Exercicios Resolvidos Java

  • View
    14.713

  • Download
    1

Embed Size (px)

Text of Exercicios Resolvidos Java

FICHA PRTICA 1

LABORATRIO BASE DE JAVA6

TIPOS PRIMITIVOS & ESTRUTURAS DE CONTROLO

PROF. F. MRIO MARTINS D I /U M

VERSO 2.0 20 10

F. Mrio Martins

Laboratrios de JAVA: Java Base

2009-2010

FICHA PRTICA 1 LABORATRIO BASE DE JAVASNTESE TERICAJAVA uma linguagem de programao por objectos. Porm, a tecnologia JAVA muito mais do que a linguagem de programao em que se baseia. A figura seguinte mostra a arquitectura de software correspondente ao ambiente JSE6 que necessrio instalar nas nossas mquinas para executarmos e criarmos programas escritos em JAVA (na sua verso mais actual JAVA6).

Figura 1 - Arquitectura JSE6Quando programamos em JAVA6 temos nossa disposio todas estas bibliotecas predefinidas, que possuem disponveis classes para quase todas as mais diferentes funcionalidades necessrias s nossas aplicaes. Porm, o nosso objectivo neste contexto conhecermos o ncleo fundamental da linguagem, e as suas construes bsicas para realizarmos programao sequencial, mas seguindo princpios rigorosos da Engenharia de Software que so mais facilmente respeitados se utilizarmos correctamente caractersticas e propriedades disponveis no paradigma da Programao por Objectos e suas linguagens (cf. C++, C# e JAVA). A execuo de um programa JAVA passa fundamentalmente pela compilao do seu cdigo fonte para um cdigo intermdio, designado byte-code. Este byte-code, que o resultado da compilao, um cdigo standard que poder ser em seguida executado (interpretado) por uma qualquer Java Virtual Machine (JVM). Naturalmente que, para cada sistema operativo e arquitectura, existir uma JVM especfica que interpreta correctamente o byte-code em tal contexto

Laboratrios de JAVA: Java Base

F. Mrio Martins

Pg. 2

(cf. Windows, Linux, Solaris, PDA, Java Card, etc.). Neste facto reside a grande portabilidade e flexibilidade da linguagem JAVA.

Java byte-code (1010100010010001)

Biblioteca de Classes

Java Class Loader

S D K

JVMInterpretador de Java Compilador Just-in-Time

Sistema de Runtime de Java

Sistema Operativo

Hardware

SINTAXE ESSENCIAL 1.- ESTRUTURA BASE DE UM PROGRAMA JAVAEm JAVA tudo so classes. Um programa JAVA uma classe especial que, entre outros, possui obrigatoriamente um mtodo main() pelo qual se inicia a execuo do cdigo do programa. O nome do programa (classe) dever ser igual ao do ficheiro fonte que a contm. Exemplo: a public class Teste1 dever ser guardada no ficheiro Teste1.java.

public class Teste1 { public static void main(String[] args) { // declaraes e cdigo // ............ } }

Porm, e por razes de estruturao do cdigo, nada impede que se criem mtodos externos ao mtodo main() que pertencem igualmente ao programa e que podem ser invocados a partir do mtodo main() e, at, invocarem-se entre si. A figura seguinte mostra este tipo um pouco mais complexo de estruturao do programa, mas que apenas um caso particular do primeiro. Finalmente, e por razes a ver posteriormente, todos estes mtodos devem possuir o atributo static, podendo ser public ou no (usaremos de momento sempre public).

Pg. 3

F. Mrio Martins

Laboratrios de JAVA: Java Base

2009-2010

public class Teste2 { public static metodo_Aux1 (argumentos opcionais) { // .. } public static metodo_Aux2 (argumentos opcionais) { // .. }

public static void main(String[] args) { // ............ // declaraes e cdigo // ............ } }

2.- COMPILAO E EXECUO A PARTIR DE LINHA DE COMANDOSFicheiro fonte: Teste1.java Compilao: > javac Teste1.java Execuo: > java Teste1 cria ficheiro Teste1.class

3.- EDIO, COMPILAO E EXECUO USANDO BLUEJ- Invocar o BlueJ (eventualmente usar opo New Project ); - Criar o ficheiro fonte usando a opo New Class (ou editar ficheiro existente); - Se fizermos apenas Save criado um cone sombreado com o nome do ficheiro criado, que se apresentar a tracejado indicando que no se encontra compilado ainda; - Pode no entanto usar-se a opo Compile imediatamente aps o fim da edio; - Se no existirem erros, aparece o mesmo cone mas sem qualquer tracejado; - Para ficheiros no compilados, clicar no boto direito do rato e executar a opo Compile - Para executar o programa, sobre o cone clicar no boto direito do rato e seleccionar o mtodomain()

- Os resultados so apresentados na Terminal Window do BlueJ EXEMPLO:

EdioLaboratrios de JAVA: Java Base F. Mrio Martins Pg. 4

Execuo

Resultados

4.- TIPOS PRIMITIVOS E OPERADORESOs tipos primitivos de JAVA so os usuais tipos simples que se associam a variveis nas quais pretendemos guardar valores (cf. Pascal, C, etc.). A tabela seguinte mostra os tipos disponveis, gama de valores aceites e nmero de bits de representao.

