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CADERNO III AÇÃO DA ÁGUA DAS CHUVAS NO PLANETA … · CADERNO III – Ação da água das chuvas no planeta Terra – Parte I . CADERNO IV – Ação da água das chuvas no planeta

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Text of CADERNO III AÇÃO DA ÁGUA DAS CHUVAS NO PLANETA … · CADERNO III – Ação da água das chuvas...

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

CADERNO III

AO DA GUA DAS CHUVAS

NO PLANETA TERRA

Parte I

Regina Celia Gimenez Armesto

Foto da capa: Chuva.

Fonte: Portal O Jornal de Alagoas. Cidades, Destaque, Municpios. Alerta para chuvas

constantes nos prximos dias. Disponvel em: http://www.ojornalweb.com/2011/04/28/alerta-e-

para-chuvas-constantes-nos-proximos-dias-2/. Acesso em: 28 jul.2011.

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

i

Os cadernos de Temas Geolgicos para Educao Ambiental foram

concebidos com o intuito de levar para a escola uma nova abordagem no mbito

da Educao Ambiental voltada para o 6 e 7 anos do Ensino Fundamental.

Trata-se de um esforo no sentido de disponibilizar informaes relacionadas

s geocincias, sobre o meio fsico em que vivemos, e em que medida a

interferncia do homem pode gerar problemas ambientais como por exemplo

eroso, assoreamento, inundaes, escorregamentos etc.

Visando abordar questes ambientais relacionadas ao planeta Terra, a gua

foi utilizada como elemento de ligao para a elaborao de sete cadernos:

CADERNO I Processos naturais modificadores do relevo terrestre

CADERNO II Problemas ambientais decorrentes da falta ou excesso de gua

CADERNO III Ao da gua das chuvas no planeta Terra Parte I

CADERNO IV Ao da gua das chuvas no planeta Terra Parte II

CADERNO V Ao da gua dos rios no planeta Terra

CADERNO VI Ao da gua do mar no planeta Terra

CADERNO VII Ao da gua subterrnea no planeta Terra

A construo dos Cadernos de Temas Geolgicos para Educao Ambiental

foi desenvolvida com o objetivo de disponibilizar para alunos e professores

material pedaggico complementar em Educao Ambiental. Todos os temas

abordados so ilustrados por fotos, de forma a estimular alunos e professores a

discutir os problemas de uso e ocupao do territrio dentro de sua realidade, e

transportar os conceitos relacionados origem e evoluo das paisagens para

situaes vivenciadas no seu dia a dia. Visam ainda suprir uma lacuna deixada

pela falta de material para Educao Ambiental que aborde as questes

relacionadas s formas de uso e ocupao do meio fsico, e em que medida a

atuao do homem pode desencadear srios problemas ambientais.

Para servir como ponto de partida para pesquisas em Educao Ambiental,

todas as fontes consultadas acham-se relacionadas ao final de cada

tema, bem como abaixo ou ao lado de cada ilustrao. No caso de

material disponvel na internet, as informaes podem ser acessadas

digitando-se o endereo eletrnico, ou as palavras-chave citadas na

fonte, logo abaixo ou ao lado das ilustraes.

Nos textos, fartamente ilustrados para facilitar o entendimento e a

cognio, procurou-se tambm incluir mensagens relacionadas ao

uso adequado dos recursos naturais, de forma a conscientizar os

alunos sobre a necessidade de posturas responsveis com relao

ao meio ambiente no apenas individualmente, mas a perceber os

efeitos coletivos da responsabilidade ambiental na sua comunidade e

na sociedade. Segundo esse enfoque foram ainda inseridas em cada

caderno pequenas sementes de cidadania que, se bem cultivadas e

estimuladas, podero despertar noes de direitos e deveres que os

alunos devem ter e fazer valer, com vista a prepar-los para o

exerccio da cidadania.

A aplicao de fotografias como instrumento didtico-pedaggico

em Educao Ambiental, no Ensino Fundamental, representa ainda

uma janela aberta para a divulgao sistemtica da Geodiversidade,

no que concerne conscientizao da importncia do meio fsico na

questo ambiental.

importante ressaltar que os Cadernos de Temas Geolgicos

para Educao Ambiental constituem material paradidtico e, em

nenhuma hiptese, substituem os livros didticos.

