Combustíveis alternativos

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  • 1. COMBUSTVEIS ALTERNATIVOSPARA INDSTRIA DE CERMICAVERMELHAEng Joo Martins Cortez de AlencarMacei - Junho / 2004

2. O QUE SER APRESENTADO Objetivos da Palestra Definio de Queima ou Combusto Combustveis Usados em Cermicas Comparativo entre BIOMASA eCOMBUSTVEIS FSSEIS Caractersticas de Alguns Combustveis Processos de Queima Cenrios e Consideraes Finais 3. OBJETIVOS DA PALESTRA Compartilhar conhecimentos prticos sobre algunstipos de combustveis Mostrar algumas experincias na queima deprodutos cermicos Despertar o interesse para iniciativas no uso decombustveis alternativos Expor cenrios relacionados ao mercado decombustveis na viso de um Ceramista 4. DEFINIO DE QUEIMA OU COMBUSTO Reao qumica na qual o CARBONO (C)e o HIDROGNIO (H) presentes noscombustveis se combinam individualmentecom o OXIGNIO (O2) do ar gerandoCALOR, Vapor dgua (H2O) e Dixido deCarbono (CO2). 5. TIPOS DE COMBUSTVEIS USADOSEM CERMICASBIOMASSACOMBUSTVEIS FSSEIS 6. BIOMASSA Qualquer tipo de matria orgnica renovveldo reino vegetal ou animal. De origem natural ( florestas nativas ),residual ( urbano, industrial, agropecurio )ou plantao para fins energticos. 7. TIPOS DE BIOMASSA Lenha Nativa - Espcies Diversas Lenha de Reflorestamento - Eucalipto, Pinho, Sabi,Bambu, etc. Cavaco (Lenha Picada), serragem, maravalha,briquetes, carvo. Cascas - Coco, Arroz, Castanha, Algodo, Caf, etc. Palhas - Coco, Carnaba, etc. Bagao e as Palhas da Cana Capim, Aparas, Podas e Resduos Agropecurios 8. BIOMASSA NO BRASIL * Brasil - Arbia Saudita da Biomassa Nenhum outro pas tem as mesmas condies doBrasil para produzir energia limpa e renovvelatravs da Biomassa S utilizamos 10% da nossa rea agricultvel Projetos como o Pro-lcool e o Pro-leo, provamque o Brasil poder ser auto-suficiente e tambmser o maior fornecedor de combustveis limpospara o 1 mundo.* Matriz Energtica Brasileira - Joo Alves Filho 9. COMBUSTVEIS FSSEIS * Formados pela energia solaracumulada nos hidratos de carbono dasplantas e de animais microscpicos,num processo que demanda centenasde milhes de anos. So, por natureza, finitos.* Matriz Energtica Brasileira - Joo Alves Filho 10. TIPOS DE COMBUSTVEIS FSSEIS leo Combustvel - BPF (BaixoPonto de Fluidez) Gs Liqefeito de Petrleo - GLP Coque de Petrleo Gs Natural 11. OFERTA DE ENERGIA NO BRASIL - %Fontes 1940 1970 2000Petrleo e GN 6,1 33,336,8Carvo Mineral6,2 3,6 4,9Hidrulica4,9 15,838,1Lenha e Carvo80,542,68,4Produtos da Cana2,3 4,7 9,7Outros0,0 0,0 2,1 Fonte:Balano Energtico Nacional - MME 12. COMPARATIVO ENTRE BIOMASSA E COMBUSTVEIS FSSEIS Sob os seguintes aspectos: Tcnicos Econmicos Ambientais Sociais Estratgicos 13. ASPECTOS TCNICOS BIOMASSA Heterogneo - Forma eComposio. Automatizao/Controlesmais difceis Uso de mo-de-obra Maior variao na queima Umidade- Maior consumo Produo de cinzas Baixo risco de acidentes 14. ASPECTOS TCNICOS BIOMASSA PETRLEO E GN Heterogneo - Forma e HomogneoComposio. Automatizao/Controles Automatizao/Controlesmais fceismais difceis Pouco ou nenhum uso de Uso de mo-de-obra mo-de-obra Maior variao na queima Menor variao na queima Umidade- Maior consumo Praticamente sem umidade Produo de cinzas Inexistncia de cinzas Baixo risco de acidentes Maior risco de acidentes 15. ASPECTOS ECONMICOS BIOMASSA