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Caderno V - AÇÃO DA ÁGUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

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Text of Caderno V - AÇÃO DA ÁGUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    CADERNO V

    AO DA GUA DOS RIOS

    NO PLANETA TERRA

    Regina Celia Gimenez Armesto

  • Foto da capa: Cachoeira da Fumaa, no rio Carrancas( MG).

    Autoras: Marcely Ferreira Machado e Sandra Fernandes da Silva.

    Fonte: MACHADO, Marcely Ferreira; SILVA, Sandra Fernandes da. Geodiversidade:

    adequabilidades/potencialidades e limitaes frente ao uso e ocupao e aos potenciais mineral e

    turstico. In: MACHADO, Marcely Ferreira; SILVA, Sandra Fernandes da. (Org.). Geodiversidade

    do estado de Minas Gerais. Belo Horizonte: CPRM, 2010. cap. 4. No prelo.

  • i

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

    Os cadernos de Temas Geolgicos para Educao Ambiental foram

    concebidos com o intuito de levar para a escola uma nova abordagem no mbito

    da Educao Ambiental voltada para o 6 e 7 anos do Ensino Fundamental.

    Trata-se de um esforo no sentido de disponibilizar informaes relacionadas

    s geocincias, sobre o meio fsico em que vivemos, e em que medida a

    interferncia do homem pode gerar problemas ambientais como por exemplo

    eroso, assoreamento, inundaes, escorregamentos etc.

    Visando abordar questes ambientais relacionadas ao planeta Terra, a gua

    foi utilizada como elemento de ligao para a elaborao de sete cadernos:

    CADERNO I Processos naturais modificadores do relevo terrestre

    CADERNO II Problemas ambientais decorrentes da falta ou excesso de gua

    CADERNO III Ao da gua das chuvas no planeta Terra Parte I

    CADERNO IV Ao da gua das chuvas no planeta Terra Parte II

    CADERNO V Ao da gua dos rios no planeta Terra

    CADERNO VI Ao da gua do mar no planeta Terra

    CADERNO VII Ao da gua subterrnea no planeta Terra

    A construo dos Cadernos de Temas Geolgicos para Educao Ambiental

    foi desenvolvida com o objetivo de disponibilizar para alunos e professores

    material pedaggico complementar em Educao Ambiental. Todos os temas

    abordados so ilustrados por fotos, de forma a estimular alunos e professores a

    discutir os problemas de uso e ocupao do territrio dentro de sua realidade, e

    transportar os conceitos relacionados origem e evoluo das paisagens para

    situaes vivenciadas no seu dia a dia. Visam ainda suprir uma lacuna deixada

    pela falta de material para Educao Ambiental que aborde as questes

    relacionadas s formas de uso e ocupao do meio fsico, e em que medida a

    atuao do homem pode desencadear srios problemas ambientais.

    Para servir como ponto de partida para pesquisas em Educao Ambiental,

    todas as fontes consultadas acham-se relacionadas ao final de cada

    tema, bem como abaixo ou ao lado de cada ilustrao. No caso de

    material disponvel na internet, as informaes podem ser acessadas

    digitando-se o endereo eletrnico, ou as palavras-chave citadas na

    fonte, logo abaixo ou ao lado das ilustraes.

    Nos textos, fartamente ilustrados para facilitar o entendimento e a

    cognio, procurou-se tambm incluir mensagens relacionadas ao

    uso adequado dos recursos naturais, de forma a conscientizar os

    alunos sobre a necessidade de posturas responsveis com relao

    ao meio ambiente no apenas individualmente, mas a perceber os

    efeitos coletivos da responsabilidade ambiental na sua comunidade e

    na sociedade. Segundo esse enfoque foram ainda inseridas em cada

    caderno pequenas sementes de cidadania que, se bem cultivadas e

    estimuladas, podero despertar noes de direitos e deveres que os

    alunos devem ter e fazer valer, com vista a prepar-los para o

    exerccio da cidadania.

    A aplicao de fotografias como instrumento didtico-pedaggico

    em Educao Ambiental, no Ensino Fundamental, representa ainda

    uma janela aberta para a divulgao sistemtica da Geodiversidade,

    no que concerne conscientizao da importncia do meio fsico na

    questo ambiental.

    importante ressaltar que os Cadernos de Temas Geolgicos

    para Educao Ambiental constituem material paradidtico e, em

    nenhuma hiptese, substituem os livros didticos.

    Os cadernos esto disponveis no site da CPRM - Servio

    Geolgico do Brasil, no site www.cprm.gov.br, no menu Canal Escola/

    Educao Ambiental.

    Regina Celia Gimenez Armesto

    e-mail: [email protected]

    APRESENTAO

  • SUMRIO

    APRESENTAO .............................................................................. i

    1. O PROCESSO FLUVIAL ................................................................ 1

    1.1. Problemas ambientais causados pela eroso fluvial e

    assoreamento ....................................................................... 1

    1.1.1. Terras cadas .................................................................... 2

    1.2. Assoreamento ...................................................................... 3

    2. ENCHENTE OU CHEIA ................................................................. 4

    2.1. Inundao ............................................................................. 5

    2.2. Construo de barragens ..................................................... 9

    3. AS ENCHENTES OU CHEIAS URBANAS ................................... 10

    3.1. Fatores que contribuem para as inundaes em reas

    urbanas ................................................................................ 10

    3.2. Efeitos das inundaes ........................................................ 14

    4. ALTERNATIVAS PARA DIMINUIR AS INUNDAES EM

    REAS URBANAS ......................................................................... 15

    5. NOSSA CONTRIBUIO PARA DIMINUIR AS INUNDAES... 18

    6. CHEIAS OU ENCHENTES EM GRANDES BACIAS .................... 19

    7. SISTEMAS DE ALERTA DE CHEIAS ........................................... 22

    8. A IMPORTNCIA DAS VRZEAS ................................................ 26

    9. FONTES DE CONSULTA .............................................................. 28

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Nos rios que descem de regies montanhosas, a gua

    escoa com maior velocidade e o processo erosivo

    mais intenso, principalmente durante o perodo das

    cheias ou enchentes, ou quando ocorrem enxurradas.

    Esta uma das razes para no se construir prximo s

    margens dos rios ou nas reas de vrzea.

    1. O PROCESSO FLUVIAL

    Fonte: Famlia de Nova Friburgo

    revive drama de perder a casa.

    Disponvel em:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/noti

    cias/0,,OI4888966-EI17544,00-

    Familia+de+Nova+Friburgo+revive+

    drama+de+perder+a+casa.html#tph

    otos.

    O trabalho da eroso nas margens deste rio em Terespolis (RJ),

    durante a enchente de janeiro de 2011, foi to intenso que destruiu

    casas construdas na vrzea e aprofundou o canal.

    Fo

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    w/A

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    sil

    Os rios so agentes modificadores da paisagem,

    atuando continuamente no modelado do relevo terrestre.

    A eroso nas paredes e no leito dos rios est

    relacionada ao efeito causado por partculas de areia,

    rochas de todos os tamanhos, e outros materiais que

    so transportados pela gua. Esses materiais colidem

    com as paredes e o leito, causando a eroso das

    margens e do canal por onde o rio corre.

    Quanto maior for a velocidade da gua, maior ser a

    dimenso das partculas de areia, pedras e outros

    materiais transportados pelas guas e, portanto, maiores

    sero os efeitos da eroso nas paredes e no leito do rio.

    1.1. Problemas ambientais causados por eroso

    fluvial e assoreamento

    J vimos anteriormente que os processos fluviais

    compreendem a eroso, o transporte e a deposio de

    sedimentos.

    Fonte: SEIBT, A. C. et al. Eroses

    fluviais na sub-bacia hidrogrfica do

    crrego Cascavel / Goinia Gois.

    Disponvel em:

    http://www.geo.ufv.br/simposio/simp

    osio/trabalhos/trabalhos_completos/

    eixo11/005.pdf.

    Fo

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    20

    08

    A eroso no crrego Cascavel, em Goinia (GO), promoveu o desgaste

    da margem que desabou, levando uma das pistas da estrada. Parte

    dos detritos foi levada pelas gua, mas outra parte foi depositada logo

    adiante do ponto da eroso, assoreando o canal por onde a gua escoa.

