of 12/12
Segundo Semestre de 2006 Nº 12 Uma publicação do Geoscience Research Institute (Instituto de Pesquisa em Geociências) Estuda a Terra e a vida: sua origem, suas mudanças, sua preservação. Edição em língua portuguesa patrocinada pela DSA da IASD com a colaboração da SCB APRESENTAÇÃO DO DÉCIMO SEGUNDO NÚMERO DE CIÊNCIAS DAS ORIGENS TRADUZIDO PARA A LÍNGUA PORTUGUESA A Sociedade Criacionista Brasileira, dentro de sua programação editorial, tem a satisfação de apresentar o décimo segundo número deste periódico (segundo número anual de 2006), versão brasileira de “Ciencia de los Orígenes”, editado originalmente pelo “Geoscience Research Institute” (GRI) nos E.U.A. Destacamos, pelo seu conteúdo bastante atual, os artigos “Descoberta sensacional! Tecidos moles e elásticos de dinossauros”, de autoria do Dr. Roberto E. Biaggi, Professor de Ciências Naturais da Universidad Adventista del Plata (UAP), e “Um Golfinho mutante demonstra que a evolução é verdadeira. Ou talvez não”, de autoria do Dr. Timothy G. Standish, pesquisador do GRI. Como sempre, ficam expressos os agradecimentos da Sociedade Criacionista Brasileira a todos os que colaboraram para possibilitar esta publicação em língua portuguesa e, particularmente, a Roosevelt S. de Castro pelo excelente trabalho de editoração gráfica, e à Profa. Dra. Márcia Oliveira de Paula pela eficiente revisão técnica. Renovam-se também os agradecimentos especiais à Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na pessoa de seu Presidente, Pastor Erton Koehler, pela continuidade do apoio à publicação deste periódico. Ruy Carlos de Camargo Vieira Diretor-Presidente da Sociedade Criacionista Brasileira Uma descoberta surpreendente A descoberta de tecidos moles em os- sos de dinossauros foi considerada pela revista Discovery 1 a sexta notícia científica mais importante do ano de 2005. A des- coberta, que comoveu a comunidade cien- tífica internacional, sem dúvida pode ser qualificada como altamente significativa, inesperada e, além disso, controvertida. Os resultados da pesquisa da doutora Mary H. Schweitzer (anteriormente na Mon- tana State University e atualmente na North Carolina State University) e seus colaborado- res foram publicados pela revista Science. 2 A equipe de pesquisa de Schweitzer encontrou em vários ossos de dinossauros o que parecem ser vasos sangüíneos fle- xíveis e elásticos, algumas microestrutu- tras vermelhas e marrons que se asseme- lham a células sanguíneas e, além disso, o que parecem ser osteócitos, células que depositam minerais nos ossos. Todas as estruturas encontradas são praticamente idênticas às de organismos atuais. Esses resultados eram realmente ines- perados, especialmente porque, como dis- se Schweitzer, “a idéia é que em ossos de dinossauros todas as substâncias orgâni- cas tenham desaparecido e sido substituí- das por minerais”. 3 Agora, em face da pos- sibilidade real de haver encontrado restos orgânicos preservados, apresentam-se possibilidades realmente inusitadas. “Se temos tecidos que não se tenham fossi- lizado, então potencialmente poderemos extrair deles seu DNA”, disse Lawrence Witmer, um paleontólogo da Faculdade de Medicina Osteopática de Ohio. 4 E não só o DNA como também outras moléculas orgânicas. [Isto faz parte de um campo relativamente novo de pesquisa paleon- tológica, a Paleontologia Molecular. Sobre outros avanços nesse setor informaremos nesta revista em um próximo número]. Trata-se também de uma descoberta controvertida. Horner, um dos autores e conhecido paleontólogo de dinossauros, predisse que a publicação geraria con- trovérsia: “Será controvertida devido aos preconceitos sobre quais as coisas que podem e que não podem ser conserva- das durante longos períodos de tempo”. E acrescentou: “Sempre se pensou que as células não podiam ser preservadas como fósseis, entretanto não existia nenhuma evidência para apoiar essa idéia, exceto o fato de que até agora ninguém havia en- contrado algo relacionado com essa pre- servação celular”. Existem várias localidades ao redor do mundo que são consideradas como “Konservat-Lagerstätten”, um termo ale- mão que significa um estrato específico ou uma camada excepcional, e que se apli- ca a biotas fósseis de uma conservação específica e excepcional. Conhecemos ao Descoberta sensacional! Tecidos moles e elásticos de dinossauros! Roberto E. Biaggi, Ph.D Professor de Ciências Naturais Universidad Adventista del Plata (UAP) Instituto de Pesquisa em Geociências, Sede Argentina

Ciência das Origens

  • View
    8

  • Download
    4

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Apresenta documentos científicos a favor do criacionismo.

Text of Ciência das Origens

  • Segundo Semestre de 2006 N 12

    Uma publicao do Geoscience Research Institute (Instituto de Pesquisa em Geocincias)Estuda a Terra e a vida: sua origem, suas mudanas, sua preservao.

    Edio em lngua portuguesa patrocinada pela DSA da IASD com a colaborao da SCB

    APRESENTAO DO DCIMO SEGUNDO NMERO DECINCIAS DAS ORIGENS

    TRADUZIDO PARA A LNGUA PORTUGUESA A Sociedade Criacionista Brasileira, dentro

    de sua programao editorial, tem a satisfao de apresentar o dcimo segundo nmero deste peridico (segundo nmero anual de 2006), verso brasileira de Ciencia de los Orgenes, editado originalmente pelo Geoscience Research Institute (GRI) nos E.U.A.

    Destacamos, pelo seu contedo bastante atual, os artigos Descoberta sensacional! Tecidos moles e elsticos de dinossauros, de autoria do Dr. Roberto E. Biaggi, Professor de Cincias Naturais da Universidad Adventista del

    Plata (UAP), e Um Golfinho mutante demonstra que a evoluo verdadeira. Ou talvez no, de autoria do Dr. Timothy G. Standish, pesquisador do GRI.

    Como sempre, ficam expressos os agradecimentos da Sociedade Criacionista Brasileira a todos os que colaboraram para possibilitar esta publicao em lngua portuguesa e, particularmente, a Roosevelt S. de Castro pelo excelente trabalho de editorao grfica, e Profa. Dra. Mrcia Oliveira de Paula pela eficiente reviso tcnica.

    Renovam-se tambm os agradecimentos especiais Diviso Sul-Americana da Igreja Adventista do Stimo Dia, na pessoa de seu Presidente, Pastor Erton Koehler, pela continuidade do apoio publicao deste peridico.

    Ruy Carlos de Camargo VieiraDiretor-Presidente da

    Sociedade Criacionista Brasileira

    Uma descoberta surpreendenteA descoberta de tecidos moles em os-

    sos de dinossauros foi considerada pela revista Discovery1 a sexta notcia cientfica mais importante do ano de 2005. A des-coberta, que comoveu a comunidade cien-tfica internacional, sem dvida pode ser qualificada como altamente significativa, inesperada e, alm disso, controvertida.

    Os resultados da pesquisa da doutora Mary H. Schweitzer (anteriormente na Mon-tana State University e atualmente na North Carolina State University) e seus colaborado-res foram publicados pela revista Science.2

    A equipe de pesquisa de Schweitzer encontrou em vrios ossos de dinossauros o que parecem ser vasos sangneos fle-xveis e elsticos, algumas microestrutu-tras vermelhas e marrons que se asseme-lham a clulas sanguneas e, alm disso, o que parecem ser ostecitos, clulas que depositam minerais nos ossos. Todas as

    estruturas encontradas so praticamente idnticas s de organismos atuais.

    Esses resultados eram realmente ines-perados, especialmente porque, como dis-se Schweitzer, a idia que em ossos de dinossauros todas as substncias orgni-cas tenham desaparecido e sido substitu-das por minerais.3 Agora, em face da pos-sibilidade real de haver encontrado restos orgnicos preservados, apresentam-se possibilidades realmente inusitadas. Se temos tecidos que no se tenham fossi-lizado, ento potencialmente poderemos extrair deles seu DNA, disse Lawrence Witmer, um paleontlogo da Faculdade de Medicina Osteoptica de Ohio.4 E no s o DNA como tambm outras molculas orgnicas. [Isto faz parte de um campo relativamente novo de pesquisa paleon-tolgica, a Paleontologia Molecular. Sobre outros avanos nesse setor informaremos nesta revista em um prximo nmero].

    Trata-se tambm de uma descoberta controvertida. Horner, um dos autores e conhecido paleontlogo de dinossauros, predisse que a publicao geraria con-trovrsia: Ser controvertida devido aos preconceitos sobre quais as coisas que podem e que no podem ser conserva-das durante longos perodos de tempo. E acrescentou: Sempre se pensou que as clulas no podiam ser preservadas como fsseis, entretanto no existia nenhuma evidncia para apoiar essa idia, exceto o fato de que at agora ningum havia en-contrado algo relacionado com essa pre-servao celular.

    Existem vrias localidades ao redor do mundo que so consideradas como Konservat-Lagersttten, um termo ale-mo que significa um estrato especfico ou uma camada excepcional, e que se apli-ca a biotas fsseis de uma conservao especfica e excepcional. Conhecemos ao

    Descoberta sensacional!Tecidos moles e elsticos de dinossauros!

    Roberto E. Biaggi, Ph.DProfessor de Cincias Naturais

    Universidad Adventista del Plata (UAP)Instituto de Pesquisa em Geocincias, Sede Argentina

  • 2 N 12 Cincias das Origens

    redor do mundo muitos exemplos de res-tos de organismos fossilizados de forma espetacular, incluindo seus tecidos moles, entretanto a maioria destes foram fossili-zados por processos de mineralizao ou carbonizao, no qual os componentes orgnicos originais foram substitudos por diversos minerais.

    Vasos sangneos fossilizados?A descoberta de tecidos orgnicos mo-

    les fossilizados abre uma porta para novas possibilidades nas pesquisas paleontol-gicas. Como se expressou a prestigiosa revista Nature ao anunciar a descoberta6, ela poderia revelar detalhes da biologia in-terna dos ossos de dinossauros e sugere a possibilidade de que outros vertebrados fsseis tambm possam conter tecidos moles conservados em seu interior.

    Como observaro os leitores, essa des-coberta tem um significado real relaciona-do com a idade dos fsseis de dinossau-ros (e por extenso, da coluna geolgica). Qual a idade real desses restos fsseis? Ser que os restos de tecidos orgnicos moles podem permanecer conservados durante milhes de anos? Poderia ser esta uma evidncia de que os restos de dinossauros fsseis na realidade no so to antigos como dizem os paleontlogos? Vrios indivduos e organizaes tm uti-lizado esses resultados para defender ou apoiar seus diferentes pontos de vista so-bre a formao dos fsseis e sua idade. O leitor poder encontrar discusses com relao a esse debate em vrios sites na internet.7

    Para Schweitzer, essa descoberta resultado de muitos anos de pesquisa com fsseis de dinossauros. Seu primeiro con-tato com algo realmente surpreendente se deu em 1991, quando era ainda estudante de ps-graduao no Museum of the Ro-ckies da Montana State University. Inves-tigando um corte fino de osso de Tyranno-saurus rex (T. rex) no microscpio (restos

    descobertos em 1990 na formao Hell Cre-ek do leste do estado de Montana) obser-vou uma srie de estruturas peculiares que pareciam glbu-los vermelhos em va-sos sanguneos. Fi-quei impressionada ... era exatamente como estar olhando um cor-te de osso moderno. Entretanto, certamen-te eu no podia acre-ditar nisso. Falei ao tcnico do laboratrio: Alm do mais, os os-sos tm uma idade de 65 milhes de anos.

