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TEMAS GEOLÓGICOS PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CADERNO IV AÇÃO DA ÁGUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II Regina Celia Gimenez Armesto

CADERNO IV AÇÃO DA ÁGUA DAS CHUVAS NO PLANETA

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  • TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    CADERNO IV

    AO DA GUA DAS CHUVAS

    NO PLANETA TERRA

    Parte II

    Regina Celia Gimenez Armesto

  • Foto da capa: Chuva na selva.

    Fonte: Portal UOL. Ultradownloads. Disponvel em:

    http://www.google.com.br/imgres?q=chuva&um=1&hl=pt-BR&sa=N&rlz=1T4ADFA_pt-

    BRBR347BR347&biw=1680&bih=836&tbm=isch&tbnid=DCmpJ7Spa4J7JM:&imgrefurl=http://ultrad

    ownloads.uol.com.br/papel-de-parede/Chuva-na-

    Selva/&docid=rThUB2Ksk9cJRM&w=1600&h=1200&ei=dnExTqzgEI6s0AGu8d3qCw&zoom=1&iact

    =rc&dur=94&page=3&tbnh=162&tbnw=231&start=57&ndsp=28&ved=1t:429,r:12,s:57&tx=124&ty=8

    4. Acesso em: 28 jul. 2011.

  • TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

    i

    Os cadernos de Temas Geolgicos para Educao Ambiental foram

    concebidos com o intuito de levar para a escola uma nova abordagem no mbito

    da Educao Ambiental voltada para o 6 e 7 anos do Ensino Fundamental.

    Trata-se de um esforo no sentido de disponibilizar informaes relacionadas

    s geocincias, sobre o meio fsico em que vivemos, e em que medida a

    interferncia do homem pode gerar problemas ambientais como por exemplo

    eroso, assoreamento, inundaes, escorregamentos etc.

    Visando abordar questes ambientais relacionadas ao planeta Terra, a gua

    foi utilizada como elemento de ligao para a elaborao de sete cadernos:

    CADERNO I Processos naturais modificadores do relevo terrestre

    CADERNO II Problemas ambientais decorrentes da falta ou excesso de gua

    CADERNO III Ao da gua das chuvas no planeta Terra Parte I

    CADERNO IV Ao da gua das chuvas no planeta Terra Parte II

    CADERNO V Ao da gua dos rios no planeta Terra

    CADERNO VI Ao da gua do mar no planeta Terra

    CADERNO VII Ao da gua subterrnea no planeta Terra

    A construo dos Cadernos de Temas Geolgicos para Educao Ambiental

    foi desenvolvida com o objetivo de disponibilizar para alunos e professores

    material pedaggico complementar em Educao Ambiental. Todos os temas

    abordados so ilustrados por fotos, de forma a estimular alunos e professores a

    discutir os problemas de uso e ocupao do territrio dentro de sua realidade, e

    transportar os conceitos relacionados origem e evoluo das paisagens para

    situaes vivenciadas no seu dia a dia. Visam ainda suprir uma lacuna deixada

    pela falta de material para Educao Ambiental que aborde as questes

    relacionadas s formas de uso e ocupao do meio fsico, e em que medida a

    atuao do homem pode desencadear srios problemas ambientais.

    Para servir como ponto de partida para pesquisas em Educao Ambiental,

    todas as fontes consultadas acham-se relacionadas ao final de cada

    tema, bem como abaixo ou ao lado de cada ilustrao. No caso de

    material disponvel na internet, as informaes podem ser acessadas

    digitando-se o endereo eletrnico, ou as palavras-chave citadas na

    fonte, logo abaixo ou ao lado das ilustraes.

    Nos textos, fartamente ilustrados para facilitar o entendimento e a

    cognio, procurou-se tambm incluir mensagens relacionadas ao

    uso adequado dos recursos naturais, de forma a conscientizar os

    alunos sobre a necessidade de posturas responsveis com relao

    ao meio ambiente no apenas individualmente, mas a perceber os

    efeitos coletivos da responsabilidade ambiental na sua comunidade e

    na sociedade. Segundo esse enfoque foram ainda inseridas em cada

    caderno pequenas sementes de cidadania que, se bem cultivadas e

    estimuladas, podero despertar noes de direitos e deveres que os

    alunos devem ter e fazer valer, com vista a prepar-los para o

    exerccio da cidadania.

    A aplicao de fotografias como instrumento didtico-pedaggico

    em Educao Ambiental, no Ensino Fundamental, representa ainda

    uma janela aberta para a divulgao sistemtica da Geodiversidade,

    no que concerne conscientizao da importncia do meio fsico na

    questo ambiental.

    importante ressaltar que os Cadernos de Temas Geolgicos

    para Educao Ambiental constituem material paradidtico e, em

    nenhuma hiptese, substituem os livros didticos.

    Os cadernos esto disponveis no site da CPRM - Servio

    Geolgico do Brasil, no site www.cprm.gov.br, no menu Canal Escola/

    Educao Ambiental.

    Regina Celia Gimenez Armesto

    e-mail: [email protected]

    APRESENTAO

  • SUMRIO

    APRESENTAO .............................................................................. i

    1. MOVIMENTOS DE MASSA ........................................................... 1

    2. AGENTES CAPAZES DE DESENCADEAR MOVIMENTOS DE

    MASSA ........................................................................................... 1

    2.1. Agentes naturais ................................................................ . 1

    2.2. Ao antrpica ................................................................... . 2

    3. TIPOS DE MOVIMENTOS DE MASSA ........................................ 3

    3.1. Rastejos................................................................................. 3

    3.1.1. Aprendendo a reconhecer os sinais de rastejo ................ 4

    3.2. Escorregamentos ................................................................. 5

    3.2.1. Fatores que condicionam os escorregamentos ................ 6

    3.2.1.1. Condicionantes naturais ................................................ 6

    3.2.1.2. Condicionantes antrpicos ............................................. 9

    3.3. Quedas ................................................................................. 16

    3.4. Corridas ................................................................................ 19

    4. MEDIDAS PREVENTIVAS PARA EVITAR MOVIMENTOS DE

    MASSA .......................................................................................... 23

    4.1. Construo adequada de estradas ...................................... 23

    4.2. Obras de conteno ............................................................. 24

    4.3. Vegetao adequada ........................................................... 27

    4.4. Retirada do lixo .................................................................... 29

    5. REDUZINDO RISCOS ................................................................... 30

    6. APRENDENDO A RECONHECER INDCIOS DE QUE PODEM

    OCORRER ESCORREGAMENTOS ............................................. 31

    7. FONTES DE CONSULTA ............................................................. 34

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Os processos erosivos que atuam incessantemente sobre

    a superfcie terrestre podem provocar o deslocamento,

    encosta abaixo, de pequenas quantidades de solo, quase

    imperceptveis, que no chegam a alterar a paisagem.

    Entretanto, podem tambm envolver toneladas de solo e

    rocha, resultando em grandes movimentos de massa

    que so capazes de promover profundas alteraes nas

    paisagens que costumamos ver.

    Os movimentos de massa envolvem a descida pela

    encosta de montanhas, serras e morros de materiais como

    solo, rocha, detritos, lama, vegetao, devido a ao da

    gravidade, em terrenos inclinados.

    Os movimentos de massa, via de regra,ocorrem

    naturalmente na superfcie terrestre, em funo do

    trabalho constante das foras da natureza.

    Movimentos de massa

    ocorreram devido as forte

    chuvas que caram na regio

    do rio Figueira, em Timb do

    Sul (SC), em dezembro/1995. Fonte: MACEDO, E. S. de. Os planos

    preventivos de defesa civil aplicados nos

    municpios do estado de So Paulo.

    abalos provocados por terremotos e erupes vulcnicas, capazes de desestabilizar os terrenos;

    fuso do gelo e das neves; impacto causado por ondas do tipo tsunami; ao de ventos fortes como tufes e furaces; eroso e intemperismo que atuam incessantemente sobre o solo e as rochas, sendo capazes de romper o equilbrio das

    encostas;

    chuvas intensas e/ou prolongadas.