    1

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Mesmo nos rios que correm por reas planas, a

    prpria dinmica fluvial, com subida do nvel da gua

    durante as cheias ou enchentes e a descida da gua

    durante a vazante, provoca a eroso das margens,

    dando origem ao processo conhecido por terras

    cadas.

    O processo acontece porque a corrente de gua

    escava a base do barranco, ou seja do talude, na

    margem do rio, desestabilizando o terreno, que

    desliza para dentro do rio.

    Como os pedaos das margens que escorregam

    para dentro do rio so to grandes que chegam a

    provocar grandes ondas, no recomendvel

    navegar prximo s margens.

    1.1.1. Terras cadas

    A foto mostra o resultado das terras cadas: desmoronamento

    de moradia na margem do rio Solimes, no municpio de

    Anam (AM).

    Fonte: TEIXEIRA, S. G.

    Riscos Geolgicos. In:

    TEIXEIRA, S. G. (Org.).

    Geodiversidade do estado

    do Amazonas.

    Detalhes do

    processo erosivo

    das terras cadas

    que leva ao

    desbarrancamento

    das margens dos

    rios.

    CARVALHO, J. A. L. de. Terras cadas e consequncias sociais: costa do Miracauera paran da Trindade,

    municpio de Itacoatiara AM, Brasil. Disponvel em: www.cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=172083.

    O processo erosivo das terras

    cadas vem causando prejuzos

    nas cidades e povoados

    localizados s margens dos rios

    da Amaznia. A foto superior

    mostra que o desbarrancamento

    do rio Solimes, em Juta (AM),

    desestabilizou o alicerce do

    frigorfico que teve que ser

    interditado. A foto inferior mostra

    que a eroso das margens do

    mesmo rio, fez ruir o muro do

    posto de gasolina, na cidade de

    Barcelos (AM). Fonte: TEIXEIRA, S. G. Riscos Geolgicos.

    In: TEIXEIRA, S. G. (Org.). Geodiversidade do

    estado do Amazonas.

    2

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • 1.2. Assoreamento

    O assoreamento est relacionado, principalmente,

    retirada da cobertura vegetal que protege o solo.

    Com a eroso, a gua das chuvas transporta as partculas

    do solo, que so levadas para os rios, crregos, canais, que

    por sua vez se encarregam de transport-las at os lagos,

    lagoas, reservatrios de barragens e oceanos. Quando h

    excesso de sedimentos depositados ocorre o

    assoreamento.

    O desmatamento, a retirada das matas ciliares, a exposio

    dos solos para prticas agrcolas ou para ocupao urbana,

    em geral acompanhada da movimentao de terra, e a

    minerao sem planejamento so os fatores que mais

    contribuem para a gerao de sedimentos que vo assorear

    rios lagos, reservatrios etc. O lixo outro componente

    importante que contribui para o assoreamento.

    Os leitos dos rios fica entulhado de sedimentos,

    dificultando o escoamento da gua, por isso tornam-se

    cada vez mais rasos, e transbordam mais facilmente

    durante as cheias. O assoreamento de lagos, lagoas e

    reservatrios reduz a capacidade de armazenamento de

    gua.

    Assoreamento do rio

    Tiet no trecho do

    Parque Ecolgico, na

    zona leste de So Paulo

    (SP), em setembro/2010.

    Foto: Joo Vila. Assoreamento do rio

    Taquari. Disponvel em: http://mtc-

    m12.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/sergio

    /2004/06.14.16.12/doc/paginas/bbt/a

    ssoreamento/J_120902_8.html.

    Assoreamento no rio Taquari, no municpio de Corumb (MS).

    Garas ficam de p no centro da lagoa Olho Dgua, na regio

    metropolitana de Recife (PE), devido ao intenso assoreamento.

    Fonte: Alerta: assoreamento

    da Lagoa Olho Dgua

    alcana ndice preocupante.

    In: Blog Lagoa Olho Dgua.

    Disponvel em:

    http://www.lagoaolhodagua.co

    m.br/2011/01/alerta-

    assoreamento-da-lagoa-olho-

    dagua.html.

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    Vil

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    As atividades antrpicas, ou seja aquelas praticadas

    pelo homem so as principais responsveis pelo

    processo de assoreamento.

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    Fonte: SOS rioTiet.In: Blog Olhar

    sobre o mundo. Disponvel em:

    http://blogs.estadao.com.br/olhar-

    sobre-o-mundo/rio-tiete/.

    3

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • A linha vermelha mostra o contorno do canal de drenagem do rio,

    dentro do qual a gua costuma fluir durante a enchente. Repare

    que durante a enchente a gua subiu, mas ainda no transbordou

    para a plancie de inundao que est marcada na cor verde.

    Note ainda que as casas construdas no canal de drenagem e na

    vrzea ficam alagadas durante a inundao.

    Ambos os termos enchente ou cheia indicam que o nvel

    da gua do rio est alto, mas que ainda no houve

    transbordamento, ou seja, a gua continua a fluir dentro

    do canal de drenagem.

    As enchentes ou cheias so definidas como sendo a

    elevao temporria do nvel dgua dos rios, devido ao

    aumento quantidade de gua que passa pelo canal de

    drenagem.

    Os termos cheia e enchente so comumente usados para

    identificar eventos relacionados subida do nvel dos rios,

    que acontece no perodo mais chuvoso do ano, ou quando

    Um grande nmero de cidades brasileiras afetado

    pelas cheias ou enchentes. Inmeras cidades foram

    construdas ou expandiram-se, ocupando as plancies de

    inundao dos rios.

    As regies metropolitanas so as mais afetadas, pois

    apresentam situaes de risco mais grave em razo do

    grande nmero de comunidades de baixa renda que, nos

    ltimos anos, foram ocupando os terrenos situados s

    margens dos rios.

    Modificado de: TOMINAGA, et al. Desastres naturais: conhecer para prevenir. Disponvel em:

    www.igeologico.sp.gov.br/downloads/livros/DesastresNaturais.pdf.

    Fonte: Portal Terra. Notcias. Cidades. Vc reprter: rio Itaja-Au sobe e alaga ruas em SC. Disponvel

    em: http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI121720-EI8139,00.html>. Acesso em: 30 jan. 2011.

    4

    2. ENCHENTE ou CHEIA

    Rio Itaja-Au, em

    Blumenau (SC),

    durante a cheia ou

    enchente: a gua

    est fluindo dentro

    do canal de

    drenagem.

    CANAL DE DRENAGEM

    DO RIO

    PLANCIE DE INUNDAO, VRZEA OU

    LEITO MAIOR DO RIO

    EM CONDIES NORMAIS, A

    GUA CORRE DENTRO DA

    CALHA DO RIO

    h o derretimento de neves das montanhas onde os rios

    nascem ou por onde eles correm.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • A inundao temporria. Logo aps a passagem do

    pico da enchente, o nvel da gua comea a baixar at

    a gua ficar novamente confinada no canal de

    drenagem do rio.

    2.1. Inundao

    Fonte: Portal ORB. Rio Acre continua enchendo e desabrigando famlias. Disponvel em:

    http://www.oriobranco.net/component/content/article/93-enchentes/13418-rio-acre-continua-enchendo-e-

    desabrigando-familias.html.

    Durante a cheia, se o nvel da gua continuar subindo

    pode ocorrer uma inundao. A inundao representa o

    transbordamento das guas de um rio para a plancie

    de inundao, tambm chamada de vrzea ou leito

    maior do rio.

    R I O R I O

    RIO ITAJA-AU

    Vista area da cidade de Navegantes (SC), que

    cortada pelo rio Itaja-Au, durante a inundao de

    novembro/2008.

    A inundao atingiu

    vrios bairros de

    Rio Branco, capital

    do Acre, durante a

    cheia do rio Acre,

    em abril/2011

    A cheia dos rios da Amaznia no provoca catstrofes porque lenta

    e gradual. A foto mostra que a cidade de Santarm (PA), se preparou e

    passarelas foram construdas visando permitir que a populao se

    deslocasse nas ruas alagadas pela inundao provocada pela cheia do

    rio Tapajs.

