Henri Bergson - O Método Intuitivo - Uma Abordagem Positiva do Espírito

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BERGSON INTUITIVO: O MTODO INTUITIVO: ABORDAGEM POSITIVA UMA ABORDAGEM POSITIVA DO ESPRITO

Astrid Sayegh

UNIVERSIDADE DE SO PAULO Reitor: Prof. Dr. Jacques Marcovitch Vice-Reitor: Prof. Dr. Adolpho Jos Melfi FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CINCIAS HUMANAS Diretor: Prof. Dr. Francis Henrik Aubert Vice-Diretor: Prof. Dr. Renato da Silva Queiroz CONSELHO EDITORIAL ASSESSOR DA HUMANITAS Presidente: Prof. Dr. Francis Henrik Aubert Membros: Prof. Dr. Lourdes Sola (Cincias Sociais) Prof. Dr. Maria das Graas de Souza do Nascimento (Filosofia) Prof. Dr. Sueli Angelo Furlan (Geografia) Prof. Dr. Laura de Mello e Souza (Histria) Prof. Dr. Beth Brait (Letras)

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Copyright 1998 da autora. Os direitos de publicao desta edio so da Universidade de So Paulo Humanitas Publicaes outubro/1998

ISBN 85-86087-35-1

BERGSON INTUITIVO: O MTODO INTUITIVO: ABORDAGEM POSITIVA UMA ABORDAGEM POSITIVA DO ESPRITO

Astrid Sayegh

PUBLICAES FFLCH/USP

1998

SAYEGH, ASTRID. BERGSON

O MTODO INTUITIVO.

A SRIE TESES uma publicao da Humanitas e tem como objetivo criar um novo espao para a divulgao de teses e dissertaes produzidas no mbito da Faculdade de Filosofia, Letras e Cincias Humanas, facilitando o acesso a nossa produo intelectual.

S 284 Sayegh, Astrid Bergson: o mtodo intuitivo: uma abordagem positiva do esprito / Astrid Sayegh . So Paulo: Humanitas / FFLCH/USP, 1998 182 p. (Teses, 1) Originalmente apresentada como dissertao do autor (mestrado Faculdade de Filosofia, Letras e Cincias Humanas USP) ISBN 85-86087-35-1 1.Bergson, Henri, 1882-1939 2. Filosofia 3. Memria I. Ttulo II. Srie CDD 194.91Ficha catalogrfica elaborada por Mrcia Elisa Garcia de Grandi CRB 3608 SBD FFLCH USP

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Ficha catalogrfica

TESES, SRIE TESES, N. 1, 1998

A SRIE TESES

publicao de teses e dissertaes produzidas no mbito da Faculdade de Filosofia, Letras e Cincias Humanas da Universidade de So Paulo uma iniciativa indita, que responde a necessidades de vrias ordens. Apresentar e dar a conhecer comunidade acadmica a produo intelectual que, de outra forma, continuaria circunscrita ao crculo restrito de interessados nas disciplinas que praticamos, uma delas. Quer-se tambm facilitar o acesso dos vrios segmentos da sociedade civil, de organizaes no-governamentais e de entidades governamentais aos resultados mais acabados de nossas atividades de pesquisa, de crtica e de reflexo. Trata-se, nesse caso, de atender demanda crescente e, com freqncia, difusa por novas frmulas de interao e de interlocuo entre o mundo acadmico, a sociedade, os governantes e os meios de comunicao. H, alm disso, razes adicionais para dar incio a essa srie. Temos por compromisso criar espaos novos para a publicao de teses de valor analtico, seja descritivo, terico ou ainda propositivo, credenciadas por equipe de pareceristas externos: as quais, de outra forma, permaneceriam intra-muros ou simplesmente ignoradas por no atender a critrios mercadolgicos. O que ainda mais relevante quando se leva em conta um vis que pode ser mais facilmente corrigido nos limites de uma universidade pblica. A natureza de nosso mercado editorial, extremamente oligopolizado, ou o tipo de visibilidade, ocasional e precria, proporcionado pela midia, reforam a tendncia a entregar ao pblico, preferencialmente, a produo de autores j estabelecidos. Nesse sentido, a srie que apresentamos pensada como parte de uma poltica proativa e ao mesmo tempo compensatria de carncias que, de outra forma, seriam insuperveis complementar quela que vem sendo desempenhada pelas editoras universitrias. Com ela, pretende-se dar suporte material e construir um horizonte de incentivos morais aos alunos de ps-graduao e aos professores-orientadores, para que continuem se empenhando em tornar disponvel e a generalizar os conhecimentos produzidos em nossas disciplinas. Para que se disponham tambm a 5 tornar cada vez mais explcitos e transparentes os novos padres de excelncia e de

