Cartilha de Apoio Ao Acesso à Informação

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  • 7/24/2019 Cartilha de Apoio Ao Acesso Informao

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    Acesso a Informao

    PblicaLei n 12.527, de 18 de outubro de 2011.Decreto n 4.839, de 19 de junho de 2013.

    Por um Tocantins transparente para o cidado

    Controladoria Geral do Estado do Tocantins

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    Acesso InformaoPblica

    Lei n 12.527, de 18 de outubro de 2011.Decreto n 4.839, de 19 de junho de 2013.

    Palmas - TO

    2013

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    Governo do Estado do TocantinsPraa dos Girassis - Marco Central - PALMAS TO CEP: 77001-900www.to.gov.br [email protected] 0800-645-0808 (63) 3218-2424

    Jos Wilson Siqueira Campos

    Governador do Estado do Tocantins

    Joo Oliveira de SousaVice-Governador do Estado do Tocantins

    Ricardo Eustquio de SouzaSecretrio-Chefe da Controladoria Geral do Estado do Tocantins

    Jos Pedro Dias LeiteSecretrio-Executivo da Controladoria Geral do Estado do Tocantins

    Juvenal Gomes dos SantosDiretor do Departamento de Acompanhamento da Gesto

    Cleber Barros ArraesDiretor do Departamento de Controle Interno

    Ion Bezerra Oliveira de AssumoOuvidor-Geral do Estado

    Equipe Tcnica

    Controladoria Geral do EstadoJuvenal Gomes dos SantosIon Bezerra Oliveira de Assumo

    Casa CivilPoliana Marazzi BandeiraGustavo Andrade Campos

    Procuradoria Geral do EstadoRosngela Carreiro LeiteJoo Geraldino de Souza Filho

    Secretaria da AdministraoMaria Luza Gomes de Aguiar

    Luciano Pinto Bandeira

    Secretaria da Comunicao SocialValdir Antnio Duarte JniorIsmael Nunes da Silva Jnior

    Secretaria da FazendaRamon Gomes QueirozJocilda Novaes Pereira Jurubeba

    Secretaria do Planejamento e da Moderni-zao da Gesto PblicaFabola Daiane CasadoCaroline Pires Coriolano

    Disponvel no s tio: www.to.gov.brPermitida a reproduo total ou parcial desde que citada a fonte

    Esta publicao baseada na car tilha: Acesso Informao Pblica, da Controladoria Geral da Unio, que est disponvel no stio www.cgu.gov.br, que tema cooperao da UNESCO no mbito do Projeto Poltica Brasileira de Acesso a Informaes Pblicas: garantia democrtica do direito informao, transpa-rncia e participao cidad, o qual tem o objetivo de possibilitar a cooperao tcnica entre a UNESCO e o Poder Executivo Federal brasileiro para que odireito de acesso informao seja garantido a cidados e cidads brasileiros de forma eficiente, eficaz e efetiva.

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    Servio de Apoio s Micro e Pequenas EmpresasSebrae Tocantins

    Roberto PiresPresidente do Conselho Deliberativo Estadual

    Mrcia Rodrigues de PaulaDiretora-Superintendente

    Mila Jaber

    Diretora Tcnica

    Jarbas MeurerDiretor Administrativo e Financeiro

    Luciana RetesGerente da Unidade de Assessoria da Diretoria Superintendente

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    Mensagem do Governador

    Prestar contas aos cidados, acabar com a corrupo e dar transparncia saes do governo. Esses so alguns desafios que vm sendo cumpridos emnosso Estado. O Brasil destaque quando o assunto democratizar as in-formaes e o Tocantins caminha junto com essa realidade. Hoje qualquertocantinense pode acessar a internet e conhecer o que est sendo feito com odinheiro pblico acompanhando o trabalho do nosso governo. Um avano quefortalece a democracia em nosso Estado.

    Para ns, a promulgao da Lei de Acesso Informao LAI, sua regulamen-tao e implementao pelos entes federados, demonstra a preocupao daAdministrao Pblica em assegurar aos cidados o direito de estar informado.

    importante destacar que nosso intento garantir que esse direito seja atodos assegurado. Com a implantao e o aprimoramento de diversos meca-nismos de estmulo participao popular, obteremos o fortalecimento dacidadania e um governo marcado pela intensa relao com a sociedade.

    Acima de tudo, buscamos uma poltica de incremento da transparncia pblicaem que o Tocantins possa se destacar ainda mais como um Estado compro-metido com os preceitos da LAI, franqueando o acesso s atividades pblicas, fiscalizao e ao acompanhamento da gesto das polticas e dos recursospblicos. Desse modo, estaremos sintonizados com o que hoje considerado

    o novo patamar dos regimes democrticos.

    Que esse manual sirva como ponto de apoio para cada um de vocs, peasfundamentais nesse crescimento.

    Jos Wilson Siqueira Campos

    Governador do Estado do Tocantins

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    A Lei de Acesso Informao fruto do amadurecimento de nossa trajetriademocrtica permitindo sociedade, a fiscalizao e o escrutnio mais amplossobre as aes de governo. Sua concepo foi inspirada nos princpios conti-dos nas distintas Declaraes e Pactos mundiais inerentes aos Direitos Huma-nos em que o Brasil signatrio.

    Almeja-se que referido diploma legal fortalecer a preveno e o combate corrupo ao permitir um monitoramento ampliado da gesto das polticaspblicas. Seu pilar o princpio da publicidade mxima preceituando que o

    sigilo a exceo.

    Nesse escopo, a transparncia condio essencial para o Estado Democrticode Direito. Sem informao, o cidado no pode praticar inteiramente a parti-cipao poltica nem proteger seus direitos.

    No cumprimento de nossa misso institucional, a Controladoria Geral do Esta-do tem como meta aprimorar e consolidar os ditames da Lei de Acesso Infor-mao gradualmente e superar as expectativas da sociedade na capacidade de

    fornecer informaes concretas com qualidade e eficincia.

    Igualmente, contamos com o comprometimento de nossos colaboradorespara superar os desafios propostos, certos de que a transformao sobrevirdo somatrio do empenho de cada um.

    E com o comprometimento de cada agente que vamos alcanar o sucesso.Erradicar a cultura do segredo criando a do livre acesso comportar o moni-toramento dos governantes na tomada de decises que afetam a sociedade,inibindo o abuso de poder permitindo que decises de polticas pblicas to-madas com base em informaes de qualidade encerraro resultados maiseficientes.

    Nesta esteira, a Controladoria Geral do Estado se sente altiva em fazer partedesse processo e congratula a todos os servidores pblicos e a sociedade to-cantinense por mais esse avano. com imensa satisfao que compartilhamos com voc esta Cartilha.

