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Carta Pastoral aos diocesanos de D. Anacleto Oliveira - 2014I15

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Text of Carta Pastoral aos diocesanos de D. Anacleto Oliveira - 2014I15

  • 1. introduo 1

2. Carta Pastoral aos Diocesanos de Vianado Castelo para a vivncia do jubileu dos500 anos do nascimento do Bem-aventuradoBartolomeu dos Mrtires e do primeiroano do projecto pastoral trienal sobreA famlia comunidade de vida e de amorxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxCARTA PASTORALxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxOS FILHOSxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxSO UMAxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxBNOxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxDO SENHORxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxANACLETO OLIVEIRAxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxBISPO DE VIANA DO CASTELOxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx 3. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxj NDICE lINTRODUOCom a beno do Beato Bartolomeu dos MrtiresPRIMEIRA PARTEOs filhos so uma beno para a famliaSEGUNDA PARTEOs filhos so uma beno para a sociedade071531CONCLUSOQue o Beato Bartolomeu dos Mrtires nos abenoe 81541TERCEIRA PARTEOs filhos so uma beno para a IgrejaEDIOTtulo: Os filhos so uma beno do SenhorAutor: Anacleto OliveiraEditor: Diocese de Viana do CasteloAno: 2014 / 1 edioTiragem: 2 000 exemplaresDesign: Afonso Designers, LdaImpresso: Grfica VisoISBN: 978-989-97503-1-9ContactosPao EpiscopalAv. Paulo VI, 735 Darque4935-058 VIANA DO CASTELOwww.diocesedeviana.pt 4. 7Salmo 126/1271 Se o Senhor no edificar a casa,em vo trabalham os que a constroem.Se o Senhor no guardar a cidade,em vo vigiam as sentinelas.2 intil levantar-se antes da aurorae trabalhar pela noite dentro,para comer o po de um trabalho duro,porque Ele o d aos seus amigos, at durante o sono.3 Os filhos so uma bno do Senhor,o fruto das entranhas uma recompensa;4 como flechas nas mos de um guerreiro,assim os filhos nascidos na juventude.5 Feliz o homem que assim encheu a aljava:no ser confundido,quando enfrentar os inimigos s portas da cidade.j INTRODUO lCOM A BNO DOBEATO BARTOLOMEUDOS MRTIRES01 Fez 500 anos no passado dia 3 de Maio que nasceu o Bem-aven-turadoBartolomeu dos Mrtires uma data que estamos a come-morar,na nossa Diocese, com um ano jubilar, ento iniciado e queterminar a 18 de Julho de 2015, o dia anual da celebrao litrgicada sua memria. Como todo o jubileu, queremos que seja um tempode graa e de bnos para a nossa Igreja diocesana.Queremos, antes de mais, bendizer o Senhor pela graa que nosconcedeu com to grande figura da Igreja e do nosso Pas.1 ComoArcebispo de Braga, a que ento pertencia a nossa Diocese, semprenutriu um particular carinho por Viana do Castelo. Aqui fundou,logo no incio do seu ministrio episcopal, uma escola de teologiamoral. Mandou construir, com a mesma finalidade, o Convento deSanta Cruz, hoje de S. Domingos. A ele se recolheu nos ltimos oitoanos de vida, a seguir renncia ao Arcebispado, para se entregar orao, pregao e caridade para com os mais desprotegidos.Nele ficou sepultado, por vontade prpria. E nele tem sido venera-do,e com mais razo a seguir sua beatificao em 2001.Por tudo isto, as suas relquias esto a percorrer todas as par-quiase casas religiosas da Diocese. Regressa deste modo a muitas1. Bartolomeu dos Mrtires: Modelo para a Renovao da Igreja, Nota Pastoral da Conferncia Episcopal Portuguesa de 01 deMaio de 2014, n. 4. Pode ler-se toda a Nota em: Celebraes (para o ano jubilar do) Beato Bartolomeu dos Mrtires (na) Diocesede Viana do Castelo, Viana do Castelo 2014, pp. 7-9. 5. OS FILHOS SO UMA BENO DO SENHOR introduo das comunidades que, como mensageiro qualificado do Senhor, re-petidasvezes visitou, para as orientar, dinamizar e abenoar. Aco-lhamo-lo na parte do corpo com que se gastou por Ele e pela suaIgreja e rezemos-lhe, na certeza de que no Cu vela por ns, con-formecantamos no hino a ele dedicado.02 De um modo especial e por sua intercesso, supliquemos aoSenhor que o seu lema episcopal visvel no logtipo do ano jubilare no relicrio que percorre a Diocese impregne a vida de todos oscristos da nossa Diocese, a comear pelos mais responsveis pelosseus destinos: ardere et lucere: nolite conformari huic saeculo, isto ,arder e iluminar: no vos conformeis com este mundo.As primeiras palavras inspiram-se na figura de S. Joo Baptista,que Jesus qualifica de lmpada ardente e luminosa (Jo 5, 35). Como S.Joo