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 O   b  ich  o  p  r  eg  u  iça d  esc  e a  o   ch  ão  a  p  en  as  p  a  r  a  a  z  er su  as  ec  essid  ad  es f  isiol  ó  g  ic  as ; seu   p  r  in  c  ip  al   p  r  ed  ad  or   é  a  on  ça Centenas de e  mba  rca  ções dão u  m colo  rido es  pecial à  rla de Pa  rint ins d  u  rant e o Fest ival Folcló  rico  F  o  t  o  :   A  g  e  c  o  m • Química – Funções nitrogenadas  pg. 02 • Química – Estudo dos gases  pg. 04 • Biologia – Introdução à zoologia  pg. 06 • Biologia – Sistema hormonal ou endócrino  pg. 08 • Literatura – Modernismo I  pg. 10 

Aprovar Ano04 Modulo04 Apostila30 Completa

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Qumica Funes nitrogenadas Qumica Estudo dos gases

pg. 02 pg. 04

Biologia Introduo zoologia Biologia Sistema hormonal ouendcrino

pg. 06

pg. 08 pg. 10

Literatura Modernismo I

apenas o cho iolgicas ; desce a fis preguia necessidades a bicho - suas n O rao zer para fa cipal predado n seu pri

Foto: Agecom

Centenas de embarcaes d orla de Parint durant oo um colorido especial ins e Fest l Folclrico iva

Artesos e triciclist de as Ingls na UEA

QumicaProfessor MARCELO Monteiro

CH3 CH2 C

O NH2

Parint tero aulas de insAproveitando o potencial turstico do municpio de Parintins, a Universidade do Estado do Amazonas lana mais um projeto de extenso para a comunidade: A Arte de Aprender uma Nova Lngua, curso de ingls gratuito que ser desenvolvido em duas etapas, em parceria com Associao dos Triciclistas e Artesos do Municpio. Com 80 vagas, a primeira etapa foi realizada no perodo de 28 de maio a 8 de junho. Essas categorias profissionais necessitam de noes bsicas de ingls, pois muitas vezes so os responsveis pela conduo de turistas estrangeiros, cujo fluxo aumenta na temporada de transatlnticos que incluem a rota da Amaznia no roteiro de viagem e, ainda, durante o Festival Folclrico de Parintins. Os artesos tm encontrado dificuldades ao comercializarem seus produtos no cais nessa temporada, por no dominarem o idioma. Idealizado pelo professor Francisco Lcio Pinto de Almeida, o projeto tem como objetivo orientar esses profissionais sobre o que fazer para estabelecer de forma eficiente a comunicao com os turistas estrangeiros. A segunda etapa ser realizada aps o Festival Folclrico de Parintins. O projeto inovador em funo de sua estruturao. Os professores sero os alunos do curso de Licenciatura em Letras da UEA em Parintins. Quatro deles, de maior fluncia e j com experincia no ensino da lngua, atuaro diretamente com os alunos em sala de aula. O restante deve trabalhar na elaborao do material didtico para, dessa forma, envolver todos os alunos no projeto, que j desperta o interesse de outras categorias, como os pequenos comerciantes, afirma o coordenador do projeto. Por um lado, o projeto faz que os alunos desenvolvam a parte prtica daquilo que esto aprendendo na Universidade e, por outro, refora a cidadania desses profissionais, que recebem da Universidade um projeto gratuito de qualificao de mo-deobra. O Curso de Letras da UEA oferecido prioritariamente no interior do Estado e destina-se formao de profissionais para atuarem prioritariamente no ensino de Lngua Portuguesa e Literatura Brasileira e no ensino de Lngua Inglesa em carter complementar. oferecido em Parintins, Tef e Tabatinga.

Funes nitrogenadasAminas So compostos derivados teoricamente do NH3, pela substituio de um, dois ou trs hidrognios por radicais alquila. Classificam-se em: Primrias: quando se ligam a um radical. R NH2 Secundrias: dois radicais. R NH2 R Tercirias: trs radicais. R N R | R Nomenclatura: ______________________ AMINANome dos radicais

Nomenclatura: Amida primria Trocamos a terminao ICO do cido correspondente pela palavra amida: O propanamida CH3 CH2 C NH2 Amida N-substituda Escrevemos a letra N, seguida do nome dos radicais, e completamos o nome da amida primria correspondente.

Em compostos mais complicados, pode-se considerar o grupo NH2 como sendo uma "ramificao", indicando-o pelo prefixo amino. Exemplos: etilamina CH3 CH2 NH2 CH3 CH2 NH CH3 metil-etilamina CH3 N CH3 trimetilamina | CH3 A Qumica do dia-a-dia Aminas: A fenilamina (anilina) um lquido incolor, txico, usado na sntese de corantes e de medicamentos (sulfas). A substncia responsvel pelo cheiro de peixe podre a trimetilamina. Aps mexer com peixe, recomenda-se lavar as mos com limo ou vinagre, que, por conter cidos, reage com a amina, que tem carter bsico. Diversos compostos importantes encontrados em nosso organismo, assim como diversos nutrientes, so aminas. O nome vitamina vem de "vital amina". O aminocido uma substncia que apresenta duas funes: amina e cido. A putrescina e a cadaverina so as aminas responsveis pelo cheiro da carne podre dos animais.

N-metil N-fenil propanamida

Classificao das amidas: Primrias: possuem um nico grupo funcional ligado ao nitrognio. Exemplo: O CH3 CH2 C NH2 Secundrias: possuem dois grupos. Exemplo: O H3C C N H H3C C O Tercirias: possuem trs grupos. Exemplo: O O || H3C C N C CH3 H3C C O Amidas: A uria, diamida do cido carbnico, o produto final do metabolismo animal, sendo largamente utilizada como adubo, em alimentao do gado e em cosmticos. Nitrocompostos So compostos orgnicos derivados da substituio de um hidrognio da cadeia carbnica pelo NO2. | C NO2 | Nomenclatura: Nitro ____________________________Hidrocarboneto correspondente

Caiu no vestibular(UEA)A trimetilamina pode ser considerada como: H3C N CH3 | CH3

a) amina primria; b) amina secundria; c) amina terciria; d) n.d.a. Soluo: Letra c. classificada como amina terciria por estar ligada a 3 radicais metil(a). Amidas So compostos derivados teoricamente do NH3, pela substituio de um, dois ou trs hidrognios por radicais acila. O radical funcional da amida : O C NH2 No estudo desses compostos, so interessantes as amidas primrias e as amidas N-substitudas. Observe:

Exemplos:

Nitrobenzeno Nitrilas So compostos orgnicos derivados do cido ciandrico. Nomenclatura: Oficial: ______________________ NITRILAHidrocarboneto

Usual: CIANETO DE ________________Radical

2

Exemplos: CH3 CN etano nitrila ou cianeto de metila CH3 CH2 CN propano nitrila ou cianeto de etila Nitrilas: As nitrilas so txicas, embora tenham menor toxidade que o gs ciandrico (cheiro de gs mostarda). A partir do cianeto de vinila, conhecido como acrilonitrila, obtm-se as ls sintticas. Isonitrilas So compostos derivados do cido isociandrico. Nomenclatura: Oficial: __________________ ISONITRILAHidrocarboneto

devido presena da carboxila em seu grupamento funcional. Resumindo:

Observao Quanto maior for o radical orgnico R das funes apresentadas, menores so suas respectivas polaridades. Com isso, comum definir os lcoois como molculas bipolares. Observe:

Desafio Qumico01. D o nome dos compostos seguintes:a) b)

Usual: ISO-CIANETO DE _______________Radical

Exemplo: CH3 NC Metano isonitrila ou Iso-cianeto de metila

Solubilidade em gua A solubilidade de um composto determinada pela seguinte regra: "Semelhante dissolve semelhante". Logo, solventes polares dissolvem substncias polares, e solvente apolares, substncias apolares. Os hidrocarbonetos, por serem apolares, apresentam pouca solubilidade em gua (polar). Assim, a gasolina (mistura de octano e heptano), o querosene, o leo diesel formam sistemas heterogneos com a gua. J os lcoois formam misturas homogneas com a gua, por possurem hidroxila (radical polar). Porm, quanto maior for o tamanho da cadeia do lcool menor ser sua solubilidade. Observao Como a molcula de lcool bipolar, pode ser dissolvida tanto em gua (polar) como em gasolina (apolar).