Os cadernos esto disponveis no site da CPRM - Servio

Geolgico do Brasil, no site www.cprm.gov.br, no menu Canal Escola/

Educao Ambiental.

Regina Celia Gimenez Armesto

e-mail: [email protected]

APRESENTAO

SUMRIO

APRESENTAO .............................................................................. i

1. EROSO ........................................................................................ 1

1.1. Eroso normal ...................................................................... 1

1.2. Eroso acelerada ................................................................. 1

2. A GUA SUPERFICIAL COMO AGENTE DE EROSO E

SEDIMENTAO .......................................................................... 2

2.1. Eroso laminar ..................................................................... 3

2.2. Eroso linear: a formao de sulcos e ravinas .................... 4

3. EROSO DE GRANDES MASSAS DE SOLO ............................. 6

4. ENXURRADA ................................................................................. 7

4.1. Causas das enxurradas ....................................................... 8

4.2. Problemas ambientais causados pelas enxurradas ............ 10

5. FONTES DE CONSULTA .............................................................. 12

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

Como j vimos no Caderno I, a EROSO o conjunto de

processos que atuam na superfcie terrestre capaz de

desagregar, remover e transportar partculas e fragmentos

de rochas para as partes mais baixas do relevo onde so

depositados.

A atuao da eroso pode ser normal ou acelerada.

A EROSO NORMAL, NATURAL ou GEOLGICA resulta

unicamente da atuao das foras da natureza, sem que

haja a interveno do homem. Trata-se de um processo

lento, que geralmente no perceptvel em curto prazo,

sendo responsvel pela modelagem do relevo da superfcie

terrestre e pela formao dos solos.

O processo de eroso natural

contribuiu para a formao

do solo denominado de terra

roxa, resultado da alterao

de uma rocha chamada

basalto. A terra roxa boa

para agricultura e, no

municpio de Guara (SP),

vem sendo utilizada para o

cultivo de cana-de-acar.

A EROSO ACELERADA, tambm chamada de

EROSO ANTRPICA resultante da acelerao do

processo de eroso natural, e decorrente das alteraes

provocadas pelo homem no ambiente, como por exemplo

a retirada da cobertura vegetal. Via de regra, a eroso

acelerada ou antrpica resulta em impactos que podem

comprometer e causar modificaes na paisagem natural.

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Prticas agrcolas inadequadas, e a retirada da mata ciliar

aceleraram o processo de eroso nas margens do rio. A areia

resultante da eroso vai parar dentro do rio, provocando o

assoreamento. Rio do Peixe, no municpio de Dracena (SP).

Fonte: PEIXOTO, C. A. B. Geodiversidade: adequabilidades/potencialidades e limitaes frente

ao uso e ocupao. In: Geodiversidade do estado de So Paulo.

Fonte: PEIXOTO, C. A. B. Geodiversidade: adequabilidades/potencialidades e limitaes

frente ao uso e ocupao. In: Geodiversidade do estado de So Paulo.

A areia que trazida

para o leito provoca o

assoreamento do rio

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1. EROSO

1.1. Eroso normal

1.2. Eroso acelerada

Quer no processo de eroso natural, quer atravs da

eroso acelerada, a GUA o principal agente

erosivo em nosso planeta. 1

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

Dependendo da intensidade com que a chuva cai

em uma determinada regio e de como se processa

o escoamento da gua da chuva por uma encosta,

podem ocorrer dois tipos de eroso: a EROSO

LAMINAR e a EROSO LINEAR.

2. A GUA SUPERFICIAL COMO AGENTE DE EROSO E SEDIMENTAO

A eroso hdrica (causada pela gua) um processo natural.

O clima, o relevo, a composio do solo e do substrato

rochoso, em conjunto, condicionam o potencial da eroso

hdrica em um dado local. J a existncia ou no de cobertura

vegetal, e o tipo de uso do solo so fatores que podem

contribuir para o agravamento do processo erosivo provocado

pelas chuvas.