    Ricardo Eustquio de SouzaSecretrio-Chefe da Controladoria Geral do Estado

    Mensagem do Secretrio-Chefe

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    SUMRIOAcesso Informao Pblica: um Direito Universal..................... 12

    Acesso Informao Pblica no Brasil e no Tocantins................ 14

    Cultura de Segredo X Cultura de Acesso...................................... 16

    Novos Mecanismos de Acesso Informao.............................. 18

    Acesso: Quais so as Excees?................................................... 21

    O Mapa da Lei.............................................................................. 23

    Perguntas e Respostas................................................................. 24

    Perguntas e Respostas sobre a Lei de Acesso Informao....... 25

    Palavra Aberta.............................................................................. 32

    Perguntas e Respostas sobre a Lei Geral n 123/2006................. 34

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    ApresentaoEsta cartilha vai explicar melhor para voc, cidado tocantinense, o que, comoe onde voc pode ter acesso s informaes produzidas pelo Poder Pblicodo Estado.

    Desde novembro de 2011 que o acesso s informaes sob a guarda de rgose entidades pblicas, no Brasil, direito fundamental do cidado, e dever do

    Estado, garantidos pela Lei Federal 12.527. No Tocantins, esta lei regulamen-tada por decreto.

    Ao regulamentar esta lei no Tocantins, o governador Siqueira Campos d umimportante passo na trajetria da transparncia pblica.

    O Decreto regulamenta e garante a ampliao dos mecanismos de obtenode informaes e documentos j previstos. A partir desta regulamentao, ficaestabelecido que o acesso informao a regra e o sigilo a exceo, caben-do Administrao Pblica atender s demandas dos seus cidados.

    Esta cartilha traz tambm aspectos e vantagens de uma cultura administrativapr-acesso. Ao participar do dia a dia da Administrao, o cidado cumpre seupapel no processo democrtico de direitos e deveres e participa de modo efe-tivo da tomada de decises que o afeta.

    Esperamos, que esta publicao possa contribuir para tornar o Tocantins um

    Estado mais transparente e prximo do seu cidado e ampliar o dilogo entrea populao e o Poder Pblico do Estado, aprimorando assim, as boas prticasna gesto, que visam resultados cada vez mais satisfatrios para ambas aspartes.

    Boa leitura!

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    Acesso Informao Pblica:

    um Direito UniversalAs informaes sob a guarda e produzidas pelo Estado so sempre pblicas.O acesso a elas deve ser restrito apenas em casos especficos. Isto significaque a informao produzida, guardada, organizada e gerenciada pelo Estadoem nome da sociedade um bem pblico. O cidado bem informado temmelhores condies de conhecer e acessar outros direitos essenciais, comosade, educao e benefcios sociais. Por este e por outros motivos, o acesso

    informao pblica tem sido, cada vez mais, reconhecido como um direito emvrias partes do mundo. Cerca de 90 pases possuem leis que o regulamentam.

    Voc sabia que:

    A primeira nao no mundo a desenvolver um marco legal sobre acesso informao pblica foi a Sucia, em 1766.

    O Brasil foi a 90 Nao a editar uma lei de acesso informao.

    J os Estados Unidos aprovaram sua Lei de Liberdade de Informao, conhe-cida como FOIA (Freedom of Information Act), em 1966.

    Na Amrica Latina, a Colmbia foi pioneira ao estabelecer, em 1888, umCdigo que franqueou o acesso a documentos de Governo.

    J a legislao do Mxico, de 2002, considerada uma referncia, tendoprevisto a instaurao de sistemas rpidos de acesso, a serem supervisionadospor rgo independente.

    Chile, Uruguai, entre outros, tambm aprovaram leis de acesso informa-o.

    O Tocantins, mesmo antes da Regulamentao da Lei, j a cumpria, garantin-do aos seus cidados o pleno acesso s informaes Pblicas.

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    O direito do cidado a ter acesso informao tambm reconhecido porimportantes organismos da comunidade internacional, como a Organizao

    das Naes Unidas (ONU) e a Organizao dos Estados Americanos (OEA). OBrasil assinou alguns desses tratados e convenes. Veja:

    Declarao Universal dos Direitos Humanos (artigo 19):Todo ser humano tem direito liberdade de opinio e expresso; este direitoinclui a liberdade de, sem interferncia, ter opinies e de procurar, receber etransmitir informaes e idias por quaisquer meios e independentementede fronteiras.

    Conveno da s Naes Unidas contra a Corrupo (artigos 10 e 13):Cada Estado-parte dever (...) tomar as medidas necessrias para aumentar atransparncia em sua administrao pblica (...) procedimentos ou regulamen-tos que permitam aos membros do pblico em geral obter (...) informaessobre a organizao, funcionamento e processos decisrios de sua adminis-trao pblica (...).

    Declarao Interamericana de Princpios de Liberdade de Expresso(item 4):O acesso informao mantida pelo Estado constitui um direito fundamentalde todo indivduo. Os Estados tm obrigaes de garantir o pleno exercciodesse direito.

    Pacto Internacional dos Direitos Civis e Polticos (artigo 19):

    Toda pessoa ter direito liberdade de expresso; esse direito incluir a liber-dade de procurar, receber e difundir informaes e ideias de qualquer natu-reza (...).

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    Acesso Informao Pblica no Brasil

    e no TocantinsNo Brasil, o acesso informao pblica est inscrito no captulo I da Cons-tituio -- dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos -- particularmente noinciso XXXIII do artigo 5. este dispositivo em conjunto com outros incisosdos artigos 37 e 216 -- que a Lei 12.527, tambm conhecida como Lei de Acesso Informao Pblica, regulamenta.

    Constituio Federaltodos tm direito a receber dos rgos pblicos informaes de seu interesseparticular, ou de interesse coletivo ou geral, que sero prestadas no prazo dalei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja impres-cindvel segurana da sociedade e do Estado.

    Lei de Acesso Informao 12.527/11

    A nova legislao vale para a administrao direta e indireta de todos os Pode-res e entes federativos. Sancionada em 18 de novembro de 2011, a Lei 12.527teve origem em debates no mbito do Conselho de Transparncia Pblica eCombate Corrupo, rgo vinculado Controladoria-Geral da Unio (CGU).A Lei foi discutida e votada pelo Congresso Nacional entre 2009 e 2011.

    DecretoEm maio de 2012 o Governo do Tocantins montou um Grupo de Trabalho paraimplantao e regulamentao da Lei Federal 12.527/11 no Estado. Com a pu-blicao do Decreto n 4.839, de 19 de junho de 2013, que regulamenta a LeiFederal, foi viabilizado ao cidado tocantinense a plena garantia de acesso sinformaes guardadas e produzidas pelo Poder Pblico do Estado.

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    A transparncia no assunto novo no Pas: diferentes leis e polticas j con-templaram, de maneiras variadas, esta questo. A partir da Constituio de

    1988, novas legislaes (como a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei do Pro-cesso Administrativo, a Lei do Habeas Data e a Lei de Arquivos) entraram emvigor prevendo que governos divulgassem, por exemplo, dados oramentriose financeiros, bem como atos administrativos.