    Fonte: O estado do Tapajs On

    Line. A enchente no comrcio

    ontem e hoje. Disponvel em:

    http://blogdoestado.blogspot.co

    m/2009/05/enchente-no-

    comercio-ontem-e-hoje.html. Fonte: TOMINAGA, et al. Desastres naturais: conhecer para prevenir. Disponvel em:

    www.igeologico.sp.gov.br/downloads/livros/DesastresNaturais.pdf.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • No Brasil, dentre os rios que transbordam durante

    as inundaes ou cheias podemos citar:

    - na regio norte, os rios da Amaznia como, por

    exemplo Solimes/ Amazonas, Negro, Tapajs,

    Tocantins, Madeira etc;

    Lo, eu gostaria de conhecer alguns rios que sofrem grande variao de nvel da vazante para a cheia.

    Eu tambm Alex! Mas gostaria de ver fotos da cheia e das inundaes que eles provocam!

    Cheia no rio

    Solimes, em

    Benjamin Constant

    (AM), prximo a

    fronteira com o Peru.

    Em junho de 2009, moradores que viviam

    s margens do rio Negro, na cidade de

    Manaus (AM), foram obrigados a deixar

    suas casas devido inundao. Fonte: Portal Terra. Notcias. Brasil. Fotos. Veja as fotos da

    seca e da cheia no AM. Disponvel em:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI138932-EI306,00-

    Veja+fotos+da+seca+e+da+cheia+no+AM.html.

    Praa da cidade de So Flix

    (PA) inundada pela cheia do rio

    Tocantins em 2004. Fonte: Panoramio. Mapa mundi. Brasil. PA.

    Marab. Praa So Flix tomada pelas guas do

    rio Tocantins em 2004. Velha Marab.

    Disponvel em:

    http://www.panoramio.com/photo/21342544

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    Fonte: Rede Amaznica. Portal Amaznia. Galeria de fotos. Cheia na Amaznia 2009.

    Disponvel em:

    http://www.redeamazonica.com.br/portalamazonia/galeria/scripts/listarFotos.php?pag=5#htt

    p://www.redeamazonica.com.br/portalamazonia/galeria/img/18/Benjamin-AM3-galeria.jpg.

    Na cidade de Marab (PA) centenas

    de pessoas so desalojadas de

    suas casas construdas na vrzea

    do rio Tocantins, e, portanto sujeita

    a inundao todos os anos. Fonte: Enchente em Marab - sofrimento para uns,

    diverso para outros. In: FolhaTV.com. Disponvel em:

    http://www.folhatv.com/2011/02/enchente-em-maraba-

    sofrimento-para-uns.html.

    OBSERVAO: O rio Amazonas nasce no Peru com o nome de Vilcanota, recebendo depois as denominaes de Ucayali, Urubamba e Maran.

    Quando entra no Brasil, recebe o nome de rio Solimes. S passa a se chamar rio Amazonas depois que o Solimes encontra com as guas do rio

    Negro, na cidade de Manaus, capital do Amazonas.

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    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • - na regio centro-oeste: Paraguai (MT/MS), Taquari (MS),

    Aquidauana (MS) so alguns dos rios que contribuem

    para as cheias do Pantanal; - na regio sudeste: o rio Doce (MG/ES);

    - na regio sul: o rio Itaja

    (SC) e seus afluentes, como o

    rio Itaja-Au;

    - na regio nordeste, rios como Mearim (MA), Pindar (MA),

    Parnaba (MA/PI), Una (PE) etc;

    Em maro/2011, o nvel do rio Mearim chega a altura dos

    telhados das casas em Trizidela do Vale, no Maranho.

    Cheia do rio Doce inunda a cidade de Governador Valadares (MG).

    Fonte: Midia Mix. Notcias.

    Presidente do sindicato rural diz que

    cheia no Pantanal alarmante.

    Disponvel em:

    http://www.midiamax.com/noticias/74

    5135-

    presidente+sindicato+rural+diz+chei

    a+pantanal+alarmante.html.

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    Fonte: Fonte: CPRM Servio

    Geolgico do Brasil. Programa

    recursos hdricos superficiais:

    previso e alerta de enchentes e

    inundaes. Disponvel em:

    http://www.cprm.gov.br/publique/cgi/

    cgilua.exe/sys/start.htm?sid=34.

    Fonte: Portal Hoje. Geral.

    Maranho. Municpios. Planto.

    Vitrine. Sobe para 11 mil nmero

    de atingidos por cheia dos rios no

    MA. Disponvel em:

    http://www.portalhoje.com/sobe-

    para-11-mil-numero-de-atingidos-

    por-cheias-dos-rios-no-

    ma/1459635.

    Regio da Nhecolndia e do Paiagus (MS), no Pantanal, ficam

    praticamente submersas devido a cheia do rio Taquari.

    Alagamento na cidade de Blumenau

    em novembro 2011 causado pela

    cheia do rio Itaja-Au. Blumenau, em SC, registra enchente. In: Dirio

    Catarinense. Disponvel em:

    http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/defau

    lt.jsp?uf=2&local=18&section=Geral&newsID=a2304

    620.htm#.

    7

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Toda vez que chove forte no Rio de Janeiro (RJ) os rios

    Maracan, Trapicheiros e Joana transbordam e a gua

    acumulada desce em direo a Praa da Bandeira que fica

    inundada, como mostra esta foto tirada em abril/2010.

    As inundaes podem ser provocadas por causas

    naturais como excesso de chuva ou derretimento da

    neve, ou por causa antrpica como o rompimento de

    barragens, audes etc.

    derretimento da neve acumulada nas montanhas durante os meses de inverno. Nos pases de clima

    temperado, a neve derrete no vero e aumenta o nvel

    dos rios provocando enchentes.

    O derretimento da neve associado a fortes chuvas provocaram a subida

    do nvel do rio Mosela e inundao na cidade de Zell, na Alemanha, em

    agosto/2010.

    Fonte: Rios transbordam na

    Alemanha. Disponvel em:

    http://www.agencianoticiasbrasil.c

    om.br/ver_agenci_noticias_brasil.

    asp?id=14520.

    Fonte: Portal R7. Notcias. Rio e cidades. Fotos. Veja as principais imagens da tragdia do

    Rio. Disponvel em: http://noticias.r7.com/cidades/fotos/veja-as-principais-imagens-da-

    tragedia-no-rio-de-janeiro-20100411.html.

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    Cheia do rio Itaja-Au

    inunda as reas urbana e

    rural de Itaja (SC). Fo

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    DC

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    Fonte: Enchentes em Santa Catarina

    urgente, 25/11. Disponvel em:

    http://aleosp2008.wordpress.com/2008/11/2

    5/enchente-santa-catarina-urgente-2511/.

    rompimento de barragens que so construdas justamente para controlar as cheias dos rios, armazenar gua, ou para

    gerar energia.

    8

    chuvas fortes e/ou de longa durao que aumentam o volume da gua dos rios, que

    transbordam. comum em qualquer rea do Brasil

    ou do mundo, onde predomina o clima tropical com

    uma estao chuvosa.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • 2.2. Construo de barragens

    Importantes obras de engenharia, como as barragens,

    podem ser realizadas com o objetivo de minimizar os

    efeitos das cheias ou enchentes e inundaes.

    As barragens, alm de servir para regularizar a quantidade

    da gua do rio que escoa durante a cheia, podem ser

    tambm utilizadas para armazenar gua visando o

    abastecimento das cidades, ou para irrigao no campo;

    podem tambm ser aproveitadas para a gerao de energia.

    hidreltrica.

    Cabe ainda ressaltar que a construo de uma barragem

    altera definitivamente o regime natural de cheias e vazantes

    do rio, influenciando diretamente no abastecimento de gua

    para populaes ribeirinhas localizadas mais distantes da

    barragem.

    Outro aspecto ainda a ser considerado o da navegao

    fluvial, que para ser mantida ao longo de todo o rio exigir a

    construo de eclusas.

    Fonte: Comit do Itaja. Barragens. Disponvel

    em:http://www.comiteitajai.org.br/alerta/index.p

    hp?option=com_content&view=section&layout

    =blog&id=2&Itemid=6.