A eroso hdrica se inicia com o impactos das gotas de

chuva sobre o solo, desagregando suas partculas que vo

sendo removidas e transportadas pelo escoamento da gua

da chuva (escoamento superficial).

A sedimentao acontece quando essas partculas so

depositadas nas partes mais baixas do terreno, e nos leitos

dos rios, que so responsveis por transport-las at lagos

e oceanos.

O impacto da gota de chuva sobre o solo sem vegetao aumenta

depois que a camada superficial do solo est saturada de gua. O

processo de desagregao das partculas do solo ento intensificado.

Olha s que interessante Alex! A gente v a chuva caindo, mas no imagina que ela pode provocar dois tipos de eroso!

Pois Camila, agora fiquei curioso: quero ver o efeito desses dois tipos de eroso no solo. Por favor, vire a pgina para vermos se h exemplos!

Fonte: Eroso. Disponvel em:

http://pessoas.feb.unesp.br/an

na/files/2009/08/ Erosao.pdf.

Fonte: SANTOS, R. F. dos. Vulnerabilidade ambiental.

Momento em que a

gota de chuva cai ,

provocando eroso e

desagregao das

partculas do solo.

2

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

Pontualmente, a EROSO LAMINAR pouco perceptvel.

Entretanto, a foto a seguir demonstra a intensidade e o

resultado da EROSO LAMINAR em uma plantao de feijo

aps as fortes chuvas de vero.

Na maior parte do Brasil, onde domina o clima tropical, os

efeitos da eroso laminar seriam minimizados se as

plantaes adotassem prticas de conservao do solo,

como por exemplo a plantao em terraos ou plantar

sobre palha distribuda no solo, de modo a proteger o

solo da eroso.

2.1. Eroso laminar

Conforme podemos verificar na foto abaixo, a EROSO

LAMINAR se d quando a gua da chuva espalha-se

pelo terreno como se fosse um lenol e vai escorrendo

de forma difusa, quer dizer, em vrias direes, sem

formar sulcos no terreno.

Nesse processo, a gua da chuva carrega, em

suspenso, pequenas partculas desagregadas do solo,

promovendo uma eroso progressiva e uniforme das

camadas superficiais do solo.

Eu nunca poderia imaginar que esse pouquinho dgua pudesse estar erodindo o solo! Esta vendo Alex! Quando se tem noes de geologia e de proteo ao meio ambiente, a gente passa a enxergar coisas que ocorrem na natureza e que antes nem percebamos!

Esquema de uma plantao

em terraos, o que diminui a

fora da gua da chuva que

desce pela encosta e,

consequentemente, a

eroso.

Na eroso laminar a

gua escorre em vrias

direes.

Fonte: Eroso: eroso em lenol

ou laminar.

Disponvel em:

http://redin.lec.ufrgs.br/index.php/

3.2._EROS%C3%83.

Com a chuva, a eroso

laminar destruiu a plantao

e provocou a eroso do solo..

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Modificado de: RIBEIRO, P. V. Geografia material para as turmas de 1 Srie do Ensino Mdio.

Disponvel em: http://www.csanl.com.br/professores/material/paulovictor/texto.pdf.

Fonte: Embrapa. Agncia de Informao

Embrapa. Solo. O feijoeiro comum prefere

que tipo de solo? Disponvel em:

http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Age

ncia4/AG01/arvore/AG01_2_20720041528

20.html

3

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

sulco eroso laminar

A EROSO LINEAR causada pela concentrao

das guas que escoam na superfcie do terreno. A

continuidade desse processo erosivo provocado pelo

escoamento superficial d origem a SULCOS como o

que pode ser visto nas fotos a seguir.

Formao de sulco na encosta. Bacia do rio Botafogo (PE).

Como pode ser

observado, os sulcos

so estreitos, pouco

profundos, e o

escoamento da gua se

concentra em canais

bem definidos.

sulco

ravina

Vooroca ou booroca

lenol fretico

lenol fretico

lenol fretico

Com a evoluo do processo os canais podero se aprofundar e atingir o lenol fretico, dando origem s VOOROCAS ou BOOROCAS que estudaremos no caderno VII.

A continuidade do processo erosivo pode promover o aprofundamento e alargamento dos sulcos, dando origem s RAVINAS.