    Uma importante iniciativa nesse sentido foi o lanamento, em 2004, do Portalda Transparncia do Governo Federal: www.transparencia.gov.br. O Portal daTransparncia do Tocantins foi lanado em maio de 2010. Mas sua reestrutura-o aconteceu em agosto de 2011. Voc pode acess-lo no endereo eletrni-

    co www.transparencia.to.gov.br.

    Por meio do Portal possvel:

    acompanhar informaes atualizadas diariamente sobre a execuodo oramento;

    obter informaes sobre recursos pblicos transferidos e sua aplica-o direta (origens, valores, favorecidos);

    acompanhar o andamento de processos licitatrios;

    ter acesso aos vencimentos (salrios), cargos e funes dos servido-res pblicos do Estado do Tocantins.

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    Cultura de Segredo X Cultura de Acesso

    Cultura de Segredo

    A implementao de um sistema de acesso informao tem como um deseus principais desafios vencer a cultura de segredo que, muitas vezes, preva-lece na gesto pblica.

    Em uma cultura de segredo, a gesto pblica pautada pelo princpio de quea circulao de informaes representa riscos. Isto favorece a criao de obs-tculos para que as informaes sejam disponibilizadas, devido a percepesdo tipo:

    O cidado s pode solicitar informaes que lhe digam respeito dire-to;

    Os dados podem ser utilizados indevidamente por grupos de interes-

    se;

    A demanda do cidado um problema: sobrecarrega os servidores ecompromete outras atividades;

    Cabe sempre chefia decidir pela liberao ou no da informao.

    Na cultura de segredo a informao retida e,muitas vezes, perdida. A gesto pblica perdeem eficincia, o cidado no exerce um direitoe o Estado no cumpre seu dever.

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    Novos Mecanismos de Acesso

    Informao

    A Lei 12.527 efetiva o direito previsto na Constituio de que todos tm a prer-rogativa de receber dos rgos pblicos alm de informaes do seu interessepessoal, tambm aquelas de interesse coletivo. Isto significa que a Adminis-trao cumpre seu papel quando divulga suas aes e servios, mas tambmdeve estar preparada para receber demandas especficas.

    Responder a uma solicitao de acesso informao pblica requer metodo-logia: necessrio processar o pedido e garantir ao requerente a entrega dodado.

    Informaes ao Cidado

    Para garantir o acesso, a Lei, alm de estipular procedimentos, normas e pra-zos, prev a criao, em todos os rgos e entidades do poder pblico, de um

    Servio de Informaes ao Cidado (SIC). O SIC ser instalado em local de fcilacesso e identificao por parte do cidado.

    Caber a esta unidade:

    So estabelecidos prazos para que sejam repassadas as informaes ao soli-citante.

    protocolizar documentos e requerimentos de acesso informao;

    orientar sobre os procedimentos de acesso, indicando data, local emodo em que ser feita a consulta;

    informar sobre a tramitao de documentos;encaminhar a solicitao unidade responsvel pela informao,quando no fornecida de imediato;

    Nas unidades descentralizadas, onde no houver SIC, ser oferecidoservio de recebimento e registro dos pedidos de acesso informao.

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    A resposta deve ser dada imediatamente, se estiver disponvel, ou em at 20dias corridos, prorrogveis por mais 10 dias:

    o pedido no precisa ser justificado, apenas conter a identificao do

    requerente e a especificao da informao solicitada;

    o servio de busca e fornecimento das informaes gratuito, salvocpias de documentos, que devem ser pagas pelo solicitante;

    o pedido ser apresentado em formulrio padro, disponibilizado emmeio eletrnico e fsico, no stio da internet e no SIC dos rgos e en-tidades;

    importante lembrar que todas as legislaes que regem sigilo noBrasil (fiscal, pessoal, tributrio) continuam em vigor;

    nos casos em que a informao estiver sob algum tipo de sigilo pre-visto em Lei, direito do requerente obter o inteiro teor da negativa deacesso;

    quando a informao for parcialmente sigilosa, fica assegurado oacesso, por meio de certido, extrato ou cpia, com a ocultao daparte sob sigilo;

    no caso de negativa de acesso a informaes, o cidado pode inter-por recurso autoridade hierarquicamente superior quela que emitiua deciso;

    persistindo a negativa, o cidado poder recorrer ao Secretrio deEstado da rea ou, em caso de descumprimento de procedimentos eprazos da Lei 12.527, CGE Controladoria Geral do Estado, pelos se-guintes meios de comunicao:

    I. Fone: 0800-645-0808 ou 162II. E-mail: [email protected] Pessoalmente: no endereo Sede da Controladoria Geral doEstado - Praa dos Girassis, Avenida NS-02, Prdio 01, Palmas TO CEP: 77.001-002IV. Carta: para o endereo - Controladoria Geral do Estado - Praados Girassis, Avenida NS-02, Prdio 01, Palmas TO CEP: 77.001-002

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    em ltima instncia, caber recurso Comisso Mista de Reavaliao deInformaes.

    endereos e telefones das unidades e horrios de atendimento aopblico;

    dados gerais para acompanhamento de programas, aes, projetose obras;

    respostas a perguntas mais frequentes da sociedade.

    Uso da Internet

    A Lei 12.527 estabelece que rgos e entidades pblicas devem divulgarinformaes de interesse coletivo, salvo aquelas cuja confidencialidade es-

    teja prevista no texto legal. Isto dever ser feito atravs de todos os meiosdisponveis e obrigatoriamente em stios da internet. Entre as informaes aserem disponibilizadas esto:

    Com o acesso prvio informao, o cidado no precisa acionar o rgo,gerando benefcios para ele e economia de tempo e recursos para a Admi-nistrao.

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    Acesso: Quais so as Excees?

    A Lei 12.527/2011 prev excees regra de acesso para dados pessoais einformaes classificadas por autoridades como sigilosas.

    Informaes sob a guarda do Estado que dizem respeito intimidade, honra eimagem das pessoas, por exemplo, no so pblicas (ficando protegidas porum prazo de cem anos). Elas s podem ser acessadas pelos prprios indivduos e, por terceiros, apenas em casos excepcionais previstos na Lei.

    A Lei 12.527/2011 traz novas regras referentes classificao da informao.Como princpio geral, estabelece que uma informao pblica somente podeser classificada como sigilosa quando considerada imprescindvel seguranada sociedade ( vida, segurana ou sade da populao) ou do Estado (sobe-rania nacional, relaes internacionais, atividades de inteligncia).

    As informaes podem ser classificadas como:

    Ultrassecretaprazo de sigilo: 25 anos (renovvel uma nica vez)

    Secretaprazo de sigilo: 15 anos

    Reservadaprazo de sigilo: 5 anos

    Esto especificadas na lei as autoridades que tm a prerrogativa de classificaras informaes nos diferentes graus de sigilo. Quanto mais estrito o sigilo,maior o nvel hierrquico do agente pblico.

