Exercicios Gabarito Resolucao Historia Antiga Exercicios Grecia

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Exerccios de Histria Grcia1) (UFSCar-2002) E muitos a Atenas, para a ptria de gerao divina,reconduzi, vendidos que foram - um injustamente, o outro justamente; e outros por imperiosas obrigaes exilados, e que nem mais a lngua tica falavam, de tantos lugares por que tinham errado; e outros, que aqui mesmo escravido vergonhosa levavam, apavorados diante dos caprichos dos senhores, livres estabeleci. O texto, um fragmento de um poema de Slonarconte ateniense, 594 a.C. - , citado por Aristteles em A Constituio de Atenas, refere-se (A) ao fim da tirania. (B) lei que permitia ao injustiado solicitar reparaes. (C) criao da lei que punia aqueles que conspiravam contra a democracia. (D) abolio da escravido por dvida. (E) instituio da Bul.

2) (FGV-2002) O perodo helenstico foi marcado por grandes transformaes na civilizao grega. Entre suas caractersticas, podemos destacar: A. O desenvolvimento de correntes filosficas que, diante do esvaziamento das atividades polticas das cidadesEstado, faziam do problema tico o centro de suas preocupaes visando, principalmente, o aprimoramento interior do ser humano. B. Um completo afastamento da cultura grega com relao s tradies orientais, decorrente, sobretudo, das rivalidades com os persas e da postura depreciativa que considerava brbaros todos os povos que no falavam o seu idioma. C. A manuteno da autonomia das cidades-Estado, a essa altura articuladas primeiro na Liga de Delos, sob o comando de Atenas e, posteriormente, sob a Liga do Peloponeso, liderada por Esparta. D. A difuso da religio islmica na regio da Macednia, terra natal de Felipe II, conquistador das cidades-Estado gregas. E. O apogeu da cultura helnica representado, principalmente, pelo florescimento da filosofia e do teatro e o estabelecimento da democracia ateniense.

3) (VUNESP-2009) A retirada da LagunaFormao de um corpo de exrcito incumbido de atuar, pelo norte, no alto Paraguai - Distncias e dificuldades de organizao.

Para dar uma idia aproximada dos lugares onde ocorreram, em 1867, os acontecimentos relatados a

seguir, necessrio lembrar que a Repblica do Paraguai, o Estado mais central da Amrica do Sul, aps invadir e atacar simultaneamente o Imprio do Brasil e a Re- pblica Argentina em fins de 1864, encontrava-se, decorridos dois anos, reduzida a defender seu territrio, invadido ao sul pelas foras conjuntas das duas potncias aliadas, s quais se unira um pequeno contingente de tropas fornecido pela Repblica do Uruguai. Do lado sul, o caudaloso Paraguai, um dos afluentes do rio da Prata, oferecia um acesso mais fcil at a fortaleza de Humait, que se transformara, graas sua posio especial, na chave de todo o pas, adquirindo, nesta guerra encarniada, a importncia de Sebastopol na campanha da Crimia. Do lado da provncia brasileira de Mato Grosso, ao norte, as operaes eram infinitamente mais difceis, no apenas porque milhares de quilmetros a separam do litoral do Atlntico, onde se concentram praticamente todos os recursos do Imprio do Brasil, como tambm por causa das cheias do rio Paraguai, cuja poro setentrional, ao atravessar regies planas e baixas, transborda anualmente e inunda grandes extenses de terra. O plano de ataque mais natural, portanto, consistia em subir o rio Paraguai, a partir da Repblica Argentina, at o centro da Repblica do Paraguai, e em desc-lo, pelo lado brasileiro, a partir da capital de Mato Grosso, Cuiab, que os paraguaios no haviam ocupado. Esta combinao de dois esforos simultneos teria sem dvida impedido a guerra de se arrastar por cinco anos consecutivos, mas sua realizao era extraordinariamente difcil, em razo das enormes distncias que teriam de ser percorridas: para se ter uma idia, basta relancear os olhos para o mapa da Amrica do Sul e para o interior em grande parte desabitado do Imprio do Brasil. No momento em que comea esta narrativa, a ateno geral das potncias aliadas estava, pois, voltada quase exclusivamente para o sul, onde se realizavam operaes de guerra em torno de Curupaiti e Humait. O plano primitivo fora praticamente abandonado, ou, pelo menos, outra funo no teria seno submeter s mais terrveis provaes um pequeno corpo de exrcito quase perdido nos vastos espaos desertos do Brasil. Em 1865, no incio da guerra que o presidente do Paraguai, sem outro motivo que a ambio pessoal, suscitara na Lpez, Amrica do Sul, mal amparado no vo pretexto de manter o equilbrio internacional, o Brasil, obrigado a defender sua honra e seus direitos, disps-se resolutamente luta. A fim de enfrentar o inimigo nos pontos onde fosse possvel faz-lo, ocorreu naturalmente a todos o projeto de invadir o Paraguai pelo norte; projetouse uma expedio deste lado. Infelizmente, este projeto de ao diversionria no foi realizado nas propores que sua importncia requeria, com o agravante de que os contingentes acessrios com os quais se contara para aumentar o corpo de exrcito expedicionrio, durante a longa marcha atravs das

