Elie Wiesel- A Noite

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Livro Completo de Elie Wiesel - A noite

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A NOITEELIE WESELPrefcio nova traduopor Elie Wiesel.Se na in!a vida eu fose escrever apenas u livro" este seria o #nico. Assi coo no passado peranece no presente" todos os eus escritosap$s noite" incluindo a%uelas %ue lida co a &'(lia" do Talude"ou teas !ass'dico" profundaente te a sua arca" e no podeser entendida se no tiver lido isto uito antes de eus tra(al!os.Por %ue eu escrevi isso)Ser %ue eu escrevo para no enlou%uecer" ou" pelo contrrio" a enlou%uecera * de copreender a nature+a da loucura" o ienso" aterradorloucura %ue irropeu na !ist$ria e na consci,nciada !uanidade)Era para dei-ar para trs u le.ado de palavras" de e$rias" para a/udarevitar %ue a !ist$ria se repita)Ou foi siplesente para preservar u re.istro da provao %ue eu suportei coou adolescente" e ua idade %uando seu con!eciento da orte e do aldeve ser liitado ao %ue se desco(re na literatura)0 %ue e di.a %ue eu so(revivi para escrevereste te-to. Eu no estou convencido. Eu no sei coo eu so(revivi" eu estavafraca" t'ida" eu no *+ nada para e salvar. 1 ila.re) 2ertaenteno. Se o c3u poderia ou iria reali+ar u ila.re para i"por%ue no para outros ais erecedores do %ue eu) No foi nadaais de c!ance. No entanto" tendo so(revivido" eu precisava daral.u si.ni*cado para a in!a so(reviv,ncia. 4oi para prote.er esse sentido de %ueEu /o.o para o papel ua e-peri,ncia e %ue nada fa+ia %ual%uer sentido)E retrospecto" eu devo confessar %ue eu no sei" ou / nosa(e" o %ue eu %ueria alcanar co in!as palavras. Eu s$ sei %uese esse testeun!o" a in!a vida coo u escritor ou a in!a vida" per'odo deno teria tornado o %ue 35 o de ua testeun!a %ue acreditaele te a o(ri.ao oral de tentar ipedir %ue o inii.o de desfrutarua #ltia vit$ria" peritindo %ue seus cries se/a apa.ados dae$ria !uana.Para !o/e" .raas ao rec36desco(erto docuentos" as provasostra %ue nos prieiros dias de sua ascenso ao poder" oNa+istas na Alean!a coeou a construir ua sociedade na %ual ! apenas!averia lu.ar para os /udeus. Para o * de seu reinado" a suao(/etivo udou5 eles decidira dei-ar para trs u undo e ru'nas e%ue os /udeus parece nunca ter e-istido. 7 por isso %ue e todos os lu.aresna 8#ssia" na 1cr9nia" e na Litu9nia" as Einsat+.ruppenreali+ada a Soluo 4inal" rodando sua %uinaaras e ais de u il!o de /udeus" !oens" ul!eres e crianas" e/o.6los e valas couns enore" cavado oentos antespelas pr$prias v'tias. 1nidades especiais" ento desenterrar ocadveres e %uei6los. Assi" pela prieira ve+ na !ist$ria" os /udeusfora no s$ atou duas ve+es" as ne.ou o enterro e u ceit3rio.7 $(vio %ue a .uerra %ue 0itler e seus c#plicesfoi travada ua .uerra no s$ contra /udeus !oens" ul!eres e crianas"as ta(3 contra a reli.io /udaica" cultura /udaica" a tradio /udaica"portanto" a e$ria /udaica.2ON:EN2I;OS de %ue este per'odo da !ist$ria seria /ul.adou dia" eu sa(ia %ue deve dar testeun!o. Eu ta(3 sa(ia %ue" en%uantoEu tin!a uitas coisas para di+er" eu no ten!o palavras para di+,6las.;olorosaente ciente das in!as liitaostaria de evocar outros ver(os" outrosia.ens" outros .ritos silenciosos. Ainda no estava certo. =as o %ue e-ataenteera ?ele?) ?Ele? era al.o indescrit'vel" escura envolta por edo desendo usurpada" profanado. Todos os dicionrios tin!a para oferecer pareciaa.ros" plidos" se vida. 0avia ua aneira de descrever a #ltia /ornadae carros fec!ados .ado" a #ltia via.e ruo ao descon!ecido) Oua desco(erta de u universo deencial e .eleiras onde ser desuanoera !uano" onde disciplinado" educado !oens e uniforeveio para atar" e crianas inocentes e vel!os cansados veio aorrer) Ou as in#eras separa