    2. AGENTES CAPAZES DE DESENCADEAR

    MOVIMENTOS DE MASSA

    Fonte: Casos de estudo. Nevado del Ruiz. DIAS, J. Alverinho. As corridas de lama do vulco

    Nevado del Ruiz (Colmbia) - 13 Nov 1985. Disponvel em:

    http://w3.ualg.pt/~jdias/GEOLAMB/GAn_Casos/NevadodelRuiz/NRuiz_2.html.

    Em 1985, na Colmbia, formaram-

    se grandes fluxos de lava do

    vulco Nevado del Ruiz, que

    misturados com a neve fundida

    pelo calor da erupo, e com

    grandes quantidades de solo e

    rocha, deu origem a um dos

    maiores movimentos de massa

    (chamado lahar) j registrados,

    que destruiu cidades e povoados

    inteiros.

    1. MOVIMENTOS DE MASSA

    2.1. Agentes naturais: so foras da natureza capazes de

    desencadear os movimentos de massa . Entre os agentes

    naturais podemos citar:

    1

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • 2.2. Ao antrpica: os movimentos de massa podem

    tambm ser induzidos, ou seja, provocados pela ao

    do homem.

    Quando o homem retira a cobertura vegetal e/ou

    promove algum tipo de modificao nas encostas, ele

    pode desestabilizar o terreno e provocar movimentos

    de massa induzidos, como escorregamento de solo,

    queda de blocos de rocha etc.

    Estudos apontaram que os movimentos de massa ocorridos no

    vale do rio Mogi, Cubato (SP), em 1985, em funo das chuvas,

    foram facilitados pela degradao da vegetao, provocada pela

    poluio industrial. Fonte: BARROS, D. L.; VIEIRA, B. C. A anlise da interferncia da cobertura vegetal nos

    escorregamentos ocorridos em janeiro de 1985 a serra de Cubato (SP). Disponvel em:

    http://www.geo.ufv.br/simposio/simposio/trabalhos/resumos_expandidos/eixo1/008.pdf.

    Fonte: PIMENTEL, Jorge (coord.) et al. Comunidade mais segura: mudando hbitos e reduzindo os

    riscos de movimentos de massa e inundaes.

    No s grandes modificaes feitas pelo

    homem nas encostas podem desencadear

    movimentos de massa. Pequenas

    intervenes no terreno, como um corte

    para a retirada de solo ou blocos de rocha,

    podem causar a ruptura do talude, ou seja,

    do barranco, e provocar acidentes.

    Os aterros feitos nas encostas de morros representam um

    tipo de interveno do homem que pode desencadear

    movimentos de massa. Esta casa foi construda sobre

    um aterro feito na encosta do

    morro. Sem proteo, o aterro

    est escorregando encosta

    abaixo, ameaando a casa, bem

    como outras residncias

    localizadas mais abaixo. uma

    situao de risco provocada pelo

    homem e que pode resultar em

    grande movimento de massa.

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento de

    Equipes Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila para treinamento; abertura;

    aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e gerenciamento de reas

    urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-para-o-

    mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-enchentes-e-

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Os tipos de movimentos de massa mais frequentes no

    Brasil so:

    RASTEJOS;

    ESCORREGAMENTOS;

    QUEDAS;

    CORRIDAS.

    3. TIPOS DE MOVIMENTOS DE MASSA

    3.1. Rastejos

    Observando a paisagem que e pode perceber os indcios

    de que o solo est se movimentando. Fonte: Curso de Geologia Ambiental via Internet. Modificado de BLOOM,1988. In:

    Geodinmica Externa: movimento de massa. Disponvel em:

    http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/interacao/inter09a.html.

    Degraus no solo so sinais indicativos do processo de rastejo. Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Biblioteca. Preveno de Riscos. Biblioteca. Livro

    Mapeamento de riscos em encostas de margens de rios. CARVALHO, C. S. et al. Mapeamento de riscos

    em encostas de margens de rios. Disponvel em: http://www.cidades.gov.br/images/stories/ArquivosSNPU/

    Biblioteca/PrevencaoErradicacao/Livro_Mapeamento_Enconstas_Margens.pdf.

    Os rastejos so movimentos intermitentes, bem lentos e

    graduais do solo, que pode deslizar poucos centmetros em

    um ano.

    A ocorrncia do rastejo um sinal de instabilidade do solo e

    sua identificao importante, pois indica que podem

    ocorrer outros tipos de movimento de massa, mais rpidos e

    perigosos.

    somente atravs da observao da paisagem que se

    pode identificar os indcios de que uma encosta est sob a

    ao de rastejo: so rvores tortas, postes e cercas

    inclinados, trincas e degraus no solo, muros tombados ou

    embarrigados.

    3

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • A formao de degraus aponta para a ocorrncia

    de rastejo no Vale do Ba, em Ilhota (SC).

    Muros ou paredes embarrigados,

    postes inclinados, trincas e degraus

    no solo so indcios de que o terreno

    est se movimentando.

    3.1.1. Aprendendo a reconhecer sinais de rastejo

    POSTE INCLINADO

    TRINCA NO SOLO

    DEGRAUS

    Camila, eu nunca iria imaginar que o solo pode rastejar

    Pois Felipe, agora que estou vendo a quantidade de sinais que a natureza d e a gente nem percebe. Acho que temos que ficar mais atentos aos sinais da natureza!

    Os troncos das rvores encurvados so

    sinais de que est ocorrendo rastejo do solo.

    MURO EMBARRIGADO

    Fonte das fotos desta pgina: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento de Equipes Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila

    para treinamento; abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes.

    Disponvel em: http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-enchentes-e-

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    DEGRAU

    4

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Olha Lvia, este assunto muito interessante! Tambm acho Camila! Tenho acompanhado na TV e na internet as notcias sobre escorregamentos, os prejuzos que causam e a perda de vidas.

    Bem, ento melhor ficarmos bem atentos! Assim podermos aproveitar todas as informaes que obtivermos aqui e lev-las para as comunidades que esto localizadas em reas com risco de escorregamentos ou de outros movimentos de massa!

    Escorregamento registrado no bairro So Geraldo,

    em Nova Friburgo (RJ), em janeiro/2011. Fonte: Portal G1. Chuvas no RJ. Veja fotos dos estragos das chuvas no Rio

    de Janeiro. Disponvel em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-

    rj/fotos/2011/01/veja-imagens-da-tragedia-no-rj.html.

    Os escorregamentos so movimentos de pores dos

    terrenos em velocidade que pode variar de mdia a alta,

    envolvendo solo, rochas, detritos, vegetao etc que se

    deslocam, sob ao da gravidade, encosta abaixo.

    comum encontrar-se o termo deslizamento ao invs de

    escorregamento. Ambos indicam o mesmo tipo de

    movimento de massa.

    3.2. Escorregamentos

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    Escorregamento no Morro dos

    Prazeres, Rio de Janeiro (RJ),

    em abril/2010. Fonte: Portal Estado.com.br. Blogs. Olhar

    sobre o Mundo. Drama no Rio. Disponvel

    em: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-

    o-mundo/drama-no-rio/.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Vista area dos escorregamentos provocados pelas

    fortes chuvas que caram na cidade de Terespolis

    (RJ) em janeiro/ 2011. Fonte: Portal G1. Chuvas no RJ. Veja fotos dos estragos das chuvas no Rio de

    Janeiro. Disponvel em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-

    rj/fotos/2011/01/veja-imagens-da-tragedia-no-rj.html.

    Vista area de escorregamento que aconteceu no morro

    do Ba (SC), em funo das chuvas torrenciais que

    caram na regio em novembro de 2008.

    Fonte: Flymagazine. Home.

    Meio ambiente. Fotos dos

    deslizamentos do Morro do

    Ba. Disponvel em:

    http://decolando.net/fotos-

    dosdeslizamentos-do-morro-

    do-bau/.

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    Escorregamento ocorrido

    em agosto/2005 na Av.

    Lus Eduardo Magalhes,

    em Salvador (BA), em

    talude (barranco) onde

    foram feitos corte e aterro

    para a construo da

    avenida.

