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Inovacao 53

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Newsletter Inovação & Empreendedorismo n. 53

Text of Inovacao 53

  • www.vidaeconomica.ptnewsletter n. 53 | julho 2014

    ndiceArtigo ...............................................1

    Opinio............................................2

    Editorial ...........................................2

    Opinio............................................3

    Opinio............................................4

    Redes sociais .................................5

    Notcias ...........................................8

    Agenda de eventos .....................8

    Financiar a inovao ...................9

    O Disruptive Innovation Festival (DIF) foi apresentado pela Fundao Ellen MacArthur, um festival online de quatro semanas juntando inovado-res, empreendedores, empresrios,

    criadores, estudantes e realizadores para catalisar mudanas ao nvel de sistemas para a economia futura.Oferecendo uma mistura de even-tos online e reais em todo o mun-

    do, o DIF vai explorar ideias como inovao em negcios, reformas em cidades, economia compartilhada, pensamento sistmico e cincia do sculo XXI.Participantes de todo o mundo po-dem assistir a sesses transmitidas por mltiplos formatos em diversos fusos horrios e podem at apresen-tar sesses prprias como parte do programa Microfone Aberto duran-te o Festival.O primeiro Disruptive Innovation Festival vai acontecer de 20 de outu-bro a 14 de novembro de 2014.

    Festival de inovao

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    Artigo

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  • Pgina 2

    newsletter n. 53 | julho 2014

    editorial

    a inovao socialCertamente que comearemos a ouvir esta designao com maior frequncia, parecendo que esta ser a prxima palavra-chave para a resoluo de todos os pro-blemas da sociedade, associada ao empreendedorismo social.Desde que C.K Prahalad criou a expresso Bottom of the Pyra-mid, passmos a poder resumir de uma forma simplista a possibi-lidade que os mercados de rendi-mentos mais baixos poderiam re-presentar para as empresas mais ricas e ao mesmo tempo traze-rem maior prosperidade s pes-soas de rendimentos mais baixos.Felizmente no estamos numa situ-ao equivalente a pases de baixos rendimentos, mas, se nos comparar-mos com alguns pases europeus, o diferencial de rendimento per capita preocupante e poderemos perceber que a inovao social ser certamente um tema a desenvolver e principalmente a no confundir com a filantropia nem com a ajuda pontual populao mais exposta aos impactos resultantes do au-mento do desemprego e do grau de habilitaes profissionais e aca-dmicas dessa mesma populao.Importa pois que se estabeleam politicas adaptadas ao apoio a pequenas ideias que possam ser implementadas, ao apoio a pe-quenas inovaes que possam surgir, sejam no apoio direto aos cidados, seja na criao de novas formas de ajudar a consumir a um preo que seja acessvel para mui-tos, podendo ser esta uma forma de este tipo de inovao ser bem--sucedido e com um impacto po-sitivo em termos sociais.O modelo criado por Prahalad, deveria servir de inspirao para quem quiser debruar-se sobre esta temtica, ou seja, interligar a educao do consumidor com as suas aspiraes, apoio a solues locais adaptadas s diferentes realidades, criao de sistemas de distribuio e de comunicao que possam aumentar a capaci-dade aquisitiva dos bens e servi-os resultantes das atividades de inovao social.Entender a realidade social ser um fator preponderante para que o apoio a diferentes iniciati-vas nesta rea possa ser efetiva-mente capaz de gerar mais inte-grao e incluso social.

    Jorge oliveira [email protected]

    opinio

    desaFios Ps-troikaDepois da sada formal da troika, impem-se novos desafios para a sociedade e a economia por-tuguesa. A sociedade portugue-sa encontra-se bloqueada e im-pe-se um sentido de urgncia na emancipao cvica do pas. Por isso tempo de um novo contrato de confiana estrat-gico centrado numa nova am-bio competitiva para o pas. Aqui vo cinco desafios para o Ps / Troika:1 - O DESAFIO DA INCLUSO SOCIAL Um pas moderno tem que saber integrar de forma po-sitiva os seus cidados. A coeso social faz-se pela participao construtiva e tem que haver uma atitude clara de mobilizao para esse esforo nacional de conver-gncia de atuao. A educao na escola tem que forar a pedago-gia e a prtica da integrao dos desfavorecidos, imigrantes, todos aqueles com dfices operativos de participao; tm que ser dina-mizadas aes de demonstrao do apoio vontade do contributo de todos. Um Programa para a In-cluso Social tem que saber inte-grar de facto.2 O DESAFIO DA NOVA COM-PETITIVIDADE Est mais do que consolidada a mensagem da ur-

