Barro Branco

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  • ConCurso PbliCo de Provas e TTulosbaCharelado em CinCias PoliCiais de segurana e ordem PbliCa

    Curso de formao de ofiCiais da PolCia miliTar do esTado de so Paulo

    001. Prova escrita

    (Parte i)

    aluno-ofiCial Pm

    Voc recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 80 questes objetivas.

    Confira seu nome e nmero de inscrio impressos na capa deste caderno. Quando for permitido abrir o caderno, verifique se est completo ou se apresenta imperfeies. Caso haja algum

    problema, informe ao fiscal da sala. Leia cuidadosamente todas as questes e escolha a resposta que voc considera correta. Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta azul ou preta, a letra correspondente alternativa que voc escolheu. A durao da prova de 4 horas, j includo o tempo para o preenchimento da folha de respostas. S ser permitida a sada definitiva da sala e do prdio aps transcorridos 75% do tempo de durao da prova. Ao sair, voc entregar ao fiscal a folha de respostas e este caderno, podendo levar apenas o rascunho de gabarito,

    localizado em sua carteira, para futura conferncia. At que voc saia do prdio, todas as proibies e orientaes continuam vlidas.

    aguarde a ordem do fisCal Para abrir esTe Caderno de quesTes.

    14.07.2013 | manh

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  • 3 PMES1302/001-Aluno-Oficial-PM-manh

    01

    A cidadania nos Estados nacionais contemporneos um fen-meno nico na Histria. No podemos falar de continuidade do mundo antigo, de repetio de uma experincia passada e nem mesmo de um desenvolvimento progressivo que unisse o mundo contemporneo ao antigo. So mundos diferentes, com socie-dades distintas, nas quais pertencimento, participao e direitos tm sentidos diversos.

    (Norberto Luiz Guarinello, Cidades-Estado na Antiguidade Clssica. In PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (orgs.).

    Histria da Cidadania. So Paulo: Contexto, 2008, p. 29.)

    Entre as diferenas que separam o Estado nacional contemporneo da cidade-estado da Antiguidade, possvel destacar

    (A) o aspecto militar, que no passado era considerado parte das responsabilidades particulares de cada cidado e hoje um dever do Estado.

    (B) a concepo de cidadania, muito mais restrita poca do que hoje, de tal forma que mulheres, estrangeiros e escravos no eram considerados cidados.

    (C) a poltica educacional, de carter pblico e direcionada a toda a populao no mundo antigo, enquanto hoje coexistem instituies pblicas e privadas.

    (D) a poltica de reforma agrria, desnecessria no mundo antigo devido igualdade econmica existente, enquanto hoje parte importante das polticas sociais.

    (E) a questo econmica, quela poca comandada pelo poder pblico e hoje sob a responsabilidade dos agentes privados, que gozam de grande autonomia.

    02

    Observe os mapas 1 e 2 para responder questo.

    Mapa 1

    (Henricus Martellus, cerca de 1490)

    Mapa 2

    (Martin Waldseemuller, 1507)

    As mudanas ocorridas nos territrios representados entre os mapas 1 e 2 esto relacionadas

    (A) reforma protestante, que permitiu aos cartgrafos ampliar os horizontes da representao devido menor presso religiosa.

    (B) Revoluo Industrial, que levou expanso do capitalismo e ampliao das fronteiras da economia mundial.

    (C) ao avano do Iluminismo na Europa, que defendia a aber-tura do olhar para outros povos e culturas, desbravando novos continentes.

    (D) expanso martimo-comercial, que fez com que os euro-peus se deparassem com terras at ento desconhecidas.

    (E) retrao manufatureira e industrial na Europa, o que levou os europeus a buscarem alternativas econmicas em outras regies do planeta.

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  • 4PMES1302/001-Aluno-Oficial-PM-manh

    04

    Observe as imagens para responder questo.

    Cacau, Guaran e Castanha-do-par: forte ligao com a Histria do Brasil.

    Os trs produtos representados nas imagens estiveram relacio-nados interiorizao da colonizao, principalmente entre os sculos XVII e XVIII. O processo histrico que explica essa relao

    (A) a tentativa da Coroa Portuguesa de cultivar tais produtos na regio do Maranho e Gro-Par, para garantir a Portugal a ocupao de um territrio historicamente pouco habitado.

    (B) a instalao de misses jesuticas no atual sul do Brasil, o que garantiu a Portugal a posse sobre algumas terras que at ento estavam sob o controle da Coroa Espanhola.

    (C) o movimento de conquista e desbravamento do interior do Nordeste por vaqueiros e pecuaristas, que cuidavam do gado ao mesmo tempo em que procuravam tais produtos.

    (D) a busca incessante dos bandeirantes por algumas riquezas no interior do pas, entre as quais as especiarias tropicais, mais valorizadas no comrcio internacional do que o prprio ouro.

    (E) a explorao das drogas do serto ao longo do vale amazni-co tanto por jesutas, preocupados tambm com a catequiza-o dos indgenas, quanto por colonos.