Mais barato Preo definido pelomercado regional Menos vulnervel smudanas macro-econmicas Reposio Florestal,Administrao de Projetos( Manejos, Fretes,Reflorestamentos, etc) 16. ASPECTOS ECONMICOS BIOMASSA PETRLEO E GN Mais barato Mais caro Preo definido pelo Preo depende domercado regionalmercado externo Menos vulnervel s Mais vulnervel smudanas macro- mudanas macro-econmicaseconmicas Reposio Florestal, Maiores produtores emAdministrao de Projetos reas de permanente( Manejos, Fretes,conflitoReflorestamentos, etc) 17. ASPECTOS AMBIENTAIS BIOMASSA Renovvel Retira CO2 da atmosfera Produo de cinzas Leis de proteo maisseveras - Origem Imagem ecologicamentepositiva para a empresa 18. ASPECTOS AMBIENTAIS BIOMASSA PETRLEO E GN Renovvel Finito Retira CO2 da atmosfera Somente emite CO2 Produo de cinzas Inexistncia de cinzas Controles rgidos das Leis de proteo maisemisses de enxofre, CO eseveras - OrigemCO2 Imagem ecologicamente Desastres e acidentespositiva para a empresa ambientais 19. ASPECTOS SOCIAIS BIOMASSA Emprega a mo-de-obralocal intensivamente Empregos de menoresrequisitos de qualificao Gera mais empregos emrelao ao investimento Estreita relao com aagricultura e agroindstria Recursos ficam na regio 20. ASPECTOS SOCIAIS BIOMASSA PETRLEO E GN Emprega a mo-de-obra Utiliza pouca ou nenhumalocal intensivamentemo-de-obra na queima Empregos de menor Cada emprego geradorequisitos de qualificaocusta altos investimentos Gera mais empregos em Produtores so grandesrelao ao investimento empresas globais Estreita relao com a Recursos no ficam naagricultura e agroindstria regio Recursos ficam na regio 21. ASPECTOS ESTRATGICOS BIOMASSA Garantia de auto-suficincia Segurana quanto aosuprimento futuro Capacidade de gerar aprpria energia eltrica Poder ter receita comCrditos de Carbono 22. ASPECTOS ESTRATGICOS BIOMASSA PETRLEO E GN Garantia de auto- No garante a autosuficinciasuficincia Segurana quanto ao Suprimento pode sersuprimento futurointerrompido Capacidade de gerar a Controlado por poucos eprpria energia eltrica poderosos fornecedores Poder ter receita com Governos sofrem pressoCrditos de Carbonopara forar o consumo ou elevar o preo 23. CARACTERSTICAS DE ALGUNSCOMBUSTVEISPremissas:1) Kg por m e poder calorfico variam com a umidade do combustvel.2) Consumo por tonelada de argila varia com o tipo de forno, produto queimado ( telha, tijolo,etc ), sistema de queima, equipamentos, etc. 24. CARACTERSTICAS DE ALGUNSCOMBUSTVEIS BIOMASSACombustvel kg / m kcal / kg Consumo* 400 3.200370 kg / tEucalipto500 3.700320 kg / tSerragem seca290 3.500210 kg / tCasca de Coco400 4.500250 kg / tCasca de Arroz 250 2.300450 kg / tCasca de Castanha330 4.300250 kg / tBagao de Cana 250 2.200420 kg / t 25. CARACTERSTICAS DE ALGUNSCOMBUSTVEIS Combustveis Fsseis Combustvel Unidade kcal Consumo*leo BPFkg 10.090 70 kg / tGs GLP kg 11.750 33 kg / tCoque de Petrleo kg 8.20085 kg / tGs Natural m 9.40042 kg / t 26. PROCESSOS DE QUEIMA 27. PROCESSOS DE QUEIMA Biomassa LENHA Queima simples - Fornalhas, grelhas, cinzeiros Depende do homem - Curva irregular Pirometria somente para orientao e registro Difcil otimizar mistura com o ar Toras de maior dimetro precisam ser rachadas No depende de energia eltrica 28. PROCESSOS DE QUEIMA Biomassa SERRAGEM,CAVACO, CASCAS Estocagem em silos ou em galpes