Aula 02 - Portugues - Aula 01

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Aula de Português para concursos

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PORTUGUS P/ CGU - TEORIA E QUESTES COMENTADAS PROFESSOR: DCIO TERROR Portugus p/ CGU (teoria e questes comentadas) Aula 1 Pontuao (com os termos coordenados - o paralelismo - e com os termos subordinados adverbiais) e Conjunes. Ol, pessoal! com imenso prazer que comeamos nosso curso de Portugus para o CGU. Na Seleo do material para nossas aulas, focarei somente as questes da banca ESAF e todas de nvel superior. Voc ter uma base terica e em seguida a aplicao em questes comentadas. Ao final sero elencadas as mesmas questes para sua reviso, porm sem o comentrio. Haver questes de CERTO e ERRADO e de marcao de alternativa. Isso ocorre porque a banca ESAF, em apenas uma questo, explora, muitas vezes, 5 temas diferentes. Ento ficaria difcil abordar uma questo sem que tivssemos explicado todos os assuntos. Por isso, destaquei das questes de vrios temas o que importante para cada aula. A partir da quinta aula, em que teremos mais volume de matria, as questes de cinco alternativas estaro mais presentes. Outra coisa importante a ser comentada: as questes em concurso so cclicas! O que quero dizer com isso? Em concurso, no podemos estudar ou enfatizar provas que caram s neste ano. natural que enfatizemos as provas mais atuais, mas no desvalorizemos provas antigas; pois aprendemos muito com elas e h forte tendncia por determinados tipos de cobrana voltarem. Isso normal. Vamos ao assunto desta aula????? Para entendermos as estruturas coordenadas, temos que saber a diferena entre frase, perodo e orao. Todo enunciado que possua sentido completo chamado de frase. Podemos dizer que o sentido completo ocorrer explicitamente na linguagem quando houver as seguintes pontuaes finais (. ! ? : ...). Com isso, a prxima palavra dever estar em letra inicial maiscula. No deixe de se manter motivado. Estudo aplicao. O ponto final utilizado para marcar o trmino de uma declarao. A frase terminada com esta pontuao chamada de frase declarativa: As aulas terminaram mais cedo.

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PORTUGUS P/ CGU - TEORIA E QUESTES COMENTADAS PROFESSOR: DCIO TERROR O ponto de exclamao transmite, de certa forma, uma emoo, um sentimento. A frase terminada com esta pontuao chamada de frase exclamativa: L estava ela com sua ginga exuberante e porte sensual! Socorro! Te amo! O ponto de interrogao finaliza uma frase interrogativa direta: Por que voc no veio ontem? Algumas vezes utilizamos ponto de interrogao para chamar a ateno do leitor: O rombo da corrupo? O povo paga. O conflito durou cerca de trs anos e terminou com o pas ainda dividido ao meio. O saldo? Trs milhes e meio de mortos. Veja que o autor poderia simplesmente declarar as informaes de forma bem objetiva: O povo paga o rombo da corrupo. O saldo foi de trs milhes e meio de mortos. Mas ele preferiu usar o recurso da retrica, a forma de enfatizar aquilo que poderia ser apenas uma declarao, como fizemos nos exemplos acima. Os dois-pontos so utilizados em diversas situaes e so vastamente cobrados nas provas da ESAF, mas cabem aqui apenas os dois-pontos finalizando frase. Os outros empregos dessa pontuao sero vistos adiante e em outras aulas. Isso ocorre quando posteriormente a ele se inicia uma citao, a fala de algum, o recorte de outro texto. Veja: O ministro declarou: H dois anos os juros estavam mais baixos. Perceba que a frase realmente foi finalizada pelo sinal de dois-pontos. Isso ratificado porque a prxima palavra (H) est com letra inicial maiscula. Como h citao, podemos trabalhar o discurso direto, que transmite exatamente a fala de algum. O autor do texto (narrador) no utiliza palavras dele mesmo, ele usa as do personagem. Assim, o termo entre aspas H dois anos os juros estavam mais baixos seria a voz do personagem; e O ministro declarou seria a voz do narrador. Porm, o autor do texto pode querer relatar com suas palavras o falar do personagem. Neste caso, basta que ele insira a conjuno que e adapte quando necessrio. Neste caso, devem-se retirar as aspas, pois o recorte foi modificado. Veja: Discurso direto: O ministro declarou: H dois anos os juros estavam mais baixos. Discurso indireto: O ministro declarou que h dois anos os juros estavam mais baixos. Algumas vezes, percebemos que a citao est integrada sintaticamente voz do narrador, como uma sequncia de sua argumentao. Assim, o autorProf. Dcio Terror www.pontodosconcursos.com.br

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PORTUGUS P/ CGU - TEORIA E QUESTES COMENTADAS PROFESSOR: DCIO TERROR opta em continuar a informao permeando suas palavras com as do recorte. Com isso, acaba por iniciar a citao com letra inicial minscula, mas deve preservar as aspas para realar que h citao. Dessa forma, no h nova frase, apenas a continuao da anterior. Veja exemplo na prpria questo da ESAF: Questo 1: Auditor-Fiscal do Trabalho 2003 Fragmento do texto: O prprio conceito de liberdade redefine-se atravs dos sculos, de acordo com as circunstncias histricas e o desenvolvimento das foras econmicas. E a liberdade, no mundo atual, s existir de fato quando assentada na segurana e em funo da igualdade. que a verdadeira democracia, j o disse Turner, o direito do indivduo de compartilhar as decises que respeitam a sua vida e da ao necessria execuo de tais decises.Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)

