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PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS PROVA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES 1 1º DIA CADERNO AZUL O tempo disponível para estas provas é de quatro horas e trinta minutos. Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação. Quando terminar as provas, entregue ao aplicador este CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA. Você somente poderá deixar o local de prova após decorridas duas horas do início da sua aplicação. Caso permaneça na sala por, no mínimo, quatro horas após o início da prova, você poderá levar este CADERNO DE QUESTÕES. Você será excluído do exame caso: utilize, durante a realização da prova, máquinas e/ou relógios de calcular, bem como rádios, gravadores, headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie; se ausente da sala de provas levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES e/ou o CARTÃO-RESPOSTA antes do prazo estabelecido; aja com incorreção ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicação das provas; se comunique com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma; apresente dado(s) falso(s) na sua identificação pessoal. 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 7 Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 1 a 90, dispostas da seguinte maneira: a. as questões de número 1 a 45 são relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias; b. as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Marque no CARTÃO-RESPOSTA, no espaço apropriado, a opção correspondente à cor desta capa: 1-Azul; 2-Amarela; 3-Branca ou 4-Rosa. ATENÇÃO: se você assinalar mais de uma opção de cor ou deixar todos os campos em branco, sua prova não será corrigida. Verifique, no CARTÃO-RESPOSTA, se os seus dados estão registrados corretamente. Caso haja alguma divergência, comunique-a imediatamente ao aplicador da sala. Após a conferência, escreva e assine seu nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA com caneta esferográfica de tinta preta. Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃO-RESPOSTA. Ele não poderá ser substituído. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções, identificadas com as letras , , , e . Apenas uma responde corretamente à questão. No CARTÃO-RESPOSTA, marque, para cada questão, a letra correspondente à opção escolhida para a resposta, preenchendo todo o espaço compreendido no círculo, com caneta esferográfica de tinta preta. A B C D E Você deve, portanto, assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta. EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO ESSA É A COR DO SEU CADERNO DE PROVAS! MARQUE-A EM SEU CARTÃO-RESPOSTA a. b. c. d. e. 2010 2ª APLICAÇÃO *azul75sab0*

EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO - s3.amazonaws.com · suas necessidades e de se apropriar dos espaços, ... B ameniza os efeitos das chuvas ácidas nos polos ... indústrias siderúrgicas

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PROVA DE CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

PROVA DE CINCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUES SEGUINTES

1

1 DIACADERNO

AZUL

O tempo disponvel para estas provas de quatro horas e trinta minutos.

Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcaes assinaladas no CADERNO DE QUESTES no sero considerados na avaliao.

Quando terminar as provas, entregue ao aplicador este CADERNO DE QUESTES e o CARTO-RESPOSTA.

Voc somente poder deixar o local de prova aps decorridas duas horas do incio da sua aplicao. Caso permanea na sala por, no mnimo, quatro horas aps o incio da prova, voc poder levar este CADERNO DE QUESTES.

Voc ser excludo do exame caso:

utilize, durante a realizao da prova, mquinas e/ou relgios de calcular, bem como rdios, gravadores, headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espcie;

se ausente da sala de provas levando consigo o CADERNO DE QUESTES e/ou o CARTO-RESPOSTA antes do prazo estabelecido;

aja com incorreo ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicao das provas;

se comunique com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma;

apresente dado(s) falso(s) na sua identificao pessoal.

1 8

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Este CADERNO DE QUESTES contm 90 questes numeradas de 1 a 90,

dispostas da seguinte maneira: a. as questes de nmero 1 a 45 so relativas rea de

Cincias Humanas e suas Tecnologias;

b. as questes de nmero 46 a 90 so relativas rea de

Cincias da Natureza e suas Tecnologias.

Marque no CARTO-RESPOSTA, no espao apropriado, a opo

correspondente cor desta capa: 1-Azul; 2-Amarela; 3-Branca ou 4-Rosa.

ATENO: se voc assinalar mais de uma opo de cor ou deixar todos os

campos em branco, sua prova no ser corrigida. Verifique, no CARTO-RESPOSTA, se os seus dados esto registrados

corretamente. Caso haja alguma divergncia, comunique-a imediatamente

ao aplicador da sala.

Aps a conferncia, escreva e assine seu nome nos espaos prprios do

CARTO-RESPOSTA com caneta esferogrfica de tinta preta.

No dobre, no amasse, nem rasure o CARTO-RESPOSTA. Ele no poder

ser substitudo.

Para cada uma das questes objetivas, so apresentadas 5 opes,

identificadas com as letras , , , e . Apenas uma responde

corretamente questo.

No CARTO-RESPOSTA, marque, para cada questo, a letra correspondente

opo escolhida para a resposta, preenchendo todo o espao compreendido

no crculo, com caneta esferogrfica de tinta preta.

A B C D E

Voc deve, portanto,

assinalar apenas uma opo em cada questo. A marcao em mais de uma

opo anula a questo, mesmo que uma das respostas esteja correta.

EXAME NACIONAL DO ENSINO MDIOESSA A COR DO SEU CADERNO DE PROVAS!

MARQUE-A EM SEU CARTO-RESPOSTA

a.

b.

c.

d.

e.

20102 APLICAO

*azul75sab0*

2010*azul75sab1*

CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 1

CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIASQuestes de 1 a 45

Questo 1

Nova Escola, n 226, out. 2009.

A tirinha mostra que o ser humano, na busca de atender

suas necessidades e de se apropriar dos espaos,

A adotou a acomodao evolucionria como forma de

sobrevivncia ao se dar conta de suas deficincias

impostas pelo meio ambiente.

B utilizou o conhecimento e a tcnica para criar

equipamentos que lhe permitiram compensar as

suas limitaes fsicas.

C levou vantagens em relao aos seres de menor

estatura, por possuir um fsico bastante desenvolvido,

que lhe permitia muita agilidade.

D dispensou o uso da tecnologia por ter um organismo

adaptvel aos diferentes tipos de meio ambiente.

E sofreu desvantagens em relao a outras espcies,

por utilizar os recursos naturais como forma de se

apropriar dos diferentes espaos.

Questo 2

Se, por um lado, o ser humano, como animal, parte

integrante da natureza e necessita dela para continuar

sobrevivendo, por outro, como ser social, cada dia mais

sofistica os mecanismos de extrair da natureza recursos que,

ao serem aproveitados, podem alterar de modo profundo a

funcionalidade harmnica dos ambientes naturais.

ROSS, J. L. S. (Org.). Geografia do Brasil. So Paulo: EDUSP, 2005 (adaptado).

A relao entre a sociedade e a natureza vem sofrendo profundas mudanas em razo do conhecimento tcnico. A partir da leitura do texto, identifique a possvel consequncia do avano da tcnica sobre o meio natural.

A A sociedade aumentou o uso de insumos qumicos agrotxicos e fertilizantes e, assim, os riscos de contaminao.

B O homem, a partir da evoluo tcnica, conseguiu explorar a natureza e difundir harmonia na vida social.

C As degradaes produzidas pela explorao dos recursos naturais so reversveis, o que, de certa forma, possibilita a recriao da natureza.

D O desenvolvimento tcnico, dirigido para a recomposio de reas degradadas, superou os efeitos negativos da degradao.

E As mudanas provocadas pelas aes humanas sobre a natureza foram mnimas, uma vez que os recursos utilizados so de carter renovvel.

Questo 3

Um fenmeno importante que vem ocorrendo nas ltimas quatro dcadas o baixo crescimento populacional na Europa, principalmente em alguns pases como Alemanha e ustria, onde houve uma brusca queda na taxa de natalidade. Esse fenmeno especialmente preocupante pelo fato de a maioria desses pases j ter chegado a um ndice inferior ao nvel de renovao da populao, estimado em 2,1 filhos por mulher. A diminuio da natalidade europeia tem vrias causas, algumas de carter demogrfico, outras de carter cultural e socioeconmico.

OLIVEIRA, P. S. Introduo sociologia. So Paulo: tica, 2004 (adaptado).

As tendncias populacionais nesses pases esto relacionadas a uma transformao

A na estrutura familiar dessas sociedades, impactada por mudanas nos projetos de vida das novas geraes.

B no comportamento das mulheres mais jovens, que tm imposto seus planos de maternidade aos homens.

C no nmero de casamentos, que cresceu nos ltimos anos, reforando a estrutura familiar tradicional.

D no fornecimento de penses de aposentadoria, em queda diante de uma populao de maioria jovem.

E na taxa de mortalidade infantil europeia, em contnua ascenso, decorrente de pandemias na primeira infncia.

2010*azul75sab2*

CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 2

Questo 4

A bandeira da Europa no apenas o smbolo da Unio

Europeia, mas tambm da unidade e da identidade

da Europa em sentido mais lato. O crculo de estrelas

douradas representa a solidariedade e a harmonia entre

os povos da Europa.Disponvel em: http://europa.eu/index_pt.htm.

Acesso em: 29 abr. 2010 (adaptado).

A que se pode atribuir a contradio intrnseca entre o que

prope a bandeira da Europa e o cotidiano vivenciado

pelas naes integrantes da Unio Europeia?

A Ao contexto da dcada de 1930, no qual a bandeira foi

forjada e em que se pretendia a fraternidade entre os

povos traumatizados pela Primeira Guerra Mundial.

B Ao fato de que o ideal de equilbrio implcito na

bandeira nem sempre se coaduna com os conflitos e

rivalidades regionais tradicionais.

C Ao fato de que Alemanha e Itlia ainda so vistas

com desconfiana por Inglaterra e Frana mesmo

aps dcadas do final da Segunda Guerra Mundial.

D Ao fato de que a bandeira foi concebida por

portugueses e espanhis, que possuem uma

convivncia mais harmnica do que as demais

naes europeias.

E Ao fato de que a bandeira representa as

aspiraes religiosas dos pases de vocao

catlica, contrapondo-se ao cotidiano das naes

protestantes.

Questo 5

O crescimento rpido das cidades nem sempre

acompanhado, no mesmo ritmo, pelo atendimento de

infraestrutura para a melhoria da qualidade de vida.

A deficincia de redes de gua tratada, de coleta

e tratamento de esgoto, de pavimentao de ruas,

de galerias de guas pluviais, de reas de lazer, de

reas verdes, de ncleos de formao educacional e

profissional, de ncleos de atendimento mdico-sanitrio

comum nessas cidades.

ROSS, J. L. S. (Org.) Geografia do Brasil. So Paulo: EDUSP, 2009 (adaptado).

