Estatuto do Servidor Funcionários Civis do Paraná Lei 6174/70 ?· Estatuto do Servidor Funcionários…

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  • Estatuto do ServidorFuncionrios Civis do Paran Lei 6174/70 - Texto da Lei

    Lei n 6174

    Data 16 de novembro de 1970

    Data DIOE 20/11/1970

    Smula: Estabelece o regime Jurdico dos funcionrios civis do Poder Executivo do Estado do Paran.

    A Assemblia Legislativa do Estado da Paran decretou e eu sanciono a seguinte lei:

    T T U L O I

    CAPTULO NICO

    DISPOSIES PRELIMINARES

    Art. 1. O presente Estatuto estabelece o regime jurdico dos funcionrios civis do Poder Executivo do Estado do Paran.

    Art. 2. Funcionrio a pessoa legalmente investida no cargo pblico, que percebe dos cofres estaduais vencimentos ou remunerao pelos servios prestados.

    T T U L O II

    DOS CARGOS E DA FUNO GRATIFICADA

    CAPTULO I

    DOS CARGOS

    SEO I

    Disposies PreliminaresArt. 3. Cargo o conjunto de atribuies e responsabilidades cometidas a um funcionrio, identificando-se pelas caractersticas de criao por lei, denominao prpria, nmero certo

    e pagamento pelos cofres do Estado.

    Art. 4. Os cargos pblicos do Poder Executivo do Estado do Paran so acessveis a todos os brasileiros, preenchidas as condies prescritas em lei e regulamento.

    Art. 5. A nomeao em carter efetivo para cargo pblico exige aprovao previa em concurso publico de provas e ttulos, salvo as excees legais.

    Art. 6. vedada a atribuio, ao funcionrio, de encargos ou servios diferentes das tarefas prprias do seu cargo, como tal definidas em lei ou regulamento, ressalvado o caso de readaptao por reduo da capacidade fsica e deficincia de sade, na forma do

  • art. 120, inciso I.

    Art. 7. Os cargos podem ser de provimento efetivo ou de provimento em comisso.SEO II

    Dos cargos de Provimento EfetivoArt. 8. Os cargos de provimento efetivo se dispe em classes singulares ou sries de

    classes.

    Pargrafo nico - Declarados extintos ao vagarem, os cargos de provimento efetivo no precisam conformar-se ao disposto neste artigo.

    Art. 9. As classes e sries de classes integram grupos ocupacionais, que se compem em Servios.

    Art. 10. Para os efeitos desta lei:

    I - Classe o agrupamento de cargos da mesma denominao e com iguais atribuies e responsabilidades;

    II - Srie de Classes o conjunto de classes da mesma natureza de trabalho, dispostas hierarquicamente, de acordo com o grau de complexidade ou dificuldade das atribuies e com o nvel de responsabilidade, constituindo a linha natural de promoo do funcionrio;

    III - Grupo Ocupacional o conjunto de sries de classes ou classes que dizem respeito a atividade profissionais correlatas ou afins, quanto natureza os respectivos trabalhos ou ao

    ramo de conhecimentos aplicados em seu desempenho;

    IV - Servio a justaposio de grupos ocupacionais, tendo em vista a similaridade ou a conexidade das respectivas atividades profissionais.

    Art. 11 - As atribuies, responsabilidades e caractersticas pertinentes a cada classe so especificadas em regulamento.

    Pargrafo nico - As especificaes para cada classe compreendem, alm de outros, os seguintes elementos: denominao, cdigo, descrio sinttica das atribuies e

    responsabilidades, exemplos tpicos de tarefas, caractersticas especiais, qualificaes exigidas, forma de recrutamento, linhas de promoo e de acesso.

    SEO III

    Dos cargos de Provimento em ComissoArt. 12 - Os cargos de provimento em comisso se destinam a atender encargos de

    direo, de chefia, de consulta ou de assessoramento.

    1 - Os cargos de que trata este artigo so providos atravs de livre escolha do Chefe do Poder Executivo, por pessoas que renam as condies necessrias investidura no servio

    pblico e competncia profissional.

    2 - A escolha dos ocupantes de cargos em comisso poder recair, ou no, em funcionrios do Estado.

    3. No caso de recair a escolha em funcionrio de rgo pblico no subordinado ao Governo Estadual, o ato de nomeao ser precedido da necessria autorizao da

    autoridade competente.

  • 4. Sempre que o interesse da Administrao o exigir, o Chefe do poder Executivo poder dispensar os requisitos relativos habilitao profissional legalmente indicada em cada

    caso, salvo quando por lei for exigida habilitao de nvel tcnico-cientfico.

    5. A posse em cargo em comisso determina o concomitante afastamento do funcionrio do cargo efetivo de que for titular, ressalvados os casos de acumulao legal comprovada.

    Art.13. As atribuies e responsabilidades dos cargos em comisso so definidas nas leis prprias ou nos regulamentos das respectivas reparties.

    CAPTULO II DO QUADRO DE PESSOAL

    Art. 14 . O Quadro compreende:

    I - Parte Permanente:

    II - Parte Suplementar.

