Diálogo Florestal para Diálogo Florestal para para aaaa ... ?· necessário ampliar a escala dos esforços…

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  • Dilogo Florestal Dilogo Florestal Dilogo Florestal Dilogo Florestal para para para para aaaa

    Mata AtlnticaMata AtlnticaMata AtlnticaMata Atlntica

    Relatrio do 3 Relatrio do 3 Relatrio do 3 Relatrio do 3 Encontro Encontro Encontro Encontro 19 a 21 de outubro de 2006

    Porto SeguroPorto SeguroPorto SeguroPorto Seguro----BABABABA

  • SSSSUMRIO UMRIO UMRIO UMRIO EEEEXECUTIVOXECUTIVOXECUTIVOXECUTIVO

    Em outubro de 2003, trinta representantes de organizaes ambientalistas, da indstria de produtos florestais, proprietrios de terras e academia encontraram-se em Santa Cruz de Cabrlia, Bahia, Brasil, para discutir temas relacionados ao setor florestal e conservao da biodiversidade. Este encontro foi convocado pelo TTTTHE HE HE HE FFFFORESTS ORESTS ORESTS ORESTS DDDDIALOGUEIALOGUEIALOGUEIALOGUE1111, um processo de dilogo com vrios atores internacionais interessados em assuntos florestais. O sucesso do Dilogo sobre Florestas e Biodiversidade em 2003 inspirou trs organizaes brasileiras e trs empresas do setor florestal Instituto BioAtlntica (IBio), The Nature Conservancy do Brasil (TNC), Conservao Internacional do Brasil (CI), Rigesa/MeadWestvaco, Suzano Papel e Celulose e Veracel Celulose a proporem uma continuidade do Dilogo, envolvendo outros atores regionais e focando, especificamente, no desenvolvimento de uma viso comum entre o setor florestal e ambientalistas para a conservao da biodiversidade na Mata Atlntica. Esta proposta foi bem recebida pelo Comit Gestor do TFD, que incluiu esta iniciativa na agenda do TTTTHE HE HE HE FFFFORESTS ORESTS ORESTS ORESTS DDDDIALOGUEIALOGUEIALOGUEIALOGUE e a est apoiando. A maioria das empresas florestais que operam na Mata Atlntica, especialmente aquelas do setor de papel e celulose, desenvolve projetos de recomposio florestal e de proteo e monitoramento da biodiversidade abrigada nos remanescentes de sua propriedade. Entretanto, nota-se que ainda h pouca cooperao entre as empresas e as organizaes conservacionistas. Ambos os setores concordam que, para assegurar a sobrevivncia da Mata Atlntica necessrio ampliar a escala dos esforos at ento empreendidos, o que demanda a identificao de agendas comuns e o estabelecimento de parcerias para atingir a escala desejvel. Com o objetivo de desenvolver aes prticas e viveis economicamente para a conservao da biodiversidade em reas prioritrias e para o negcio das empresas, foi criado o DDDDILOGO ILOGO ILOGO ILOGO FFFFLORESTAL PARA A LORESTAL PARA A LORESTAL PARA A LORESTAL PARA A MMMMATA ATA ATA ATA AAAATLNTICATLNTICATLNTICATLNTICA, uma iniciativa que integra empresas de papel e celulose e organizaes conservacionistas que possuem operaes e atuao no bioma Mata Atlntica, considerado um dos mais importantes para a conservao da diversidade biolgica do planeta. O resultado do DDDDILOGO ILOGO ILOGO ILOGO FFFFLORESTAL PARA A LORESTAL PARA A LORESTAL PARA A LORESTAL PARA A MMMMATA ATA ATA ATA AAAATLNTICATLNTICATLNTICATLNTICA, cuja primeira etapa est sendo desenvolvida no trinio 2005-2007, ser a construo de uma viso comum, compartilhada entre as companhias florestais e as entidades ambientalistas, que leve a resultados concretos e conseqente aumento da escala dos esforos para a conservao, gerando ao mesmo tempo benefcios tangveis para a biodiversidade e para as empresas participantes. A primeira etapa do DDDDILOGO ILOGO ILOGO ILOGO FFFFLORESTAL PARA A LORESTAL PARA A LORESTAL PARA A LORESTAL PARA A MMMMATA ATA ATA ATA AAAATLNTICATLNTICATLNTICATLNTICA prev a realizao de quatro encontros, a serem realizados em diferentes locais da Mata Atlntica. O primeiro encontro aconteceu em outubro de 2005, em Terespolis-RJ, quando teve incio o processo de discusso sobre as oportunidades, expectativas e possibilidades de aes compartilhadas entre os dois setores envolvidos. Neste primeiro encontro foram identificados dois temas centrais fomento florestal e

    1 Para maiores informaes sobre o TFD acesse http://theforestsdialogue.org

  • zoneamento econmico-ecolgico para os quais foram criados grupos coordenadores incumbidos de elaborar uma proposta de plano de trabalho. Os relatrios e as apresentaes feitas durante o Primeiro e o Segundo Encontros podem ser consultadas no endereo www.dialogoforestal.org.br Este documento resume as atividades do Terceiro Encontro, que foram divididas entre um hotel na cidade de Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, e a RPPN Estao Veracel, a maior unidade de conservao desta categoria na Mata Atlntica.

