.rar - Manual Pratica.rar - Conversão do 84 para o 628.rar - PIC16F627_PIC16F628 - comandos.rar – toda as instruções em uma só tabela. - display7seg.rar - picdisp.rar Todo este material é fornecido gratuitamente. Siga as instruções da página e desta apostila. O autor: o autor é um cara maluquinho que gosta muito de eletrônica e estuda microcontroladores desde 1997. Já leu um monte de livros, já escreveu um monte de livros, já fez um monte de projetos com e sem PICs. Mas não é nem um pouco melhor do que ninguém. Agradeço a você que fez o download desta apostila e espero que visite minha página de livros e compre meus outros livros e baixe minhas outras apostilas. Espero que você compre meu livro sobre PICs. Sai em breve e é bem mais completo que está apostila.

Apostila Pic 16f84 16f628

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Apostila sobre os microcontroladores PIC 16F84 e 16F62X em assembler. Linguagem super fácil.

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Microcontroladores PIC16F84 e PIC16F628Esta apostila foi escrita no final de Julho de 2004 e teve a colaborao de:Derli Bernardes Ivon Luiz Jos Domingos Luiz Cludio Edson Koiti Luciana Petraites Para completar o aprendizado desta apostila baixe os seguintes arquivos da pgina www.luizbertini.net/microcontroladores/microcontroladores.html - telas do MPLAB 5.7.40 - sirene.rar - teclado_bas.rar - MT8870.rar - DELAY.rar - PIC16F84A.rar - PIC16F62XA.rar - Manual Pratica.rar - Converso do 84 para o 628.rar - PIC16F627_PIC16F628 - comandos.rar toda as instrues em uma s tabela. - display7seg.rar - picdisp.rar Todo este material fornecido gratuitamente. Siga as instrues da pgina e desta apostila. O autor: o autor um cara maluquinho que gosta muito de eletrnica e estuda microcontroladores desde 1997. J leu um monte de livros, j escreveu um monte de livros, j fez um monte de projetos com e sem PICs. Mas no nem um pouco melhor do que ningum. Agradeo a voc que fez o download desta apostila e espero que visite minha pgina de livros e compre meus outros livros e baixe minhas outras apostilas. Espero que voc compre meu livro sobre PICs. Sai em breve e bem mais completo que est apostila.

2 Nem todos os projetos apresentados esto completos dentro dela, ou seja, voc ter que baixar mais arquivos da minha pgina sobre microcontroladores. L na pgina voc encontrar algumas dicas de como usar este material. Esta apostila no perfeita, pois eu tambm no sou perfeito. Lembre-se: se eu aprendi microcontroladores, voc tambm consegue. Abraos. Luiz Bertini

Captulo 1MICROPROCESSADORES E MICROCONTROLADORESE tudo comeou com os microprocessadores. Primeiro eram de 4 bits, depois de 8 bits e assim por diante. Mas o que um microprocessador? um chip, com alta integrao de componentes, que precisa de memria RAM externa, memria EEPROM externa, HD para armazenamento de programas e outros diversos perifricos. Ou seja, voc usa um microprocessador dentro de um microcomputador e ele, em conjunto com um monte de outros CIs, trabalham direitinho. Por outro lado um microcontrolador um componente completo por si s. Basta um programa e ele executa uma funo especfica. 2 Dentro do microcontrolador temos memria RAM, FLASH, EEPROM ou E PROM. Mas, tudo isto comeou com a lgica digital baseada na conduo ou no de transistores, Fets ou diodos entre outros. Mas para no entrar neste detalhe, vamos simplificar resumindo esta lgica em dois nmeros ou como falamos muito, em dois dgitos: O 0 (zero) e o 1 (um). Quando falamos em 0 (zero), estamos nos referindo a zero Volt DC e quando falamos em 1 (um) estamos falando em + Vcc. No caso dos microcontroladores PIC, geralmente, estaremos falando que: 0 = GND e 1 = 5Vcc Tenha em mente, ento, que a lgica digital se baseia em nveis de tenso contnua. E que os microcontroladores usam a lgica digital, e que um programa de computador ou para um microcontrolador, por mais complexo que seja, se resume em uma enorme quantidade de 0 (zero) e 1 (um) ordenados corretamente.

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Captulo 2TIPOS DE MEMRIASJ falamos sobre alguns tipos de memrias, vamos agora ver com mais detalhes o que elas so e como funcionam alm de suas aplicaes, claro. um tipo de memria que s pode ser gravada uma vez e no pode ser apagada. Existem PICs que s possuam este tipo de memria e que se voc gravar um programa errado j era. Onde temos uma memria deste tipo? Dentro de um computador pessoal, a famosa BIOS. Mantm a gravao sem alimentao.

2.1. Memria ROM:

2.2. Memria RAM: um tipo de memria que pode ser gravada, apagada, regravada, mas, que tem um porm, desligando a alimentao dela todos os dados se perdem. muito utilizada para gravar informaes temporrias que sero utilizadas em um programa. No mantm a gravao sem alimentao.

2.3. Memria EPROM:

Este tipo de memria permite a gravao, mas, para apagar os dados necessrio um banho de luz ultravioleta, para isto, este tipo de memria tem uma janela. Existem PCs com este tipo de memria e que so popularmente chamados de PICs janelados. Mantm a gravao sem alimentao.

2.4. Memria EAROM:Este tipo de memria pode ser gravada e para apag-la basta um nvel de tenso adequado. Um inconveniente deste tipo de memria usada em muitos TVs antigos, que ela precisa de uma tenso de - 30 Volts para funcionar corretamente. Mantm a gravao mesmo sem alimentao.

2.5. Memria EEPROM ou E2PROM:

Est a evoluo das memrias anteriores. Podem ser gravada e desgravada centenas de vezes apenas com a aplicao de nveis corretos de tenso. Um exemplo prtico deste tipo de memria a famosa 24C04 e toda a sua famlia. Mantm a gravao mesmo sem alimentao.

2.6. Memria FLASH:

a suprasumo das memrias, mais rpida de gravao e a regravao muito mais fcil. Permite uma infinidade de usos. Desde a gravao de udio e vdeo digitalizado at um programa em um PIC. Mantm os dados e a gravao mesmo sem alimentao.

Captulo 3O QUE UM REGISTRADORUm registrador um endereo na memria, que em nosso caso so formados por 8 nmeros, ou melhor, 8 bits. Cada bit deste pode assumir o valor de 1 (um) ou 0 (zero). Temos ento um endereo que podemos chamar de registrador. Este registrador ter 8 bits. Estes bits podem ser 0 (zero) ou 1 (um). Muitas vezes chamamos estes bits de Flags. Flags ento um bit dentro de um registrador. Mas o que um Bit? Imaginemos 8 posies: Tabela 3.1

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Cada posio pode ter um valor de 0 (zero) ou 1 (um). Esta posio com um valor um bit, ou melhor, bit o valor que h dentro da posio. Quando juntamos 8 bits, como no exemplo a seguir: 00110011 Chamamos isto de byte. Um byte ento um conjunto de 8 bits.

s vezes os bits podem ser agrupados em nmeros de 4, veja: 0101 Damos a isto o nome de nibble.

Outras vezes os bits podem se agrupar com nmeros maiores que 8, veja: 001100110011 Chamamos isto de Word:

Nos pics existem registradores especiais, vamos citar os trs mais importantes: Intcon Option-reg Status

Podemos atravs dos bits ou flags destes registradores ajustar o funcionamento do PIC ou ler como ale est operando, para isto basta escrever ou ler os flags.

Captulo 4ARQUITETURA DE CONSTRUOOs primeiros microcontroladores usavam uma estrutura interna que tinha apenas um caminho para trafegar os dados e endereos. Lembre-se, dados so informaes e endereos so os locais onde sero armazenados os dados. O nome mais correto para este caminho Bus. Com apenas um bus tnhamos que trafegar hora endereos, hora dados. Esta arquitetura de construo recebe o nome de Von Neumann. Hoje em dia, os PICs particularmente, trabalham com dois bus. Um para dados e outro para endereos. Desta forma ele fica mais rpido, pois podem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Este tipo de arquitetura recebe o nome de Harvard. Os PICs possuem ainda um outro recurso, chamado de Pipeline. Com este recurso o microcontrolador consegue buscar uma informao enquanto processa outra. Os microcontroladores mais antigos usavam um conjunto de instrues conhecidos por CISC. Este conjunto, ou set de instrues possua mais de 100 instrues, o que dificultava a memorizao do programador. Os PICs usam um set ou conjunto de instrues reduzidas, chamados de RISC. Este set tem entre 33 a 35 instrues dependendo do PIC. Isto ajuda na memorizao, mas, exige mais do programador. como falar fluentemente um outro idioma, conhecendo poucas palavras, all right?

Captulo 5PIC 16F84-04Vamos agora ver a pinagem e algumas caractersticas do PIC 16F84-04.

5.1. Pinagem:

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Fig. 5.1 Esta pinagem corresponde ao encapsulamento Dual In Line ou DIP. O pino 15 tambm pode ser usado como sada do oscilador. O pina 16 tambm pode ser usado como entrada do oscilador.

5.2. Caractersticas Eltricas:Alimentao de 2 a 6Vcc, o mais comum 5Vcc. Consumo de corrente entre 26A a 2mA. A corrente varia, pois o PIC tem um consumo diferente de acordo com a freqncia do clock e sua conduo de funcionamento. - Com clock de 4MHz 2mA; - Com clock de 32 kHz 150A; - Em stand-by 70A. bom lembrar que este o consumo do PIC, caso tenhamos 4 Leds acesos em suas sadas e cada led consuma 10mA, deveremos somar 40mA para saber o consumo total de corrente e quanto a fonte deve fornecer. Normalmente uma fonte com o CI LM7805 suficiente para a maioria dos projetos. Cada pino tem uma funo, mas antes de falarmos deles individualmente, vamos ver as duas portas que ele apresenta. Mas, voc pergunta: o que porta ( o que tem na entrda da sua casa??!!!)? Porta um conjunto de terminais que podem funcionar como entrada ou sada ou ambos e que tem um registrador prprio. Neste PIC temos o Port A e Port B que chamamos de porta e portb. O portb composto pelos pinos 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13 e que correspondem a: Ra0, Ra1, Ra2, Ra3, Ra4, Ra5, Ra6 e Ra7. Podemos perceber que so 8 bits. Esta porta ter seus terminais definidos como entrada ou sada atravs dos valores que colocarmos nos flags do registrador Trisb. O porta composta pelos pinos 17, 18, 1, 2 e 3, que correspondem a: Ra0, Ra1, Ra2, Ra3 e Ra4. Esta porta ter seus pinos definidos como entrada ou sada de acordo com os ajustes dos flags do registrador Trisa. Podemos perceber que o porta s tem 5 bits, mas, o registrador deve ser ajustado como se ele tivesse 8 bits. comum usarmos o porta, ou parte dela, como entradas onde sero ligadas chaves de presso, por exemplo. Tambm comum usarmos o portb, ou parte dela, como sada.