Por se tratar de uma citao, as regras gramaticais admitem que o perodo entre aspas (. 5 a 7) seja precedido do sinal de dois pontos, em lugar de vrgula; e, nesse caso, as aspas podem ser retiradas. Comentrio: Primeiramente, devemos perceber que a banca ESAF chamou de perodo a estrutura entre aspas. Veremos adiante em nossa aula que, sintaticamente, essa no seria a nomenclatura ideal, pois o perodo, assim como a frase, deve ser iniciado por letra maiscula. A inteno da banca, neste caso, que voc entenda que a expresso entre aspas d prosseguimento estrutura inicial que a verdadeira democracia. Assim, o que se encontra entre aspas faz subentender essa expresso inicial, por isso a banca a chamou de perodo. Ainda antes de respondermos questo, devemos perceber que a expresso entre aspas d uma sequncia perfeita estrutura sinttica do perodo. Para provar isso, poderamos retirar o termo entre vrgulas e as aspas. Veja: que a verdadeira democracia o direito do indivduo de compartilhar as decises que respeitam a sua vida e da ao necessria execuo de tais decises. Mas o autor preferiu usar as aspas e o nome de algum renomado na rea, para dar credibilidade ao assunto tratado. Isso chamado de argumento de autoridade. Compare: que a verdadeira democracia, j o disse Turner, o direito do indivduo de compartilhar as decises que respeitam a sua vida e da ao necessria execuo de tais decises. Agora, podemos responder questo. A banca apenas queria que o candidato percebesse que poderia ser mantido o discurso direto, retirando-se as aspas aps ter trocado a vrgula por dois-pontos. Isso possvel porque a referncia ao autor (Turner) continua. Veja: que a verdadeira democracia, j o disse Turner: o direito do indivduo de compartilhar as decises que respeitam a sua vida e da ao necessria execuo de tais decises.Prof. Dcio Terror www.pontodosconcursos.com.br

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PORTUGUS P/ CGU - TEORIA E QUESTES COMENTADAS PROFESSOR: DCIO TERROR Aps os dois-pontos, foi utilizada a letra inicial minscula, porque se encontra subentendida a expresso que a verdadeira democracia. como se as palavras de Turner fossem a sequncia do que o autor j vinha falando anteriormente. Por isso, toda a questo est correta. Gabarito: C Agora, vamos ao uso das reticncias. Elas podem ser usadas em diversas situaes, mas cabem aqui apenas em final de frase. Elas so utilizadas em final de frase normalmente para indicar que a declarao que vinha sendo feita ainda continua. Isso ocorre quando recortamos um trecho de algum texto. Mas muitas vezes o autor usa esta continuidade do pensamento para que o leitor reflita mais sobre o assunto. Um jovem sem esperana, perturbado, sem sonho, com cinco revlveres e muita munio, entra num colgio em Realengo (RJ) e... As reticncias nos remetem a pensar na catstrofe ocorrida em abril de 2011, numa escola de Realengo. O autor no precisa dizer mais nada, ns j entendemos que ele quer nossa ateno ao problema. Aps termos visto a frase, vamos trabalhar o perodo. Perodo todo enunciado com sentido completo e que possua verbo. Assim, h uma grande diferena entre frase e perodo. Apesar de os dois terem sentido completo, a frase pode ou no ter verbo, mas o perodo obrigatoriamente ter. Assim, todo perodo uma frase, mas nem toda frase ser um perodo. Veja: Socorro! frase, mas no perodo, porque no tem verbo. Ajude-me! frase e tambm perodo, pois possui verbo. Ol! frase, mas no perodo, porque no tem verbo. Voc est bem? frase e tambm perodo, pois possui verbo. Como o perodo dever ter sentido completo, ento a pontuao final dele deve ser a mesma da frase:

. ! ? : ...

Agora veremos a orao. A orao deve possuir verbo. Nem sempre ter sentido completo. Ana foi ao trabalho e bateu o recorde de vendas. Neste enunciado, veja que h frase, porque tem sentido completo. H perodo, porque, alm de ter sentido completo, tem verbo. H oraes, porque cada orao ter um verbo diferente. Assim, vejamos: 1. Socorro! (apenas frase) 2. Ajude-me! (frase, perodo e orao) 3. Ol! (apenas frase)Prof. Dcio Terror www.pontodosconcursos.com.br

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PORTUGUS P/ CGU - TEORIA E QUESTES COMENTADAS PROFESSOR: DCIO TERROR 4. Voc est bem? (frase, perodo e orao) 5. Ana foi ao trabalho e bateu o recorde de vendas. (frase, perodo e oraes) Quando h um perodo com apenas uma orao, chamamos este enunciado de perodo simples, como ocorre com os perodos Ajude-me!, Voc est bem?. Dizemos que perodo simples tambm uma orao absoluta. Quando h perodo com dois ou mais verbos, temos um perodo composto, como ocorre com Ana foi ao trabalho e bateu o recorde de vendas.. Portanto, vamos observar que uma orao absoluta o mesmo que perodo simples e o