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FILOSOFIA Liberalismo, nacionalismo e doutrinas sociais Prof. Adriano Paiva [email protected]

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FILOSOFIA Liberalismo, nacionalismo e doutrinas sociais Prof. Adriano Paiva [email protected] O Liberalismo Político Doutrinas sociais O liberalismo no século XIX. L iberalismo político. - PowerPoint PPT Presentation

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Setor 160 : HISTRIA Captulo 4. Europa: liberalismo, nacionalismo e doutrinas sociais

FILOSOFIA Liberalismo, nacionalismo e doutrinas sociaisProf. Adriano [email protected] O Liberalismo PolticoDoutrinas sociaisO liberalismo no sculo XIXLiberalismo poltico

A filosofia poltica de Locke e Rousseau defendia a manuteno da liberdade humana, mesmo aps o estabelecimento do contrato social.Montesquieu, ao defender governos moderados e com o poder dividido, criticava o Antigo Regime e incentivava maior liberdade poltica. Esses autores, cada qual sua maneira, aliceraram o que chamamos de liberalismo poltico, ou seja, uma concepo de poltica que prev participao maior das pessoas no processo de constituio das esferas governamentais, de tal maneira que o Estado no se sobreponha aos cidados, mas que seja a expresso da vontade geral, conforme anunciava Rousseau.

Trata-se da substituio do absolutismo monrquico por regimes polticos que sejam capazes de preservar a liberdade dos governados, alm de constiturem governos laicos, isto , sem a interveno da Igreja Catlica ou de qualquer outra instituio religiosa. Outra caracterstica do liberalismo poltico a presena de uma Constituio, ou seja, um conjunto de leis que expressem a vontade geral e que sirva de fio condutor para o bom funcionamento da sociedade.

Os primeiros pases que adotaram o liberalismo poltico foram: Inglaterra (final do sculo XVII, aps a Revoluo Gloriosa), Estados Unidos da Amrica (depois da independncia obtida em relao Inglaterra, a partir de 1776) e a Frana (a partir da Revoluo Francesa, iniciada em 1789).A Constituio dos Estados Unidos da Amrica, promulgada em 1787, refletiu toda a influncia do Iluminismo sobre o processo de independncia das Treze Colnias inglesas.

A primeira emenda desta Constituio procura garantir princpios bsicos de liberdade que devem ser respeitados pelo governo: O Congresso [Poder Legislativo] no deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religio ou de proibir seu livre exerccio; ou diminuir a liberdade de expresso ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparaes por ofensas.

Leia, a seguir, alguns artigos da Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado, redigida pelos revolucionrios franceses logo aps o incio da revoluo de 1789.

Artigo 1 Os homens nascem e so livres e iguais em direitos. As distines sociais s podem fundar-se na utilidade comum.Artigo 2 O fim de toda a associao poltica a conservao dos direitos naturais e imprescritveis do homem. Esses direitos so a liberdade, a propriedade, a segurana e a resistncia opresso.Artigo 3 O princpio de toda a soberania reside essencialmente na Nao. Nenhuma corporao, nenhum indivduo pode exercer autoridade que aquela no emane expressamente.Artigo 4 A liberdade consiste em poder fazer tudo aquilo que no prejudique outrem: assim, o exerccio dos direitos naturais de cada homem no tem por limites seno os que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei.

Artigo 6 A Lei a expresso da vontade geral. Todos os cidados tm o direito de concorrer, pessoalmente ou atravs dos seus representantes, para a sua formao. Ela deve ser a mesma para todos, quer se destine a proteger, quer a punir. Todos os cidados so iguais a seus olhos, so igualmente admissveis a todas as dignidades, lugares e empregos pblicos, segundo a sua capacidade, e sem outra distino que no seja a das suas virtudes e dos seus talentos.Artigo 9 Todo acusado se presume inocente at ser declarado culpado e, se julgar indispensvel prend-lo, todo o rigor no necessrio guarda da sua pessoa, dever ser severamente reprimido pela Lei.

