Gazeta do Rio Pardo 2655

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Gazeta do Rio Pardo 2655

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  • So Jos do Rio Pardo 22 de junho de 2013 Ano 105 R$ 2,00 2.655

    A Polcia Civil est ten-tando encontrar os doishomens que balearamuma mulher (A.P.S.) de 35anos na praa OliveirosPinheiro, em frente o Edu-candrio, e depois fugiramcom o Palio dela. Os poli-

    Polcia tenta achar homens

    que balearam uma mulherciais esto analisando asimagens captadas por umsistema de segurana. Avtima, diabtica e comuma bala na perna, foi le-vada ao Pronto Socorro e,horas depois, internada nohospital. Pgina

    Rio-pardenses fazem manifesto pacfico

    A Polcia Militar estimaque cerca de 500 pessoastenham participado deuma manifestao pacfi-ca, que foi realizada nanoite desta sexta-feira, dia21, em So Jos do Rio

    Pardo. A organizao dizque o pblico foi de 1,5mil. O manifesto rio-par-dense saiu da Praa XV deNovembro, s 18 horas,em direo Praa dosTrs Poderes, e chegou

    ao Altar da Ptria, localescolhido para que os ma-nifestantes cantassem oHino Nacional. Durante apasseata, o grito de or-dem geral foi a frase queficou conhecida em quase

    todas as manifestaes re-alizadas pelo Brasil: Vempra rua, vem!. As reivin-dicaes passaram portodos os mbitos das es-feras nacional, estadual emunicipal. Pgina A-8

    Na noite de tera-feira,18, os vereadores aprova-ram em sesso ordinria,por 9 votos a 1, projeto delei que autoriza o Executivoa doar um terreno para oCrea Conselho Regional de

    Crea construir sede

    prpria no municpioEngenharia e Agricultura doEstado de So Paulo, paraa construo de sede pr-pria. O Projeto ter um au-ditrio que servir gratuita-mente aos cidados rio-par-denses. Pgina A-3

    Prefeitura assina autorizao para 212 casasPgina A-5

    REPORTAGEM

    Polo far Semana de

    Msica de CmaraPgina A-14.

    REPORTAGEM

  • A-2 - 22 de junho de 2013

    GAZETA DO RIO PARDO uma publicaosemanal de GAZETA DO RIO PARDO LTDA, editada AvenidaOlinda Ralston, 411- Vila Formosa - Fone: (19) 3682-8879 - CEP13.720-000 - So Jos do Rio Pardo - SP.

    Editor: Giselle Torres BiacoRedao: Giselle Torres Biaco e Eduardo EronColaborao: Fagner Nasser.Diagramao: Marco Antnio Cassucci.Departamento Comercial: Elisete PaduelliGAZETA na INTERNET:e-mail: redacao@gazetadoriopardo.com.bre-mail: publicidade@gazetadoriopardo.com.bre-mail: diagrama@gazetadoriopardo.com.bre-mail: reportagem@gazetadoriopardo.com.bre-mail: assinante@gazetadoriopardo.com.brhttp://www.gazetadoriopardo.com.br

    CirculaoAgua, Caconde, Casa Branca, Divinolndia, Itobi, Mococa, SoJos do Rio Pardo, So Sebastio da Grama, So Joo da BoaVista, Tapiratiba, Vargem Grande do Sul

    Os artigos assinados no representam necessariamente aopinio do jornal e so de responsabilidade de seus autores.

    O Pas nunca mais ser o mesmoO Brasil acordou. esta a sen-

    sao da maioria da populao bra-sileira, que assiste s centenas demanifestaes promovidas nas ca-pitais e, tambm, no interior doPas.

    O protesto, que comeou comuma reivindicao de recuo no va-lor de passagens de nibus em SoPaulo, tomou corpo e gerou umaonda de reivindicaes de brasilei-ros indignados com as condiesem que a maioria vive. Ou sobre-vive.

    Na pauta principal, assuntos comocorrupo, Copa do Mundo, sa-de, educao, PEC 37, impunida-de, homofobia, violncia, descasocom o dinheiro pblico.

    O grito iniciado j comeou gran-de. No foi nada tmido e ecooupelos quatro cantos. Algo assim sna histria mais antiga. J na his-tria mais recente, o impeachmentdo ex-presidente Fernando Collor.Certamente, as lembranas dequem participou daquele momen-to vieram tona nestes ltimosdias. O povo conseguiu derrubar opresidente do Pas! E, pasme, deforma pacfica. Aquilo sim, foiexemplo de democracia.

    Os manifestos atuais no foram

    to ordeiros e nem to pacficos.Apesar do anncio da reduo daspassagens na maioria das capitais,os protestos continuaram, e aindamais violentos. A quinta-feira, dia 20,ficou marcada como o dia mais ten-so da srie de manifestaes. Cer-ca de 1 milho de pessoas protes-taram em 23 capitais e pelo menosoutras 52 cidades brasileiras.

    Em Ribeiro Preto, uma morte foiregistrada. Depredao de prdiospblicos, destruio de veculos, sa-ques, detidos, feridos, conflitos en-tre manifestantes e polcia. Em mui-tos locais, as cenas refletiam umaguerra civil.

    Mas os vndalos foram minoria. Amaioria dos participantes realizou pro-testos pacficos e tentou, mesmosem sucesso, conter os envolvidosem vandalismo e violncia.

    Apesar das tristes cenas, o pro-testo legtimo do povo no foi emvo. preciso que os polticos brasi-leiros reflitam sobre os rumos que oPas tomar daqui para frente. Cer-tamente, o Brasil e os brasileiros nosero os mesmos depois de tudoque aconteceu. Algo mudou na for-ma de pensar, nas formas de agire, principalmente, na forma de exi-gir.

