BP 695 - outubro 2012-FINAL3

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outubro de 2012

Text of BP 695 - outubro 2012-FINAL3

  • Eleies

    Estamos nos aproximand

    o de

    mais uma eleio.

    Leia na pgina 20 sobre u

    m poltico

    que fez diferena em sua

    nao

    O Jornal Brasil Presbiteriano rgo oficialda Igreja Presbiteriana do Brasil

    Ano 54 n 695 Outubro de 2012BrasilPresbiteriano

    Confi ra como foi o DNA em So Paulo, o ReUPAs Norte e ReUPAs Sudeste 2012

    Pginas 10 e 11

    Direito Autoral sobre a execuo de msicas nos cultos

    A conscientizao das Igrejas quanto ao direito do autor representa um avano tico que enobrece o testemunho cristo. Simultaneamente, porm,

    estabeleceu-se uma confuso nas redes sociais, quanto legalidade ou no de pagamento de direitos autorais

    sobre msicas executadas nos cultos. Leia sobre o assunto e fi que atento! Pginas 12 e 13

  • Outubro de 20122BrasilPresbiteriano

    amos graas a Deus por sua tolerncia e no despreza-

    mos a riqueza da sua bondade, e tolerncia, e longanimidade, [no] ignorando que a bondade de Deus que [nos] conduz ao arrependimento (Rm 2.4). desse modo que somos salvos, porque ele longnimo para convosco, no querendo que nenhum perea, seno que todos cheguem ao arrependimento (2Pe 3.9).

    Aprendemos com o Senhor a ser tambm pacientes e toleran-tes. Tiago recomenda aos cren-tes (5.7) que sejam pacientes, at vinda do Senhor e diz que devemos tomar por modelo no sofrimento e na pacincia os profetas, os quais falaram em nome do Senhor (v.10). Anos e sculos entraram e saram e esses profetas continuaram pacientemente insistindo com os violadores da aliana para que se arrependessem e voltassem para o Senhor. Por isso, muitos Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio

    de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (Hb 11.37).

    Tudo, porm, tem a sua hora e o seu lugar. Segundo o prprio Deus, a tolerncia zero tambm tem hora e lugar. No caos de Baal-Peor, Fineias atravessou com uma lana o israelita Zinri e a amante midianita, numa demonstrao de intolerncia que o Senhor louvou (Nm 25 1-13). E no foi s Zinri o puni-do: todo homem que seguiu a Baal-Peor o SENHOR, vosso Deus, consumiu do vosso meio (Dt 4.3). Baal-Peor foi conside-rado intolervel, porque ali eles se consagraram vergonhosa idolatria, e se tornaram abomin-veis como aquilo que amaram (Os 9.10).

    O apstolo Paulo deu impres-sionante exemplo de tolerncia. Para progredir com a procla-mao do evangelho ele se fez fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Mais do que isso, ele diz, Fiz-me

    tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns (1Co 9.22). Alm disso, ele suportou sofrimentos intolerveis para a maioria de ns (2Co 11.23-27). Mas que ningum o julgasse indiferente e exageradamente condescenden-te. A leitura de Glatas revela um Paulo intolerante e impa-ciente, capaz de empregar uma linguagem rstica e agressiva: Tomara at se mutilassem os que vos incitam rebeldia (Gl 5.12). que estavam tentando mutilar o evangelho e isso ele no tolerava.

    Porque tolerncia zero tem hora, a igreja em Tiatira teve de ouvir de Cristo essas palavras: Tenho ... contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profe-tisa, no somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituio e a comerem coisas sacrificadas aos dolos (Ap 2.18-20). Baal-Peor de novo, no. Outro evangelho? Nem pensar. Tolerncia zero.

    A IPB, como o povo de Deus em todos os tempos, vive cerca-da pelas atraes de Baal-Peor e assediada pelas propostas inde-centes de novos evangelhos. Zinri, os judaizantes e Tiatira reaparecem constantemente, o que intolervel. Por essa razo, tem havido um nobre esforo de muitos presbite-rianos, com o mesmo zelo de Fineias, do apstolo Paulo e de tantos fieis servos do Senhor de todos os tempos. O Rev. Jaime Marcelino, da IP Cidade Nova, em Manaus, vem organizando h treze anos o Encontro da F Reformada (p.9) e assim con-tribuindo para o fortalecimen-to da pregao do evangelho e fornecendo recurso literrio para evangelistas, missionrios e pastores da regio amazni-ca. Agora o evento realizado em oito diferentes lugares do Brasil, num esforo para man-termos a IPB na senda do puro evangelho.

    Damos graas a Deus pelo zelo de nossos irmos.