5.3. Funo de Cada Pino:Pino 1 I/O Porta, bit 2 ou Ra2; Pino 2 I/O Porta, bit 3 ou Ra3; Pino 3 I/O ou entrada do timer0 Porta, bit 4 ou Ra4; Pino 4 Reset MCLR\ - a barra indica que o reset feito colocando este pino em 0 Volt, portanto, para que o Pic funcione, ele deve estar em + Vcc; Pino 5 Vss ou terra; Pino 6 I/O ou interrupo externa Port B, bit 0 ou Rb0; Pino 7 I/O Port B, bit 1 ou Rb1; Pino 8 I/O Port B, bit 2 ou Rb2 ; Pino 9 I/O Port B, bit 3 ou Rb3 ; Pino 10 I/O Port B, bit 4 ou Rb4 pode ser usado como interrupo; Pino 11 I/O Port B, bit 5 ou Rb5 pode ser usado como interrupo; Pino 12 I/O Port B, bit 6 ou Rb6 pode ser usado como interrupo; Pino 13 I/O Port B, bit 7 ou Rb7 pode ser usado como interrupo; Pino 14 Vcc ou Vdd;

6Pino 15 Osc 2 onde deve ser ligado um terminal do ressonador ou cristal. Caso seja usado um clock formado por uma constante RC, ele ser a sada do clock dividido por 4; Pino 16 Osc 1 onde deve ser ligado o outro terminal do cristal ou ressonador. Caso se use um circuito RC este pino ser a entrada. Fig. 5.2 Pino 17 I/O Port A, bit 0 ou Ra0; Pino 18 I/O Port A, bit 1 ou Ra1. 1K de espao para palavras ou Words de 14 bits para programa. 1K corresponde a 1024 posies e em cada posio desta, pode ser colocada uma instruo do programa. Esta memria a Flash. 64 bytes de memria EEPROM para dados (como senhas e outras informaes). 68 bytes (lembre-se um byte um conjunto de 8 bits) de memria RAM, que onde guardamos nossas variveis. Pilhas ou Stack: Com 8 nveis (imagine que voc quer guardar 8 caixas iguais uma sobre a outra, cada caixa contm algumas coisas. Pois bem, cada caixa um nvel). H de se ter cuidado para no derrubar esta pilha ou como se diz em programao, estourar a pilha (vai que dentro de uma pilha voc colocou dinamite.). 15 registradores na memria RAM: para controle do PIC e de tudo o que estiver conectado com ele, tambm chamado de perifricos. Timer: de 8 bits que pode ter sua contagem (um timer conta a passagem de tempo) atravs de um divisor chamado de prescaler (se voc conhece o funcionamento de um PLL isto fcil). 13 I/O: treze pinos que podem ser configurados, definidos como entrada ou sada e isto individualmente. Pode usar vrios tipos de osciladores. Pode entrar em modo Sleep (dormindo, mas atento). Capacidade suficiente de corrente em suas sadas para acender os leds e controlar o corte e a saturao de transistores. Pode gerenciar interrupes (interrupo um comando interno ou externo, que manda o PIC ir para um endereo especfico do programa, fazer o que estiver l e depois voltar). Pode ter o seu programa protegido de forma a evitar que algum copie o seu programa. Tem tambm um Watch dog isto seria, se traduzindo, um co de guarda com um relgio que est de olho nos horrios e tempos do PIC. (Como se j no bastava, o carto de ponto, o controle de acesso por RFID e os chefes chatos que, graas a Deus eu nunca tive Mas chega de falar bobagem). O Watch dog um contador independente de tudo dentro do PIC, que reseta o mesmo, aps um certo perodo. Para que serve isto? Digamos que voc fez um projeto com um PIC para controlar um elevador, dando h um pico de tenso o PIC travou fazendo com que o elevador pare. Depois de um curto perodo o Watch dog reseta o PIC, o programa volta a funcionar e o elevador volta a funcionar tambm. H de saber como se travar bem este co, mas isto , literalmente, outro captulo.

5.4. Outras Caractersticas:

75.5. Resumo:

A memria de programa pode ter 12, 14 ou 16 bits, dependendo do PIC. Nesta memria que escrevemos nossos programas. No PIC 16F84 ela tem 14 bits e a esses 14 bits damos o nome de Word (palavra). Com 14 bits e 1K de espao o nmero mximo de bits que conseguiremos 14 armazenar, ser de 2 que igual a 16.384 bits. A memria de programa Flash e no voltil, ou seja, no se apaga quando desligamos o aparelho. A memria de dados formada por 8 bits, que recebem o nome de byte. Todo os dados (aquele cubo com pontinhos?) armazenados nela se perdem quando a alimentao desligada. E ela quem define de quantos bits o microcontrolador, como ele tem 8 bits o PIC 16F84 de 8 bits. Voc no acredita que os dados se apagam quando voc desliga o circuito? T bom, ento faa um programa onde voc possa gravar uma senha (mas sem usar a EEPROM seu espetinho ou espertinha) e us-la depois para comandar uma das sadas do PIC. Grave a senha, teste se ela funciona. Desligue o PIC e tente us-la novamente. Mas, voc no sabe fazer um programa? Isto s uma questo de tempo ou como eu costumo dizer, de quilometragem. Procure ler todos os livros que dizem respeito ao PIC e programao.

5.6. Observao Interessante:

Para saber quantas instrues cabem na memria de programa, devemos conhecer o tamanho da memria de programa. Ser? Veremos. Lembre-se que a memria de programa de 2 elevado a 14. Dois, pois, estamos trabalhando em binrio, 0 e 1 e 14, pois este o tamanho, em bits, de cada posio. Desta forma teremos: 2 = 16.384 16.384 14 = 1.170 Podemos ter na memria de programa 1.170 instrues. D um programo. Vimos no comeo deste captulo que eu chamei o PIC de PIC 16F84-04, mas por qu? Vamos ver em partes: Alguns temas esto meios confusos? (No problem, dont worry, by happy). Sem, problemas vamos voltar a falar sobre eles.14

Captulo 6PIC 16F628-04Este captulo dever ser mais curto do que o anterior, mas vamos l, a vida uma agradvel surpresa (basta saber olhar para o lado certo). 2K de memria para instrues de 14 bits. Lembre-se que esta memria Flash (no um Flash, portanto no faam pose). So 2,048 posies, d para perceber que podemos gravar um programa maior nele do que no 16F84. 128 bytes de memria EEPROM (o processo asmtico de ensino alerta: 1 byte constitudo de 8 bits). 224 bytes de RAM para que voc encha de variveis.

8Um Stack (no de frango) ou pilha com 8 nveis. No se preocupe que voc ter um captulo s de Stack para ler. 15 I/O ou 15 pinos que voc pode configurar como entrada ou sada a seu bel prazer, se voc conhecer bem os registradores TRISA e TRISB e, tenha certeza, voc conhecer. 1 pino s de entrada. Timer contador com 8 bits. Timer contador com 16 bits. Timer contador com 16 bits. Teoricamente quanto maior o nmero de bits de um timer maior a contagem que voc poder fazer. Uma aplicao PWM que permite captura e amostragem. Veja o pino CCP1. S para lembrar PWM quer dizer modulao por largura de pulso, com este recurso voc conseguir variar o brilho de uma lmpada ou at fazer uma fonte chaveada (leiam o meu livro de fontes chaveadas publicado pela Antenna). Um Timer de 8 Bits. Uma USART serial, mas o que isto? um recurso que permitir que voc converse com outros equipamentos, como uma porta serial de um microcomputador. USART significa Universal Synchronous Asynchrous Receiver transmiter ou Transmissor Universal Sncrono ou Assncrono. 2 comparadores analgicos com referncia interna, programvel, de tenso. Quem gosta de amplificadores operacionais prepare-se para se divertir, que no as conhece vamos ler o apndice sobre AOs. O famoso Watch dog. 10 possibilidades de interrupo. Um set de 35 instrues, ou seja, um grupo de 35 instrues. Com elas voc trabalhar com os PICs citados at agora. Cada pino de I/O com capacidade de fornecer ou consumir 25mA. Vamos agora estudar este PIC pino a pino. Pino 1 Ra2 port A, bit 2 I/O: - AN2 entrada analgica 2 para os comparadores; - Vref sada de tenso de referncia (muito til quando trabalhamos com AOS). Pino 2 Ra2 port A, bit 3 I/O: - AN3 entrada analgica 3 para os comparadores; - CMP1 sada do comparador 1. Pino 3 Ra4 port A, bit 4 I/O: - CMP2 sada do comparador 2;

9- TOCKI entrada do comparador TMR0 (vulgo timer0). Pino 4 Ra5 port A, bit 5 I/O: - MCLR Reset ou Mosfet Clear externo. Caso voc deixe este pino no terra ele no funcionar, portanto ele deve sempre estar em Vcc. - Vpp Esta a entrada para a tenso de programao que deve ser de 13Vcc sem ripple. Pino 5 GND ou terra, tambm pode ser chamado de Vss. Pino 6 Rb0 port B, bit 0 I/O: - INT entrada para interrupo. Pino 7 Rb1 port B, bit 1 I/O: - RX pino de recepo da comunicao serial assncrona (USART); - DT pino de dados para comunicao serial sncrona (USART). Pino 8 Rb2 port 2 I/O: - TX pino para comunicao, transmisso, assncrona (USART); - CK clock que permite a comunicao serial sncrona (USART). Sem saber nada de comunicaes serial, mas apenas por observao, podemos perceber que: - a comunicao serial precisa de dois pinos; - ela pode ser sncrona (de sincronizado, transmissor e receptor fazendo as coisas ao mesmo tempo ou em sincronismo); - ela pode ser assncrona (me perdoem os experts sem sincronismo entre o Tx e o Rx). Se for sncrona, o pino 7 ser DT e transmitir e receber dados, e o pino 8 ser o CK que manter o sincronismo entre Tx e Rx. Se for assncrona, o pino 7 ser o Rx que receber os dados e o pino 8 ser o Tx que enviar os dados. Pino 9 Rb3 port B, bit 3 I/O: - CCP1 pino para o capture, compare e PWM (no tem nada a ver com a extinta Unio Sovitica). Pino 10 Rb4 port B, bit 4 I/O: - PGM usado para programao com baixa tenso que corresponde a 5 Vcc. Pino 11 Rb5 port B, bit 5 I/O: - s. Pino 12 Rb6 port B, bit 6 I/O: - T1050 sada para xtal ou cristal externo; - T1CK/ - entrada do contador TMR1 (vulgo timer1); - PGC usado para programao serial (ICSF). Usado como clock. Pino 13 Rb7 port 7, bit 7 I/O: - T1OSI entrada para xtal ou cristal; - PGD entrada de dados da programao serial (ICSP). Pino 14 Vcc alimentao positiva e sem ripple (na dvida coloque um capacitor de 100nF x 250Vcc no seu circuito).

10Pino 15 Ra6 port A, bit 6 I/O: - OSC2 sada para oscilador a cristal; - CLKOUT teremos tambm neste pino a possibilidade de ler, usar ou, retirar a freqncia de sinal, que entra em OSC1, corresponde aos ciclos de mquina interno (veremos estes ciclos de mquina um pouquinho mais adiante). Pino 16 Ra7 port A, bit 7 I/O: OSC1 entrada do oscilador onde, normalmente eu aconselho se ligar um dos pinos do cristal a outro terminal do cristal, vai no pino 15. - CLKIN aqui pode ser ligado um oscilador externo desde um formado por uma constante RC at um VCO ou coisa parecida. Pino 17 Ra0 port A, bit 0 I/O: - AN0 entrada analgica zero para os comparadores. Pino 18 Ra1 port A, bit 1 I/O: - AN1 entrada analgica 1 para os comparadores. Podemos perceber que cada pino tem mais de uma funo, ento de acordo com o nosso software e de como setamos ou ajustamos os registradores, um pino pode fazer uma funo ou outra. Fique atento a isto, veja um exemplo: O pino 18 pode tanto ser um I/O da porta, como a entrada para um dos comparadores. Vamos analisar o nome de dois PICs, o 16F628-04 e o 16F628-20.

Captulo 7

TIPOS DE OSCILADORESUm microcontrolador precisa de um sinal de clock para funcionar e o responsvel por gerar este sinal e o oscilador. Nos PICs 16F84 e 16F628 os pinos que correspondem ao oscilador so os pinos 15 e 16. O pino 15 normalmente a sada e o pino 16 a entrada. Mas, antes de continuarmos com isto, eu pergunto: O que vem a ser Clock? Na prtica um clock um sinal de onda quadrada que serve para fazer um circuito lgico funcionar ou para sincronizar diversos dispositivos ou circuitos. Quando voc v a configurao de um microcomputador e ele tem um processador. P4 de 2,8GHz Quer dizer que o clock do processador tem uma freqncia de 2,8 GHertz ou 2.800 MHz. O nvel alto do clock deve corresponder tenso de alimentao do PIC (+Vcc) e o nvel baixo deve corresponder ao terra. O perodo alto (+Vcc) chamado de Ton e o perodo baixo de Toff. interessante que estes dois perodos sejam iguais. A soma dos dois perodos resulta em T que o perodo total da onda quadrada e pelo qual podemos definir qual a freqncia ou vice-versa. T = Ton + ToFF T=1 F ou F=1 T

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Ao usarmos um cristal de 4MHz teremos uma freqncia de 4MHz e o perodo de: T=1 F = 1 = 250ns ou 250 nano segundos 4.000,000

Ou 0,000. 000.25 segundos. Agora que j conhecemos o clock, vamos falar sobre ciclo de mquina.

