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ATA DA 3 SESSO ORDINRIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE

ANGRA DO HEROSMO, RELATIVA AO ANO 2013

Aos 20 dias do ms de junho do ano de dois mil e treze, pelas vinte horas e treze minutos, na Casa do Povo da freguesia das Cinco Ribeiras, reuniu a Assembleia Municipal de Angra do Herosmo, na sua 3 sesso ordinria, a cujos trabalhos presidiu o senhor deputado municipal Ricardo Manuel Rodrigues de Barros, no exerccio das funes de presidente da Assembleia Municipal, secretariado pelos senhores deputados municipais Vasco Augusto Pinheiro Gonalves Capaz e Cristina Margarida Alves de Sousa.

A - PERODO DE ABERTURA

O senhor presidente da Mesa, depois de saudar os presentes, determinou que se procedesse chamada, tendo-se registado as seguintes presenas:

Grupo Municipal do Partido Socialista

Anabela Mancebo Gomes Antnio Toledo Alves Carlos Jorge Belerique Ormonde Cristina Margarida Alves de Sousa Fbio Antnio Loureno Vieira Hlio Manuel Melo Vieira Irina dos Santos Mendes Pimentel Joo Carlos Castro Tavares Joo Lus Sanchez dos Santos Jos Guilherme de vila Brasil Lus Leonel Teixeira Salvador Manuel Gabriel Martins Gomes Manuel Henrique Assis Ferreira Marco Paulo Vieira Alves Paulo Agostinho Fagundes Cota Paulo Jorge Pimentel da Silva Ricardo Manuel Rodrigues de Barros Rogrio Lus Andrade de Medeiros Vasco Augusto Pinheiro Gonalves Capaz.

Grupo Municipal do Partido Social democrata

Aldia de Melo Rocha Costa e Silva Carla Eduarda Borges Terra Guilherme Ferreira de Melo Honorato Bettencourt Loureno Joo Manuel Rocha Toste Jos Dimas da Rocha Machado Lus Alberto Garcia de Castro Pereira da Costa Manuel Conde Bettencourt Manuel Dinis Fagundes Patrcia de Ftima Alvarez Lopes Rita Olaio de Mendona Andrade Rmulo de Ficher Correia.

Grupo Municipal do CDS-PP

Jos Alberto Dinis Borges Nuno Alberto Lopes Melo Alves.

Deputados municipais independentes

Jos Cipriano de Sousa Martins.

Cmara Municipal

Presidente: Sofia Machado do Couto Gonalves.

Vereadores: Alonso Teixeira Miguel Anselmo Jos da Rocha Barcelos Antnio da Silva Gomes Fernando Francisco de Paiva Dias Hugo Louro da Rosa.

--------------------------------------- --------------------------------------- A ata da sesso anterior foi posta discusso.

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Sr. d. m. Jos Alberto Borges: Penso que h uma palavra mal inserida na ata referente minha interveno na pgina 8. Onde referido: no vou entrar em plano, deve constar: no vou entrar em polmica.

Feita a correo, a ata da sesso anterior foi aprovada por unanimidade.

O senhor presidente da Mesa procedeu habitual leitura do expediente, colocando-o tambm disposio dos senhores deputados que o quisessem consultar:

Do gabinete do senhor Primeiro-ministro:

Tendo presente o ofcio n 96 de 30 de abril desta Assembleia Municipal e o documento anexo sobre os prejuzos causados pelas intempries ocorridas no dia 14 de maro no arquiplago dos Aores, pedido de apoio, encarrega-me o senhor Primeiro-ministro de informar V. Exa que o assunto foi transmitido ao gabinete do Ministro de Estado e das Finanas e ao gabinete do Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional.

B - PERODO DESTINADO AO PBLICO

Muncipe Amrico Gonalves: Boa noite senhor presidente e restantes elementos desta Assembleia. Como a minha esposa tambm est inscrita, gostaria de pedir que os seus 10 minutos me pudessem ser concedidos para que eu disponha de mais tempo para expor o que me traz aqui hoje.

Meus senhores. Na reunio da Assembleia Municipal do dia 27 de fevereiro foram proferidas alegaes difamatrias minha honra e que puseram em causa o empreendimento Angra Marina Hotel.

Todos vs sabeis que ali existem postos de trabalho mas o que me traz aqui no so essas alegaes, j que as mesmas esto a ser tratadas pelos meus advogados; acontece que foram tambm proferidas algumas afirmaes que no correspondem verdade e, com o devido respeito, gostaria de as ler: na pgina 14 da respetiva ata diz isto:

O que o senhor deputado Lus Rendeiro referiu acerca do hotel do Canta Galo o que est a acontecer. O dono da obra entregou peas desenhadas, as denominadas telas finais, s que essas telas no passam de desenhos porque no vm acompanhadas de termos de responsabilidade, no esto assinadas e no tm qualquer validade.

O dono da obra entende que a Cmara est a criar-lhe dificuldades mas no podemos receber uns desenhos em formato A4 ou A3 sem quaisquer assinaturas ou termos de responsabilidade sem estarem licenciados, nem tendo recolhido os Pareceres das devidas entidades para emitirmos uma licena definitiva da obra.