    A barragem Sul integra um

    conjunto de barragens

    construdas para controlar as

    cheias no vale do rio Itaja, em

    Santa Catarina. Se por um lado as barragens representam uma soluo

    para os problemas ambientais causados pelas enchentes

    ou cheias, por outro lado sua construo pode tambm

    comprometer o ambiente, alagando reas cultivveis,

    cidades e povoados, reservas florestais, stios

    arqueolgicos e geolgicos, e monumentos histricos. Entretanto, os custos para a construo e manuteno das

    barragens extremamente elevado, sendo necessrio

    cumprir requisitos de segurana para que no ocorra

    transbordamento ou rompimento capazes de provocar

    catstrofes ambientais. Necessitam de monitoramento e

    manuteno constantes, alm de desassoreamento regular

    para retirada do excesso de sedimentos trazidos pelo rio que

    podem diminuir a profundidade do reservatrio e,

    consequentemente, reduzir a capacidade de

    armazenamento da gua.

    Barragem de Carpina construda para auxiliar o controle das

    enchentes na regio metropolitana de Recife (PE).

    Fonte: Secretaria de

    Recursos Hdricos e

    Energticos. Notcias.

    Comporta da Barragem

    de Carpina aberta para

    evitar cheias. Disponvel

    em:

    http://www.sirh.srh.pe.go

    v.br/portalsrhe/index.php

    ?option=com_content&vi

    ew=article&id=210:comp

    orta-da-barragem-de-

    carpina-e-aberta-para-

    evitar-

    cheias&catid=1:latest-

    news&Itemid=72.

    9

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Lvia, eu gostaria de saber porque as enchentes causam tantos problemas nas grandes cidades.

    Ento Lo, vamos ler para aprender um pouco mais sobre este assunto.

    3.1. Fatores que contribuem para as inundaes em

    reas urbanas

    CALHA

    DO RIO

    TIET

    Chuvas fortes sempre provocam inundaes na cidade de So

    Paulo. A foto superior mostra o rio Tiet inundando a marginal do

    Tiet em setembro/2009; a foto inferior, no mesmo local, mostra a

    inundao em janeiro/2011.

    Palafitas construdas s

    margens do rio Capibaribe,

    em Recife (PE).

    O loteamento de Jardim

    Pantanal localizado s margens

    do rio Tiet, na cidade de So

    Paulo (SP), que j havia sido

    atingido pela inundao em

    2010, voltou a ficar alagado em

    janeiro/ 2011.

    3. AS ENCHENTES OU CHEIAS URBANAS

    Nas reas urbanas, os efeitos das inundaes que ocorrem

    durante as cheias so mais intensos devido as atividades

    antrpicas, ou seja, a ao do homem.

    Fonte: Chuva e caos em SP.

    Disponvel em:

    http://www.estadao.com.br/interativ

    idade/multimidia/ShowGaleria.actio

    n?idGaleria=2148.

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    Fonte: ANICETO, R. Veja fotos do

    caos provocado pela chuva em So

    Paulo. Disponvel em:

    http://nossomundo.bligoo.com.br/cont

    ent/view/1210832/Veja-fotos-do-caos-

    provocado-pela-chuva-em-S-o-

    Paulo.html.

    CALHA DO

    RIO TIET

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    Esta

    do

    Fonte: Blog Acerto de contas.

    Artigos. Pgina 17. SANTIAGO, P.

    R. A pobreza na regio metropolitana

    do Recife. Disponvel em:

    http://acertodecontas.blog.br/

    artigos/a-pobreza-na-regio-

    metropolitana-do-recife/.

    Fo

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    Era

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    Pe

    res

    Fonte: Portal Estado. Blogs. Olhar sobre o

    Mundo.RUSSO, N. So Paulo debaixo dgua.

    Disponvel em:

    http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-

    mundo/sao-paulo-debaixo-dagua/.

    Fo

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    a) ocupao irregular das vrzeas ou plancies de

    inundao, devido a construo casas e barracos, e a

    pavimentao de ruas, ou implantao de grandes

    avenidas nas margens dos rios.

    10

    Os principais fatores que contribuem para agravar os

    problemas causados pelas inundaes em reas urbanas so:

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • b) lixo jogado pela populao nas ruas ou nas

    margens dos rios. O lixo levado pela gua da chuva

    entope os bueiros e as galerias de guas pluviais

    construdas para o escoamento da gua da chuva.

    Dentro dos rios canalizados, o lixo forma barreiras que

    dificultam a passagem da gua.

    Bueiro entupido.

    O lixo das ruas, carregado pela

    inundao, obstruiu a galeria de

    guas pluviais. Fonte: Prefeitura solicita colaborao da populao.

    Disponvel em:

    http://wsantacruz.com.br/2011/01/25/prefeitura-

    solicita-colaboracao-da-populacao/.

    Tcnicos examinam o interior de uma galeria de guas pluviais

    obstruda por grande quantidade de detritos. Fonte: AGUIAR, J. E. de. Patologias que comprometem a durabilidade do concreto em galerias de guas

    pluviais. Disponvel em: http://www.recuperacao.com.br/pasta%20de%20Tese%20Aguiar-

    %20Site%20recuperacao/Patologias%20que%20Comprometem%20a%20Durabilidade%20do%20Concre

    to%20em%20Galerias%20de%20%C3%81guas%20Pluviais/III-A-012.pdf.

    O homem decidiu construir prdios, casas, barracos e abrir

    avenidas em reas que a natureza j havia reservado para

    os rios ocuparem. A cada estao chuvosa, durante as

    enchentes, os resultados das inundaes so catastrficos,

    em funo da perda de vidas humanas e de bens materiais,

    trnsito parado, engarrafamentos etc.

    Fonte: O Dia Online. Brasil. Aps o temporal, rios de So Paulo amanhecem cobertos

    de lixo. Disponvel em:

    http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/1/apos_temporal_rios_de_sao_paulo_a

    manhecem_cobertos_de_lixo_136549.html.

    Aps temporal na cidade

    de So Paulo (SP),

    milhares da garrafas pet

    se acumulam no leito do rio

    Pinheiros.

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    Fonte: MARCHIONE, A. Galeria de guas

    pluviais continuam entupidas na estrada do

    rio Jequi. Disponvel em:

    http://ilhaemfoco.com.br/2010/04/26/galeria

    s-de-guas-pluviais-continuam-entupidas-na-

    estrada-do-rio-jequi/.

    11

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • A retificao de um rio consiste realizao de obras

    para a eliminao das curvas (chamadas meandros)

    em determinados trechos do rio, que tornam-se

    retos.

    Trecho do rio Tiet, na cidade de

    So Paulo (SP), que sofreu

    retificao. Fonte: WILLE, Hermann. 1782: o ano em que o

    homem resolveu retificar o que Deus havia feito

    torto. Disponvel em:

    http://www.luteranos.com.br/attachments/santoama

    ro/i nfopaz/Infopaz_2010_03.pdf.

    d) assoreamento do leito ou das margens do rio, formando

    verdadeiras barreiras e dificultando o escoamento da gua.

    Mesmo que haja retificao ou canalizao do rio

    necessrio que periodicamente seja realizado um

    trabalho de desassoreamento, com o objetivo de

    desobstruir o canal.

    RIO TIET

    Trecho canalizado do rio Tiet

    em So Paulo (SP). Fonte: Blog vi o mundo. AZENHA, L. C.

    Escavadeira cai no Tiet, no afunda e prova

    que rio est assoreado. Disponvel em:

    http://www.viomundo.com.br/arquivo/opiniao/esca

    vadeira-cai-no-tiete-nao-afunda-e-prova-que-rio-

    esta-assoreado/.

    Em 2010, o assoreamento do rio Tiet (SP) na altura da barragem da

    Penha j formava uma ilha, dificultado o escoamento da gua e

    contribuindo para a ocorrncia de inundaes.

    Fonte: SANTOS, H. V. dos. Canais

    de navegao e taxas de

    assoreamento.

    Disponvel em:

    http://hidroviasinteriores.blogspot.co

    m/2010/08/taxas-de-assoreamento-

    dos-canais-de.html.

    A canalizao de um rio

    consiste na construo de

    um canal, com concreto, para

    que o rio corra dentro dele.