7.1. Ciclo de Mquina:O microcontrolador PIC pega o sinal de clock e o divide internamente por 4. Disto resultam quatro perodos que recebero o nome de: Q1, Q2, Q3 e Q4, cada perodo destes Qs ser igual ao perodo do clock externo, ou seja, 250ns. Podemos tambm dizer que o clock de 4MHz igual freqncia de 1 MHz. Veja: Clock interno = Clock externo = 4MHz = 1MHz 4 4 O perodo do clock interno ser: T= 1 F = 1 1MHz

T = 1s ou 1 micro segundo ou 0,000. 001 segundos. Para executarmos uma instruo, o PIC precisa passar por Q1, Q2, Q3 e Q4, portanto, uma instruo demora para ser executada, estes 4 tempos somados: Q1 + Q2 + Q3 + Q4 = 250ns + 250ns + 250ns + 250ns = 1s Vemos, ento que cada instruo demora 1s para ser executada. A forma mais fcil de sabermos o tempo que uma instruo leva para ser executada pegar a freqncia do cristal ou oscilador externo, dividir por 4 e calcular seu perodo. Freqncia da instruo = freqncia do xtal 4 Freqncia da instruo = 4MHz = 1MHz 4 Tempo ou perodo para executar a instruo = 1 = 1s 1MHz

O PIC usa um recurso chamado de Pipeline, que faz com que em um ciclo mquina ele busque a instruo e em outro ele a execute. Resumindo, o ciclo de mquina o nome das 4 fases Q1, Q2, Q3 e Q4, e cada instruo executada em um ciclo, pois, enquanto uma executada outra ao mesmo tempo buscada na memria. Isto uma caracterstica da estrutura Harvard que permite o pipeline de uma forma fcil.

12Voc pode estar pensando que todas as instrues, usando um cristal de 4MHz, demoraro 1s para serem executados, mas, instrues que geram saltos dentro do programa gostam mais de 1s, pois precisam de dois ciclos de mquina. Gastaro, ento, 2s. Voc tambm pode estar pensando que 1s um tempo muito pequeno, mas, se voc for construir, por exemplo, um gerador de barras para monitor ou TV, com um ciclo de mquina de 1s poder ter problemas. O que fazer ento? Usar um PIC 16F628-20, por exemplo. Com um cristal de 20 MHz teremos o perodo de execuo de cada instruo. Freqncia da instruo = 20MHz 4 = = 5MHz

Perodo para executar a instruo

1 = 200ns 5MHz

ou 200 nano segundos ou 0,000. 000.2 segundos. Desta forma ficou muito mais rpido. Voc no acha? Agora que j vimos osciladores, clocks e ciclos de mquinas vamos ver os tipos de osciladores que estes PICs aceitam. XT cristal ou ressonador com freqncia maior do que 200 kHz e que v at 4MHz. HS cristal ou ressonador com freqncia acima de 4Mhz. Neste caso a freqncia mxima ser definida pelo PIC. LS cristal ou ressonador com freqncia abaixo de 200 khz. Pausa: voc sabia que existem cristais que oscilam em 15 khz? RC_CLKOUT oscilador RC externo que deve estar ligado no pino 16. No pino 15 teremos este sinal dividido por 4.

RC_I/O Oscilador externo mais que usa o pino 15 como I/O. Neste caso no teremos no pino 15 Fo 4, pois ou ele faz uma coisa ou outra. Isto s vlido para o PIC 16F28 (*relativo ao PICs que estamos estudando neste livro). INTOSC_I/O oscilador interno com o pino 15 operando como I/O (*s vlido para o 16F28). EC_I/O usado com clock externo e pino 15 funcionando como I/O (*vlido para 16F628). RC usando um circuito RC externo (# vlido para 16F84). LP usando cristal de freqncia abaixo de 200 kHz (# vlido para 16F84). Estes tipos de osciladores recebem estes nomes, pois, com eles que vamos trabalhar ao fazermos nosso software ou ao configurarmos o MPLAB para a gravao. Observe que algumas opes servem para os dois PIC estudados e outra apenas para alguns deles. Para facilitar vemos: * = vlido para PIC 16F628 no nosso estudo. # = vlido para PIC 16F84 no nosso estudo. Reescrever: PIC 16F84 osciladores: XT

13LP HS RC PIC 16F628 osciladores: XT LS HS RC_CLKOUT RC_I/O INTOSC_I/O INTOSC_CLKOUT EC_I/O

Normalmente eu uso na prtica ou no hardware, como queiram, cristais de 4 MHz com capacitores de 15pF. Caso voc use capacitores acima de 33pF com um cristal de 4 MHz o oscilador poder no funcionar adequadamente (o valor da XC ser muito baixo e atenuar muito as oscilaes do cristal). Com cristais de 20 MHz eu uso capacitores de 15pF e nunca tive problemas. Na hora de comprar os capacitores opte por capacitores de disco cermicos ou capacitores plate. No v fazer um software e um hardware que use um cristal de 20 MHz e na hora de gravar o PIC usar opo XT que para cristais de at 4 MHz. Se voc fizer isto, no aparecer erro na gravao, mas, o seu circuito hora funciona, hora no. Eu sei disto na prtica pois tambm erro. Nunca confunda a hardware com o software, quando falamos no componente cristal de 4 MHz ou de 20 MHz no capacitor cermico ou plate, estamos nos referindo ao hardware, a placa de circuito, ao cheiro da solda, a bancada. Quando nos referimos a XT, LP, RC_I/O, entre outros, estamos nos referindo ao software. Mas, especificamente ao comando ou diretriz que devemos incluir no software para que o projeto funcione. Na prtica, se usarmos no nosso hardware, um componente chamado de cristal, com freqncia de 4 MHz, feito de cristal, envolto por metal e com dois terminais, devemos usar XT no nosso software. Dica: Fazer experincias com uma placa padro j pronta muito mais fcil que desenvolver o software e a hardware para uma determinada aplicao. Estudar eletrnica muito importante e, como disse anteriormente, ler bons livros de eletrnica, realmente muito importante em nossa rea. Ao menos leiam todos os apndices existentes neste livro.

Captulo 8

O WATCH DOGComo eu j havia dito anteriormente neste livro, o watch dog um timer ou temporizador independente do clock do PIC ou de qualquer outro componente externo. Ele sempre esta contando e o seu tempo total de contagem de, aproximadamente, 18ms. Este tempo pode variar de acordo com a temperatura e flutuao na alimentao (olha o ripple novamente). Mas, o importante saber que quando o tempo de contagem excede 18ms, ele estoura (da voc v uma pequena fumaa subindo da bancada), ou melhor, dizendo, ocorre um overflow e ele reseta o PIC e assim o programa comea tudo de novo.

14A funo dele evitar que algum travamento no programa, causado por hardware ou software, seja resolvido depois de um reset do microcontrolador. Imagine um dimmer (controlador de intensidade luminosa) constitudo com um PIC. Em determinado momento um pico de energia faz com que a luz, que estava bem fraquinha, fique com o seu brilho mximo devido h um travamento do PIC. O watch dog reseta ele e o brilho volta ao normal se o seu programa foi feito para isto. Isto apenas um exemplo, imagine a importncia do watch dog em sistemas ligados segurana. Mas, meus programas vo ficar limitados a rodarem em 18ms? claro que no. Basta voc usar a instruo CLRWDT, e o registrador WDT, que faz a contagem da watch dog, ser resetado e no acontecer o overflow nem o reset do PIC. Mas, se o seu programa travar, ele no passar por esta instruo e o overflow acontecer. A instruo CLRWDT extremamente til quando precisamos criar sub-rotinas de tempo, traduzindo para o portugus correto, ela importante se pretendermos fazer um timer com o PIC. O watch dog pode ser ligado ou desligado, ou melhor, dizendo, pode ser ativado ou desativado em apenas duas condies: - com uma linha de comando no cabealho do programa; - na hora da gravao do PIC. Se voc usar a instruo sleep (acorda o meu filho ou filha) e se acontecer um estouro, o microcontrolador retornar na instruo seguinte ao sleep. Voc pode associar o watch dog ao prescaler, que um divisor ajustvel, e aumentar o perodo dele para at 2,2 segundos aproximadamente (no tenho cronmetro). Vamos estudar o prescaler daqui a pouco. Agora vamos salientar que apenas duas instrues zeram o watch dog e fazem com que ele recomece a contar. As funes so: SLEEP zera o watch dog e coloca o PIC em modo econmico. CLRWDT zera o watch dog evitando o overflow ou estouro e o reset do PIC.

Captulo 9O PRESCALERAntes de tudo o prescaler um divisor. No caso dos PICs um divisor que pode ter o seu fator de diviso ajustado. O prescaler que um divisor pode ser atribudo, ou seja, pode estar conectado ao TMR0 (timer 0) ou ao watch dog. Para definirmos isto precisamos atribuir um valor ao bit 3 ou flag 3 do registrador Option. Se o valor do bit 3 for 1 a prescaler estar ligado e dividindo a contagem do watch dog. Se for 0 o prescaler ser atribudo ao TMR0. Podemos perceber a importncia dos registradores, vamos estud-los mais profundamente em um prximo captulo. Tudo ao seu tempo.

15O bit 0, o bit 1 e o bit 2 do registrador Option definem a taxa de diviso do prescaler. J aviso que esta taxa diferente para a watch dog e para o TMR0. Estes bits tem nomes prprios, vamos v-los: O bit 3 recebe o nome de PSA. O bit 0 tem o nome de PS0. O bit 1 tem o nome de PS1. O bit 2 tem o nome de PS2. Voc pode ler ou escrever o valor nestes flags do registrador Option.

Podemos perceber que de acordo com os valores nas posies PS2, PS1 e PS0, teremos um fator de diviso. Tambm podemos perceber que a mxima diviso do Timer0 ser por 256, e a mxima diviso do watch dog ser por 128. Nas nossas experincias iremos ver estas divises na prtica.

Captulo 10STACKO stack consiste em uma pilha com oito posies diferentes. Tambm podemos dizer que ele tem oito nveis diferentes. O stack nesta famlia de PICs no acessvel ao programador. Sua funo armazenar a posio em que o programa parou ou foi desviado, para executar uma sub-rotina e fazer o programa voltar para a posio imediatamente seguinte, aps realizar a subrotina. Ele trabalha junto com o PC que o programa Counter ou Contador de Programa. Basicamente falando o PC conta as linhas do programa que esto sendo executadas e seu funcionamento praticamente transparente ao usurio ou ao programador. Toda vez que uma instruo Call usada, o PC armazena o valor PC+1 na Stack, isto para saber em qual linha do programa deve voltar. A mesma coisa acontece quando usamos interrupes. Como temos apenas 8 nveis, no podemos ter mais de 8 instrues de desvio acontecendo ao mesmo tempo, pois as chamadas acima da oitava sero armazenadas sobre as outras e a o programa no saber para onde ir. Os oitos nveis no Stack so montados da seguinte forma: - nvel 8 8 chamada call. - nvel 7 7 chamada call. - nvel 6 6 chamada call. - nvel 5 5 chamada call. - nvel 4 4 chamada call. - nvel 3 3 chamada call. - nvel 2 2 chamada call. - nvel 1 1 chamada call. - terminada a 8 chamada este espao ficar vago. - terminada a 7 chamada este espao ficar vago e assim, sucessivamente. A pilha montada de baixo para cima e desmontada de cima para baixo.

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Como na srie 16 dos microcontroladores PIC no podemos ver o estado da pilha, muito importante prestar ateno em quantas chamadas se est usando. Caso o Stack esteja cheio e uma chamada seja feita, o nvel 1 j era, ou melhor, o endereo que estava no nvel 1 j era, e o seu programa tambm. O PC no voltar para o lugar correto ao chegar ao nvel 1. As nicas instrues que tem acesso pilha so Call, Return, Retlw e Retfie alm da interrupo. Um Call e uma interrupo guardam endereos de retorno no Stack. A instruo GOTO no armazena endereo no Stack. Se voc for usar interrupes em seu programa, considere a pilha com apenas 7 nveis, pois se no fizer isto e acontecer uma interrupo com os 8 nveis ocupados, haver um estouro da pilha e o seu programa no funcionar. Usou interrupo, deixe um nvel vazio no Stack.

Captulo 11O PCO PC, sigla para Program Counter, ou contador de programa e o responsvel pela seqncia exata da execuo das instrues dos programas. Quando temos uma instruo Call ou uma interrupo, ele fica mais importante. Veja no exemplo a seguir: 1 instruo 1; 2 instruo 2; 3 instruo 3; 4 Call XX -> instruo 4 nesta hora o valor PC+1 armazenado no Stack, ou seja, a instruo 4 + 1, que igual a 5 ser armazenada no Stack e quando terminar a sub-rotina, chamada de XX, a instruo return saber, graas ao PC e ao Stack que dever voltar para a posio 5. 5 instruo 5; 6 instruo 6; 7 instruo 7.

Captulo 12

O REGISTRADOR WO registrador W extremamente til no PIC, pois atravs dele que fazemos diversas partes de um programa. O nome registrador W vem de Registrador Work, que traduzindo, quer dizer trabalho. atravs dele que carregamos os outros registradores com valores diversos e corretoss para um perfeito funcionamento de nosso projeto. Caso desejamos colocar um determinado valor em um registrador de uso geral (GPR), primeiro temos que carregar o registrador W e depois passar para o outro registrador. Para carregarmos o registrador W usamos as instrues: MOVWF e MOVLW.