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SAYEGH, ASTRID. BERGSON

O MTODO INTUITIVO.

produtividade que ambicionamos alcanar. Com um olho no estado das artes e no saber j acumulado, que nosso ponto-de-partida intelectual; e outro no interesse pblico, conforme tradio democrtica, firmada por um longa linhagem de professores, colegas e ex-alunos que o nosso legado. Com essa nova Coleo, que nossa editora Humanitas traz a pblico, pretende-se dar a a conhecer, +tambm, e a estimular a contnua participao dos nossos professores aposentados nas atividades da Faculdade, onde um nmero significativo continua exercendo suas funes didticas e, em particular, de orientao.

Lourdes Sola.

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TESES, SRIE TESES, N. 1, 1998

Ao meu pai, Com inexcedvel gratido... Na ausncia... a saudade incontida Na interioridade... a sempre presena

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Dois momentos marcam o itinerrio da perfectibilidade: No primeiro, os homens, enquanto tais, refletem de forma intelectiva, a imagem do universo exterior em si mesmos. No segundo, por uma auscultao interior, descobrem em si mesmos o objeto da verdade. Neste momento, no apenas homens, mas deuses, refletem, recriam, no prprio esprito, por intuio, a imagem da totalidade do ser.

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NDICE

Introduo ...................................................................................................................... 14 Cap. I INTUIO E MTODO ................................................................................ 191. Descrio do Mtodo ....................................................................................... 38

Cap. II COLOCAO DO PROBLEMA ................................................................... 55 COLOCAO1. Problemas Mal Colocados ................................................................................ 58 2. Problemas Inexistentes .................................................................................... 62

Cap. III INTEGRAO HUMANA: AS DIFERENAS NATURAIS ....................... 69 HUMANA: NATURAIS1. Inteligncia e Prxis ........................................................................................ 73 2. Inteligncia e Sistema Nervoso ........................................................................ 79 3. Momento de Diviso ....................................................................................... 81 4. Diferenas de Natureza ................................................................................... 83 5. Linha Objetiva ................................................................................................ 87 6. Nascimento da Subjetividade ........................................................................... 89 7. Integrao Humana: O Tournant................................................................ 104 a) Memria e Vida ............................................................................................. 106 b) Memria e Atividade Intelectual ..................................................................... 109 8. Patologia da Memria .................................................................................... 116

Cap. IV INTEGRAO ESPIRITUAL: A UNIDADE ........................................... 129 ESPIRITUAL: UNIDADE1. Memria Ontolgica ..................................................................................... 133 2. Intuio Sensvel .......................................................................................... 140 3. Monismo ou Pluralismo? .............................................................................. 148 4. Intuio Vital ................................................................................................ 152 5. Intuio Criadora .......................................................................................... 154 6. Processo Intuitivo ......................................................................................... 160

Concluso ..................................................................................................................... 171 11 Bibliografia ................................................................................................................... 179

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Abreviaes empregadas nas obras de Bergson

E.C. E.D.I.C. E.S. D.S.M.R. D.S.M.R. M.M. M.M .M. P.M. P

Lvolution Cratrice Essai sur les Donnes Immdiates de la Conscience Lnergie Spirituelle Les Deux Sources de la Morale et de la Religion La Pense et le Mouvant Matire et Mmoire

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INTRODUO

radicionalmente, a metafsica propunha-se resolver os grandes problemas, no que se refere natureza do esprito, com a ajuda do raciocnio puro. Sem apoio na experincia, a metafsica kantiana construa vastos sistemas, logicamente coerentes, porm incapazes de apresentar uma prova categrica para suas afirmaes. Afirmava-se, portanto, a impossibilidade de conhecer a realidade alm da experincia sensvel que o mundo nos revela. Contudo, ao lado da experincia que oferece cincia seu objeto concreto, no vivemos uma experincia interior, to direta, to irrecusvel quanto a primeira? O erro consiste em se fazer de faculdades estruturadas, em vista de uma vocao pragmtica, meio de se atingir a atividade espiritual. Ora, as operaes finitas do entendimento no se prestam a um conhecimento profundo da realidade infinita. A conscincia finita limita a si mesma o acesso a