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    3.2.1. Fatores que condicionam os escorregamentos

    3.2.1.1. Condicionantes naturais

    as encostas podem ser constitudas por materiais mais compactados, com se estivessem ligados por algum tipo de

    cimento, e por isso os escorregamentos so menos frequentes;

    ou elas podem ser constitudas de materiais mais soltos, e nesse caso os escorregamentos podem ser mais frequentes.

    Isto quer dizer que as caractersticas naturais dos solos e das

    rochas fazem com que os terrenos apresentem maior ou

    menor risco de escorregar. 6

    a) O tipo de material que constitui a encosta influencia

    decisivamente na ocorrncia dos escorregamentos:

    A ocorrncia de escorregamentos depende de condicionantes

    naturais e condicionantes antrpicos, ou seja aes do

    homem.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • b) A inclinao das encostas outro fator que tambm

    influencia a ocorrncia de escorregamentos: quanto mais

    inclinado for o terreno, maior a tendncia dos materiais

    que compem a encosta deslizarem para baixo ou carem.

    17o30o60o90o 10o

    Quanto maior for a inclinao, maior a possibilidade do barranco

    (talude) escorregar e cair sobre a casa.

    c) A presena ou ausncia da vegetao tambm

    tem papel importante nos escorregamentos.

    a copa das rvores e a camada composta por restos folhas, caules, flores, frutos, sementes, restos de

    carcaas e fezes de animais etc (este material

    chamado de serrapilheira) impedem a ao direta

    das gotas de chuva sobre o solo.

    Serrapilheira protegendo o

    solo da ao da eroso pluvial. Fonte: Portal Boi voador. HERRERO, R.

    Especial monumento independncia:

    educao ambiental para todos. Disponvel

    em: http://www.boivoador.com/03/viewtopic.

    php?t=23924.

    as razes absorvem parte da gua da chuva que escorreria, diminuindo a ao erosiva do escoamento

    superficial sobre solo; e

    parte da gua das chuvas fica retida, por algum tempo molhando folhas, galhos e caules das rvores, e

    diminuindo a quantidade de gua que chegaria

    simultaneamente ao solo.

    Escorregamento de barranco (talude) vertical ocorrido em 1992, no

    bairro do Lobato em Salvador (BA). Fonte: CODESAL (2004). In: CARVALHO, L. M. de; RAMOS, M. A. B.(Org.). Geodiversidade do estado

    da Bahia.

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento

    de Equipes Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila para treinamento;

    abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e

    gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes.

    Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-

    para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-enchentes-e-

    inundacoes&catid=135&Itemid=163.

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    A vegetao natural da regio constitui-se no nico

    fator capaz de inibir os processos erosivos e diminuir a

    possibilidade de ocorrncia de escorregamentos,

    principalmente se essa vegetao for de floresta, tendo

    em vista que:

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • A GUA o principal agente que desencadeia os

    escorregamentos porque:

    o solo quando est molhado, pesa mais, o que aumenta a possibilidade de deslizamento;

    a gua lubrifica a superfcie das rochas, facilitando o deslizamento da massa de solo, rocha, detritos, vegetao

    sobre essas rochas.

    d) O clima outro fator que condiciona a ocorrncia de

    escorregamentos. Em regies de clima tropical mido, onde

    as chuvas podem ser torrenciais e ter longa durao, os

    escorregamentos so mais frequentes. No Brasil, essa uma

    das razes para a ocorrncia de escorregamentos que se

    repetem todos os anos, durante o vero, nas regies sudeste

    e sul, principalmente nas encostas das serras do Mar e da

    Mantiqueira e nos macios costeiros.

    Fonte: Portal G1. Chuvas no RJ. Veja fotos dos estragos das chuvas no Rio de Janeiro.

    Disponvel em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/fotos/2011/01/veja-imagens-da-

    tragedia-no-rj.html.

    As fotos ao lado mostram escorregamentos em diferentes reas,

    condicionados no s pela acentuada inclinao das encostas,

    mas tambm pela presena da gua das chuvas que lubrificou

    as paredes rochosas, facilitando o deslizamento das massas de

    solo, rocha, vegetao e detritos, que soterraram as construes que

    existiam na base dessas encostas.

    Escorregamento em Nova Friburgo (RJ) provocado por fortes

    chuvas em janeiro/2011.

    O excesso de chuva em rea de ocupao de risco na base do morro

    provocou o escorregamento que soterrou uma pousada e residncias na

    enseada do Bananal, Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ), na passagem do

    ano de 2009 para 2010. Fonte: PICANO, Jefferson. Movimentos gravitacionais de massa, tragdias de vero. Disponvel em:

    http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/movimentos_gravitacionais_de_massa_tragedias_de_verao_imprimir.html.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Dentre as aes antrpicas que condicionam os

    escorregamentos destacam-se:

    a) O adensamento da ocupao da encosta,

    com excesso de construes em rea

    pouco estvel.

    As casas so construdas muito prximas, uma logo

    acima da outra. No so respeitadas as condies

    mnimas necessrias para a abertura de ruas e

    instalao de infraestrutura de gua canalizada, de

    rede para coleta de esgotos e de guas pluviais. Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos.

    Material de Treinamento de Equipes Municipais para o Mapeamento e

    Gerenciamento de Riscos. Apostila para treinamento; abertura; aulas 01 a 09.

    Curso de treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e

    gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e

    inundaes. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8

    47:material-basico-para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-

    de-escorregamentos-enchentes-e-inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    b) A execuo de cortes e aterros nas encostas para possibilitar a

    construo de moradias, ruas e estradas, muitas vezes realizada

    de forma irregular, e sem a orientao tcnica e profissional.

    Escorregamentos ocorridos em 2000, em Campos do Jordo (SP), respectivamente

    nos bairros Britador ( esquerda), e Vila Albertina ( direita) que foram ocupados por

    casas e ruas construdas sobre cortes e aterros. Fonte: ROSA FILHO, A.; CORTEZ, A. T. C. Percepo geogrfica de deslizamentos de encostas nas favelas em reas de

    risco no municpio de Campos do Jordo-SP.

    Fonte: CARVALHO, C. S. et al.

    Mapeamento de riscos em encostas e margem de

    rios. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/images/stories/ArquivosSN

    PU/Biblioteca/PrevencaoErradicacao/Livro_Mapeame

    nto_Enconstas_Margens.pdf.

    3.2.1.2. Condicionantes antrpicos

    Fo

    tos c

    ed

    ida

    s p

    or

    Sid

    ne

    y S

    ilva

    A encosta cortada para permitir as

    construo de casas. A terra retirada

    jogada logo abaixo, formando um aterro

    sobre o qual parte da casa fica apoiada. As

    chuvas fortes podem desestabilizar a

    encosta e fazer o barranco atrs da casa

    ruir, bem como o aterro pode ser erodido e

    a casa desabar. Este foi o processo que

    desencadeou os escorregamentos

    registrados no ano 2000, em Campos do

    Jordo (SP).

    9

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Problemas decorrentes de cortes e aterros nas encostas:

    Observe na foto esquerda que foi feito um corte vertical no talude (barranco) a

    90, como demonstra o primeiro quadrinho do esquema acima. Esta a condio

    mais instvel para o talude, que pode desabar sobre a casa a ser construda.

    O mais correto e seguro suavizar a inclinao dos cortes nos taludes (veja o

    exemplo de 30) e plantar grama ou rvores pequenas.

    Repare que aqui j houve

    um escorregamento , que

    pressiona a parede da casa.

    Esta uma situao de

    risco, pois como o talude

    (barranco) est cedendo,

    outros escorregamentos

    mais graves podem

    acontecer e soterrar a casa.

    17o30o60o90o 10o

    Fonte das fotos e figura desta pgina: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de

    Treinamento de Equipes Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila para treinamento;

    abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e gerenciamento de reas

    urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-para-o-mapeamento-

    e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-enchentes-e-inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    O corte vertical do barranco (talude) deve ser

    evitado pois a condio mais instvel e pode

    cair sobre a casa ou sobre a rua.

    A terra que foi retirada do corte no barranco foi

    jogada na frente do terreno, servindo de aterro

    para apoiar a casa a ser construda. O aterro

    pode escorregar e a casa ficar descalada,

    podendo at mesmo ruir.

