Estatuto Servidor Municipal de Teresina

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    ESTATUTO DOS SERVIDORES PBLICOS DO MUNICPIO DE TERESINA

    LEI N 2.138, DE 21 DE JULHO DE 1992. 1

    Dispe sobre o Estatuto dos Servidores Pblicos

    do Municpio de Teresina.

    O PREFEITO MUNICIPAL DE TERESINA, Estado do Piau:

    Fao saber que a Cmara Municipal de Teresina aprova e eu sanciono a seguinte Lei:

    TTULO I

    DOS PRINCPIOS FUNDAMENTAIS

    CAPTULO NICO

    DAS DISPOSIES PRELIMINARES

    Art. 1 Este estatuto disciplina o regime jurdico-administrativo dos servidores pblicos da

    administrao direta, das autarquias e das fundaes pblicas do municpio de Teresina, de ambos

    os poderes.

    Pargrafo nico. Servidor pblico municipal, para os efeitos deste estatuto, a pessoa

    legalmente investida em cargo ou funo pblica na administrao direta, autrquica e fundacional

    do municpio de Teresina.

    Art. 2 Os servidores municipais abrangidos por este estatuto sero integrados em planos de

    carreira especficos, conforme dispuser lei prpria.

    Pargrafo nico. O Prefeito e o Presidente da Cmara Municipal, ao proverem os cargos em

    comisso, asseguraro que, pelo menos, 50% (cinqenta por cento) sejam ocupados por servidores

    de carreira dos respectivos Poderes.2

    Art. 3 So direitos funcionais assegurados aos servidores municipais:

    I acesso a qualquer cargo obedecidas s condies e requisitos fixados em lei;

    II irredutibilidade de vencimentos e vantagens de carter permanente;

    III institucionalizao do sistema de mrito para promoo;3

    IV valorizao e dignificao social e funcional do servidor pblico, por profissionalizao e

    aperfeioamento;

    V retribuio pecuniria bsica no inferior ao salrio mnimo nacional;

    VI remunerao do trabalho noturno,4 superior do diurno, na forma estabelecida neste

    estatuto;

    VII remunerao do trabalho extraordinrio com acrscimo de 50% (cinqenta por cento) em

    relao a hora normal;5

    1 Lei n 2.138, de 21 de julho de 1992 atualizada, dentro do possvel, com as vigentes regras da tcnica legislativa, e

    com a nova redao dada atravs da Lei n 2.971, de 16.01.2001; da Lei n 3.121, de 19.08.2002; da Lei

    Complementar n 3.394, de 30.12.2004; da Lei Complementar n 3.535, de 30.06.2006; da Lei Complementar n 3.736,

    de 13.03.2008; e da Lei Complementar n 3.951, de 17.12.2009. Vide, tambm, o Decreto n 5.109, de 04.04.2002, que

    regulamenta o art. 52, da Lei n 2.138/1992, e o Decreto n 5.764, de 26.09.2003. 2 Redao dada pela Lei n 2.971, de 16.01.2001, DOM n 808, de 26.01.2001.

    3 Redao dada pela Lei n 2.971, de 16.01.2001, DOM n 808, de 26.01.2001.

    4 Vide inciso XXXIII do art. 7 da CF, com nova redao dada pela EC n 20/98.

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    VIII gratificaes, adicionais e auxlios na forma estabelecida nesta Lei;

    IX licenas, na forma estabelecida neste estatuto;

    X gozo de frias anuais remuneradas com 1/3 (um tero) a mais da retribuio normal;

    XI observncia de normas tcnicas de sade, higiene e segurana do trabalho, sem prejuzo

    de adicionais remuneratrios por servios penosos, insalubres e/ou perigosos;

    XII aposentadoria, na forma estabelecida, neste estatuto;

    XIII direito de greve e livre associao sindical;

    XIV proibio de diferena de vencimento ou remunerao do exerccio de cargos e de

    nomeao, por motivo de cor, idade, sexo, estado civil, religio e concepo filosfica ou poltica;

    XV inexistncia de limite de idade para o servidor pblico, em atividade, na participao em

    concursos municipais;

    XVI proteo do trabalho ao portador de deficincia, na forma constitucional;

    XVII (REVOGADO) 6

    XVIII isonomia de vencimento para cargos de atribuies iguais ou assemelhadas do poder,

    ou entre servidores dos poderes executivo e legislativo, ressalvadas as vantagens de carter

    individual e as relativas a natureza ou ao local de trabalho;

    XIX pagamento antecipado de 50% (cinqenta por cento) do dcimo terceiro salrio quando

    do gozo das frias anuais na forma estabelecida neste estatuto;

    XX a servidora lactante ter direito ao tempo de 60 (sessenta) minutos dirios para

    amamentao, por um perodo de 03 (trs) meses, a contar do trmino da licena maternidade;

    Art. 4 So deveres funcionais exigidos dos servidores da Administrao Pblica direta,

    autrquica e fundacional, e da Cmara Municipal de Teresina:

    I desempenhar suas atribuies de acordo com as rotinas estabelecidas ou com as

    determinaes recebidas de seus superiores;