Polaridade em compostos orgnicosPara a correta determinao das propriedades fsicas dos compostos orgnicos, necessrio o conhecimento de suas polaridades, dependendo da presena ou no de determinado grupo funcional. Observe o resumo das principais funes orgnicas com suas respectivas polaridades. Hidrocarbonetos So molculas simtricas e, portanto, apolares.

c) CH3 CH = =CH C

O

OH + d) CH3 CH = =CH COO Na O e) H3C C NH2

02. Entre as opes abaixo, a estrutura que pertence classe das aminas :a) H3C CN b) CH3 C = C COOH = | | CH3 CH3 c) H3C NH2 d) H2C = OH =N

O somatrio dos vetores-polaridade ser sempre zero, independente do tamanho e do tipo de hidrocarboneto. Por serem molculas apolares apresentam ligaes intermoleculares de Van der Walls. ter, Aldedo e Cetona So molculas ligeiramente polares devido presena do heterotomo oxignio (ter) ou da carbonila (aldedo e cetona)

Exerccios01. Quando um dos hidrognios da amnia substitudo por um radical fenila o composto resultante :a) b) c) d) e) Nitrila. Imida. Amida. Nitrocomposto Amina.

03. Qual o nome da molcula representada abaixo? CH3 CH CH2 NH2 | CH3a) b) c) d) e) metil-3-aminopropano; metil-n-propilamina; isobutilamina; t-butilamina; s-butilamina.

02. O nome do composto abaixo :

04. O composto representado abaixo : CH3 | CH3 C CN CH3 | | CH3 Ha) b) c) d) e) uma amina primria; uma amina secundria; uma amina terciria; um sal quaternrio de amnio; uma amina aliftica.

As molculas acima no apresentam ligaes de hidrognio com oxignio, logo apresentam interaes de dipolo-dipolo. lcool e cidos carboxlicos So molculas polares apresentando ligaes de pontes de hidrognio devido ao grupo hidroxila (OH).

a) b) c) d)

dimetilfenilamina. Metilcicloexilamina. Metilfelinamina. N-metilcicloexilamina.

03. Os compostos orgnicos nitrogenados provenientes da substituio de OH dos cidos carboxlicos por NH2 so chamados:a) b) c) d) e) aminas. Amidas. Nitrilas. steres. Sais de amnio.

05. O composto CH3 CH C N | CH3 denomina-se:a) b) c) d) e) metiletanonitrila; metiletanoamina; metiletanoamida; metiletanonitrila; metilpropanonitrila.

As molculas de cido carboxlico apresentam uma polaridade mais acentuada que os lcoois

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Desafio Qumico01. Um cilindro com mbolo mvel contm 100ml de CO2 a 1,0 atm. Mantendo a temperatura constante, se quisermos que o volume diminua para 25ml, teremos de aplicar uma presso igual a:a) 5 atm d) 0,4 atm b) 4 atm c) 2 atm e) 0,1 atm

QumicaProfessor CLVIS Barreto

Densidade de um gs a uma presso p e temperatura T: P.M d = R.T Densidade de um gs A em relao a um gs B: MA dA, B = MB Densidade de um gs A em relao ao ar: MA MA dA, ar = = Mar 28,8 Estudo dos gases Os gases estudados nesta apostila so idealizados (Gases Ideais), mesmo porque seria muito difcil se levssemos em conta todos os detalhes referentes cada gs que existe na natureza. Para facilitar, vamos simplificar as coisas. Caractersticas dos gases ideais: formado por muitas partculas em movimento constante e catico (desordenado); as partculas que formam o gs so todas idnticas (pontuais, rgidas e com mesma massa); as foras de atrao e repulso entre as partculas so desprezveis, elas s interagem entre si quando uma choca-se contra a outra (lei da ao e reao); os choques entre as partculas so considerados elsticos (ideais); Variveis de estado de um gs. Para voc saber caracterizar um gs, e resolver a maioria dos problemas que surgirem pela frente, relacionados a este tema, necessrio entender e saber trabalhar com trs grandezas que so importantssimas para um gs: a sua temperatura, o seu volume e a sua presso. Temperatura Mede o nvel de agitao das partculas do gs (tomos ou molculas). A unidade usada aqui para esta grandeza, no sistema internacional (SI), o kelvin (K). Volume a medida do espao tridimensional ocupado 3 pelo gs. A sua unidade, no SI o m , mas algumas vezes o litro ( ) ser utilizado. Observao: o volume de um gs sempre ser igual ao volume do recipiente ocupado pelo mesmo. Presso a medida da fora aplicada pelo gs em cada 2 m das paredes do recipiente ocupado pelo mesmo. Observao: Esta fora aplicada pelas partculas do gs que se chocam contra as paredes do recipiente. A sua unidade no SI 2 o N/m , mas outra unidade tambm utilizada a atmosfera. 5 2 (1atm = 10 N/m ). A energia interna (U) de um gs ideal A energia interna de um gs existe basicamente devido ao movimento de cada partcula que o compem. A energia de cada partcula individual do gs pode ser encontrada usandose a seguinte equao: 2 mo . v Ec = 2 Ec a energia cintica de cada partcula do gs (medida em Joules), mo a massa de cada partcula do gs (medida em kg) e v a velocidade de cada partcula do gs (medida em m/s). Naturalmente, para que possamos calcular a energia interna do gs (U), teramos que somar as energias cinticas de cada uma das partculas que formam este gs, e como so muitas, o trabalho seria descomunal. Por isso, vamos seguir um outro caminho.

Estudo dos gasesTeoria cintica dos gases Caractersticas de uma substncia no estado gasoso: no tem forma e nem volume prprios. Um gs tem a forma do recipiente onde est contido e ocupa todo o espao limitado pelas paredes do recipiente. O volume de um gs o volume do recipiente onde est contido. Modelo do estado gasoso (teoria cintica dos gases). Um gs constitudo por molculas isoladas, separadas umas das outras por grandes espaos vazios em relao ao seu tamanho e em contnuo movimento de translao, rotao e vibrao. Gs ideal Gs ideal ou gs perfeito um modelo terico. um gs que obedece s equaes p . V/T = k e p . V = n . R . T, com exatido matemtica. Na prtica, temos gases reais. Um gs real tende para o gs ideal quando a presso tende a zero e a temperatura se eleva. Lei de Boyle temperatura constante, o volume ocupado por uma quantidade fixa de um gs inversamente proporcional sua presso. P . V = k = constante Lei de Charles e Gay-Lussac A volume constante, a presso de uma massa fixa de um gs varia linearmente com a temperatura do gs em graus Celsius. presso constante, o volume de uma massa fixa de um gs varia linearmente com a temperatura do gs em graus Celsius. Com a introduo da escala absoluta, as leis de Charles e Gay-Lussac foram assim enunciadas: A volume constante, a presso de uma massa fixa de gs diretamente proporcional temperatura absoluta do gs. presso constante, o volume de uma massa fixa de gs diretamente proporcional temperatura absoluta do gs. Equao geral dos gases perfeitos p.V p1 . V1 p2 . V2 = k ou = T2 T T1 (nmero de mols constante)

02. Um gs est preso em um cilindro com mbolo mvel. Mantendo-se a temperatura constante, se a presso P do gs passar para 3P o volume V: ,a) passar para V/3 b)passar para 3V c) passar para V+3 d)passar para V-3 e) no sofrer alterao

03. (AMAN-RJ) Chamando K de constante de proporcionalidade, P de presso e V de volume , podemos afirmar que a expresso PV=K refere-se a uma lei para os gases que atribuda a:a) Gay-Lussac d) Clapeyron b) Charles e) Dalton c) Boyle

04. (PUC-RS) De acordo com a lei de Robert Boyle (1660), para proporcionar um aumento na presso de uma determinada massa gasosa numa transformao isotrmica, necessrio:a) b) c) d) e) aumentar seu volume diminuir sua massa aumentar sua temperatura diminuir seu volume aumentar sua massa

05. (FIA-SP) Uma amostra de nitrognio gasoso ocupa um volume de 20ml a 27C e presso de 800 mmHg .Que volume ocuparia a amostra sob 0 C e 800mmHg?a) 20,2 ml d) 12,5 ml b) 19,5 ml e) 10,2 ml c) 18,2 ml

06. (ITA-SP) A presso total no interior de um pneu era de 2,30atm quando a temperatura do pneu era de 27C. Depois de ter rodado certo tempo com esse pneu, mediu-se novamente sua presso e verificou-se ela era agora de 2,53 atm. Supondo uma variao do volume do pneu despresvel, a nova temperatura ser igual a:a) 29,7C d) 330C b) 57,0C e) n.d.a c) 33,0C