    10

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Lanamentos no talude (barranco) de esgoto e de guas

    usadas para banho e limpeza

    Tanto o esgoto quanto as

    guas utilizadas para banho,

    limpeza, e na cozinha infiltram-

    se no solo ou acumulam-se no

    terreno, e aumentam a

    possibilidade de haver

    escorregamento. O plstico

    azul cobre parte do barranco

    que j escorregou.

    gua minando na base do talude

    pode indicar: que o solo est

    encharcado em razo da grande

    quantidade de dejetos nas fossas,

    ou das infiltraes provocadas por

    vazamentos de gua, e

    lanamento de esgoto.

    O esgoto a cu aberto facilita ainda a proliferao de vrias doenas

    como a hepatite, clera e salmonelose. So Paulo (SP) 2003.

    Fonte das fotos e figura desta pgina: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento de Equipes

    Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila para treinamento; abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de

    tcnicos municipais para o mapeamento e gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes. Disponvel

    em: http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-

    areas-de-risco-de-escorregamentos-enchentes-e-inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    c) O lanamento de gua nas encostas que

    compreende o vazamento nas tubulaes de gua

    ou em caixas dgua, lanamento de esgoto

    e de guas usadas para banho e limpeza, e a

    construo de fossas alm de acelerar a eroso do

    talude, encharcam o solo aumentando a

    possibilidade de escorregamento.

    Vazamento de gua nas encostas

    Vazamentos em caixas

    dgua ou canalizaes

    contribuem para eroso,

    alm de encharcar o

    barranco que pode

    escorregar.

    11

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • d) O desmatamento das encostas favorece a

    ocorrncia de escorregamentos.

    Sem a proteo da vegetao aumenta o

    escoamento superficial da chuva pelas encostas, e

    com isso a eroso. H tambm maior infiltrao da

    gua da chuva no solo que, portanto, torna-se mais

    pesado e, sem a proteo das razes, pode

    escorregar encosta abaixo.

    Entretanto, isto no significa dizer que sempre que

    for removida a vegetao ocorrer um

    escorregamento. Depende do tipo do terreno.

    REA COM COBERTURA VEGETAL

    REA DESMATADA

    ESCORREGAMENTO

    Fotos e figuras desta pgina: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento de Equipes Municipais para

    o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila para treinamento; abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o

    mapeamento e gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-

    risco-de-escorregamentos-enchentes-e-inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    FOSSA

    2 - Se a fossa estiver prxima

    ao barranco pode minar lquido

    pela encosta. Se o solo estiver

    muito encharcado pode haver

    um escorregamento

    1 - O solo em volta da

    fossa fica encharcado

    com os dejetos (fezes e

    urina), podendo afundar

    3 - Condio

    favorvel ao

    escorregamento

    Este banheiro pode estar

    conectado a uma fossa

    sptica, que uma escavao

    sem revestimento interno, onde

    os dejetos caem no terreno;

    parte se infiltra, e parte

    decomposta no fundo do

    buraco.Todo esse material

    pode estar infiltrando no solo, conforme mostra o esquema abaixo e pode

    provocar um escorregamento.

    Construo de fossas

    12

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • e) O lanamento de lixo e

    entulho nas encostas outra

    ao antrpica pode

    condicionar escorregamentos

    de grandes propores.

    Quando encharcados pela gua

    das chuvas, o lixo e o entulho

    ficam mais pesados e

    tendem a deslizar, podendo

    levar junto partes da encosta e

    atingir as construes que

    estiverem abaixo.

    ACMULO DE LIXO

    NA ENCOSTA

    ESCORREGAMENTO

    DO LIXO JUNTO COM

    PARTE DA ENCOSTA

    ATINGE AS MORADIAS

    QUE ESTO NA BASE

    DA ENCOSTA

    Camila, veja s com a encosta est cheia de lixo! por isso que aqui tem tantas moscas atradas pelo chorume! E esse cheiro me d enjoo!

    Pois Lvia, eu acho que uma tremenda falta de educao sujar o lugar onde moramos e o caminho por onde passamos todos os dias!

    O lixo acumulado nas encostas, pode provocar

    escorregamentos, alm de favorecer o aparecimento de

    baratas, ratos, moscas que acabam levando doenas para as

    nossas residncias.

    O lixo produz o CHORUME, que o resultado do

    apodrecimento da matria orgnica como restos de comida,

    plantas, animais mortos etc. aquele lquido viscoso, de cor

    escura, com cheiro muito desagradvel, de coisa podre.

    O chorume que fica escorrendo do lixo contamina o solo e

    pode e tambm contaminar o lenol fretico, os rios etc.

    Como as prefeituras no fazem um trabalho para esclarecer a populao que no se deve jogar lixo nas ruas, encostas, margens de rios, eu proponho que faamos campanhas nas escolas, bairros e comunidades para passarmos essas informaes para as pessoas. Boa idia Camila! Pode contar comigo!

    Fonte da foto e figura desta pgina: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento de Equipes Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila

    para treinamento; abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes.

    Disponvel em: http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-enchentes-e-

    inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    13

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Ainda com relao ao lixo lanado nas encostas, outro aspecto que deve

    ser ressaltado que nunca se deve construir sobre depsitos de lixo

    porque:

    so reas extremamente insalubres e de perigo; so depsitos instveis que podem escorregar a qualquer momento.

    Veja o caso do morro do Bumba, em Niteri (RJ), que era um antigo lixo. O

    lixo coletado pela prefeitura era lanado da parte mais alta do morro e

    assim, formou-se um grande depsito que ficou abandonado.

    Fonte: Portal O Globo. Rio. Bumba: estado recupera antigo

    lixo onde favela foi soterrada. Disponvel em:

    http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/03/24/bumba-estado-

    recupera-area-de-antigo-lixao-onde-favela-foi-soterrada-

    924085383.asp.

    A populao mais pobre passou ento

    a construir sobre esse depsito e ao

    invs de retirar os moradores do local,

    a prefeitura chegou a realizar obras de

    urbanizao nas ruas da comunidade.

    Durante as fortes chuvas que caram

    sobre o estado do Rio de Janeiro (RJ)

    em abril de 2010, houve um grande

    escorregamento do depsito de lixo,

    matando cerca de 48 pessoas.

    Aps a tragdia foram feitas obras para

    escoamento da gua das chuvas, e

    instalados drenos para coletar o chorume

    que levado para uma estao de

    tratamento em Niteri. Foram tambm

    feitas obras para segurar a encosta e evitar

    novos deslizamentos.

    Vista area do escorregamento no morro do Bumba. Fonte: Portal Terra. Chuvas no Rio. Cabral visita Morro do Bumba e diz que

    cenrio de catstrofe. Disponvel em:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4370671-EI15502,00-

    Cabral+visita+Morro+do+Bumba+e+diz+que+cenario+e+de+catastrofe.html.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • f) Outra atividade antrpica que pode

    desencadear escorregamentos o cultivo de

    plantas inadequadas para encostas.

    Muitos pesquisadores informam que no se deve plantar

    bananeiras nas encostas porque elas acumulam muita gua

    em seu caule, suas razes so curtas e no fixam o solo, o

    que aumenta o risco de escorregamento.

    Em novembro 2008 chuvas torrenciais deram origem a

    inmeros escorregamentos na regio do morro do Ba, em

    Ilhota (SC). Muitos escorregamentos foram facilitados e

    ganharam magnitude porque a floresta nativa foi retirada, e

    substituda por reflorestamentos com pinheiros, e grandes

    plantaes de banana. Fonte: Flymagazine. Home. Meio Ambiente. Fotos dos deslizamentos do Morro do Ba.

    Disponvel em: http://decolando.net/fotos-dos-deslizamentos-do-morro-do-bau/.

    L onde moramos h muitos terrenos onde o solo est exposto eroso, sem vegetao. Acho que poderamos fazer um mutiro para plantar as encostas e proteg-las dos escorregamentos.

    Est bem Lo. Vamos ento fazer uma pesquisa para saber como proceder quando o talude muito ngreme. Depois veremos o que se deve plantar a fim de proteger a encosta!

    Fonte: PIMENTEL, Jorge

    (coord.) et al. Comunidade

    mais segura: mudando

    hbitos e reduzindo os

    riscos de movimentos de

    massa e inundaes.