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Captulo 13

CATEGORIA DE REGISTRADORESOs microcontroladores PICs possuem dois tipos de registradores, alm dos registradores W, estes registradores so chamados de GPR e SFR, e normalmente, so indicados pela letra f (minsculo). Ao contrrio do registrador W, eles esto implementados dentro da memria RAM. As siglas significam o seguinte: GPR = General Purpose Register = Registrador de Propsito Geral (mais fcil -> Registrador de Uso Geral). SFR = Special Function Register = Registrador para Funes Especiais. f = file register = Registrador de Arquivo. Normalmente se usa f tanto para identificar registros SFR como GPR. Um registro um endereo de memria, que pode receber um nome. Como os microcontroladores usados so de 8 bits o registro pode ter um valor entre 0 a 255 em 8 decimal (2 = 255) ou de 0000 0000 a 1111 1111 em binrio ou de 0 a FFH em hexadecimal. No caso do PIC 16F84 ou do 16F628, este registro tem que estar em uma posio da memria entre 0 a 127 em decimal ou 0000 0000 a 0111 1111 em binrio ou 0 7FH em hexadecimal. Temos um espao na memria RAM, de uso geral, que vai de 12 a 79 em decimal ou 0CH a 4FH em hexadecimal o que nos deixa um espao de 68 bytes para o PIC 16F84 no banco 0 espelhado no banco 1. Temos um espao de memria RAM, de uso geral, que vai de 32 a 128 no banco 0 o que d 96 bytes, temos um espao de 160 a 240 no banco 1 o que d 80 bytes e de 288 a 335 no banco 2, o que d 47 bytes para o PIC 16F628. Temos assim o valor de 96 + 80 + 47 bytes disponveis no PIC 16F628. Importante: Um registrador um endereo na memria RAM. O ideal darmos um nome a este registrador. Todo registrador pode assumir um valor entre 0 a 255 em decimal. Tambm importante perceber que podemos definir um endereo ou uma varivel em decimal, binrio ou hexadecimal, exemplo: 128 em decimal igual a 10000000, em binrio que igual s 80H. O mais comum para ns o decimal, porm quando desejamos alterar ou ajustar o valor de uma ou mais flags em uma registrador de 8 bits o mais fcil usar o binrio. Em binrio fica mais fcil visualizarmos o estado de cada bit, por exemplo, voc saberia como estariam os bits se coloca-se no INTCON o valor 154 em decimal?

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Podemos escrever nosso programa usando como base numrica o decimal, o octal, o binrio ou o hexadecimal. Mas, precisamos avisar o microcontrolador em qual base vamos trabalhar. O nmero mximo de registradores de um microcontrolador ir depender do tipo de microcontrolador. Cabe lembrar que teremos os registradores SFR que definiro as caractersticas de funcionamento do microcontrolador (como exemplo podemos citar o INTCON, o TRISA, o STATUS) e os GPR que so registradores de uso geral e normalmente criados pelo programador. No caso do PIC 16F84 estes registradores de uso geral se limitam a 15.

Captulo 14

DECIMAL / HEXADECIMAL / BINRIONo captulo anterior vimos duas coisas raras e importantes. Uma delas a base numrica e a outra so os bancos de memria. Neste captulo estudaremos as bases numricas. No prximo captulo estudaremos os bancos da praa. Melhor dizendo, os bancos de memria. Vamos estudar algumas converses ( direita e a esquerda, sempre com o uso da seta). O resultado em decimal a somatria deles todos. 1F9H = 9 + (15 x 16) + (1 x 256) 1F9H = 9 + 240 + 256 1F9H = 505 em decimal. Mas, e para transformarmos decimal em hexadecimal como faremos? Existem algumas formas, se voc tiver uma calculadora cientfica, com esta funo, por exemplo, bico. Mas, deixando a graa de lado, vamos ver uma forma simples: 1) Pegue o valor em decimal e divida por 16. 2) Transforme a parte inteira do resultado em hexadecimal. 3) Pegue a parte fracionada e multiplique por 16. 4) Junte as duas partes e t a o resultado em hexadecimal. Exemplos: O valor 254 em decimal corresponde a quanto em hexadecimal? 1) 254 / 16 = 15,875 2) 15 = F 3) (16 x 0,875) = 14 = E 4) 254 decimal = FEH O valor 255 em decimal corresponde a quanto em hexadecimal?

191) 255 / 16 = 15,9375 2) 15 = F 3) (16 x 0,9375) = 15 = F 4) 255 em decimal = FFH Quanto vale 18 em hexa? 1) 18 / 16 =1,125 junte os dois, F com F

2) 1 = 1 3) (16 x 0,125) = 2 4) 18 = 12H Caso o resultado do lado esquerdo da vrgula (parte interna) seja maior do que 16 ser necessrio dividir esta parte por 16 novamente. Veja os exemplos a seguir: 300 / 16 = 18,75 (16 x 0,75) = 12 = C 300 / 16 = 1,125 (16 x 0,125) = 2 1 Juntando os trs temos 12CH. Portanto 300 em decimal corresponde a 12 CH em hexadecimal. Exemplo: 505 / 16 = 31,5625 (16 x 0,5625) = 9 31 / 16 = 1,9375 (16 x 0,9375) = 15 = F 1 Juntando as trs partes teremos o nmero 1F9H. Portanto 505 em decimal corresponde a 1F9 em hexadecimal. Exemplo: 1000 / 16 = 62,5 (16 x 0,5) = 8 62 3 Juntando os trs nmeros na durao indicada pela seta teremos o nmero 3E8 em hexadecimal ou 3E8H que corresponde a 1000 em decimal. Exemplo: / 16 = 3,875 (16 x 0,875) = 14 = E junte os dois, 1 com 2

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4096 / 16 = 256,0 (16 x 0) = 0 256 / 16 = 16,0 (16 x 0) = 0 16 1 4096 em decimal igual a 1000H em hexadecimal. Veja por este exemplo, que quanto o resultado apenas inteiro (sem parte aps a vrgula) o nmero 16 deve ser multiplicado por 0. Exemplo: 4095 / 16 = 255,9375 (16 x 0,9375) = 15 = F 255 / 16 = 15,9375 (16 x 0,9375) = 15 = F / 16 = 1,0 (16 x 0) = 0

15 = F 4095 em decimal igual FFFH. Agora chega de exemplos, a finalidade de tanto fazer voc perceber uma lgica entre estas converses e ver que com uma calculadora comum tudo isto muito fcil. Agora vamos ver como passar de binrio para decimal e vice-versa. Vimos que em decimal a base 10 em hexadecimal a base 16 e em binrio a base ser 2. No cabealho de um programa com um PIC teremos uma diretriz que indicar com que base o programa trabalhar, esta diretriz recebe o nome de radix. Uma forma simples de perceber a relao entre decimal e binrio atravs do uso de uma tabela, que pode receber o nome da tabela da verdade. Como a base do binrio 2 s teremos dois dgitos, o zero (0) e o um (1) e todos os nmeros sero representados por um conjunto de zeros e uns Vamos fazer a tabela da verdade e falar um pouco sobre ela. Mas, antes vamos perceber o seguinte: 2 = 1 dois elevado a zero igual a um; 1 2 = 2 dois elevado a um igual a dois; 2 2 = 4 dois elevado a dois igual a quatro; 3 2 = 8 dois elevado a trs igual a oito; 4 2 = 16 dois elevado a quatro igual a dezesseis; 5 2 = 32 dois elevado a cinco igual a trinta e dois; Usando esta tabela, podemos transformar qualquer nmero entre 0 a 16 em decimal em binrio, temos que perceber o seguinte: para encontrarmos o valor em decimal de um nmero em binrio, devemos elevar a base 2 a potencia correspondente e multiplicar por 1 ou 0 dependendo da posio do nmero e/ou valor em binrio. Exemplo:0

21100100 igual a quanto em decimal. O resultado igual a 32 + 4 = 36 em decimal. Mas, no caso dos registradores dos PICs estudados poderemos ter um nmero de 8 bits ou 1 byte, como calcular: O resultado : 128 + 64 + 8 + 4 = 204 em decimal. Podemos perceber que todo nmero mltiplo de dois. Tambm bom lembrar que qualquer nmero elevado zero igual a 1. O resultado igual a 145 em decimal. Podemos perceber que no necessrio se multiplicar os nmeros por 0 (zero). x importante saber qual o resultado do valor de 2 elevado a x (2 ), onde x um nmero que corresponde posio do digito. Lembre-se de que o primeiro x ser 0. Se quisermos colocar em uma porta o valor 32 em decimal, basta carregar na mesma o valor 10000 em binrio, ou melhor, como a porta pode ter 8 bits (lembre-se em considerao a port B), o nmero seria assim: 00010000 Para convertermos um nmero decimal em binrio precisamos dividir este nmero por 2. Devemos fazer isto at o resultado ser fracionrio. Enquanto isto, no acontece, devemos pressupor que a parte fracionria 0 e multiplicar 2 por 0. Quando houver uma parte fracionria, devemos multiplicar por 2, veja: Exemplo: 8 em binrio igual a: 8 / 2 = 4 (2 x 0) = 0 4 / 2 = 2 (2 x 0) = 0 2 / 2 = 1 (2 x 0) = 0 1 8 em decimal = 1000 em binrio. Exemplo: 17 8 2 2 1 10001 em binrio = 17 em decimal. / 2 = 8,5 (2 x 0,5) = 1 / 2=4 (2 x 0) = 0

/ 2 = 2 (2 x 0) = 0 / 2 = 1 (2 x 0) = 0

22Exemplo: 255 / 2 = 127,5 (2 x 0,5) = 1 127 / 2 = 63,5 (2 x 0,5) = 1 63 / 2 = 31,5 (2 x 0,5) = 1

31 / 2 = 15,5 (2 x 0,5) = 1 35 / 2 = 7,5 (2 x 0,5) = 1 7 3 1 1111111 em binrio = 255 em decimal Quando a parte inteira da diviso igual a 1 (ou menor do que 2) terminaram as divises e este 1 far parte do conjunto. Resumo: - decimal = base decimal composta de 10 dgitos de 0 a 9. - hexadecimal = base hexadecimal composta de 16 dgitos de 0 a F. - binrio = base binria composta por 2 dgitos de 0 a 1. / 2 = 3,5 (2 x 0,5) = 1 / 2 = 1,5 (2 x 0,5) = 1

Captulo 15

BANCOS DE MEMRIA DE DADOS E CONTROLE DO PIC 16F84Ser que isto um velho banco de praa, onde um velho homem se senta para lembrar o passado? Acho que no. Chamamos de banco de memria de controle, um espao na memria RAM que reservado para os registros para funes especiais, como o Option, Status, Intcon, Trisa, Trisb e etc. Este espao recebe o nome de memria de controle, pois os registros que ocupam estas posies controlam o funcionamento e a comunicao do PIC. Junto com o banco de memria de controle h um espao de memria de dados. neste espao que colocaremos as nossas variveis. No PIC 16F84 existem 2 bancos de memria e no PIC 16F28 existem 4 bancos. Muitos registradores especiais esto presentes em mais de um banco. Isto pode parecer estranho, se repetir uma mesma informao (um registrador guarda uma informao) em dois ou mais endereos diferentes, mas, isto pode ajudar na programao. Podemos perceber que existem registradores que esto no banco 0, registradores que esto no banco 1 e registradores que esto nos dois bancos. Muitas vezes precisamos, em um programa,

23mudar de banco para pegar uma informao que est em outro banco. O banco onde normalmente o PIC deve estar quando um programa rodado o banco 0. A memria RAM usada para se gravar variveis, vai do endereo 12 em decimal at 79 em decimal o que d um espao de 68 bits. Mas, e o espao do banco 1? Como est escrito este espao um espelho do espao correspondente no banco 0, ou seja, uma informao caso estiver na posio 12 em decimal do banco 0, tambm estar na posio 140 em decimal do banco 1. Indicamos os endereos da memria em hexadecimal (xxH), em decimal (xxd) e em binrio (xxb) para que voc v se acostumando com estas trs formas de numerao que so comuns em circuitos digitais micro-controlados. importante lembrar, que esta memria guarda dados de 8 bits por endereo ou 1 byte por endereo. Tambm importante lembrar, que ela est dividida em bancos devido construo interna do PIC. Todos os valores nestes bancos esto armazenados em memria RAM, ou seja, se a alimentao for cortada, estes dados se perdero. Para mudar de um banco para outro, usaremos flags em registradores especiais, convm lembrar que algumas pessoas podem chamar estes flags de chaves.