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provncias de So Paulo e de Minas Gerais, falharam em grande parte ou desapareceram devido a uma epidemia cruel de varola, bem como s deseres que ela motivou. O avano foi lento: causas variadas, e sobretudo a dificuldade de fornecimento de vveres, provocaram a demora. S em julho pde a fora expedicionria organizar-se em , no alto Paran (a partida do Rio de Janeiro ocorrera em Uberaba abril); contava ento com um efetivo de cerca de 3 mil homens, graas ao reforo de alguns batalhes que o coronel Jos Antnio da Fonseca Galvo havia trazido de Ouro Preto. No sendo esta fora suficiente para tomar a ofensiva, o comandante-em-chefe, Manoel Pedro Drago, conduziu-a para a capital de Mato Grosso, onde esperava aument-la ainda mais. Com esse intuito, o corpo expedicionrio avanou para o noroeste e atingiu as margens do rio Paranaba, quando lhe chegaram ento despachos ministeriais com a ordem expressa de marchar diretamente para o distrito de Miranda, ocupado pelo inimigo. No ponto onde estvamos, esta ordem tinha como conseqncia necessria obrigar-nos a descer de volta at o rio Coxim e em seguida contornar a serra de Maracaju pela base ocidental, invadida anualmente pelas guas do caudaloso Paraguai. A expedio estava condenada a atravessar uma vasta regio infectada pelas febres palustres. A fora chegou ao Coxim no dia 20 de dezembro, sob o comando do coronel Galvo, recm-nomeado comandanteem-chefe e promovido, pouco depois, ao posto de brigadeiro. Destitudo de qualquer valor estratgico, o acampamento de Coxim encontrava-se pelo menos a uma altitude que lhe garantia a salubridade. Contudo, quando a enchente tomou os arredores e o isolou, a tropa sofreu ali cruis privaes, inclusive fome. Aps longas hesitaes, foi necessrio, enfim, aventurarmonos pelos pntanos pestilentos situados ao p da serra; a coluna ficou exposta inicialmente s febres, e uma das primeiras vtimas foi seu infeliz chefe, que expirou s margens do rio Negro; em seguida, arrastou-se depois penosamente at o povoado de Miranda. Ali, uma epidemia climatrica de um novo tipo, a paralisia continuou a dizimar a tropa.reflexa, Quase dois anos haviam decorrido desde nossa partida do Rio de Janeiro. Descrevramos lentamente um imenso circuito de 2112 quilmetros; um tero de nossos homens perecera. (VISCONDE DE TAUNAY (Alfredo dEscragnolle-Taunay). A retirada da Laguna - Episdio da guerra do Paraguai. Traduo de Sergio Medeiros. So Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 35 a 41.) Entre os povos da Antigidade ocidental, a participao efetiva nas guerras era, em geral, entendida como

condio necessria para a participao dos indivduos nas decises polticas das cidades. A democracia nas cidades gregas, em Atenas em particular, tornou-se possvel graas s mudanas na arte da guerra, ocorridas nos sculos VI e V a.C. Que mudanas foram essas?

4) (Mack-2008) Verdadeiros fundadores da filosofia, os pensadores pr-socrticos inauguraram, a partir do sculo VI a.C., uma nova atitude mental ante a realidade material, substituindo progressivamente as elaboraes de cunho mitolgico por especulaes de carter cientficofilosfico. A propsito desse importante momento da histria da filosofia, so feitas as seguintes afirmaes: I. Segundo a tradio, Tales de Mileto foi o primeiro filsofo a tratar a questo da origem e transformao de todas as coisas. Para ele, a gua era o princpio de tudo. II. Atribui-se a Pitgoras de Samos (e a seus seguidores) a idia de que todas as coisas so como os nmeros, ou seja, de que todo o mundo inclusive a alma se forma segundo uma estrutura harmnica. III. Os atomistas (Leucipo de Mileto e Demcrito de Abdera) afirmavam ser toda a matria formada por tomos, ou seja, por partculas minsculas, eternas e indivisveis, que, em movimento, se chocavam entre si, provocando assim o nascimento, a mudana e aniquilamento de todas as coisas. Assinale a) se apenas I correta. b) se apenas II correta. c) se apenas III correta. d) se apenas I e II so corretas. e) se I, II e III so corretas. 5) (FUVEST-2008) A cidade antiga (grega, entre os sculos VIII e IV a.C.) e a cidade medieval (europia, entre os sculos XII e XIV), quando comparadas, apresentam tanto aspectos comuns quanto contrastantes. Indique aspectos que so a) comuns s cidades antiga e medieval. b) especficos de cada uma delas. 6) (UFSCar-2008) Com efeito, como os atenienses molestavam consideravelmente os peloponsios de um modo geral, e principalmente o territrio dos lacedemnios [espartanos], estes pensaram que a melhor maneira de afast-los seria retaliar mandando um exrcito contra os aliados de Atenas, especialmente porque tais aliados poderiam assegurar o sustento do exrcito e estavam chamando os lacedemnios para vir ajud-los, criando condies para que eles se revoltassem. Em adio, os lacedemnios estavam contentes por terem um pretexto para mandar os hilotas para longe, a fim de impedi-los de tentar revoltar-se na situao presente (...) Realmente, por medo de sua juventude e de seu nmero na verdade, a maioria das medid