Sabendo que o acelerado crescimento populacional urbano est articulado com a escassez de recursos financeiros e a dificuldade de implementao de leis de proteo ao meio ambiente, pode-se estabelecer o estmulo a uma relao sustentvel entre conservao e produo a partir

A do aumento do consumo, pela populao mais pobre, de produtos industrializados para o equilibrio da capacidade de consumo entre as classes.

B da seleo e recuperao do lixo urbano, que j uma prtica rotineira nos grandes centros urbanos dos pases em desenvolvimento.

C da diminuio acelerada do uso de recursos naturais, ainda que isso represente perda da qualidade de vida de milhes de pessoas.

D da fabricao de produtos reutilizveis e biodegradveis, evitando-se substituies e descartes, como medidas para a reduo da degradao ambiental.

E da transferncia dos aterros sanitrios para as partes mais perifricas das grandes cidades, visando-se preservao dos ambientes naturais.

Questo 6

O volume de matria-prima recuperado pela reciclagem do lixo est muito abaixo das necessidades da indstria. No entanto, mais que uma forma de responder ao aumento da demanda industrial por matrias-primas e energia, a reciclagem uma forma de reintroduzir o lixo no processo industrial.

SCARLATO, F. C.; PONTIN, J. A. Do nicho ao lixo. So Paulo: Atual, 1992 (adaptado).

A prtica abordada no texto corresponde, no contexto global, a uma situao de sustentabilidade que

A reduz o buraco na camada de oznio nos distritos industriais.

B ameniza os efeitos das chuvas cidas nos polos petroqumicos.

C diminui os efeitos da poluio atmosfrica das indstrias siderrgicas.

D diminui a possibilidade de formao das ilhas de calor nas reas urbanas.

E reduz a utilizao de matrias-primas nas indstrias de bens de consumo.

2010*azul75sab3*

CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 3

Questo 7

O mapa mostra a distribuio de bovinos no bioma amaznico, cuja ocupao foi responsvel pelo desmatamento de significativas extenses de terra na regio. Verifica-se que existem municpios com grande contingente de bovinos, nas reas mais escuras do mapa, entre 750 001 e 1 500 000 cabeas de bovinos.

Produo de Bovinos - Efetivos de Cabeas em 2004 no Bioma Amaznico segundo municpios

Disponvel em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 05 jul. 2008.

A anlise do mapa permite concluir que

A os estados do Par, Mato Grosso e Rondnia detm a maior parte de bovinos em relao ao bioma amaznico.

B os municpios de maior extenso so responsveis pela maior produo de bovinos, segundo mostra a legenda.

C a criao de bovinos a atividade econmica principal nos municpios mostrados no mapa.

D o efetivo de cabeas de bovinos se distribui amplamente pelo bioma amaznico.

E as terras florestadas so as reas mais favorveis ao desenvolvimento da criao de bovinos.

Questo 8 De fato, que alternativa restava aos portugueses, ao se verem diante de uma mata virgem e necessitando de terra para cultivo, a no ser derrubar a mata e atear-lhe fogo? Seria, pois, injusto reprov-los por terem comeado dessa maneira. Toda via, podemos culpar os seus descendentes, e com razo, por continuarem a queimar as florestas quando h agora, no incio do sculo XIX, tanta terra limpa e pronta para o cultivo sua disposio.

SAINT-HILAIRE, A. Viagem s nascentes do rio S. Francisco [1847].

Belo Horizonte: Itatiaia; So Paulo: EDUSP, 1975 (adaptado).

No texto, h informaes sobre a prtica da queimada em diferentes perodos da histria do Brasil. Segundo a anlise apresentada, os portugueses

A evitaram emitir juzo de valor sobre a prtica da queimada.

B consideraram que a queimada era necessria em certas circunstncias.

C concordaram quanto queimada ter sido uma prtica agrcola insuficiente.

D entenderam que a queimada era uma prtica necessria no incio do sc. XIX.

E relacionaram a queimada ao descaso dos agricultores da poca com a terra.

Questo 9

No sculo XIX, para alimentar um habitante urbano, eram

necessrias cerca de 60 pessoas trabalhando no campo.

Essa proporo foi se modificando ao longo destes dois

sculos. Em certos pases, hoje, h um habitante rural

para cada dez urbanos.

SANTOS, M. Metamorfoses do espao habitado. So Paulo: EDUSP, 2008.

O autor expe uma tendncia de aumento de produtividade

agrcola por trabalhador rural, na qual menos pessoas

produzem mais alimentos, que pode ser explicada

A pela exigncia de abastecimento das populaes

urbanas, que trabalham majoritariamente no setor

primrio da economia.

B pela imposio de governos que criam polticas

econmicas para o favorecimento do crdito agrcola.

C pela incorporao homognea dos agricultores s

tcnicas de modernizao, sobretudo na relao

latifndio-minifndio.

D pela dinamizao econmica desse setor e utilizao

de novas tcnicas e equipamentos de produo

pelos agricultores.

E pelo acesso s novas tecnologias, o que fez com que

reas em altas latitudes, acima de 66, passassem a

ser grandes produtoras agrcolas.

2010*azul75sab4*

CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 4

Questo 10

Disponvel em: http://www4.fct.unesp.br. Acesso em: 20 abr. 2010.

A interpretao do mapa indica que, entre 1990 e 2006, a expanso territorial da produo brasileira de soja ocorreu da regio

A Sul em direo s regies Centro-Oeste e Nordeste.

B Sudeste em direo s regies Sul e Centro-Oeste.

C Centro-Oeste em direo s regies Sudeste e Nordeste.

D Norte em direo s regies Sul e Nordeste.

E Nordeste em direo s regies Norte e Centro-Oeste.

A partir do grfico a seguir, responda s questes 11 e 12.

RELAO ENTRE PRODUO E REA PLANTADA NO BRASIL 1980-2008

Disponvel em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 20 jul. 2010.

Questo 11 O grfico mostra a relao da produo de cereais, leguminosas e oleaginosas com a rea plantada no Brasil, no perodo de 1980 a 2008. Verifica-se uma grande variao da produo em comparao rea plantada, o que caracteriza o crescimento daA economia.B rea plantada.C produtividade.D sustentabilidade.E racionalizao.Questo 12 Que transformao ocorrida na agricultura brasileira, nas ltimas dcadas, justifica as variaes apresentadas no grfico?A O aumento do nmero de trabalhadores e menor

necessidade de investimentos.B O progressivo direcionamento da produo de gros

para o mercado interno.C A introduo de novas tcnicas e insumos agrcolas, como

fertilizantes e sementes geneticamente modificadas.D A introduo de mtodos de plantio orgnico, altamente

produtivos, voltados para a exportao em larga escala.E O aumento no crdito rural voltado para a produo

de gros por camponeses da agricultura extensiva.

Questo 13 Os ltimos sculos marcam, para a atividade agrcola, com a humanizao e a mecanizao do espao geogrfico, uma considervel mudana em termos de produtividade: chegou-se, recentemente, constituio de um meio tcnico-cientfico-informacional, caracterstico no apenas da vida urbana, mas tambm do mundo rural, tanto nos pases avanados como nas regies mais desenvolvidas dos pases pobres.

SANTOS, M. Por uma outra globalizao: do pensamento nico conscincia universal. Rio de Janeiro: Record, 2004 (adaptado).

A modernizao da agricultura est associada ao desenvolvimento cientfico e tecnolgico do processo produtivo em diferentes pases. Ao considerar as novas relaes tecnolgicas no campo, verifica-se que aA introduo de tecnologia equilibrou o desenvolvimento

econmico entre o campo e a cidade, refletindo diretamente na humanizao do espao geogrfico nos pases mais pobres.

B tecnificao do espao geogrfico marca o modelo produtivo dos pases ricos, uma vez que pretendem transferir gradativamente as unidades industriais para o espao rural.

C construo de uma infraestrutura cientfica e tecnolgica promoveu um conjunto de relaes que geraram novas interaes socioespaciais entre o campo e a cidade.

D aquisio de mquinas e implementos industriais, incorporados ao campo, proporcionou o aumento da produtividade, libertando o campo da subordinao cidade.

E incorporao de novos elementos produtivos oriundos da atividade rural resultou em uma relao com a cadeia produtiva industrial, subordinando a cidade ao campo.

2010*azul75sab5*

CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 5

Questo 14 Responda sem pestanejar: que pas ocupa a liderana mundial no mercado de etanol? Para alguns, a resposta bvia o Brasil. Afinal, o pas tem o menor preo de produo do mercado, alm de vastas reas disponveis para o plantio de matria-prima. Outros diro que so os EUA, donos da maior produo anual. Nos prximos anos, essa pergunta no deve gerar mais dvida, pois a disputa no se dar em plantaes de cana-de-acar ou nas usinas, mas nos laboratrios altamente sofisticados.

TERRA, L. Conexes: estudos de geografia geral. So Paulo: Moderna, 2009 (adaptado).

A biotecnologia propicia, entre outras coisas, a produo dos biocombustveis, que vm se configurando em importantes formas de energias alternativas. Que impacto possveis pesquisas em laboratrios podem provocar na produo de etanol no Brasil e nos EUA?A Aumento na utilizao de novos tipos de matrias-

primas para a produo do etanol, elevando a produtividade.

B Crescimento da produo desse combustvel, causando, porm, danos graves ao meio ambiente pelo excesso de plantaes de cana-de-acar.

C Estagnao no processo produtivo do etanol brasileiro, j que o pas deixou de investir nesse tipo de tecnologia.

D Elevao nas exportaes de etanol para os EUA, j que a produo interna brasileira maior que a procura, e o produto tem qualidade superior.

E Aumento da fome em ambos os pases, em virtude da produo de cana-de-aucar prejudicar a produo de alimentos.

Questo 15 O movimento operrio ofereceu uma nova resposta ao grito do homem miservel no princpio do sculo XIX. A resposta foi a conscincia de classe e a ambio de classe. Os pobres ento se organizavam em uma classe especfica, a classe operria, diferente da classe dos patres (ou capitalistas). A Revoluo Francesa lhes deu confiana; a Revoluo Industrial trouxe a necessidade da mobilizao permanente.

HOBSBAWM, E. J. A era das revolues. So Paulo: Paz e Terra, 1977.

No texto, analisa-se o impacto das Revolues Francesa e Industrial para a organizao da classe operria. Enquanto a confiana dada pela Revoluo Francesa era originria do significado da vitria revolucionria sobre as classes dominantes, a necessidade da mobilizao permanente, trazida pela Revoluo Industrial, decorria da compreenso de queA a competitividade do trabalho industrial exigia

um permanente esforo de qualificao para o enfrentamento do desemprego.