    12

    c) alteraes no traado dos rios com obras de

    retificao e canalizao para facilitar o

    escoamento da gua.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • e) impermeabilizao do solo com asfalto, calamento de

    paraleleppedos nas ruas e avenidas, e pavimentao de

    praas e jardins com caladas de cimento impedem que

    parte da gua da chuva infiltre no solo. Toda gua corre

    sobre a superfcie das ruas pavimentadas ( o chamado

    escoamento superficial), no infiltra no solo, e vai se

    acumular nas partes mais baixas.

    f) rede de galerias de guas pluviais antigas e sem

    conservao. Mesmo com o crescimento das

    cidades, a maioria das prefeituras brasileiras pouco

    investe na modernizao e ampliao da rede de

    galerias de guas pluviais, por onde a gua da chuva

    deve escoar. Muitos polticos no pleiteiam esse tipo

    de obra porque, como elas ficam enterradas sob as

    ruas e avenidas, a populao no as v e assim,

    dizem eles, essas obras no redem votos na poca

    das eleies. Muitas prefeituras, tambm no fazem a

    limpeza e desobstruo regular das galerias a fim de

    evitar as inundaes.

    Dependendo da quantidade de gua

    podem ser utilizadas tubulaes maiores

    para a construo de galerias pluviais Fonte: Obras. Galerias de guas pluviais. Disponvel em:

    http://www.becpav.com.br/obras.htm.

    Fonte: Portal abcrede. Notcias. Notcias

    regionais. Dracena Nova galeria de guas

    pluviais no bairro Tonico Andr. Disponvel

    em: http://www.abcrede.com.br/noticias/

    noticias-regionais/dracena-nova-galeria-de-

    aguas-pluviais-para-o-bairro-tonico-andre/.

    Obras para instalao de

    galerias de guas pluviais

    em Dracena (SP)

    O intenso escoamento

    superficial nesta rua na

    Tijuca, no Rio de Janeiro

    (RJ), mostra que o

    calamento impede a

    infiltrao da gua que vai

    se acumular nas partes

    mais baixas.

    Em ruas asfaltadas, o

    escoamento superficial maior.

    Em abril/2010 as fortes chuvas

    provocaram o alagamento desta

    avenida em Salvador (BA).

    Fonte: FUKUDA, N. Drama no Rio. Portal Estado. Blogs. Olhar sobre o mundo. Disponvel em:

    http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/drama-no-rio/.

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    13

    Fonte: O Globo online. Eu Reprter. Leitora fotografa

    enchente em Salvador. Disponvel em:

    ttp://oglobo.globo.com/participe/mat/2010/ 04/16/leitora-

    fotografa-enchente-em-salvador-916357204.asp.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Os efeitos das inundaes sobre a populao so

    danosos, principalmente nas grandes cidades.

    - transtornos na vida das cidades, com ruas e avenidas

    intransitveis, engarrafamentos, falta de transportes etc.

    Veculos danificados em garagem

    inundada . Fonte: Portal Jurdico Razo urea. Textos. Dicas.

    Guia do Cidado vtima das enchentes.

    Disponvel em:

    www.razaoaurea.com.br/juridico/index.php?section=

    content&w=1154.

    Nas reas rurais, deve-se destacar: - perda da colheita em plantaes;

    - perda animais e pastagens, e

    - danos s propriedades rurais.

    Entre essas doenas destacam-se a febre tifide, a

    hepatite, e o clera, alm da leptospirose, que pode ser

    contrada atravs do contato com guas contaminadas

    com urina de ratos e camundongos que infestam esgoto e

    depsitos de lixo, mas que podem tambm estar

    presentes em celeiros e depsitos de alimentos nas reas

    rurais. Para se informar mais sobre este assunto, leia a

    reportagem a seguir.

    Nova Friburgo tem 26 casos de leptospirose confirmados Da Redao, com BandNews FM

    Vinte e seis casos de leptospirose foram confirmados em Nova Friburgo, regio serrana do Rio de Janeiro, aps as chuvas que atingiram a regio. O dado foi divulgado nesta quinta-feira pela Fundao Municipal de Sade por meio da Diviso de Epidemiologia do municpio. Alm disso, outras 86 notificaes esto aguardando confirmao laboratorial. Nova Friburgo foi uma das cidades mais atingidas pelas chuvas que provocaram deslizamentos de terra na regio serrana. Na cidade, mais de 400 pessoas morreram. A leptospirose doena infecciosa causada por uma bactria chamada Leptospira, presente na urina do rato. Em situaes de enchentes e inundaes, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se enxurrada e lama das enchentes, e qualquer pessoa que tiver contato com a gua ou lama contaminada poder se infectar. Sintomas Para evitar uma epidemia, a Sesdec (Subsecretaria de Vigilncia em Sade da Secretaria de Estado de Sade e Defesa Civil) recomenda que moradores que tiveram suas residncias tomadas pelas guas da enchente devem lavar e desinfetar o cho, paredes, os objetos caseiros e as roupas atingidas, com uma mistura de gua sanitria e gua (quatro xcaras de caf de gua sanitria para cada 20 litros de gua). Depois, tudo deve ser enxaguado com gua limpa. J o alimento que teve contato com a gua contaminada deve ser jogado fora, pois pode transmitir doenas. A caixa dgua tambm deve ser limpa e desinfetada. As pessoas que tiverem febre, dor de cabea e dores pelo corpo, principalmente na batata-da-perna, devem procurar um atendimento mdico. Os primeiros sintomas podem aparecer at 30 dias depois do contato com a enchente. Redator: Marielly Campos

    Tanto nas cidades quanto nas reas rurais, ateno

    especial deve ser dada s doenas transmitidas pela

    gua contaminada. Fonte: Nova Friburgo tem 26 casos de leptospirose confirmados. Disponvel em: http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=423901.

    3.2. Efeitos das inundaes

    14

    Nas reas urbanas podemos destacar: - mortes por afogamento, devido a bueiros sem tampa, ou

    at mesmo devido quedas em valas e rios;

    - mortes por choque eltrico, devido ao contato com fios

    encobertos pela gua;

    - perda de bens materiais com destruio ou danos de

    moradias, lojas, fbricas, veculos, mveis, mquinas,

    equipamentos etc;

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Camila, impressionante como so danosos os efeitos das inundaes!

    Sabe Alex, eu fiquei preocupada com a quantidade de doenas que a gente pode contrair quando entra em contato com as guas das inundaes! Vou ter mais cuidado de agora em diante.

    E eu gostaria de saber se h alguma alternativa para as reas onde sempre ocorrem inundaes toda vez que chove um pouco mais. Vamos continuar a leitura, Camila. Vamos ver se h alguma informao sobre esse assunto!

    Piscino da Av. Roberto

    Marinho, cidade de So

    Paulo (SP) aps inundao

    em dezembro 2008.

    Uma das alternativas para diminuir os transtornos

    causados pelas inundaes nas reas urbanas a

    construo de PISCINES.

    Os PISCINES so grandes reservatrios para onde

    parte das guas dos crregos ou riachos da regio

    desviada,durante uma chuva intensa. Assim, no auge do

    temporal, o enchimento do piscino alivia o rio principal

    de um determinado volume de gua. Passado o pico

    maior da chuva, a gua contida no piscino liberada

    lentamente para o rio principal, evitando que ele

    transborde, ou sem colaborar para o aumento da

    inundao. Isto quer dizer que o piscino serve para

    armazenar, temporariamente, uma grande quantidade de

    gua que provocaria ou contribuiria para a inundao.

    Interior do piscino Aricanduva V,

    em So Paulo (SP), assoreado por

    sedimentos aps uma forte chuva. Fonte: Portal R7. Notcias. So Paulo. Fotos.

    Piscines em SP sofrem com sujeira: na foto, o

    Piscino Aricanduva V, instalado entre a avenida

    Aricanduva e as ruas Costeira e Fortuna de Minas.

    Disponvel em: http://noticias.r7.com/sao-

    paulo/fotos/piscinoes-em-sp-sofrem-com-sujeira-

    7.html#fotos.

    Vista areas do piscino de Jardim

    Romano, em So Paulo (SP). Fonte: Portal Estado. Fotos. Vista area das obras de

    conteno de enchentes no Jardim Romano, em So

    Paulo, 06/02/2010. Disponvel em:

    http://fotos.estadao.com.br/fotoreporter-vista-aerea-das-

    obras-de-contencao-de-enchentes-no-jardim-romano-

    em-sao-paulo-

    06122010,galeria,,127114,,57.0.htm?pPosicaoFoto=100

    #carousel.