Tipo

Valores false, true caracter unicode inteiro c/ sinal inteiro c/ sinal inteiro c/ sinal inteiro c/ sinal IEEE 754 FP IEEE 754 FP

Omisso false \u0000 0 0 0 0L 0.0F 0.0

Bits 1 16 8 16 32 64 32 64

Gama de valores false a true \u0000 a \uFFFF -128 a +127 -32768 a +32767 -2147483648 a 2147483647 -1E+20 a 1E+20 3.4E+38 a 1.4E-45 (7 d) 1.8E+308 a 5E-324 (15d)

boolean char byte short int long float double

Tabela 1 Tipos primitivos de Java

5.- DECLARAO E INICIALIZAO DE VARIVEIS.Associadas a um tipo de dados, poderemos ter uma sequncia de declaraes de variveis separadas por vrgulas, eventualmente com atribuies dos valores de expresses para a inicializao de algumas delas, cf. a forma geral e os exemplos seguintes: id_tipo id_varivel [ = valor] [, id_varivel [ = valor ] ] ;int dim = 20, lado, delta = 30; char um = '1'; char newline = '\n'; byte b1 = 0x49; // hexadecimal, cf. 0x como prefixo

Pg. 5

F. Mrio Martins

Laboratrios de JAVA: Java Base

2009-2010long diametro = 34999L; double raio = -1.7E+5; double j = .000000123; // parte inteira igual a 0 int altura = dim + delta; // inicializao usando clculo de expresso

Associados a estes tipos simples existe um conjunto de operadores necessrios sua utilizao, comparao, etc. Vejamos os mais importantes na tabela seguinte.Precedncia 12 11 9 8 4 3 1 Operador Tipos dos Operandos nmero boleano nmero, nmero inteiro, inteiro nmero, nmero nmeros aritmticos primitivos primitivos boleanos boleanos boleano boleano varivel, qualquer Associao D D E E E E E E E E E E E D D D D D D Operao sinal; unrio negao multipl, diviso quoc. int e mdulo soma e subtraco comparao comparao igual valor valor diferente OUEXC lgico OU lgico E condicional OU condicional atribuio atribuio aps oper. atribuio aps oper. atribuio aps oper. atribuio aps oper. atribuio aps oper.

+, ! *, / /,% +, = == != ^ | && || = *= += >= ^= /= -= >>= &= |= %=

varivel, qualquer varivel, qualquer varivel, qualquer varivel, qualquer varivel, qualquer

Tabela 2 Operadores de JAVA para tipos simples

6.- DECLARAO DE CONSTANTES.As constantes JAVA so tambm, por razes de estilo e de legibilidade, identificadas usando apenas letras maisculas, em certos casos usando-se tambm o smbolo _. As seguintes declaraes,final double PI = 3.14159273269; final double R_CLAP = 8.314E+7;

definem, num dado contexto, constantes identificadas, cujos valores no podero ser alterados por nenhuma instruo. O atributo final garante que um erro de compilao ser gerado caso haja a tentativa de modificar tal valor.

7.- COMENTRIOS.// este um comentrio monolinha; termina no fim desta linha /* este multilinha; s termina quando aparecer o delimitador final */ /** este um comentrio de documentao para a ferramenta javadoc */

Laboratrios de JAVA: Java Base

F. Mrio Martins

Pg. 6

8.- ESTRUTURAS DE CONTROLOif if if if (condio) (condio) (condio) (condio) instruo; { instruo1; instruo2; } instruo1; else instruo2; ou { instrues } { instruo1; instruo2; } else { instruo1; instruo2; }

switch (expresso_simples) { case valor_1 : instrues; [break;] case valor_n : instrues; [break;] default: instrues; } for (inicializao; condio de sada; incremento) instruo; ou { instrues } for (Tipo varivel : array de elementos de tipo Tipo) instruo; ou { instrues } while (condio de execuo) { instrues } do { instrues; } while(condio de repetio);

9.- IMPORTAO NORMAL E ESTTICA REUTILIZAO DE CLASSESImportao por omisso: import java.lang.*; Importao global de um package: import java.util.*; Importao selectiva de classes: import java.lang.Math; Importao esttica (elimina prefixos): import static java.lang.Math.abs;

10.- OUTPUT BSICO E FORMATADO10.1- As instrues bsicas de escrita (output) de JAVA so dirigidas ao dispositivo bsico de sada, o monitor, que a partir do programa visto como um ficheiro de caracteres do sistema designado por System.out. Assim, so mensagens bsicas todas as strings (cf. abc mais operador de concatenao + para strings e valores de tipos simples) enviadas para tal ficheiro usando a instruo println(), o que se escreve:System.out.println("Bom dia e \tbom trabalho!\n\n\n"); System.out.println("Linguagem : " + lp + 5); System.out.println(nome + ", eu queria um " + carro + "!");

Se nos programas em que tivermos que realizar muitas operaes de sada escrevermos no seu incio a clusula de importao import static java.lang.System.out;, ento, em vez de se escrever System.out.println(.) bastar escrever-se out.println(.), cf. em:out.println(Hello Java!); out.println(nome + tem + idade + anos.);

10.2 10.2.- JAVA possui tambm uma forma formatada de escrita de dados, baseada em especial no .2 mtodo printf(). O mtodo printf(formatString, lista_valores) permitir a sada de uma lista de valores (sejam variveis, constantes ou expresses), que sero formatados segundo as directivas dadas na string de formatao, que o primeiro parmetro, e que pode incluir texto livr