Captulo 16MEMRIA DE PROGRAMA DO PIC 16F84A memria de programa pode ter 12,14 ou 16 bits, dependendo do PIC. Nesta memria que escreveremos os programas. No PIC 16F84, ela tem 14 bits, ou seja, cada endereo da memria de programa pode ter at 14 bits. A esses 14 bits damos o nome de Word (Palavra). 14 Com 14 bits o nmero mximo de bits ser igual h: 2 = 16.384 bits, ou seja, teremos 16.384 combinaes diferentes de bits. A memria de programa, normalmente em PICs reagravveis, FLASH e no perde as informaes quando a alimentao cortada. Caso contrrio perderamos o programa cada vez que desligssemos o nosso circuito. Caso voc ache que j leu isto em alguma outra parte deste livro, no ache, tenha certeza. Vamos repetir para decorar, mas, sem stress, apenas de uma forma natural. bom lembrar que o F do PIC 16F84 quer dizer que na memria de programa deste PIC Flash ou EE-FLASH.

Captulo 17BANCOS DE MEMRIAS DE DADOS E CONTROLE DO PIC 16F628Neste PIC teremos 4 bancos e memrias ao invs dos 2 bancos do PIC 16F84. Teremos nele os bancos: - banco 0. - banco 1. - banco 2.

24- banco 3. Caso voc j no tenha percebido, em digital, tudo comea com 0 (zero). Chamamos de banco de memria de controle um espao na memria RAM que reservado para os registradores para as funes especiais, como o Option, Status, Intcon, Trisa, Trisb, Cmcon, Vrcon, etc. Este PIC possui mais registradores que o 16F84. Isto se deve ao fato de que ele possui mais recursos que a 16F84. Temos dentro dele dois comparadores que podem ser utilizados em diversas configuraes e permite associar uma variao analgica de uma tenso ao processamento digital feito pelo PIC. No 16F628 existem 4 bancos de memria, e que estes bancos guardam informaes de 8 bits, ou um byte, em cada posio. Olhando os 4 bancos de memria (do banco 0 ao banco 3) podemos perceber que existem registradores que esto em um banco, outras que esto mais de um banco. Devido posio dos registradores nos bancos, durante um programa, s vezes, precisamos mudar de banco para acessar determinado registrador. Um PIC normalmente trabalha no banco 0 (zero), caso ele precise ler ou escrever algum bit ou flag, de algum registrador em algum outro banco ele deve ir ler ou escrever e voltar para o banco 0 (zero). Mas, ele no faz isto sozinho. Voc que o programador, quem faz. Neste PIC temos 96 bytes de memria no banco 0 (zero), para usarmos com nossas variveis. Temos tambm, mais 80 bytes no banco 1 e 48 bytes no banco 2. No total teremos 224 bytes de memria para nossas variveis. Eu aconselho, pelo menos ao comear a programar, utilizar somente a memria do banco 0 (zero). Lembre-se que um byte composto de 8 bits. A memria dividida em bancos devido construo interna do PIC.

Captulo 18

MEMRIA DE PROGRAMA DO PIC 16F628A memria de programa do PIC 16F628 de 2K Words ou 2.048 posies de 14 bits. O PIC 16F84 tem uma capacidade de 1K ou 1.024 posies de 14 bits. Podemos perceber que com o 16F628 podemos fazer programas maiores. Toda esta memria FLASH ou EE-FLASH. Programas maiores acontecero com certeza quando voc ler o meu prximo livro sobre PICs. L voc aprender a programar em C e ver que um programa em C, normalmente ocupa mais espao. Mas, primeiro vamos escovar os bits em Assembler... Lembre-se que a memria FLASH no perde os dados quando a alimentao cortada. Perceba que com o 16F628 voc ter 2.048 posies para colocar uma combinao de nmeros em binrio, 0 e 1. Perceba tambm que voc ter 2 elevado a 14 combinaes diferentes em binrio, ou seja, 16.384 possibilidades de 0 e 1 para colocar em 2.048 endereos.

Captulo 19

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UM GERALZO SOBRE MEMRIA DE PROGRAMABasicamente memria de programa o local onde voc estar gravando o seu programa. Por programa voc pode chamar o conjunto de instrues em Assembler ou seu algoritmo como algumas pessoas gostam de dizer. Observe que seu programa no consistir apenas das instrues, mas, tambm de variveis, dados e acessos a registradores. Se voc no ficar atento, poder nem perceber isto tudo, mas, assim que funciona.

Captulo 20

UMA GERALZO SOBRE MEMRIA DE DADOSComo j deu para perceber o geralzo no to grande assim, apenas uma forma de enfatizar alguns conceitos. Vamos l: Na memria de dados voc colocar suas variveis. Estas variveis normalmente recebero nomes dados por voc e ocuparo um determinado endereo. Este recurso facilitar muito a construo de um programa, pois toda vez que voc precisar daquele varivel s chamla pelo nome. Na memria de dados tambm ficam os registradores de controle.

Captulo 21REGISTRADORES ESPECIAIS E MAIS UTILIZADOS NO PIC 16F84 E PIC 16F62821.1. Registrador STATUS:Este registrador est diretamente associado unidade lgica Aritmtica, ou a j famosa ULA. Atravs dele conseguimos ver o estado da ULA. Gostaria de relembrar que um registrador um endereo na memria de dados, composta por 8 bits e que cada bit deste recebe o nome carinhoso de flag. Perceba meu amigo leitor que de 7 at 0 teremos 8 posies, portanto 8 bits. R/W quer dizer Read e Write - Leitura e escrita que tem suas verses em portugus para L/E. Ento: L/E quer dizer leitura e escrita. Um bit indicado por R/W ou L/E permite que voc faa a leitura de seu valor ou que escreva um valor nesta posio. Lembre-se que voc s poder escrever 0 (zero) ou 1 (um). Um bit ou flag indicado por R permite apenas a leitura, mas no a escrita. Com a anlise destes bits podemos fazer nossos programas ficarem mais rpidos e eficientes. Podemos ler ou escrever em um registrador bit a bit ou tudo de uma vez. Em minha opinio a anlise separada de cada bit mais eficaz. Vamos ver o que cada bit representa:

26Bit 7 - IRP > este flag seleciona o banco de dados usado para endereamento indireto (calma...). Se o seu valor for 0 (zero) estaremos usando os bancos 0 (zero) e 1 (um). Se o seu valor for 1 estaremos usando os bancos 2 e 3. Como o 16F84 s tem os bancos 0 e 1, devemos manter este bit sempre em 0 (zero). Permite a leitura e escrita. Bit 7 = 0 > bancos 0 e 1. Bit 7 = 1 > bancos 2 e 3. Bit 6 RP1 > este tem a funo de selecionar os bancos no endereamento direto. Podemos perceber que ele trabalha junto com o Bit 5: Bit 5 RP0 > seleciona os bancos no endereamento direto. Veja: RP1 0 0 1 1 RP0: 0 1 0 1 = banco 0 = banco 1 = banco 2 = banco 3

podemos perceber que temos 4 combinaes em binrio o que nos permite selecionar 4 bancos. Como no 16F84 s temos dois bancos, o 0 (zero) e o 1 (um), devemos manter RP1 sempre em 0 (zero), desta forma nossa tabela fica assim: RP1 0 0 0 0 RP0 0 1 0 1 = banco 0 = banco 1 = banco 0 = banco 1

S temos duas combinaes e podemos acessar os dois bancos do 16F84, o banco 0 e o banco 1. Estes dois Flags so R/W, ou seja, permitem a escrita ou leitura. Bit 4 - /T0 ou T0\ > este bit informa que ocorreu um time-out. Mas, o que isto? Isto significa que houve um estouro no tempo de contagem do Watch-dog ou que o Watch-dog j contou at onde consegue e resetou o PIC. Lembre-se que o Watch-dog conta separadamente de tudo e que se voc no quer que o tempo de contagem estoure e o seu PIC seja resetado, deve apagar sempre o valor na Watch-dog. Para que isto no acontea, use a instruo Clrwdt em seu programa, principalmente dentro de Loops. Seu estado ser 0 (zero) quando acorrer um estouro do Watch-dog. Seu estado ser 1 quando voc ligar o PIC, mandar o PIC fazer a instruo Clrwdt ou Sleep. /T0 = 0 > estouro de Watch-dog seu programa foi resetado e voltar ao comeo (muitas vezes, por causa disto, um programa no funcionar). /T = 1 > voc usou as instrues Sleep, Clrwdt ou ligou o circuito. Ligar o circuito tambm chamado de Power-up. Este flag R, ou seja, s permite que seja feita sua leitura. Bit 3 - /PD ou PD\ > este bit se chama Power-down, mas, no quer dizer que voc desligou o PIC. Mas ele serve para ver se voc executou uma instruo Sleep ou Clrwdt.

27/PD = 1 > voc executou uma instruo Clrwdt. /PD = 0 > voc mandou o PIC dormir executando uma instruo Sleep. Este bit s permite a leitura, ento ele R. Bit 2 Z > a funo deste flag sinalizar o 0 (zero). Com este bit podemos simplificar nossos programas e conferir resultados de instrues. Z = 0 > mostra que o resultado da ltima operao matemtica ou lgica no foi igual a 0 (zero). Z = 1 > demonstra que o resultado da ltima operao lgica ou aritmtica foi igual a 0 (zero). Durante um programa, ou seja, quando ele estiver rodando, este flag assumir valores de 1 e 0 muitas vezes, dependendo do programa claro. 2 + 2 uma operao matemtica ou aritmtica. 0 and 1 uma operao lgica. Este bit e R/W, ou seja, permite escrita e leitura. Bit 1 DC > o nome deste bit Digit Carry/Borrow. Traduzindo quer dizer que seu valor se altera quando ocorreu a passagem de um bit da posio 3 para a posio 4. DC = 0 > no houve um carry-out. DC = 1 > houve carry-out de 3 para 4 bit ou de P3 para P4. Este Flag R/W. Bit 0 C > este bit se chama Carry/Borrow e ele indica que ocorreu um carry-out da posio P7 o do bit 7 para a posio P8. veja que no h posio P8. Dizemos, quando isto acontece, que houve um estouro, pois s temos as posies de P0 a P7, ou seja, 8 bits e esta situao ultrapassa este 8 bits C = 0 > no houve um carry-out e est tudo normal. C = 1 > houve um carry-out do bit 7 para o bit 8 (nona posio). Veja a figura 21.1 anterior. Este flag permite a leitura e a escrita, portanto, R/W. Depois de um reset o registrador STATUS estar assim: - Ajustado para banco 0 de memria. - T0\= 1; - PD\ = 1. Outros bits estaro em estado desconhecido. Este registrador muito importante e tem seu lugar garantido no cabealho do programa. Mais para frente, voc ver que poder utilizar um cabealho padro para fazer os seus programas (com poucas modificaes, s vezes). Voc pode usar este registro fora do cabealho do seu programa, mas, deve cham-lo sempre por seu nome, ou seja, STATUS. A mesma regra se aplica para os outros registradores especiais, salvo raras excees.

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21.2. Registrador OPTION ou OPTION-REG:Como o nome diz, este registrador permite se escolher uma srie de opes do microcontrolador. atravs dele que configuramos o prescaler, o TMR0, como ser aceita uma interrupo externa, como ficaro as pull-ups do Portb entre outras coisas. Ele normalmente chamado de Option-Reg", pois existem PICs com uma instruo chamada Option e se colocssemos s o nome Option, nosso programa poderia apresentar problemas. R/W igual a L/E o quer dizer que estes flags permitem leitura e escrita. Voc ver que no cabealho de qualquer programa ir ter que configurar este registrador. Vamos ver qual a funo de cada flag ou bit deste registrador. Bit 7 RBPU\ > este Flag define como esto os resistores de pull-ups do Portb. Bit 7 = 0 = pull-ups habilitados. Bit 7 = 1 = pull-ups desabilitados. Mas, o que vem a ser pull-ups? O pull-up um resistor que colocado entre um pino do portb e o Vcc internamente. Mas, como esta ligao interna no podemos v-la, mas, podemos configur-los. Fica assim ento: Bit 7 = 0 = resistores ligados ao Vcc configurados como entrdas. Bit 7 = 1 = resistores dos ligados da Vcc configurados como sadas. Ele aceita leitura e escrita. Bit 6 INTEDG -> Este flag define como ser aceita uma interrupo externa. Se quando o nvel subir ou se quando o nvel descer no pino Rb0/INT. Este flag aceita leitura e escrita. Bit 6 = 0 = a interrupo entendida quando o pino est em nvel alto (Vcc) e desce (terra). Bit 6 = 1 = a interrupo entendida quando o pino est em nvel baixo (terra) e vai para nvel alto (Vcc). Bit 5 TOCS -> Este bit ou Flag define a fonte de clock do timer0. Voc ver alguns softwares neste livro e na Internet, que demonstram o funcionamento do timer 0. Bit 5 = 0 = o timer 0 conta atravs do clock interno. Normalmente usamos esta opo. Bit 5 = 1 = o timer 0 conta atravs das mudanas de nvel ou clock no pino Ra4/TOCKI.