    Como pode ser que as clulas sangneas sobrevivam tanto tempo?8

    Esta descoberta levou a uma srie de pesquisas que culminaram com o trabalho publicado em 1997 por Schweitzer e v-rios colaboradores, no qual se descrevia a existncia de compostos contendo heme e/ou produtos da degradao da hemoglo-bina, nos restos sseos do T. rex.9

    Desde ento, Schweitzer tem-se dedi-cado a vrios estudos relacionados com a conservao de molculas orgnicas e te-cidos musculares, sseos, restos de cas-cas de ovos e de estruturas de possveis penas. Entretanto, voltou a estudar restos fsseis agora de um T. rex descoberto re-centemente em Montana no ano 2000, na base da mesma formao geolgica Hell Creek (do Cretceo) em uma regio muito prolfica que nos ltimos 4 anos chegou a produzir 31 dinossauros.10

    Os restos de ossos desarticulados cor-respondem a um tiranossauro com aproxi-madamente 18 anos de idade (com base no tamanho do fmur e nas linhas de cres-cimento sseo), que foi denominado B. rex, em homenagem a Bob Harmon, chefe dos preparadores de paleontologia no Mu-seum of the Rockies, que os havia desco-berto em um arenito no muito consolida-do. Estava justamen-te buscando fsseis de dinossauros e na realidade eu havia parado para almoar ao lado de um enor-me barranco de uns 20 metros, quando me voltei e ao olhar para trs vi que um dos ossos do p de um T. rex sobressaa daquele paredo, diz

    Harmon. Subi um pouco e pude ver alguns outros ossos que sobressaam tambm. A equipe da Montana State University pas-sou trs veres escavando e desenterran-do os restos j fraturados e comprimidos, mas com excelente preservao.

    Durante a escavao e a preparao dos ossos, no foram colocados preser-vativos qumicos nos fragmentos internos do fmur e esses restos foram reserva-dos para anlises qumicas. Alm do osso compacto denso, tpico de terpodes, tam-bm continha regies de tecido sseo no usual na superfcie endstea. Por meio de um processo de desmineralizao usando diversas solues qumicas, conseguiu-se remover a fase mineral, o que permitiu a deteco de um tecido vascular flexvel, que mostrava elasticidade e capacidade de recuperao. Em alguns casos, esse material podia ser esticado repetidamente. Alm disso, os pesquisadores submete-ram fragmentos desse material a vrios ci-clos de hidratao e desidratao e, mes-mo assim, eles retiveram sua elasticidade. Schweitzer disse que esse resultado foi to-talmente surpreendente e no conseguia acreditar nele at que foi repetido vrias vezes.11

    Aps o processo de desmineralizao, foram obtidos os seguintes resultados:

    1. Algumas regies sseas eram altamen-te fibrosas.

    2. Existiam canais vasculares paralelos com bifurcaes; caractersticas na su-perfcie deles permitiram correlacion-los com os canais de Volkmann em te-cidos modernos.

    3. Haviam sido desprendidos da matriz ssea condutos vasculares de tecidos moles e transparentes. Esses vasos so flexveis, dteis e translcidos e se rami-ficam exatamente como nos atuais.

    4. Muitos dos vasos continham pequenas microestruturas redondas, com colora-

    DESCUBRIMIENTO SENSACIONAL!Tejidos blandos y elasticos de dinosaurios!

    Ciencia de los Or genesNmero 72Una publicacin del Geoscience Research Institute

    Loma Linda, CaliforniaOtoo 2006

    Roberto E. Biaggi, Ph.D.Profesor de Ciencias Naturales, Universidad Adventista del Plata (UAP)

    Instituto de Investigaciones en Geociencia, UAP

    Ciencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los Orrrrr genes estgenes estgenes estgenes estgenes est disponible GRATIS en formato PDF en Internet: www.grisda.org

    Un Descubrimiento SorprendenteEl descubrimiento de tejidos blandos en huesos de dinosaurios

    fue considerado por la revista Discover1 la sexta noticia cientficams importante del ao 2005. El descubrimiento, que conmovia la comunidad cientfica internacional, sin duda se puede calificarcomo altamente significativo, inesperado y adems controvertido.

    Los resultados de la investigacin de la Dra. Mary H.Schweitzer, anteriormente en Montana State University y actual-mente en North Carolina State University, y sus colegas, fueronpublicados por la revista Science.2

    El equipo de investigacin de Schweitzer encontr en varioshuesos de dinosaurios lo que parecen ser vasos sanguneos queincluso son flexibles y elsticos, algunas microestructuras rojasy marrones que se asemejan a clulas sanguneas y adems loque parecen ser osteocitos, clulas que depositan minerales enlos huesos. Todas las estructuras encontradas son prcticamenteidnticas a las de organismos modernos.

    Estos resultados eran realmente inesperados, especialmenteporque, como dice Schweitzer, [L]a idea es que en huesos dedinosaurios, todas las sustancias orgnicas han desaparecido yhan sido reemplazadas por minerales.3 Ahora, frente a la posibi-lidad real de haber encontrado restos orgnicos preservados, sepresentan posibilidades realmente inusitadas. Si tenemos tejidosque no se han fosilizado, entonces potencialmente podemosextraer ADN, dice Lawrence Witmer, un paleontlogo del OhioUniversity College of Osteopathic Medicine.4 Y no solo ADN,sino adems otras molculas orgnicas. [Esto forma parte de uncampo relativamente nuevo de investigacin paleontolgica, lapaleontologa molecular. Sobre los ltimos avances en estadisciplina habremos de informar en un prximo nmero].

    Tambin se trata de un descubrimiento controvertido.Horner, uno de los autores y conocido paleontlogo dedinosaurios, predijo que la publicacin generara controversia:Ser controvertido debido a las preconcepciones sobre qucosas pueden y no pueden ser conservadas durante largosperodos de tiempo. Y aadi, Siempre se ha pensado que las

    clulas no podan conservarse como fsiles, sin embargo no existaninguna evidencia para apoyar esas ideas, excepto el hecho deque hasta ahora nadie haba encontrado dicha conservacincelular.5

    Existen varias localidades alrededor del mundo que sonconsideradas Konservat-Lagersttten, un trmino que significaun estrato bonanza o una veta excepcional, y que se aplica abiotas fsiles de una conservacin exquisita y excepcional.Conocemos muchos ejemplos alrededor del mundo de restos deorganismos fosilizados en forma espectacular, incluyendo sustejidos blandos, sin embargo la mayora de stos han sidofosilizados por procesos de mineralizacin o carbonizacin ylos componentes orgnicos originales han sido reemplazados pordiversos minerales.

    Vasos Sanguneos Fosilizados?El descubrimiento de tejidos orgnicos blandos fosilizados

    abre una ventana de nuevas posibilidades en las investigaciones

    Crneo de Tyrannosaurus rex.Figura 1 Crnio de Tyrannosaurus rex

    Ciencia de los Orgenes 3

    Ciencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los Orrrrr genes estgenes estgenes estgenes estgenes est disponible GRATIS en formato PDF en Internet: www.grisda.org

    morfologas celulares, sino que adems poseen caractersticasque muestran que algunos tejidos blandos de dinosaurios hanconservado incluso algo de su flexibilidad y elasticidad origin-ales.12

    Tambin es cierto que anteriormente otros investigadoreshaban descrito estructuras histolgicas muy bien preservadasen dinosaurios que incluso han retenido informacin molecular,incluyendo osteocitos y vasos sanguneos. Sin embargo el trabajode Schweitzer es el primero en mostrar que las estructurasconservadas todava tienen flexibilidad, ductilidad, sus cavidadesinternas, y su carcter tri-dimensional, caractersticas originalesdel material orgnico. Esto es realmente significativo, especial-mente si pensamos que de acuerdo con los mtodos de datacinactuales, estos restos tendran una edad de aproximadamente 68millones de aos.

    Para los autores los datos indican que esta conservacinmorfolgica excepcional en algunos especimenes de dinosauriospuede extenderse al nivel celular y an ms all. Y si as fuera,proponen entonces que la metodologa usada en esta serie deestudios puede llegar a ser muy valiosa para dilucidar losmicroambientes y procesos de conservacin, as como entenderlas interacciones biogeoqumicas a nivel microscpico y molecu-lar que llevan a la fosilizacin.

    Mltiples HallazgosLa excelente conservacin de los tejidos en estos restos de

    dinosaurio llev a Schweitzer y a sus colegas a publicar mstarde en la revista Science un nuevo descubrimiento, la presenciade tejidos seos en las cavidades de la mdula sea de un fmurde Tiranosaurio, que hipoteticamente seran homlogos al huesomedular derivado del endostio, un tejido especializado nico delas aves hembras.13Los autores sugieren que la presencia de estetipo de tejido seo medular en los tiranosaurios refuerza la ideade que los dinosaurios y las aves estn emparentados (un aspectoparticular de la teora de la evolucin en los vertebrados). Mucho

    ms slida es la inferencia que los dos grupos de organismostenan estrategias reproductivas similares. Los autores creen queeste nuevo descubrimiento proveera una manera objetiva dedeterminar el sexo en los dinosaurios fsiles.

    Comentando sobre los hallazgos de Schweitzer y colegas,algunos han cuestionado que realmente fueran tejidos elsticosoriginales, vasos sanguneos y clulas de material orgnico origi-nal que se hubiesen conservado. Sin embargo en una recientereunin anual de la AAAS (American Association for the Ad-vancement of Science) en el mes de febrero de 2006 en St.Louis, Missouri, Schweitzer present nuevos datos sobre elprogreso de su equipo en estas investigaciones.14

    En su presentacin titulada La tafonoma de tejidos blandosde dinosaurios y sus implicaciones,15 dentro del simposioNuevos abordajes en la investigacin paleontolgica queorganiz junto al Dr. Jack Horner, mostr que esos resultadosse han repetido en ms de una docena de especimenes dedinosaurios fsiles. Estos autores tambin proponen que loscomponentes de tejidos blandos de huesos pueden persistir en

    muchos otros animales y en restos de una variedad de edades yambientes. Uno de los hallazgos es de de un mamut fsil cuyosvasos sanguneos contenan clulas sin ncleo como los glbulosrojos. La mayora de las estructuras encontradas son prcti-camente idnticas a las de los animales modernos.

    Uno de los objetivos centrales de estas investigaciones esexplicar el fenmeno de la conservacin de estas estructuras.Nuevos datos sugieren que la clave podra estar en el contenidode hierro de las protenas de la sangre y de los msculos, lahemoglobina y la mioglobina. Los investigadores suponen queel hierro y otros metales pueden desencadenar la formacin deradicales libres que a su vez inducen la formacin de ciertospolmeros que facilitan la conservacin de los restos celulares.

    Los Fsiles de Tejido Blando y el TiempoGeolgico

    Una de las implicaciones ms interesantes tiene que ver conla durabilidad de los restos orgnicos. Tradicionalmente se haasumido que los procesos que resultan en la fosilizacin progresana travs del sepultamiento de los organismos, la destruccin delmaterial orgnico original y el subsecuente reemplazo del mate-rial orgnico por minerales. Ms recientemente algunos estudiosforenses e investigaciones bioqumicas han sugerido que ladegradacin los tejidos blandos y las clulas, as como suscomponentes biomoleculares, ocurre despus de la muerte en untiempo de semanas a dcadas, con algunos fragmentosmoleculares muy resistentes que podran sobrevivir hasta unmximo de 100,000 aos.16 Ahora con estos nuevos descubri-mientos parece que las molculas y estructuras orgnicas pudiesenpersistir por mucho ms tiempo (millones de aos por ejemploen el caso de dinosaurios) en la escala de tiempo geolgico.

    Sin embargo hay que tener cautela con las inferencias yconclusiones que se puedan hacer a partir de estos experimentos.Por un lado hay que tener en cuenta que se estn usando edadescalculadas sobre los estratos que contienen los fsiles. Por otro

    Esqueleto de Tyrannosaurus rex en exposicin en el Dinosaur National Monument,Utah, Estados Unidos.

    Figura 2 Esqueleto de Tyrannosaurus rex em exibio no Dinosaur Na-tional Monument, Utah, EUA.

  • N 12 Cincias das Origens 3

    o variando do vermelho intenso ao marrom escuro, consistentes com n-cleos de clulas endoteliais.

    5. Existiam microestruturas alongadas na matriz fibrosa, com mltiplas projees (virtualmente idnticas a ostecitos de ossos de avestruz) e possivelmente com ncleos.

