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Estatuto do Servidor - Governo do Estado do Espírito de Documentos/doc-governo/Estatuto_Servidor2...Estatuto do Servidor A Lei Complementar nº 46, publicada em 31/01/1994, institui

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  • Estatuto do Servidor

    A Lei Complementar n 46, publicada em 31/01/1994, institui o Regime Jurdico nico para os servidores pblicos civis da administrao direta, das autarquias e das fundaes do Estado do Esprito Santo, de qualquer dos seus Poderes.

    LEI COMPLEMENTAR N 46

    O GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPRITO SANTO

    Fao saber que a Assemblia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei com exceo do inciso II do art.8. art.46 e pargrafo nico; inciso III do art.60; pargrafo nico do art.102; 1. do art.119; art.298 e ; art.299 e pargrafo nico; art.301 e ; art.303 e pargrafo nico e o art.310 e pargrafo nico:

    TTULO I

    CAPTULO NICO

    DAS DISPOSIES PRELIMINARES

    Art. 1 - Esta Lei Complementar institui o Regime Jurdico nico dos servidores pblicos civis da administrao direta, das autarquias e das fundaes pblicas do Estado do Esprito Santo, de qualquer dos seus Poderes.

    Pargrafo nico - O Regime Jurdico nico de que trata este artigo, tem natureza de direito pblico e regula as condies de provimento dos cargos, os direitos e as vantagens, os deveres e as responsabilidades dos servidores pblicos civis.

    Art. 2 - Servidor pblico a pessoa legalmente investida em cargo pblico.

    Art. 3 - Cargo pblico o conjunto de atribuies e responsabilidades cometidas a um servidor pblico e que tem como caractersticas essenciais a criao por lei, em nmero certo, com denominao prpria, atribuies definidas e pagamento pelos Cofres do Estado.

    Pargrafo nico - Os cargos de provimento efetivo so organizados em carreiras, segundo as diretrizes definidas em lei.

    TTULO II

    DO PROVIMENTO E DA MOVIMENTAO DE PESSOAL

    CAPTULO I

    DAS DISPOSIES GERAIS Seo I

  • Do Provimento

    Art. 4 - Os cargos pblicos podem ser de provimento efetivo e em comisso.

    Art. 5 - A investidura em cargo pblico de provimento efetivo depende de aprovao prvia em concurso pblico de provas ou de provas e ttulos.

    Art. 6 - So requisitos bsicos para o ingresso no servio pblico:

    1. nacionalidade brasileira ou equiparada; 2. quitao com as obrigaes militares e eleitorais; 3. idade mnima de dezoito anos; 4. sanidade fsica e mental comprovada em inspeo mdica oficial; 5. atendimento s condies especiais previstas em lei para determinadas

    carreiras.

    Art. 7 - pessoa portadora de deficincia assegurado o direito de se inscrever em concurso pblico para provimento de cargo cujas atribuies sejam compatveis com sua deficincia.

    Pargrafo nico - Os editais para abertura de concursos pblicos de Provas ou de Provas e Ttulos reservaro percentual de at 20% (vinte por cento) das vagas dos cargos pblicos para candidatos portadores de deficincia.

    (Alterado pela Lei Complementar n 97, de 12/05/97.) - (1)

    Art. 8 - Os cargos pblicos so providos por:

    1. nomeao; 2. ascenso; 3. aproveitamento; 4. reintegrao; 5. reconduo; 6. reverso.

    Verso Vigente de 31/01/94 at 15/05/97 (1) Pargrafo nico - Os editais para abertura de concursos pblicos de provas ou de provas e ttulos reservaro percentual de at cinco por cento das vagas dos cargos pblicos para candidatos portadores de deficincia.

    Art. 9 - Os atos de provimento dos cargos far-se-o:

    1. na administrao direta do Poder Executivo o disposto nos incisos I, IV, V e VI do artigo anterior, por competncia do Governador do Estado e, os demais, do Secretrio de Estado responsvel pela administrao de pessoal;

    2. nos Poderes Legislativo e Judicirio, por competncia da autoridade definida em seus respectivos regimentos;

  • 3. nas autarquias e fundaes pblicas, por competncia do seu dirigente superior.II - nos Poderes Legislativo e Judicirio, por competncia da autoridade definida em seus respectivos regimentos;

    Art. 10 - A investidura em cargo pblico ocorrer com a posse, completando-se com o exerccio.

    Seo I

    Da Funo Gratificada

    Art. 11 - Funo gratificada o encargo de chefia ou outro que a lei determinar, cometido a servidor pblico efetivo, mediante designao

    Pargrafo nico. No mbito do Poder Executivo, so competentes para a expedio dos atos de designao para funes gratificadas os Secretrios de Estado, autoridades de nvel equivalente e dirigentes superiores de autarquias e fundaes pblicas e, nos demais Poderes, a autoridade definida em seus regimentos.

    CAPTULO II

    DA NOMEAO

    Seo I

    Das Disposies Gerais

    Art. 12 - A nomeao far-se-:

    I - em carter efetivo, quando se tratar de cargo de carreira; II- em comisso, para cargo de confiana, de livre nomeao e exonerao.