Volume molar de um gs Volume molar o volume de um mol de substncia. O volume molar de um gs constante para todos os gases a uma mesma presso e temperatura. Nas CNTP (T = 273K e 1atm ), o volume molar igual a 22,4 /mol. Densidade de um gs nas CNTP: M dCNTP = g/L 22,4

07. (UniforCE) Um recipiente de 24,6L contm 1,0 mol de nitrognio exercendo a presso de 1,5 atm. Nessas condies, a temperatura do gs vale, na escala Kelvin:a) 30,0 d) 300 b) 40,0 e) 450 c) 45,0

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Sabemos que a velocidade estatstica mdia de todas as partculas de um gs pode ser calculada usando-se a seguinte expresso:

R a constante universal dos gases (8,31 J/mol.K ou 0,082 atm.l /mol.K), T a temperatura medida em Kelvin (K) e M a massa molecular do gs. Sabemos tambm que a massa total do gs pode ser dado pela expresso: m=n.M n o nmero de mols do gs e M a massa molecular do mesmo. Ento, ao invs de somarmos todas as energias de cada partcula vamos substituir na primeira frmula o valor da massa total do gs e o valor da velocidade estatstica mdia de suas partculas. Fazendo isso encontraremos a seguinte expresso, que serve para calcular a energia interna (U) de um gs ideal monoatmico: U = 3 n.R.T 2 Voc j sabe o significado de cada uma das letras contidas nesta equao. Vamos recordar o que nmero de mol (n). s uma maneira mais fcil de expressar quantas partculas existem em determinado sistema. Por exemplo, um mol de tomos de 23 oxignio possui 6,023 x 10 tomos de oxignio. Um mol de molculas de qualquer 23 gs possui 6,023 x 10 molculas deste gs. Obs.: Note que substituindo o valor da constante universal dos gases (R) na equao da velocidade estatstica mdia obteremos uma outra equao mais simples, porm aproximada, que pode tambm ser usada para determinar a velocidade mdia de cada partcula do gs.

Lei geral dos gases Esta lei vlida somente quando o nmero do mols do gs no muda, ou seja, quando sua quantidade dentro do recipiente no muda. P1.V1 P2.V2 = P2 T1 P1 ; V1 ; T1 = presso, volume e temperatura antes de se mudar qualquer uma destas variveis de estado. P2 ; V2 ; T2 = presso, volume e temperatura depois de se mudar alguma destas variveis de estado. Equao de Clapeyron Esta equao foi formulada quando descobriu-se que volumes iguais de dois gases, nas mesmas condies de temperatura e presso, contm o mesmo nmero de molculas. P = n.R.T .V Esta equao tambm conhecida como equao de estado. Transformaes gasosas Transformao isobrica a presso do sistema se mantm constante durante a transformao. Transformao isovolumtrica (isomtrica ou isocrica) o volume do sistema se mantm constante durante a transformao. Transformao isotrmica a temperatura do sistema se mantm constante durante a transformao. Diagramas P x V para as trs transformaes acima So grficos que mostram a relao entre a presso e o volume em cada um dos tipos de transformaes estudadas acima. 1. Diagrama P x V para a transformao isobrica

Aplicaes01. Um volume de 0,8L corresponde a quantos centmetros cbicos?Soluo: Converses de unidade de volume so facilmente executadas utilizando-se a regra de trs: 1 L 1.000cm3 0,8 L x X = 0,8 . 1000 = 800cm3

02. A presso de um certo gs de 0,5atm corresponde a quanto em mmHg?Soluo: Regra de trs: 1atm 760mmHg 0,5 atm x X = 0,5 . 760 = 380 mmHg

03. Para que uma amostra gasosa que ocupa um volume de 6,0L e se encontra a 1atm tenha sua presso modificada para 1140 mmHg, mantendo-se a temperatura constante, o volume de passar a valer:a) 1,0 L b) 2,0 L c) 4,0 L d) 8,0 L e) 12,0 L Soluo: Como as presses inicial e final no se encontram na mesma unidade , devemos converter uma delas: 760mmHg 1,0 atm 1140mmHg x X = 1,5atm

Relao entre energia cintica mdia de cada partcula e a temperatura. J que a energia interna de um gs depende da agitao das suas partculas, e a temperatura a grandeza que mede o nvel de agitao destas mesmas partculas, ser que podemos afirmar que, se tivermos dois gases, um com temperatura de 300K e outro com temperatura de 500K, o que tiver maior temperatura ter tambm necessariamente maior energia interna? A resposta ... no !!! A temperatura no depende do nmero de partculas, mas a energia interna sim. Se eu tiver somente cinco partculas muito agitadas dentro de um recipiente A, e um milho de partculas menos agitadas dentro de outro recipiente B, o recipiente A ter maior temperatura que o recipiente B (pois suas partculas esto mais agitadas), mas a soma das energias de todas as suas cinco partculas dar menos do que a soma das energias de todas as partculas do recipiente B (pois B tem muito mais partculas). Ento a energia interna de B ser logicamente maior. A relao entre a energia cintica mdia por molcula e a temperatura T do gs dada pela equao de Boltzmann. 23 = 2 . 10 . T Equao de Boltzmann Voc pode ouvir falar da constante de Boltzmann, representada pela letra k. Na verdade ela encontrada dividindo-se a constante universal dos gases (R = 8,31 23 J/mol.K) por 6,023 x 10 que acaba dando, no -23 SI, k =1,38 x 10 J/K. Ou seja: 8,31 -23 k = = 1,38 x 10 J/K 23 6,023 x 10 Como na transformao isobrica a presso se mantm constante, o diagrama acaba ficando da maneira como est representada acima. 2. Diagrama P x V para a transformao isovolumtrica

04. Um balo de publicidade contm gs hlio ocupando 600L a 27C.Qual a contrao do volume desse balo em uma manh fria, com t = 7 C?Soluo: Aplicando a Lei de Charles: V1/T1 = V2/T2 600L/300 K =V2/280 K V2 = 560L A contrao de volume 600 560 = 40 L.

05. Contendo 1L de gs hlio, um balo de borracha foi solto numa praia a 27C e 1atm. Calcule o volume do balo numa altitude em que a presso atmosfrica passou para 0,8atm e a temperatura para 17C.Como na transformao isovolumtrica, tambm conhecida como isocrica ou isomtrica, o volume permanece sempre o mesmo, o diagrama acaba ficando da maneira como est representado acima. 3. Diagrama P x V para a transformao isotrmica Soluo: Estado inicial P1= 1atm V1= 1L T1 = 27+273=300 K Estado final P2= 0,8 atm V2= ? T1 = 17+273=290 K Substituindo os dados na equao geral dos gases,temos: P1 x V1 P2 x V2 = T1 T2 1 atm. 1L 0,8 atm . V2 = V2= 1,2L. 300K 290k

06. Determine o volume de 0,2 mol de gs nitrognio, mantido em um cilindro de mbolo mvel , a 27C e 2,0 atm. (Dado: R= 0,082atm.L/ mol.K)Soluo: Vamos aplicar a expresso PV = nRT. Temos os valores: P= 2,0 atm V=? n = 0,2 mol R = 0,082 atm.L/ mol.K T= 27 + 273= 300K V = 0,2 . 0,082 . 300/2,0 V = 2,46 L

Neste caso, a temperatura que se mantm constante durante a transformao, e a presso e o volume variam de acordo com o grfico representado acima.

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Desafio Biolgico01. Observe o esquema a seguir:

BiologiaProfessor JONAS Zaranza

do-mar, os ourios-do-mar, as bolachas-do-mar e os pepinos-do-mar (holotrias). Os cordados O filo Chordata rene alguns animais invertebrados aquticos, como as ascdias e os anfioxos, e todos os animais vertebrados, como peixes, anfbios, rpteis, aves e mamferos, como a espcie humana. um grupo bem diversificado, que rene animais com tamanhos e formas corporais bem variados e adaptados aos mais diversos tipos de ambiente. Caractersticas gerais dos animais Vamos analisar, uma a uma, as principais caractersticas de um animal. Em primeiro lugar, animais so organismos eucariticos, isto , suas clulas apresentam, alm de um ncleo delimitado pela carioteca. uma rede de tubos e fibras de protenas e diversas organelas membranosas no citoplasma. Nesse aspecto, os animais distinguem-se das bactrias (reino Monera), que so organismos procariticos, e assemelham-se aos fungos, aos protistas e s plantas, que tambm so seres eucariticos. Em segundo lugar, os animais so seres multicelulares (ou pluricelulares), isto , cada indivduo constitudo por grande nmero de clulas, que vo de algumas centenas at trilhes, dependendo do animal. Nessa caracterstica, os animais distinguem-se da maioria dos representantes do reino Protista (protozorios e algas unicelulares) e assemelham-se s plantas, aos fungos e aos protistas multicelulares (algas macroscpicas). Outra caracterstica importante dos animais sua nutrio heterotrfca, ou seja, o fato de obterem substncias nutrientes e energia a partir de outros seres vivos. Essa caracterstica, compartilhada com os fungos, que tambm so seres heterotrficos, distingue os animais das plantas e das algas, que so organismos autotrficos fotossintetizantes. Animais diblstcos e animais triblsticos Os animais do filo Cnidaria (corais, anmonasdo-mar e guas-vivas) tm apenas dois folhetos germinativos: o ectoderma e o endoderma; por isso, so chamados diblsticos ou diploblsticos (do grego diplos, duplo, dois, e blastos. aquilo que germina). J os animais de todos os outros filos (excetuando-se os porferos) apresentam um terceiro folheto germinativo, o mesoderma, e por isso so chamados triblsticos ou triploblsticos (do grego triplos, triplo, trs).