    II justificar, em cada caso e de imediato, o no cumprimento do servio cometido ou de parte

    dele;

    III observar todas as normas legais e regulamentares em vigor;

    IV cumprir todas as ordens de seus superiores, salvo quando manifestamente impraticveis,

    abusivas ou ilegais;

    V atender com a mxima presteza e preciso ao pblico externo e interno;

    VI responsabilizar-se direta e permanentemente pelo uso de material e bens patrimoniais;

    VII levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades que vier a conhecer, em

    razo de suas funes;

    VIII guardar sigilo profissional;

    IX ser assduo e pontual ao servio, responsabilizando-se pelas conseqncias de faltas e

    atrasos injustificados;

    X observar conduta funcional e pessoal compatveis com a moralidade profissional e

    administrativa;

    XI representar a instncia superior contra a ilegalidade, omisso ou abuso de poder;

    XII abster-se, sempre, de anonimato;

    XIII observar, nas relaes de trabalho, comportamento adequado a sua qualidade de

    profissional, cidado e indivduo;

    XIV quando em servio, impedir interferncia de problemas pessoais, familiares ou poltico-

    partidrios, com o trabalho;

    XV atender as notificaes para depor ou realizar percias ou vistorias nos procedimentos

    disciplinares;

    5 Redao dada pela Lei n 2.971, de 16.01.2001, DOM n 808, de 26.01.2001

    6 Redao dada pela Lei n 2.971, de 16.01.2001, DOM n 808, de 26.01.2001.

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    XVI atender, nos prazos da Lei ou regulamento, os requerimentos de certides para defesa da

    Fazenda Pblica;

    XVII ser parcimonioso e cauteloso no uso de recursos pblicos, buscando sempre o menor

    custo e o maior lucro social no seu emprego.

    Art. 5 O no cumprimento dos deveres funcionais exigidos do servidor, importar em prejuzo

    dos direitos funcionais assegurados ao mesmo, pelo art. 3, deste estatuto.

    Art. 6 vedado o exerccio gratuito de cargos ou funes pblicas, salvo os casos previstos

    em lei.

    TTULO II

    DOS CARGOS PBLICOS

    CAPTULO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 7 Para os efeitos deste estatuto, consideram-se:

    I Cargo Pblico o cargo ou emprego pblico caracterizado pelo conjunto de atribuies e

    responsabilidades cometidas a um servidor pblico, criado por lei, em nmero certo, com

    denominao prpria e pagamento pelo Municpio; 7

    II Funo Pblica o conjunto de tarefas, atividades e encargos cometidos a um servidor

    pblico:

    a) em carter permanente, nos casos de cargos pblicos; b) em carter transitrio nos casos de cargo em comisso e funo de confiana, esta privativa

    de ocupante de cargo efetivo; 8

    III Quadro de Pessoal o conjunto de cargos efetivos e em comisso e das funes de

    confiana, integrantes da estrutura da Administrao Direta, das autarquias e das fundaes

    pblicas, bem como da Cmara Municipal de Teresina; 9

    Art. 8 Na forma do Pargrafo nico do art. 2, os cargos pblicos so efetivos ou

    comissionados.

    1 Cargo Efetivo aquele destinado a ser preenchido em carter definitivo, exigida

    habilitao em concurso pblico, e organizao em carreira.

    2 Cargo comissionado aquele destinado a ser preenchido por ocupante transitrio, sendo de

    livre provimento e exonerao.

    Art. 9 Os cargos sero organizados em classes e demais desdobramentos previstos em Planos

    de Carreira a serem providos de acordo com os requisitos constitucionais.

    Art. 10. vedado o desvio de funo, no gerando mesmo nenhum efeito legal.

    CAPTULO II

    DO PROVIMENTO

    7 V. Decreto-Lei n 200. V. tambm, art. 37 da CF, com nova redao dada pela EC n 19/98. Vide Lei Federal n

    6.815, de 19.08.80. Com a nova redao dada pela Lei n 2.971, de 16.01.2001, DOM n 808, de 26.01.2001. 8 O inciso II e alneas a e b, com a nova redao dada pela Lei n 2.971, de 16.01.2001, DOM n 808, de 26.01.2001.

    9 Redao dada pela Lei n 2.971, de 16.01.2001, DOM n 808, de 26.01.2001.

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    Art. 11. So requisitos bsicos para investidura em cargo pblico:

    I a nacionalidade brasileira10

    ou equiparada;

    II o gozo dos direitos polticos;

    III a quitao com as obrigaes militares e eleitorais;

    IV o nvel de escolaridade exigido para exerccio de cargo;

    V a idade mnima de dezoito anos;

    VI aptido fsica e mental;

    1 As atribuies do cargo ou emprego podem justificar a exigncia de outros requisitos

    estabelecidos em lei. 11

    2 s pessoas portadoras de deficincia assegurado o direito de se inscrever em concurso

    pblico para provimento de cargo cujas atribuies sejam compatveis com a deficincia de que so

    portadoras sendo reservado aos aprovados o percentual de 3% (trs por cento), ou, no mnimo, 01

    (uma) vaga para provimento, do nm