    Exemplo de suavizao da inclinao do talude, mostrando tambm

    os locais mais adequados para a instalao das canaletas , visando a

    captao da gua da chuva. O talude deve ser protegido plantando-

    se grama.

    CANALETAS

    Antes de plantar, recomendvel suavizar a inclinao da

    encosta e instalar canaletas para drenagem da gua da

    chuva, direcionando-a para a rede de drenagem.

    15

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • As quedas esto associadas a movimentos das rochas, que

    devido a ao da gravidade, descem encosta abaixo,

    geralmente em altas velocidades.

    Podem ser lascas, placas ou blocos de rocha (chamados de

    mataces) que se desprendem. Podem cair em queda livre, ou

    em funo da eroso, perdem o apoio do solo, se desequilibram

    e rolam encosta abaixo, em altas velocidades.

    Blocos de rocha podem

    rolar com facilidade, se

    estiverem expostos em

    encostas com declive

    acentuado ou em taludes

    (barrancos) cortados. Por

    isso, no se deve

    construir no sop dessas

    encostas.

    3.3. Quedas

    Placa que se desprendeu da encosta do Po de

    Acar e caiu na beira da pista Cludio Coutinho,

    na Praia Vermelha (RJ). Blocos de rocha oferecem perigo para a moradia.

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos.

    Preveno de Riscos. Material de Treinamento de Equipes

    Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos.

    Apostila para treinamento; abertura; aulas 01 a 09. Curso de

    treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e

    gerenciamento de reas urbanas com risco de

    escorregamentos, enchentes e inundaes. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_

    content&view=article&id=847:material-basico-para-o-

    mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-

    escorregamentos-enchentes-e-

    inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento

    de Equipes Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila para treinamento;

    abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e

    gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes.

    Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-

    para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-enchentes-e-

    inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    Fonte: THEODOROVICZ, A.; THEODOROVICZ, A. de M. de G. Geodiversidade: adequabilidades e

    limitaes ao uso e ocupao. In: SILVA, C. R. da (Ed.). Geodiversidade do Brasil: conhecer o passado

    para entender o presente e prever o futuro.

    Deve-se tomar

    cuidado para no

    apoiar os alicerces da

    casa em blocos de

    rocha que ficam

    misturados ao solo

    nas encostas. Eles

    podem deslocar-se em

    funo da eroso e

    desestabilizar a casa.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Queda de blocos ocorrida em abril/2008 na BR-

    101, estrada Rio-Santos, prximo a cidade de

    Angra dos Reis. Fonte: PIMENTEL, Jorge. Riscos geolgicos na regio de Angra dos

    Reis RJ.

    Parte de um mataco que rolou em

    Ilhabela (SP), em 2000.

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos.

    Preveno de Riscos. Material de Treinamento de

    Equipes Municipais para o Mapeamento e

    Gerenciamento de Riscos. Apostila para treinamento;

    abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de

    tcnicos municipais para o mapeamento e

    gerenciamento de reas urbanas com risco de

    escorregamentos, enchentes e inundaes. Disponvel

    em: http://www.cidades.gov.br/index.php?o

    ption=com_content&view=article&id=847:material-

    basico-para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-

    de-risco-de-escorregamentos-

    enchentesinundacoes&catid= 135&Itemid=163.

    Mataco de cerca de 80 toneladas bloqueou a BR-101,

    rodovia Rio-Santos, prximo a Conceio do Jacare, onde

    vrios outros blocos tambm rolaram, pois foram

    desestabilizados pelas das fortes chuvas de abril/2010.

    Fonte: Portal Veja. Transtornos no

    Rio. Rio-Santos s deve ser

    liberada amanh. Disponvel em:

    http://veja.abril.com.br/blog/veja-

    acompanha/tag/transtornos-no-

    rio/.

    Em junho de 2009, blocos de rocha de uma antiga

    pedreira rolaram da encosta e atingiram um

    condomnio em Vila Isabel, no Rio de Janeiro (RJ). Fonte: Portal EXTRA. Notcias. Rio. BRAGA, R.; MEIRELLES, S. Pedreira

    desaba sobre casas e fere quatro pessoas em Vila Isabel. Disponvel em:

    http://extra.globo.com/noticias/rio/pedreira-desaba-sobre-casas-fere-quatro-

    pessoas-em-vila-isabel-302621.html.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Fonte: Portal O DIA Online. Rio. Pedra que rolou na Graja-Jacarepagu implodida

    parcialmente. Disponvel em:

    http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/4/pedra_que_rolou_na_grajau_jacarepagua_e_impl

    odida_parcialmente_160255.html.

    Lvia, mas as providncias no param a. Reparem os outros blocos na encosta que necessitam ser escorados para no rolarem para a pista. Eles podem colocar em risco a vida das pessoas que passam por l p, de carro ou de nibus! Tem razo Felipe. Um dos blocos bem maior do que aquele que j rolou!

    Camila olha s o tamanho do bloco que rolou na encosta da estrada Graja-Jacarepagu, no Rio de Janeiro, em abril 2011!

    Eu li que o bloco de rocha pesava cerca de 600 toneladas. As duas pistas da estrada ficaram interditada por vrios dias para que o bloco fosse implodido e as pistas pudessem ser limpas.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • 3.4. Corridas Toda essa massa comporta-se como um lquido viscoso,

    que devido a fora da gravidade desce pela encosta,

    procurando escoar pelos leitos de pequenos rios e

    crregos que vo se avolumando. Esta mais uma

    razo para no se construir muito prximo de

    crregos e riachos nas reas montanhosas.

    Devido a grande quantidade de material que mobilizam,

    as corridas podem alcanar muitos quilmetros,

    iniciando nas encostas e prosseguindo pelos vales at

    atingir reas planas, mais baixas.

    As corridas so constitudas por grandes massas de material

    como solo, rochas etc. que misturados gua de chuvas

    torrenciais, deslocam-se encosta abaixo em velocidade que

    varia de mdia a alta, com grande poder de destruio.

    O processo inicia-se a partir de chuvas excepcionalmente

    torrenciais caindo incessantemente sobre uma determinada

    rea e provocando escorregamentos nas encostas.

    Diferentemente do escorregamento, que para na base da

    encosta, o material inicial do escorregamento, somado gua

    da chuva, desloca-se com grande energia pelo fundo de

    pequenos vales e de rios, com grande poder de impacto. Assim

    a corrida pode agregar solo, blocos de rocha, vegetao,

    troncos de rvores, detritos, pedaos de construes e

    moradias que so destrudas pela prpria corrida etc.

    Esquema mostrando o processo

    de formao de uma corrida.

    Fonte: Modificado de: XA.YIMG.COM. Movimentos

    de Massa. Aula. Apresentao de slides.

    Disponvel em:

    http://xa.yimg.com/kq/groups/24793691/112007254

    4/name/AulaMovMassa_Geomorfologia_compactad

    a_2009.pdf.

    Em funo do tipo de material que mobilizam, as

    corridas recebem diferentes denominaes:

    corrida de lama; corrida de detritos; corrida de blocos.

    Corrida de detritos que ocorreu

    em fevereiro de 1996 na bacia do

    rio Quitite, bairro de Jacarepagu,

    no Rio de Janeiro (RJ). Fonte: Modificado de: XA.YIMG.COM. Movimentos

    de Massa. Aula. Apresentao de slides. Disponvel

    em: http://xa.yimg.com/kq/groups/24793691/11200

    72544/name/AulaMovMassa_Geomorfologia_comp

    actada_2009.pdf.

    19

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Esquema de corrida de lama. Fonte: Lopes, 2006. In: TOMINAGA, L. K. (Org.). et al. Desastres

    naturais: conhecer para prevenir. Disponvel em:

    www.igeologico.sp.gov.br/downloads/livros/DesastresNaturais.pdf

    A foto da esquerda mostra os escorregamentos no alto do morro do Ba que deram origem a

    uma enorme corrida de lama, conforme pode ser visto nas fotos do centro e da direita, que

    destruiu ou soterrou casas, stios e fazendas, deixando cerca de 40 mortos e centenas de

    desabrigados no municpio de Ilhota (SC), em novembro/2008.