    Pargrafo nico. Na nomeao para cargo em comisso, dar-se- preferncia ao servidor pblico efetivo ocupante de cargo de carreira tcnica ou profissional, atendidos os requisitos definidos em lei.

    Art. 13 - A nomeao para cargo efetivo dar-se- no incio da carreira, atendidos os pr-requisitos e a prvia habilitao em concurso pblico de prova ou de provas e ttulos na forma do art. 5o., obedecida a ordem de classificao e o prazo de sua validade.

    Pargrafo nico. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor pblico na carreira sero estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes dos planos de carreiras e de vencimentos na administrao pblica estadual e por seu regulamento.

    >Seo II

  • Do Concurso Pblico

    Art. 14 - Os concursos pblicos sero de provas ou de provas e ttulos, complementados, quando exigido, por freqncia obrigatria em programa especfico de formao inicial, observadas as condies prescritas em lei e regulamento.

    Pargrafo nico. O concurso pblico ter validade de at dois anos, podendo ser prorrogado uma nica vez, por igual perodo.

    Art. 15 - O prazo de validade do concurso, o nmero de cargos vagos, os requisitos para inscrio dos candidatos, e as condies de sua realizao sero fixados em edital.

    1. No mbito da administrao direta do Poder Executivo, os concursos pblicos sero realizados pela Secretaria de Estado responsvel pela administrao de pessoal, salvo disposio em contrrio prevista em lei especfica.

    2. Nas autarquias e fundaes pblicas, os concursos pblicos sero realizados pelas prprias entidades sob a superviso e acompanhamento da Secretaria de Estado responsvel pela administrao de pessoal.

    3. assegurada ao sindicato ou, na falta deste, entidade representativa de servidores pblicos, a indicao de um membro para integrar as comisses responsveis pela realizao de concursos.

    Seo III

    Da Posse

    Art. 16 - Posse o ato de aceitao expressa das atribuies, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo pblico, com o compromisso de bem-servir, formalizado com a assinatura do termo prprio pelo empossando ou por seu representante especialmente constitudo para este fim.

    1. S haver posse no caso de provimento de cargo por nomeao na forma do art. 12.

    2. No ato da posse, o empossando apresentar, obrigatoriamente, declarao dos bens e valores que constituem seu patrimnio.

    3. requisito para posse a declarao do empossando de que exerce ou no outro cargo, emprego ou funo pblica.

    4. A posse verificar-se- no prazo de at trinta dias contados da publicao do ato de nomeao.

  • 5. A requerimento do interessado ou de seu representante legal, o prazo para a posse poder ser prorrogado pela autoridade competente, at o mximo de trinta dias a contar do trmino do prazo de que trata o pargrafo anterior.

    6. S poder ser empossado aquele que, em inspeo mdica oficial, for julgado apto fsica e mentalmente para o exerccio do cargo.

    7. O prazo para posse em cargo de carreira, de concursado investido em mandato eletivo, ou licenciado, ser contado a partir do trmino do impedimento, exceto no caso de licena para tratar de interesses particulares ou por motivo de deslocamento do cnjuge, quando a posse dever ocorrer no prazo previsto no 4o..

    8. A posse ser formalizada, no mbito do Poder Executivo:

    a) na secretaria responsvel pela administrao de pessoal, quando se tratar de cargo de provimento efetivo da administrao direta;

    b) nos demais rgos, quando se tratar de cargo de provimento em comisso;

    c) nas autarquias e fundaes pblicas, quanto aos seus respectivos cargos.

    9. Nos demais Poderes a posse ser formalizada no respectivo setor de pessoal.

    10. Ser tornada sem efeito a nomeao, quando a posse no se verificar no prazo legal.

    Seo IV

    Do Exerccio

    Art. 17 - Exerccio o efetivo desempenho, pelo servidor pblico, das atribuies de seu cargo.

    1. de quinze dias o prazo para o servidor pblico entrar em exerccio, contados da data da posse, quando esta for exigida, ou da publicao do ato, nos demais casos.

    2. Ao responsvel pela unidade administrativa onde o servidor pblico tenha sido alocado ou localizado compete dar-lhe exerccio.

    3. No ocorrendo o exerccio no prazo previsto no 1o., o servidor pblico ser exonerado.

    Art. 18 - Ao entrar em exerccio, o servidor pblico apresentar ao rgo competente os elementos necessrios ao seu assentamento individual, regularizao de sua inscrio no rgo previdencirio do Estado e ao cadastramento no PIS/PASEP.

    Art. 19 - O incio, a interrupo e o reincio do exerccio sero registrados nos assentamentos individuais do servidor pblico.

  • Seo V

    Da Jornada de Trabalho e da Freqncia ao Servio

    Art. 20 - A jornada normal de trabalho do servidor pblico estadual ser definida nos respectivos planos de carreiras e de vencimentos, no podendo ultrapassar quarenta e quatro horas semanais, nem oito horas dirias, excetuando-se o regime de turnos, facultada a compensao de horrio e a reduo da jornada mediante acordo coletivo de trabalho.

    Pargrafo nico A jornada normal de trabalho ser de oito horas dirias, para o exerccio de cargo em comisso ou de funo gratificad

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