    EDITORIAL

    Tolerncia zero

    Conselho de Educao Crist e Publicaes:

    Clodoaldo Waldemar Furlan (Presidente)Domingos Dias (Vice-presidente)Gecy Soares de Macedo (Secretrio)Alexandre Henrique Moraes de AlmeidaAndr Luiz RamosAnzio Alves BorgesMarcos Antnio Serjo da CostaMauro Fernando Meister

    Conselho Editorial da CEP:

    Ageu Cirilo de Magalhes Jr.Cludio Marra (Presidente)Fabiano de Almeida OliveiraFrancisco Solano Portela NetoHeber Carlos de Campos Jr.Mauro Fernando MeisterTarczio Jos de Freitas CarvalhoValdeci da Silva Santos

    Conselho Editorial do BP:

    Alexandre Henrique Moraes de AlmeidaAnzio Alves BorgesClodoaldo Waldemar Furlan Hermistem Maia Pereira da Costa Leandro Antnio de Lima

    Edio e textos:

    Camila CrepaldiSP 51.929

    E-mail: bp@ipb.org.br

    Diagramao:

    Aristides Neto

    Impresso

    Folhagrfica

    Uma publicao do Conselho de Educao Crist e

    Publicaes

    Ano 54, n 695Outubro de 2012

    Rua Miguel Teles Junior, 394Cambuci, So Paulo SP

    CEP: 01540-040

    Telefone:(11) 3207-7099

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    Carto VISA N do carto ValidadeNome do titular Cdigo de segurana

  • trajetria dessa ilustre famlia na

    Igreja Presbiteriana do Brasil teve incio com o Rev. Henrique Louro de Carvalho (1876-1956). Convertido na adolescn-cia, em Nova Friburgo, sua cidade natal, foi recebido por profisso de f e batis-mo, pelo Rev. John Merrill Kyle, em maro de 1896. Com o passar do tempo, seus pais, irmos e muitos outros parentes tambm se converteram ao evangelho. Desejoso de seguir a car-reira ministerial, estudou no Seminrio Presbiteriano, em So Paulo, na virada do sculo. Foi ordenado no dia 13 de julho de 1902, no Rio de Janeiro. Pastoreou inicialmente as igrejas de Barra Alegre, So Jos do Ribeiro e Nova Friburgo, com suas muitas congrega-es.

    A seguir, exerceu o minis-trio em Niteri, Retiro, Botafogo, Riachuelo e Campos. Indo para o sul do estado, esteve frente

    das IPs de Barra do Pira, Resende, Conservatria, Nilpolis e Nova Iguau. Voltando definitivamente para o Rio de Janeiro, tra-balhou nas igrejas de Bangu e Piedade. Construiu muitos templos, organizou diversas igrejas e ocupou cargos de destaque nos conclios de que foi membro. Apesar de vrias limitaes de sade, visitou incansavelmente os campos que estavam sob sua responsabilidade, expe-rimentando perseguies. Pregou em quase todas as cidades do Estado do Rio, bem como em algumas dos estados vizinhos. Era grande entusiasta da esco-la dominical, sobre a qual

    escreveu um livro (A Escola Dominical tesouro de bn-os). Sua autobiografia foi publicada em 2006.

    O Rev. Henrique Louro casou-se duas vezes e teve muitos filhos. Com a primeira esposa, Palmira Pacheco, faleci-da em 1924, foram onze os rebentos: Evangelina, Damaris, Azenath, Jnia, Sydney, Henrique, Samuel, Apolo, Esdras, Syntyche e Nehemias. Casou-se em segundas npcias com sua cunhada Lucy Pacheco, irm de Palmira, com a qual teve outros oito filhos: Anbal, Cyrene, Nilo, Mysia, Admah, Lysias, Tefilo e Clemente. Vrios desses filhos e filhas tm sido ativos em suas diferen-tes igrejas locais.

    Syntyche Louro foi orga-nista da IP de Piedade por 30 anos. Nehemias Louro (1921), o filho mais novo do primeiro casamento, cur-sou teologia e foi presbtero da IP de Senador Camar. Anbal Pacheco Louro (1926), o primognito do

    segundo casamento, foi di-cono por muitos anos da IP de Turf Club (Campos dos Goytacazes) e da IP de Bom Jardim. Cyrene Louro Campos (1927) foi secretria da Confederao Nacional da Mocidade e no incio da dcada de 60 trabalhou por dois anos como missionria e profes-sora em Dourados (MS). Regeu por mais de 60 anos o coral da IP de Piedade e por 30 anos o coral da Confederao Sinodal do Trabalho Feminino.

    Mysia Louro Stutz (1930) membro da IP da Gvea, onde foi professora de crianas na escola domini-cal e participa do ministrio Desperta Dbora. Admah Louro (1932) foi presidente da Unio da Mocidade da IP de Piedade e tesoureira, pro-fessora da escola dominical e organista da IP de Bom Jardim. Lysias Louro (1933) presbtero emrito da IP de Piedade, onde exerceu o presbiterato por mais de 40 anos e foi tesoureiro por 47 anos. H 22 anos trabalha

    na secretaria do Seminrio Presbiteriano Rev. Ashbel Green Simonton, no Rio de Janeiro.

    Quanto terceira e quar-ta geraes, Ronaldo Leme Louro, filho de Apolo, presbtero da IP de Maria da Graa, e seu filho Eduardo Louro organista dessa igreja e regente do coral da IP de Ramos. Iolanda Louro Brown, irm de Ronaldo, casada com o presbtero Keith Brown