    Fonte: morro do ba, Ilhota, continuam as buscas, Santa Catarina,

    109 mortos 29/11. Disponvel em:

    http://aleosp2008.wordpress.com/2008/11/29/morro-do-bau-ilhota-

    suspensas-as-buscas-santa-catrina-105-mortos-2911.

    Equipes da Defesa Civil fazem

    buscas, a procura de

    sobreviventes na rea afetada

    pela corrida de lama no morro

    do Ba (SC). Fonte: Portal Folha.com. Cotidiano. Sobe para 131 o nmero de mortos

    em SC; 22 continuam desaparecidos.

    Disponvel em: http://www1.folha.uol.com.br/f

    olha/cotidiano/ult95u481244.shtml.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Observe a quantidade de escorregamentos que

    ocorreram neste vale da regio de Nova Friburgo (RJ)

    em virtude das chuvas torrenciais. O solo, rochas,

    vegetao que desceu das encostas foi parar no rio,

    onde misturou-se com a gua e assumiu a forma de

    corrida de detritos. Imagine a fora dessa enorme

    massa, descendo com velocidade para as reas mais

    baixas. Processos como esse aconteceram em diversos

    vales da regio serrana do Rio de Janeiro em

    janeiro/2011, o que explica a enorme destruio causada

    e a perda de centenas de vidas humanas.

    Esquema mostrando uma corrida: processo de

    formao de uma corrida de detritos ou de blocos.

    Fonte: OGURA, A.T. Estudos preliminares de correlao eprevisibilidade de eventos meteorolgicos extremos

    deflagradores de acidentes demovimentos de massa na serra do mar. Disponvel em:

    http://serradomar.cptec.inpe.br/~rserra/pdf/apresentacoes_300806/apres2_Agostinho_Ogura.pdf.

    Fonte: Portal Terra. Notcias. Brasil/Cidades. Veja as piores chuvas de 2011.

    Disponvel em: http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI143899-EI8139,00-

    Veja+as+piores+chuvas+de.html.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Em janeiro/2011, as chuvas torrenciais que caram sobre a regio serrana do

    estado do Rio de Janeiro (RJ) provocaram inmeros escorregamentos. Em

    Terespolis, a massa formada pelo solo desses escorregamentos, e as rochas que

    rolaram encosta abaixo, ganharam tanta fora que derrubaram rvores enormes, e

    arrancaram a vegetao pelo caminho. Todo esse material incorporou-se grande

    massa de detritos e blocos de rocha oriundos de outros escorregamentos ,e ganhou

    ainda mais fora quando se juntou s guas dos rios ou riachos, com forte

    correnteza, e que j haviam transbordado por causa da chuva. Toda essa mistura

    formou um lquido viscoso e medida que descia pelas encostas ganhava ainda

    mais volume e fora. Destruiu e carregou tudo que encontrou pelo caminho: um

    bairro inteiro, com casas e seus moradores, bichos de estimao, carros,

    caminhes, ruas, praas, estradas, comrcio, stios, criao de animais, fazendas,

    gado etc.

    S quando chegou na parte mais baixa do vale que essa torrente comeou a

    perder fora. A gua continuou a escorrer e a massa de detritos com solos, blocos

    de rocha, troncos de rvores, vegetao, pedaos de construes, comeou a

    perder a velocidade, e foi se depositando pelo caminho, deixando um rastro de

    total destruio.

    Em poucos minutos, toda a paisagem do vale mudou. Os rios mudaram de curso:

    onde era terra agora rio; onde era rio agora um amontoado de grandes blocos

    de rocha, troncos de rvores e pedaos de construes...

    CASA COR DE ABBORA

    Repare o tamanho da rea do bairro Campo Grande, em Terespolis (RJ), afetada

    pela corrida de detritos que ocorreu em janeiro/2011.

    Observe a casa cor de abbora, j destruda pela passagem da corrida de detritos

    que comeou nas encostas da serra ao fundo. Agora procure localizar esta mesma

    casa na foto de baixo e veja a distncia que a corrida de detritos percorreu at

    atingir os trs apartamentos (na parte de baixo da foto), e prosseguiu ainda mais,

    deixando um enorme rastro de destruio. Fonte: Portal ltimo Segundo. Zoom. Enchentes no Rio de Janeiro. Disponvel em: http://especiais.ig.com.br/zoom/enchentes-

    no-rio-de-janeiro/.

    Continuao do vale mostrado na foto acima. Fonte: Portal O Dia Online. Galeria. Tragdias das chuvas no Rio. Disponvel em:

    http://odia.terra.com.br/portal/galerias/geradas/O_DIA_ONLINE_tragedias_

    das_chuvas_no_rio_1761_3.html#foto_3.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • 4. MEDIDAS PREVENTIVAS PARA EVITAR MOVIMENTOS DE MASSA

    4.1. Construo adequada de estradas

    Camila, em um corte feito numa encosta para passar uma estrada devem ser feitas obras para o talude no escorregar. Voc tem idia do que pode ser feito para proteger o barranco?

    Ei Felipe! Voc disse que quer ser gelogo, no ? Pois bem, gelogo no fala barranco. O barranco, em geologia, chamado de TALUDE. Voc ainda no aprendeu?

    Voc tem razo, Camila! Pois ento, a questo : o que pode ser feito para proteger os taludes nos cortes de estradas?

    Agora voc falou bonito!

    A construo de estradas em regies de serras e

    morros exige que sejam feitos cortes nas

    encostas.

    Quando feito um corte, o talude (barranco) fica

    desprotegido e pode escorregar com as chuvas. O

    solos, as rvores, ou seja todo o material que

    escorrega pode atingir os veculos que trafegam

    pela estrada e provocar srios acidentes.

    MATERIAL QUE ESCORREGOU

    Para abrir esta estrada no vale do Ribeira (SP) foi necessrio fazer

    um grande corte na encosta. Como o talude (barranco) ficou

    desprotegido, j ocorreram vrios pequenos escorregamentos.

    Se houver blocos de rocha

    no talude, eles tambm

    podem se desprender

    devido ao trabalho da

    eroso, rolar para a estrada,

    e causar acidentes.

    Fonte: THEODOROVICZ, A.;

    THEODOROVICZ, A. M. de G.

    Geodiversidade: adequabilidades e

    limitaes ao uso e ocupao. In:

    SILVA, C. R.da (Ed.). Geodiversidade do

    Brasil: conhecer o passado para

    entender o presente e prever o futuro.

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    23

    Para de me enrolar Camila! Voc tambm no sabe. Por isso vamos pesquisar um pouco sobre esse assunto.

    Fonte: THEODOROVICZ, A.;

    THEODOROVICZ, A. M. de

    G. Geodiversidade:

    adequabilidades e limitaes

    ao uso e ocupao. In:

    SILVA, C. R.da (Ed.).

    Geodiversidade do Brasil:

    conhecer o passado para

    entender o presente e prever

    o futuro.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Para prevenir escorregamentos nos cortes feitos nas encostas

    das estradas, so executadas obras de engenharia: so as

    chamadas obras de conteno de encostas, ou simplesmente

    obras de conteno.

    H profissionais especializados em engenharia geotcnica, os

    quais, a partir do conhecimento das caractersticas dos terrenos

    levantadas pelos gelogos, so capazes de dimensionar a obra

    que deve ser executada, a fim de prevenir e/ou evitar os

    escorregamentos ou rolamentos de blocos de rocha, to

    perigosos, e que ocorrem, principalmente, na poca das chuvas.

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Biblioteca.

    Preveno de Riscos. Biblioteca. Manual de Ocupao de morros

    na regio metropolitana de Recife. ALHEIOS, Margareth

    Mascarenhas et al. (Coord.). Manual de Ocupao de morros na

    regio metropolitana de Recife. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=a

    rticle&id=825:biblioteca&catid=135&Itemid=163.

    Para proteger o corte

    feito na encosta o

    talude foi plantado

    com um tipo de grama

    e tambm foram

    construdas canaletas

    para o escoamento da

    gua das chuvas.