29Bit 4 TOSE -> Define se o timer0 ser incrementado na subida do sinal ou na descida do sinal aplicado em Ra4/TOCKI. Bit 4 = 0 = conta quando o sinal passa de 0 para Vcc, ou seja, sobe. Bit 4 = 1 = conta quando o sinal passa de Vcc para 0, ou seja, desce. Bit 3 PSA -> Este Flag define com quem o prescaler estar ligado, internamente, no PIC. Mas, o que um Prescaler? Se voc j trabalhou com RF deve conhecer o famoso PLL, se no conhece, acesse o site www.luizbertini.net/dowload.html e abaixe a apostila de PLL, e saber que, muitas vezes ele trabalha em conjunto com um divisor que o famoso Prescaler. Um Prescaler um divisor que pode ser fixo ou no. Normalmente um Prescaler utilizado para se dividir uma freqncia e a forma de onda desta freqncia deve ser quadrada. Nos PICs o valor de diviso dos Prescaler podem ser alterados, mas, tudo dentro de certos padres. Os flags responsveis pela configurao do Prescaler so o PS2, PS1 e PS0. E eles so os bits ou flags bit2, bit1 e bit0. Todos eles permitem leitura e escrita. Veja seus nomes e posies: Bit 2 PS2 bit mais significativo. Bit 1 PS1 bit do meio. Bit 0 PS0 bit menos significativo. Com os trs podemos manter uma tabela com oito possibilidades. Teoricamente eles seguem a diviso de acordo com esta tabela. Perceba que o timer 0 comea dividindo por 2. Depois de um reset este registrador estar todo em 1 (1 1 1 1 1 1 1 1), na seguinte configurao: RBPU\=1 = pull-ups desabilitados. INTEDG = 1 = interrupo na subida. TOCS = 1 = clock pelo Ra4. TOSE = 1 = incrementa o clock na descida. PSA = 1 = prescaler com o Watch-dog. PS2 = PS1 = PS0 = 1 = diviso de Watch-dog por 128. Veja que importante saber o estado aps o reset e reconfigur-lo se necessrio.

21.3. Registrador INTCON:A funo bsica deste registrador controlar as interrupes. Uma interrupo um comando eltrico que pode ser externo ou interno e que obriga o microcontrolador a ir para um determinado

30endereo da memria. Em programas simples poucas vezes usamos interrupes, mas, em programas elaborados elas so fundamentais. O registrador tem 8 bits ou 8 flags. R/W = L/E = que quer dizer que eles permitem leitura e escrita. As configuraes destes registradores permitiro definir como o microcontrolador trabalhar com as interrupes. Conhecendo flag a flag o registrador INTCON. Bit 7 GIE > este bit habilita ou desabilita todas as interrupes. Caso a chave Ch1 esteja aberta, no importa a posio das chaves Ch2 a Ch6, que no circular corrente (I) entre as pontas (A) e (B). esta a funo do GIE, mais ou menos. Bit 7 = 0 = todas as interrupes desabilitadas, nenhuma interrupo externa ou interna atua sobre o PIC. Bit 7 = 1 = permite que as interrupes funcionem de acordo com sua setagem ou programao. Bit 6 EEIE -> gera uma interrupo no final da escrita do EEPROM ou E2PROM interna. Bit 6 = 0 = no tem interrupo aps acabar a escrita. Bit 6 = 1 = tem interrupo aps acabar a escrita. Fique esperto com este flag, pois voc poder no conseguir fazer um programa que grave no E2PROM funcionar, devido ao detalhe de se esquecer que, caso haja uma interrupo o PIC vai para outro endereo da memria. No PIC 16F628, ele recebe o nome de PEIE e monitora todos os perifricos (ateno). Bit 5 TOIE > interrupo gerada por estouro ou overflow do TMRO ou timer0. Esta uma interrupo, ou no caso do nosso circuito, uma chave individual. Bit 5 = 0 = interrupo habilitada, tem um estouro no timer0, tem uma interrupo. Bit 5 = 1 = interrupo desabilitada. Bit 4 INTE > controle ou flag de controle da interrupo externa no pino Rb0/INT. Bit 4 = 0 = est desabilitada. Bit 4 = 1 = est habilitada. Bit 3 RBIE > controla interrupes por mudanas no Portb. Se estiver habilitada qualquer mudana de estado no portb ser interpretada como uma interrupo. S da Rb4 ao Rb7. Bit 3 = 0 = no entende mudana no portb como interrupo. Bit 3 = 1 = entende mudana no portb como interrupo. Bit 2 TOIF > este Flag indica que houve uma interrupo no timer0 por estouro ou overflow. Bit 2 = 0 = no ocorreu estouro e por isto no houve interrupo. Bit 2 = 1 = ocorreu estouro e por isto ocorreu o sinal de interrupo, mas, ele s ser reconhecido se o bit 5 deixar.

31Quando ficar em 1, voc deve zerar este flag atravs de seu software, caso contrrio, ele sempre ficar igual a 1. Bit 1 INTF > indica que ocorreu uma interrupo externa atravs do pino Rb0/INT. Bit 1 = 0 = no existe nenhum pedido e interrupo. Bit 1 = 1 = ocorreu pedido e interrupo. Este flag tambm deve ser zerado pelo seu software. Bit 0 RBIF > indica mudanas do portb e interrupo do portb da Rb4 ao Rb7. Bit 0 = 0 = no houve mudana de estado em nenhum pino do portb do Rb4 ao Rb7. Bit 0 = 1 = houve mudanas de nvel de tenso em algum pino da portb do pino Rb4 ao Rb7. Este bit tambm deve ser zerado pelo seu software. D para perceber que este registrador s cuida das interrupes. Quando acontece um reset ele fica assim: Bit 7: 0 0 0 0 0 0 0 Bit 0 X

Todas as interrupes desabilitadas e o bit 0 no afetado, mantm o estado que tinha antes do reset. Se era 1 fica 1 e se era 0 fica 0. Existem muitos outros registradores, mas os conheceremos depois. Calma gente, somos s aprendizes de feiticeiros...

Captulo 22REGISTRADORES ESPECIAIS E UTILIZADOS NO PIC 16F628Alm do registrador STATUS e do OPTION ou OPTION_REG que so iguais ao da 16F84, vamos estar vendo aqui outros registradores no usados no 16F84. Lembre-se, cada PIC pode ter registradores diferentes, o importante saber o conceito. Releia o captulo de registradores. Vamos ver primeiro o INTCON. Ele responsvel pelas interrupes, mas, como o PIC 16F628 tem EEPROM interna, comparadores internos e uma porta USART de comunicao serial o bit 6, que no 16F84, era associada EEPROM, neste registrador est associado h todos os dispositivos citados ( como uma chave geral) e teremos mais dois registradores para controlar as interrupes originadas deles. So o PIE1 e o PIR1. GIE: Habilitao geral das interrupes. 0 = Nenhuma interrupo ser tratada. 1 = As interrupes habilitadas individualmente sero tratadas.

32PEIE: Habilitao das interrupes de perifricos. 0 = As interrupes de perifricos no sero tratadas. 1 = As interrupes de perifricos habilitadas individualmente sero tratadas. T0IE: Habilitao da interrupo de estouro de TMR0. 0 = Interrupo de TMR0 desabilitada. 1 = Interrupo de TMR0 habilitada.

INTE: Habilitao de interrupo externa no pino Rb0. 0 = Interrupo externa desabilitada. 1 = Interrupo externa habilitada. RBIE: Habilitao da interrupo por mudana de estado nos pinos Rb4 a Rb7. 0 = Interrupo por mudana de estado desabilitada. 1 = Interrupo por mudana de estado habilitada. T0IF: Identificao de estouro do TMR0: 0 = No ocorreu estouro do TMR0. 1 = Ocorreu estouro do TMR0 (este bit deve ser limpo por voc via software).

RBIF: Identificao da interrupo por mudana de estado nos pinos Rb4 a Rb7. 0 = No ocorreu evento da interrupo. 1 = Ocorreu evento da interrupo (este bit tambm deve ser limpo por voce).

Agora vamos nos concentrar no bit 6 que o PEIE e que a faz a diferena entre o PIC16F84 e o PIC 16F628. Bit 6 PEIE > responsvel pelas interrupes dos perifricos. Por perifricos chamamos a E2PROM, os comparadores a USART e os timers. Este flag a chave geral mais teremos mais dois registradores para dividir entre eles as interrupes dos perifricos. O registrador PIE1 permite a habilitao e desabilitao das interrupes dos perifricos. O registrador PIR1 o sinalizador das interrupes dos perifricos. Ele sempre sinalizar se houver uma interrupo. Tenha claro isto: PIE1 > habilitao. PIR1 > sinalizao. Vamos ver o PIE1: Bit 7 EEIE > interrupo do final da escrita EEPROM. Bit 7 = 0 = no habilitada. Bit 7 = 1 = habilitada. Bit 6 CCIE > interrupo dos comparadores. Bit 6 = 0 = no habilitada. Bit 6 = 1 = habilitada. Bit 5 RCIE > interrupo da USART.

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USART quer dizer: Universal Sncrono Assncrono "Rx e TX Vulgo comunicao serial. Bit 5 = 0 = no habilitada. Bit 5 = 1 = habilitada. Bit 4 TXIE > agora este flag habilita a transmisso (Tx) da USART. Bit 4 = 0 = interrupo desabilitada. Bit 4 = 1 = interrupo habilitada. Bit 3 Unused (no utilizada). Bit 2 CCP1IE > este Flag habilita a interrupo do CCP (Captura/Comparao/PWM). Bit 2 = 0 = desabilitada. Bit 2 = 1 = habilitada. Bit 1 TMR2IE > habilitao da interrupo de estouro do timer 2 (este PIC tem o timer0, o timer1 e o timer2). Bit 1 = 0 = no habilitada. Bit 1 = 1 = habilitada. Bit 0 TMR1IE > habilitao da interrupo do estouro do timer 1 do PIC 16F628X. Bit 0 = 0 = no habilitada. Bit 0 = 1 = habilitada. Aps o reset fica: Bit 7 Bit 6 Bit 5 0 0 0 Agora o PIR1: L/E = permitem a leitura e escrita. Mas, o Bit 5 e o Bit 4 precisam para isto, de outros SFRs (registradores). Este registrador indica o que est acontecendo com os perifricos do PIC 16F628/PIC 16F627 e permite a voc acess-lo com seu software, e fazer um programa ou algoritmo mais legal ou objetivo. Sempre a indicao feita pelo dgito 1. Bit 7 EEIF > sinaliza o trmino de escrita na EEPROM (voc pode us-lo para comandar/controlar uma escrita na EEPROM quando fizer um programa), lembre-se disto. Bit 7 = 0 = escrita no terminou ou nem comeou. Bit 7 = 1 = escrita terminou. Bit 6 CMIF > sinaliza mudana de estado nas sadas dos comparadores analgicos do PIC 16F62X. Bit 6 = 0 = no houve mudana na sada. Bit 6 = 1 = teve mudana de nvel na sada. Bit 5 RCIF > indica a recepo de caractere na USART. Bit 5 = 0 = sem recepo. Bit 5 = 1 = com recepo. Bit 4 0 Bit 3 0 Bit 2 0 Bit 1 0 Bit 0 0

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Bit 4 TXIF > sinaliza transmisso da USART. Bit 4 = 0 = sem transmisso. Bit 4 = 1 = com transmisso. Bit 3 Unused (no utilizada) Bit 2 CCP1IF > sinalizao de captura ou de comparao. Bit 2 = 0 = sem captura ou comparao. Bit 2 = 1 = com captura ou comparao. Bit 1 TMR2IF > indica estouro no timer2. Bit 1 = 0 = sem estouro. Bit 1 = 1 = com estouro bum. Bit 0 TMR1IF > indica estouro no timer 1. Bit 0 = 0 = no houve estouro. Bit 0 = 1 = houve estouro.

Vamos ver, de novo, o STATUS: IRP: Seletor de banco de memria de dados usado para endereamento indireto: 0 = Banco 0 e 1 (00h FFh). 1 = Banco 2 e 3 (100h 1FFh).

RP1 e RP0 Seletor de banco de memria de dados usado para endereamento direto: 00 = Banco 0 (00h 7Fh). 01 = banco 1 (80h FFh). 10 = Banco 2 (100h 17Fh). 11 = banco 3 (180h 1FFh). /TO: Indicao de Time-out: 0 = indica que ocorreu um estouro do Watch-dog Timer (WDT). 1 = indica que ocorreu um power-up ou foram executadas as instrues CLRWDT ou SLEEP. Indicao/Power-down: 0 = indica que a instruo SLEEP foi executada. 1 = indica que ocorreu um power-up ou foi executada a instruo CLRWDT. Indicao de zero: 0 = indica que o resultado da ltima operao (lgica ou aritmtica) no resultou em zero. 1 = indica que p resultado da ltima operao (lgica ou aritmtica) resultou em zero. Digit Carry/Borrow: 0 = A ltima operao da ULA no ocasionou um estouro de dgito.