    Tambm foram obtidos muitos outros dados, como corroborao adicional:

    1. Os mesmos vasos ou condutos vascu-lares foram encontrados em dois outros espcimes de tiranossauro.

    2. Foram encontradas estruturas similares a ostecitos em outros trs dinossau-ros: dois tiranossauros e um hadros-sauro.

    3. Estudos feitos com microscpio tico e com microscpio eletrnico de varredu-ra revelaram estruturas idnticas, tanto nos restos fsseis como nos restos de avestruz.

    4. Foram obtidas reaes antignicas a fragmentos proticos.

    Embora os autores se expressem com muita cautela (por exemplo, no declaram claramente se as estruturas so semelhan-tes a clulas), os dados parecem indicar que realmente no s foram encontrados vasos sangneos e vrios tipos de mi-croestruturas que tm morfologia celular, mas, alm disso, possuem caractersticas que mostram que alguns tecidos moles de dinossauros conservaram tambm algo da sua flexibilidade e elasticidade originais.12

    Tambm certo que anteriormente ou-tros pesquisadores haviam descrito estru-turas citolgicas muito bem preservadas em dinossauros que tambm haviam reti-do informao molecular, incluindo oste-citos e vasos sanguneos. No obstante, o trabalho de Schweitzer o primeiro a mos-trar que as estruturas conservadas ainda tm flexibilidade, ductilidade, suas cavida-des internas e seu carter tridimensional, caractersticas originais do material org-nico. Isso realmente significativo, espe-cialmente se pensarmos que, de acordo com os mtodos de datao atuais, esses fsseis teriam uma idade de aproximada-mente 68 milhes de anos.

    Para os autores, os dados indicam que essa conservao morfolgica excepcio-nal em alguns espcimes de dinossauros pode estender-se ao nvel celular e ainda mais alm. E se assim for, propem ento que a metodologia usada nessa srie de estudos pode vir a ser muito valiosa para elucidar os microambientes e os proces-sos de preservao, bem como para en-tender as interaes biogeoqumicas, no nvel microscpico e molecular, que levam fossilizao.

    Descobertas mltiplasA excelente conservao dos teci-

    dos desses restos de dinossauros levou Schweitzer e seus colaboradores a publi-car mais tarde na revista Science uma nova descoberta: a presena de tecidos sseos nas cavidades da medula ssea de um f-mur de tiranossauro, que hipoteticamente seriam homlogos ao osso medular deri-vado do endsteo, um tecido especializado nico em aves fmeas.13 Os autores suge-rem que a presena desse tipo de tecido sseo medular nos tiranossauros refora a idia de que os dinossauros e as aves se-jam aparentados (no aspecto particular da teoria da evoluo dos vertebrados). Muito mais slida a inferncia de que os dois grupos de organismos tenham estratgias reprodutivas similares. Os autores crem que essa nova descoberta proveria uma maneira objetiva de determinar o sexo de dinossauros fsseis.

    Comentando as descobertas de Schweitzer e colaboradores, algumas pessoas questionaram se realmente te-riam sido tecidos elsticos originais, vasos sangneos e clulas de material orgni-co original que haviam sido conservados. No obstante, em uma recente reunio anual da AAAS (American Association for the Advancement of Science) no ms de fevereiro de 2006 em St. Louis, Missouri, Schweitzer apresentou novos dados sobre o progresso da sua equipe nessas pesqui-sas.14

    Na sua apresentao, intitulada A ta-fonomia de tecidos moles de dinossauros e suas implicaes15 no simpsio Novas abordagens na pesquisa paleontolgica, que organizou juntamente com o Dr. Jack Horner, Schweitzer mostrou que esses resultados tm-se repetido em mais de uma dzia de espcimes de dinossauros fsseis. Esses autores tambm propem que os componentes de tecidos moles de ossos podem persistir em muitos outros animais e em restos com grande varieda-de de idades e ambientes. Uma das des-cobertas a de um mamute fssil, cujos vasos sangneos continham clulas sem ncleo, como os glbulos vermelhos. A maioria das estruturas encontradas so praticamente idnticas s dos animais modernos.

    Um dos objetivos centrais dessas pes-quisas explicar o fenmeno da conser-vao dessas estruturas. Novos dados sugerem que a chave poderia estar no contedo de ferro das protenas do san-gue e dos msculos, na hemoglobina e na mioglobina. Os pesquisadores supem que o ferro e outros metais podem desen-cadear a formao de radicais livres que, por sua vez, induzem a formao de cer-tos polmeros e facilitam a conservao dos restos celulares.

    Os fsseis de tecidos moles e o tempo geolgico

    Uma das implicaes mais interessan-tes tem a ver com a durabilidade dos res-tos orgnicos. Tradicionalmente tem-se suposto que os processos que resultam na fossilizao acontecem atravs do se-pultamento dos organismos, a destruio do material orgnico original e a subse-qente substituio do material orgnico por minerais. Mais recentemente, alguns estudos forenses e pesquisas bioqumi-cas sugeriram que a degradao dos te-cidos moles e das clulas, bem como dos seus componentes biomoleculares, ocor-re depois da morte em um tempo da or-dem de semanas a dcadas, com alguns fragmentos moleculares muito resistentes que poderiam sobreviver at no mximo 100 mil anos.16 Hoje, com essas novas descobertas, parece que as molculas e estruturas orgnicas podem persistir por muito mais tempo (milhes de anos, por exemplo, no caso de dinossauros na es-cala de tempo geolgico).

    Entretanto, deve-se ter cautela com as inferncias e concluses que se pos-sam fazer a partir desses experimentos. Por um lado, deve-se levar em conta que se esto usando idades calculadas a par-tir dos estratos que contm os fsseis. Por outro lado, no se pode argumentar que, porque essas estruturas paream to frescas e elsticas como as dos or-ganismos atuais, isso seja conseqncia direta de que no se passou muito tempo. Os processos especiais de mumificao permitiram a preservao praticamente intacta de muitos restos orgnicos duran-te muito tempo. Poderia ser que certos processos selem e protejam as mol-culas orgnicas para impedir sua futura degradao e destruio. Entretanto, du-rante quanto tempo, difcil de se calcu-lar. Sendo que a conservao molecular depende de diversas condies, tem sido muito difcil predizer a estabilidade mole-cular.

    Estes achados, realmente espetacu-lares e surpreendentes, nos permitem conhecer mais e melhor sobre a natureza desses organismos extintos e apresentam dados valiosos para uma melhor compre-enso da histria dos seres vivos na Ter-ra. Embora at agora tenha sido muito di-fcil calcular a estabilidade das molculas e das estruturas orgnicas, em vista das novas descobertas sobre a conservao de restos fsseis no seria prudente fazer afirmaes sobre a idade desses restos. Somente quando pudermos determinar independentemente a vida mdia dos diversos tipos de molculas orgnicas que estaremos em melhores condies de tirar concluses sobre a antigidade desses fsseis to bem conservados.

  • 4 N 12 Cincias das Origens

    RefernciasDiscover, Janeiro 2006, Vol. 27 No.1.1. Schweitzer, M. H., J. L. Witmeyer, J. R. 2. Horner e J. K. Toporski. 2005. Soft-tissue vessels and cellular preservation in Tyran-nosaurus rex. Science, 307 (5717), pp 1952-1955.Kleeman, E. 2006. Fresh meat: 3. T. rex bone yields soft tissue but no DNA. Discover, Vol. 27, No.1 (Janeiro de 2006, Ancient Life).Stokstad, E. 2005. News of the week: 4. Tyran-nosaurus rex soft tissue raises tantalizing prospects. Science, 307 (5717) 25 de mar-o de 2005, p 1852.Boswell, E. 2005. Montana 5. T. rex yields next big discovery in dinosaur paleontology. MSU (Montana State University) News, 24 de maro de 2005.

    Lockwood, D. 2005. Flexible fossil shows 6. tyrannosaurs softer side. Nature News On-line, 24 de maro de 2005.Para discusso sobre diferentes questio-7. namentos, e sobre como dados e interpre-taes tm sido utilizados, ver Hurd, G. F. 2005. Dino blood redux, http://www.talko-rigins.org/faqs/dinosaur/flesh.html (visitado em 1 de maio de 2006), com links referen-tes a outros artigos correlacionados.Morell, V. 1993. Dino DNA: The hunt and the 8. hype. Science, 261, p 160-162.Schweitzer, M. H., M. Marshall, K. Carron, 9. D. Scott Bohle, S. C. Busse, E. V. Arnold, D. Barnard, J. R. Horner e R. Starkey. 1997. Heme compounds in dinosaur trabecular bone. Proc. Natl. Acad. Sci., USA, 94, p. 6291-6296.

    Boswell, 2005.10. Discover, Janeiro de 2006.11. Discover, Janeiro de 2006.12. Schweitzer, M. H., J. L. Witmeyer, J. R. 13. Horner. 2005. Gender-specific reproducti-ve tissue in ratites and Tyrannosaurus rex. Science, 308(5727), pp 1456-1460 (3 de junho de 2005).Norris, S. 2006. Many dino fossils could 14. have soft tissue inside. National Geogra-phic News (online), 22 de fevereiro de 2006.Schweitzer, M. H., J. L. Witmeyer. 2006. 15. Dinosaurian soft tissue taphonomy and implications. 2006 AAAS Annual Mee-ting, Abstracts with Programs (fevereiro de 2006).Schweitzer, M. H. e J. L. Witmeyer. 2006.16.

    Figura 3 Este impressionante fssil foi descoberto pelo Dr. Timothy Standish em rochas calcrias da Formao Green River, em Wyoming, EUA, durante uma pesquisa de campo em 2004. Os gelogos interpretam a Formao Green River como uma deposio lacustre, ou seja, rochas sedimentares que se depositaram em um lago. Observa-se na figura um peixe inteiro, embora parcialmente desarticulado. A partir dos elementos sseos presentes e de sua disposio espacial, pode ser reconstituda a sua histria. Aps a sua morte (por razo desconhecida), o peixe foi depositado no fundo do lago em guas relativamente tranqilas (talvez o lago fosse profundo). A decomposio dos tecidos desse animal produziu acmulo de gases em suas cavidades internas. Em determinado momento, o corpo explodiu devido ao excesso de presso produzido pelos gases, causando a disperso dos ossos da cabea, das costelas e das escamas, deixando, porm, intactas a coluna vertebral e pelo menos duas nadadeiras. A excelente conservao dos ossos, escamas e outros detalhes mais especficos, bem como o fato de que o esqueleto se encontra completo, com suas partes associadas, sugerem que o corpo foi soterrado rapidamente, aps o processo anterior, pois do contrrio teriam sido perdidas muitas de suas partes e os ossos tambm mostrariam maiores evidncias de deteriorao.

    Nadadeira Caudal

    Coluna Vertebral

    Nadadeira Plvica

    Escamas

    Costelas

    Cabea

    Ossos da mandbula e da maxila

    Cincias das Origens em Portugus e em Espanhol esto disponveis gratuitamente em formato PDF na internet no site da Sociedade Criacionista Brasileira http://www.scb.og.br

  • N 12 Cincias das Origens 5

    O termo atavismo do latim atavus, que aproximadamente significa antepas-sado refere-se a uma caracterstica que tinham os antepassados de um organismo que, entretanto, no era evidente em seus progenitores. Esta espcie de retroces-so um fenmeno normal na criao de plantas e animais, onde uma caracterstica pode ficar oculta durante vrias geraes antes de tornar-se novamente evidente. Inclusive em seres humanos no infre-qente que os netos apresentem caracte-rsticas que seus avs exibiam e que no eram aparentes em seus pais.

    Charles Darwin indicou que alguns de-feitos de nascimento, que ele denominou de monstruosidades, eram atavismos evolutivos, chamando-os de reverses e explicando-os como saltos em direo a caractersticas perdidas durante a evo-luo de algum antepassado comum hipo-ttico. [O] Princpio da reverso, pelo qual uma estrutura perdida h muito tempo novamente resgatada existncia, pode-ria servir como um guia para o seu desen-volvimento completo, inclusive depois de enorme lapso de tempo.1 Os exemplos especficos de reverses em seres huma-nos, dados por Darwin, incluem mamilos extras, os teros malformados e os dentes caninos grandes.