Introduo zoologiaPrincipais filos animais O reino animal compreende uma enorme diversidade de tipos de organismos, alguns dos quais so mostrados nas fotografias. Os porferos O filo Porfera rene as esponjas, animais aquticos com organizao corporal muito simples. A maioria das espcies marinha, vivendo presa a rochas e a objetos submersos. As esponjas no apresentam nenhum tipo de rgo, nem mesmo tecidos diferenciados; so parazorios. Os cnidrios O filo Cnidria rene os cnidrios, animais aquticos urticantes cujos representantes mais conhecidos so as guas-vivas, os corais, as caravelas e as anmonas-do-mar. A maioria dos cnidrios marinha, podendo viver fixados a objetos submersos, ou nadando livremente. Os platelmintos O filo Phatyhelminthes rene animais de corpo achatado dorso-ventralmente que vivem na gua doce e salgada, em ambientes de terra firme midos e no interior de outros animais, como parasitas. As formas de vida livre, aquticas ou terrestres, so as populares planrias; os parasitas mais conhecidos so as tnias e os esquistossomos. Os nematdeos O filo Nematoda rene uma grande quantidade de animais de corpo cilndrico afilado nas duas pontas. Os representantes desse grupo vivem em todos os tipos de ambiente: na gua, doce ou salgada, na terra mida ou no interior do corpo de animais e plantas, parasitando-os. Os parasitas mais conhecidos so as lombrigas, os ancilstomos, causadores do amarelo e as filarias, causadoras da elefantase. moluscos O filo Mollusca rene animais de corpo mole, em geral revestido por uma concha calcria rgida. Os representantes desse grupo vivem na gua, doce ou salgada, e nos mais diversos ambientes de terra firme; so os caramujos, os mexilhes, as lesmas, os polvos, as lulas, etc. Os aneldeos O filo Annelida rene animais de corpo cilndrico dividido em segmentos. Eles vivem na gua, doce ou salgada, e em solo mido. Os representantes mais conhecidos deste grupo so as minhocas e as sanguessugas, e os poliquetos que vivem no mar, vagando pelo fundo ou dentro de tubos que eles mesmos constroem. Os artrpodes O filo Arthropoda rene uma grande diversidade de organismos, que se caracterizam por ter o corpo confinado dentro de uma armadura rgida: o exoesqueleto de quitina. Seus representantes so divididos em trs subfilos: o dos crustceos, o dos quelicerados e o dos unirmios. Os crustceos, em sua maioria aquticos, so os camares, as lagostas, os caranguejos, os siris, os tatuzinhos-de-jardim, etc. Os quelicerados, representados por aranhas, escorpies, carrapatos e caros, so tipicamente de terra firme. Os unirmios, como os piolhos-de-cobra (diplpodes), as centopias (miripodes) e os insetos, so animais tipicamente de terra firme e constituem a maioria das espcies conhecidas. Os equinodermos O filo Echinodermata rene animais exclusivamente marinhos que os cientistas consideram os mais aparentados com os cordados. Seus representantes mais conhecidos so as estrelas-

Os nmeros 5 e 6 indicam respectivamente:a) b) c) d) e) esquizocelomados e enterocelomados. bilatrios e radiados. protostmios e deuterostmios. diblsticos e triblsticos. sem notocrdio e com notocrdio.

02. (FGV) A tabela apresenta caractersticas de algumas classes do filo Arthropoda.

Na tabela, Arachnida, Crustacea e Insecta esto respectivamente representados pelos nmerosa) 1, 2 e 3. d) 3, 1 e 2. b) 1, 3 e 2. e) 3, 2 e 1. c) 2, 3 e 1.

03. (Fuvest) O que que a minhoca tem, e a mosca tambm?a) b) c) d) e) Sistema circulatrio fechado. Metameria. Respirao cutnea. Hermafroditismo. Desenvolvimento direto.

04. (G2) Assinale a opo que associa corretamente as Classes do Filo Arthropoda apresentadas na coluna adiante, em algarismos arbicos, com as caractersticas morfolgicas apresentadas a seguir, em algarismos romanos: 1. Insetos 2. Crustceos 3. Aracndeos 4. Quilpodes 5. Diplpodes I. corpo dividido em cabea, trax e abdome, hexpodes. II. corpo dividido em cabea e tronco: um par de patas por segmento do corpo. III. corpo dividido em cefalotrax e abdome: aparelho bucal mandibulado. IV. corpo dividido em cefalotrax e abdome: quelicerados. V. corpo dividido em cabea e tronco: dois pares de patas por segmento do corpo.a) b) c) d) e) I I I I I 1; 3; 1; 2; 2; II II II II II 4; 2; 5; 4; 5; III III III III III 2; 4; 3; 1; 1; IV IV IV IV IV 3; 1; 2; 5; 3; V V V V V 5. 5. 4. 3. 4.

Representao esquemtica da gstrula em animais diploblsticos e triploblsticos.

Animais acelomados, animais pseudocelomados e animais celomados No filo Platyhelminthes (vermes achatados), cujos principais representantes so as planrias, os esquistossomos e as tnias, o mesoderma se desenvolve e preenche todo o espao entre o ectoderma e o endoderma, o que resulta em animais de corpo macio. No h outras cavidades corporais alm da cavidade digestiva. Pelo fato de no apresentarem nenhuma cavidade corporal, esses animais so considerados acelomados (do grego a, sem, e kilos, oco, cavidade). No filo Nematoda (vermes cilndricos), cujo representante mais conhecido a lombriga, o mesoderma no preenche todo o corpo do animal. No embrio, o mesoderma cresce aderido ao ectoderma, deixando um espao que o separa do endoderma que reveste o arquntero. Esse espao, em parte revestido por mesoderma, em parte por endoderma, chamado pelos bilogos de pseudoceloma (do grego pseuds, falso, e kilos, oco, cavidade). O pseudoceloma preenchido por

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lquido e nele se alojam os diversos rgos do animal. Por apresentarem pseudoceloma, os nematdeos so denominados animais pseudocelomados. Com exceo dos dois fils mencionados anteriormente, em todos os outros fils que estudaremos os animais apresentam uma cavidade corporal, o celoma, completam ente revestida por mesoderma. Por isso, esses animais so chamados de celomados.

Ter simetria significa que, se o animal cortado, real ou imaginariamente, por um plano que passe pelo centro de seu corpo, se obtm duas metades equivalentes. Uma bola, por exemplo, apresenta um tipo de simetria denominado simetria esfrica: qualquer plano que passe pelo centro da esfera a divide em metades simtricas. Simetria radial A simetria radial ocorre em algumas esponjas (a maioria possui corpo assimtrico), em cnidrios (guas-vivas, anmonas-domar e corais) e tambm nas formas adultas de equinodermos (ourios-do-mar, estrelas-do-mar etc.). Animais com simetria radial no tm cabea nem cauda; no tm lado direito nem lado esquerdo; no tm dorso nem ventre. Seu eixo corporal vai da regio onde fica a boca, chamada regio oral, regio oposta, chamada regio ab-oral. Muitos dos animais radialmente simtricos so ssseis, isto , vivem fixados a objetos e tm movimentos lentos.

Desafio Biolgico01. (FUVEST) Um animal de corpo cilndrico e alongado, dotado de cavidade celmica, apresenta fendas branquiais na faringe durante sua fase embrionria. Esse animal pode ser:a) uma cobra; b) um poliqueto; c) uma lombriga; d) uma minhoca; e) uma tnia.