Fonte: MACHADO, M. F.; SILVA, S. F. da. Geodiversidade:

adequabilidades/potencialidades e limitaes frente ao uso e ocupao e aos potenciais

mineral e turstico. In: Geodiversidade do Estado de Minas Gerais.

Fonte: PFALTZGRAFF, P. A. dos S. et. al. Riscos Geolgicos. In: Geodiversidade do

Brasil: conhecer o passado para entender o presente e prever o futuro.

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a Ravina resultante do

processo erosivo em

Gilbus (PI), acelerado

pela retirada da vegetao.

largura da ravina

profundidade

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Fonte: PFALTZGRAFF, P. A. dos S.

et. al. (Org.). Geodiversidade do

Estado do Piau.

Fonte: Modificado de: Solo.

Disponvel em:

http://www2.fc.unesp.br/lapalma/

bio%20aula%2003.pdf.

Esquema mostrando a

evoluo do processo erosivo

at a formao de vooroca

2.2. Eroso linear: a formao de sulcos e ravinas

sulco

4

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

importante salientar que tanto os SULCOS quanto as

RAVINAS so produtos da eroso provocada pelo

escoamento da gua das chuvas na superfcie dos

terrenos: o chamado de escoamento superficial.

J no processo de formao das voorocas ou

boorocas, o processo erosivo condicionado pelo

escoamento da gua subterrnea.

A formao de SULCOS, RAVINAS ocorre com mais

intensidade, em terrenos de rochas sedimentares, que

so mais facilmente erodidas.

A eroso acelerada pelo desmatamento est provocando a

evoluo das ravinas para voorocas nesta rea rural de

Rio Branco (AC).

Quase sempre, SULCOS e RAVINAS se desenvolvem em

terrenos que sofreram a retirada da vegetao, ou que

apresentam pouca cobertura vegetal, em funo da falta de

cuidados com o manejo dos solos agrcolas.

Os prejuzos causados com a eroso hdrica esto

relacionados principalmente perda de solos agrcolas que

so levados pelo escoamento superficial.

H ainda a perda de reas agricultveis, pois a presena de

SULCOS e RAVINAS no terreno impede a utilizao de

maquinrio agrcola.

Alex, cada vez eu estou mais convencida da necessidade de levar todas as escolas do pas as informaes sobre os cuidados que devemos ter ao planejar o uso e ocupao dos terrenos e no manejo dos solos.

Concordo com sua sugesto Camila! Seria uma maneira de informar aos alunos e tambm propor que eles levem para suas comunidades a mensagem sobre a deteriorao do solo pelo manejo negligente, que pode ser irreversvel, e vir a prejudicar o potencial agrcola do pas.

Fonte: SILVA, C. R. da et. al. Aplicaes mltiplas do Conhecimento da Geodiversidade. In:

Geodiversidade do Brasil: conhecer o passado para entender o presente e prever o futuro.

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TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

A gua superficial o principal agente, responsvel pela eroso de

grandes massas de solo.

Esse processo erosivo pode estar associado :

eroso fluvial: grande massa de solo e rochas levada pela correnteza, cuja fora erode o LEITO

e provoca o DESBARRANCAMENTO DAS

MARGENS do rio.

eroso marinha: provocada pelas ao conjunta das ondas, correntes costeiras e pela oscilao

das mars. Seu efeito pode ser mais facilmente

percebido quando a largura da praia diminui, ou

com o recuo das falsias.

A enxurrada provocada pelas fortes

chuvas de janeiro de 2011 entulhou

essa rua, em Terespolis (RJ), com

uma grande massa de solo, areia de rio,

blocos de rocha e troncos de rvores

As chuvas torrenciais que caram

janeiro/2011 provocaram o

escorregamento de grandes massas

de solo, causando destruio em

Nova Friburgo (RJ).

Eroso nas margens do rio

Paraguai, no municpio de

Cceres (MT).

Fonte: Portal G1. VC no G1. Leitores enviam fotos

da chuva na Regio Serrana do RJ. Disponvel em:

http://g1.globo.com/vc-no-g1/fotos/2011/01/leitores-

enviam-fotos-da-chuva-no-rio-de-janeiro.html.