B a completa transformao da economia capitalista seria fundamental para a emancipao dos operrios.

C a introduo das mquinas no processo produtivo diminua as possibilidades de ganho material para os operrios.

D o progresso tecnolgico geraria a distribuio de riquezas para aqueles que estivessem adaptados aos novos tempos industriais.

E a melhoria das condies de vida dos operrios seria conquistada com as manifestaes coletivas em favor dos direitos trabalhistas.

Questo 16

Disponvel em: http://img15.imageshack.us (adaptado).

A maior frequncia na ocorrncia do fenmeno atmosfrico apresentado na figura relaciona-se a

A concentraes urbano-industriais.B episdios de queimadas florestais.C atividades de extrativismo vegetal.D ndices de pobreza elevados.E climas quentes e muito midos.

Questo 17

A Conveno da ONU sobre Direitos das Pessoas com Deficincias, realizada, em 2006, em Nova York, teve como objetivo melhorar a vida da populao de 650 milhes de pessoas com deficincia em todo o mundo. Dessa conveno foi elaborado e acordado, entre os pases das Naes Unidas, um tratado internacional para garantir mais direitos a esse pblico.

Entidades ligadas aos direitos das pessoas com deficincia acreditam que, para o Brasil, a ratificao do tratado pode significar avanos na implementao de leis no pas.

Disponvel em: http//www.bbc.co.uk. Acesso em: 18 mai. 2010 (adaptado).

No Brasil, as polticas pblicas de incluso social apontam para o discurso, tanto da parte do governo quanto da iniciativa privada, sobre a efetivao da cidadania. Nesse sentido, a temtica da incluso social de pessoas com deficincia

A vem sendo combatida por diversos grupos sociais, em virtude dos elevados custos para a adaptao e manuteno de prdios e equipamentos pblicos.

B est assumindo o status de poltica pblica bem como representa um diferencial positivo de marketing institucional.

C reflete prtica que viabiliza polticas compensatrias voltadas somente para as pessoas desse grupo que esto socialmente organizadas.

D associa-se a uma estratgia de mercado que objetiva atrair consumidores com algum tipo de deficincia, embora esteja descolada das metas da globalizao.

E representa preocupao isolada, visto que o Estado ainda as discrimina e no lhes possibilita meios de integrao sociedade sob a tica econmica.

2010*azul75sab6*

CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 6

Questo 18 Gregrio de Matos definiu, no sculo XVII,

o amor e a sensualidade carnal.O Amor finalmente um embarao de pernas, unio de barrigas, um breve tremor de artrias.Uma confuso de bocas, uma batalha de veias, um rebulio de ancas, quem diz outra coisa besta.

VAINFAS, R. Brasil de todos os pecados. Revista de Histria. Ano1, no 1. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, nov. 2003.

Vilhena descreveu ao seu amigo Filopono, no sculo XVIII, a sensualidade nas ruas de Salvador.

Causa essencial de muitas molstias nesta cidade a desordenada paixo sensual que atropela e relaxa o rigor da Justia, as leis divinas, eclesisticas, civis e criminais. Logo que anoutece, entulham as ruas libidinosos, vadios e ociosos de um e outro sexo. Vagam pelas ruas e, sem pejo, fazem gala da sua torpeza.

VILHENA, L.S. A Bahia no sculo XVIII. Coleo Baiana. v. 1. Salvador: Itapu, 1969 (adaptado).

A sensualidade foi assunto recorrente no Brasil colonial. Opinies se dividiam quando o tema afrontava diretamente os bons costumes. Nesse contexto, contribua para explicar essas divergncias

A a existncia de associaes religiosas que defendiam a pureza sexual da populao branca.

B a associao da sensualidade s parcelas mais abastadas da sociedade.

C o posicionamento liberal da sociedade oitocentista, que reivindicava mudanas de comportamento na sociedade.

D a poltica pblica higienista, que atrelava a sexualidade a grupos socialmente marginais.

E a busca do controle do corpo por meio de discurso ambguo que associava sexo, prazer, libertinagem e pecado.

Questo 19

DEBRET, J. B.; SOUZA, L. M. (Org.). Histria da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na Amrica Portuguesa, v. 1.

So Paulo: Companhia das Letras, 1997.

A imagem retrata uma cena da vida cotidiana dos escravos urbanos no incio do sculo XIX. Lembrando que as

atividades desempenhadas por esses trabalhadores eram diversas, os escravos de aluguel representados na pinturaA vendiam a produo da lavoura cafeeira para os

moradores das cidades.B trabalhavam nas casas de seus senhores e

acompanhavam as donzelas na rua.C realizavam trabalhos temporrios em troca de

pagamento para os seus senhores.D eram autnomos, sendo contratados por outros

senhores para realizarem atividades comerciais.E aguardavam a sua prpria venda aps

desembarcarem no porto.

Questo 20 Chegana

Sou Patax,Sou Xavante e Carriri,Ianommi, sou TupiGuarani, sou Caraj.Sou Pancaruru,Carij, Tupinaj,Sou Potiguar, sou Caet,Ful-ni-, Tupinamb.

Eu atraquei num porto muito seguro,Cu azul, paz e ar puro...Botei as pernas pro ar.Logo sonhei que estava no paraso,Onde nem era preciso dormir para sonhar.

Mas de repente me acordei com a surpresa:Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar.Da grande-nau,Um branco de barba escura,Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar.E assustado dei um pulo da rede,Pressenti a fome, a sede,Eu pensei: vo me acabar.Levantei-me de Borduna j na mo.A, senti no corao,O Brasil vai comear.

NBREGA, A; e FREIRE, W. CD Pernambuco falando para o mundo, 1998.

A letra da cano apresenta um tema recorrente na histria da colonizao brasileira, as relaes de poder entre portugueses e povos nativos, e representa uma crtica ideia presente no chamado mitoA da democracia racial, originado das relaes cordiais

estabelecidas entre portugueses e nativos no perodo anterior ao incio da colonizao brasileira.

B da cordialidade brasileira, advinda da forma como os povos nativos se associaram economicamente aos portugueses, participando dos negcios coloniais aucareiros.

C do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da colonizao.

D da natural miscigenao, resultante da forma como a metrpole incentivou a unio entre colonos, ex-escravas e nativas para acelerar o povoamento da colnia.

E do encontro, que identifica a colonizao portuguesa como pacfica em funo das relaes de troca estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e nativos.

2010*azul75sab7*

CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 7

Questo 21

sublime pergaminho

Libertao geral

A princesa chorou ao receber

A rosa de ouro papal

Uma chuva de flores cobriu o salo

E o negro jornalista

De joelhos beijou a sua mo

Uma voz na varanda do pao ecoou:

Meu Deus, meu Deus

Est extinta a escravido

MELODIA, Z.; RUSSO, N.; MADRUGADA, C. Sublime Pergaminho. Disponvel em http://www. letras.terra.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010.

O samba-enredo de 1968 reflete e refora uma concepo acerca do fim da escravido ainda viva em nossa memria, mas que no encontra respaldo nos estudos histricos mais recentes. Nessa concepo ultrapassada, a abolio apresentada como

A conquista dos trabalhadores urbanos livres, que demandavam a reduo da jornada de trabalho.

B concesso do governo, que ofereceu benefcios aos negros, sem considerao pelas lutas de escravos e abolicionistas.

C ruptura na estrutura socioeconmica do pas, sendo responsvel pela otimizao da incluso social dos libertos.

D fruto de um pacto social, uma vez que agradaria os agentes histricos envolvidos na questo: fazendeiros, governo e escravos.

E forma de incluso social, uma vez que a abolio possibilitaria a concretizao de direitos civis e sociais para os negros.

Questo 22

A hibridez descreve a cultura de pessoas que mantm

suas conexes com a terra de seus antepassados,

relacionando-se com a cultura do local que habitam.

Eles no anseiam retornar sua ptria ou recuperar

qualquer identidade tnica pura ou absoluta; ainda

assim, preservam traos de outras culturas, tradies e

histrias e resistem assimilao.

CASHMORE, E. Dicionrio de relaes tnicas e raciais. So Paulo: Selo Negro, 2000 (adaptado).

Contrapondo o fenmeno da hibridez ideia de pureza cultural, observa-se que ele se manifesta quando

A criaes originais deixam de existir entre os grupos de artistas, que passam a copiar as essncias das obras uns dos outros.

B civilizaes se fecham a ponto de retomarem os seus prprios modelos culturais do passado, antes abandonados.

C populaes demonstram menosprezo por seu patrimnio artstico, apropriando-se de produtos culturais estrangeiros.

D elementos culturais autnticos so descaracterizados e reintroduzidos com valores mais altos em seus lugares de origem.

E intercmbios entre diferentes povos e campos de produo cultural passam a gerar novos produtos e manifestaes.

Questo 23

A dependncia regional maior ou menor da mo de obra escrava teve reflexos polticos importantes no encaminhamento da extino da escravatura. Mas a possibilidade e a habilidade de lograr uma soluo alternativa caso tpico de So Paulo desempenharam, ao mesmo tempo, papel relevante.

FAUSTO, B. Histria do Brasil. So Paulo: EDUSP, 2000.

A crise do escravismo expressava a difcil questo em torno da substituio da mo de obra, que resultou

A na constituio de um mercado interno de mo de obra livre, constitudo pelos libertos, uma vez que a maioria dos imigrantes se rebelou contra a superexplorao do trabalho.

B no confronto entre a aristocracia tradicional, que defendia a escravido e os privilgios polticos, e os cafeicultores, que lutavam pela modernizao econmica com a adoo do trabalho livre.

C no branqueamento da populao, para afastar o predomnio das raas consideradas inferiores e concretizar a ideia do Brasil como modelo de civilizao dos trpicos.

D no trfico interprovincial dos escravos das reas decadentes do Nordeste para o Vale do Paraba, para a garantia da rentabilidade do caf.

E na adoo de formas disfaradas de trabalho compulsrio com emprego dos libertos nos cafezais paulistas, uma vez que os imigrantes foram trabalhar em outras regies do pas.

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Questo 24 O alfaiate pardo Joo de Deus, que, na altura em que foi preso, no tinha mais do que 80 ris e oito filhos, declarava que Todos os brasileiros se fizessem franceses, para viverem em igualdade e abundncia.

MAXWELL, K. Condicionalismos da independncia do Brasil. SILVA, M. N. (Org.)

O imprio luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.

O texto faz referncia Conjurao Baiana. No contexto da crise do sistema colonial, esse movimento se diferenciou dos demais movimentos libertrios ocorridos no Brasil por

A defender a igualdade econmica, extinguindo a propriedade, conforme proposto nos movimentos liberais da Frana napolenica.