O celoma pode formar-se de duas maneiras: a partir de fendas internas que surgem no mesoderma do embrio ou do espao interno das bolsas de mesoderma que brotam do arquntero (veja figura abaixo). No primeiro caso, a formao do celoma denominada esquizoclica (do grego schizos, dividido, fendido); no segundo caso, o processo de formao do celoma chamado enteroclico (do grego enteron, intestino). Dos filos de animais que estudaremos, os moluscos, os aneldeos e os artrpodes apresentam celoma esquizoclico, sendo por isso considerados animais esquizocelomados. Nos equinodermos (ourios-do-mar e estrelas-do-mar) e nos cordados (cujos principais representantes so os vertebrados), a formao do celoma enteroclica e, por isso, esses organismos so chamados enterocelomados.

02. (UFG) Observe a tira a seguir:

Simetria bilateral Outro tipo de simetria, presente em todos os filos animais, com exceo de porferos, cnidrios e equinodermos adultos, a simetria bilateral. Nesse caso, h um nico plano de simetria, que produz duas metades simtricas. Os equinodermos, apesar de apresentarem simetria radial na fase adulta, tm formas jovens larvas bilateralmente simtricas. Essa e outras caractersticas sugerem que os ancestrais dos equinodermos eram animais bilaterais, e que a simetria radial das espcies atuais foi resultado de uma adaptao ao modo de vida sssil.

O invertebrado, observado por Mafalda, pertence ao filo que, evolutivamente, o mais prximo dos cordados, por apresentarema) hbitat marinho; b) mesoderme; c) deuterostomia; d) fecundao externa; e) simetria radial.

03. (FGV) No grfico, as curvas representam o padro de crescimento de dois grupos distintos de organismos.

Na simetria bilateral, um nico plano divide o objeto em duas metades simtricas.

Sistemas esquelticos Esqueleto hidrosttico Em nematdeos (vermes cilndricos, como a lombriga) e em aneldeos (vermes segmentados, como a minhoca), as cavidades corporais cheias de lquido servem de apoio para as contraes da musculatura, o que permite movimentar e alterar a forma do corpo. Fala-se, nesse caso, em esqueleto hidrosttico, uma vez que o fato de a gua ser incompressvel que permite sustentar a ao muscular. Exoesqueleto O exoesqueleto (do grego exos, fora) uma cobertura rgida que envolve totalmente (exoesqueleto completo), ou parcialmente (exoesqueleto incompleto) o corpo do animal, protegendo os rgos internos e fornecendo pontos de apoio para a musculatura. O exoesqueleto completo, tpico dos artrpodes constitudo por placas articuladas de um polissacardeos, a quitina, qual podem se agregar outras substncias. Nos crustceos, por exemplo, o exoesqueleto impregnado de carbonato de clcio, formando armaduras rgidas e resistentes, como as carapaas de caranguejos e lagostas. Um exoesqueleto completo, apesar de eficiente tanto na proteo quanto na movimentao do corpo, tem suas limitaes. A principal delas que, para crescer, o animal precisa sair do exoesqueleto, despindo-o como uma velha roupa apertada e substituindo-o por um novo. Enquanto este ainda flexvel, o animal pode crescer. O processo de troca de exoesqueleto a muda ou ecdise, e pode ocorrer vrias vezes na vida de um animal.

As curvas A e B representam, respectivamente, o crescimento dea) b) c) d) e) aneldeos e moluscos; mamferos e anfbios; moluscos e artrpodes; artrpodes e anfbios; mamferos e aneldeos.

Representao esquemtica das origens esquizoclica e enteroclica do celoma. O celoma do tipo esquizoclico est presente nos animais protostmios (aneldeos, moluscos e artrpodes), isto , nos quais o blastporo origina a boca. J o celoma enteroclico caractersico dos animais deuterostmios (equinodermos e cordados), isto , daqueles em que o blastporo origina o nus. Animais protostmios e animais deuterostmios Os cientistas notaram que em todos os animais esquizocelomados o blastporo d origem boca, ou seja, todos os animais esquizocelomados so tambm protostmios (do grego protos, primeiro, primitivo, e stoma, boca). Em todos os animais enterocelomados, por outro lado, o blastporo d origem ao nus, ou seja, todos os animais enterocelomados so tambm deuterostmios (do grego deuteros, segundo, e stoma, boca). Essas duas caractersticas levaram os bilogos a reunir os moluscos, os aneldeos e os artrpodes no superfilo Protostomia. Os equinodermos e os cordados, por sua vez, foram reunidos no superfilo Deuterostomia. Simetria O conceito de simetria A maioria dos animais apresenta simetria corporal.

04. (Mackenzie) A respeito dos platelmintos INCORRETO afirmar que:a) h representantes que possuem tanto reproduo assexuada como sexuada; b) h representantes tanto de vida livre como parasitas; c) so todos triblsticos acelomados; d) possuem sistema respiratrio e circulatrio; e) h representantes hermafroditas e de sexos separados.

05. (UFC) Assinale a alternativa que apresenta o conjunto celular mais primitivo que se assemelha, em funo, ao tecido conjuntivo de um animal cordado vertebrado.a) b) c) d) e) Pinaccitos dos porferos. Manto dos moluscos. Cutcula dos nematdeos. Mesnquima dos platelmintos. Gastroderme dos cnidrios.

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Desafio BiolgicoTexto para a prxima questo: 01. (UFSM) A qualidade da gua pode ser alterada por vrios fatores: contaminantes biolgicos, que podem transformar as guas em fontes de transmisso de doenas; compostos orgnicos que, mesmo em baixas concentraes, podem interferir no funcionamento dos seres vivos, como o benzeno, que um agente mutagnico, e os hormnios humanos, que podem ser exemplificados pelos esterides. Associe a 2a coluna 1a. COLUNA 1 COLUNA 2 Glndulas Hormnios 1 hipfise ( ) andrgenos 2 pncreas ( ) somatotrofina ou hormnio do crescimento 3 testculos ( ) insulina ( ) hormnio folculo estimulante A seqncia correta a) 1 1 3 2. b) 3 1 2 1. c) 3 2 2 1. d) 1 2 3 2. e) 3 2 1 3.

BiologiaProfessor GUALTER Beltro

Situa-se na base do encfalo, em uma cavidade do osso esfenide chamada tela trcica. Nos seres humanos, tem o tamanho aproximado de um gro de ervilha e possui duas partes: o lobo anterior (ou adeno-hipfise) e o lobo posterior (ou neuro-hipfise).

Sistema hormonal ou endcrinoAs unidades morfolgicas do sistema endcrino so as glndulas endcrinas. Elas produzem secrees chamadas hormnios, considerados as unidades funcionais do sistema endcrino. Os hormnios so transportados pela corrente sangnea e atuam em rgos-alvo, inibindo-os ou estimulando-os. No corpo dos animais, existem outros tipos de glndulas denominadas excrinas e mistas. As excrinas possuem dutos que conduzem a secreo para o exterior da glndula. As secrees que produzem no so hormnios. Exemplo: as sudorparas, dos mamferos, e as digestrias, dos vertebrados. A mista est representada pelo pncreas, pois possui uma parte endcrina e outra excrina. O sistema endcrino difere funcionalmente do sistema nervoso pela rapidez da resposta: enquanto um impulso nervoso pode percorrer o corpo em milsimos de segundo, o hormnio pode levar segundos ou at minutos para atingir o rgo-alvo. Apesar dessas diferenas anatmicas e funcionais entre esses sistemas, verificou-se que alguns neurnios podem produzir hormnios denominados neurossecrees. Alguns neurnios do hipotlamo dos mamferos, por exemplo, produzem neurossecrees que ficam acumuladas no lobo posterior da hipfise (neuro-hipfise). Freqentemente, o sistema nervoso interage com o endcrino, formando mecanismos reguladores bastante precisos. Alm de exercerem efeitos sobre rgos noendcrinos, alguns hormnios, denominados trpicos, atuam sobre outras glndulas endcrinas. Os principais hormnios trpicos dos vertebrados so produzidos pela hipfise. So eles: tireoideotrpicos: atuam sobre a glndula endcrina tireide; adrenocorticotrpicos: atuam sobre o crtex da glndula endcrina adrenal (ou supra-renal). gonadotrpicos: atuam sobre as gnadas masculinas e femininas. 1. Hipfise ou pituitria

Glndulas humanas produtoras de hormnios.