/PD:

Z:

DC:

351 = A ltima operao da ULA ocasionou um estouro (carry) entre o bit 3 e 4, isto , o resultado ultrapassou os 4 bits menos significativos. Utilizado quando se trabalha com nmeros de 4 bits. C: Carry/Borrow: 0 = A ltima operao da ULA no ocasionou um estouro (carry). 1 = A ltima operao da ULA ocasionou um estouro (carry) no bit mais significativo, isto , o resultado ultrapassou os 8 bits disponveis.

Vamos ver, de novo, o OPTION: /RBPU: Habilita pull-ups internos para o PORTB: 0 = Pull-ups habilitados para todos os pinos do PORTB configurados como sada. 1 = Pull-ups desabilitados. INTEDG: Configurao da borda que gerar a interrupo externa no RB0: 0 = A interrupo ocorrer na borda de descida. 1 = A interrupo ocorrer na borda de subida.

T0CS: Configurao do incremento para o TMR0: 0 = TMR0 ser incrementado internamente pelo clock da mquina. 1 = TMR0 ser incrementado externamente pela mudana no pino RA4/T0CK1. T0SE: Configurao da borda que incrementar o TMR0 no pino RA4/T0CK1, quando T0Cs = 1: 0 = O incremento ocorrer na borda de subida de RA4/T0CK1. 1 = O incremento ocorrer na borda de descida de RA4/T0CK1. PSA: Configurao de aplicao do prescaler: 0 = O prescaler ser aplicado ao TMR0. 1 = O prescaler ser aplicado ao WDT. Configurao de valor de prescaler: PS2/1/0 TMR0 EDT 000 1:2 1:1 001 1:4 1:2 010 1:8 1:4 011 1:16 1:8 100 1:32 1:16 101 1:64 1:32 110 1:128 1:64 111 1:256 1:128

PS2, PS1 e PS0:

Agora o Pcon que indica a queda de energia, o tipo de oscilador interno e a falta de energia. PCON: OSCF: Freqncia do oscilador interno: 0 = 4 MHz. 1 = 37 KHz. /POR: Indicao de Power-On Reset (energizao): 0 = Ocorreu um Power-On Reset. 1 = No ocorreu um Power-On Reset. /BOR: Indicao de Brown-Out Reset (queda de energia):

360 = No ocorreu um Brown-Out Reset. 1 = Ocorreu um Brown-Out Reset. Vamos ver o Pcl e o Pclath que trabalham diretamente com o PC Counter. PCL e PCLATH: Para endereamentos indiretos precisamos deles. FSR e o INDF: Comandando o Porta. PORTA e TRISA: Comandando o Portb. PORTB e TRISB: Verificando o timer0. TMR0: Trabalhando com o prescaler, clock interno ou externo, e timer1. T1CON, TMR1L e TMR1H: T1CKPS1 T1CKPS0: Ajuste do prescaler do Timer1: 00 = prescaler de 1:1. 01 = prescaler de 1:2. 10 = prescaler de 1:4. 11 = prescaler de 1:8. T1OSCEN: Habilitao do sistema de oscilao externa para os pinos T1OSO e T1OSI: 0 = Oscilador desabilitado. Caso exista um cristal externo, o sistema desligado. 1 = Habilita oscilador externo. Controle de sincronismo interno. Quando TMR1CS = 0 este bit ignorado: 0 = Sistema de sincronismo ligado. 1 = Sistema de sincronismo desligado (modo assncrono). Seleo da origem do clock para Timer 1: 0 = Clock interno (Fosc/4). 1 = Clock externo no pino T1OSO/T1CK1. Habilitao do Timer 1: 0 = Timer1 desabilitado. Paralisa o contador do Timer1. 1 = Timer1 habilitado.

/T1SYNC:

TMR1CS:

TMR1ON:

Trabalhando com o timer2, com o prescaler e com o postcaler. T2CON, TMR2 e PR2: TOUTPS3

37TOUTPS2 TOUTPS1 TOUTPS0:

Ajuste do postscale: 0000 = postscaler de 1:1. 0001 = postscaler de 1:2. 0010 = postscaler de 1:3. 0011 = postscaler de 1:4. 0100 = postscaler de 1:5. 0101 = postscaler de 1:6. 0110 = postscaler de 1:7. 0111 = postscaler de 1:8.

1000 = postscaler de 1:9. 1001 = postscaler de 1:10. 1010 = postscaler de 1:11. 1011 = postscaler de 1:12. 1100 = postscaler de 1:13. 1101 = postscaler de 1:14. 1110 = postscaler de 1:15. 1111 = postscaler de 1:16.

TMR2ON:

Habilitao do Timer2: 0 = Timer2 desabilitado. Paralisa o contador do Timer2. 1 = Timer2 habilitado. Ajuste do prescaler: 00 = prescaler de 1:1. 01 = prescaler de 1:4. 10 = prescaler de 1:16. 11 = prescaler de 1:16

T2CKPS1 T2CKPS0:

Trabalhando com os comparadores internos. CMCON: C2OUT: Valor da sada do comparador 2: Normal (C2INV=0): 0 = C2 VIN+ < C2 VIN1 = C2 VIN+ > C2 VINInversa (C2INV=1): 0 = C2 VIN+ > C2 VIN1 = C2 VIN+ < C2 VINValor da sada do comparador 1: Normal (C1INV=0): 0 = C1 VIN+ < C1 VIN1 = C1 VIN+ > C1 VINInversa (1INV=1) : 0 = C1 VIN+ > C1 VIN1 = C1 VIN+ < C2 VINTipo de sada do comparador 2 : 0 = Normal. 1 = Inversa. Tipo de sada do comparador 1: 0 = Normal. 1 = Inversa. Chave seletora de entrada do comparador: Quando CM2:CM0 = 001 0 = RA0 conectado a C1 VIN1 = RA3 conectado a C1 VIN+ Quando CM2:CM0 = 010

CIOUT:

C2INV :

C1INV: CIS:

380 = RA0 conectado a C1 VINRA1 conectado a C2 VIN+ 1 = RA3 conectado a C1 VINRA2 conectado a C2 VIN+ CM2, CM1 CM0: Configura a pinagem dos comparadores (modo de operao):

Trabalhando com as tenses de referencia. VRCON: VREN: Energizao do sistema de tenso de referncia: 0 = Circuito de VREF desenergizado. 1 = Circuito de VREF energizado. Habilitao da sada de VREF: 0 = Tenso de referncia desligada. 1 = Tenso de referncia ligada ao pino RA2. Seleo do range de operao do sistema de VREF: 0 = Range baixo. 1 = Range alto. Seleo do valor da tenso de VREF: Se VRR = 1: VREF = (VR/24) * VDD Se VRR = 0: VREF = * VDD + (VR/32) *VDD

VRON:

VRR:

VR3.VR0:

Capture, compare e PWM. CCP1CON, CCPR1L e CCPR1H : CCP1X CCP1Y: CCP1M3 CCP1M2 CCP1M1 CCP1M0:

Parte baixa do PWM de 10 bits. A parte alta fica em CCPR1L. Vlido somente quando em PWM.

Seleo do modo CCP1 Compare/Capture/PWW: 0000 = Modo desligado. 0100 = Capture ligado para borda de descida com prescaler de 1:1. 0101 = Capture ligado para borda de subida com prescaler de 1:1. 0110 = Capture ligado para borda de subida com prescaler de 1:4. 0111 = Capture ligado para borda de subida com prescaler de 1:16. 1000 = Compare ligado. Pino de sada (RB3) ser setado (1) quando o compare ocorrer. 1001 = Compare ligado. Pino de sada (RB3) ser zerado (0) quando o compare ocorrer. 1010 = Compare ligado. Pino de sada (RB3) no ser afetado. 1011 = Compare ligado. Pino de sada (RB3) no ser afetado. TMR1 ser resetado. 1100 = PWM ligado. 1101 = PWM ligado.

391110 = PWM ligado. 1111 = PWM ligado. Falando da eeprom interna. EECON1, EECON2, EEADR e EEDATA: WRERR: Identificao de erro durante a escrita na EEPROM: 0 = No ocorreu erro, a escrita foi completada. 1 = Em erro ocorreu por uma escrita no terminada (um reset pode ter ocorrido). Habilitao de escrita na EEPROM (bit de segurana): 0 = No habilita a escrita na EEPROM. 1 = Habilita a escrita na EEPROM. Ciclo de escrita na EEPROM: 0 = Este bit ser zerado pelo hardware quando o ciclo de escrita terminar (no pode ser zerado por software). 1 = Inicia o ciclo de escrita (deve ser setado por software). Ciclo de leitura da EEPROM: 0 = Este bit ser zerado pelo hardware quando o ciclo de leitura terminar (no pode ser zerado por software). 1 = Inicia o ciclo de leitura (deve ser setado por software).

WREN:

WR:

RD:

Com eles conseguimos nos comunicar. TXSTA e RCSTA: CSRC: Seleo entre Mster/Slave (somente modo sncrono): 0 = Slave. 1 = Mster. Habilitao da comunicao em 9 bits para a transmisso: 0 = Transmisso em 8 bits. 1 = Transmisso em 9 bits. Habilitao da transmisso: 0 = Transmisso desabilitada. 1 = Transmisso habilitada. No modo sncrono, a recepo tem prioridade sobre este bit. Seleo entre modo assncrono/sncrono: 0 = Assncrono. 1 = Sncrono. Seleo para Baud Rate (somente modo assncrono): 0 = Baud Rate baixo. 1 = baud Rate alto. Seleo do registrador interno de transmisso (TSR): 0 = TSR cheio. 1 = TSR vazio. Valor a ser transmitido como 9 bit. Pode ser usado como paridade ou endereamento.

TX9:

TXEN:

SYNC:

BRGH:

TRMT:

TX9D:

40

SPEN:

Habilitao da USART: 0 = USART desabilitada. 1 = USART habilitada. Habilitao da comunicao em 9 bits para a recepo: 0 = Recepo em 8 bits. 1 = recepo em 9 bits. Habilitao da recepo unitria (somente para modo sncrono em Mster): 0 = Recepo unitria desabilitada. 1 = Recepo unitria habilitada. Depois de receber um dado, desliga-se automaticamente. Habilitao da recepo contnua: 0 = Recepo contnua desabilitada. 1 = Recepo contnua habilitada. Habilitao do sistema de endereamento (somente modo assncrono de 9 bits): 0 = Desabilita sistema de endereamento. 1 = Habilita sistema de endereamento. Erro de Stop bit (somente modo assncrono): 0 = No ocorreu erro. Stop bit = 1 1 = Ocorreu um erro. Stop bit = 0 (deve ser atualizado lendo o registrador RCREG e recebendo o prximo dado valido). Erro de muitos bytes recebidos sem nenhuma leitura: 0 = No houve problemas de estouro do limite. 1 = Estouro do limite de 3 bytes recebidos antes da leitura de RCREG (para limpar deve-se zerar o bit CREN). Valor recebido no 9 bit. Pode ser usado Omo paridade ou endereamento.

RX9:

SREN:

CREN:

ADDEN:

FERR:

OERR:

RX9D:

Ainda nos comunicando. TXREG e RCREG. Ajustando a velocidade de comunicao. SPBRG.