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    A classificao do sigilo de informaes no mbito da Administrao PblicaEstadual de competncia:

    GRAU ULTRASSECRETOGovernador do Estado, Vice-Governador do Estado, Secretrios de Estado e au-toridades com as mesmas prerrogativas, Comandante Geral da Polcia Militar,Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar.

    SECRETOGovernador do Estado, Vice-Governador do Estado, Secretrios de Estado e au-toridades com as mesmas prerrogativas, Comandante Geral da Polcia Militar,

    Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar. Dirigentes de Autarquias,fundaes, empresas pblicas e sociedades de economia mista.

    RESERVADOGovernador do Estado, Vice-Governador do Estado, Secretrios de Estado e au-toridades com as mesmas prerrogativas, Comandante Geral da Polcia Militar,Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar. Dirigentes de Autarquias,fundaes, empresas pblicas e sociedades de economia mista.

    DIREITOS HUMANOSNo podero ser objeto de restrio de acesso informaes ou documentosque versem sobre condutas que impliquem violao dos direitos humanospraticada por agentes pblicos ou a mando de autoridades pblicas.

    A Lei tambm prev a responsabilizao do servidor nos casos de seudescumprimento.

    Recusar-se a fornercer informao requerida nos termos da Lei, destruirou alterar documentos ou impor sigilo para obteno de proveito pes-soal, por exemplo, so consideradas condutas ilcitas, podendo carac-

    terizar infrao ou improbidade administrativa.

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    O mapa da Lei

    Conhea a estrutura do texto da Lei n 12.527/11:

    Tema Onde encontrar Palavra-chave

    Garantias do direito deacesso

    Artigos 3, 6 e 7Princpios do direito deacesso/compromissodo Estado

    Regras sobre a divulga-o de rotina ou proati-va de informaes

    Artigos 8 e 9

    Categorias de informa-o/Servio de Informa-es ao cidado/Modosde divulgar

    Processamento de pedi-dos de Informao

    Artigos 10, 11, 12, 13e 14

    Identificao e pes-quisa de documentos/Meios de divulgao/Custos/Prazos de aten-

    dimentoDireito de recurso negativa de liberaode informao

    Artigos 15, 16 e 17Pedido de desclassifi-cao/autoridades res-ponsveis/ritos legais

    Excees ao direito deacesso

    Artigos 21 ao 30Nveis de classificao/regras/Justificativa dono-acesso

    Tratamento de informa-es pessoais Artigo 31

    Respeito s liberdadese garantias individuais

    Responsabilidades deagentes pblicos

    Artigos 32, 33 e 34Condutas ilcitas/princi-pio do contraditrio

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    Perguntas & Respostas

    NECESSRIA LEI ESPECFICA PARA GARANTIR O ACESSO ?

    Sim. Diferentes leis promulgadas nos ltimos anos ampliaram a interao entre o Esta-do e a Sociedade, mas a aprovao da Lei de Acesso Informao foi necessria pararegulamentar obrigaes, procedimentos e prazos para a divulgao de informaespelas instituies pblicas, garantindo a efetividade do direito ao acesso. Ao estabe-lecer rotinas para o atendimento ao cidado, a Lei organiza e protege o trabalho do

    servidor.

    TODA INFORMAO PRODUZIDA OU GERENCIADA PELO GOVERNO PBLI-CA?

    Como princpio geral, sim, salvaguardando-se as informaes pessoais e as exceesprevistas na lei. A informao produzida pelo setor pblico deve estar disponvel aquem este serve, ou seja, sociedade, a menos que esta informao esteja expres-samente protegida. Da a necessidade de regulamentao, para que fique claro quais

    informaes so reservadas e por quanto tempo.

    QUAIS INSTITUIES PBLICAS DEVEM CUMPRIR A LEI?

    Os rgos e entidades pblicas dos trs Poderes (Executivo, Legislativo e Judicirio),de todos os nveis de governo (federal, estadual, distrital e municipal), assim como osTribunais de Contas e o Ministrio Pblico, bem como as autarquias, fundaes pbli-cas, empresas pblicas, sociedades de economia mista e demais entidades controladas

    direta ou indiretamente pela Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios.

    ENTIDADES PRIVADAS TAMBM ESTO SUJEITAS LEI?

    As entidades privadas sem fins lucrativos que recebem recursos pblicos para a reali-zao de aes de interesse pblico, diretamente do oramento ou por meio de sub-venes sociais, contrato de gesto, termo de parceria, convnios, acordos, ajustes eoutros instrumentos similares, devem divulgar informaes sobre os recursos recebidose sua destinao.

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    Perguntas e Respostas sobre a Lei de

    Acesso Informao

    QUEM DEVE CUMPRIR A LEI N 12.527/2011 (LEI DE ACESSO INFORMA-O)?

    Os rgos e entidades pblicas dos trs Poderes (Executivo, Legislativo e Judicirio),de todos os nveis de governo (federal, estadual, distrital e municipal), assim como osTribunais de Contas, Ministrio Pblico e Defensoria Pblica, bem como as autarquias,

    fundaes pblicas, empresas pblicas, sociedades de economia mista e demais enti-dades controladas direta ou indiretamente pela Unio, Estados, Distrito Federal e Muni-cpios devem cumprir as disposies da Lei de Acesso Informao.

    Vale ressaltar que as entidades privadas sem fins lucrativos que recebem recursos p-blicos para a realizao de aes de interesse pblico, diretamente do oramento oupor meio de convnios, acordos e instrumentos congneres, tambm devem divulgarinformaes sobre os recursos recebidos e sua destinao.

    QUAIS AS INFORMAES QUE DEVEM SER DIVULGADAS?Os rgos e entidades devem divulgar informaes sobre a estrutura organizacional,competncias, relao de endereos e telefones das respectivas unidades e seus di-rigentes, alm dos horrios de atendimento ao pblico (Institucional); o resultado deinspees, auditorias, prestaes e tomadas de contas (Auditoria); a execuo ora-mentria e financeira do rgo e entidade, nos termos do inciso II, do pargrafo nicodo art. 48 e art. 48-A da Lei Complementar n 101/2000 (Despesas); concursos pblicosde provimento de cargos, relao dos servidores pblicos com nmero de identificaofuncional, nome completo, situao funcional, data de admisso, remunerao, redutor

    constitucional e outras indenizaes (Servidores); os dados gerais sobre programas,aes, projetos e atividades, com as principais metas, indicadores de resultado e im-pacto, bem como os principais resultados (Aes e Programas); os repasses ou trans-ferncias de recursos financeiros concedidos e recebidos pelos rgos e entidades,transferncias de renda direta ao cidado, mediante convnios, acordos e instrumentoscongneres (Convnios); os procedimentos licitatrios, com respectivos editais, projetobsico ou termo de referncia e resultados, bem como todos os contratos e aditivos ce-lebrados (Licitaes e Contratos), alm de respostas s perguntas frequentes advindasda sociedade (Perguntas Frequentes).

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    COMO ESSAS INFORMAES DEVEM SER DIVULGADAS?