    Darwin fazia distino entre essa clas-se de reverso a caractersticas que apa-recem mais ou menos desenvolvidas, e uma classe diferente de defeitos de desen-volvimento, que ele cria ser o resultado de um desenvolvimento truncado. Darwin cria na tese equivocada de Ernest Haeckel so-bre o desenvolvimento embrionrio como recapitulao da histria evolutiva de um organismo.2 De acordo com esta, ele pro-ps coisas tais como: Pode-se dizer que o crebro simples de um retardado microc-falo, por se assemelhar ao de um macaco, nesse sentido um caso de reverso.3 Ao mesmo tempo, ele sugeriu que o interesse comum das crianas em subir nas rvores uma evidncia da sua procedncia de macacos arborcolas. Segundo essa linha de pensamento, se um organismo evoluiu a partir de um antepassado mais primitivo, ele passar por uma etapa no desenvolvi-mento embrionrio na qual se assemelha ao seu antepassado primitivo e dessa ma-neira se ele permanecer nessa etapa ir se assemelhar ao hipottico antepassado

    e desse modo proporciona uma evidncia a favor da evoluo.

    Um problema importante com a tese do desenvolvimento truncado de Darwin que a idia de Haeckel de que a histria evolutiva recapitulada durante o desen-volvimento embrionrio simplesmente incorreta.4 Existem outros problemas lgi-cos com a idia geral de que os defeitos de nascimento so atavismos e de que sejam evidncias a favor da evoluo. Primeiramente, essa lgica circular: um antepassado deve ter tido a caracterstica X porque ela aparece nos seus descen-dentes, demonstrando que o antepassado deve ter tido a caracterstica, e isto assim serve como evidncia a favor da evoluo e da existncia do antepassado hipottico. Alm disso, afirmar que as malformaes so atavismos evolutivos um exemplo da extrapolao injustificada que incorreta-mente interpretada como evidncia.

    H tambm um problema em selecio-nar e escolher as evidncias enquanto se ignoram evidncias contrrias. Por exem-plo, como Darwin reconheceu, os mamilos podem aparecer em lugares inesperados nos seres humanos, no somente nos lo-cais em que aparecem nos macacos, ca-chorros e outros quadrpedes. O prprio Darwin admitiu que as mammae errati-cae ocorrem em outros lugares do corpo, como nas costas, nas axilas e nas coxas, neste ltimo caso produzindo tanto leite que chegaram a alimentar uma criana com ele. A probabilidade de que os ma-milos adicionais sejam devidos reverso se enfraquece assim muito; no obstante, ainda me parecem provveis...5 Uma in-terpretao mais correta dos inesperados mamilos adicionais diria que eles so re-sultado de uma perturbao simples do desenvolvimento normal, e assim evidn-cia da elegncia do processo normal, no como um salto para trs em direo aos antepassados que tinham mamilos no seu peito ou barriga.

    Outra considerao a ser levada em conta quando se avaliam as explicaes das monstruosidades como atavismos evolutivos, resume-se na Lei de Dollo. Essencialmente, essa lei da biologia evo-lutiva diz que muito mais fcil perder algo, do que constru-lo pela primeira vez. Dessa maneira, uma vez que se perde a capacidade de fazer algo, a perda ser

    permanente, embora a perda verdadei-ramente permanente exija uma grande quantidade de geraes. Se uma mutao pequena resultar na perda de uma estru-tura como os mamilos ou os dedos adicio-nais, ento a seleo natural j no pode-ria atuar sobre os elementos perdidos e, conseqentemente, qualquer codificao da informao deveria ser uma confuso medida em que se acumulassem as muta-es no DNA. A aplicao da Lei de Dollo ao conceito dos atavismos evolutivos su-gere que eles no so possveis, a menos que a mutao que causou a perda tivesse ocorrido muito recentemente e por acaso existisse uma mutao que restaurasse a estrutura antes que o resto do sistema se perdesse devido a futuras mutaes. Se a Lei de Dollo for correta, os atavismos evo-lutivos so inverossmeis e a alternativa mais simples e mais bvia a de que as monstruosidades de desenvolvimento so uma interrupo no curso do desenvolvi-mento normal.

    Recentemente, foi apresentado o caso de uma criatura malformada como evi-dncia da evoluo. Era um golfinho com quatro nadadeiras as duas nadadeiras peitorais normais e outras duas nadadeiras prximas de sua cauda.6 Esta criatura de-formada capturada por alguns pescadores japoneses pode ter resultado da contami-nao do oceano, ou algum outro fator que interrompeu o seu desenvolvimento normal. A maioria das notcias que foram divulgadas sobre esse golfinho apresentaram-no como evidncia de que os golfinhos evoluram a partir de criaturas terrestres.

    Como poderia essa deformidade par-ticular ser uma evidncia em apoio ao darwinismo? Segundo o pensamento evo-lutivo, o golfinho e os cetceos descende-ram de um ancestral comum, compartilha-do com os hipoptamos, as vacas e outros mamferos de cascos fendidos.8 Como o antepassado comum hipottico teria qua-tro pernas, os golfinhos devem ter perdido suas pernas traseiras. As nadadeiras pos-teriores devem, segundo essa maneira de pensar, ser um salto para trs em direo s pernas posteriores ancestrais. Ironica-mente, ningum sugeriu ainda que esse estranho golfinho com quatro nadadeiras esteja evoluindo em direo a uma cria-tura terrestre, talvez tentando escapar da contaminao no oceano.

    Um golfinho mutante demonstra que a evoluo verdadeira...

    Ou talvez noDr. Timothy G. Standish, Geoscience Research Institute

  • 6 N 12 Cincias das Origens

    Ocasionalmente, alguns cavalos apre-sentam dedos do p adicionais.9 Pelo menos uma baleia foi apresentada com extremidades adicionais,10 algumas pesso-as tm dedos adicionais (Darwin tambm pensou que estes poderiam ser atavismos evolutivos11), os frangos podem ter pernas adicionais12 e quase todas as espcies de deformidades dos membros ocorreram, in-cluindo formas sem nenhuma extremidade. Ningum interpreta que os membros adi-cionais do frango sejam evidncia de que eles evoluram a partir de uma centopia, ou que membros humanos desaparecidos sejam saltos evolutivos para trs na evolu-o humana a partir dos vermes.

    As extremidades e os dedos, como ou-tros rgos complexos, se desenvolvem ao longo de intrincadas vias de desenvol-vimento, que implicam gradientes de com-ponentes qumicos com nomes exticos como hedgehog sonic.13 A alterao des-sas elegantes vias de desenvolvimento tem como resultado o aparecimento de malfor-maes. A alterao do desenvolvimento normal no sugere que os membros, de al-guma forma, tenham evoludo. Sem dvida,

    demonstram quo elegantes e complexos realmente so os mecanismos do desen-volvimento normal. Os golfinhos foram pro-jetados para ter somente nadadeiras peito-rais. A alterao desse maravilhoso projeto no evidncia de que Deus no os criou, mas sim evidncia do que acontece quan-do se corrompe o plano de Deus.

    RefernciasDarwin, C. R. 1871. The descent of man, 1. and selection in relation to sex. Londres: John Murray, Vol. 1, 1a edio, p. 124. Dis-ponvel na internet em http://darwin-online.org.uk/.A idia de Haeckel freqentemente ex-2. pressa como A ontogenia recapitula a filo-genia.Darwin 3. Ibid p. 122.Wells, J. 2000. Icons of Evolution: Science 4. or Myth Why Much of What We Teach about Evolution is Wrong. Regnery Pu-blishing Inc., Washington, DC., pp. 81-109.Esta a segunda edio de The descent 5. of man, que apresenta alteraes signi-ficativas em comparao com a primeira edio.h t t p : / / w w w . f o x n e w s . c o m /6. story0,2933,227572,00.html........................

    http://media.smh.com.au/?sy=smh&category=bulletin&rid=23294&source=smh.com.au%2F%t=0SFUH&ie=1&player=wm7&rate=224&flash=1http://www.dailymail.co.uk/pages/live/7. art ic les/news/news.html? in_ar t ic le_id=414678&in_page_id=1770http://www-personal.umich.edu/~gingeric/8. PDFfiles/PDG413_whalesmhyst_opt.pdfVer Dentes de galinha e dedos de cavalo 9. de Stephen J. Gould ou outra fonte anloga.Andrews, R. C. 1921. A remarkable case of 10. external hind limbs in a humpback whale. American Museum Novitats, 9:1-6.Darwin, C. R. 1868. The variation of animals 11. and plants under domestication, Vol II, 1 ed., 1 n}. John Murray, Londres, pp. 12-17. Darwin, em The descent, ibid. p. 125, se retrata de alguns de seus argumentos, mas parece ainda crer na polidactilia como uma reverso e, desse modo, uma evidncia a favor da evoluo a partir de uma forma mais primitiva com mais de cinco dedos.http://news.yahoo.com/s/afp/20061027/od_12. afpnzealandchickenoffbeat_061027171140Thewissen, J. G. M., M. J. Cohn, L. S. Ste-13. vens, S. Bajpai, J. Heyning, e W. E. Horton Jr. 2006. Developmental basis for hind-limb loss in dolphins and origin of the cetacean body plan. Proc. Natl. Acad. Sci. USA, 22 de maio de 2006.

    O leitor tem a palavraO que significa gnero e espcie

    no livro de Gnesis?Dr. James Gibson, Diretor do Geoscience Research Institute

    Freqentemente, a Revista Cincias das Origens recebe perguntas de seus lei-tores que so selecionadas e respondidas nesta seo.

    Estive analisando com meus colegas o significado das palavras gnero e espcie em Gnesis 1:21, 24 e 25. Como entender esses termos em um contexto moderno? Como eles se relacionam com os termos e as classificaes atuais da Biologia?

    Para entendermos melhor esta ques-to, apresentamos os comentrios se-guintes na forma de respostas a quatro perguntas:

    1. O que significa segundo a sua es-pcie?

    A palavra hebraica traduzida como es-pcie (ou gnero) min, que tem o sentido de uma classe, quando, por exemplo, se divide uma coleo de objetos em diversas categorias. A frase segundo sua espcie e outras frases similares so utilizadas em trs contextos que se encontram em G-nesis 1, 6 e 7, Levtico 11 e Deuteronmio 14. Podemos ilustr-los com as seguintes passagens. Em Gnesis 1:21 est escrito

    que Deus criou os seres segundo sua es-pcie. Em Gnesis 6:20, o texto assinala que os animais entraram na arca segundo sua espcie. Em Levtico 11:14 mencio-nado, entre as aves imundas, o milhano segundo sua espcie.

    Nenhum desses textos refere-se de qualquer forma reproduo, nem especi-fica se as espcies podem ou no mudar. Pelo contrrio, v-se que frases tais como segundo sua espcie descrevem uma diversidade que abrange em um s termo animais tais como os grandes monstros marinhos, animais terrestres, milhanos, etc. Por exemplo, em Gnesis 1:21 fala-se dos grandes monstros marinhos segun-do sua espcie. O texto bem poderia ser traduzido como toda espcie de criaturas que vivem na gua.2. A palavra espcies indica que as espcies criadas no poderiam mu-dar?

    No. Realmente, a Bblia prediz que as espcies seriam alteradas. Um dos resul-tados do pecado foi a maldio sobre as plantas, que passaram a produzir espinhos e cardos. Como poderiam estes fazer parte

    da maldio, se espinhos e cardos tivessem feito parte da criao original? Essa men-o revela que as plantas mudaram. Da mesma forma, a maldio sobre a serpen-te mostra que os animais tambm podem mudar. Como poderia o arrastar-se sobre o p ser uma maldio, se a serpente tives-se sido criada dessa forma? Isaas 65:25 indica que o plano de Deus no que os lobos comam as ovelhas, nem que os lees sejam predadores, mas sim que toda a cria-o viva em harmonia pacfica. A existncia de parasitas e aves que no podem voar mostra que as espcies podem mudar.