CAPTULO 24 TEORIA DA GRAVAO - MANUAL EXSTOA Exsto cedeu gentilmente, uma placa Pratic628, para as simulaes dos softwares escritos e usados neste livro, por isto citamos aqui o manual desta placa, esperamos que voc, adquirindo-a, tenha o seu estudo e aprendizado muito mais completo. Introduo: Parabns! Voc acaba de adquirir um produto de alta qualidade e tecnologia de ponta. O Pratic 628 ser o grande auxlio no aprendizado e desenvolvimento com microcontroladores da linha PICMicro da Microchip. A Exsto Tecnologia uma empresa situada em Santa Rita do Sapuca, Minas Gerais, conhecida como Vale da Eletrnica por seu destaque na indstria eletroeletrnica e pela excelncia de suas

41instituies de ensino. Nossa misso sempre fornecer as melhores ferramentas para o desenvolvimento e aprendizado em eletrnica e, em especial, microcontroladores. Visite nosso site www.exsto.com.br para conhecer outras solues e produtos oferecidos. Este documento contm as principais caractersticas do Sistema de desenvolvimento Pratic 628 e visa ser o guia de instalao e utilizao desse sistema. O Pratic 628 um ambiente de desenvolvimento composto por um hardware e software visa facilitar o aprendizado e desenvolvimento com microcontroladores das linhas PIC 16Xxxx utilizando especialmente o PIC16F628, alm de maximizar as possibilidades de experimentos. O software (em portugus) realiza basicamente as seguintes funes: Permite a edio de programas; Compila/Monta os programas; Grava os programas compilados no microcontrolador presente na placa principal. O hardware do Pratic 628 foi desenvolvido procurando disponibilizar o mximo de recursos possveis ao PIC16F628. Neste sentido, o kit contm diversos circuitos que so ligados ao microcontroladores atravs de jumpers, permitindo assim realizar um grande nmero de montagem mesmo com um microcontrolador de poucas entradas e sadas. A escolha do PIC16F628 se deve a popularidade desse componente, que agrega perifricos avanados sem deixar de ser simples. Alm disso, ele compatvel com o clssico PIC16F84. 1. Componentes Suportados: O Pratic 628, incluindo funcionalidades de hardware e software, suporta trabalhar com os microcontroladores listados abaixo, todos eles compatveis pino a pino com o PIC16F628A. PIC16F627 PIC16F627A PIC16F628 PIC16F628A PIC16F648A PIC16LF627A PIC16LF627A PIC16LF628 PIC16LF628A PIC16LF648A

Alm desses componentes, a Exsto Tecnologia est em constante trabalho de atualizao do software, criando novas verses para trabalhar com os novos lanamentos em microcontroladores PIC suportados pela placa. Visite periodicamente o site www.exsto.com.br onde esto disponveis as atualizaes. 2. Software Pratic 628: 1) Componentes da janela principal: Ao se abrir o programa tem-se a janela principal, como mostrada abaixo com os seguintes componentes: a) Menus: Arquivo, Editar, Ferramentas, Janelas: Atravs dos diversos menus possvel ter acesso ao todas as funcionalidades do sistema. b) Barra de ferramentas: As funes principais localizam-se nesta barra, agilizando os seus acessos. c) Barra de status: i. Indica se as teclas, CAPS LOCK, INSERT e NUM esto acionadas ou no; ii. Informa a linha do cursor na janela de edio; iii. Informa o processador que est sendo utilizado; iv. Informa o compilador utilizado; v. Mostra mensagens relativas a vrios comandos; vi. Mostra a hora atual do sistema. 2) Como criar um novo arquivo: Para criar um novo arquivo siga os passos abaixo: a) No menu escolha Arquivo-Novo, ou atravs da barra ferramentas; b) Escolha um diretrio onde deseja salvar o projeto;

42c) Digite o nome do arquivo; d) No menu escolha Arquivo Salvar Como, Salve o arquivo no diretrio desejado; e) Em intervalos regulares de tempo, salve o projeto atravs do menu Projeto Salvar, ou atravs da barra de ferramentas . 3) Abrindo um arquivo existente: Para abrir um arquivo criado anteriormente, siga os passos abaixo: a) No menu escolha Arquivo Abrir, ou atravs da barra de ferramentas . b) Navegue at a pasta onde se encontra o arquivo e abra o arquivo desejado. 4) Montando/Compilando arquivos: Para montar um arquivo em Assembly ou compilar um arquivo em C, siga os passos abaixo: a) Clique na janela de edio do arquivo que dever ser compilado; b) No menu escolha Ferramentas Compilar ou atravs da barra de ferramentas , ou ainda atravs da tecla de atalho F5; c) Uma janela de status do compilador aparecer indicando o andamento do processo de compilao do arquivo; d) Ao final da compilao, aparecer a janela Resultados da Compilao, listando todos os erros, mensagens e avisos gerados pelo compilador. 5) Componentes da janela Resultados da Compilao: 6) Resultados da Compilao: a) Mostra a qualidade erros, mensagens e avisos contidos no arquivo fonte compilando; b) Lista todos os erros, mensagens e avisos da compilao, indicando: i. o nmero; ii. a descrio; iii. a linha onde se localiza no arquivo fonte; iv. qual o arquivo a que se refere. Obs.: A partir deste ponto os erros, mensagens e aviso gerados pelo compilador, sero chamados somente de mensagens, ficando entendido que se trata dos 3 tipos. c) Comentrio do erro, mensagem ou aviso selecionado com o mouse; 7) Interpretando e localizando os resultados da compilao: Para localizar a linha que se refere mensagem gerada na janela Resultados de Compilao, siga os passos abaixo: a) Clique na mensagem que desejar localizar; b) A linha correspondente mensagem na caixa de listagem ficar em azul, indicando a sua seleo; c) Na janela de edio, o cursor ir at a linha referente mensagem e ir selecion-la inteiramente; d) Na caixa de comentrio da mensagem da janela Resultados de Compilao, aparecer um pequeno texto explicativo referente mensagem selecionada. 8) Alterando as configuraes de montagem/compilao: Algumas configuraes podem ser alteradas ou adicionadas na linha de compilao executada pelo compilador, para alter-las, siga os passos abaixo: a) No menu escolha Ferramentas Configuraes de Compilador, ou atravs da tecla de atalho F6; b) O software pode trabalhar com duas linguagens de programao. Uma delas o Assembly, utilizando o montador MPASM da Microchip fornecido juntamente no CD. A outra o C-CCS, utilizando o compilador C do fabricante CCS, que no fornecido. A seleo de qual compilador feita na opo Compilador da janela de configurao do compilador. Para cada compilador h opes diferentes, conforme abaixo: a) Montador MPASM:

43i. Escolha de processador; ii. Formato do arquivo .hex a ser gerado; iii. Diferenciao de letras maisculas; iv. Permite o uso de Macros; v. Base numrica padro: decimal (DEC), hexadecimal (HEX) ou octal (OCT); vi. Configurao de tabulao. A linha que ser executada com as opes selecionadas mostrada logo abaixo na janela. b) Compilador CCS; i. Indica o local onde se espera que esteja instalado o compilador; ii. Permite checar se a verso do compilador compatvel com o gravador; iii. Mostra a linha de comando que ser utilizada para a execuo do compilador. 9) Trabalhando com placa de gravao: Para trabalhar o sistema de gravao, siga os passos: a) No menu escolha Ferramentas Programador, ou atravs da barra de ferramentas, ou ainda atravs da tecla de atalho F9; b) A janela Gravador aparecer. Obs.: Para usurios do WinNT, Win2000 ou WinXP, tenha a certeza de que o software foi instalado para usurios que possuam as permisses necessrias para acessar a porta paralela do PC. c) A janela Gravador possui os seguintes componentes: i. Configuraes de processador; ii. Bits de configurao dos fusveis; iii. Comandos de gravao; iv. Status de andamento do processo. 10) Executando comandos de gravao: a) Apagando: L toda a memria de programa, verificando se est apagada. b) Programar: i. Programa a memria de programa do dispositivo, de acordo com os dados contidos na janela Memria de programa; ii. Programa a memria de dados do dispositivo, de acordo com os dados contidos na janela Memria de dados. Se esta janela no estiver aberta, a memria de dados do dispositivo permanecer inalterada; iii. Programa dos bits de fusveis de acordo com a configurao escolhida. Obs.: Caso se esteja utilizando os componentes PIC16F628/627 fica disponvel a opo MCLR. Caso essa opo seja selecionada como I/O o chip deve ser apagado antes de realizar uma regravao. c) Verificar: i. L a memria de programa do dispositivo, comparando com os dados contidos na janela Memria de programa; ii. L a memria de dados do dispositivo, comparando com os dados contidos na janela Memria de dados, caso esta janela esteja aberta. d) Ler: i. ii. L memria de programa do dispositivo, colocando os dados nos endereos correspondentes na janela Memria de programa; L memria de dados do dispositivo, colocando os dados nos endereos correspondentes na janela Memria de dados, caso esta janela esteja aberta.

44L os bits de fusveis e reconfigura s opes mostradas na janela Gravador seo Bits de configurao, de acordo com os bits lidos do dispositivo; L o Device ID. iii.

iii.

e) Apagar: Apaga todos os dados do dispositivo, incluindo, memria de programa e dados, bits de configurao e Device ID. 11) Trabalhando com arquivos .hex separadamente de um projeto: possvel trabalhar abrindo e salvando arquivos .hex separadamente. Por exemplo para abrir um arquivo .hex de memria de programa, siga os seguintes passos: a) No menu escolha Arquivo Abrir programa (*.hex); b) Escolha o arquivo desejado; c) A janela Memria de programa aparecer, com o contedo do arquivo. Siga os mesmos passos para abrir um arquivo de memria de dados, neste caso aparecer janela Memria de dados contendo os dados do arquivo que foi aberto. Estando os dados nas janelas de memria de programa ou de dados, pode-se gravar no dispositivo estes dados. 12) Abrindo o manual do componente: possvel abrir o manual do microcontrolador que estiver sendo usado. Para isso necessrio que o Acrobat Reader esteja adequadamente instalado no computador. A instalao desse programa est no CD. Para abrir o manual do arquivo basta clicar no cone. 3. Hardware A figura abaixo a placa didtica Pratic 628 baseada no PIC16F628. Na figura acima so enumeradas as principais aplicaes de hardware, listadas abaixo: 1. PIC16F628; 2. Circuito de gravao in-circuit; 3. Conector de acesso ao portal B; 4. Conector de acesso ao portal A; 5. Chave de reset ou uso geral; 6. Chave de interrupo ou de uso geral; 7. Chave de contador ou uso geral; 8. Dois displays de sete segmentos multiplexados; 9. Oito Leds; 10. Dip Switch de oito chaves; 11. LDR (resistor varivel com luminosidade) com ajuste; 12. NTC (resistor varivel com temperatura) com ajuste; 13. Buzzer; 14. Lmpada incandescente; 15. Um rel; 16. Conectores para acesso aos terminais do rel; 17. Jumpers para configurao das funes do port B; 18. Jumpers para configurao das funes do port A; 19. Trimpot; 20. Conector paralelo DB25F (para gravao); 21. Circuito de alimentao; 22. Conector para fonte de alimentao externa; 23. TRIAC; 24. Detector de cruzamento por zero; 25. Chave Programar/Executar.

453.1. Descrio do hardware: O sistema baseado no PIC16F628A, que apresenta as caractersticas: 2048 palavras de 14 bits de memria de programa FLASH; 224 bytes de memria de dados RAM; 128 bytes de memria de dados EEPROM; 3 Temporizadores/Contadores; 2 Comparadores analgicos; Mdulo CCP (Captura/Comparao/PWM); Comunicao serial sncrona e assncrona (USART); Tenso de referncia interna programvel; Encapsulamento DIP de 18 terminais; 16 terminais configurveis como entrada ou sada independente; 10 interrupes; Vrios modos de oscilador (XT, LP, HS, RC interno e externo). A gravao do componente feita in-circuit, por um circuito j presente na placa. Isso significa que o componente no necessita ser retirado da placa para gravao; basta apenas mudar a posio da chave RUN/PROG para Programar (PROG) e gravar, mudar a chave para Executar (RUN) e rodar o programa gravado, conforme mostrado na figura abaixo. Dessa forma aumentado consideravelmente o tempo de vida do componente, evitando o desgaste/quebra dos terminais, decorrente das retirada constante do microcontrolador da placa para gravao. Executar (RUN) Programar (PROG) Quanto aos aplicativos de hardware presentes na placa, foi elaborado um conjunto de circuitos que permitisse uma grande gama de experimentos. Esses circuitos so ligados ao microcontrolador por jumpers, o que torna o sistema extremamente malevel. Alm disso, os terminais dos portais do microcontrolador estaro acessveis em dois conectores, de forma que o usurio pode interligar a placa aplicaes desenvolvidas por ele mesmo. O sistema possuir chaves ligadas a terminais com funes especiais (reset, interrupo, contador). Tais terminais tambm podem ser configurados como entradas normais. Para entrada de dados h tambm um Dip Switch (conjunto de oito chaves). Abaixo dessas chaves est escrito na serigrafia da placa os pesos binrios de cada bit do port A, ou seja, a chave 1 se refere ao bit 0, a chave 128 se refere ao bit 7, e assim por diante. Conta tambm com dois displays de sete segmentos para apresentao de valores numricos. Existem tambm oito LEDs que podem apresentar valores de oito bits ou serem acionados individualmente. Os LEDs possuem valores na serigrafia que indicam em qual pino do port B eles esto ligados, de forma anloga ao Dip Switch. PORT A Dip Switch PORT B LEDs

Foram includos tambm um buzzer (buzina) e uma lmpada incandescente. Ambos podem ser acionados atravs de uma sada normal ou utilizando o mdulo de