    Obrigatoriamente por meio de stios na Internet (Portal de Transparncia e HomePa-ge de cada rgo e entidade), atendendo aos princpios e normas de acessibilidadevigentes e, ainda, tanto quanto possvel, ser disponibilizadas em formato aberto e noproprietrios (planilhas e texto).

    O QUE DIREITO DE ACESSO?

    O acesso informao pblica um direito fundamental, previsto no artigo 5, incisoXXXIII, da Constituio da Repblica Federativa do Brasil de 1988. Vale lembrar que at o

    advento da Lei Federal n 12.527/2011 no existiam mecanismos claros e efetivos parapromover o acesso do cidado s informaes e documentos do Poder Pblico.

    QUAIS SO OS DEVERES DOS RGOS E ENTIDADES PBLICAS?

    Garantir o direito ao acesso amplo, pleno, imediato e gratuito s informaese documentos pblicos, promovendo a divulgao, independentemente desolicitao, de informaes de interesse coletivo ou geral produzida ou custo-diada pela Administrao Pblica.

    O QUE INFORMAO PBLICA?

    Qualquer informao produzida ou custodiada pela Administrao Pblica, nas esferasmunicipal, estadual ou federal, que no tenha sido classificada como sigilosa, deven-do estar disponvel sociedade. Vale ressaltar que as informaes classificadas comosigilosas tero acesso restrito pelo prazo de 25 (vinte e cinco) anos, no caso de ultrasse-creta, podendo ser prorrogado, uma nica vez, por igual perodo; por 15 (quinze) anosem se tratando de informaes secretas e de 5 (cinco) anos no caso das classificadas

    como reservadas.

    O QUE INFORMAO PESSOAIS?

    Informaes pessoais so aquelas relacionadas pessoa natural identificada ou iden-tificvel, cujo tratamento deve ser feito de forma transparente e com respeito intimi-dade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como s liberdades e garantiasindividuais. As informaes pessoais tero seu acesso restrito, independentemente declassificao de sigilo, pelo prazo mximo de 100 (cem) anos a contar da data de pro-duo.

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    QUEM PODE FAZER PEDIDO DE INFORMAO?

    Qualquer interessado, pessoa fsica ou jurdica, pode solicitar informaes ao PoderPblico, bastando, no entanto, realizar a identificao do requerente e a especificaoda informao pleiteada. Por ser pblica a informao, vedado Administrao P-blica exigir do requerente a justificativa ao pedido, que dever observar os seguintesprincpios:

    I ser realizado por qualquer meio legtimo, preferencialmente por meio de formulriopadro fsico e eletrnico;

    II ter como destinatrio o Servio de Informaes ao Cidado (SIC), a ouvidoria ouautoridade regularmente designada;

    III conter a identificao do requerente (nome completo, data de nascimento, RGou CPF, e-mail, sexo, escolaridade, profisso, CEP, endereo, UF, cidade e telefone) e aespecificao da informao requerida;

    IV proibir a exigncia de apresentao de justificativa ao pedido de acesso s infor-maes de interesse pblico;

    V atender tempestivamente ao pedido de acesso informao pelo rgo ou entida-de, se a informao estiver disponvel;

    VI franquear gratuitamente o servio de busca e fornecimento de informao, excetonos casos de reproduo de documentos, situao em que poder ser cobrado somen-te o valor necessrio cobertura dos custos, servios e dos materiais utilizados;

    VII viabilizar alternativas de encaminhamento de pedidos de acesso informao pormeio de seus stios oficiais na internet (banner).

    QUAL O PRAZO PARA O ATENDIMENTO DO PEDIDO DE INFORMAO?

    Em no sendo possvel conceder o acesso imediato informao, o rgo ou entidadeque receber o pedido dever, no prazo no superior a 20 (vinte) dias, prorrogveis pormais 10 (dez) dias, mediante justificativa expressa e cincia ao interessado, adotar asseguintes providncias:

    I comunicar a data, local e meio para o atendimento consulta formulada, efetuar areproduo ou obter a certido;

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    II indicar as razes de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso preten-dido;

    III remeter o requerimento ao rgo ou entidade detentor da informao requerida,cientificando o interessado da remessa de seu pedido de informao;

    IV informar ao requerente sobre a possibilidade de recurso, prazos e condies parainterposio, indicando a autoridade competente para sua apreciao no caso de noautorizao do acesso por se tratar de informao total ou parcialmente sigilosa.

    CABE RECURSO CONTRA NEGATIVA DE ACESSO?

    Em caso de indeferimento do pedido de acesso s informaes ou s razes da nega-tiva do acesso, o interessado, no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua cincia, poderinterpor recurso contra a deciso, o qual dever ser dirigido autoridade hierarquica-mente superior que exarou a deciso impugnada, que dever se manifestar no prazode 5 (cinco) dias.

    Mantido o indeferimento do pedido, o interessado poder recorrer Controladoria Ge-ral do Estado que deliberar no prazo de 5 (cinco) dias. Em caso de desprovimento dorecurso pela Controladoria Geral do Estado, o requerente poder apresentar, no prazo

    de 10 (dez) dias, contado da cincia da deciso, recurso Comisso Mista de Reavalia-o de Informaes.

    QUEM PODER SER RESPONSABILIZADO?

    A responsabilidade ser atribuda a quem deu causa. Quanto ao gestor serresponsabilizado em decorrncia de proceder de modo contrrio Lei e pelaomisso no que diz respeito superviso e hierarquia que deveria ter exerci-do, induzindo o subalterno a agir em desacordo com os preceitos legais.

    A expresso servidor pblico utilizada no contexto legal, de forma genrica,abrange todas as espcies, sejam servidores propriamente ditos ou agentespolticos. A responsabilizao ocorrer quando:

    I recusar-se a fornecer informao requerida nos termos da Lei, retardar de-liberadamente o seu fornecimento ou fornec-la intencionalmente de formaincorreta, incompleta ou imprecisa;

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    II utilizar indevidamente, bem como subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, alterar ou

    ocultar, total ou parcialmente, informao que se encontre sob sua guarda ou a que te-nha acesso ou conhecimento em razo do exerccio das atribuies de cargo, empregoou funo pblica;

    III agir com dolo ou m-f na anlise das solicitaes de acesso informao;

    IV divulgar ou permitir a divulgao ou acessar ou permitir acesso indevido informa-o sigilosa ou informao pessoal;

    V impor sigilo informao para obter proveito pessoal ou de terceiro, ou para fins de

    ocultao de ato ilegal cometido por si ou por outrem;

    VI ocultar da reviso de autoridade superior competente informao sigilosa parabeneficiar a si ou a outrem, ou em prejuzo de terceiros;

    VII destruir ou subtrair, por quaisquer meios, documentos concernentes a possveisviolaes de direitos por parte de agentes do Estado.