2. Hipotlamo

02. (UERJ) Tcnica reverte menopausa e devolve fertilidade Mulher estril voltou a produzir vulos aps receber um transplante de ovrio congelado nos Estados Unidos("O Globo", 24/09/99)

No procedimento mdico-cirrgico acima, o tecido ovariano transplantado foi induzido por hormnios a produzir vulos. Isso foi possvel porque a funo ovariana estimulada pelos seguintes hormnios secretados pela hipfise:a) b) c) d) estrognio e progesterona estrognio e hormnio luteinizante folculo estimulante e progesterona folculo estimulante e hormnio luteinizante

Localizado no crebro diretamente acima da hipfise, conhecido por exercer controle sobre ela por meios de conexes neurais e substncias semelhantes a hormnios chamadas fatores desencadeadores (ou de liberao), o meio pelo qual o sistema nervoso controla o comportamento sexual via sistema endcrino. O hipotlamo estimula a glndula pituitria a liberar os hormnios gonadotrficos (FSH e LH), que atuam sobre as gnadas, estimulando a liberao de hormnios gonadais na corrente sangunea. Na mulher, a glndula-alvo do hormnio gonadotrfico o ovrio; no homem, so os testculos. Os hormnios gonadais so detectados pela pituitria e pelo hipotlamo, inibindo a liberao de mais hormnio pituitrio, por feed-back. Como a hipfise secreta hormnios que controlam outras glndulas e est subordinada, por sua vez, ao sistema nervoso, pode-se dizer que o sistema endcrino subordinado ao nervoso, e que o hipotlamo o mediador entre esses dois sistemas. 3. Tireide Localiza-se no pescoo, estando apoiada sobre as cartilagens da laringe e da traquia. Seus dois hormnios, triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), aumentam a velocidade dos processos de oxidao e de liberao de energia nas clulas do corpo, elevando a taxa metablica e a gerao de calor. Estimulam ainda a produo de RNA e a sntese de protenas, estando relacionados ao crescimento, maturao e ao desenvolvimento. A calcitonina, outro hormnio secretado pela tireide, participa do controle da

03. (UFV) O homem cresce, de um modo geral, at prximo aos 20 anos. O crescimento em altura do indivduo coordenado, principalmente, por atividade glandular. Assinale a alternativa que apresenta o nome da glndula que produz o hormnio de crescimento:a) Pncreas. b) Hipfise. c) Tireide. d) Rim. e) Fgado.

Controle Hormonal

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concentrao sangnea de clcio, inibindo a remoo do clcio dos ossos e a sada dele para o plasma sangneo, estimulando sua incorporao pelos ossos.

Desafio Biolgico01. (Ufes) A hipfise produz e secreta uma srie de hormnios que tm ao em rgos distintos, sendo, portanto, considerada a mais importante glndula do sistema endcrino humano. Sobre os hormnios hipofisrios, CORRETO afirmar que

Indivduo com alterao da tireide chamada exofitalmia.

Alm desses rgos, existem outros que tambm sintetizam hormnios, atuando secundariamente como rgos endcrinos. o caso do estmago e intestino, que secretam cerca de oito hormnios, incluindo a gastrina e a secretina. O corao tambm produz hormnios que atuam no controle dos nveis de sdio e de gua no organismo. A tabela a seguir resume algumas das principais funes dos hormnios para a espcie humana.

Exerccios01. (PUCMG) O esquema a seguir representa um processo de regulao endcrina por fatores internos e externos ao organismo.

De acordo com o esquema e seus conhecimentos, correto afirmar, EXCETO:a) Estmulo e inibio atuam coordenadamente, opondo-se a grandes variaes na concentrao plasmtica de tiroxina em indivduos normais. b) Tiroxina pode atuar como hormnio que contribui para nos adaptarmos ao frio. c) A reduo nos nveis de TSH sempre indicador de hipotireoidismo. d) A carncia nutricional de iodo pode determinar a reduo na produo de tiroxina e o aumento de volume da tireide.

a) o FSH, produzido na hipfise anterior, facilita o crescimento dos folculos ovarianos e aumenta a motilidade das trompas uterinas durante a fecundao. b) a vasopressina, secretada pelo lobo posterior da hipfise, responsvel pela reabsoro de gua nos tbulos renais. c) o hormnio adenocorticotrpico (ACTH) um esteride secretado pela adenohipfise e exerce efeito inibitrio sobre o crtex adrenal. d) o comportamento maternal e a recomposio do endomtrio, aps o parto, ocorrem sob a influncia do hormnio prolactina. e) o hormnio luteinizante atua sobre o ovrio e determina aumento nos nveis do hormnio folculo estimulante (FSH) aps a ovulao.

02. (UFRS) Os hormnios participam da regulao de vrias funes fisiolgicas, como a ativao metablica e a regulao da temperatura. O hormnio que modula estes processos produzido pela:a) tireide; b) hipfise; c) supra-renal; d) paratireide; e) amgdala.

02. (Cesgranrio) A incrementao nutricional dos alimentos teve incio em 1924, quando, nos EUA, o iodato de potssio foi adicionado ao sal de cozinha numa tentativa de inibir o bcio. Estudos cientficos revelam que a carncia de iodo na dieta produz uma hipofuno glandular que acarreta desordens metablicas importantes, pois deixam de ser produzidos hormnios fundamentais na homeostase e no metabolismo celular em geral. Assinale a opo que relaciona corretamente os hormnios e a respectiva glndula que pode sofrer disfuno se houver carncia de iodo.a) Hormnio tireotrfico e adrenocorticotrfico - hipfise. b) Hormnio tireotrfico e do crescimento hipfise. c) Tiroxina e calcitonina - tireide d) Triiodotironina e tiroxina - tireide. e) Triiodotironina e calcitonina - tireide.

03. Quando nos encontramos em situao de alarme (pnico, susto e raiva), quase que imediatamente o corao comea a bater mais rpido, empalidecemos, pela diminuio da circulao perifrica, e a freqncia respiratria aumenta. Essas so algumas alteraes fisiolgicas que ocorrem quando o organismo produz uma maior quantidade de:a) Adrenalina. b) Estradiol. c) Cortisona. d) Tiroxina. e) Progesterona.

03. (PUCMG) A remoo de um tumor no pescoo de um paciente provocou hipofuno da glndula tireide. Dentre os sintomas decorrentes dessa hipofuno, podemos encontrar, EXCETO:a) b) c) d) e) Emagrecimento Cansao (letargia) Edema de pele Reduo do metabolismo basal Retardamento do desenvolvimento fsico e mental.

04. (UFPE) O equilbrio hdrico no corpo humano depende dos hormnios:a) b) c) d) e) testosterona e tiroxina; glucagon e timosina; ADH (antidiurtico) e aldosterona; paratormnio e calcitonina; calcitonina e antidiurtico.

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Desafio Lit errioCaiu no vestibular01. (FGV) Ao retornar da Europa, em 1912, entusiasmado com as idias do _________, em especial naquilo que se refere Arte e Literatura, _________ passa a preconizar que ambas devem adequar-se era da velocidade das locomotivas, dos aeroplanos, dos automveis, era das mquinas, enfim, ao desenvolvimento tecnolgico e que, para isso, era necessrio romper com o passado, com a tradio. Mais tarde, entra em contato com outras propostas vanguardistas europias, de que surgiro outros movimentos por ele liderados, como o Movimento __________. Preenche corretamente as lacunas a alternativa:a) Dadasmo Plnio Salgado Verdeamarelo. b) Concretismo Manuel Bandeira Regionalista. c) Futurismo Oswald de Andrade Antropofgico. d) Cubismo Ronald de Carvalho Construtivista. e) Surrealismo Mrio de Andrade Nativista.