B introduzir no Brasil o pensamento e o iderio liberal que moveram os revolucionrios ingleses na luta contra o absolutismo monrquico.

C propor a instalao de um regime nos moldes da repblica dos Estados Unidos, sem alterar a ordem socioeconmica escravista e latifundiria.

D apresentar um carter elitista burgus, uma vez que sofrera influncia direta da Revoluo Francesa, propondo o sistema censitrio de votao.

E defender um governo democrtico que garantisse a participao poltica das camadas populares, influenciado pelo iderio da Revoluo Francesa.

Questo 25 Na antiga Grcia, o teatro tratou de questes como destino, castigo e justia. Muitos gregos sabiam de cor inmeros versos das peas dos seus grandes autores. Na Inglaterra dos sculos XVI e XVII, Shakespeare produziu peas nas quais temas como o amor, o poder, o bem e o mal foram tratados. Nessas peas, os grandes personagens falavam em verso e os demais em prosa. No Brasil colonial, os ndios aprenderam com os jesutas a representar peas de carter religioso.

Esses fatos so exemplos de que, em diferentes tempos e situaes, o teatro uma forma

A de manipulao do povo pelo poder, que controla o teatro.

B de diverso e de expresso dos valores e problemas da sociedade.

C de entretenimento popular, que se esgota na sua funo de distrair.

D de manipulao do povo pelos intelectuais que compem as peas.

E de entretenimento, que foi superada e hoje substituda pela televiso.

Questo 26 Para os amigos po, para os inimigos pau; aos amigos se faz justia, aos inimigos aplica-se a lei.

LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. So Paulo: Alfa Omega.

Esse discurso, tpico do contexto histrico da Repblica Velha e usado por chefes polticos, expressa uma realidade caracterizada

A pela fora poltica dos burocratas do nascente Estado republicano, que utilizavam de suas prerrogativas para controlar e dominar o poder nos municpios.

B pelo controle poltico dos proprietrios no interior do pas, que buscavam, por meio dos seus currais eleitorais, enfraquecer a nascente burguesia brasileira.

C pelo mandonismo das oligarquias no interior do Brasil, que utilizavam diferentes mecanismos assistencialistas e de favorecimento para garantir o controle dos votos.

D pelo domnio poltico de grupos ligados s velhas instituies monrquicas e que no encontraram espao de ascenso poltica na nascente repblica.

E pela aliana poltica firmada entre as oligarquias do Norte e Nordeste do Brasil, que garantiria uma alternncia no poder federal de presidentes originrios dessas regies.

Questo 27

A tica exige um governo que amplie a igualdade entre os cidados. Essa a base da ptria. Sem ela, muitos indivduos no se sentem em casa, experimentam-se como estrangeiros em seu prprio lugar de nascimento.

SILVA, R. R. tica, defesa nacional, cooperao dos povos. OLIVEIRA, E. R (Org.)

Segurana & Defesa Nacional: da competio cooperao regional. So Paulo: Fundao Memorial da Amrica Latina, 2007 (adaptado).

Os pressupostos ticos so essenciais para a estruturao poltica e integrao de indivduos em uma sociedade. De acordo com o texto, a tica corresponde a

A valores e costumes partilhados pela maioria da sociedade.

B preceitos normativos impostos pela coao das leis jurdicas.

C normas determinadas pelo governo, diferentes das leis estrangeiras.

D transferncia dos valores praticados em casa para a esfera social.

E proibio da interferncia de estrangeiros em nossa ptria.

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Questo 28 Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito. Eram pardos, todos nus. Nas mos traziam arcos com suas setas. No fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso tm tanta inocncia como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beios de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros. Os cabelos seus so corredios.

CAMINHA, P. V. Carta. RIBEIRO, D. et al. Viagem pela histria do Brasil: documentos. So Paulo: Companhia das Letras, 1997 (adaptado).

O texto parte da famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, documento fundamental para a formao da identidade brasileira. Tratando da relao que, desde esse primeiro contato, se estabeleceu entre portugueses e indgenas, esse trecho da carta revela a

A preocupao em garantir a integridade do colonizador diante da resistncia dos ndios ocupao da terra.

B postura etnocntrica do europeu diante das caractersticas fsicas e prticas culturais do indgena.

C orientao da poltica da Coroa Portuguesa quanto utilizao dos nativos como mo de obra para colonizar a nova terra.

D oposio de interesses entre portugueses e ndios, que dificultava o trabalho catequtico e exigia amplos recursos para a defesa da posse da nova terra.

E abundncia da terra descoberta, o que possibilitou a sua incorporao aos interesses mercantis portugueses, por meio da explorao econmica dos ndios.

Questo 29 Para o Paraguai, portanto, essa foi uma guerra pela sobrevivncia. De todo modo, uma guerra contra dois gigantes estava fadada a ser um teste debilitante e severo para uma economia de base to estreita. Lopez precisava de uma vitria rpida e, se no conseguisse vencer rapidamente, provavelmente no venceria nunca.

LYNCH, J. As Repblicas do Prata: da Independncia Guerra do Paraguai. BETHELL, Leslie (Org). Histria da Amrica Latina: da Independncia at 1870, v. III. So Paulo: EDUSP, 2004.

A Guerra do Paraguai teve consequncias polticas importantes para o Brasil, pois

A representou a afirmao do Exrcito Brasileiro como um ator poltico de primeira ordem.

B confirmou a conquista da hegemonia brasileira sobre a Bacia Platina.

C concretizou a emancipao dos escravos negros.

D incentivou a adoo de um regime constitucional monrquico.

E solucionou a crise financeira, em razo das indenizaes recebidas.

Questo 30 A soluo militar da crise poltica gerada pela sucesso do presidente Washington Luis em 1929-1930 provoca profunda ruptura institucional no pas. Deposto o presidente, o Governo Provisrio (1930-1934) precisa administrar as diferenas entre as correntes polticas integrantes da composio vitoriosa, herdeira da Aliana Liberal.

LEMOS, R. A revoluo constitucionalista de 1932. SILVA, R. M.; CACHAPUZ, P. B.; LAMARO, S. (Org). Getlio Vargas e seu tempo. Rio de Janeiro: BNDES.

No contexto histrico da crise da Primeira Repblica, verifica-se uma diviso no movimento tenentista. A atuao dos integrantes do movimento liderados por Juarez Tvora, os chamados liberais nos anos 1930, deve ser entendida como

A a aliana com os cafeicultores paulistas em defesa de novas eleies.

B o retorno aos quartis diante da desiluso poltica com a Revoluo de 30.

C o compromisso poltico-institucional com o governo provisrio de Vargas.

D a adeso ao socialismo, reforada pelo exemplo do ex-tenente Lus Carlos Prestes.

E o apoio ao governo provisrio em defesa da descentralizao do poder poltico.

Questo 31 O mestre-sala dos mares

H muito tempo nas guas da GuanabaraO drago do mar reapareceuNa figura de um bravo marinheiroA quem a histria no esqueceu Conhecido como o almirante negroTinha a dignidade de um mestre-salaE ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatasFoi saudado no porto pelas mocinhas francesasJovens polacas e por batalhes de mulatasRubras cascatas jorravam nas costasdos negros pelas pontas das chibatas...

BLANC, A.; BOSCO, J. O mestre-sala dos mares. Disponvel em: www.usinadeletras.com.br. Acesso em: 19 jan. 2009.

Na histria brasileira, a chamada Revolta da Chibata, liderada por Joo Cndido, e descrita na msica, foi

A a rebelio de escravos contra os castigos fsicos, ocorrida na Bahia, em 1848, e repetida no Rio de Janeiro.

B a revolta, no porto de Salvador, em 1860, de marinheiros dos navios que faziam o trfico negreiro.

C o protesto, ocorrido no Exrcito, em 1865, contra o castigo de chibatadas em soldados desertores na Guerra do Paraguai.

D a rebelio dos marinheiros, negros e mulatos, em 1910, contra os castigos e as condies de trabalho na Marinha de Guerra.

E o protesto popular contra o aumento do custo de vida no Rio de Janeiro, em 1917, dissolvido, a chibatadas, pela polcia.

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Questo 32 Os cercamentos do sculo XVIII podem ser considerados como snteses das transformaes que levaram consolidao do capitalismo na Inglaterra. Em primeiro lugar, porque sua especializao exigiu uma articulao fundamental com o mercado. Como se concentravam na atividade de produo de l, a realizao da renda dependeu dos mercados, de novas tecnologias de beneficiamento do produto e do emprego de novos tipos de ovelhas. Em segundo lugar, concentrou-se na inter-relao do campo com a cidade e, num primeiro momento, tambm se vinculou liberao de mo de obra.RODRIGUES, A. E. M. Revolues burguesas. In: REIS FILHO, D. A. et al (Orgs.) O Sculo XX,

v. I. Rio de Janeiro: Civilizao Brasileira, 2000 (adaptado).

Outra consequncia dos cercamentos que teria contribudo para a Revoluo Industrial na Inglaterra foi o

A aumento do consumo interno.B congelamento do salrio mnimo.C fortalecimento dos sindicatos proletrios.D enfraquecimento da burguesia industrial.E desmembramento das propriedades improdutivas.

Questo 33

Sozinho vai descobrindo o caminho

O rdio fez assim com seu av

Rodovia, hidrovia, ferrovia

E agora chegando a infovia

Para alegria de todo o interiorGIL, G. Banda larga cordel. Disponvel em: www.uol.vagalume.com.br.

Acesso em: 16 abr. 2010 (fragmento).

O trecho da cano faz referncia a uma das dinmicas centrais da globalizao, diretamente associada ao processo de

A evoluo da tecnologia da informao.

B expanso das empresas transnacionais.

C ampliao dos protecionismos alfandegrios.

D expanso das reas urbanas do interior.

E evoluo dos fluxos populacionais.

Questo 34

No sculo XX, o transporte rodovirio e a aviao civil aceleraram o intercmbio de pessoas e mercadorias, fazendo com que as distncias e a percepo subjetiva das mesmas se reduzissem constantemente. possvel apontar uma tendncia de universalizao em vrios campos, por exemplo, na globalizao da economia, no armamentismo nuclear, na manipulao gentica, entre outros.

HABERMAS, J. A constelao ps-nacional: ensaios polticos. So Paulo: Littera Mundi, 2001 (adaptado).