    A pessoa fsica ou entidade privada que detiver informaes em virtude de vnculo como poder pblico e deixar de observar o disposto na Lei de Acesso Informao estar

    sujeita s seguintes sanes:

    I advertncia;

    II multa;

    III resciso do vnculo com o poder pblico;

    IV suspenso temporria de participar em licitao e impedimento de contratar coma Administrao Pblica por prazo no superior a 2 (dois) anos;

    V declarao de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administrao Pbli-ca,at que seja promovida a reabilitao perante a prpria autoridade que aplicou apenalidade.

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    O SERVIDOR PBLICO PODER SER RESPONSABILIZADO POR DAR NOTCIA,

    AUTORIDADE IDNEA, DE ATOS CRIMINOSOS OU IMPROBIDADE?

    A Lei preconiza que nenhum servidor poder ser responsabilizado civil, penal ou admi-nistrativamente por dar cincia, a quem de direito, de informao concernente prticade crimes ou improbidade.

    QUAIS OS MECANISMOS QUE DEVEM SER CRIADOS PARA GARANTIR O ACES-SO INFORMAO?

    Criao de Servio de Informaes ao Cidado (SIC), nos rgos e entidades do PoderPblico, em local com condies apropriadas para:

    I atender e orientar ao pblico sobre o acesso a informaes;

    II informar acerca da tramitao de documentos nas suas respectivas unidades;

    III protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informaes;

    IV realizar audincias ou consultas pblicas ou outras formas de divulgao, incenti-

    vando a participao popular no controle social dos gastos pblicos.

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    SERVIO DE INFORMAO AO CIDADO - SIC

    Em razo da demanda levantada no mapeamento de diagnstico sobre as estruturas deacesso informao existente para disponibilizar o Servio de Informao ao Cidado SIC, em cumprimento s disposies da Lei Federal n 12.527, de 18 de novembro de2011, foi orientado sobre a necessidade de implementao do SIC presencial em cadargo ou entidade, bem como foi desenvolvido pelo Governo do Estado do Tocantinso Sistema de Informao ao Cidado - SICTO na Internet, destinado a recepcionar, dire-cionar e gerir todos os pedidos de informao que forem dirigidos ao Poder ExecutivoEstadual.

    relevante esclarecer que o sistema disponibilizado foi idealizado para a gesto deentrada e sada dos pedidos de acesso, pois as solicitaes devem ser inseridas e asrespostas encaminhadas ao cidado por meio do SICTO.

    Portanto, todos os pedidos de acesso informao, realizados em observncia ao dis-posto na Lei Federal n 12.527/2011, devem ser inseridos no Sistema, independente domeio utilizado para encaminhar a resposta. A tramitao via Sistema de Informao aoCidado a garantia que o solicitante dispe de que os procedimentos estatudos naLei de Acesso Informao sero atendidos e, tambm, para o rgo, a segurana documprimento de suas atribuies legais.

    O SICTO no abrange o fluxo interno de documentos de cada rgo e entidade, no ha-vendo, momentaneamente, integrao entre o sistema de acesso e o sistema de fluxointerno existente. O SIC receber um e-mail do sistema entrada sobre a existnciade um pedido de informao e tomar as providncias de acordo com o seu prpriofluxo interno. Em seguida, responder para o cidado via sistema sada.

    SERVIO DE INFORMAO AO CIDADO SIC PRESENCIAL

    Com o intuito de quebrar o paradigma da cultura do sigilo em prol do livre acesso,orientou-se sobre a criao ou adaptao em todos os rgos e entidades do Poder Exe-cutivo Estadual do Servio de Informaes ao Cidado presencial, visando o atendimen-to dos procedimentos, normas e prazos estabelecidos no supracitado Diploma Legal.

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    Palavra AbertaVeja algumas palavras e expresses que integram uma cultura de acesso informao.

    ACESSIBILIDADE

    A informao pblica deve estar acessvel a todos, inclusive queles portadores dedeficincias (do ponto de vista legal, disposies e normas gerais podem ser encon-trados no Decreto 5296 de 2 de dezembro de 2004). Em termos de comunicao, nemsempre ser possvel garantir 100% de acesso, mas cabe ao administrador desenvolveresforos neste sentido. Na internet, isto pode ser feito, por exemplo, atravs de va-

    riados recursos, como a associao do texto a imagens, animaes e grficos. Stioseletrnicos governamentais que tomam essas medidas podem vir a receber um selode acessibilidade.

    Para saber mais acessewww.acessobrasil.org.br

    CONTROLE SOCIAL

    a participao do cidado na gesto pblica, na fiscalizao, no monitoramento e nocontrole da Administrao Pblica. O controle social um complemento indispensvel

    ao controle institucional realizado pelos rgos que fiscalizam os recursos pblicos.Contribui para a gesto ao favorecer a boa e correta aplicao dos recursos, um me-canismo de preveno da corrupo e que fortalece a cidadania.

    Saiba mais emwww.portaldatransparencia.to.gov.br/controlesocial

    DADOS ABERTOS GOVERNAMENTAIS

    Publicao e disseminao das informaes do setor pblico na Web, compartilhadasem formato bruto e aberto, compreensveis logicamente, de modo a permitir sua reuti-

    lizao em aplicaes digitais desenvolvidas pela sociedade.Para saber mais:www.w3c.br/divulgacao/pdf/dados-abertosgovernamentais.pdf

    DOCUMENTO

    definido pela Lei 12.527/2011 como: unidade de registro de informaes qualquerque seja o suporte ou formato (Artigo 3). E regulamentado pelo Decreto n 4.839, de19 de junho de 2013.

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    GOVERNO ELETRNICO

    a utilizao pela Administrao das modernas tecnologias de informao e comuni-cao (TICs) para democratizar o acesso informao pblica, ampliar e dinamizar aprestao de servios.

    No Brasil, a poltica de Governo Eletrnico segue um conjunto de diretrizes que atuamem trs frentes fundamentais: junto ao cidado; na melhoria da sua prpria gestointerna e na integrao do governo com parceiros e fornecedores.

    Saiba mais:www.governoeletronico.gov.br/ogov.br

    INFORMAO

    definida no texto da Lei 12.527/2011 da seguinte forma: dados, processados ou no,que podem ser utilizados para produo e transmisso de conhecimento, contidos emqualquer meio, suporte ou formato (Artigo 3).

    LINGUAGEM CIDAD

    Na comunicao da Administrao com o cidado a linguagem deve ser clara e objeti-

    va. A meta garantir a leitura fcil de informaes e dados. Neste sentido, termos tcni-cos devem ser traduzidos para o vocabulrio do dia-a-dia. Nomes de programas e aesgovernamentais, bem como cdigos e nomenclaturas de uso da gesto na prestaode contas s sero acessveis se o pblico puder compreend-los.

    Saiba mais:www.transparencia.to.gov.br.

    PRINCPIO DA PUBLICIDADE

    De acordo com a Constituio Federal, em seu artigo 37, a publicidade um dos prin-

    cpios a serem obedecidos pela Administrao Pblica, ao lado dos princpios de lega-lidade, impessoalidade, moralidade e eficincia.