Envimos um e-mail ao dono da obra referenciando todos os aspetos em causa, o que temos feito recorrentemente e ele respondeu com outros aspetos da lei que nada tm a ver com o que est em causa. Estamos a aguardar que ele entregue as peas procedimentais.

Temos um timo entendimento pessoal mas h divergncias institucionais. Esta empresa colocou a Cmara em tribunal, querendo obrig-la a emitir a licena mas o tribunal decidiu a favor da Cmara e obrigou o hotel a pagar as custas do processo.

Isto no corresponde verdade. Se, o que aqui est transcrito o que foi alegado, grave porque os tcnicos da Cmara, a quem foi delegado o licenciamento deste processo, no

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transmitiram a realidade senhora presidente ou quais foram os documentos que ns entregmos; deturparam a verdade, destruram documentos ou no transmitiram senhora presidente a verdade dos factos.

Senhor presidente, queria lembrar que, no dia 26, fui convocado para uma reunio na Cmara Municipal. Sou madeirense e toda a gente sabe as dificuldades que tive para c vir; abdiquei do convvio com a minha famlia mas estive c no dia 26. No vale a pena nomear quem esteve nessa reunio, penso que eram pessoas idneas e ficou acordado que enviaramos as telas finais por e-mail e posteriormente por correio em sistema informtico.

Cheguei ao Funchal no dia 27 noite; no dia 28, o arquiteto elaborou as telas finais, de acordo com a portaria 701-H e com a lei 26/2010. Essas telas finais esto em papel, rubricadas e assinadas, foram enviadas previamente por e-mail e depois por correio.

Quero entregar um documento a esta Assembleia e peo ao senhor presidente que o mesmo seja fotocopiado e entregue a todos os partidos aqui representados; esse documento contm a prova do que estou aqui a alegar.

Esse CD vinha tambm rubricado pelo arquiteto. A memria descritiva est de acordo com a portaria 701 e com a legislao, a respeito do que os promotores so obrigados a fazer quando entregam as telas finais.

Esse CD contm a matriz e a Cmara pode imprimir os desenhos no formato que quiser, e no apenas em A4 ou A3; pode imprimir de acordo com a matriz do CD. Essas telas finais correspondem exatamente ao que ali est construdo e foram entregues na Cmara de acordo com o estipulado na reunio.

Mais tarde chegmos concluso de que, quando foi feita a vistoria, o tcnico que veio em representao do Angra Sol ouviu algum dizer que a Cmara no tinha meios para abrir ou mandar imprimir o CD. Nesse dia foram imediatamente enviados 6 conjuntos que esto no hotel a aguardar que o tcnico que falou com o nosso dissesse qual a data oportuna para que fossem entregues na Cmara. Essas cpias em papel esto no hotel desde o dia da vistoria, se no me falha a memria, desde o dia 9.

Aquela no uma obra clandestina porque resulta de um concurso internacional com um Caderno de Encargos elaborado pela Cmara em que houve um ganhador que nunca cumpriu minimamente com as condies do concurso.

Nem eu nem o meu grupo viemos para os Aores procura de oportunidades; foi o Governo Regional e as Cmaras Municipais que promoveram uma misso empresarial, nos convidaram a vir c e nos sensibilizaram para assumir aquele projeto; assumimo-lo, pagmos os terrenos Cmara e acordmos as condies para que pudssemos avanar com aquele empreendimento.

verdade que acreditmos na palavra das pessoas, verdade que h documentos escritos, verdade que h um contrato com a Cmara e tambm verdade que h acordos que no esto por escrito porque acreditmos na palavra das pessoas.

H aqui uma verdade inquestionvel! O primeiro projeto que a Cmara licenciou para arrancar com aquela obra violava o Caderno de Encargos, senhor presidente; violava o que consta nesse Caderno e faz parte da escritura que o nus do no fracionamento.

A Cmara aprovou inicialmente um projeto de um hotel e de um aparthotel e, no Caracol, h testemunhas e pessoas idneas que o podem comprovar. Fui eu que descobri e disse: Este projeto viola os direitos; como que o vo resolver?

O representante do Fernando Barata, o senhor Filipe Marchand (?), comprovou que o Fernando Barata pretendia vender as fraes do aparthotel. A acontecer isto, estaria a ser

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violado o Caderno de Encargos e as condies que a Cmara imps para vender o terreno. Est aqui a escritura. Se algum tiver dvidas, penso que est nos documentos que entregmos, dos quais podem tirar fotocpias. O fracionamento no possvel

Sr. presidente da Mesa: Informo que o senhor j usou 8 minutos do seu tempo e no lhe posso conceder o tempo da sua mulher. Segundo a lei, o senhor dispe de um tempo total de 10 minutos.

Muncipe Amrico Gonalves: Se o senhor presidente acha que uma obra daquelas, o primeiro hotel de 5 estrelas, no merece que eu explique s pessoas o que se passa

Sr. presidente da Mesa: Sou cumpridor do que diz o regimento da Assembleia.

Muncipe Amrico Gonalves: Senhor presidente, se toda a gente fosse cumpridora do que diz a lei, h muito que aquele hotel estaria licenciado.

Sr. presidente da Mesa: Meu caro amigo. Eu sou cu