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Fonte: Portal Terra. Notcias. Brasil. Veja fotos da

chuva no Rio de Janeiro.

Disponvel em:

http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI144142-

EI306,00-

Veja+fotos+da+chuva+no+Rio+de+Janeiro.html.

Fonte: SILVA, A. et. al. Avaliao da eroso na

margem direita do rio Paraguai a jusante da

praia do Julio, municpio de Cceres-MT.

Disponvel em:

http://www.rga.ggf.br/index.php?journal=rga&p

age=article&op=viewFile&path%5B%5D=1&pat

h%5B%5D=1.

Fonte: Eroso destri

falsias no litoral do Canoa.

Disponvel em:

http://descobrindooceara.blo

gspot.com/2010/03/erosao-

destroi-falesias-no-litoral-

de.html.

3. EROSO DE GRANDES MASSAS DE SOLO

Eroso marinha afeta as falsias em Canoa Quebrada,

no Cear.

eroso pluvial: grandes massa de solo e rochas podem ser levadas pelas guas das chuvas torrenciais que provocam

ENXURRADAS, capazes de arrastar tudo que encontram pela

frente, ou durante os ESCORREGAMENTOS, deixando um

rastro de destruio.

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TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

A ENXURRADA pode ser definida como o escoamento

superficial concentrado, com alta capacidade para

transportar grandes massas de solo, rochas e detritos. A

gua corre com rapidez e muita fora, formando correnteza,

e arrastando tudo que encontra pela frente.

Em decorrncia das fortes

chuvas que atingiram a

regio serrana do Rio de

Janeiro, a enxurrada invadiu

casas e causou grande

destruio em Areal, distrito

de Petrpolis.

A inundao causada pela

enxurrada de janeiro/2011,

permaneceu no centro de

Nova Friburgo (RJ), por

mais dois dias.

Depois que passa a correnteza da enxurrada, a

inundao pode permanecer nas reas mais planas, por

horas ou at dias.

Em junho/2010, em

Palmares (PE), a fora da

enxurrada obrigou

moradores a aguardar

socorro nos telhados das

casas.

Voc reparou nos redemoinhos formados pela fora da correnteza?

Eu vi, Lvia! Mas agora estou querendo saber quais as causas das enxurradas!

Ento vira a pgina para aprendermos um pouco mais sobre este tema!

Com as chuvas de

janeiro/2011, o rio Grande,

em Bom Jardim (RJ),

transbordou e a enxurrada,

com forte de correnteza,

chegou ao telhado das

casas.

Fonte: Portal G1. Chuvas no RJ. Veja fotos dos estragos das chuvas no Rio de Janeiro. Disponvel

em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/fotos/2011/01/veja-imagens-da-tragedia-no-

rj.html.

Disponvel em:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/f

orte+enxurrada+varreu+alagoas+e+pe

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Fonte: Portal G1. VC no G1. Leitores enviam fotos da chuva na Regio Serrana do RJ. Disponvel em:

http://g1.globo.com/vc-no-g1/fotos/2011/01/leitores-enviam-fotos-da-chuva-no-rio-de-janeiro.html

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Fonte: Portal G1. VC no G1. Leitores

enviam fotos da chuva na Regio Serrana

do RJ. Disponvel em:

http://g1.globo.com/vc-no-

g1/fotos/2011/01/leitores-enviam-fotos-da-

chuva-no-rio-de-janeiro.html.

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4. ENXURRADA

7

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

a) chuvas violentas concentram-se e caem sobre uma

determinada regio. O volume de chuva pode ser to

grande, que os rios no conseguem escoar a gua

acumulada e transbordam provocando inundao na

regio. Formam-se torrentes de gua que ganham fora

e velocidade e correm com violncia, principalmente

sobre superfcies impermeveis, como nas reas

asfaltadas.

Esse processo ocorreu em junho de 2010, quando as

fortes chuvas que caram sobre os estados de

Pernambuco e Alagoas provocaram grandes

ENXURRADAS devido ao transbordamento dos rios

Canhoto, Munda e Una, entre outros, causando

destruio em mais de 30 municpios, que resultou na

morte de 47 pessoas, e cerca de 80 mil desabrigados.