Os impactos e efeitos dessa universalizao, conforme descritos no texto, podem ser analisados do ponto de vista moral, o que leva defesa da criao de normas universais que estejam de acordo com

A os valores culturais praticados pelos diferentes povos em suas tradies e costumes locais.

B os pactos assinados pelos grandes lderes polticos, os quais dispem de condies para tomar decises.

C os sentimentos de respeito e f no cumprimento de valores religiosos relativos justia divina.

D os sistemas polticos e seus processos consensuais e democrticos de formao de normas gerais.

E os imperativos tcnico-cientficos, que determinam com exatido o grau de justia das normas.

Questo 35

Disponvel em: www.culturabrasil.org.br. Acesso em: 28 abr. 2010.

A foto revela um momento da Guerra do Vietn (1965-1975), conflito militar cuja cobertura jornalstica utilizou, em grande escala, a fotografia e a televiso. Um dos papis exercidos pelos meios de comunicao na cobertura dessa guerra, evidenciado pela foto, foi

A demonstrar as diferenas culturais existentes entre norte-americanos e vietnamitas.

B defender a necessidade de intervenes armadas em pases comunistas.

C denunciar os abusos cometidos pela interveno militar norte-americana.

D divulgar valores que questionavam as aes do governo vietnamita.

E revelar a superioridade militar dos Estados Unidos da Amrica.

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Questo 36 Os generais abaixo-assinados, de pleno acordo com o Ministro da Guerra, declaram-se dispostos a promover uma ao enrgica junto ao governo no sentido de contrapor medidas decisivas aos planos comunistas e seus pregadores e adeptos, independentemente da esfera social a que pertenam. Assim procedem no exclusivo propsito de salvarem o Brasil e suas instituies polticas e sociais da hecatombe que se mostra prestes a explodir.

Ata de reunio no Ministrio da Guerra, 28/09/1937. BONAVIDES, P.; AMARAL, R. Textos polticos da histria do Brasil, v. 5. Braslia: Senado Federal, 2002 (adaptado).

Levando em conta o contexto poltico-institucional dos anos 1930 no Brasil, pode-se considerar o texto como uma tentativa de justificar a ao militar que iria

A debelar a chamada Intentona Comunista, acabando com a possibilidade da tomada do poder pelo PCB.

B reprimir a Aliana Nacional Libertadora, fechando todos os seus ncleos e prendendo os seus lderes.

C desafiar a Ao Integralista Brasileira, afastando o perigo de uma guinada autoritria para o fascismo.

D instituir a ditadura do Estado Novo, cancelando as eleies de 1938 e reescrevendo a Constituio do pas.

E combater a Revoluo Constitucionalista, evitando que os fazendeiros paulistas retomassem o poder perdido em 1930.

Questo 37 Eu no tenho hoje em dia muito orgulho do Tropicalismo. Foi sem dvida um modo de arrombar a festa, mas arrombar a festa no Brasil fcil. O Brasil uma pequena sociedade colonial, muito mesquinha, muito fraca. VELOSO, C. In: HOLLANDA, H. B.; GONALVES, M. A. Cultura e participao nos anos 60.

So Paulo: Brasiliense, 1995 (adaptado).

O movimento tropicalista, consagrador de diversos msicos brasileiros, est relacionado historicamente

A expanso de novas tecnologias de informao, entre as quais, a Internet, o que facilitou imensamente a sua divulgao mundo afora.

B ao advento da indstria cultural em associao com um conjunto de reivindicaes estticas e polticas durante os anos 1960.

C parceria com a Jovem Guarda, tambm considerada um movimento nacionalista e de crtica poltica ao regime militar brasileiro.

D ao crescimento do movimento estudantil nos anos 1970, do qual os tropicalistas foram aliados na crtica ao tradicionalismo dos costumes da sociedade brasileira.

E identificao esttica com a Bossa Nova, pois ambos os movimentos tinham razes na incorporao de ritmos norte-americanos, como o blues.

Questo 38 A Amrica se tornara a maior fora poltica e financeira do mundo capitalista. Havia se transformado de pas devedor em pas que emprestava dinheiro. Era agora uma nao credora.

HUBERMAN, L. Histria da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1962.

Em 1948, os EUA lanavam o Plano Marshall, que consistiu no emprstimo de 17 bilhes de dlares para que os pases europeus reconstrussem suas economias. Um dos resultados desse plano, para os EUA, foi

A o aumento dos investimentos europeus em indstrias sediadas nos EUA.

B a reduo da demanda dos pases europeus por produtos e insumos agrcolas.

C o crescimento da compra de mquinas e veculos estadunidenses pelos europeus.

D o declnio dos emprstimos estadunidenses aos pases da Amrica Latina e da sia.

E a criao de organismos que visavam regulamentar todas as operaes de crdito.

Questo 39 Ato Institucional n 5 de 13 de dezembro de 1968

Art. 10 Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes polticos, contra a segurana nacional, a ordem econmica e social e a economia popular.

Art. 11 Excluem-se de qualquer apreciao judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato Institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.

Disponvel em: http://www.senado.gov.br. Acesso em: 29 jul. 2010.

O Ato Institucional n 5 considerado por muitos autores um golpe dentro do golpe. Nos artigos do AI-5 selecionados, o governo militar procurou limitar a atuao do Poder Judicirio, porque isso significava

A a substituio da Constituio de 1967.B o incio do processo de distenso poltica.C a garantia legal para o autoritarismo dos juzes.D a ampliao dos poderes nas mos do Executivo.E a revogao dos instrumentos jurdicos implantados

durante o golpe de 1964.

Rascunho

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Questo 40

Disponvel em:http://pimentacomlimao.files.wordpress.com. Acesso em: 17 abr. 2010 (adaptado).

A charge remete ao contexto do movimento que ficou conhecido como Diretas J, ocorrido entre os anos de 1983 e 1984. O elemento histrico evidenciado na imagem

A a insistncia dos grupos polticos de esquerda em realizar atos polticos ilegais e com poucas chances de serem vitoriosos.

B a mobilizao em torno da luta pela democracia frente ao regime militar, cada vez mais desacreditado.

C o dilogo dos movimentos sociais e dos partidos polticos, ento existentes, com os setores do governo interessados em negociar a abertura.

D a insatisfao popular diante da atuao dos partidos polticos de oposio ao regime militar criados no incio dos anos 80.

E a capacidade do regime militar em impedir que as manifestaes polticas acontecessem.

Rascunho

Questo 41 A gente no sabemos escolher presidenteA gente no sabemos tomar conta da genteA gente no sabemos nem escovar os dentesTem gringo pensando que nis indigenteIntil

A gente somos intilMOREIRA, R. Intil. 1983 (fragmento).

O fragmento integra a letra de uma cano gravada em momento de intensa mobilizao poltica. A cano foi censurada por estar associada

A ao rock nacional, que sofreu limitaes desde o incio da ditadura militar.

B a uma crtica ao regime ditatorial que, mesmo em sua fase final, impedia a escolha popular do presidente.

C falta de contedo relevante, pois o Estado buscava, naquele contexto, a conscientizao da sociedade por meio da msica.

D dominao cultural dos Estados Unidos da Amrica sobre a sociedade brasileira, que o regime militar pretendia esconder.

E aluso baixa escolaridade e falta de conscincia poltica do povo brasileiro.

Questo 42

A primeira instituio de ensino brasileira que inclui disciplinas voltadas ao pblico LGBT (lsbicas, gays, bissexuais e transexuais) abriu inscries na semana passada. A grade curricular inspirada em similares dos Estados Unidos da Amrica e da Europa. Ela atender jovens com aulas de expresso artstica, dana e criao de fanzines. aberta a todo o pblico estudantil e tem como principal objetivo impedir a evaso escolar de grupos socialmente discriminados.

poca, 11 jan. 2010 (adaptado).

O texto trata de uma poltica pblica de ao afirmativa voltada ao pblico LGBT. Com a criao de uma instituio de ensino para atender esse pblico, pretende-se

A contribuir para a invisibilidade do preconceito ao grupo LGBT.

B copiar os modelos educacionais dos EUA e da Europa.

C permitir o acesso desse segmento ao ensino tcnico. D criar uma estratgia de proteo e isolamento

desse grupo.E promover o respeito diversidade sexual no sistema

de ensino.

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Questo 43 O meu lugar,

Tem seus mitos e seres de luz,

bem perto de Oswaldo Cruz,

Cascadura, Vaz Lobo, Iraj.

O meu lugar,

sorriso, paz e prazer,

O seu nome doce dizer,

Madureira, ia, Iai.

Madureira, ia, Iai

Em cada esquina um pagode um bar,

Em Madureira.

Imprio e Portela tambm so de l,

Em Madureira.

E no Mercado voc pode comprar

Por uma pechincha voc vai levar,

Um dengo, um sonho pra quem quer sonhar,

Em Madureira.CRUZ, A. Meu lugar. Disponvel em: www.vagalume.uol.com.br. Acesso em: 16 abr. 2010 (fragmento).

A anlise do trecho da cano indica um tipo de interao entre o indivduo e o espao. Essa interao explcita na cano expressa um processo de

A autossegregao espacial.

B excluso sociocultural.

C homogeneizao cultural.

D expanso urbana.

E pertencimento ao espao.

Questo 44

Alexandria comeou a ser construda em 332 a.C., por

Alexandre, o Grande, e, em poucos anos, tornou-se um

polo de estudos sobre matemtica, filosofia e cincia

gregas. Meio sculo mais tarde, Ptolomeu II ergueu uma

enorme biblioteca e um museu que funcionou como

centro de pesquisa. A biblioteca reuniu entre 200 mil e

500 mil papiros e, com o museu, transformou a cidade no

maior ncleo intelectual da poca, especialmente entre

os anos 290 e 88 a.C. A partir de ento, sofreu sucessivos

ataques de romanos, cristos e rabes, o que resultou na

destruio ou perda de quase todo o seu acervo. RIBEIRO, F. Filsofa e mrtir. Aventuras na histria.

So Paulo: Abril. ed. 81, abr. 2010 (adaptado).

A biblioteca de Alexandria exerceu durante certo tempo um papel fundamental para a produo do conhecimento e memria das civilizaes antigas, porque

A eternizou o nome de Alexandre, o Grande, e zelou pelas narrativas dos seus grandes feitos.

B funcionou como um centro de pesquisa acadmica e deu origem s universidades modernas.

C preservou o legado da cultura grega em diferentes reas do conhecimento e permitiu sua transmisso a outros povos.

D transformou a cidade de Alexandria no centro urbano mais importante da Antiguidade.

E reuniu os principais registros arqueolgicos at ento existentes e fez avanar a museologia antiga.