Artigo 11 A livre comunicao dos pensamentos e das opinies um dos mais preciosos direitos do homem; todo o cidado pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na Lei. Artigo 17 Como a propriedade um direito inviolvel e sagrado, ningum dela pode ser privado, a no ser quando a necessidade pblica legalmente comprovada o exigir evidentemente e sob condio de justa e prvia indenizao.

Contudo, precisamos deixar claro que, na sua origem, o liberalismo poltico expressou a vontade de uma minoria da populao nos pases onde ele foi implantado. No sculo XVIII, o grupo social conhecido por burguesia desfrutava de um poder econmico bastante forte. Entretanto, o Estado absolutista, defensor da nobreza decadente e associado Igreja Catlica, significava um entrave para a prosperidade dos negcios burgueses. Sendo assim, as ideias iluministas foram apropriadas por essa burguesia, j que expressavam seus anseios polticos.

O mesmo raciocnio vlido para o campo econmico. A liberdade econmica representava para a burguesia a possibilidade de expanso dos seus negcios.Assim, filsofos como Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823), ao desenvolverem as bases do liberalismo econmico, contriburam em larga medida para munir os burgueses de ideias e aes, cujo objetivo era a expanso do comrcio e da indstria (lembre-se, tambm, de que a segunda metade do sculo foi marcada pelo incio da Revoluo Industrial, na Inglaterra).

As teorias liberais defendiam a economia de mercado, que supe:equilbrio natural decorrente da lei da oferta e da procura;princpio do lucro e da livre iniciativa;propriedade privada dos bens de produo;teoria do Estado mnimo (reduo de intervenes pblicas nos negcios);valorizao do esprito empreendedor e competitivo.ARANHA e MARTINS. Temas de Filosofia. 3. ed. So Paulo: Moderna, 2005. p. 306.

Na primeira metade do sculo, os liberais so defensores da propriedade privada, da economia de mercado e da liberdade de comrcio internacional.Pugnam pelo fim das corporaes, a desregulamentao do trabalho, defendem as liberdades polticas, o governo representativo, etc.O Estado devia ser reduzido sua expresso mnima, limitando-se a assegurar as condies para o pleno desenvolvimento da economia privada, promovendo a criao de infra-estruturas (estradas, transportes, etc), reas onde as possibilidades de obteno de lucro eram mnimas.

Na segunda metade do sculo XIX, os liberais passam a exigir que o Estado garantisse a proteo do mercado interno face concorrncia internacional. No final do sculo reclamam a interveno do Estado na conquista de novos mercados internacionais e o acesso a regies com recursos naturais.O Liberalismo passa a andar associado ao Imperialismo. nesta fase que o Liberalismo incorpora o "Darwinismo social", isto , a concepo de que o Estado deve apenas centrar-se em criar as condies para que os mais aptos prevaleam sobre os mais fracos. O Estado deve estar ao servio dos ricos e poderosos ( os mais aptos) e manter na ordem os mais fracos ( os operrios, camponeses, etc).

Sendo assim, o Estado liberal, ao garantir o direito de liberdade e de propriedade privada ao cidado, serviu especialmente aos interesses da burguesia europeia. Podemos perceber isso na questo do voto, por exemplo. A implantao do voto censitrio, ou seja, o direito de voto somente queles que tem determinada renda, mostra como os Estados liberais no foram to liberais assim, pelo menos nas primeiras dcadas de sua ocorrncia.

No sculo XIX, quando o nmero de trabalhadores das fbricas aumentou consideravelmente em decorrncia do prprio crescimento industrial, o Estado liberal teve de estender a sua ateno tambm para esse grupo social. O surgimento dos primeiros sindicatos era uma demonstrao da fora de organizao dos operrios. O filsofo John Stuart Mill (1806-1873) defendia vigorosamente a representao proporcional na poltica, assim como a obrigao do Estado de redistribuir a riqueza. Mill tambm defendia o direito de voto s mulheres.