    3. Podem as espcies mudar tanto a ponto de produzir outras espcies?

    A Bblia no fala sobre esse tema, mas isso pode ser explorado empiricamente. Em primeiro lugar, devemos definir o que uma espcie. A definio mais comum do termo refere-se a um grupo de popu-laes que tem a capacidade ou a possi-bilidade de se cruzarem entre si. Existem muitos exemplos de populaes que pra-ticamente no podem ser diferenciadas como espcies distintas e, no entanto, no

  • N 12 Cincias das Origens 7

    Sociedade Criacionista Brasileira Site: http://www.scb.org.br

    CINCIAS DAS ORIGENS uma publicao semestral do Geoscience Research Institute, situado no

    Campus da Universidade de Loma Linda, Califrnia, U.S.A.

    A Diviso Sul-Americana da Igreja Adventista do Stimo Dia prov recursos para que esta edio em portugus de "Cincias das Origens" chegue gratuitamente a professores de cursos superiores interessados no estudo das origens. Interessados no recebimento de nmeros anteriores, em forma impressa, ainda disponveis, devero solicit-los preenchendo o cupom que se encontra na ltima pgina deste nmero. Todas as edies j traduzidas encontram-se disponibilizadas no site www.scb.org.br em formato PDF.

    Projeto e diagramao: Katherine ChingSite: http://www.grisda.org e-mail: [email protected]

    Tiragem desta edio: 2.000 exemplares

    DiretorJames Gibson

    EditorRaul Esperante

    Conselho EditorialBen Clausen James Gibson Roberto Biaggi Timothy Standish

    Secretria Jan Williams

    A OPINIO DO LEITOR

    Na revista Cincias das Origens queremos ouvir a opinio dos leitores. Faam-nos chegar seus comentrios sobre os artigos publicados, ou sua colaborao para possveis artigos. Os comentrios devem ser pertinentes e breves, com no mximo 150 palavras. Pode-se utilizar a pgina do GRI na in-ternet: http://www.grisda.org para en-viar suas contribuies, que sero avalia-das pela nossa equipe.

    se cruzam mais. Por exemplo, o musara-nho europeu, um mamfero pequeno, tem numerosos variantes muito semelhantes, mas os estudos revelaram grande nmero de populaes que no se cruzam entre si. Tais populaes so classifi cadas como espcies diferentes, embora no possam ser distinguidas a no ser por um especia-lista. Esses exemplos indicam que novas espcies tm surgido.

    Outras evidncias do surgimento de novas espcies so dadas pelas espcies que pertencem a uma regio pequena e singular. Isso se nota especialmente em ilhas. Muitas ilhas contm espcies que so nicas. Entre os exemplos mais co-muns podemos mencionar a iguana ma-rinha das Ilhas Galpagos, o tentilho havaiano e o porco-babirussa das Ilhas

    Clebes. Em todos os casos, a explica-o mais razovel para esse fenmeno de restrio geogrfi ca que essas espcies mudaram isoladamente a partir da coloni-zao original de um ancestral que seria classifi cado como uma espcie diferente.

    4. Isso signifi ca que o texto diz que as espcies podem mudar ilimitadamente como prope o evolucionismo?

    No. O texto exprime com clareza que Deus criou a diversidade desde o princ-pio. A diversidade faz parte da criao ori-ginal, tendo ocorrido diversifi caes pos-teriores. Existem muitas linhagens criadas de maneira independente, algumas das quais podem conter somente uma ou umas poucas espcies, enquanto outras contam com numerosas espcies. (Uma

    linhagem abrange uma espcie criada originalmente juntamente com todos os seus descendentes).

    5. Podemos utilizar alguma categoria taxonmica para identifi car as linha-gens criadas?

    No. As categorias taxonmicas so construdas de maneira subjetiva, segun-do a convenincia dos taxonomistas. No existe uma relao direta entre uma cate-goria taxonmica e as linhagens originais. A identifi cao dos membros das diversas linhagens um dos objetivos das pesqui-sas criacionistas.

    (As passagens bblicas citadas so da verso Almeida Revista e Atualizada da

    Sociedade Bblica do Brasil)

    Para a aquisio de nmeros de Cincias das Origens em portugus ainda disponveis em forma impressa, preencher este cupom e enviar para a Socie-dade Criacionista Brasileira, no endereo abaixo, com cheque ou depsito ban-crio em nome da Sociedade Criacionista Brasileira, Banco Bradesco, Agncia 241-0 conta corrente 204.874-4 ou Banco do Brasil, Agncia 1419-2, conta cor-rente 7643-0, para o pagamento do porte postal, no valor de R$ 5,00.

    Nome: _____________________________________________________________________________________________Endereo para remessa: _______________________________________________________________________________CEP: _________________ Cidade: ____________________________________________ Unidade da Federao: ______e-mail: _____________________________________________ Telefone: (____) __________________________________

    Enviar por e-mail, fax ou correio normal, juntamente com cpia do comprovante de depsito ou cheque para:Sociedade Criacionista Brasileira

    Caixa Postal 0874370312-970 Braslia DF BRASIL

    Telefax: (61)3468-3892e-mail: [email protected]

    Site: http://www.scb.org.br

  • 8 N 12 Cincias das Origens

    Nesta seo so destacadas algu-mas importantes descobertas cientficas feitas recentemente e que tm relevn-cia na questo das origens

    Quanto tempo leva para a madeira se petrificar?

    Akahane, H., Furuno, T., Miyajima, H., Yoshikawa, T., Yamamoto, S. 2004. Rapid wood silicification in hot spring water; an explanation of silicification of wood during the Earths history. Sedi-mentary Geology, 169: 219-228.

    Observou-se que a madeira de Al-der pode ter sido petrificada em um perodo de menos de 36 anos sob con-dies naturais. Essa madeira havia cado acidentalmente em uma corrente de gua da Fonte de gua Quente de Tateyama, na regio central do Japo. A gua dessa fonte quente (70C, pH 3) tem um alto contedo de slica (SiO2), a qual se deposita na forma de grnulos nos espaos da madeira, medida em que a gua vai se infiltrando no seu in-terior. Os experimentos com alguns pe-daos de madeira que foram deposita-dos na corrente de gua mostraram que ocorreu petrificao de 40% no decorrer de sete anos. Essa madeira petrificada pelas correntes de gua quente foi com-parada com madeira fossilizada do pe-rodo Mioceno (vrios milhes de anos, segundo a escala de tempo uniformita-rista) e se verificou que ambas apresen-tavam o mesmo tipo de mineralizao, indicando que o mesmo tipo de processo produziu as duas petrificaes. A maior

    parte da madeira petrificada no registro fssil est associada com depsitos de material vulcnico (cinzas), e prov-vel que a maioria das madeiras fsseis se tenham formado de maneira similar, medida em que a gua subterrnea carregada com os minerais das cinzas vulcnica se infiltrava nelas.

    Esse artigo confirma a idia de que a petrificao da madeira poderia ocorrer em um breve intervalo de tempo, e que no requereria tanto tempo como origi-nalmente se pensava. O excelente grau de conservao de muitas amostras de madeira fssil refora a idia de que a madeira original passou por processos de mineralizao rpida.

    Em um prximo nmero da revista Cincia das Origens aparecer um ex-tenso artigo sobre os processos de mi-neralizao da madeira.

    Talvez o Mar Mediterrneo no tenha sido um deserto

    Hardie, L. A., Lowenstein, T. K. 2004. Did the Mediterranean Sea dry out du-ring the Miocene? A reassessment of the evaporite evidence from DSDP legs 13 and 42a cores. Journal of Sedimen-tary Research, 74: 453-461.

    Em 1961, um estudo do fundo sub-marino mediterrneo revelou a presena de uma camada homognea e extensa, a uns 100 a 200 metros abaixo do leito marinho, seguindo o contorno do relevo atual. As perfuraes feitas desde ento mostraram a presena de uma camada de evaporitos1 de at 3 km de espessu-ra. Desde ento, numerosos gelogos tm afirmado que o Mar Mediterrneo foi uma bacia quase seca durante a poca Messiniense, no final do perodo Mioceno, h cerca de 6 milhes de anos segundo a escala cronolgica evolucio-nista e uniformista. Naquela poca, o mar teria se evaporado em quase sua totalidade, restando somente algumas reas com gua, muito restritas.

    Essa idia da dessecao do mar Mediterrneo foi sustentada durante mais de 30 anos e chegou a converter-se em um paradigma da cincia geol-gica. Porm, agora, Hardie e Lowens-tein questionam a evidncia aceita para apoiar essa idia. Em seu artigo, os au-tores revisam sistematicamente os da-dos usados nos argumentos a favor da dessecao e apresentam evidncias que apiam a idia de uma deposio de rochas evaporticas em guas pro-fundas, em vez de guas superficiais e dessecao.

    Durante trs dcadas, os cientistas

    criacionistas e aqueles que sustentam uma histria curta para a Terra, encon-traram dificuldades para explicar a ex-tensa camada de evaporitos no subsolo do Mediterrneo, pois supostamente isso teria exigido centenas de milhares ou milhes de anos num cenrio de des-secao e guas superficiais. Alguns criacionistas sugeriram que a camada de evaporitos havia se depositado sob guas profundas durante o dilvio, por algum mecanismo at agora desconhe-cido. Embora o assunto no esteja cien-tificamente resolvido, podemos estar no comeo de uma mudana de paradig-mas na cincia geolgica a partir desse artigo em que se sugere o mesmo que alguns criacionistas tm sustentado j h muito tempo.

    Essa uma importante lio a ser aprendida. Os pesquisadores cristos e criacionistas no necessariamente pre-cisam mudar seus pontos de vista em-bora a opinio majoritria se oponha a eles durante dcadas. Necessitam, sim, estudar diligentemente a literatura dis-ponvel, propor explicaes plausveis usando os dados j disponveis ou ini-ciar projetos de pesquisa determinados a resolver os problemas.

    O Archaeopteryx tinha um crebro de aveDomnguez Alonso, P. A., Milner, C.,

    Katcham, R. A., Cookson, M. J. e Rowe, T. B. 2004. The avian nature of the brain and inner ear of Archaeopteryx. Nature, 430:666-669.

    O Archaeopteryx talvez o fssil mais famoso j encontrado e um dos

    De Olho na Cincia

    Figura Fragmento de tronco de rvore petrifi-cado pela slica

    Ciencia de los Orgenes 9

    Ciencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los Orrrrr genes estgenes estgenes estgenes estgenes est disponible GRATIS en formato PDF en Internet: www.grisda.org

    Este artculo confirma que la idea de quela petrificacin de la madera podra ocurrir enun breve plazo de tiempo, y que no requeriratanto tiempo como originalmente se pensaba.El excelente grado de conservacin de muchasmuestras de madera fsil refuerza la idea deque la madera original pas por procesos demineralizacin rpida.

    En un prximo nmero de Ciencia de losOrgenes aparecer un extenso artculo sobrelos procesos de mineralizacin de la madera.

    Quiz el Mar Mediterrneo nofue un Desierto

    Hardie, L.A., Lowenstein, T.K., 2004.Did the Mediterranean Sea dry outduring the Miocene? A reassessment ofthe evaporite evidence from DSDP legs13 and 42a cores. Journal ofSedimentary Research 74: 453-461.

    En 1961, un estudio del fondosubmarino mediterrneo revel la presenciade una capa homognea y extensa unos 100-200 m por debajo del suelo marino,siguiendo el contorno del relieve actual. Lasperforaciones llevadas a cabo desdeentonces han mostrado la presencia de unacapa de evaporitas,1 de hasta 3 km deespesor. Desde entonces, numerososgelogos han afirmado que el Mar Medi-terrneo fue una cuenca casi seca durante lapoca Messiniense, al final del Mioceno,hace unos 6 millones de aos segn la escalacronolgica evolucionista y uniformi-tarianista. En aquella poca, el mar se habra

    evaporado en casi su totalidad, quedando sola-mente algunas reas con aguas muy someras.

    Esta idea de la desecacin del MarMediterrneo se ha sostenido durante ms detreinta aos y ha llegado a convertirse en unparadigma de la ciencia geolgica. Pero ahoraHardie y Lowenstein cuestionan la evidenciausada para apoyar tal idea. En su artculo, losautores revisan sistemticamente los datosusados en los argumentos para la desecaciny presentan evidencias que apoyan la idea deuna deposicin de las rocas evaporticas enaguas profundas, en vez de en aguas somerasy desecacin.

