Escatologia Mais

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    Apresentao

    Este trabalho no tem a pretenso de ser completo e nem ultimar os acontecimentos nele relatados, mas certamente encontrar-se- em suas pginas, muitas

    respostas a perguntas antigas.

    O mrito do trabalho no nosso, at porque, este um trabalho bibliogrfico,

    com posies prprias sim, mas na sua maioria de outros autores. E, dessa forma o

    mrito deve ser dado aos autores a quem consultamos atravs das suas publicaes.

    A glria, A honra como todo louvor, pertencem ao nosso Senhor Jesus Cristo.

    Lembremos, porm, da palavra dada ao profeta Daniel muitos sero purificados, e embranquecidos, e provados; mas os mpios procedero impiamente, e

    nenhum dos mpios entender, mas os sbios entendero. Dn. 12,10. Estudar Escatologia Bblica estudar as profecias que h na Bblia, e nesse

    particular ela ocupa 70% (setenta por cento) do seu contedo.

    importante, realmente, conhec-las; mas, sobretudo interpret-las

    corretamente, e para que alcancemos xito bom que tenhamos: conhecimento,

    meditao, pacincia, humildade, espiritualidade ou resumindo tudo: Maturidade

    Crist!

    Portanto, atendamos a esta recomendao: no seles as palavras da profecia deste livro; porque prximo esta o tempo.

    Rio de Janeiro, novembro de 2007.

    (a) Pr. Julio Cesar Alves de Sousa.

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    ESCATOLOGIA BBLICA

    INTRODUO

    A Escatologia vem do grego ESCHATON, a doutrina que diz respeito ao fim do mundo presente e ao mundo vindouro. Dela se depreendem vaticnios cujos

    temas so de alcance muito vasto. Alguns deles ainda surgiro (em seu cumprimento)

    no cenrio de nossa histria.

    O cumprimento destas profecias, luz de cada contexto, no depende da

    vontade ou da imaginao humana, mas exclusivamente de Deus (Jr. 1.12).

    Estas predies, em seu contexto geral, so denominados a guisa futurstica

    de A palavra dos profetas... qual bem fazeis em estar atentos, como uma luz que alumia em lugar escuro, at que o dia esclarea, e a estrela da alva aparea em vossos

    coraes. (2 Pe 1.19). H, hoje em dia, grande interesse pelas profecias, tal interesse deve-se aos

    grandes acontecimentos polticos e religiosos na vida de Israel e nas demais naes do

    mundo (Lc. 21. 29,31).

    O povo tem obsesso de conhecer o que vai acontecer no futuro. E assim tem

    sido desde o principio do mundo, os profetas de ambos os testamentos predisseram com

    antecedncia de sculos, no primeiro caso, e at com mincias em vrios de seus

    elementos doutrinrios e profticos.

    O prprio Jesus, desde que irrompeu e com Ele o Reino de Deus, pregava uma Escatologia natural, presente e atual na vida do mundo e da igreja.

    Rio de Janeiro, novembro de 2007.

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    I - O QUE SIGNIFICA ESCATOLOGIA BBLICA?

    1 Definio do Termo.

    O termo escatologia e seus cognatos correspondem doutrina das ltimas coisas. ESCATONdesigna a doutrina que diz respeito ao fim do mundo presente e ao vindouro. Escatologia Bblica assim chamada, porque existe aquela que pode ser

    extra bblica.

    O termo deriva de dois outros termos do grego: ESCATOS, ESCATHON, que

    significa: ltimo, ltima, ltimos (as) e LOGIA que significa Tratado ou Estudo, assim sendo ESCATOLOGIA o Estudo ou Tratado das ltimas Coisas.

    Desde que Cristo irrompeu e com Ele o Reino de Deus, o domnio da Escatologia

    j esta presente misteriosamente entre ns, com o seu peso de promessas e,

    simultaneamente, seu atual julgamento.

    2 Definio do Argumento.

    Existem em o Novo Testamento alguns termos tcnicos que designam o domnio

    presente, atual e futuro, ao mesmo tempo da escatologia na vida da Igreja e na vida do

    mundo. Estes termos, segundo se diz, focalizam com exclusividade este tempo futuro.

    Vejamos:

    a) E nos ltimos dias.... (Jl-2,28 e At- 2,17 e ss). b) Mas o Esprito expressamente diz.... (Itm 4,1a). c) Sabe, porm isto.... (IITm 3,1). d) Havendo Deus antigamente... (Hb 1,1). e) Sabendo primeiro isto... (IPe 3,3a) etc.

    Portanto, a expresso os ltimos dias e seus equivalentes apontam para: A descida do esprito santo em sua plenitude (Jl 2,28; At 2,17 e ss); para a poca do

    evangelho de Cristo (Hb 1,1) e, concomitantemente, para os ltimos dias maus (ITm

    4,1; IITs 3,1; IIPe 3,3).

