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Ciências Básicas Moleculares · PDF file e 2,2 g/kg de etanol, e a combinação de 0,5 e 2,0 mg/kg de escopolamina com a dose de 2,2 g/kg de etanol resultaram em acentuada redução

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  • XI Congresso de Iniciação Científica da UNIFESP – 2003 Ciências Básicas Moleculares

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    Ciências Básicas Moleculares

  • XI Congresso de Iniciação Científica da UNIFESP – 2003 Ciências Básicas Moleculares

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    Título: A ADMINISTRAÇÃO COMBINADA DE ETANOL E ESCOPOLAMINA REDUZ A ATIVIDADE LOCOMOTORA DE CAMUNDONGOS.

    Autores: Takahashi, S.; Quadros, I.M.H.; Antunes, J.; Fornari, R.V.; Oliveira, M.G.M.; Souza-Formigoni, M.L.O. Bolsista: Shirley Takahashi Orientador: Maria Lucia Oliveira de Souza Formigoni - Unifesp - Psicobiologia / Psicofarmacologia Resumo: Introdução: O desenvolvimento de sensibilização ao etanol parece contribuir para o desenvolvimento da dependência a esta droga. Este processo é influenciado por fatores farmacológicos e de aprendizagem, que são mediados por vários sistemas de neurotransmissão e neuromodulação, entre os quais o sistema colinérgico. A escopolamina é um antagonista colinérgico muscarínico que afeta a aprendizagem e, agudamente, produz hiperatividade locomotora. Para possibilitar o estudo dos processos subjacentes à sensibilização comportamental ao etanol, assim como da influência do sistema colinérgico nos efeitos do etanol, o presente estudo avaliou os efeitos da co-administração de escopolamina e etanol na atividade locomotora de camundongos. Métodos: O estudo foi desenvolvido com camundongos Suíços EPM, utilizando-se 16 animais por grupo. Foi realizada uma curva dose-efeito com três doses de escopolamina: 0,5; 1,0 e 2,0 mg/kg, avaliando-se a locomoção em caixas de atividade providas de células fotoelétricas, acionadas à passagem do animal. Testou-se, em seguida, a interação entre 1,0 mg/kg de escopolamina e 1,0; 2,0 e 2,2 g/kg de etanol, utilizando o mesmo método para avaliação da atividade locomotora. Resultados: Isoladamente, as doses de etanol utilizadas não alteraram significativamente a atividade locomotora. De modo similar, nenhuma das doses de escopolamina testadas alterou a atividade locomotora dos animais, quando administradas isoladamente. Entretanto, a combinação de 1,0 mg/kg de escopolamina com as doses de 2,0 e 2,2 g/kg de etanol, e a combinação de 0,5 e 2,0 mg/kg de escopolamina com a dose de 2,2 g/kg de etanol resultaram em acentuada redução da atividade locomotora. Conclusão: Os dados sugerem existir uma relevante interação entre o etanol e a escopolamina, uma vez que a administração conjunta resultou em alteração do efeito. Sabendo-se que a administração de escopolamina interfere na aprendizagem contextual, estes dados permitirão a realização de novos experimentos para testar a influência de fatores de aprendizagem contextual no desenvolvimento da sensibilização ao etanol. Participantes: Shirley Takahashi, Isabel Marian Hartmann de Quadros, Julia Antunes, Raquel Vecchio Fornari, Maria Gabriela Menezes Oliveira, Maria Lucia

    Oliveira de Souza Formigoni

    Título: A participação do giro denteado hipocampal no estabelecimento do estado crônico de crises epilépticos