LiteraturaProfessor Joo BATISTA Gomes

f) Cassiano Ricardo lana o livro A Flauta de P (poesia parnasiana). g) Anita Malfatti, depois de quatro anos de estudos na Alemanha e nos Estados Unidos, realiza, em So Paulo, sua segunda exposio. So 53 trabalhos entre pinturas, aquarelas, caricaturas, gravuras. A exposio provoca violenta discusso na imprensa, principalmente depois do artigo de Monteiro Lobato: Parania ou mistificao?, publicado no jornal O Estado de So Paulo. h) Os jovens artistas, entre eles Mrio e Oswald de Andrade, pem-se em defesa de Anita pelos jornais. H, em So Paulo, dois grupos bem ntidos: o dos que apiam a arte moderna e o dos que a condenam ferozmente. i) Sobre Anita Malfatti, Menotti del Picchia, autor de Juca Mulato, escreve: Anita foi chefe de vanguarda na arrancada inicial do movimento modernista da pintura de So Paulo. Sua arte mereceu a honra consagradora do martrio: foi recebida a pedradas. 1919 a) Manuel Bandeira publica o livro de poemas Carnaval, contendo poemas de versos livres. b) Oswald de Andrade, Di Cavalcnti e Menotti del Picchia descobrem o escultor Victor Brecheret, recm-chegado de Roma. O escultor adere ao grupo dos articulistas da Semana de Arte Moderna. 1920 a) A imprensa comea a veicular artigos atacando o academicismo e o passadismo. b) H um grupo articulando a renovao das artes brasileiras: Oswald de Andrade, Mrio de Andrade, Menotti del Picchia, Cndido Mota Filho e Agenor Barata. 1921 a) Mrio e Oswald de Andrade vo ao Rio de Janeiro em busca de apoio para o movimento modernista. Conseguem as adeses de Manuel Bandeira, Ronald de Carvalho, Ribeiro Couto, lvaro Moreira, Renato de Almeida, Villa-Lobos e Srgio Buarque de Holanda. b) Nos meses de agosto e setembro, Mrio de Andrade publica, no Jornal do Comrcio, uma srie de artigos chamada Mestres do Passado, em que analisa a poesia parnasiana de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Olavo Bilac, Vicente de Carvalho e Francisca Jlia todos com slida reputao junto ao pblico. c) Em outubro, Graa Aranha, escritor consagrado, membro da Academia Brasileira de Letras e diplomata, retorna da Europa, onde tinha vivido desde 1900. Influenciado pelas vanguardas europias, Graa Aranha une-se aos jovens que articulam a Semana de Arte Moderna. d) Villa-Lobos, maestro e compositor, recebe a visita de Graa Aranha e Ronald de Carvalho, que o convidam a participar de um evento em So Paulo para a divulgao das idias modernistas. O maestro gosta do projeto, mas alega falta de dinheiro

Modernismo I1. ANTECEDENTES DA SEMANA DE ARTE MODERNA1911 a) Em So Paulo, Oswald de Andrade funda o jornal humorstico O Pirralho e comea a fazer stiras s poesias parnasiana e romntica. b) O mesmo jornal, quando elabora pardias a textos do passado, faz uma mistura de portugus com italiano. 1912 a) Oswald de Andrade, filho da alta burguesia paulista, retorna da Europa (Itlia) para So Paulo, trazendo notcias do Futurismo de Marinetti. b) A idia de uma arte atrelada civilizao tcnica, de combate ao academicismo, comea a ser divulgada. 1913 a) Acontece a primeira mostra de arte noacadmica feita no Brasil. O autor das obras o pintor lituano Lasar Segall, recm-chegado da Europa (Alemanha). Ele expe trabalhos que se apiam no Expressionismo alemo. b) A exposio no desperta a ateno do pblico nem da crtica. 1914 a) Anita Malfatti realiza sua primeira exposio de pintura. Recm-chegada da Alemanha, ela tambm exibe traos do Expressionismo. b) A exposio de Anita recebe alguns elogios da crtica, mas nada de teor significativo. 1915 a) Anita Malfatti viaja para os Estados Unidos, onde conhece de perto o Cubismo. b) Lus de Montalvor, poeta portugus (1891-1974), junto com Ronald de Carvalho, organizam a revista Orpheu que desencadeia o Modernismo em Portugal. c) Oswald de Andrade torna o jornal O Pirralho um veculo de apoio s tendncias culturais emergentes. 1917 a) Mrio de Andrade e Oswald de Andrade, em funo das afinidades culturais, tornam-se amigos. b) Mrio de Andrade publica sua primeira obra: H uma gota de sangue em cada poema (poesia ainda parnasiana sobre a Primeira Guerra Mundial). c) Guilherme de Almeida, ainda sob a gide parnasiana, publica seu primeiro livro: Ns. d) Manuel Bandeira estria na literatura com a obra A Cinza das Horas (poesia parnasiana). e) Menotti del Picchia lana seu primeiro livro: Juca Mulato (poesia nacionalista ainda nos moldes parnasianos).

02. (Desafio da TV) As obras expostas a seguir foram todas publicadas, por coincidncia, em 1917. Qual delas pertence ao autor do poema Os Sapos, declamado na Semana de Arte Moderna?a) A Cinza das Horas b) H uma gota de sangue em cada poema c) Juca Mulato d) Ns e) A Flauta de P

03. (Desafio do Rdio) Autor consagrado desde 1902, membro da Academia Brasileira de Letras, apoiou os jovens que, em 1922, se dispuseram a fazer uma revoluo nas artes brasileiras.a) b) c) d) e) Monteiro Lobato Euclides da Cunha Lima Barreto Graa Aranha Olavo Bilac

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para ir a So Paulo. e) O grupo ganha a adeso de Paulo Prado, intelectual rico de So Paulo que resolve financiar a aventura dos jovens modernistas. Graas ajuda dele, Villa-Lobos pode deslocar-se, junto com outros instrumentistas, do Rio para So Paulo. f) A articulao final da Semana de Arte Moderna acontece durante as reunies na manso da famlia Prado (Paulo era filho do mais importante fazendeiro do caf do sculo XIX).

linchos do pblico pagante. Eis um trecho do discurso de Menotti: Queremos luz, ar, ventiladores, aeroplanos, reivindicaes obreiras, idealismos, motores, chamins de fbricas, sangue, velocidade, sonho na nossa arte. E que o rufo do automvel, nos trilhos de dois versos, espante da poesia o ltimo deus homrico que ficou, anacronicamente, a dormir e a sonhar, na era do jazz-band e do cinema, com a flauta dos pastores da Arcdia e os seios divinos de Helena. [...] e o cu parece um imenso cartaz eltrico que Deus arrumou no alto, para fazer o eterno racismo de sua onipotncia. [...] cultivar o helenismo como fora dinmica do nosso sculo colocar o corpo seco, enrolado em bandas, de um Ramss ou de um Amnsis, a governar uma repblica democrtica, onde h fraudes eleitorais e greves anarquistas. c) Ronald de Carvalho l o poema Os Sapos, de Manuel Bandeira, que, radicado no Rio de Janeiro, no pode comparecer ao evento (piorara da tuberculose). A leitura do poema acompanhada de vaias, berros, latidos. Mesmo sob um barulho ensurdecedor, Ronald declama o texto. DIA 17 DE FEVEREIRO (sexta-feira) a) Noite totalmente dedicada msica. H um longo recital de Villa-Lobos, com a participao de Ernani Braga, Alfredo Gomes, Paulina dAmbrsio, Lima Viana, Maria Emma, Luclia Villa-Lobos, Pedro Vieira e Anto Soares. b) O Teatro Municipal est com menos da metade da lotao. H uma certa tranqilidade no ambiente. c) Um momento de constrangimento e vaias: Villa-Lobos apresenta-se de casaca, mas com um p calado com um sapato e outro com um chinelo. O compositor tem um calo inflamado. Os protestos ao figurino do regente so inmeros. Um espectador da primeira fila abriu um guardachuva preto. d) A noite encerra-se com a reafirmao dos trs objetivos bsicos do movimento: 1. Reivindicar o direito permanente pesquisa esttica, atualizao da arte brasileira, estabilizao de uma conscincia criadora nacional. 2. Reagir contra o helenismo de Coelho Neto, contra o purismo de Rui Barbosa, contra o academicismo de modo geral. 3. Substituir o pieguismo literrio de mtrica rgida e sentimentos catalogados pela linguagem coloquial, pela livre expresso, pela valorizao da realidade nacional, pela exaltao da psique moderna.