    Fonte: PIRES, F. Recuperao de reas degradadas: recuperao de solos. Disponvel em:

    radarea1.files.wordpress.com/2011/03/rad_aula-5.ppt.

    As obras de conteno de encostas devem

    incluir a construo de canaletas , cuja

    finalidade coletar a gua da chuva que

    desce e se infiltra na encosta, e direcion-la

    para a rede de guas pluviais.

    Uma das medidas mais importantes para preservar os taludes

    a execuo de obras que promovam a captao das

    guas que descem pela encosta, de modo a evitar que a

    eroso, ou a infiltrao excessiva de gua no solo possa

    provocar escorregamentos.

    A canaleta com

    degraus diminui a

    velocidade de

    escoamento da gua

    das chuvas e,

    consequentemente, a

    eroso da encosta.

    Fonte: PIRES, F. Recuperao de reas degradadas: recuperao de solos.

    Disponvel em: radarea1.files.wordpress.com/2011/03/rad_aula-5.ppt.

    Outra importante medida a ser tomada para prevenir

    escorregamentos a reposio de vegetao nos

    locais onde foram feitos cortes na encosta.

    4.2. Obras de conteno

    24

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • H uma variedade de tipos de obras de conteno

    de encostas. Algumas sero mostradas a seguir para

    aprendermos a identificar obras de conteno,

    visando preserv-las, pois so construdas para a

    proteo da sociedade.

    Lvia, vai ser bom conhecermos as obras de conteno para podermos orientar a comunidade a preserv-las.

    Pois Lo! Sem as obras de conteno muita gente j teria sido atingida por escorregamentos ou queda de blocos de rocha!

    Muro de arrimo construdo com

    blocos de rocha, assentados com

    argamassa. Fonte: Dicionrio Livre de Geocincias. Muro de arrimo. Disponvel em:

    http://www.dicionario.pro.br/dicionario/index.php/Muro_de_arrimo.

    Muro de arrimo com dreno para

    permitir o escoamento da gua da

    chuva que infiltrou na encosta. Fonte: Estruturas de conteno: muros de arrimo. Sistemas de

    drenagem. Disponvel em:

    http://pt.scribd.com/doc/38271421/10/Sistemas-de-

    Drenagem2.

    Muro gabio:

    formado por caixas

    construidas por fios de

    ao, preenchidas com

    pedras, e amarradas

    umas s outras.

    muito utilizado por ser

    um tipo de obra mais

    barata.

    Fonte: Estruturas de conteno: muros de arrimo. Muros de sacos de solo-cimento. Disponvel

    em: http://pt.scribd.com/doc/38271421/7/Muros-de-sacos-de-solo-cimento.

    Cortina atirantada um

    tipo de proteo de cortes

    executados nas encostas

    para a construo de

    rodovias. Fonte: Dicionrio Livre de Geocincias.

    Cortina atirantada. Disponvel em:

    http://www.dicionario.pro.br/dicionario/in

    dex.php/Cortina_atirantada.

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    25

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Talude impermeabilizado

    com concreto. Fonte: Estruturas de conteno: muros

    de arrimo. Sistemas de drenagem.

    Disponvel em:

    http://pt.scribd.com/doc/38271421/10/

    Sistemas-de-Drenagem2.

    Muro de sacos de cimento misturado

    com solo. Fonte: GOMES, R. C. Estruturas de conteno.: aula 1.

    Disponvel em: http://www.em.ufop.br/deciv/departamento/

    ~romerocesar/Aula9PPT.pdf.

    Fonte: ZANCOP, M; CASTRO, S. S. de. Movimentos de Massa e Impactos ambientais. Disponvel em:

    http://www.labogef.iesa.ufg.br/labogef/arquivos/downloads/Movi_massa_40210.pdf.

    Detalhe do muro de sacos de solo-cimento: os sacos so

    empilhados junto ao talude (barranco) para prevenir escorregamentos

    e recompor sulco provocado pela eroso na encosta.

    Muro de conteno formado com pneus usados,

    amarrados uns aos outros e preenchidos com solo. Fonte: SILVA, M. L. da. et al. Muros de conteno. Disponvel em:

    http://pt.scribd.com/doc/3600971/trabalho-escrito-com-anexos.

    Escoramento de bloco de rocha que ameaa rolar pela

    encosta. Fonte: FAJERSZTAJN, H.; ALY, V. Tecnologia de produo de obras de construo pesada: contenes. Disponvel em:

    http://pcc2506.pcc.usp.br/Aulas/M%C3%B3dulo%2005%20-

    %20Conte%C3%A7%C3%B5es.pdf.

    26

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • 4.3 Vegetao adequada

    Felipe, ns j aprendemos que no se deve plantar bananeiras nas encostas, pois elas acumulam muita gua em seu caule, suas razes so curtas, no fixam o solo e aumentam o risco de escorregamento. Mas eu gostaria de saber se h outras espcies que tambm no devem ser plantadas em terrenos inclinados.

    Ah, Lo, vamos ler mais um pouco. Assim, saberemos o que voc no pode plantar naquele barranco atrs da casa da sua av, lembra?

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Biblioteca. Preveno de Riscos.

    Biblioteca. Manual de Ocupao de morros na regio metropolitana de Recife. ALHEIOS,

    Margareth Mascarenhas et al. (Coord.). Manual de Ocupao de morros na regio

    metropolitana de Recife. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=825:biblioteca

    &catid=135&Itemid=163.

    Alm da bananeira, h algumas outras rvores que tm

    razes curtas e tambm no devem ser plantadas nas

    encostas. So elas: mamoeiro, fruta-po, jambeiro,

    coqueiro, jaqueira. Todas acumulam gua no solo e

    podem provocar quedas de barreiras.

    Convm lembrar ainda que tambm no se deve plantar

    rvores grandes nas encostas, pois podem desestabilizar

    o talude e provocar escorregamentos.

    Repare o perigo que representa a presena de bananeiras e

    coqueiros em encosta onde j ocorreram escorregamentos.

    As plantaes de banana no morro do Ba, no municpio de Ilhota (SC)

    favoreceram os escorregamentos e a corrida de lama que provocou destruio e

    morte em novembro/2008. Fonte: Flymagazine. Home. Meio ambiente. Fotos dos deslizamentos do Morro do Ba. Disponvel em:

    http://decolando.net/fotos-dosdeslizamentos-do-morro-do-bau/.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Encosta em Santana dos Montes (MG) protegida por plantao de

    vetiver, um tipo de capim muito utilizado para fixar o solo e evitar a

    eroso em razo de possuir razes longas e profundas conforme

    mostra a foto da direita. Fonte: COUTO, Larcio. et al. Tcnicas de bioengenharia para revegetao de taludes no Brasil.

    Disponvel em: http://www.cbcn.org.br/arquivos/p_tecnicas_brasil_853272915.pdf.

    Olha a Lo! Seus problemas acabaram! Esta pgina contm todas as informaes que voc estava procurando sobre o que se deve plantar para proteger os taludes!

    Que legal Felipe! Valeu a pena a gente ter pesquisado!

    Talude protegido

    por vegetao e

    por canaletas com

    escadas para

    escoamento da

    gua da chuva.

    Para que no haja aumento de eroso e as encostas

    fiquem protegidas, deve-se plantar:

    nas encostas: capim braquiria, capim gordura, capim-de-burro, capim sndalo, capim gengibre, capim vetiver,

    grama germuda, capim choro, grama p-de-galinha,

    grama forquilha e grama batatais.

    perto das casas: grama, rvores frutferas e

    pequeno porte, plantas

    medicinais e de jardim,

    tais como: goiabeira,

    pitangueira, laranjeira,

    limoeiro, acerola,

    carambola, jasmim,

    roseira, hortel, cidreira,

    boldo e capim santo.

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Biblioteca. Preveno de Riscos. Biblioteca. Manual de Ocupao de morros na regio metropolitana de

    Recife. ALHEIROS, Margareth Mascarenhas et al. (Coord.). Manual de Ocupao de morros na regio metropolitana de Recife. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=825:biblioteca&catid=135&Itemid=163.