    TRANSPARNCIA ATIVA

    A Administrao Pblica divulga informaes sociedade por iniciativa prpria, de for-ma espontnea, independente de qualquer solicitao.

    TRANSPARNCIA PASSIVA

    A Administrao Pblica divulga informaes sob demanda em atendimento s solici-taes da sociedade.

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    Perguntas e Respostas sobre a Lei Geral

    n 123/2006

    COMO APLICAR A LEI COMPLEMENTAR N 123/2006, NOS MUNICPIOS,COM FOCO NO DESENVOLVIMENTO LOCAL?

    Os pequenos negcios, a cada dia, tem mostrado sua fora, contribuindo fundamental-mente para a promoo do Desenvolvimento Local.

    Os nmeros comprovam essa informao: sabemos que os pequenos negcios repre-sentam 99% das empresas no Brasil, so responsveis por 52% do saldo dos empregosformais, correspondendo fatia de 40% da massa salarial circulante. Os nmeros rela-tivos s compras pblicas tambm so impressionantes: de 2006 para 2013, a represen-tatividade de empresas que vendem para o governo evoluiu em mais de 100%. Hoje,32% das compras pblicas federais tm como fornecedores os pequenos negcios.

    No Brasil, h 5.564 municpios e, estas pequenas cidades, de norte a sul deste nossopas continental que abrigam os pequenos negcios: a venda do Seu Z, a boutiqueda Solange, a marcenaria do Seu Joo.

    Assim, se fortalecermos os pequenos negcios em mbito municipal, o dinheiro circuladentro da cidade e aciona o ciclo virtuoso da economia, multiplicando-se nas mos dosempresrios, cidados e governo. Acionado o acelerador da economia, as empresascrescem, os empregos surgem e a cidade se fortalece, pois o governo passa a arrecadarmais e, por consequncia pode investir em educao, segurana, sade e no desen-volvimento.

    Por esta razo que, em 1996 foi aprovada a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa,garantindo um direito constitucional de ter um tratamento diferenciado, simplificadoe favorecido.

    Conforme afirmou o ilustre doutrinador Rui Barbosa, a verdadeira igualdade consisteem tratar desigualmente os desiguais, na proporo de sua desigualdade. Garantirum ambiente favorvel para o desenvolvimento dos pequenos negcios, assegurandoa possibilidade de ascenso, um dever do Gestor Pblico.

    Anteriormente, a burocracia, altos impostos, legislaes complexas e pulverizadas,no conferiam segurana aos pequenos, que acabavam margem da legalizao, no

    chamado subterrneo da economia: longe dos olhos do governo, fora das estats-ticas, sem garantia de um tratamento digno tanto aos donos dos negcios quanto

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    aos que com eles trabalhavam sem registro, sem proteo, sem direitos.

    Com as Leis Complementares 123/2006 e 128/2008, os pequenos negcios(1) se for-taleceram ainda mais e o que se v hoje so pequenos negcios estruturados, compotencial de crescimento significativo.

    No Tocantins, mais de 45 mil pequenos negcios fazem este jovem Estado se destacarem estatsticas importantes, com a maior evoluo do PIB da regio norte, por exem-plo. Destes 45 mil negcios, cerca de 23.000 so microempreendedores individuais. Eeste nmero no pra de crescer!

    Por isso importante que os municpios que abrigam estes negcios se preparem cadavez mais para promover a legalizao e o crescimento destes empreendimentos. Dos139 municpios do Tocantins, 117 j regulamentaram a Lei Geral, contudo, apenas 20esto praticando aes efetivas com foco no tratamento diferenciado aos pequenosnegcios. Ou seja, na maioria dos municpios tocantinenses a Lei Geral no saiu dopapel.

    COMO FAZER, ENTO, PARA COLOCAR EM PRTICA A LEI GERAL?

    A partir da aprovao da Lei Geral em mbito municipal, sugerimos iniciar sua imple-

    mentao a partir de 4 eixos bsicos: Desburocratizao, Aes de Incentivo ao Micro-empreendedor Individual, Designao de um Agente de Desenvolvimento Municipal eFortalecimento das Compras Pblicas.

    Descrevemos abaixo, algumas orientaes para apoiar o gestor neste desafio. Con-tudo, alertamos que este texto no tem a pretenso de esgotar o tema . defundamental importncia que o gestor pblico convide sua equipe de governo e, emespecial, a Controladoria Interna e a Assessoria Jurdica para conhecer a fundo o arca-bouo legal que regulamenta o tratamento diferenciado aos pequenos negcios, tanto

    em mbito federal, estadual e, especialmente municipal, garantindo a legalidade e aobservncia de regras especficas do municpio, em todas as suas aes.

    1) Desburocratizao a favor dos pequenos negcios:

    - O municpio deve propiciar ao empresrio um atendimento personalizado e especial,gil e eficiente. Sugerimos a criao de uma sala ou prdio exclusivo para consolidaressa ao;

    (1) Microempreendedores individuais, com faturamento de at R$60.000,00/ano, microempresascom faturamento de at R$ 360.000,00/ano e empresas de pequeno porte com faturamento de at

    R$ 3.600.000,00

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    - Neste local, a prefeitura deve ter equipe treinada e integrada para a partir de um

    contato do candidato a empresrio, lhe seja transmitida toda a informao necessriapara que o mesmo legalize sua empresa no menor tempo possvel, passando a exis-tir para o municpio, podendo gerar empregos, arrecadar e dinamizar a economia dacidade;

    - Este local poder ser um centro de conhecimento. Atravs de parcerias, o municpiopoder atrair palestras de agentes de financiamento, consultorias em gesto, orienta-o contbil, dentre outras. Empreendedor bem informado, toma decises acertadas ese desenvolve. Negcios prsperos: municpio prspero!

    - Este espao garante que as informaes sejam transparentes e cheguem ao conhe-cimento do empresrio, facilitando sua vida: emisso de notas fiscais, divulgao deeditais de licitaes pblicas focados nos pequenos negcios, apresentao de pales-tras e seminrios, aes de divulgao de associaes empresariais, dentre outras. Aclasse empresarial valorizada e informada assume protagonismo e liderana, apoiandoa gesto municipal rumo ao desenvolvimento.

    2) Incentivo ao Microempreendedor Individual:

    - Esta nova figura empresarial ainda muito pequena, inexperiente. Todavia, conformepesquisa do Sebrae/NA, 87% afirma que pretende crescer e se tornar uma microem-presa;

    - O espao empresarial disponibilizado pelo governo municipal descrito no item 1, aci-ma, poder acolher o microempreendedor individual, esclarecendo suas dvidas, efe-tivando sua formalizao e viabilizando a emisso do seu CNPJ, em poucos minutos,atravs do site www.portaldoempreendedor.gov.br;

    - Portanto, o municpio precisa incentivar seu crescimento, atravs de privilgios legaisnestes primeiros anos de vida. Oferta de capacitaes atravs de parcerias, isenode taxas, liberao para abertura de empreendimentos de baixo risco em sua prpriaresidncia, manuteno do IPTU residencial nestes casos, divulgao das licitaes p-blicas a este segmento, incentivo ao microcrdito e acesso a tecnologia, dentre outras,so exemplos de aes de incentivo ao Microempreendedor individual.