    4. ALTERNATIVAS PARA DIMINUIR AS INUNDAES EM REAS URBANAS

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    Fonte: Cenas da cidade. J viu um piscino depois de uma enchente? Disponvel em:

    http://cenasdacidade.wordpress.com /2008/12/23/ja-viu-um-piscinao-depois-de-uma-

    enchente/.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • A construo de PISCINES para retardar a chegada da

    gua que provocaria ou contribuiria para a inundao uma

    alternativa que j foi adotada nos Estados Unidos, e em

    vrios pases da Europa. No Brasil, a cidade de So Paulo

    (SP) j conta com cerca de 43 piscines.

    Entretanto, muitos engenheiros e gelogos no aprovam a

    implantao de piscines, pois consideram que:

    h necessidade de uma outra rea prxima para servir de depsito para a grande quantidade de sedimento retirado

    do fundo de cada piscino; e

    o acmulo de lixo nos piscines provoca mau cheiro e serve de abrigo e criadouro para ratos e baratas, o que

    afeta toda a populao que reside nas proximidades.

    Grande quantidade de

    sedimento acumulada no

    piscino Aricanduva, em

    So Paulo (SP).

    Piscino de Guara em

    So Paulo (SP), com

    grande quantidade de

    sedimentos e lixo aps

    fortes chuvas. O piscino de Taboo da Serra em So Paulo (SP),

    ocupa uma rea de 94 mil metros quadrados.

    a manuteno tambm muito cara: periodicamente tem que ser realizada a limpeza e o desassoreamento, uma vez

    que muito lixo, e principalmente grande quantidade de

    sedimentos fica acumulada.

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    Fonte: Blog SOS Rio do

    Brasil. CORREIA, I. M.

    Grande ABC (SP) fica sem

    piscines para controle de

    cheias. Disponvel em:

    http://sosriosdobrasil.blogsp

    ot.com/2008/12/grande-abc-

    sp-fica-sem-piscines-

    para.html

    Fonte: Portal R7. Notcias. So Paulo.

    Notcias. Kassab determina limpeza de

    piscines at tera-feira. Disponvel em:

    http://noticias.r7.com/sao-

    paulo/noticias/kassab-determina-

    limpeza-de-piscinoes-ate-terca-feira-

    20100206.html.

    Fonte: Portal R7. Notcias. So Paulo.

    Fotos. Piscines em SP sofrem com

    sujeira: o piscino Guarau est em

    funcionamento com sujeira leve.

    Disponvel em:

    http://noticias.r7.com/sao-

    paulo/fotos/piscinoes-em-sp-sofrem-

    com-sujeira-29.html#fotos.

    16

    a construo muito cara e exige uma grande rea, geralmente em regio muito valorizada;

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

    http://noticias.r7.com/sao-paulo/fotos/piscinoes-em-sp-sofrem-com-sujeira-29.html

  • Para minimizar os efeitos das inundaes em reas

    urbanas, alguns gelogos e engenheiros defendem que a

    melhor opo adotar um conjunto de medidas, de fcil

    execuo, e que tm como objetivo retardar o

    escoamento da gua para os rios principais e aumentar a

    capacidade de infiltrao da gua das chuvas no solo.

    Dentre essas medidas que visam minimizar os efeitos das

    inundaes podemos citar: Caladas drenantes tm a funo de minimizar os efeitos das

    inundaes, pois permitem que a gua da chuva infiltre no solo atravs

    das frestas que existem entre as peas do piso. Fonte: Portal Planeta Sustentvel. Cidades. Passeio responsvel. Disponvel em:

    http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cidade/calcadas-pedestres-vegetacao-urbana-exercicio-

    cidadania-605434.shtml.

    plantio de mdios e pequenos BOSQUES DE RVORES, com capacidade de reter grande quantidade da gua que

    infiltra no solo.

    implantao de JARDINS LINEARES ao longo de rios e canais, de forma a permitir que a gua infiltre no solo;

    Fonte: Portal Aqutica. Ribeiro do Fogo em sua

    passagem pelo muito bonito Parque Linear do Fogo.

    L na orelha do cachorro: City Jaragu (ZN).

    Disponvel em:

    http://aquatica.tumblr.com/post/154499880/ribeirao-

    do-fogo-em-sua-passagem-pelo-muito-bonito.

    Vista do Parque Linear do Fogo que foi implantado ao longo do ribeiro do

    Fogo visando ajudar no controle das inundaes em So Paulo (SP).

    17

    construo de grandes RESERVATRIOS, em prdios, condomnios e fbricas, para captar e

    armazenar a gua da chuva. A gua pode ser captada

    nos telhados, ptios, estacionamentos, caladas e

    levada atravs de tubulao at reservatrios. A gua

    armazenada pode ser utilizada para limpeza de

    banheiros, ptios, e rega de jardins.

    Entretanto, cabe ressaltar que necessrio haver leis

    municipais para tornar essa medida obrigatria;

    construo, nas casas, de RESERVATRIOS menores, tambm com a mesma finalidade;

    construo de praas sem calamento, com a finalidade de permitir a infiltrao da gua no solo

    durante a inundao: so as chamadas PRAAS

    DRENANTES;

    construo de CALADAS DRENANTES em ruas com pouco movimento de pedestres. Para a

    construo dessas caladas necessrio consultar a

    prefeitura.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Camila, eu quero saber como devemos proceder para reivindicar o fim das inundaes em nosso bairro.

    Vamos ler um pouco mais para ver se h alguma orientao.

    que as prefeituras promovam a desocupao das vrzeas, removendo casas e barracos das vrzeas dos

    rios, e providenciando a construo de casas populares

    para abrigar os moradores. Mas tambm

    imprescindvel que as prefeituras impeam que essas

    reas sejam novamente ocupadas;

    que as prefeituras no concedam novas licenas para loteamentos e construes em reas de vrzea, onde,

    por certo, as inundaes iro se repetir;

    que as prefeituras promovam um grande programa de educao ambiental para conscientizar a populao a NO

    JOGAR LIXO NAS RUAS, NAS MARGENS DE RIOS E

    CANAIS. Essa campanha tem que ser implantada nas escolas,

    discutida com nossas famlias, estimulada pelas associaes de

    moradores, empresas, organizaes governamentais e no-

    governamentais, e amplamente divulgada pelo rdio, televiso e

    internet, para atingir todo o pas.

    que as prefeituras implantem programas de replantio e reflorestamento de encostas e terrenos sem cobertura

    vegetal, de onde a eroso provocada pela chuva retira

    grande quantidade de sedimentos que so levados pela

    inundao e que se depositam nas reas mais baixas,

    assoreando rios e canais; e

    Trabalho da companhia de limpeza na

    retirada de terra acumulada em frente

    ao estdio do Maracan (RJ), aps a

    inundao. Fonte: MSN Notciais. Especial. Chuvas. Galerias de

    fotos. Caos no Rio de Janeiro: limpeza da Av. Maracan.

    Disponvel em:

    http://noticias.br.msn.com/especial/chuvas/galeria-de-

    fotos.aspx?cp-documentid=23805683&page=8.

    Lixo acumulado nas margens do rio

    Pinheiros, em So Paulo (SP), aps

    a inundao em dezembro /2007. Fonte: Portal Estado. Cidades. Lixo/chuvas.

    Disponvel em:

    http://fotos.estadao.com.br/lixochuva,galeria,,7677,,9,

    0.htm?pagina=8.

    5. NOSSA CONTRIBUIO PARA DIMINUIR AS INUNDAES

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    A nossa maior contribuio como cidados no jogar lixo

    nas ruas e rios, pois LUGAR DE LIXO NA LIXEIRA! 18

    Primeiro temos que promover reunies na escola e em

    nossa comunidade, e posteriormente na associao de

    moradores para exigir da prefeitura medidas mais

    eficazes, a fim de evitar as inundaes em nosso bairro.

    Dentre essas medidas podemos reivindicar:

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • 6. CHEIAS OU ENCHENTES EM GRANDES BACIAS

    Nos grandes rios que atravessam reas de plancie, como por

    exemplo os rios da Amaznia, a subida da gua lenta,

    progressiva e previsvel, podendo levar horas ou at mesmo

    semanas para chegar no nvel mximo.

    Em cidades grandes ou pequenas localizadas s margens dos

    grandes rios de plancie, geralmente h toda uma preparao

    para a subida do nvel da gua, que j aguardada pela

    populao e pelas autoridades municipais e Defesa Civil.