    28

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • 4.4. Retirada do lixo

    o lixo no pode ser depositado na encosta ou na borda do talude (barranco), pois acumula gua da chuva. Quando molhado, aumenta de

    peso, e tende a deslizar, podendo provocar o escorregamento da encosta;

    o lixo amontoado em lugares inclinados pode ser levado pela gua da chuva, obstruindo calhas e canaletas de drenagem que transbordam,

    encharcam e desestabilizam os terrenos, o que pode resultar em

    escorregamentos;

    o lixo no deve ser jogado nas vias pblicas ou em terrenos baldios, pois levado pela gua das chuvas vai entupir os bueiros, entulhar rios e canais

    e provocar inundao;

    o lixo deve ser guardado em recipiente prprio, at o dia da coleta; O LIXO TEM QUE SER JOGADO NAS LIXEIRAS!

    Fonte: Portal SRZD. Garis alpinistas atuam no Pavo-Pavozinho.

    Disponvel em: http://www.sidneyrezende.com/noticia/133229+garis+

    alpinistas+atuam+no+pavao+pavaozinho+para+retirar+lixo+de+encosta.

    Fonte: Portal Twitpic. Sociedade Amigos de Copacabana. Lixo

    jogado pelos moradores do Pavo/Pavozinho na encosta.

    Disponvel em : http://twitpic.com/4eei4j.

    A retirada desse lixo jogado na encosta

    do Pavo-Pavozinho, tem que ser feita

    por garis alpinistas, com tcnicas e

    equipamento de rapel.

    Lixo que despejado no Pavo-Pavozinho,

    em Copacabana (RJ) acumula-se e desce

    pela encosta, afetando um condomnio que

    fica ao lado da comunidade.

    LUGAR DE LIXO NA LIXEIRA!

    RETIRADA DO LIXO DA ENCOSTA

    Retirada de lixo de encosta em Terespolis (RJ)

    para evitar escorregamento. Fonte: Portal TerespolisON. Plano chuvas de vero: prefeitura apresenta

    estratgias para preveno. Disponvel em:

    http://www.teresopolison.com/chuvas_de_verao_pref.htm

    29

    Campanhas devem ser feitas junto populao para informar que:

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • 5. REDUZINDO RISCOS

    Um bom exerccio percorrer a comunidade onde

    moramos, ou os arredores da escola, e observar como as

    reas mais vulnerveis as encostas dos morros, os

    taludes (barrancos) so usados e ocupados pela

    populao.

    Documente as situaes que podem criar risco, tirando

    fotos com seu celular. Anote em um caderno o nome da rua

    e o nmero mais prximo de cada local onde as fotos foram

    tiradas. Para facilitar a organizao do trabalho, numere as

    fotos e coloque a data em cada uma delas. Depois, baixe

    as fotos para o computador e leve para a sala de aula para

    discutir com seus colegas e professores os problemas de

    uso e ocupao que foram registrados, e os riscos que

    podem representar. O passo seguinte organizar uma

    exposio com os principais problemas para serem

    debatidos com a associao de moradores, visando

    encontrar solues capazes de reduzir os riscos de

    escorregamento ou queda de blocos de rocha, e se for

    necessrio, solicitar ajuda prefeitura ou Defesa Civil.

    SITUAES QUE PODEM REPRESENTAR RISCO

    Para facilitar um pouco a tarefa, vamos resumir, a seguir,

    algumas das situaes a serem observadas e que podem

    representar risco:

    vazamento de gua na encosta; guas de limpeza ou de esgoto correndo pela encosta; existncia de fossa perto da encosta; gua minando na base do talude; encosta desprotegida, sem vegetao; rvores de grande porte na beira de barrancos; cultivo de bananeira na encosta; lixo acumulado na encosta; calhas para escoamento dgua obstrudas por acmulo de lixo ou entulho;

    cortes verticais no talude; casas apoiadas em aterros feitos na encosta; casas construdas muito prximo beira do barranco; blocos de rocha na encosta ou na beira do talude.

    J vimos que grande parte das situaes de risco

    resultam no s da vulnerabilidade das encostas, mas

    tambm da forma como elas so ocupadas.

    Agora podemos trabalhar para desenvolver um

    programa de REDUO DE RISCO na regio onde

    moramos ou estudamos.

    Lo, vamos conversar com a professora e com a turma para resolver como vamos fazer este trabalho.

    Muito legal essa pesquisa! Mas antes de comearmos temos que delimitar a rea a ser pesquisada e definir quais os itens a serem observados.

    30

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • 6. APRENDENDO A RECONHECER INDCIOS DE QUE PODEM OCORRER ESCORREGAMENTOS

    Agora que j aprendemos como acontecem os rastejos,

    escorregamentos, quedas e corridas, podemos

    reconhecer indcios de que o solo est se

    movimentando e que podem ocorrer movimentos de

    massa na regio onde moramos ou estudamos.

    Fique atento, principalmente durante os perodos de

    chuvas fortes ou quando chover durante vrios dias

    seguidos, e verifique se algum desses indcios pode

    ser observado.

    Muros embarrigados Poste inclinado

    rvores com troncos

    encurvados

    Fonte das fotos desta pgina: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento de Equipes Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila

    para treinamento; abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e inundaes.

    Disponvel em: http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-basico-para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-enchentes-e-

    inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    31

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    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • Trincas no terreno e no piso das casas

    Degraus no terreno e no piso das construes

    * Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos. Preveno de Riscos. Material de Treinamento de Equipes Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos. Apostila

    para treinamento; abertura; aulas 01 a 09. Curso de treinamento de tcnicos municipais para o

    mapeamento e gerenciamento de reas urbanas com risco de escorregamentos, enchentes e

    inundaes. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=847:material-

    basico-para-o-mapeamento-e-gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-

    enchentes-e-inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    CURSO

    *

    Rachaduras

    nas paredes

    32

    *

    * *

    * Municpio de Benjamin Constant (AM). Fonte: SANTOS, Guilherme Nogueira dos et al. Avaliao das guas de abastecimento pblico, da destinao dos resduos slidos, das

    reas de risco geolgico e dos insumos minerais para

    construo civil nas sedes dos municpios situados na regio do

    Alto Solimes.

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    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • gua minando na base do talude

    (barranco)

    Desprendimento e queda de solo ou rocha

    do talude (barranco)

    Fonte: Ministrio das Cidades. Programas Urbanos.

    Preveno de Riscos. Material de Treinamento de Equipes

    Municipais para o Mapeamento e Gerenciamento de Riscos.

    Apostila para treinamento; abertura; aulas 01 a 09. Curso de

    treinamento de tcnicos municipais para o mapeamento e

    gerenciamento de reas urbanas com risco de

    escorregamentos, enchentes e inundaes. Disponvel em:

    http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&vie

    w=article&id=847:material-basico-para-o-mapeamento-e-

    gerenciamento-de-areas-de-risco-de-escorregamentos-

    enchentes-e-inundacoes&catid=135&Itemid=163.

    Se voc observar qualquer um desses indcios que indicam que pode

    ocorrer escorregamento, comunique DEFESA CIVIL e

    PREFEITURA MUNICIPAL, e solicite que sejam enviados tcnicos para

    fazer uma vistoria no local.

    Ligue 199 DEFESA CIVIL

    Se voc estiver em uma rea de risco, saia imediatamente

    e retire sua famlia.

    Procure abrigo na casa de familiares ou amigos em local sem perigo de

    escorregamentos ou inundaes.

    Obedea as orientaes dos tcnicos da Defesa Civil.

    Outros telefones teis:

    Corpo de Bombeiros: 193 Polcia Militar: 190

    Afundamento ou deformao no leito de ruas e estradas

    Fonte: Portal Polcia Militar do

    Paran. Estrada da Graciosa

    est liberada nos dois sentidos

    e torna-se principal alternativa

    BR 277. Disponvel em:

    http://www.policiamilitar.pr.gov.

    br/modules/noticias/makepdf.ph

    p?storyid=3293.

    Fonte: PIMENTEL, Jorge; et al. Plano municipal de reduo de riscos de

    Nova Friburgo.

    Fo

    to:

    Jo

    rge

    Pim

    en

    tel.

    33

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    Caderno IV - AO DA GUA DAS CHUVAS NO PLANETA TERRA Parte II

  • 7. FONTES DE CONSULTA

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