Questo 45 Quando dipo nasceu, seus pais, Laio e Jocasta, os reis de Tebas, foram informados de uma profecia na qual o filho mataria o pai e se casaria com a me. Para evit-la, ordenaram a um criado que matasse o menino. Porm, penalizado com a sorte de dipo, ele o entregou a um casal de camponeses que morava longe de Tebas para que o criasse. dipo soube da profecia quando se tornou adulto. Saiu ento da casa de seus pais para evitar a tragdia. Eis que, perambulando pelos caminhos da Grcia, encontrou-se com Laio e seu squito, que, insolentemente, ordenou que sasse da estrada. dipo reagiu e matou todos os integrantes do grupo, sem saber que entre eles estava seu verdadeiro pai. Continuou a viagem at chegar a Tebas, dominada por uma Esfinge. Ele decifrou o enigma da Esfinge, tornou-se rei de Tebas e casou-se com a rainha, Jocasta, a me que desconhecia.

Disponvel em: http://www.culturabrasil.org. Acesso em: 28 ago. 2010 (adaptado).

No mito dipo Rei, so dignos de destaque os temas do destino e do determinismo. Ambos so caractersticas do mito grego e abordam a relao entre liberdade humana e providncia divina. A expresso filosfica que toma como pressuposta a tese do determinismo :

A Nasci para satisfazer a grande necessidade que eu tinha de mim mesmo. Jean Paul Sartre

B Ter f assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser. Santo Agostinho

C Quem no tem medo da vida tambm no tem medo da morte. Arthur Schopenhauer

D No me pergunte quem sou eu e no me diga para permanecer o mesmo. Michel Foucault

E O homem, em seu orgulho, criou a Deus a sua imagem e semelhana. Friedrich Nietzsche

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CINCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIASQuestes de 46 a 90

Questo 46

A interferncia do homem no meio ambiente tem feito

com que espcies de seres vivos desapaream muito

mais rapidamente do que em pocas anteriores. Vrios

mecanismos de proteo ao planeta tm sido discutidos

por cientistas, organizaes e governantes. Entre esses

mecanismos, destaca-se o acordado na Conveno

sobre a Diversidade Biolgica durante a Rio 92, que

afirma que a nao tem direito sobre a variedade de

vida contida em seu territrio e o dever de conserv-la

utilizando-se dela de forma sustentvel.

A dificuldade encontrada pelo Brasil em seguir o acordo

da Conveno sobre a Diversidade Biolgica decorre,

entre outros fatores, do fato de a

A extino de vrias espcies ter ocorrido em larga escala.

B alta biodiversidade no pas impedir a sua conservao.

C utilizao de espcies nativas de forma sustentvel ser utpica.

D grande extenso de nosso territrio dificultar a sua fiscalizao.

E classificao taxonmica de novas espcies ocorrer de forma lenta.

Questo 47

Em 2009, o municpio maranhense de Bacabal foi fortemente atingido por enchentes, submetendo a populao local a viver em precrias condies durante algum tempo. Em razo das enchentes, os agentes de sade manifestaram, na ocasio, temor pelo aumento dos casos de doenas como, por exemplo, a malria, a leptospirose, a leishmaniose e a esquistossomose.

Cidades inundadas enfrentam aumento de doenas Folha Online. 22 abr. 2009. Disponvel em: http://www1.folha.uol.com.br.

Acesso: em 28 abr. 2010 (adaptado).

Que medidas o responsvel pela promoo da sade da populao afetada pela enchente deveria sugerir para evitar o aumento das doenas mencionadas no texto, respectivamente?

A Evitar o contato com a gua contaminada por mosquitos, combater os percevejos hematfagos conhecidos como barbeiros, eliminar os caramujos do gnero Biomphalaria e combater o mosquito Anopheles.

B Combater o mosquito Anopheles, evitar o contato com a gua suja acumulada pelas enchentes, combater o mosquito flebtomo e eliminar os caramujos do gnero Biomphalaria.

C Eliminar os caramujos do gnero Biomphalaria, combater o mosquito flebtomo, evitar o contato com a gua suja acumulada pelas enchentes e combater o mosquito Aedes.

D Combater o mosquito Aedes, evitar o contato com a gua suja acumulada pelas enchentes, eliminar os caramujos do gnero Biomphalaria e combater os percevejos hematfagos conhecidos como barbeiros.

E Combater o mosquito Aedes, eliminar os caramujos do gnero Biomphalaria, combater o mosquito flebtomo e evitar o contato com a gua contaminada por mosquitos.

Questo 48

No nosso dia a dia deparamo-nos com muitas tarefas pequenas e problemas que demandam pouca energia para serem resolvidos e, por isso, no consideramos a eficincia energtica de nossas aes. No global, isso significa desperdiar muito calor que poderia ainda ser usado como fonte de energia para outros processos. Em ambientes industriais, esse reaproveitamento feito por um processo chamado de cogerao. A figura a seguir ilustra um exemplo de cogerao na produo de energia eltrica.

HINRICHS, R. A.; KLEINBACH, M. Energia e meio ambiente. So Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003 (adaptado).

Em relao ao processo secundrio de aproveitamento de energia ilustrado na figura, a perda global de energia reduzida por meio da transformao de energia

A trmica em mecnica.B mecnica em trmica.C qumica em trmica.D qumica em mecnica.E eltrica em luminosa.

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Questo 49

Cincia Hoje. v. 5, n 27, dez. 1986. Encarte.

Os quadrinhos mostram, por meio da projeo da sombra da rvore e do menino, a sequncia de perodos do dia: matutino, meio-dia e vespertino, que determinada

A pela posio vertical da rvore e do menino.

B pela posio do menino em relao rvore.

C pelo movimento aparente do Sol em torno da Terra.

D pelo fuso horrio especfico de cada ponto da

superfcie da Terra.

E pela estao do ano, sendo que no inverno os dias

so mais curtos que no vero.

Questo 50

A utilizao de clulas-tronco do prprio indivduo (autotransplante) tem apresentado sucesso como terapia medicinal para a regenerao de tecidos e rgos cujas clulas perdidas no tm capacidade de reproduo, principalmente em substituio aos transplantes, que causam muitos problemas devidos rejeio pelos receptores.

O autotransplante pode causar menos problemas de rejeio quando comparado aos transplantes tradicionais, realizados entre diferentes indivduos. Isso porque as

A clulas-tronco se mantm indiferenciadas aps sua introduo no organismo do receptor.

B clulas provenientes de transplantes entre diferentes indivduos envelhecem e morrem rapidamente.

C clulas-tronco, por serem doadas pelo prprio indivduo receptor, apresentam material gentico semelhante.

D clulas transplantadas entre diferentes indivduos se diferenciam em tecidos tumorais no receptor.

E clulas provenientes de transplantes convencionais no se reproduzem dentro do corpo do receptor.

Questo 51 Os frutos so exclusivos das angiospermas, e a disperso das sementes dessas plantas muito importante para garantir seu sucesso reprodutivo, pois permite a conquista de novos territrios. A disperso favorecida por certas caractersticas dos frutos (ex.: cores fortes e vibrantes, gosto e odor agradveis, polpa suculenta) e das sementes (ex.: presena de ganchos e outras estruturas fixadoras que se aderem s penas e pelos de animais, tamanho reduzido, leveza e presena de expanses semelhantes a asas). Nas matas brasileiras, os animais da fauna silvestre tm uma importante contribuio na disperso de sementes e, portanto, na manuteno da diversidade da flora.

CHIARADIA, A. Mini-manual de pesquisa: Biologia. Jun. 2004 (adaptado).

Das caractersticas de frutos e sementes apresentadas, quais esto diretamente associadas a um mecanismo de atrao de aves e mamferos?

A Ganchos que permitem a adeso aos pelos e penas.B Expanses semelhantes a asas que favorecem

a flutuao.C Estruturas fixadoras que se aderem s asas das

aves.D Frutos com polpa suculenta que fornecem energia

aos dispersores.E Leveza e tamanho reduzido das sementes, que

favorecem a flutuao.

Rascunho

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Questo 52

A tabela apresenta dados comparados de respostas de brasileiros, norte-americanos e europeus a perguntas relacionadas compreenso de fatos cientficos pelo pblico leigo. Aps cada afirmativa, entre parnteses, aparece se a afirmativa Falsa ou Verdadeira. Nas trs colunas da direita aparecem os respectivos percentuais de acertos dos trs grupos sobre essas afirmativas.

Pesquisa% respostas certas

Brasileiros Norte-americanos Europeus

Os antibiticos matam tanto vrus quanto bactrias. (Falsa)

41,8 51,0 39,7

Os continentes tm mudado sua posio no decorrer dos milnios. (Verdadeira)

78,1 79,0 81,8

O Homo sapiens originou-se a partir de uma espcie animal anterior. (Verdadeira)

56,4 53,0 68,6

Os eltrons so menores que os tomos. (Verdadeira)

53,6 48,0 41,3

Os primeiros homens viveram no mesmo perodo que os dinossauros. (Falsa)

61,2 48,0 59,4

Percepo pblica de cincia: uma reviso metodolgica e resultados para So Paulo. Indicadores de cincia, tecnologia e inovao em So Paulo. So Paulo: Fapesp, 2004 (adaptado).

De acordo com os dados apresentados na tabela, os norte-americanos, em relao aos europeus e aos brasileiros, demonstram melhor compreender o fato cientfico sobre

A a ao dos antibiticos.

B a origem do ser humano.

C os perodos da pr-histria.

D o deslocamento dos continentes.

E o tamanho das partculas atmicas.

Questo 53

O aquecimento global, ocasionado pelo aumento do efeito estufa, tem como uma de suas causas a disponibilizao acelerada

de tomos de carbono para a atmosfera. Essa disponibilizao acontece, por exemplo, na queima de combustveis fsseis,

como a gasolina, os leos e o carvo, que libera o gs carbnico (CO2) para a atmosfera. Por outro lado, a produo de

metano (CH4), outro gs causador do efeito estufa, est associada pecuria e degradao de matria orgnica em

aterros sanitrios.

Apesar dos problemas causados pela disponibilizao acelerada dos gases citados, eles so imprescindveis vida na

Terra e importantes para a manuteno do equilbrio ecolgico, porque, por exemplo, o

A metano fonte de carbono para os organismos fotossintetizantes.

B metano fonte de hidrognio para os organismos fotossintetizantes.

C gs carbnico fonte de energia para os organismos fotossintetizantes.

D gs carbnico fonte de carbono inorgnico para os organismos fotossintetizantes.

E gs carbnico fonte de oxignio molecular para os organismos heterotrficos aerbios.