    Na Amaznia, as populaes que vivem s margens dos

    rios aprenderam a conviver com a dinmica da CHEIA e da

    VAZANTE (perodo de seca, quando a gua do rio chega

    at ao seu nvel mais baixo).

    Como geralmente esses rios possuem amplas vrzeas ou

    plancies de inundao as quais, na grande maioria, so

    ocupadas por matas ciliares (vegetao ribeirinha), com pouca

    ou nenhuma interferncia antrpica, os resultados das

    CHEIAS no chegam a ser catastrficos, em termos de

    perdas de vidas e perdas materiais, como aqueles verificados

    nas reas urbanas das.grandes cidades.

    Outros preferem permanecer em suas residncias, e

    para tanto, constroem um novo assoalho (conhecido

    como maromba) acima do piso normal da casa. Esse

    piso elevado s desmontado quando termina a cheia.

    Durante as cheias, quando a gua invade as casas

    localizadas s margens dos rios e situadas longe dos centros

    urbanos, muitos ribeirinhos, moradores da vrzea, mudam-se

    para a terra firme ou para as cidades.

    Via de regra, antes da cheia, o gado levado para as

    reas mais altas da terra firme. Entretanto, muitos

    ribeirinhos constroem balces suspensos onde,

    mesmo durante a cheia, continuam a cultivar pequenas

    hortas, a cuidar do gado ou de pequenas aves.

    Balco construdo para guardar o gado em rea rural na

    localidade de Careiro da Vrzea (AM), prximo a confluncia dos

    rios Solimes e Purus. Fonte: Portal Terra. Notcias. Brasil. Fotos. Veja as fotos da seca e da cheia no AM. Disponvel

    em: http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI138932-EI306,00-

    Veja+fotos+da+seca+e+da+cheia+no+AM.html.

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    19

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Como exemplo podemos citar a mortandade do gado

    que criado na vrzea dos rios, pois mais para o

    interior predomina a vegetao de floresta, inadequada

    para o desenvolvimento da atividade pastoril.

    Passada a cheia, no h vegetao rasteira para o

    gado pastar, e a vrzea que ficou submersa durante a

    cheia transforma-se em um imenso lamaal. O gado,

    sem alimento e sem foras, acaba morrendo preso no

    lamaal.

    Em 2009 foi registrada a segunda maior cheia nos rios da Amaznia.

    Muitas famlias com esta de Benjamin Constant (AM), s margens

    do rio Solimes, tiveram que abandonar suas casas.

    Balco para a

    criao de

    aves na

    vrzea de rio

    da Amaznia.

    Fonte: Rede Amaznica. Portal

    Amaznia. Galeria de fotos. Cheia na

    Amaznia 2009. Disponvel em:

    http://www.redeamazonica.com.br/port

    alamazonia/galeria/scripts/listarFotos.p

    hp?pag=6#http://www.redeamazonica.

    com.br/portalamazonia/galeria/img/18/

    Benjamin-AM7-galeria.jpg.

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    Fonte: SOUZA, J. C. R. de; ALMEIDA, R. A. de. Vazante e enchente na Amaznia brasileira.

    Impactos ambientais, sociais e econmicos. Disponvel em:

    http://www.uc.pt/fluc/cegot/VISL\AGF/actas/tema4/jose_camilo.

    Mesmo estando adaptada s condies impostas pelas

    CHEIAS, a populao ribeirinha das reas rurais sofre

    prejuzos quando o nvel das guas sobe alm do

    esperado, ou demora muito a baixar.

    Ainda que a subida anual do nvel dos rios da Amaznia j

    seja esperada, a CHEIA tambm causa transtornos e

    prejuzos nas reas urbanas.

    Passarelas foram improvisadas para acesso ao prdio da Alfndega,

    em Manaus (AM), durante cheia histrica do rio Negro, em 2009.

    Fonte: Rede Amaznica. Portal

    Amaznia. Galeria de fotos. Cheia

    na Amaznia 2009. Disponvel em:

    http://www.redeamazonica.com.br/p

    ortalamazonia/galeria/scripts/listarF

    otos.php?pag=0#http://www.redeam

    azonica.com.br/portalamazonia/gale

    ria/img/18/alfandega4.jpg.

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    20

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • O comrcio, os transportes, a circulao da populao,

    as aulas, a limpeza urbana so alguns dos setores

    afetados pelas CHEIAS nas cidades.

    ,

    Fonte: Fotos da maior cheia

    no Amazonas 2009 que

    superou recorde histrico.

    Disponvel em:

    http://www.cultura.gov.br/vida

    sparalelas/archives/21766.

    Lojas fechadas em

    rua de comrcio no

    centro de Manaus

    (AM) durante a

    enchente de 2009.

    Logo aps o primeiro alerta de

    cheia a prefeitura e a Defesa

    Civil distribuem madeiras,

    pregos etc e orientam a

    construo de passarelas.

    Em junho/2009, a cheia do rio

    Negro represou o escoamento

    das guas dos igaraps. No

    bairro da Glria, em Manaus os

    igaraps transbordaram e

    acumularam lixo.

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    As guas da cheia do rio Negro atingem o centro de Manaus(AM).

    Fonte: Rede Amaznica. Portal Amaznia. Galeria de fotos. Cheia na Amaznia 2009.

    Disponvel em:

    http://www.redeamazonica.com.br/portalamazonia/galeria/scripts/listarFotos.php?pag=2#http:

    //www.redeamazonica.com.br/portalamazonia/galeria/img/18/enchente21cassius.jpg

    Fonte: Portal Terra. Notcias. Brasil. Fotos.

    Veja as fotos da seca e da cheia no AM.

    Disponvel em:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI13

    8932-EI306,00Veja+fotos+ da+seca+e+da+

    cheia+no+AM.html.

    Fonte: Rede Amaznica. Portal Amaznia. Galeria de fotos. Cheia na Amaznia 2009. Disponvel em:

    http://www.redeamazonica.com.br/portalamazonia/galeria/scripts/listarFotos.php?pag=2#http://www.red

    eamazonica.com.br/portalamazonia/galeria/img/18/FOTO22.jpg.

    Camila, voc sabe quantos metros o nvel do Rio Negro sobe durante as cheias?

    No, Lvia. Mas eu gostaria de saber como a populao avisada da chegada da cheia. Vamos ver se h alguma informao sobre estes assuntos.

    21

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • 7. SISTEMA DE ALERTA DE CHEIAS

    As CHEIAS podem provocar prejuzos economia das reas

    onde ocorrem, alm de causar muitos transtornos e colocar

    em risco a vida das populaes afetadas.

    Para se ter uma idia de quanto um rio pode subir durante a

    cheia, observe a sequncia de fotos abaixo, com diferentes

    datas, e obtidas a partir do rio Negro que banha a cidade de

    Manaus (AM). As fotos foram tiradas no ponto em que o

    igarap So Raimundo desgua no rio Negro.

    A foto da esquerda foi tirada em 2005, aps um perodo de seca bastante severo. A foto do centro de 2009, durante uma das maiores cheias.

    A foto da direita mostra o nvel que a gua atingiu em 2010, durante uma cheia considerada moderada.

    CHEIA DO RIO NEGRO EM 2010

    Data: 02/06/2010

    Nvel do rio Negro: 27,86 metros

    CASA

    MAIOR CHEIA DO RIO NEGRO

    Data: 02/07/2009

    Nvel do rio Negro: 29,77 metros

    CASA

    VAZANTE DO RIO NEGRO

    Data: 08/11/2005

    Nvel do rio Negro: 16,17 metros

    CASA

    LEITO DO RIO NEGRO

    Fonte: CPRM Servio Geolgico do Brasil. Documentrio fotogrfico. Disponvel em: http://www.cprm.gov.br/rehi/manaus/pdf/foto2010.pdf.

    Veja que as setas vermelhas apontam sempre para uma

    mesma casa que serve de referncia para mostrar

    quanto o nvel do rio Negro pode subir durante um

    evento de cheia.

    A variao no nvel do rio Negro, da vazante para a

    cheia, geralmente fica em torno de 10 a11 metros.

    Entretanto, entre junho e outubro de 2009, a variao

    ficou em cerca de 13 metros.

