ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA .estudo da competitividade da indÚstria brasileira

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  • IE/UNICAMP - IEI/UFRJ - FDC - FUNCEX

    Ministrio da Cincia e Tecnologia - MCT

    Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP

    Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico - PADCT

    ESTUDO DA COMPETITIVIDADEDA INDSTRIA BRASILEIRA

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    COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA DEEQUIPAMENTOS DE AUTOMAO INDUSTRIAL

    Nota Tcnica Setorialdo Complexo Eletrnico

    O contedo deste documento deexclusiva responsabilidade da equipetcnica do Consrcio. No representa aopinio do Governo Federal.

    Campinas, 1993

    Documento elaborado pelo consultor Simo Copeliovitch.

    A Comisso de Coordenao - formada por Luciano G. Coutinho (IE/UNICAMP), Joo Carlos Ferraz (IEI/UFRJ), Ablio dos Santos(FDC) e Pedro da Motta Veiga (FUNCEX) - considera que o contedo deste documento est coerente com o Estudo da Competitividade da IndstriaBrasileira (ECIB), incorpora contribuies obtidas nos workshops e servir como subsdio para as Notas Tcnicas Finais de sntese do Estudo.

  • ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA

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    CONSRCIO

    Comisso de Coordenao

    INSTITUTO DE ECONOMIA/UNICAMPINSTITUTO DE ECONOMIA INDUSTRIAL/UFRJ

    FUNDAO DOM CABRALFUNDAO CENTRO DE ESTUDOS DO COMRCIO EXTERIOR

    Instituies Associadas

    SCIENCE POLICY RESEARCH UNIT - SPRU/SUSSEX UNIVERSITYINSTITUTO DE ESTUDOS PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL - IEDI

    NCLEO DE POLTICA E ADMINISTRAO EM CINCIA E TECNOLOGIA - NACIT/UFBADEPARTAMENTO DE POLTICA CIENTFICA E TECNOLGICA - IG/UNICAMP

    INSTITUTO EQUATORIAL DE CULTURA CONTEMPORNEA

    Instituies Subcontratadas

    INSTITUTO BRASILEIRO DE OPINIO PBLICA E ESTATSTICA - IBOPEERNST & YOUNG, SOTEC

    COOPERS & LYBRANDS BIEDERMANN, BORDASCH

    Instituio Gestora

    FUNDAO ECONOMIA DE CAMPINAS - FECAMP

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    EQUIPE DE COORDENAO TCNICA

    Coordenao Geral: Luciano G. Coutinho (UNICAMP-IE)

    Joo Carlos Ferraz (UFRJ-IEI)

    Coordenao Internacional: Jos Eduardo Cassiolato (SPRU)

    Coordenao Executiva: Ana Lucia Gonalves da Silva (UNICAMP-IE)

    Maria Carolina Capistrano (UFRJ-IEI)

    Coord. Anlise dos Fatores Sistmicos: Mario Luiz Possas (UNICAMP-IE)

    Apoio Coord. Anl. Fatores Sistmicos: Mariano F. Laplane (UNICAMP-IE)

    Joo E. M. P. Furtado (UNESP; UNICAMP-IE)

    Coordenao Anlise da Indstria: Lia Haguenauer (UFRJ-IEI)

    David Kupfer (UFRJ-IEI)

    Apoio Coord. Anlise da Indstria: Anibal Wanderley (UFRJ-IEI)

    Coordenao de Eventos: Gianna Sagzio (FDC)

    Contratado por:

    Ministrio da Cincia e Tecnologia - MCTFinanciadora de Estudos e Projetos - FINEPPrograma de Apoio ao Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico - PADCT

    COMISSO DE SUPERVISO

    O Estudo foi supervisionado por uma Comisso formada por:

    Joo Camilo Penna - Presidente Jlio Fusaro Mouro (BNDES)Lourival Carmo Monaco (FINEP) - Vice-Presidente Lauro Fiza Jnior (CIC)Afonso Carlos Corra Fleury (USP) Mauro Marcondes Rodrigues (BNDES)Alton Barcelos Fernandes (MICT) Nelson Back (UFSC)Aldo Sani (RIOCELL) Oskar Klingl (MCT)Antonio dos Santos Maciel Neto (MICT) Paulo Bastos Tigre (UFRJ)Eduardo Gondin de Vasconcellos (USP) Paulo Diedrichsen Villares (VILLARES)Frederico Reis de Arajo (MCT) Paulo de Tarso Paixo (DIEESE)Guilherme Emrich (BIOBRAS) Renato Kasinsky (COFAP)Jos Paulo Silveira (MCT) Wilson Suzigan (UNICAMP)

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    SUMRIO

    RESUMO EXECUTIVO ............................................................................................................ 1

    APRESENTAO ................................................................................................................... 18