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    3) Designao de Agente de Desenvolvimento Municipal:

    - Para articular as parcerias acima expostas, articular a concesso de privilgios aospequenos negcios junto s Secretarias, Associaes e Instituies em geral, direcio-nando tais aes promoo do desenvolvimento local, importante que o gestorpblico conte com um profissional de sua extrema confiana e que seja devidamentecapacitado para assumir tal desafio;

    - Este articulador, conforme preconiza a Lei Complementar 128/2008, deve ser nome-ado pelo Prefeito, via Decreto. O agente de desenvolvimento recebe uma capacitaoalinhada aos princpios da Lei Geral, focada na mobilizao e articulao de polticas

    pblicas. Tal capacitao de 40h viabilizada pelo Sebrae, atravs de uma metodolo-gia nacional desenvolvida em parceria com a Confederao Nacional dos Municpios.Alm disso, o Agente de Desenvolvimento passa a integrar uma rede nacional, rece-bendo constantes informaes sobre as boas prticas de gesto em vrios municpiosde todo o pas;

    - importante que o Agente formule um plano de aes com foco no desenvolvimentodos pequenos negcios no municpio e este plano deve ser validado e publicado peloPrefeito, conferindo transparncia e notoriedade ao planejamento.

    4) Compras Pblicas:

    - Neste item, o municpio usa o seu poder de compra a favor dos pequenos negcios.Na maior parte dos municpios, o maior comprador a Prefeitura. Sendo assim, paragarantir a reteno da riqueza dentro de seus limites, o ideal que o vencedor daslicitaes seja uma MPE ou um Microempreendedor Individual;

    - H boas prticas em alguns municpios brasileiros que publicam seu planejamentode compras anual e, ainda, atravs de softwares especficos, cadastram os fornece-dores de pequenos negcios para os quais divulgam as licitaes planejadas. Assim,a divulgao atinge diretamente aos interessados que conhecem em primeira moas projees de compras, conseguindo se preparar adequadamente para conquistaressa fatia de mercado. A padronizao de editais, conforme temas a serem licitadose com o acompanhamento de assessoria tcnica competente, tambm pode ser umaboa prtica, propiciando aos empresrios da cidade amplo conhecimento das licitaespraticadas;

    - Assim, a Lei Geral estabeleceu alguns itens, dentre os quais uns so de aplicao ime-diata e outros dependem de regulamentao. So eles:

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    I - Itens de aplicao imediata:

    a) Da documentao de Regularidade Fiscal (art. 42 e 43, LC 123/2006):

    - Nas licitaes pblicas, a comprovao de regularidade fiscal das microempresas eempresas de pequeno porte somente ser exigida para efeito de assinatura do contra-to. Neste caso, no ato da licitao, o empresrio dever apresentar a documentaoexigida, ainda que, com alguma restrio. Caso seja declarado vencedor, lhe ser asse-gurado o prazo de 02 (dois) dias teis, prorrogveis por igual perodo, para a regulariza-o da documentao, pagamento ou parcelamento do dbito, e emisso de eventuaiscertides negativas ou positivas com efeito de certido negativa;

    - Essa norma garante ao empresrio de pequeno negcio que o mesmo participe doprocedimento licitatrio, ainda que, no esteja com toda a documentao de regula-ridade fiscal em dia. Caso seja vencedor, ter prazo legal para providenciar a regula-rizao da pendncia. Ao descumpridor da obrigao, haver penalidade nos termoslegais.

    b) Do Empate Ficto (art. 44 e 45, LC 123/2006):

    - Nas licitaes ser assegurado, como critrio de desempate, preferncia de contra-

    tao para as microempresas e empresas de pequeno porte. Entende-se por empateaquelas situaes em que as propostas apresentadas pelas microempresas e empresasde pequeno porte sejam iguais ou at 10% (dez por cento) superiores proposta me-lhor classificada. Na modalidade prego, o percentual ser de at 5% (cinco por cento)superior ao melhor preo;

    - Neste caso, a microempresa ou empresa de pequeno porte melhor classificada po-der apresentar proposta de preo inferior quela considerada vencedora do certame,situao em que ser adjudicado em seu favor o objeto licitado, sendo respeitado oprincpio da proposta mais vantajosa ao poder pblico.

    II - Itens que dependem de regulamentao em mbito municipal (art. 47 a 49,LC 123/2006):

    - Tais itens tendem a promover o desenvolvimento regional, aliando o planejamento decompras do municpio ao incentivo de produo local;

    - Desde que regulamentado na lei municipal, previsto no Edital e mediante observnciados princpios do direito administrativo, as licitaes de at R$ 80.000,00 (oitenta mil

    reais) podem ser destinadas exclusivamente participao dos pequenos negcios;

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    - Alm disso, em licitaes superiores, pode ser exigida a subcontratao de pequenos

    negcios at o limite de 30% do total licitado, com empenho direto s subcontratadas;

    - No caso de licitaes de natureza divisvel, pode-se estabelecer cota de at 25% doobjeto para contratao de pequenos negcios;

    - Vale ressaltar que, nos casos acima, o valor licitado no poder exceder a 25% (vinte ecinco por cento) do total licitado em cada ano civil;

    - O prego presencial regulamentado em lei e surge tambm como alternativa defomento participao dos pequenos negcios estabelecidos no municpio que exerce

    o poder de compra. natural que, micro e pequenas empresas privilegiem a participa-o em seus prprios municpios e nas localidades prximas, pois em sua estrutura, hdificuldades na participao de licitaes distantes. Assim, mercados antes dominadospor grandes empresas especializadas em participar de licitaes em geral, se abremprivilegiando os pequenos negcios do prprio municpio, criando uma barreira deentrada legal e focada no desenvolvimento local.

    Diante desse contexto foi firmado o Projeto Prosperar, no qual o Tribunal de Contas do

    Estado e o SEBRAE/TO assumem papel fundamental nas aes preventivas de orienta-o e capacitao, cujo objetivo garantir o cumprimento da previso legal. No Tocan-tins, o Instituto de Contas 05 de outubro e Instituto Rui Barbosa, em mbito nacional,asseguram o investimento em capacitao da equipe tcnica dos Tribunais de Contas,para que o apoio aos jurisdicionados seja amplo e efetivo.

    Conforme acima, o tema ora aventado amplo, inovador e abre inmeras oportunida-des de desenvolvimento. O desafio de unio do poder pblico classe empresarialpara que, apoiados no conhecimento e na parceria, promovam definitivamente o de-senvolvimento de seus municpios e, consequentemente, o fortalecimento da econo-mia de nosso pas!

  • 7/24/2019 Cartilha de Apoio Ao Acesso Informao

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  • 7/24/2019 Cartilha de Apoio Ao Acesso Informao

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