    Durante tres dcadas los cientficoscreacionistas y aquellos que sostienen unahistoria corta para la tierra han encontradodificultades para explicar la extensa capa deevaporitas en el subsuelo del Mediterrneo,puesto que supuestamente habra requeridocientos de miles o millones de aos en unescenario de desecacin y aguas someras. Al-gunos creacionistas han sugerido que la capade evaporitas se haba depositado bajo aguasprofundas durante el diluvio por algn mecan-ismo hasta ahora desconocido. Aunque elasunto no est cientficamente resuelto,podemos estar en el comienzo de un cambiode paradigmas en la ciencia geolgica a partirde este artculo en el que se sugiere lo mismoque algunos creacionistas han sostenido desdehace tiempo.

    Esta es una importante leccin queaprender. Los investigadores cristianos ycreacionistas no necesariamente necesitancambiar sus puntos de vista aunque la opinin

    mayoritaria se oponga durante dcadas. Msbien, necesitan estudiar diligentemente laliteratura disponible, proponer explicacionesplausibles usando los datos ya disponibles, oiniciar proyectos de investigacin determi-nados a aclarar los problemas.

    Archaeopteryx Tena un Cere-bro de Pjaro

    Domnguez Alonso, P. A., Milner, C.,Katcham, R. A., Cookson, M. J., Rowe, T.B. 2004. The avian nature of the brainand inner ear of Archaeopteryx. Nature430:666-669.

    Archaeopteryx es quiz el fsil msfamoso que se ha encontrado y uno de los quemayor controversia ha levantado entre lospaleontlogos debido a la mezcla de caracteresde ave y reptil que posee. Los ornitlogos loconsideran como un ave con caractersticasextraas. La presencia de plumas perfecta-mente modernas y otros rasgos anatmicosapoyan dicha interpretacin. Por el contrario,la mayora de los paleontlogos consideranArchaeopteryx como un dinosaurio alado ycon plumas, es decir, un reptil. En el nmero68 de Ciencia de los Orgenes ofrecimos unextenso artculo de revisin de los diversosargumentos utilizados para clasificar Archae-opteryx, y concluimos que era un animal concaractersticas peculiares, quiz ms cerca delas aves que de los reptiles.

    Recientemente, Domnguez Alonso hasometido al espcimen de Archaeopteryx de

    Londres a una tomografa computerizadade alta resolucin (CAT-scan), obteniendofotografas tridimensionales de la cavidadcerebral. Los resultados indican que Ar-chaeopteryx tena grandes regionescerebrales para la vista, la audicin, y lapercepcin espacial, las cuales soncaractersticas propias de las avesmodernas y no de los reptiles. Estoshallazgos son consistentes con lasexpectativas basadas en la presencia deplumaje de vuelo bien desarrollado, y deotros rasgos avianos.

    NOTAS1. Evaporitas: rocas formadas por laevaporizacin de las sales del agua marina olacustre. Algunos ejemplos de estas rocas sonlos yesos, la anhidrita, halita, fluorita, etc.

    Fragmento de un tronco de rbol petrificado porslice.

    El ejemplar de Londres del Archaeopteryxlithographica.

    Figura O exemplar londrino de Archaeopteryx lithographica

    Ciencia de los Orgenes 9

    Ciencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los Orrrrr genes estgenes estgenes estgenes estgenes est disponible GRATIS en formato PDF en Internet: www.grisda.org

    Este artculo confirma que la idea de quela petrificacin de la madera podra ocurrir enun breve plazo de tiempo, y que no requeriratanto tiempo como originalmente se pensaba.El excelente grado de conservacin de muchasmuestras de madera fsil refuerza la idea deque la madera original pas por procesos demineralizacin rpida.

    En un prximo nmero de Ciencia de losOrgenes aparecer un extenso artculo sobrelos procesos de mineralizacin de la madera.

    Quiz el Mar Mediterrneo nofue un Desierto

    Hardie, L.A., Lowenstein, T.K., 2004.Did the Mediterranean Sea dry outduring the Miocene? A reassessment ofthe evaporite evidence from DSDP legs13 and 42a cores. Journal ofSedimentary Research 74: 453-461.

    En 1961, un estudio del fondosubmarino mediterrneo revel la presenciade una capa homognea y extensa unos 100-200 m por debajo del suelo marino,siguiendo el contorno del relieve actual. Lasperforaciones llevadas a cabo desdeentonces han mostrado la presencia de unacapa de evaporitas,1 de hasta 3 km deespesor. Desde entonces, numerososgelogos han afirmado que el Mar Medi-terrneo fue una cuenca casi seca durante lapoca Messiniense, al final del Mioceno,hace unos 6 millones de aos segn la escalacronolgica evolucionista y uniformi-tarianista. En aquella poca, el mar se habra

    evaporado en casi su totalidad, quedando sola-mente algunas reas con aguas muy someras.

    Esta idea de la desecacin del MarMediterrneo se ha sostenido durante ms detreinta aos y ha llegado a convertirse en unparadigma de la ciencia geolgica. Pero ahoraHardie y Lowenstein cuestionan la evidenciausada para apoyar tal idea. En su artculo, losautores revisan sistemticamente los datosusados en los argumentos para la desecaciny presentan evidencias que apoyan la idea deuna deposicin de las rocas evaporticas enaguas profundas, en vez de en aguas somerasy desecacin.

    Durante tres dcadas los cientficoscreacionistas y aquellos que sostienen unahistoria corta para la tierra han encontradodificultades para explicar la extensa capa deevaporitas en el subsuelo del Mediterrneo,puesto que supuestamente habra requeridocientos de miles o millones de aos en unescenario de desecacin y aguas someras. Al-gunos creacionistas han sugerido que la capade evaporitas se haba depositado bajo aguasprofundas durante el diluvio por algn mecan-ismo hasta ahora desconocido. Aunque elasunto no est cientficamente resuelto,podemos estar en el comienzo de un cambiode paradigmas en la ciencia geolgica a partirde este artculo en el que se sugiere lo mismoque algunos creacionistas han sostenido desdehace tiempo.

    Esta es una importante leccin queaprender. Los investigadores cristianos ycreacionistas no necesariamente necesitancambiar sus puntos de vista aunque la opinin

    mayoritaria se oponga durante dcadas. Msbien, necesitan estudiar diligentemente laliteratura disponible, proponer explicacionesplausibles usando los datos ya disponibles, oiniciar proyectos de investigacin determi-nados a aclarar los problemas.

    Archaeopteryx Tena un Cere-bro de Pjaro

    Domnguez Alonso, P. A., Milner, C.,Katcham, R. A., Cookson, M. J., Rowe, T.B. 2004. The avian nature of the brainand inner ear of Archaeopteryx. Nature430:666-669.

    Archaeopteryx es quiz el fsil msfamoso que se ha encontrado y uno de los quemayor controversia ha levantado entre lospaleontlogos debido a la mezcla de caracteresde ave y reptil que posee. Los ornitlogos loconsideran como un ave con caractersticasextraas. La presencia de plumas perfecta-mente modernas y otros rasgos anatmicosapoyan dicha interpretacin. Por el contrario,la mayora de los paleontlogos consideranArchaeopteryx como un dinosaurio alado ycon plumas, es decir, un reptil. En el nmero68 de Ciencia de los Orgenes ofrecimos unextenso artculo de revisin de los diversosargumentos utilizados para clasificar Archae-opteryx, y concluimos que era un animal concaractersticas peculiares, quiz ms cerca delas aves que de los reptiles.

    Recientemente, Domnguez Alonso hasometido al espcimen de Archaeopteryx de

    Londres a una tomografa computerizadade alta resolucin (CAT-scan), obteniendofotografas tridimensionales de la cavidadcerebral. Los resultados indican que Ar-chaeopteryx tena grandes regionescerebrales para la vista, la audicin, y lapercepcin espacial, las cuales soncaractersticas propias de las avesmodernas y no de los reptiles. Estoshallazgos son consistentes con lasexpectativas basadas en la presencia deplumaje de vuelo bien desarrollado, y deotros rasgos avianos.

    NOTAS1. Evaporitas: rocas formadas por laevaporizacin de las sales del agua marina olacustre. Algunos ejemplos de estas rocas sonlos yesos, la anhidrita, halita, fluorita, etc.

    Fragmento de un tronco de rbol petrificado porslice.

    El ejemplar de Londres del Archaeopteryxlithographica.

  • N 12 Cincias das Origens 9

    que maior controvrsia levantou entre os paleontlogos devido mistura de caracteres de ave e rptil que possui. Os ornitlogos o consideram com uma ave com caractersticas estranhas. A presena de penas perfeitamente mo-dernas e outras caractersticas anat-micas apiam essa interpretao. Ao contrrio, a maioria dos paleontlogos considera o Archaeopteryx como um dinossauro alado com penas, isto , um rptil. No nmero 8 de Cincias das Origens oferecemos um extenso artigo de reviso dos diversos argumentos

    utilizados para classificar o Archae-opteryx, e conclumos que ele era um animal com caractersticas peculiares, talvez mais prximas das aves do que dos rpteis.

    Recentemente, Domnguez Alonso submeteu o espcime de Archaeopteryx existente em Londres a uma tomogra-fia computadorizada de alta resoluo (CAT-scan), obtendo fotografias tridi-mensionais da cavidade cerebral. Os resultados indicam que o Archaeop-teryx tinha grandes regies cerebrais para a viso, a audio e a percepo

    espacial, as quais so caractersticas prprias das aves modernas e no dos rpteis. Essas descobertas so consis-tentes com as expectativas baseadas na presena de uma plumagem para o vo bem desenvolvida e de outras ca-ractersticas de aves.

    NotaEvaporitos: rochas formadas pela evapo-1. rao dos sais contidos na gua marinha ou lacustre. Alguns exemplos destas ro-chas so o gesso, a anidrita, a halita, a fluorita, etc.

    O ano de 2006 foi pleno de desafios e atividades para a equipe profissional do GRI, com conferncias, cursos universit-rios, pesquisas de campo e de laboratrio, excurses de campo e congressos em nu-merosos lugares de diversos pases. Os nossos cientistas viajaram para numerosas instituies visando compartilhar e ensinar um modelo que integra os ltimos avanos e conhecimentos cientficos com uma cosmo-viso bblica das origens. Alm disso, manti-veram uma participao ativa e liderana em diversas atividades de pesquisa de campo em geologia, paleontologia e biologia mole-cular, com importantes contribuies para a literatura cientfica. Em seguida, resumimos s uma pequena parte do que a nossa equi-pe realizou nesses meses.Dr. Benjamin Clausen

    O Dr. Benjamin Clausen co-autor do livro The Book of Beginnings (O Livro das Origens), um texto que acompanhou as li-es da Escola Sabatina da Igreja Adventis-ta do Stimo Dia, no 4 trimestre de 2006. A preparao desse livro exigiu vrios meses

    de trabalho intenso. O livro descreve como o Gnesis da Bblia assenta as bases para tudo o que sabemos acerca de Deus, do mundo natural, da humanidade e do bem e do mal. O livro mostra que Gnesis lana os fundamentos para todas as perguntas que formulam os filsofos sobre o conheci-mento, o significado da vida, o livre-arbtrio, a alma, a tica, a felicidade e o xito.

    Durante esse ano, o Dr. Clausen fez conferncias na Universidade de Loma Linda, na Universidade de Andrews, na Universidade de Montemorelos, na Lake Superior State University em Michigan, e na Conferncia Bblica Internacional em Esmirna, na Turquia. Em agosto, o Dr. Clausen dirigiu um curso de campo de 10 dias no estado de Colorado, EUA, para administradores da igreja adventista, e co-ordenou a publicao de um texto de 60 pginas com artigos para os participan-tes. O grupo observou e examinou vrios afloramentos espetaculares nos arredores de Denver, Colorado Springs, Leadville, Glenwood Springs, Grand Junction e vi-

    sitou o Dinosaur National Park e o Rocky Mountain National Park.