Efeitos da enxurrada na cidade de

Branquinha, em Alagoas. Fonte: Portal IG. ltima Segundo. Brasil. Forte

enxurrada varreu Alagoas e Pernambuco. Disponvel

em: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/forte+

enxurrada+varreu+alagoas+e+pernambuco/n123767523

6767. html#8.

A enxurrada invadiu o centro de Rio Largo (AL) e destruiu tudo que

encontrou pela frente.

A enxurrada provocou a destruio

de muitas casas em Barreiros (PE). Fonte: Portal Terra. Brasil. PE: fortes chuvas destroem

Palmares e outras cidades. Disponvel em:

http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,, OI127764-

EI306,00-PE+fortes+ chuvas+

destroem+Palmares+e+outras+cidades.html

Ruas de Qebrangulo (AL) ficaram completamente destrudas

.

Fonte: Portal IG. ltima Segundo.

Brasil. Forte enxurrada varreu

Alagoas e Pernambuco.

Disponvel em:

http://ultimosegundo.ig.com.br/bra

sil/forte+enxurrada+varreu+alagoa

s+e+pernambuco/n123767523676

7.html#7

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Fonte: Portal IG. ltima

Segundo. Brasil. Forte

enxurrada varreu

Alagoas e Pernambuco.

Disponvel em:

http://ultimosegundo.ig.c

om.br/brasil/forte+enxurr

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pernambuco/n12376752

36767.html#12.

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4.1. Causas das enxurradas

8

As ENXURRADAS podem acontecer quando:

TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

b) chuvas intensas caem sobre regies de montanhas ou

morros ngremes, com encostas mais inclinadas,

fazendo com que o escoamento da gua ganhe

velocidade. Quanto maior a inclinao do terreno, maior

ser a capacidade destrutiva da enxurrada. Tambm

neste caso, o fluxo violento da gua provoca eroso

no solo e arrasta tudo que encontra pelo caminho:

prdios, casas, veculos, estradas, pontes etc.

Calamento da rua

destrudo pela enxurrada

que atingiu Terespolis

(RJ), em janeiro de 2011.

Em Friburgo, as fortes

chuvas de janeiro de

2011 provocaram o

escorregamento das

encostas e a enxurrada

inundou ruas e praas,

que ficaram cobertas

de lama e detritos.

c) h o rompimento de diques e barragens e as guas que

estavam represadas no reservatrio inundam a regio logo

abaixo da represa.

Em 2009, aps 48 horas de

chuvas, a Barragem Algodes I

rompeu e a enxurrada

arrasou plantaes e casas,

deixando cerca de 3.000

desabrigados em Cocal da

Estao e Buriti, no Piau.

Pela sua fora, as ENXURRADAS podem provocar a eroso e

so capazes de transportar grandes massas de solo. So

capazes de destruir margens at mesmo alterar o traado de

trechos de um rio ou canal.

Rompimento da barragem da

PAMPULHA, em Belo Horizonte

(MG), em 1954, quando uma

fenda se abriu. Posteriormente,

toda a barragem cedeu e a gua

se espalhou por toda a rea

central da cidade, atingindo

casas e o aeroporto.

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Fonte: Portal IG. ltimo Segundo. Fotos. Enchentes no Rio de Janeiro. Disponvel em:

As ENXURRADAS trazem srios problemas, tanto quando ocorrem

nas cidade, quanto nas rea rurais.

Nas cidades, toda terra que desce em funo dos deslizamentos

nas encostas, bem como o lixo jogado nas ruas, entopem os

bueiros ou so levados pela correnteza e vo parar nos rios e

lagoas, contribuindo para seu assoreamento. Quando esse

assoreamento ocorre, rios e lagoas tm sua profundidade

diminuda em funo do acmulo de sedimentos e lixo no fundo.

Muitas vezes, o lixo transportado pelos rios chega a atingir o mar.

Lixo acumulado na Av. Maracan,

no Rio de Janeiro, trazido pela

enxurrada, em abril de 2010.

Em 2010, a enxurrada

afetou vrias cidades de

Pernambuco e levou para a

praia de Boa Viagem, no

Recife, 15 toneladas de lixo.