    22

    www.cprm.gov.br

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • Visando fornecer sociedade e s autoridades uma

    previso sobre o comportamento das cheias, o Servio

    Geolgico do Brasil CPRM opera, h algum tempo,

    os Sistemas de Alerta de Cheias dos rios

    Solimes/Negro/Amazonas (AM), Doce (MG/ES), e dos

    rios do Pantanal (MT/MS). Atualmente esto sendo

    coletados dados para a implantao de mais dois

    sistemas de alerta de cheias: no rio Parnaba (MA/PI), e

    no rio Ca, afluente do rio Guaba, em Porto Alegre (RS).

    Essa operao permite ao Servio Geolgico do Brasil

    CPRM prever, com semanas de antecedncia, at que altura

    o nvel da gua subir durante a cheia.

    As informaes so ento organizadas em BOLETINS que

    so passados para a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros,

    Polcia Militar e Prefeituras Municipais que os transmitem

    para a populao atravs de rdio, televiso, jornais etc.

    Rgua linimtrica que serve para

    medir a variao do nvel da

    gua dos rios.

    Equipamentos para medio da altura do nvel da gua dos rios.

    A operao dos Sistemas de Alerta de Cheias consiste

    em efetuar medies dirias ao longo do curso e nas

    margens do rio, coletar e analisar dados sobre a subida

    do nvel da gua no perodo chuvoso, e elaborar

    clculos e previses sobre a altura que o nvel de cada

    rio poder alcanar.

    Os boletins inicialmente informam a cota de ateno, que

    a altura mxima que o nvel da gua do rio pode chegar, sem

    provocar inundao.

    Quando o nvel da gua sobe alm da cota de ateno

    passam a ser emitidos, a cada hora, os BOLETINS DE

    ALERTA, com a cota de alerta, indicando quais os locais

    da cidade que sero inundados.

    O trabalho de acompanhamento, monitoramento do nvel

    dos rios e emisso de boletins prossegue durante todo o

    perodo da cheia.

    Estao fluviomtrica. Fonte: CPRM Servio

    Geolgico do Brasil. Recursos

    hdricos superficiais. Disponvel

    em: http://www.cprm.gov.br/

    publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.h

    tm?sid=34. Fonte: ANA - Agncia Nacional de guas,

    Superintendncia de Administrao da Rede

    Hidrometeorolgica. Inventrio das estaes

    fluviomtricas. Disponvel em:

    http://www.ana.gov.br/GestaoRecHidricos/InfoHidr

    ologicas/Inventarios/docs/Invent%C3%A1rio%20d

    as%20Esta%C3%A7%C3%B5es%20Fluviom%C3

    %A9tricas.pdf.

    23

    www.cprm.gov.br

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • 24

    SISTEMAS DE ALERTA DE CHEIAS DO RIO DOCE

    No boletim as bolinhas azuis da

    primeira linha representam as

    estaes localizadas em diferentes

    pontos do rio e seus afluentes onde h

    equipamentos que registram: os

    dados relativos a precipitao

    (quantidade de chuvas que cai em

    uma determinada rea); as vazes

    dos rios (quantidade de gua que

    corre nos rios); e o nvel dos rios.

    Na segunda linha, as bolinhas podem

    variar de cor, de acordo com a

    variao do nvel do rio em cada uma

    das respectivas estaes onde so

    feitas as medies.

    No alerta de cheias do rio Doce, o Servio Geolgico do Brasil CPRM trabalha em convnio com a ANA Agncia Nacional de guas e o

    IGAN Instituto Mineiro de Gesto das guas. Durante o perodo chuvoso, os boletins so transmitidos para as Prefeituras Municipais, Defesa

    Civil, Corpo de Bombeiros e Polcia Militar que avisam a populao para sair das reas onde h previso de inundao. Fonte: CPRM Servio Geolgico do Brasil. Boletim de monitoramento e previso. Disponvel em: http://www.cprm.gov.br/alerta/site/boletim.html.

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e os rgo das

    prefeituras alm de divulgar as informaes do

    SISTEMA DE ALERTA DE CHEIAS, tambm atuam

    nos preparativos e durante a cheia: constroem

    passarelas, orientam a populao, resgatam pessoas

    ilhadas, e auxiliam aqueles que precisam de ajuda.

    Estas duas fotos foram tiradas em pocas diferentes, tendo como cenrio

    a rgua que mede o nvel do rio Negro, no porto de Manaus (AM). A foto

    da esquerda mostra que, em junho de 2009, o nvel do rio Negro atingiu a

    cota recorde de 29,77 metros. direita, a foto mostra que, em outubro de

    2010, o rio Negro desceu ao menor nvel da histria, com 13,63 metros.

    O Sistema de Alerta de Cheias um trabalho de utilidade

    pblica prestado pelo Servio Geolgico do Brasil

    CPRM, que permite que as autoridades municipais e a

    populao se preparem para a cheia. Conforme a previso

    de subida do nvel da gua, a Defesa Civil e as prefeituras

    podem determinar a retirada da populao de certas

    reas e transferncia para locais mais seguros.

    No Pantanal, os alertas permitem que os rebanhos sejam

    transferidos para as partes mais altas, minimizando

    grandes perdas econmicas com o gado, que pode ficar

    ilhado ou afogar-se em funo das inundaes. Imagem de satlite mostrando o porto (em

    vermelho) da cidade de

    Manaus (AM) (na cor

    rosa), localizada na

    confluncia dos rios

    Negro e Solimes, que se

    juntam para formar o rio

    Amazonas.

    Peo pantaneiro trabalha

    na retirada do gado de

    rea que est sendo

    inundada pela subida dos

    rios Taquari e Aquidauana

    (MS), no Pantanal. Fonte: CPRM Servio Geolgico do Brasil. Manaus. Disponvel em:

    http://www.cprm.gov.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?

    infoid=483&sid=34.

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    Fonte: Cheias colocam o Pantanal em alerta mximo. Disponvel em:

    http://www.folhadofazendeiro.com.br/editoria/ver?noticia_id=221.

    25

    Fonte: Portal Terra. Notcias. Brasil. Fotos. Veja as fotos da seca e da cheia no AM. Disponvel em:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI138932-EI306,00-

    Veja+fotos+da+seca+e+da+cheia+no+AM.html

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

  • 8. A IMPORTNCIA DAS VRZEAS ou PLANCIES DE INUNDAO

    Fonte: SOS RIO Tiet.

    In: Blog Olhar sobre o

    mundo. Disponvel em:

  • Os custos para proteger as vrzeas dos efeitos das

    cheias so extremamente elevados e essas reas

    sempre estaro sujeitas inundaes .

    A ocupao das vrzeas responsvel pela degradao

    das matas ciliares, vegetao natural que se desenvolve ao

    longo dos rios.

    As matas ciliares funcionam como filtros, retendo grande

    parte dos poluentes que chegariam at os rios cursos

    d'gua, afetando diretamente a qualidade da gua, alm de

    reterem os sedimentos que seriam transportados para os

    rios, provocando o assoreamento.

    O processo de urbanizao no o nico

    responsvel pela degradao das reas de vrzea,

    que tambm a rea preferencial para a construo

    de estradas, para o desenvolvimento de atividades

    agrcolas e pecurias e para a extrao de areia.

    Mata ciliar na vrzea do rio.

    Fo

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    IBA

    MA

    Fonte: O Globo. Serla opera sistema de alerta contra enchentes. Disponvel em: <

    http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/03/05/serla_opera_sistema_de_alerta_contra_enchentes

    -426087874.asp>

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    ncia

    O G

    lob

    o

    Ocupao da vrzea do rio Acari, no Rio de Janeiro (RJ), que

    inunda durante as cheias.

    Fonte: Portal

    AmbienteBrasil. Ambiente

    florestal. Recuperao de

    matas ciliares. Disponvel

    em: www.ambiente

    brasil.com.br

    No momento em que se reconhece como imprescindvel a

    necessidade de conservar tanto a qualidade quanto a

    quantidade disponvel de gua, fundamental para a vida na

    Terra, necessrio que o homem se conscientize da

    importncia da preservao do ambiente das vrzeas, como

    condio bsica para a proteo dos rios.

    27

    TEMAS GEOLGICOS PARA EDUCAO AMBIENTAL

    Caderno V - AO DA GUA DOS RIOS NO PLANETA TERRA

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