    O Dr. Clausen continuou suas pesqui-sas sobre a geoqumica das rochas gra-nticas no sul da Califrnia, relacionadas com a tectnica de placas no continente norte-americano. Essas pesquisas foram objeto de um pster que apresentou, jun-tamente com um aluno de ps-graduao, no Congresso Anual da Geological Society of America, na Filadlfia, no ms de outu-bro. Atualmente, alm de estar trabalhan-do em mais artigos sobre suas pesquisas, o Dr. Clausen leciona na Universidade de Loma Linda no programa de ps-gradua-o e prepara a temporada de pesquisas de campo do vero de 2007.

    Dr. Ral EsperanteO Dr. Esperante desenvolveu uma in-

    tensa atividade de ensino e pesquisa em paleontologia e geologia. Em fevereiro es-teve no Peru continuando os seus estudos de campo sobre as baleias fsseis da for-mao geolgica Pisco, cujos resultados foram apresentados em um pster e em um resumo no Congresso Anual da Geological Society of America, na Filadlfia, no ms de outubro. Alm das baleias fsseis do Peru, ele esteve trabalhando na escavao e in-terpretao de uma baleia fssil no sul da Espanha, com surpreendentes aspectos de conservao, que logo sero publicados.

    Suas atividades educacionais consis-tiram em seminrios sobre as origens, ci-ncia e f e paleontologia, nos Estados Unidos e no Mxico. No quarto trimestre, lecionou a disciplina Tafonomia e Fossiliza-o no programa de ps-graduao da Uni-versidade de Loma Linda e foi designado orientador de uma tese de mestrado nessa universidade, para o que foi iniciada uma linha de pesquisa em cetceos fsseis.

    Dr. Timothy StandishNeste ano o Dr. Timothy Standish es-

    teve desenvolvendo ativamente um pro-grama para medir as taxas de mutao no

    O GRI EM AO

    10 Ciencia de los Orgenes

    Ciencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los Orrrrr genes estgenes estgenes estgenes estgenes est disponible GRATIS en formato PDF en Internet: www.grisda.org

    El ao 2006 ha estado lleno dedesafos y actividades para el equipoprofesional del GRI, con conferencias,clases universitarias, investigaciones decampo y de laboratorio, salidas de campo,y congresos en numerosos lugares dediversos pases. Nuestros cientficos hanviajado a numerosas instituciones paracompartir y ensear un modelo que inte-gra los ltimos avances y conocimientoscientficos con una cosmovisin bblicade los orgenes. Adems han mantenidouna activa participacin y liderazgo endiversas actividades investigadores en loscampos de la geologa, paleontologa ybiologa molecular, con importantesaportes en la literatura cientfica. Aqureseamos solo una pequea parte de loque nuestro equipo ha llevado a cabo du-rante estos meses.

    Dr. Benjamin ClausenEl Dr. Benjamin Clausen es el co-autor

    del libro The Book of Beginnings, un textoque acompaa a las lecciones de EscuelaSabtica del cuarto trimester del 2006. Lapreparacin de este libro le ha llevadovarios meses de trabajo intenso. El librodescribe como el Gnesis de la Bibliasienta las bases para todo lo que

    sabemos acerca de Dios, el mundo natu-ral, la humanidad y el bien y el mal. Ellibro muestra que Gnesis echa loscimientos para todas las preguntas que seformulan los filsofos acerca del conoci-miento, el significado, la libre voluntad,el alma, la tica, al felicidad y el xito.

    Durante este ao el Dr. Clausen dioconferencias en Loma Linda University,Andrews University, Universidad deMontemorelos, Lake Superior State Uni-versity en Michigan, y en la ConferenciaBblica Internacional Esmirna, Turqua.En Agosto, el Dr. Clausen dirigi un cursode campo de 10 das en Colorado, EEUU,para administradores de la Iglesia Adven-tista, y coordin la publicacin de un textode 60 pginas con artculos para losasistentes. El grupo observ y examinvarios afloramientos espectaculares en losalrededores de Denver, Colorado Springs,Leadville, Glenwood Springs, GrandJunction, y visitaron el Dinosaur NationalPark, y Rocky Mountain Nacional Park.

    Clausen ha continuado sus investiga-ciones sobre la geoqumica de las rocasgranticas en el sur de California relacion-

    EL GRI EN ACCIN

    Los asistentes a la Convencin de Ciencia y Fe en Colorado tuvieron la oportunidad de excavar fsilesen el afloramiento de diatomita y depsitos lacustres de la Formacin Florissant, en donde encontraronabundantes fsiles de plantas e insectos.

    El Dr. Benjamin Clausen explica a los asistentesa la Convencin de Ciencia y Fe las particu-laridades de un afloramiento de carbn y otrossedimentos con alto contenido en uranio. Lasvisitas a los afloramientos y museos llevadas acabo durante esta convencin dieron lugar anumerosas preguntas sobre la relacin entreCiencia y Fe, y sobre las interpretaciones de laedad de la Tierra.

    Figura O Dr. Benjamin Clausen explica aos participantes do Encontro de Cincia e F as particu-laridades de um afloramento de carvo e outros sedimentos com alto contedo de urnio. As visitas aos afloramentos e museus efetuadas durante esse encontro originaram numerosas perguntas sobre o relacionamento entre a Cincia e a F e sobre as interpretaes da idade da Terra.

  • 10 N 12 Cincias das Origens

    DNA. Essa informao essencial para entender as afirmaes de que as mu-taes proporcionam a variao sobre a qual atua a seleo natural para dar ori-gem a novas espcies, segundo a teoria neo-darwinista.

    Alm disso, o Dr. Standish partici-pou de palestras e conferncias na Tur-quia, Mxico, Coria do Sul, Michigan, Califrnia, e escreveu dois captulos de livros e artigos em vrias revistas deno-minacionais. Suas apresentaes nas ca-deias de radioteleviso incluem os canais The Hope Chanel, German Public Radio (WDR) e outros.

    Novas sedes do GRITrs novas sedes do Geoscience

    Research Institute foram estabelecidas durante o ano de 2006: na Universida-de de Montemorelos (Mxico), no Centro Universitrio Adventista de So Paulo (Brasil) e na Universidade de Samyook (Coria do Sul). Estas sedes comple-mentam as j estabelecidas no Semin-rio Adventista de Collonges sous Salve (Frana) e na Universidad Adventista del Plata (Argentina). Nossa sede central em Loma Linda, Califrnia, coordena as ati-vidades e supervisiona o funcionamento de cada uma dessas sedes. provvel que no futuro se estabeleam novas sedes em outras instituies de ensino universitrio, j que os temas sobre as origens e histria da Terra so de grande interesse para a comunidade acadmi-ca. Oferecemos aqui um breve resumo de cada uma de nossas sedes e suas atividades acadmicas.

    O GRI na Amrica CentralA criao da Sede Interamericana do

    GRI, situada na Universidade de Monte-morelos (Mxico) se deu no ms de julho de 2005. O reconhecimento oficial dessa sede aconteceu em 23 de fevereiro do ano corrente de 2006, no conselho anu-al do GRI, onde tambm foi nomeado o Dr. Antonio Cremades como diretor dessa sede. Desde ento, seus servios foram muito solicitados para conferncias, se-minrios e cursos sobre as origens, orga-nizados principalmente para profissionais e universitrios adventistas. Cabe ressal-tar, entre suas atividades, a organizao na Universidade de Montemorelos de trs congressos de criacionismo com o ttulo Compreendendo a origem e as mudan-as nas espcies. Esses congressos de criacionismo foram realizados em trs datas diferentes, nos meses de outubro e novembro, e incluram a participao dos cientistas do GRI dos Estados Unidos, Mxico e Europa: Dr. Antonio Cremades, bilogo da Universidade de Montemore-los, Dr. Jacques Sauvagnat, paleont-logo e diretor da sede europia do GRI, Dr. Benjamin Clausen, gelogo da sede central do GRI nos EUA, Dr. James Gi-bson, bilogo e diretor do GRI nos EUA, Dr. Ral Esperante, paleontlogo e Dr. Ti-mothy Standish, bilogo, ambos do GRI nos EUA e Dr. Leonard Brand, da Univer-sidade de Loma Linda, tambm nos EUA. Os temas que apresentaram incluram o projeto do mal, as dataes radiomtri-cas e a antiguidade da Terra e da vida, a extino dos dinossauros, a especiao, antropologia e evoluo, etc.

    Alm de organizar e participar em di-versas conferncias e congressos, o Dr. Cremades leciona na Faculdade de Edu-cao e no programa de mestrado na Uni-versidade de Montemorelos, onde se en-carrega dos cursos de antropologia.

    O GRI na Amrica do SulA sede sul-americana do GRI na Ar-

    gentina realizou uma srie de seminrios, conferncias e palestras com alunos, pro-fessores e interessados de instituies educacionais e religiosas, com a finalida-de de abordar uma srie de questes de importncia atual na rea da cincia e da religio. O diretor do GRI na Argentina o Dr. Roberto Biaggi, paleontlogo que tem ampla experincia em pesquisas geolgi-cas e paleontolgicas em vrios locais dos EUA, Mxico e Argentina. Alm de dirigir o GRI na Amrica do Sul, o Dr. Biaggi le-ciona na Universidad Adventista del Plata. Tambm tem continuado trabalhando em alguns projetos de pesquisa com colabo-radores de outras instituies educacio-nais, focalizando as cincias da Terra. O Dr. Biaggi est, tambm, elaborando arti-gos a serem publicados brevemente.

    As atividades acadmicas e cientficas do GRI na Amrica do Sul assumem grande relevncia numa regio onde continuamente se fazem novas descobertas especialmente na paleontologia de dinossauros e nas cin-cias da Terra. Isso tem sido de grande pro-veito para abordar questes relacionadas origem e formao da coluna geolgica e seu rico contedo paleontolgico.

    Um dos temas de maior interesse em nvel internacional neste ano foi a teoria do design inteligente, uma rea onde temos tido muitas oportunidades de dialogar com jovens e adultos sobre a interveno de Deus na natureza, e ressaltar a importn-cia da pesquisa relativa harmonia entre a cincia e a religio, e a relevncia das realidades espirituais em nosso universo.

    O GRI apia tambm as atividades do Ncleo de Estudo das Origens (NEO) no Brasil, onde o pensamento criacionista j est estabelecido h muitos anos. A dire-tora do ncleo a Dra. Marcia Oliveira de Paula e os pesquisadores associados so o Dr. Haller Elinar Stach Schnemann, o Dr. Marcos Natal de Souza Costa, o Dr. Nahor Neves de Souza Jr. e o Dr. Urias Echterhoff Takatohi, todos eles lecionan-do no Centro Universitrio Adventista de So Paulo (UNASP). Esses professores participaram de numerosas conferncias pblicas em diversas escolas e igrejas adventistas no Brasil. Destaca-se a parti-cipao da Dra. Marcia no 52 Congresso Brasileiro de Gentica na cidade de Foz do Iguau (4-6 de setembro). Durante este congresso assistiu a dois mini-cursos, um intitulado Darwin e Deus: um resumo do

    10 Ciencia de los Orgenes

    Ciencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los Orrrrr genes estgenes estgenes estgenes estgenes est disponible GRATIS en formato PDF en Internet: www.grisda.org

    El ao 2006 ha estado lleno dedesafos y actividades para el equipoprofesional del GRI, con conferencias,clases universitarias, investigaciones decampo y de laboratorio, salidas de campo,y congresos en numerosos lugares dediversos pases. Nuestros cientficos hanviajado a numerosas instituciones paracompartir y ensear un modelo que inte-gra los ltimos avances y conocimientoscientficos con una cosmovisin bblicade los orgenes. Adems han mantenidouna activa participacin y liderazgo endiversas actividades investigadores en loscampos de la geologa, paleontologa ybiologa molecular, con importantesaportes en la literatura cientfica. Aqureseamos solo una pequea parte de loque nuestro equipo ha llevado a cabo du-rante estos meses.

    Dr. Benjamin ClausenEl Dr. Benjamin Clausen es el co-autor

    del libro The Book of Beginnings, un textoque acompaa a las lecciones de EscuelaSabtica del cuarto trimester del 2006. Lapreparacin de este libro le ha llevadovarios meses de trabajo intenso. El librodescribe como el Gnesis de la Bibliasienta las bases para todo lo que

    sabemos acerca de Dios, el mundo natu-ral, la humanidad y el bien y el mal. Ellibro muestra que Gnesis echa loscimientos para todas las preguntas que seformulan los filsofos acerca del conoci-miento, el significado, la libre voluntad,el alma, la tica, al felicidad y el xito.