Secagem, Transporte, Alimentao eQueima Automatizados e Controlados Melhor mistura com o ar e menor consumo Depende da energia eltrica- GrupoGerador Manuteno mecnica, eltrica e eletrnica 29. PROCESSOS DE QUEIMA Biomassa BAGAO DE CANA E OUTRAS FIBRAS Fardos prensados - Briquetes Abastecimento semelhante lenha Pode ter alimentao automatizada Nas usinas de lcool o bagao queimadocom 50% de umidade de forma automtica 30. PROCESSOS DE QUEIMA Petrleo e GN LEO BPFTanques, bombas, resistncias, termostatosIsolamento trmico e vlvulas solenidesTubulao em circuito fechadoBombeamento contnuo em excessoAtomizao permite melhor mistura com arAditivos - caros e de efeito questionvelVazamentos, entupimentos e resduos da queima 31. PROCESSOS DE QUEIMA Petrleo e GNGS LIQEFEITO DE PETRLEO-GLPTanques, Tubos, Vlvulas, VaporizadorInstalaes contra incndiosFornecedor pode bancar as instalaesQueima Contnua - Mais simplesQueima Intermitente - Sensor de ChamaMais pesado que o ar - VazamentosNo deixa nenhum resduo (cinzas, fumaa, etc) 32. PROCESSOS DE QUEIMA Petrleo e GN GS NATURAL - GN Localizao prxima ao gasoduto No existe estoque - Fornecimento contnuo Reserva de gs GLP Mais leve do que o ar - Vazamentos Processo de queima semelhante ao GLP 33. PROCESSOS DE QUEIMA Petrleo e GN COQUE DE PETRLEO Fornecimento em Big Bags Granulometria de 0 a 250 mm Moagem Processo de queima semelhante ao daserragem Tendncia de aumento da oferta 34. CENRIOS I Aes de Governo SUJO E CARO-Cedendo s presses das multinacionaisdo petrleo o governo forar o consumo de GN e outrosderivados e tentar inibir a produo e o consumo debiomassa AUSENTE E INDIFERENTE-O governo no intervir emfavor das grandes empresas do petrleo, mas tambm noir estimular a produo e o uso de biomassa LIMPO E NACIONALISTA-O governo criar um grandeprograma de incentivo produo e consumo de biomassa,revigorar o Pro-lcool, o Pro-leo, etc e desestimular oconsumo de combustveis fsseis 35. CENRIOS II Mercado Global MUNDO SUJO-Os pases industrializados no iro aderirao Protocolo de Kyoto aumentando assim as emissesde poluentes. O Brasil perder um grande mercado PERDENDO O BONDE-O Protocolo de Kyoto serratificado pela maioria dos pases industrializados. OBrasil ir atrair poucos investimentos verdes por noestar preparado. Outros pases criaro condies para estesinvestimentos LIMPANDO O PLANETA-Movidos pelos objetivos doProtocolo de Kyoto, e pelo agravamento das mudanasclimticas, os pases industrializados investiro muito emenergias limpas. O Brasil ser o grande fornecedor doscrditos de carbono para o primeiro mundo 36. CONSIDERAES FINAIS As indstrias devem procurar diversificar suasfontes de suprimento de combustveis importante saber sobre a disponibilidade, ospreos e as formas de utilizao dos diversos tiposde combustveis que podem ser usados Biomassa o combustvel ideal, sob vriosaspectos, para ser usado em indstrias de cermicavermelha 37. CONSIDERAES FINAIS Reflorestamento, Manejo e o uso de Resduosdeve ser preocupao de todo Ceramista Empresas de pesquisa e os setores sucroalcooleiro,da celulose e da siderurgia tem alta produtividadena produo de Florestas e no aproveitamento deResduos - Repasse dessas tecnologias O Brasil possui excelentes condies paraproduo de Biomassa ( terra, gua, sol, recursoshumanos e tecnologia ). 38. CONSIDERAES FINAIS Ceramista