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Questo 54 Os espelhos retrovisores, que deveriam auxiliar os motoristas na hora de estacionar ou mudar de pista, muitas vezes causam problemas. que o espelho retrovisor do lado direito, em alguns modelos, distorce a imagem, dando a impresso de que o veculo est a uma distncia maior do que a real.

Este tipo de espelho, chamado convexo, utilizado com o objetivo de ampliar o campo visual do motorista, j que no Brasil se adota a direo do lado esquerdo e, assim, o espelho da direita fica muito distante dos olhos do condutor.

Disponvel em: http://noticias.vrum.com.br. Acesso em: 3 nov. 2010 (adaptado).

Sabe-se que, em um espelho convexo, a imagem formada est mais prxima do espelho do que este est do objeto, o que parece entrar em conflito com a informao apresentada na reportagem. Essa aparente contradio explicada pelo fato de

A a imagem projetada na retina do motorista ser menor do que o objeto.

B a velocidade do automvel afetar a percepo da distncia.

C o crebro humano interpretar como distante uma imagem pequena.

D o espelho convexo ser capaz de aumentar o campo visual do motorista.

E o motorista perceber a luz vinda do espelho com a parte lateral do olho.

Questo 55 Um agricultor, buscando o aumento da produtividade de sua lavoura, utilizou o adubo NPK (nitrognio, fsforo e potssio) com alto teor de sais minerais. A irrigao dessa lavoura feita por canais que so desviados de um rio prximo dela. Aps algum tempo, notou-se uma grande mortandade de peixes no rio que abastece os canais, devido contaminao das guas pelo excesso de adubo usado pelo agricultor.

Que processo biolgico pode ter sido provocado na gua do rio pelo uso do adubo NPK?

A Lixiviao, processo em que ocorre a lavagem do solo, que acaba disponibilizando os nutrientes para a gua do rio.

B Acidificao, processo em que os sais, ao se dissolverem na gua do rio, formam cidos.

C Eutrofizao, ocasionada pelo aumento de fsforo e nitrognio dissolvidos na gua, que resulta na proliferao do fitoplncton.

D Aquecimento, decorrente do aumento de sais dissolvidos na gua do rio, que eleva sua temperatura.

E Denitrificao, processo em que o excesso de nitrognio que chega ao rio disponibilizado para a atmosfera, prejudicando o desenvolvimento dos peixes.

Questo 56 Alguns fatores podem alterar a rapidez das reaes qumicas. A seguir destacam-se trs exemplos no contexto da preparao e da conservao de alimentos:1. A maioria dos produtos alimentcios se conserva por

muito mais tempo quando submetidos refrigerao. Esse procedimento diminui a rapidez das reaes que contribuem para a degradao de certos alimentos.

2. Um procedimento muito comum utilizado em prticas de culinria o corte dos alimentos para acelerar o seu cozimento, caso no se tenha uma panela de presso.

3. Na preparao de iogurtes, adicionam-se ao leite bactrias produtoras de enzimas que aceleram as reaes envolvendo acares e protenas lcteas.

Com base no texto, quais so os fatores que influenciam a rapidez das transformaes qumicas relacionadas aos exemplos 1, 2 e 3, respectivamente?A Temperatura, superfcie de contato e concentrao.B Concentrao, superfcie de contato e catalisadores. C Temperatura, superfcie de contato e catalisadores.D Superfcie de contato, temperatura e concentrao.E Temperatura, concentrao e catalisadores.Questo 57 Atualmente, existem inmeras opes de celulares com telas sensveis ao toque (touchscreen). Para decidir qual escolher, bom conhecer as diferenas entre os principais tipos de telas sensveis ao toque existentes no mercado. Existem dois sistemas bsicos usados para reconhecer o toque de uma pessoa: O primeiro sistema consiste de um painel de vidro

normal, recoberto por duas camadas afastadas por espaadores. Uma camada resistente a riscos colocada por cima de todo o conjunto. Uma corrente eltrica passa atravs das duas camadas enquanto a tela est operacional. Quando um usurio toca a tela, as duas camadas fazem contato exatamente naquele ponto. A mudana no campo eltrico percebida, e as coordenadas do ponto de contato so calculadas pelo computador.

No segundo sistema, uma camada que armazena carga eltrica colocada no painel de vidro do monitor. Quando um usurio toca o monitor com seu dedo, parte da carga eltrica transferida para o usurio, de modo que a carga na camada que a armazena diminui. Esta reduo medida nos circuitos localizados em cada canto do monitor. Considerando as diferenas relativas de carga em cada canto, o computador calcula exatamente onde ocorreu o toque.

Disponvel em: http://eletronicos.hsw.uol.com.br. Acesso em: 18 set. 2010 (adaptado).

O elemento de armazenamento de carga anlogo ao exposto no segundo sistema e a aplicao cotidiana correspondente so, respectivamente,

A receptores televisor.B resistores chuveiro eltrico.C geradores telefone celular.D fusveis caixa de fora residencial.E capacitores flash de mquina fotogrfica.

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Questo 58

Um garoto que passeia de carro com seu pai pela cidade, ao ouvir o rdio, percebe que a sua estao de rdio preferida, a 94,9 FM, que opera na banda de frequncia de megahertz, tem seu sinal de transmisso superposto pela transmisso de uma rdio pirata de mesma frequncia que interfere no sinal da emissora do centro em algumas regies da cidade.

Considerando a situao apresentada, a rdio pirata interfere no sinal da rdio do centro devido

A atenuao promovida pelo ar nas radiaes emitidas.

B maior amplitude da radiao emitida pela estao do centro.

C diferena de intensidade entre as fontes emissoras de ondas.

D menor potncia de transmisso das ondas da emissora pirata.

E semelhana dos comprimentos de onda das radiaes emitidas.

Questo 59

A resistncia eltrica de um fio determinada pela suas dimenses e pelas propriedades estruturais do material. A condutividade () caracteriza a estrutura do material, de tal forma que a resistncia de um fio pode ser determinada conhecendo-se L, o comprimento do fio e A, a rea de seo reta. A tabela relaciona o material sua respectiva resistividade em temperatura ambiente.

Tabela de condutividadeMaterial Condutividade (Sm/mm)Alumnio 34,2

Cobre 61,7Ferro 10,2Prata 62,5

Tungstnio 18,8

Mantendo-se as mesmas dimenses geomtricas, o fio que apresenta menor resistncia eltrica aquele feito de

A tungstnio.B alumnio.C ferro.D cobre.E prata.

Questo 60 O Brasil um dos pases que obtm melhores resultados na reciclagem de latinhas de alumnio. O esquema a seguir representa as vrias etapas desse processo:

Disponvel em: http://ambiente.hsw.uol.com.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).

A temperatura do forno em que o alumnio fundido til tambm porque

A sublima outros metais presentes na lata.B evapora substncias radioativas remanescentes.

C impede que o alumnio seja eliminado em altas temperaturas.D desmagnetiza as latas que passaram pelo processo de triagem.E queima os resduos de tinta e outras substncias presentes na lata.

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Questo 61

A Sndrome da Imunodeficincia Adquirida (AIDS) a manifestao clnica da infeco pelo vrus HIV, que leva, em mdia, oito anos para se manifestar. No Brasil, desde a identificao do primeiro caso de AIDS em 1980 at junho de 2007, j foram identificados cerca de 474 mil casos da doena. O pas acumulou, aproximadamente, 192 mil bitos devido AIDS at junho de 2006, sendo as taxas de mortalidade crescentes at meados da dcada de 1990 e estabilizando-se em cerca de 11 mil bitos anuais desde 1998. [...] A partir do ano 2000, essa taxa se estabilizou em cerca de 6,4 bitos por 100 mil habitantes, sendo esta estabilizao mais evidente em So Paulo e no Distrito Federal.

Disponvel em: http://www.aids.gov.br. Acesso em: 01 maio 2009 (adaptado).

A reduo nas taxas de mortalidade devido AIDS a partir da dcada de 1990 decorrente

A do aumento do uso de preservativos nas relaes sexuais, que torna o vrus HIV menos letal.

B da melhoria das condies alimentares dos soropositivos, a qual fortalece o sistema imunolgico deles.

C do desenvolvimento de drogas que permitem diferentes formas de ao contra o vrus HIV.

D das melhorias sanitrias implementadas nos ltimos 30 anos, principalmente nas grandes capitais.

E das campanhas que estimulam a vacinao contra o vrus e a busca pelos servios de sade.

Questo 62

s vezes, ao abrir um refrigerante, percebe-se que uma parte do produto vaza rapidamente pela extremidade do recipiente. A explicao para esse fato est relacionada perturbao do equilbrio qumico existente entre alguns dos ingredientes do produto, de acordo com a equao:

CO2(g) + H2O(l) H2CO3(aq)

A alterao do equilbrio anterior, relacionada ao vazamento do refrigerante nas condies descritas, tem como consequncia a

A liberao de CO2 para o ambiente.

B elevao da temperatura do recipiente.

C elevao da presso interna no recipiente.

D elevao da concentrao de CO2 no lquido.

E formao de uma quantidade significativa de H2O.

Questo 63 A figura representa uma cadeia alimentar em uma lagoa. As setas indicam o sentido do fluxo de energia entre os componentes dos nveis trficos.

Sabendo-se que o mercrio se acumula nos tecidos vivos, que componente dessa cadeia alimentar apresentar maior teor de mercrio no organismo se nessa lagoa ocorrer um derramamento desse metal?

A As aves, pois so os predadores do topo dessa cadeia e acumulam mercrio incorporado pelos componentes dos demais elos.

B Os caramujos, pois se alimentam das razes das plantas, que acumulam maior quantidade de metal.

C Os grandes peixes, pois acumulam o mercrio presente nas plantas e nos peixes pequenos.

D Os pequenos peixes, pois acumulam maior quantidade de mercrio, j que se alimentam das plantas contaminadas.

E As plantas aquticas, pois absorvem grande quantidade de mercrio da gua atravs de suas razes e folhas.

Rascunho

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Questo 64

Rua da Passagem

Os automveis atrapalham o trnsito.

Gentileza fundamental.

No adianta esquentar a cabea.

Menos peso do p no pedal.

O trecho da msica, de Lenine e Arnaldo Antunes (1999), ilustra a preocupao com o trnsito nas cidades, motivo de uma campanha publicitria de uma seguradora brasileira. Considere dois automveis, A e B, respectivamente conduzidos por um motorista imprudente e por um motorista consciente e adepto da campanha citada. Ambos se encontram lado a lado no instante inicial t = 0 s, quando avistam um semforo amarelo (que indica ateno, parada obrigatria ao se tornar vermelho). O movimento de A e B pode ser analisado por meio do grfico, que representa a velocidade de cada automvel em funo do tempo.