    TTTTERCEIRO ERCEIRO ERCEIRO ERCEIRO EEEENCONTRONCONTRONCONTRONCONTRO

    No perodo de 25 a 27 de outubro de 2006, ocorreu em Porto Seguro-BA o Terceiro Encontro do Dilogo Florestal para a Mata Atlntica. Estivam presentes neste encontro vinte e sete pessoas, entre representantes de 10 empresas do setor florestal e 11 organizaes ambientalistas, com o principal objetivo de discutir e aprovar projetos piloto em ordenamento territorial e fomento florestal. Na abertura do encontro, Beto Mesquita e Andr Guimares saudaram os participantes e contextualizaram os avanos e perspectivas de continuidade do Dilogo, as parcerias entre empresas e ambientalistas, o desenvolvimento dos projetos piloto, destacando a importncia da participao, compromisso e dedicao de todos, somando esforos para a concluso desta fase do Dilogo Florestal. Na continuidade, Cristina Moreno, representando a Veracel Celulose, empresa anfitri deste encontro, fez uma apresentao do Dilogo Florestal para a Mata Atlntica, abordando seus objetivos e histrico, seguidos de uma avaliao e planejamento das aes para 2006 e 2007, com foco nos dois temas definidos como prioritrios para este primeiro perodo do Dilogo: Ordenamento Territorial e Fomento Florestal. Concluindo esta etapa, os participantes se apresentaram e manifestaram suas expectativas, que balizaram o desenvolvimento dos trabalhos.

    Painel de expectativas dos participantes com relao ao Terceiro Encontro do Dilogo

    Florestal Florestal.

    Cristina Moreno na apresentao de abertura do Terceiro Encontro do Dilogo

    Florestal

  • Em um primeiro painel de apresentaes, foram abordadas as experincias de parcerias entre empresas e organizaes ambientalistas no Vale do Rio Doce (MG), na Mesopotmia da biodiversidade (regio compreendida entre os rios Jequitinhonha e Doce, abrangendo o Extremo Sul da Bahia e o Norte do Esprito Santo) e no Vale do Paraba e Capo Bonito (SP). No segundo painel, foram apresentados os dados compilados sobre o fomento Florestal e Ordenamento Territorial, que foram complementados com esclarecimentos, comentrios e sugestes dos participantes, possibilitando uma contextualizao da situao atual e contribuindo com orientaes para o planejamento das aes. Concluindo a programao do primeiro dia de trabalho, foram apresentados os planos de trabalho elaborados para a consecuo de atividades relacionadas ao aprimoramento dos programas de fomento florestal e s experincias de ordenamento territorial. As atividades de ambos os temas foram amplamente discutidas, subsidiando o planejamento de aes futuras do Dilogo Florestal.

    As atividades do segundo dia do encontro foram realizadas na RPPN Estao Veracel, em Santa Cruz de Cabrlia. Esta unidade de conservao, criada em 1999, a maior da categoria RPPN localizada na Mata Atlntica, com 6.069 hectares. L, os participantes se organizaram em dois grupos de trabalho - Fomento Florestal e Ordenamento Territorial para revisarem o plano de trabalho elaborado para cada um dos temas.

    Grupos de trabalho de ordenamento territorial ( esq.) e de fomento florestal, nas instalaes da RPPN Estao Veracel.

    Apresentaes sobre projetos pilotos j em andamento na Mesopotmia (feita por Beto Mesquita, esquerda) e no Rio Doce (com Luiz Paulo Pinto).

  • O terceiro dia do encontro foi iniciado com a apresentao das propostas dos grupos de trabalho, que foram complementadas com as contribuies dos participantes que compunham o outro grupo de trabalho. Finalizando o encontro, foram discutidos os encaminhamentos, que definiram: a consolidao do Dilogo Florestal para a Mata Atlntica de forma contnua e permanente; a ampliao dos atores envolvidos; e, a integrao, socializao e divulgao de informaes.

    Liana Amaral apresentando o plano de trabalho revisado do GT de fomento florestal Em uma avaliao final do terceiro encontro, os participantes manifestaram, de forma livre e espontnea, a satisfao com os resultados alcanados e a confiana nas perspectivas de avano e continuidade, cumprindo os objetivos inicialmente propostos para o Dilogo Florestal para a Mata Atlntica.

    RRRREVISO DOS EVISO DOS EVISO DOS EVISO DOS PPPPLANOS DE LANOS DE LANOS DE LANOS DE TTTTRABALHORABALHORABALHORABALHO Durante o Segundo Encontro do DDDDILOGO ILOGO ILOGO ILOGO FFFFLORESTAL PARA A LORESTAL PARA A LORESTAL PARA A LORESTAL PARA A MMMMATA ATA ATA ATA AAAATLNTICATLNTICATLNTICATLNTICA, os planos de trabalho para FFFFOMENTO OMENTO OMENTO OMENTO FFFFLORESTALLORESTALLORESTALLORESTAL e para OOOORDENAMENTO RDENAMENTO RDENAMENTO RDENAMENTO TTTTERRITORIALERRITORIALERRITORIALERRITORIAL propostos pelos coordenadores dos grupos, j estabelecidos durante o primeiro encontro, foram apresentados e analisados detalhadamente. Foram ento coletadas contribuies do demais participantes. Desta forma foi possvel consolidar novos planos de trabalho para atuao do Dilogo Florestal para a Mata Atlntica (ver relatrio do segundo encontro). Entretanto, com o incio da execuo destes planos, entre o Segundo e o Terceiro Encontros, ficou evidente que uma srie de atividades, que j vinham sendo desenvolvidas por parcerias entre empresas do setor e organizaes ambientalistas, tanto em escala pontual/localizada quanto regional/abrangente, no foram includas nos planos. Por outro lado, observou-se tambm que algumas d