em relao a Cristo, tambm o Beato Bartolomeu se considerousua testemunha (em grego mrtire). Foi por Ele que ardeu e seconsumiu: para o dar a conhecer como a luz verdadeira que, vindoao mundo, ilumina todo o homem (Jo 1, 9). Quantas vezes ter excla-mado,com a mesma alegria do Precursor: preciso que Ele cresa e8 9eu diminua (Jo 3, 30)!Condio imprescindvel para um testemunho assim o en-contropessoal e renovado com Jesus Cristo. Repare-se na importn-ciaque o Papa Francisco lhe d, na Exortao Apostlica A Alegria doEvangelho, e repetindo o convite do seu antecessor. Apresenta-o naintroduo como fonte da aco evangelizadora. E volta a referi--lo no captulo conclusivo, descrevendo os seus frutos: O verda-deiromissionrio, que no deixa de ser discpulo, sabe que Jesuscaminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele.Sente Jesus vivo com ele, no meio do compromisso missionrio.2Era igualmente de Cristo que o Beato Bartolomeu recebia a luze o ardor de que tanto precisou para a profunda e penosa renovao2. Em: A Alegria do Evangelho, nn. 8 e 266. Veja-se ainda a minha Carta Pastoral Cristo em vs: a esperana da glria, queescrevi a partir do mesmo apelo do Papa Bento XVI e com idntico objectivo: ajudar cada cristo da Diocese a encontrar-se comCristo, para o poder anunciar de um modo credvel e eficaz.da Igreja a que se dedicou. Por isso a registou, como programa devida, na segunda parte do lema, servindo-se do apelo de S. Paulo:No vos conformeis com este mundo (Rom 12, 2). Isto , no vos dei-xeiscontaminar por maneiras de pensar, viver e agir, contrrias aoevangelho em que acreditais.Mas foi com esta contaminao que ele se deparou na Igreja doseu tempo. Era tal o mundanismo que a assolava que ela, como eleento escrevia, est para cair.3 No esta, nem de longe, a situa-oda Igreja nos nossos dias. Graas a Deus. Mas h feridas que ain-dahoje a ameaam na sua identidade e misso. E no tm faltadovozes autorizadas a alertar para elas.F-lo o Papa Bento XVI, ao afirmar que a maior perseguioda Igreja no vem de perseguies externas, mas nasce do pecadona Igreja; e que, por isso, ela tem uma profunda necessidade dereaprender a penitncia, de aceitar a purificao.4 E o Papa Fran-cisco,a propsito de algumas tentaes que afectam, particular-mentenos nossos dias, os agentes pastorais, chama a ateno parao mundanismo espiritual que ele define assim: O mundanismoespiritual, que se esconde por detrs de aparncias de religiosidadee at mesmo de amor Igreja, buscar, em vez da glria do Senhor,a glria humana e o bem-estar pessoal.5 Em qu, concretamente?03 De entre as reformas por que mais se bateu o Beato Bartolomeuna Igreja em geral e na sua Arquidiocese, destaca-se a da adminis-traodos bens temporais da Igreja.6 A deplorvel situao com quese deparou no era para menos. Para a grande maioria dos eclesis-ticos,o que ento mais contava no exerccio dos seus ofcios, noeram a glria de Deus e o bem das almas, mas os benefcios mate-riaisque deles recebiam. Uma inverso com consequncias desas-3. Citado em: Frei Lus de Sousa, Vida de D. Frei Bertolameu dos Mrtires, Lisboa 1984, liv. 2, c. 2, p. 149.4. Em: Bento XVI em Portugal. Discursos e Homilias, edio de 2010, do Secretariado Geral do Episcopado, p. 12.5. Em: Alegria do Evangelho, nn.77 e 93.6. Veja-se sobre isto a obra de Frei Raul de Almeida Rolo (OP), O Bispo e a sua Misso Pastoral segundo D. Frei Bartolomeu dosMrtires, Porto 1964, pp. 213-258. 6. OS FILHOS SO UMA BENO DO SENHOR introduo trosas: ausncia, nalguns casos constante, das comunidades a elesconfiadas; exigncias acima do que tinham direito ou os fiis po-diamdar; simonia; busca, por vezes desenfreada, de lugares e dig-nidadesmaterialmente mais rentveis; escandalosa vida luxuosa;desigualdades e injustias gritantes entre eles; aproveitamento dosbens da Igreja para enriquecimento pessoal e familiar. Numa pala-vra:a total perverso do evangelho, at no seu contedo. Quem novive conforme pensa, acaba, mais cedo ou mais tarde, por pensarconforme vive.Da a importncia dada pelo Beato Bartolomeu formao e vi-vnciada f de todos os cristos e, particularmente, dos seus cola-boradoresna Igreja. que, alm do mais, estavam em causa a suacomunho com Deus e a consequente salvao eterna. Assim o diz,a propsito de Mt 25, 34-36.40 e das obras de misericrdia a men-cionadaspor Jesus: Todos so obrigados a cumpri-las, segundo apossibilidade de cada um, especialmente aqueles que, alm do que necessrio para a sua vida, decncia de estado e justas necessi-dades,lhes sobeja renda. Porque estes, sob pena de pecado mortal,so obrigados a dar todo o s