    03

    Observe a imagem para responder questo.

    A obra O banqueiro e sua mulher (1514), de Quentin Matsys, retrata o casal

    (A) como membros da nobreza europeia, caracterstica eviden-ciada pelos trajes, pelo espao em que se encontram e pela atividade que esto desenvolvendo.

    (B) de forma elogiosa, refletindo a mudana de mentalidade eu-ropeia em relao s finanas devido s revolues burguesas ocorridas no incio do sculo XVI.

    (C) como representante da avareza, fruto de um contexto em que o emprstimo a juros, o lucro e a usura eram duramente criticados pela Igreja Catlica.

    (D) de forma crtica, ressaltando o vnculo existente poca entre os banqueiros e os operrios, o que levou luta radical contra o Antigo Regime e a monarquia.

    (E) como pessoas simples e pobres, com poucos recursos, em um contexto histrico em que burgueses e camponeses tinham a mesma situao econmica.

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  • 5 PMES1302/001-Aluno-Oficial-PM-manh

    06

    Para responder questo, leia um trecho adaptado de uma entre-vista concedida pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello ao Jornal do Commercio, de Recife, em 22 de janeiro de 2008, por ocasio do bicentenrio da chegada da famlia real ao Brasil.

    JORNAL DO COMMERCIO O Brasil tem motivos para come-morar os 200 anos da chegada da famlia real?

    EVALDO CABRAL DE MELLO S os cariocas. O Brasil ou oito ou oitenta. H alguns anos, era oito: tinha grande xito um filme que punha na tela antigos chaves sobre a presena da corte lusitana no Rio. Hoje estamos no oitenta: dom Joo VI passou de idiota rgio a estadista ocidental.

    JORNAL DO COMMERCIO Se pudssemos simplificar em duas palavras, a vinda da famlia real trouxe mais benefcios ou prejuzos para o Nordeste?

    EVALDO CABRAL DE MELLO Claro que prejuzos, e ime-diatos. Primeiro, a corte ficava muito mais perto, segundo, houve a espoliao das provncias promovida pela famlia real, em ter-ceiro lugar, a presena de dom Joo era o esforo de um futuro regime centralizador, embora no se possa dizer que desde dom Joo o assunto j fosse de favas contadas.

    Entre as reaes poltica estabelecida pela famlia real, possvel citar

    (A) a Revoluo Pernambucana de 1817 e a Confederao do Equador (1824), em Pernambuco, que questionavam a es-poliao fiscal e a centralizao do poder promovidas pelo Rio de Janeiro, capital do Imprio Portugus a partir de 1808 e, depois de 1822, capital do Imprio do Brasil.

    (B) o Levante dos Mals (1835) e a Sabinada (1837-38), ambos na Bahia, que questionavam de forma radical a ordem escra-vista e colocavam em xeque o poder dos grandes propriet-rios da regio, tendo obtido, nos dois casos, apoio massivo de escravos e ex-escravos.

    (C) a Cabanagem (1835-1840), no Par, e a Balaiada (1838-1841), no Maranho, que objetivavam estabelecer, no Brasil, uma repblica jacobina nos moldes da repblica existente na Frana, na tentativa de radicalizar as lutas sociais existentes no perodo regencial.

    (D) a Revoluo Farroupilha (1835-1845), no Rio Grande do Sul, e a Revoluo Praieira (1848), em Pernambuco, que tinham como princpio poltico fundamental a defesa do separatismo e da formao de repblicas democrticas em que no haveria escravido.

    (E) o Golpe da Maioridade (1840) e a Poltica de Conciliao (1850-1870), que buscavam romper com a herana poltica de D. Joo VI e D. Pedro I a partir de uma proposta de implementar no Brasil o federalismo, que descentralizava o poder e garantia autonomia s provncias.

    05

    Sob qualquer aspecto, a revoluo industrial foi provavelmente o mais importante acontecimento na histria do mundo, pelo me-nos desde a inveno da agricultura e das cidades. E foi iniciado pela Gr-Bretanha. evidente que isto no foi acidental. Qual-quer que tenha sido a razo do avano britnico, ele no se deveu superioridade tecnolgica e cientfica.

    (HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revolues. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998, p. 45)

    Entre as razes para o pioneirismo britnico, possvel citar

    (A) a importncia que o despotismo esclarecido teve na Ingla-terra para a modernizao da produo e para o estmulo industrializao.

    (B) a presena de trabalhadores negros escravizados nas cidades industriais inglesas, o que ampliava a margem de lucro dos capitalistas.

    (C) a inexistncia de colnias inglesas na Amrica, diferente-mente de Portugal, Frana e Espanha, o que incentivou o empreendedorismo ingls.

    (D) o cercamento de terras, que levou muitos camponeses a perderem suas terras e os transformou em trabalhadores in-dustriais em potencial.

    (E) a irrelevncia da produo txtil inglesa devido compe-tio que sofria da produo francesa, o que levou a Ingla-terra a diversificar a produo.

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