    Pela democracia (I)A exemplo de outros rgos, a Prefeitura Municipal

    encerrou seu expediente s 16 horas nesta sexta-feira, dia 21, para que os funcionrios pudessem par-ticipar livremente do manifesto.

    Pela democracia (II)Os poderes Judicirio, Legislativo e Executivo foram

    alvos dos manifestantes durante a passeata ocorridana noite de sexta-feira. Quando os manifestantes pas-saram em frente s trs esferas, o que se pode ouvirfoi uma sonora vaia.

    Pela democracia (III)Melhorias em educao, sade, salrios, segurana

    e contra a PEC 37 foram as principais reivindicaesdos manifestantes. Os rio-pardenses criticaram a cor-rupo e o mau uso do dinheiro pblico para a cons-truo dos estdios que abrigaro os jogos da Copado Mundo no Brasil.

    Pela democracia (IV)Mais sade, melhorias das ruas esburacadas, me-

    lhores salrios, condies no trabalho e transparncianas contas pblicas foram as reivindicaes feitas emmbito municipal.

    PM e Guarda MunicipalOs efetivos da Polcia Militar e Guarda Municipal acom-

    panharam de perto a manifestao ocorrida em SoJos do Rio Pardo, e nenhum incidente foi registrado.Os policiais acompanharam os manifestantes durantetodo trajeto, respeitando a democracia e dando segu-rana a todos que, de uma forma ou de outra, de-monstraram seu descontentamento com os polticosbrasileiros. A Guarda Municipal se colocou em frenteaos prdios pblicos, para proteo do patrimnio.

    Dar o exemploEm seu primeiro pronunciamento aps o incio dos

    protestos, feito na sexta-feira, s 21 horas, a presi-dente Dilma disse que a populao quer transportede qualidade e mais segurana. Ela quer mais, e paradar mais, as instituies e os governos devem mu-dar. O Pas concorda. E concorda, tambm, que oexemplo poderia comear pela prpria presidncia daRepblica.

    Ser?E continuou: As manifestaes trouxeram impor-

    tantes lies, as tarifas baixaram e as pautas dosmanifestantes ganharam prioridade nacional. espe-rar para ver.

    Concurso pblicoDe 24 de junho a 05 de julho, estaro abertas as

    inscries para o concurso ao cargo de Contador daCmara Municipal de So Jos do Rio Pardo. As inscri-es sero feitas exclusivamente via internet, no sitewww.consesp.com.br. Gazeta traz o edital nesta edi-o.

    Alta definioA Rede Vida a primeira emissora a instalar e colo-

    car em funcionamento, no municpio, um transmissordigital HD, pelo nmero 41.1. O aparelho anterior, ana-lgico, tambm continua funcionando no nmero 41,devendo permanecer em atividade at 2016, quandoento s permanecer o digital HD.

    Acessa EscolaEsto abertas as inscries para estgio do Acessa

    Escola - 1 Semestre de 2013, cujo prazo vai at 12de julho, com taxa de R$ 12,00. So Jos do RioPardo tem quatro escolas participantes: as urbanasDr. Cndido Rodrigues, Euclides da Cunha e ProfLaudelina de Oliveira Pourrat, e a do Stio Novo, ProfSylvia Portugal Gouvea de Syllos.

    coletti.imprensa@yahoo.com.br

    Dois projetos polmicos aprovadosDois projetos polmicos foram aprovados esta se-

    mana, um na Cmara e outro no Senado. Eles trami-tam h vrios anos e no eram colocados em vota-o por falta de consenso. Reapareceram esta se-mana de forma inesperada e acabaram sendo apro-vados.

    A Comisso de Direitos Humanos e Minorias, co-mandada pelo pastor-deputado Marco Feliciano, apro-veitando a presena na reunio de apenas deputa-dos evanglicos, aprovou o projeto de decreto legisla-tivo que legaliza a chamada Cura Gay em consult-rios de psicologia. O projeto suspende a validade deuma resoluo de 1999 do Conselho Federal de psico-logia, que impede psiclogo de atender homossexu-ais, na tentativa de cur-los de uma suspeita dedesordem psquica.

    O projeto ter de ser apreciado ainda pelas Comis-

    Foi o grito de um gigante que,sempre sonolento, acordou e foipara as ruas. L e aqui tambm,em So Jos do Rio Pardo. Ape-sar dos rumores de que figuraspolticas do municpio tentariam seinfiltrar no movimento, tomandopara si os louros, a juventude fois ruas de forma democrtica epacfica, sem partido. Pelas redessociais houve sim, quem tenha seaproveitado para aparecer, algunsse utilizando de pginas falsas (aschamadas fakes) para inibir, ofen-der, caluniar. Mas nas ruas foi di-ferente, porque quem se escon-de atrs de pginas falsas no temcoragem de mostrar a cara, nemde ir para a rua. Portanto, apro-veitadores no tiveram sua chan-ce. No desta vez.

    Que o brasileiro aproveite estachance para lutar por seus direi-tos de forma pacfica, sempre pa-cfica. E que este momento sirva,principalmente, para que a classepoltica passe a enxergar o povocom outros olhos, os da igualda-de, da dignidade e do respeito.

    Que o Pas mude, mas quemude com conscincia e com ma-turidade. E que o sono no voltenunca mais. Sempre alertas!

    ses de Seguridade Social e Famlia e de Constituioe Justia.

    No Senado foi aprovado, de forma inesperada, proje-to conhecido como Ato Mdico. O texto regulamenta aatividade mdica e torna alguns procedimentos comoprescrio de medicamentos e diagnsticos de doen-as privativos desses profissionais. O projeto polmi-co porque 13 categorias, como psiclogos