As velocidades dos veculos variam com o tempo em

dois intervalos: (I) entre os instantes 10 s e 20 s; (II) entre

os instantes 30 s e 40 s. De acordo com o grfico, quais

so os mdulos das taxas de variao da velocidade do

veculo conduzido pelo motorista imprudente, em m/s2,

nos intervalos (I) e (II), respectivamente?

A 1,0 e 3,0

B 2,0 e 1,0

C 2,0 e 1,5

D 2,0 e 3,0

E 10,0 e 30,0

Questo 65

Um brinquedo chamado ludio consiste em um pequeno frasco de vidro, parcialmente preenchido com gua, que emborcado (virado com a boca para baixo) dentro de uma garrafa PET cheia de gua e tampada. Nessa situao, o frasco fica na parte superior da garrafa, conforme mostra a FIGURA 1.

FIGURA 1

Quando a garrafa pressionada, o frasco se desloca para baixo, como mostrado na FIGURA 2.

FIGURA 2

Ao apertar a garrafa, o movimento de descida do frasco ocorre porque

A diminui a fora para baixo que a gua aplica no frasco.B aumenta a presso na parte pressionada da garrafa.C aumenta a quantidade de gua que fica dentro do frasco.D diminui a fora de resistncia da gua sobre o frasco.E diminui a presso que a gua aplica na base do frasco.Rascunho

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Questo 66 Segundo Jeffrey M. Smith, pesquisador de um laboratrio que faz anlises de organismos geneticamente modificados, aps a introduo da soja transgnica no Reino Unido, aumentaram em 50% os casos de alergias. O gene que colocado na soja cria uma protena nova que at ento no existia na alimentao humana, a qual poderia ser potencialmente alergnica, explica o pesquisador.

Correio do Estado/MS. 19 abr. 2004 (adaptado).

Considerando-se as informaes do texto, os gros transgnicos que podem causar alergias aos indivduos que iro consumi-los so aqueles que apresentam, em sua composio, protenas

A que podem ser reconhecidas como antignicas pelo sistema imunolgico desses consumidores.

B que no so reconhecidas pelos anticorpos produzidos pelo sistema imunolgico desses consumidores.

C com estrutura primria idntica s j encontradas no sistema sanguneo desses consumidores.

D com sequncia de aminocidos idntica s produzidas pelas clulas brancas do sistema sanguneo desses consumidores.

E com estrutura quaternria idntica dos anticorpos produzidos pelo sistema imunolgico desses consumidores.

Questo 67 O efeito Tyndall um efeito ptico de turbidez provocado pelas partculas de uma disperso coloidal. Foi observado pela primeira vez por Michael Faraday em 1857 e, posteriormente, investigado pelo fsico ingls John Tyndall. Este efeito o que torna possvel, por exemplo, observar as partculas de poeira suspensas no ar por meio de uma rstia de luz, observar gotculas de gua que formam a neblina por meio do farol do carro ou, ainda, observar o feixe luminoso de uma lanterna por meio de um recipiente contendo gelatina.

REIS, M. Completamente Qumica: Fsico-Qumica. So Paulo: FTD, 2001 (adaptado).

Ao passar por um meio contendo partculas dispersas, um feixe de luz sofre o efeito Tyndall devido

A absoro do feixe de luz por este meio. B interferncia do feixe de luz neste meio. C transmisso do feixe de luz neste meio. D polarizao do feixe de luz por este meio. E ao espalhamento do feixe de luz neste meio.Questo 68 Experimentos realizados no sculo XX demonstraram que hormnios femininos e mediadores qumicos atuam no comportamento materno de determinados animais, como cachorros, gatos e ratos, reduzindo o medo e a ansiedade, o que proporciona maior habilidade de orientao espacial. Por essa razo, as fmeas desses animais abandonam a prole momentaneamente, a fim de encontrar alimentos, o que ocorre com facilidade e rapidez. Ainda, so capazes de encontrar rapidamente o caminho de volta para proteger os filhotes.

VARELLA, D. Borboletas da alma: escritos sobre cincia e sade. Companhia das Letras, 2006 (adaptado).

Considerando a situao descrita sob o ponto de vista da hereditariedade e da evoluo biolgica, o comportamento materno decorrente da ao das substncias citadas

A transmitido de gerao a gerao, sendo que indivduos portadores dessas caractersticas tero mais chance de sobreviver e deixar descendentes com as mesmas caractersticas.

B transmitido em intervalos de geraes, alternando descendentes machos e fmeas, ou seja, em uma gerao recebem a caracterstica apenas os machos e, na outra gerao, apenas as fmeas.

C determinado pela ao direta do ambiente sobre a fmea quando ela est no perodo gestacional, portanto todos os descendentes recebero as caractersticas.

D determinado pelas fmeas, na medida em que elas transmitem o material gentico necessrio produo de hormnios e dos mediadores qumicos para sua prole de fmeas, durante o perodo gestacional.

E determinado aps a fecundao, pois os espermatozoides dos machos transmitem as caractersticas para a prole e, ao nascerem, os indivduos so selecionados pela ao do ambiente.

Questo 69 A perda de pelos foi uma adaptao s mudanas ambientais, que foraram nossos ancestrais a deixar a vida sedentria e viajar enormes distncias procura de gua e comida. Junto com o surgimento de membros mais alongados e com a substituio de glndulas apcrinas (produtoras de suor oleoso e de lenta evaporao) por glndulas crinas (suor aquoso e de rpida evaporao), a menor quantidade de pelos teria favorecido a manuteno de uma temperatura corporal saudvel nos trpicos castigados por calor sufocante, em que viveram nossos ancestrais.

Scientific American. Brasil, mar. 2010 (adaptado).

De que maneira o tamanho dos membros humanos poderia estar associado regulao da temperatura corporal?

A Membros mais longos apresentam maior relao superfcie/volume, facilitando a perda de maior quantidade de calor.

B Membros mais curtos tm ossos mais espessos, que protegem vasos sanguneos contra a perda de calor.

C Membros mais curtos desenvolvem mais o panculo adiposo, sendo capazes de reter maior quantidade de calor.

D Membros mais longos possuem pele mais fina e com menos pelos, facilitando a perda de maior quantidade de calor.

E Membros mais longos tm maior massa muscular, capazes de produzir e dissipar maior quantidade de calor.

2010*azul75sab22*

CN - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 22

Questo 70

H vrios tipos de tratamentos de doenas cerebrais que requerem a estimulao de partes do crebro por correntes eltricas. Os eletrodos so introduzidos no crebro para gerar pequenas correntes em reas especficas. Para se eliminar a necessidade de introduzir eletrodos no crebro, uma alternativa usar bobinas que, colocadas fora da cabea, sejam capazes de induzir correntes eltricas no tecido cerebral.

Para que o tratamento de patologias cerebrais com bobinas seja realizado satisfatoriamente, necessrio que

A haja um grande nmero de espiras nas bobinas, o que diminui a voltagem induzida.

B o campo magntico criado pelas bobinas seja constante, de forma a haver induo eletromagntica.

C se observe que a intensidade das correntes induzidas depende da intensidade da corrente nas bobinas.

D a corrente nas bobinas seja contnua, para que o campo magntico possa ser de grande intensidade.

E o campo magntico dirija a corrente eltrica das bobinas para dentro do crebro do paciente.

Questo 71 Um molusco, que vive no litoral oeste dos EUA, pode redefinir tudo o que se sabe sobre a diviso entre animais e vegetais. Isso porque o molusco (Elysia chlorotica) um hbrido de bicho com planta. Cientistas americanos descobriram que o molusco conseguiu incorporar um gene das algas e, por isso, desenvolveu a capacidade de fazer fotossntese. o primeiro animal a se alimentar apenas de luz e CO2, como as plantas.

GARATONI, B. Superinteressante. Edio 276, mar. 2010 (adaptado).

A capacidade de o molusco fazer fotossntese deve estar associada ao fato de o gene incorporado permitir que ele passe a sintetizar

A clorofila, que utiliza a energia do carbono para produzir glicose.

B citocromo, que utiliza a energia da gua para formar oxignio.

C clorofila, que doa eltrons para converter gs carbnico em oxignio.

D citocromo, que doa eltrons da energia luminosa para produzir glicose.

E clorofila, que transfere a energia da luz para compostos orgnicos.

Questo 72 A produo de hormnios vegetais (como a auxina, ligada ao crescimento vegetal) e sua distribuio pelo organismo so fortemente influenciadas por fatores ambientais. Diversos so os estudos que buscam compreender melhor essas influncias. O experimento seguinte integra um desses estudos.

O fato de a planta do experimento crescer na direo horizontal, e no na vertical, pode ser explicado pelo argumento de que o giro faz com que a auxina se

A distribua uniformemente nas faces do caule, estimulando o crescimento de todas elas de forma igual.

B acumule na face inferior do caule e, por isso, determine um crescimento maior dessa parte.

C concentre na extremidade do caule e, por isso, iniba o crescimento nessa parte.

D distribua uniformemente nas faces do caule e, por isso, iniba o crescimento de todas elas.

E concentre na face inferior do caule e, por isso, iniba a atividade das gemas laterais.

Rascunho

2010*azul75sab23*

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Questo 73

Fator de emisso (carbon footprint) um termo utilizado para expressar a quantidade de gases que contribuem para o aquecimento global, emitidos por uma fonte ou processo industrial especfico. Pode-se pensar na quantidade de gases emitidos por uma indstria, uma cidade ou mesmo por uma pessoa. Para o gs CO2, a relao pode ser escrita:

Fator de emisso de CO2Massa de CO2 emitida

Quantidade de material=

O termo quantidade de material pode ser, por exemplo, a massa de material produzido em uma indstria ou a quantidade de gasolina consumida por um carro em um determinado perodo.

No caso da produo do cimento, o primeiro passo a obteno do xido de clcio, a partir do aquecimento do calcrio a altas temperaturas, de acordo com a reao:

CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g)Uma vez processada essa reao, outros compostos inorgnicos so adicionados ao xido de clcio, tendo o cimento formado 62% de CaO em sua composio.

Dados: Massas molares em g/mol CO2 = 44; CaCO3 = 100; CaO = 56.

TREPTOW, R. S. Journal of Chemical Education. v. 87 n 2, fev. 2010 (adaptado).

Considerando as informaes apresentadas no texto, qual , aproximadamente, o fator de emiss