Leit ura obrigatriaMal SecretoRaimundo Correia Se a clera que espuma, a dor que mora Nalma, e destri cada iluso que nasce, Tudo o que punge, tudo o que devora O corao, no rosto se estampasse; Se se pudesse o esprito que chora Ver atravs da mscara da face, Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, ento piedade nos causasse! Quanta gente que ri, talvez, consigo Guarda um atroz, recndito inimigo, Como invisvel chaga cancerosa! Quanta gente que ri, talvez existe, Cuja a ventura nica consiste Em parecer aos outros venturosa! 1. PREFERNCIA PELO SONETO Os poetas do Parnasianismo elegem o soneto (2 quartetos e 2 tercetos) como composio ideal para o desafio da sntese. Qualquer temtica escolhida tem de virar arte e ser esgotada em 14 versos. 2. PRIMEIRA ESTROFE O uso do se coloca a idia da primeira estrofe em perspectiva de hiptese. O poeta questiona o que aconteceria se a clera (que mora na alma e capaz de destruir cada iluso que nasce) estivesse estampada no rosto do ser humano. Os versos so decasslabos; as rimas so pobres (ocorrem entre palavras de mesma classe gramatical). 3. SEGUNDA ESTROFE A estratgia da hiptese continua. Se fosse possvel ver o esprito que sofre por meio da mscara da face, muita gente que nos causa inveja talvez passasse a nos causar piedade. como se a face do ser humano fosse apenas uma mscara a encobrir o que realmente somos por dentro. As rimas so ricas (ocorrem entre palavras de classes diferentes). 4. TERCEIRA ESTROFE O riso, sinal universal de felicidade, contestado. Quem exibe sorriso no rosto pode estar chorando por dentro, como se a capacidade de fingir fosse inerente ao ser humano. A rima (consigo/inimigo) rica. 5. QUARTA ESTROFE A capacidade de fingir chega ao pice: para muita gente, a nica felicidade consiste em parecer feliz para os outros. A rima (existe/consiste) pobre. 6. PESSIMISMO Raimundo Correia contamina muitos leitores com sonetos pessimistas. Em Mal Secreto, levanta a hiptese de que somos fingidores, de que exibimos uma felicidade que no condiz com nossas condies interiores.

2. A SEMANA DE ARTE MODERNAa) Finanas A Semana de Arte Moderna s realizada graas colaborao financeira encabeada pelo jornalista Ren Thiollier: ele consegue 847 mil ris junto aos fazendeiros e exportadores de caf, tendo Paulo Prado como primeiro da lista. Tambm apiam o movimento o presidente do Estado de So Paulo e o prefeito. b) Aluguel do Teatro Municipal O Teatro Municipal de So Paulo, fundado em 1913, alugado para o evento. c) Trs dias de tumulto Dentro da Semana, os trs dias de agitao so 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. Em cada dia, os jovens enfocam um tema diferente. DIA 13 DE FEVEREIRO (segunda-feira) a) O evento inaugurado s 8 horas da noite, com uma exposio de artes plsticas no saguo do teatro. Graa Aranha faz uma conferncia com o ttulo de A Emoo Esttica na Arte Moderna. b) Nem a reputao de membro da Academia Brasileira de Letras, nem a idade (54 anos) evitam as vaias do pblico pelos ataques do veterano ao academicismo. c) No saguo do teatro, esto expostas pinturas de Anita Malfatti, Di Cavalcnti, John Graz, Zina Aita, J. F. de Almeida Prado e Vicente do Rego Monteiro. H tambm esculturas de Brecheret e projetos de arquitetura de Antnio Moya e Georg Przirembel. d) A conferncia de Graa Aranha ilustrada por musicais regidos por Ernani Braga e por declamaes de poemas feitas por Ronald de Carvalho e Guilherme de Almeida. e) Na segunda parte do evento, Ronald de Carvalho profere a conferncia A Pintura e a Escultura Moderna no Brasil, ilustrada por msicas de Ernani Braga e de Villa-Lobos. f) Oswald de Andrade l um poema de sua autoria sob vaias intensas. g) Mrio de Andrade profere um discurso sobre esttica, tambm sob vaias do pblico presente. DIA 15 DE FEVEREIRO (quarta-feira) a) Guiomar Novaes, admirada pianista, aproveita um intervalo e executa alguns clssicos consagrados. aplaudida pelo pblico. b) Menotti del Picchia profere uma conferncia sobre esttica e arte, ilustrada por um nmero de dana e por vaias e re-

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Encarte referente ao curso pr-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. No pode ser vendido.

Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitora Marilene Corra da Silva Freitas Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonalves Pr-Reitor de Planejamento e Administrao Antnio Dias Couto Pr-Reitor de Extenso e Assuntos Comunitrios Ademar R. M. Teixeira Pr-Reitor de Ps-Graduao e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Rocha Coordenador de Professores Joo Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicao Liliane Maia Coordenador de Logstica e Distribuio Raymundo Wanderley Lasmar Produo Renato Moraes Projeto Grfico Jobast Alberto Ribeiro Antnio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editorao Eletrnica Horcio Martins

AMABIS, Jos Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de Biologia das clulas: origem da vida. So Paulo: Moderna, 2001. CARVALHO, Wanderley. Biologia em foco. Vol. nico. So Paulo: FTD, 2002. COVRE, Geraldo Jos. Qumica Geral: o homem e a natureza. So Paulo: FTD, 2000. FELTRE, Ricardo. Qumica: fsicoqumica. Vol. 2. So Paulo: Moderna, 2000. LEMBO, Antnio. Qumica Geral: realidade e contexto. So Paulo: tica, 2000. LEVINE, Robert Paul. Gentica. So Paulo: Livraria Pioneira, 1973. LOPES, Snia Godoy Bueno. Bio. Vol. nico. 11.a ed. So Paulo: Saraiva. 2000. MARCONDES, Ayton Csar; LAMMOGLIA, Domingos ngelo. Biologia: cincia da vida. So Paulo: Atual, 1994. REIS, Martha. Completamente Qumica: fsico-qumica. So Paulo: FTD, 2001. SARDELLA, Antnio. Curso de Qumica: fsico-qumica. So Paulo: tica, 2000.

EXERCCIO (p. 3) 01. C; 02. a) 4,5 - dimetil, 4 - etil, decano; b) 2,3 - dimetil, penteno; c) 2 - etil penteno 1; d) 3,6 - dimetil 5 - etil, nonano; e) 4-metil penteno 2; f) vinil (etenil) benzeno; g) 1 - metil, 3 - etil cicloexeno; h) 1 - metil, 3 - etil cicloexano; i) 1 - metil, ciclopropano; DESAFIO QUMICO (p. 3) 01. a) 3-metil , pentanol-2; b) 3,4-dimetil , hexanol-2; c) cicloexanol; d) 3,3 dimetil , pentanol-2; e) 3-metil , cicloexanol; f) 3-etil , cicloexanol; 02. D; 03. D; 04. E; 05. B; DESAFIO QUMICO (p. 4) 01. E; 02. B; 03. D; 04. D; EXERCCIO (p. 5) 01. C; 02. E; DESAFIO QUMICO (p. 5) 01. D; 02. C; 03. B; 04. B; DESAFIO BIOLGICO (p. 6) 01. E; 02. B; 03. A; 04. E; DESAFIO BIOLGICO (p. 7) 01. A; 02. B; 03. D; 04. C; DESAFIO BIOLGICO (p. 8) 01. C; 02. A; 03. E; EXERCCIOS (p. 9) 01. B; 02. B; 03. B; DESAFIO BIOLGICO (p. 9) 01. E; 02. B; 03. D; 04. C; DESAFIO GRAMATICAL (p. 10) 01. C; 02. C; 03. A; PERSCRUTANDO O TEXTO (p. 10 e 11) 01. V, V, F, V e V; 02. V, V, V, V e F; 03. B; 04. D; 05. E; 06. B; 07. E; 08. A; 09. C; 10. D; 11. E; MOMENTO DA DISSERTAO (p. 11) 01. V, V, V, V, V, V e V; 02. V, V, F, V, V, F e V; 03. V, F, V, V, V e F;

Este material didtico, que ser distribudo nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, base para as aulas transmitidas diariamente (horrio de Manaus), de segunda a sbado, nos seguintes meios de comunicao: TV Cultura (7h s 7h30); sbados: reprise s 23h Amazon Sat (21h30 s 22h) RBN (13h s 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satlite) Rdio Rio Mar (19h s 19h30) Rdio Seis Irmos do So Raimundo (8h s 9h e reprise de 16h s 16h30) Rdio Panorama de Itacoatiara (11h s 11h30) Rdio Difusora de Itacoatiara (8h s 8h30) Rdio Comunitria Pedra Pintada de Itacoatiara (10h s 10h30) Rdio Santo Antnio de Borba (18h30 s 19h) Rdio Estao Rural de Tef (19h s 19h30) horrio local Rdio Independncia de Maus (6h s 6h30) Rdio Cultura (6h s 6h30 e reprise de 12h s 12h30) Centros e Ncleos da UEA (12h s 12h30) Postos de distribuio: PAC So Jos Alameda Cosme Ferreira Shopping So Jos PAC Cidade Nova Rua Noel Nutles, 1350 Cidade Nova I PAC Compensa Av. Brasil, 1325 Compensa PAC Porto Rua Marqus de Santa Cruz, s/n. armazm 10 do Porto de Manaus Centro PAC Alvorada Rua desembargador Joo Machado, 4922 Planalto PAC Educandos Av. Beira Mar, s/n Educandos

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