    E o que vem a ser estas ltimas coisas? De que concerne o nosso estudo, so:

    Estado Intermedirio dos Mortos; O Cu; O Inferno; A 2 vinda de Jesus Cristo; O

    Arrebatamento da Igreja; O Tribunal de Cristo; As Bodas do Cordeiro; A Grande

    Tribulao; A Manifestao de Cristo em Glria; Os Diversos Julgamentos; O

    Milnio; O Juzo Final; O Eterno e Perfeito Estado.

    3 Motivos que levam muitos a dvidas e confuso em Escatologia.

    a) Falta de afinidade do crente com o Esprito Santo (I Co. 2). b) Falsa aplicao dos textos nos sentidos: tempo, lugar. c) Conhecimento bblico desordenado. d) Falsos ensinadores e deturpadores da verdade. e) Pontos difceis de entender realmente (II Pe. 3,15).

    Os temas escatolgicos so encontrados em maior quantidade, nos livros de

    Mateus; I e II Tessalonicenses, Apocalipse; Isaias; Ezequiel; Daniel; Zacarias.

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    Daniel e Apocalipse so considerados livros de revelao escatolgica, sendo que

    Daniel o livro escatolgico do Antigo Testamento e Apocalipse o livro escatolgico

    do Novo Testamento.

    importante saber que os livros de Daniel e Apocalipse combinam-se e

    completam-se. No se deve estudar um sem o outro e este ser um dos alvos do nosso

    estudo. A autenticidade do livro de Daniel, bem como a do Apocalipse, foi atestada pelo

    Senhor Jesus. Veja Mt. 24,15 e Ap. 22,16.

    H um paralelismo notvel entre esses dois livros, porm Daniel se ocupa

    principalmente do TEMPO DOS GENTIOS, Lc. 21,24; J o Apocalipse salienta a PLENITUDE DOS GENTIOS, Rm 11,25. A expresso Tempo dos Gentios, tem a ver com o aspecto Poltico Mundial, referindo-se ao tempo em que os gentios teriam supremacia sobre Israel, e isto comeou

    com o exlio babilnico, por volta do ano 605 AC.

    A expresso Plenitude dos Gentios tem um aspecto espiritual destacando a supremacia celestial da Igreja triunfante contra o mal.

    II) - ANLISE DE ALGUNS CAPTULOS DE DANIEL

    1- DANIEL CAPTULO 2.

    Neste captulo vemos predito o futuro do mundo gentlico na era dos ltimos dias (2,28). Isto alcana os tempos da vinda de Jesus e o estabelecimento do milnio (2,44). A matria proftica deste captulo to importante que vem repetida no captulo

    7. A diferena que no captulo 2 a revelao divina veio por meio de um sonho

    proftico de Nabucodonosor, e no captulo 7 por meio de uma viso proftica.

    Nabucodonosor queria que seus magos, encantadores e feiticeiros lhe contassem o

    que ele sonhara e que no se lembrava mais, como tambm a sua devida interpretao.

    (Dn. 2. 1-5). Depois que Daniel e seus companheiros oraram, Deus deu a ele no

    somente o sonho como tambm a sua interpretao. (Dn. 2,31-35; 36-45).

    O sonho consistia numa grande esttua de extraordinrio esplendor e aparncia

    terrvel, e revela o lado poltico desses imprios mundiais, composta de quatro metais

    distintos.

    2) - A Inferioridade dos Metais e o Declnio dos Imprios Mundiais.

    1 - Metal: Ouro

    Membro: cabea

    Imprio: Babilnia (605 539 A.C.) Dominador: Nabucodonosor

    2 - Metal: Prata

    Membro: Peito e Braos

    Imprio: Coligao Medo-Persa (539 331 A.C.). Dominador: Ciro e Dario

    3 - Metal: Cobre ou Bronze

    Membro: Ventre

    Imprio: Grcia (331 168 A.C.) Dominador: Alexandre

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    4 - Metal: Ferro e Barro

    Membro: Duas pernas e Dez dedos

    Imprio: Roma (168 A.C 476 A.D.) Dominadores: Csares.

    As duas pernas de ferro da esttua (vs. 32-39) so a parte mais longa do corpo, o

    que indica a extenso do imprio romano, do qual somos atualmente uma forma. As

    duas pernas correspondem diviso do imprio romano em Ocidente e Oriente,

    ocorrida em 395 A.D. Os dez dedos nos ps da imagem (vs. 41,42) so dez reis como

    forma ou expresso final do imprio romano, nos ltimos dias da presente dispensao,

    como se v no versculo 44: Mas, nos dias destes reis. Esses dez reis correspondem aos dez chifres do quarto animal de Dn. 7, 24, e aos dez chifres da besta de Ap. 13,1 e

    17,3.

    Trata-se de um poder poltico que existiu, e que no presente momento no existe,

    mas que voltar a existir (era e no est para emergir) Ap. 17.8. Os ps em parte de ferro e em parte de barro (vs. 33, 41-43), como o ferro e barro

    no se misturam isto revela que neste tempo do fim no haver naes unidas. O ferro

    governo ditatorial, totalitrio que hoje cada vez mais aumenta em todos os continentes

    (vs. 40), o barro o governo do povo, democrtico, republicano. O barro formado de

    partculas soltas, o que indica governo do povo, como se apresenta no regime

    democrtico.