Lo, acho que poderamos fazer uma campanha, l no bairro onde moramos, sobre a necessidade de manter ruas e encostas limpas. Acho legal, porque a prpria populao que joga o lixo nas ruas e encostas depois reclama que a gua invadiu suas casas e deixou lixo espalhado por todo lado! Alex, mas tambm temos que eleger uma comisso para cobrar da prefeitura a limpeza dos bueiros e a dragagem para desassorear os rios, canais e as lagoas. Concordo, Lvia! Se cada um fizer a sua parte, todos saem ganhando! Ah meninos! Lembrei de outra coisa muito importante! Nessa campanha, a gente poderia distribuir um folheto informando que durante as enxurradas as pessoas devem procurar lugares mais altos e mais seguros. Camila, devemos tambm informar sobre o perigo de tentar andar pelas ruas, porque a pessoa pode cair dentro de buraco, ou bueiro sem tampa e ser levado pela correnteza! Felipe, e ainda h o perigo de levar um choque em algum fio que esteja de baixo da gua!

Fonte: Portal R7. Notcias. Rio e cidades.

Fotos. Chuvas provocam mortes e

destruio no Rio de Janeiro.

Disponvel em:

http://noticias.r7.com/cidades/fotos/chuva

-no-rio-20100406-43.html#fotos

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Fonte: Portal G1. Brasil. Cerca de 15 toneladas de lixo so recolhidas de praia no Recife. Disponvel em:

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/06/cerca-de-15-toneladas-de-lixo-sao-recolhidas-de-praia-no-

recife.html.

4.2. Problemas ambientais causados pelas enxurradas

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TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

Caderno III AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte I

Tanto nas cidades, quanto no campo, as enxurradas

podem afetar o funcionamento de servios como

transporte, fornecimento de gua, luz, e gs e tambm

destruir ruas, estradas e pontes.

Camila, seria muito bom se a gente pudesse evitar as enxurradas!

Lvia, mas no podemos: elas so fenmenos provocados pela natureza, que o homem no consegue controlar.

Ento ns precisamos cobrar dos prefeitos e governadores planos de emergncia para avisar a populao sobre a aproximao de chuvas intensas , visando a alertar as pessoas para que saiam das reas de risco.

Ponte na BR-116 foi

destruda pela fora da

enxurrada, interrompendo

o acesso Bom Jardim

(RJ), em janeiro de 2011.

Nas reas rurais a enxurrada tambm causa srios

prejuzos para agricultura e pecuria. A queda de pontes,

interdio dos acessos por causa da queda de barreiras, e

a destruio das estradas dificultam o escoamento da

produo e o recebimento de rao para a os rebanhos e

avicultura (criao de aves).

Estas dificuldades tm reflexo tambm nas cidades que

sofrem com o desabastecimento de legumes, verduras, frutas,

leite e derivados, e tambm com a elevao dos preos

desses produtos.

A fora da enxurrada pode dizimar rebanhos e destruir

plantaes. Entretanto, o maior prejuzo que as enxurradas

podem causar est relacionada perda irreversvel de solos

agrcolas de boa qualidade, que so levados pelas guas.

Entre os efeitos da enxurrada tambm merecem destaque a

perda da biodiversidade, causada pela morte de animais e

plantas que so levados pelas guas, e a destruio de belas

paisagens, recantos naturais e pontos tursticos.

Na localidade de Vieira,

toda a rea na frente da

plantao, foi coberta

pela areia trazida pela

enxurrada que atingiu

Terespolis (RJ), em

janeiro/2011.

Fonte: Portal G1. VC no G1. Leitores

enviam fotos da chuva na Regio

Serrana do RJ. Disponvel em:

http://g1.globo.com/vc-no-

g1/fotos/2011/01/leitores-enviam-fotos-

da-chuva-no-rio-de-janeiro.html.

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Fonte: Portal G1. VC no G1. Leitores enviam fotos da chuva na Regio Serrana do RJ. Disponvel

em: http://g1.globo.com/vc-no-g1/fotos/2011/01/leitores-enviam-fotos-da-chuva-no-rio-de-

janeiro.html.

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