    Durante este ao el Dr. Clausen dioconferencias en Loma Linda University,Andrews University, Universidad deMontemorelos, Lake Superior State Uni-versity en Michigan, y en la ConferenciaBblica Internacional Esmirna, Turqua.En Agosto, el Dr. Clausen dirigi un cursode campo de 10 das en Colorado, EEUU,para administradores de la Iglesia Adven-tista, y coordin la publicacin de un textode 60 pginas con artculos para losasistentes. El grupo observ y examinvarios afloramientos espectaculares en losalrededores de Denver, Colorado Springs,Leadville, Glenwood Springs, GrandJunction, y visitaron el Dinosaur NationalPark, y Rocky Mountain Nacional Park.

    Clausen ha continuado sus investiga-ciones sobre la geoqumica de las rocasgranticas en el sur de California relacion-

    EL GRI EN ACCIN

    Los asistentes a la Convencin de Ciencia y Fe en Colorado tuvieron la oportunidad de excavar fsilesen el afloramiento de diatomita y depsitos lacustres de la Formacin Florissant, en donde encontraronabundantes fsiles de plantas e insectos.

    El Dr. Benjamin Clausen explica a los asistentesa la Convencin de Ciencia y Fe las particu-laridades de un afloramiento de carbn y otrossedimentos con alto contenido en uranio. Lasvisitas a los afloramientos y museos llevadas acabo durante esta convencin dieron lugar anumerosas preguntas sobre la relacin entreCiencia y Fe, y sobre las interpretaciones de laedad de la Tierra.

    Figura Os participantes do Encontro de Cincia e F, no Colorado, tiveram a oportunidade de escavar fsseis no afloramento de diatomita e depsitos lacustres da Formao Florissant, onde encontraram abundantes fsseis de plantas e insetos.

  • N 12 Cincias das Origens 11

    conflito entre as idias da biologia evolutiva e o pensamento religioso judaico-cristo, e o outro intitulado Evoluo e filogenia mole-cular. Os professores Haller, Marcia, Mar-cos e Urias assistiram V So Paulo Rese-arch Conference (4-6 de maio) com o tema Teorias da Evoluo: Princpios e Impacto.

    O NEO est, tambm, trabalhando no projeto de criao do Museu de Histria Natural do UNASP.

    O GRI na Coria do SulEm fevereiro deste ano foi criada a

    sede do GRI na Coria, atendendo ao pedido da Universidade Samyook e sa-tisfazendo a alta demanda de eventos relacionados com as origens nesse pas. Atua como diretor o Dr. Chong Choi, ge-logo e paleontlogo que recentemente obteve seu doutorado numa renomada universidade sul-coreana. O GRI esteve

    muito ativo nesse pas celebrando vrios eventos nacionais e internacionais, es-pecialmente para educadores e pastores adventistas e estudantes universitrios no adventistas. Em outubro foi reali-zado um seminrio internacional cria-cionista com a participao de diversos pesquisadores de vrios pases e uma assistncia de 350 pessoas.

    Alm de realizar eventos pblicos, o GRI na Coria mantm estreita relao com a Universidade Samyook, onde o Dr. Choi leciona diversas disciplinas so-bre cincia e filosofia da cincia. O Dr. Choi dirigiu tambm dois seminrios so-bre a cincia e as origens, na China e nos EUA, dirigido a professores e outros profissionais que trabalham em institui-es educacionais.

    Finalmente, o GRI na Coria come-ou um programa de pesquisas deno-minado Cientistas do futuro, que foi desenvolvido de maro a novembro. As atividades cientficas do Dr. Choi o leva-ram preparao do artigo Rod-Shaped stromatolites from the Jinja formation, Sacheon, Gyeongsangnam, Korea, que ser publicado em breve numa impor-tante revista cientfica. Esse artigo trata de estruturas rochosas enigmticas se-melhantes a domos, chamadas de estro-matlitos, constitudas pelo acmulo de finas partculas de argila e areia, cimen-tadas por microorganismos que viviam na gua.

    Figura O Dr. Biaggi explica aos alunos de uma escola, na cidade de Trelew, Argentina, interessantes aspectos que os fsseis encontrados na regio nos ensinam, relacionados com a histria da Terra.

    12 Ciencia de los Orgenes

    Ciencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los OCiencia de los Orrrrr genes estgenes estgenes estgenes estgenes est disponible GRATIS en formato PDF en Internet: www.grisda.org

    amplia experiencia en investigacionesgeolgicas y paleontolgicas en varioslugares de EEUU, Mjico, y Argentina.Adems de dirigir el GRI en Sudamrica,el Dr. Biaggi ensea en la UniversidadAdventista del Plata.

    Las actividades acadmicas y cientfi-cas del GRI en Sudamrica cobran mucharelevancia en una regin en dondecontinuamente se descubren nuevoshallazgos, especialmente en la paleon-tologa de dinosaurios y las ciencias de latierra. Esto ha sido de gran provecho paraabordar cuestiones relacionadas al origeny formacin de la columna geolgica y surico contenido paleontolgico. Tambinse ha continuado trabajando en algunosproyectos de investigacin con colegas deotras instituciones educativas, y enfocadosa las ciencias de la tierra, y se contina enla elaboracin de artculos a ser publi-cados prximamente.

    Uno de los temas de mayor inters anivel internacional este ao ha sido el dela teora del diseo inteligente, un readonde hemos tenido muchas oportuni-dades de dialogar con jvenes y adultos,acerca de la intervencin de Dios en lanaturaleza y resaltar la importancia de lainvestigacin de la armona entre la cien-cia y la religin, y la relevancia de lasrealidades espirituales en nuestro uni-verso.

    El GRI apoya tambin las actividadesdel Ncleo de Estudo das Origens (NEO)en Brasil, en donde el pensamientocreacionista ha estado establecido desdehace muchos aos. La directora del Centroes la Dra. Marcia Oliveira de Paula. Losinvestigadores asociados son el Dr. HallerElinar Stach Schnemann, el Prof. MarcosNatal de Souza Costa, el Dr. Nahor Nevesde Souza Jr., yel Dr. Urias EchterhoffTakatohi, todos ellos ensean en el CentroUniversitrio Adventista de So Paulo(UNASP). Estos profesores han partici-pado en numerosas conferencias pblicasen diversas escuelas e iglesias adventistasdel Brasil. Destaca la participacin de laDra. De Paula en el 52o CongressoBrasileiro de Gentica en la ciudad de Fozdo Iguau (4-6 Septiembre). Durante estecongreso asisti a dos cortos cursos, unollamado Darwin y Dios: un Sumario del

    Conflicto entre las Ideas de la BiologaEvolutiva y el Pensamiento ReligiosoJudeo-Cristiano, y el otro curso tituladoEvolucin y Filogenia Molecular. Losprofesores Haller, Marcia, Marcos y Uriasasistieron al V Congreso de Investi-gacin in So Paulo (4-6 Mayo) sobre eltema Las Teoras de la Evolucin:Principios e Impacto.

    El NEO est trabajando en el proyectode creacin del Museo de Historia Natu-ral de la UNASP.

    El GRI en Corea del SurEn febrero de este ao se cre la sede

    del GRI en Corea, atendiendo la peticinde la Samyook University y satisfaciendola alta demanda de eventos relacionadoscon los orgenes en este pas. Como di-rector acta el Dr. Chong Geol. Choi,gelogo y paleontlogo que recientementeobtuvo su doctorado en una renombradauniversidad surcoreana. El GRI ha estadomuy activo en este pas, celebrando varioseventos nacionales e internacionalesespecialmente enfocados hacia loseducadores y pastores adventistas y losestudiantes universitarios no adventistas.En octubre se llev a cabo un seminariointernacional creacionista con inter-

    vencin de diversos investigadores devarios pases y una asistencia de 350 per-sonas.

    Adems de celebrar eventos pblicosel GRI en Corea tiene una estrecharelacin con la Samyook University, endonde el Dr. Choi ensea diversasmaterias de ciencia, y filosofa de laciencia. El Dr. Choi tambin ha dirigidodos seminarios de ciencia y orgenes enChina y en EEUU enfocados haciaprofesores y otros profesionales quetrabajan en instituciones educativas.

    Por ltimo, el GRI en Corea hacomenzado un programa de investigacindenominado Cientficos del Futuro, elcual se desarroll desde marzo anoviembre. Las actividades cientficas delDr. Choi la han llevado a la preparacindel artculo Rod-Shaped stromatolitesfrom the Jinja formation, Sacheon,Gyeongsangnam, Korea, que ser prontopublicado en una importante revista cien-tfica. Este artculo trata sobre unasenigmticas estructuras rocosas similaresa domos llamadas estromatolitos, con-stituidas por la acumulacin de finaspartculas de arcilla y arena cementadaspor microorganismos que vivan en elagua.

    El Dr. Biaggi explica a los alumnos de una escuela en la ciudad de Trelew, Argentina, los interesantesaspectos que nos ensean los fsiles que se encuentran en la zona, y su relacin con la historia de laTierra.

    CRIAO CRIACIONISMO BBLICO

    com satisfao que a SCB informa que em meados de setembro dever estar chegan-do ao Brasil a edio do livro "Criao - Criacionismo Bbli-co" para ser disponibilizado aos interessados, em nosso Pas.

    A impresso est sendo efetu-ada na Alemanha no s para manter a mesma qualidade gr-fica do original, como tambm para possibilitar um preo de venda bastante mais acessvel

    do que se a produo do livro fosse efetuada no Brasil. Ser feita uma promoo especial de lanamento, com descontos para a aquisio de 5 ou de 10 exemplares.

    Aconselhamos aos que dese-jarem adquirir esta publicao, que estejam atentos s informa-es que oportunamente sero repassadas em nosso site, para que possam fazer seus pedidos atravs da Loja Virtual localiza-da no prprio site..

  • 12 N 12 Cincias das Origens

    RC-71

    TORNE-SE ASSINANTE E DIVULGADOR DA REVISTA CRIACIONISTAA Revista Criacionista vem sendo publicada pela Sociedade Criacionista Brasileira desde 1972 (inicialmente com a denominao de Folha Criacionista), e hoje o peridico criacionista

    mais divulgado em todo o Brasil. Veja abaixo o ttulo dos artigos principais publicados nos ltimos nmeros da Revista Criacionista.

    Preencha abaixo o formulrio para solicitao de exemplares da Revista Criacionista.AGRADECEMOS SUA COLABORAO PARA A DIVULGAO DA REVISTA CRIACIONISTA

    FC-67 FC-68

    RC-70 RC-72

    RC-69

    A Teoria do Design Inteligente Filosofia e Princpios da Cincia Reavaliao da Datao Sugerida pelo Mtodo Radiomtico do

    Carbono-14 Ordem, Complexidade e Entropia Criacionismo na Mdia Complexidade Irredutvel - "Uma Simples Folha" Evolucionismo e Intervencionismo na Geologia Os Trilobitas: Um Enigma de Complexidade Sedimentologia e Hidrodinmica

    Obra de Artista Gnesis e a Coluna Geolgica O Colapso da Coluna Geolgica Antigas Regras para Males Modernos Contra Darwin e o Evolucionismo, mas no em Tudo Depois do Dilvio Captulo 5 A Histria dos Primeiros Reis

    Britnicos Improbidade Cientfica dos Livros-Textos de Biologia

    Criacionismo e Darwinismo: Reflexes Os Problemas para uma Teoria da Evoluo da Linguagem Religio e Filosofia - Modos de Compreenso da Realidade Lies Tiradas da Observao de um Aspersor O Fogo Mais Ardente Vem de Dentro Depois do Dilvio - Captulos 6 e 7 Gigantes no Sudo? Imhotep

    Noes Gerais sobre os Dinossauros Depois do Dilvio Captulos 9 a 11

    As Cronologias Antigas e a Idade da Terra Dinossauros nos Registros Anglo-Saxes e Outros Beowulf e as Cri