    1. A Parte Permanente integrada pelos cargos de provimento efetivo e em comisso, considerados essenciais Administrao.

    2. A Parte Suplementar agrupa os cargos automaticamente suprimidos, quando vagarem, assim estabelecidas em lei.

    3. A lotao numrica dos rgos da Administrao Direta, a ser atendida com o pessoal integrante do Quadro, regulada por Decreto executivo.

    CAPTULO III

    DA FUNO GRATIFICADAArt. 15. A funo gratificada vantagem acessria ao vencimento do funcionrio, no constitui emprego e atribuda pelo exerccio de encargos de chefia, assessoramento, secretariado e outros para cujo desempenho no se justifique a criao de cargo em

    comisso.

    1. Desde que haja recursos oramentrios para esse fim, o Poder Executivo poder criar funes gratificadas, para atribuies previstas em regulamento prprio, onde se

    estabelecer a competncia para designar os servidores para exerc-las.

    2. A dispensa da funo gratificada cabe autoridade competente para a respectiva designao.

    3. A designao para funo gratificada vigora a partir da data da publicao do respectivo ato, competindo autoridade a que subordinar o funcionrio designado dar-lhe

    exerccio imediato.

    Art. 16. O Chefe do Poder Executivo Estadual a autoridade competente para regulamentar e classificar as funes gratificadas, com base, entre outros, nos princpios de

    hierarquia funcional, analogia das funes, importncia, vulto e complexidade das respectivas atribuies.

    1. Na regulamentao determinar-se- a correlao fundamental entre as atribuies do cargo efetivo e as da funo gratificada, para cujo exerccio for designado o funcionrio.

    2. Sempre que o interesse pblico o exigir, o Chefe do Poder Executivo poder

  • dispensar, em cada caso e temporariamente, a correlao a que lhe alude o pargrafo anterior.

    Art. 17. As gratificaes de funo tem os valores fixados em lei.T T U L O III

    DO PROVIMENTO DOS CARGOS

    CAPTULO I

    DISPOSIES PRELIMINARESArt. 18. Os cargos pblicos so providos por:

    I - nomeao

    II - promoo;

    III - acesso;

    IV - transferncia;

    V - readmisso;

    VI - reintegrao;

    VII - aproveitamento;

    VIII - reverso;

    IX - readaptao;

    Art. 19. A primeira investidura em cargo de provimento efetivo depender de habilitao em concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, asseguradas as mesmas

    oportunidades para todos, observados os casos previstos em lei, em que a investidura dependa tambm de habilitao em curso mantido por instituio oficial do Estado.

    Pargrafo nico - .... Vetado ... .

    Art. 20. Executados os casos de acumulao previstos em lei e verificados pelo rgo competente, no poder o funcionrio, sem prejuzo do seu cargo, ser provido em outro

    cargo efetivo.

    Art. 21. Compete ao Chefe do Poder Executivo prover, por decreto, os cargos pblicos estaduais, na conformidade da Constituio das leis em vigor.

    Art. 22. Pode ser provido em cargo pblico somente quem satisfizer os requisitos seguintes:

    I - ser brasileiro;

    II - ser maior de dezoito anos;

    III - haver cumprido as obrigaes e os encargos militares previstos em lei;

    IV - estar em pleno gozo dos direitos polticos;

  • V - ter boa conduta;

    VI - gozar de boa sade, comprovada em inspeo mdica;

    VII - possuir aptido para o exerccio do cargo;

    VIII - ter satisfeito as condies especiais previstas para determinados cargos.

    Art. 23. Sob pena de responsabilidade da autoridade que der posse, o ato de provimento dever conter as seguintes indicaes:

    I - existncia de vaga, com os elementos capazes de identific-la;

    II- em caso de acumulao de cargos, referncia ao ato ou processo em que foi autorizada.CAPTULO II

    DA NOMEAOArt. 24. A nomeao ser, feita:

    I - em carter vitalcio, nos casos expressamente previstos na Constituio;

    II - em carter efetivo, quando se tratar de nomeao para classe singular ou para classe inicial de srie de classes;

    III - em comisso, quando se tratar de cargo que, em virtude de lei, assim deva ser provido;

    IV - em substituio, no impedimento legal de ocupante de cargo em comisso.

    Art. 25. A nomeao observar o nmero de vagas existentes, obedecer rigorosamente ordem de classificao no concurso e ser feita para a respectiva classe singular ou classe

    inicial da srie de classes, atendido o requisito de aprovao em exame de sade, ressalvados os casos de incapacidade fsica, parcial, que, de acordo com a lei, no impeam

    o exerccio do cargo.

    Art. 26. Ser tornada sem efeito a nomeao quando, por ato ou omisso pelos quais for responsvel o nomeado, a posse no se verificar no prazo estabelecido no art.41.

    CAPTULO III

    DO CONCURSOArt. 27. A realizao de concurso para provimento de cargos do Quadro nico caber ao

    rgo central do Pessoal do Estado.

    Art. 28. Os concursos so de provas ou de provas e ttulos.

    Art. 29. O concurso de que trata o art. 5, ser realizado para o provimento de cargos vagos nas classes iniciais das series de classes ou nas classes singulares que no estejam

    sujeitas a regime de provime