    Autores: Bonilha, S.M.M. Bolsista: Saulo Matteis Martins Bonilha Orientador: Luiz Eugênio A. M. de Mello - Unifesp - Fisiologia / Neurofisiologia e Fisiologia Endócrina Resumo: Tem sido proposto que os processos de crescimento das fibras musgosas e dispersão das células granulares hipocampais estão intimamente relacionados ao estabelecimento do estado crônico de crises epilépticas no rato. No entanto, dados do nosso laboratório tem dado provas de que esses processos não são causadores do progresso das crises epilépticas. Este trabalho tem o objetivo de avaliar o estado crônico das crises epilépticas em animais com lesão na camada das células granulares do giro denteado hipocampal. Ratos Wistar EPM adultos (machos, 200-300g) receberam metil-escopolamina (1mg/kg) e, 30 minutos depois, injeção i.p. de Pilocarpina ( 320mg/kg). Uma outra injeção, de Thionembutal (30 mg/kg), encerra as crises após 90 minutos de seu início. Se algum animal não desenvolvesse crises epilépticas 40 minutos após a injeção de Pilo, aplicava-se uma dose equivalente a 50% da inicial. Os animais, então, foram divididos em três grupos. O primeiro recebeu injeção de colchicina intra- hipocampal (3 sítios em cada hemisfério; hipocampo dorsal bilateral; 0,5 µL/sítio; 7 mg/mL) 15 a 20 dias após a indução do estado de mal epiléptico (SE), o segundo grupo foi observado como controle e o terceiro foi submetido à mesma cirurgia de injeção intra-hipocampal de colchicina 3 meses depois da injeção de Pilo. O objetivo desta injeção de colchicina é causar injúria na população de células granulares do hipocampo, por citotoxidade seletiva (e assim impedir o crescimento reativo pós- lesional das fibras musgosas). Os ratos foram filmados cerca de 12 horas/semana, em um total de 180 horas ao longo de 6 meses, para a detecção das crises epilépticas espontâneas e recorrentes. Findado o período de observações, os animais foram profundamente anestesiados perfundidos, o encéfalo removido e processado com Cresil-Violeta e neo-Timm. Todos os animais injetados com pilocarpina e que tiveram SE desenvolveram crises espontâneas recorrentes. A comparação da frequência de crises entre os 3 grupos não revelou diferenças. No entanto, a comparação dos grupos em relação ao evento (antes e depois da administração de colchicina), demonstra que a administração de colchicina após 3 meses do SE (mas não após 15-20 dias) afetou significativamente (p=0,05) a progressão das crises nesses animais, sendo que os animais tratados com colchicina não tiveram progressão (aumento) na frequência de crises. Esses resultados estão de acordo com outros de nosso laboratório pois indicam que o processo de crescimento das fibras musgosas é concomitante ao estabelecimento do estado epiléptico crônico dos animais. Este processo pode ser substituído, no entanto, por algum outro equivalente no período inicial de crescimento, o que provavelmente não acontece após três meses de estado crônico. Apoio Financeiro –FAPESP, CNPq, PRONEX; SMMB é bolsista do PIBIC/UNIFESP Participantes: Saulo Matteis Martins Bonilha

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    Título: Ação de interleucinas supressoras no desenvolvimento tumoral, visando uma possível utilização terapêutica: melanoma murino versus IL-10.

    Autores: Teixeira, S.S. Bolsista: Sabrina Schaaf Teixeira Orientador: Elaine Guadelupe Rodrigues - Unifesp - Micro/Imuno/Parasitologia / Biologia Celular Resumo: Ação de interleucinas supressoras no desenvolvimento tumoral, visando uma possível utilização terapêutica: melanoma murino versus IL-10. Sabrina Schaaf Teixeira, Luiz R. Travassos & Elaine Guadelupe Rodrigues (Unidade de Oncologia Experimental, UNONEX - Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia - UNIFESP). A existência de anticorpos e linfócitos T tumor-específicos comprovam a existência de uma resposta imune anti-tumoral, que no entanto, com grande freqüência é insuficiente para o controle do desenvolvimento do tumor. A imunização ativa com produtos tumorais, a aplicação de algumas interleucinas pró-inflamatórias, principalmente IFN-g, e algumas terapias combinadas induzem uma resposta protetora anti-tumoral parcial, provocando um retardo no desenvolvimento do tumor. Todavia, a rejeição total do tumor pela resposta imune específica é um evento de baixa freqüência. Recentemente, vários grupos tem demonstrado que um aumento na produção de interleucinas anti-inflamatórias (p.ex. IL-13, TGF-b) está associado ao desenvolvimento tumoral acelerado pela supressão da resposta protetora anti-tumoral. Resultados prévios em nosso laboratório sugerem que no melanoma murino B16F10 o desenvolvimento tumoral aconteça em um ambiente com uma maior concentração de IL-10, enquanto que a estimulação do sistema imune para uma maior produção de IFN-g provoca um retardo no desenvolvimento tumoral, sendo esta resposta, todavia, não duradoura. Protocolos clínicos utilizando interleucinas pró-inflamatórias purificadas apresentam também sucesso parcial já que a toxicidade desse tratamento é bastante elevada. Uma possibilidade bastante atraente é a neutralização das interleucinas supressoras, impedindo assim a “down-regulation” das interleucinas protetoras. Nosso projeto tem como objetivo principal entender melhor o papel da IL-10 no desenvolvimento do melanoma murino B16F10-NEX2, visando uma possível utilização terapêutica. Células tumorais freqüentemente secretam interleucinas supressoras, por exemplo, TGF-b. A célula B16F10-Nex2 não secreta IL-10, e a administração exógena da interleucina não afeta o crescimento celular in vitro. Um anticorpo monoclonal (MoAb) anti-IL-10 (2A5) foi purificado e será administrado in vivo em diferentes tempos do desenvolvimento tumoral determinando-se assim, o papel da interleucina durante o crescimento tumoral. Esse MoAb não teve efeito sobre o crescimento da célula B16F10- NEX2 in vitro. Ensaios preliminares sugerem que em alguns casos, a ausência de IL-10 seja benéfica ao animal implantado subcutaneamente com células de melanoma murino. Animais machos, mais sensíveis ao tumor que animais fêmeos, que tiveram o gene da IL-10 inativado (IL-10KO, cedidos pelo Prof Ricardo Ribeiro dos Santos, FIOCRUZ, BA) foram comparados com os controles selvagens e apresentaram sobrevida significativamente aumentada. Todavia, animais fêmeos IL-10KO não foram capazes de controlar o desenvolvimento tumoral (contrariamente aos contro