Dessa maneira, o sufrgio universal, isto , o direito de voto ampliado para toda a populao, foi substituindo paulatinamente o voto censitrio, criando a possibilidade de os trabalhadores fazerem-se representar junto s esferas governamentais. Mais tarde, o direito de voto foi estendido s mulheres, consolidando assim o princpio de sufrgio universal. Dessa forma, o Estado liberal procurava se tornar mais democrtico.

Primeiras Organizaes e Movimentos Operrios

Ludismo (Inglaterra 1812): movimento operrio de quebra de mquinas, liderado por Ned Ludd. A reao foi pena de morte aos ludistas.Trade-Unions: organizao de trabalhadores que absorviam as insatisfaes e anseios da classe operria. Embries dos sindicatos.Movimento Cartista (Inglaterra 1838): primeiro movimento operrio organizado, onde foi elaborada a Carta do Povo, reivindicando: sufrgio universal, secreto e anual, remunerao parlamentarDoutrinas SociaisMediante a misria imposta pelo sistema capitalista, propostas polticas tratando da questo operria passavam a dividir o espao com o liberalismo.As Ideologias : socialismo utpico, socialismo cristo, anarquismo, socialismo cientfico.

Socialismo Utpico

Idealizando solues para a classe operria, com colaborao mutua entre as classes, no chegaram a elaborar propriamente uma doutrina.Saint-Simon (1760/1825): se opunha a herana, aos grupos ociosos e propunha um governo dirigido pelos industriais.Charles Fourier (1760/1837): propunha o controle da produo agricultura e industrial para atender as necessidades. (Pierre Proudhon (1809/65): a soluo para o fim das classes seria o credito gratuito para o trabalhador comprar sua pequena propriedade. Concludo, seria instaurado o estado anrquico. Precursor do Anarquismo; obra: O Que a Propriedade.

Robert OwenRobert Owen (1771-1858): filsofo e reformador britnico (gals), foi o iniciador do movimento cooperativo. Elaborou crticas ao sistema capitalista, defendendo a necessidade de reformas no setor de produo. Na condio de proprietrio e diretor de indstrias, reduziu a jornada de trabalho dos operrios, deu-lhes moradia e fundou a primeira cooperativa de trabalhadores. Em 1825, fundou nos Estados Unidos uma colnia conhecida como Nova Harmonia, na qual predominava a igualdade social. Contudo, o projeto Nova Harmonia no alcanou os resultados esperados por seu fundador

Voc pode perceber a preocupao desses autores com um modelo de sociedade no qual no existisse a explorao do homem pelo homem. Contudo, suas propostas sobre como se chega a esse tipo de sociedade igualitria carece de fundamentao terica, pois se trata de uma viso romntica sobre a sociedade ideal. Socialismo Cristo

Defesa da religio como instrumento de justia social. A soluo da questo social depende do estabelecimento do imprio da justia e da caridade. Opunha-se ao socialismo e ao anarquismo, apelando aos empregadores p/ terem compaixo com o trabalhador.

O Anarquismo

Condenam a propriedade privada, o Estado, e a religio, propondo a existncia de comunidades de auto-gesto. - Seus expoentes so Mikhail Bakunin (1814/76, o pai do anarquismo terrorista) e Leon Tolstoi.

O Socialismo Cientfico (Marxismo)

A ideologia marxista rompia com o liberalismo propondo a transformao da realidade com base na ditadura do proletariado. As bases:O Materialismo Histrico: em ultima instncia, a sociedade determinada pelas condies econmicas.As lutas de Classe: a histria definida pelas lutas de classes, as dirigentes e as dirigidas.Mais Valia: a parcela da fora de trabalho no remunerada;A Revoluo Socialista: sem mais nada a perder, o proletariado despojaria a burguesia do poder.