    1. PADRO DE CONCORRNCIA E ESTRATGIAS DAS EMPRESAS LDERESNA INDSTRIA MUNDIAL .............................................................................................. 19

    1.1. Caracterizao do Setor................................................................................................. 191.2. Estrutura Industrial e Padres de Concorrncia .............................................................. 231.3. Estratgias Empresariais de Sucesso .............................................................................. 251.4. Fatores de Competitividade............................................................................................ 27

    2. COMPETITIVIDADE DA INDSTRIA BRASILEIRA ...................................................... 28

    2.1. Diagnstico da Competitividade da Indstria Brasileira .................................................. 282.2. Capacitao Tecnolgica ............................................................................................... 342.3. Componentes Microeletrnicos...................................................................................... 362.4. Relaes Capital/Trabalho ............................................................................................. 372.5. Mercosul ....................................................................................................................... 372.6. Oportunidades e Obstculos Competitividade.............................................................. 38

    3. POLTICA INDUSTRIAL E O PAPEL DO ESTADO ......................................................... 40

    3.1. Polticas de Reestruturao Setorial ............................................................................... 433.2. Polticas de Modernizao Produtiva ............................................................................. 473.3. Polticas Relacionadas aos Fatores Sistmicos................................................................ 47

    4. INDICADORES DE COMPETITIVIDADE......................................................................... 51

    5. CONCLUSES .................................................................................................................... 52

    BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................... 54

    RELAO DE TABELAS, QUADROS E FIGURAS.............................................................. 55

    RELAO DE SIGLAS........................................................................................................... 56

    ANEXO: PESQUISA DE CAMPO - ESTATSTICAS BSICAS PARA O SETOR................ 57

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    RESUMO EXECUTIVO

    1. TENDNCIAS INTERNACIONAIS DA COMPETITIVIDADE

    1.1. Caractersticas Estruturais

    O setor de automao industrial um setor de bens de capital eletro-eletrnicos e seusprodutos destinam-se a supervisionar, controlar e comandar o processo produtivo industrial.Como tal, sua evoluo depende do crescimento e/ou da modernizao do parque industrial. Aomesmo tempo, os equipamentos de automao induzem a modernizao da indstria, elevandopatamares de eficincia e flexibilidade.

    As solues e os produtos de automao, numa primeira fase, eram especficos aosdiversos segmentos usurios. Numa segunda fase, prevaleceu a tendncia de reduzir o preo dosprodutos atravs do maior volume de produo. A tendncia mais recente de adaptar produtosde uso geral aos requisitos de automao das diversas plantas industriais, numa tentativa deconciliar o universal com o especfico.

    As solues proprietrias - como SDCDs, sistemas SCADA e computadores especficospara processo - representavam fortes barreiras entrada de novas empresas pelo alto investimentonecessrio para desenvolv-las. O uso de solues de informtica adaptadas automaoindustrial tem sido uma forma de superar estas barreiras.

    Alguns produtos de automao industrial so de produo mais massiva do que outros,como o caso de pequenos controladores programveis utilizados em substituio a rels. Socomponentes de baixo custo e tm aplicao em todo tipo de indstria, incluindo pequenasoficinas de manufatura, e at em residncias. Estes produtos so considerados commodities e sofabricados em larga escala por grandes corporaes que concentram a produo mundial. Emgeral estas empresas possuem tecnologia, recursos financeiros, mercado e centros de pesquisa edesenvolvimento que atendem s necessidades de diversos setores do complexo eletro-eletrnico.Apesar de serem tidos como commodities, as inovaes so frequentes, o que acarreta um ciclo devida curto para os produtos e dispndios elevados em P&D.

    Outros produtos tm uso mais especfico (dedicados) e sua produo tambm apresentagrande concentrao a nvel internacional. Os braos de robs, por exemplo, so fabricados quaseque exclusivamente no Japo e as empresas americanas e europias procuram adicionar valor aosmesmos ao comercializ-los em seus pases. Os fabricantes de robs japoneses so empresas

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    tradicionais do setor eltrico que comearam produzindo bens de capital (Hitachi, Toshiba eMitsubishi) e empresas produtoras de bens de consumo (Matsushita/Panasonic).

    O processo produtivo destes produtos muito avanado tecnologicamente, com fbricastotalmente automatizadas. Os componentes dos cartes (chips) so de ltima gerao e asmontagens utilizam tcnicas avanadas para compactao. O progresso tcnico gira em torno deavanos nos chips, nas arquiteturas de microcomputadores, na mecnica fina e nos acionamentosassociados robtica, nos sistemas de comunicao de dados e nas ferramentas de software.

    Em ambos os segmentos a fixao da marca muito importante pois, apesar daimportncia do preo, sistemas de automao representam, qua