    gncia da dimenso tecnolgica na matriz de desenvolvimento nacional. Um Programa para a Competitividade tem que forar dinmicas efetivas de aposta na tecnologia, seja ao nvel da con-ceo de ideias novas de servios e produtos, seja ao nvel da ope-racionalizao de centros moder-nos rentveis de produo, seja sobretudo ao nvel da construo e participao ativa em redes in-ternacionais de comercializao e transao de produtos e servios.3 O DESAFIO DA EXCELNCIA TERRITORIAL Portugal tem uma oportunidade nica de potenciar um novo paradigma de cidades mdias, voltadas para a quali-dade, a criatividade, a sustenta-bilidade ecolgica. Verdadeiros centros de modernidade parti-

    cipativa, que faam esquecer a dinmica asfixiante das ncoras comerciais que so os modernos shoppings que dominam o pas. Um Programa Territorial para a Modernidade vital para dar con-tedo estratgico ocupao das cidades mdias e nova vontade de tambm saber apostar no in-terior.4 O DESAFIO DA DIMENSO CULTURAL Portugal tem uma forte cultura alicerada no po-tencial histrico da lngua. um ativo nico. Um Programa Intelec-tual da Cultura Portuguesa tem que saber dinamizar de facto nos grandes circuitos internacionais a apetncia pela prtica e consumo dos muitos produtos culturais nacionais disponveis. A cultura da lngua portuguesa tem que ajudar na criao de valor para o nosso pas.5 O DESAFIO DA MAIORIDADE CVICA Tudo passa por no prin-cipio e no fim saber estar e par-ticipar. Impe-se para Portugal uma cultura de participao cvi-ca ativa positiva. assim que se faz a riqueza da matriz europeia. assim que se tem consolidar a atuao dos grandes objetivos para este novo ciclo de integra-o europeia.

    franciscoJaime quesado

    Presidente da ESPAP Entidade de Servios Partilhados da

    Administrao Pblica

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    newsletter n. 53 | julho 2014

    opinio

    Helena V. G. naVasProfessora da Universidade Nova de Lisboa, Investigadora do UNIDEMI, Especialista em

    Inovao Sistemtica e TRIZ

    Fundamentos do triZParte IV - anlise de Recursos

    Depois de ter sido identificado o sistema tcnico e de terem sido definidas as suas contradies, devem ser avaliados os recursos que esto disponveis para supe-rar a contradio. Para resolver a contradio, a Teoria da Resolu-o Criativa de Problemas, mais conhecida pelo seu acrnimo TRIZ, recomenda utilizar os recur-sos do sistema existente.Na metodologia TRIZ o recurso definido de uma forma bastante ampla. Um recurso tudo aquilo que pode ser utilizado para re-solver um problema e melhorar o sistema sem necessidade de despesas avultadas. Procura-se utilizar recursos de baixo custo e facilmente alcanveis.Os recursos de um sistema exis-tente e os seus elementos so a base das solues mais eficientes. A identificao desses recursos apoia o desenvolvimento de solu-es possveis. Cada recurso pode ser visto como soluo potencial do problema. Quanto mais recur-sos se pode utilizar , maior ser o conjunto de solues.

    A identificao dos recursos dis-ponveis e a sua melhor utilizao so importantes na busca de so-lues com melhor relao custo/eficincia. TRIZ exige que a an-lise de recursos tenha em conta no s os recursos negativos, mas tambm os recursos positi-vos do sistema.As melhorias devem continuar at que se consiga uma plena uti-lizao dos recursos.Os recursos podem ser agrupa-dos de acordo com o seguinte:Recursos naturais ou ambientaisRecursos de sistemaRecursos funcionaisRecursos substnciasRecursos energticos e de campoRecursos do tempo

    Recursos de espaoRecursos de informaoAltshuller tambm agrupou os recursos em seguintes categorias:Baseados na acessibilidade:internos (limitados aos elemen-tos principais do sistema);externos (incluindo recursos do meio ambiente em geral e os es-pecficos para um dado sistema);recursos do supersistema ou ou-tros, recursos de baixo custo aces-sveis (incluindo desperdcios).Baseados na prontido para a uti-lizao:recursos prontamente dispon-veis;derivados (recursos modificados facilmente disponveis).A chave da sustentabilidade a produtividade de recursos.A anlise de recursos do TRIZ pode ser til em iniciativas de inovao relacionadas com o uso mais efi-ciente e responsvel dos recursos, incluindo o uso de energia.Os ganhos de eficincia na utili-zao dos recursos geralmente resultam de melhorias de proces-sos. Assim, as iniciativas espor-dicas de inovao devem evoluir para as atividades planeadas e

    programadas de forma contnua; a inovao deve tornar-se siste-mtica.A melhoria incremental tradicio-nal de tecnologias existentes j no suficiente. Todas as ativida-des econmicas precisam de au-mentar radicalmente a eficincia da utilizao dos recursos.A aplicao das ferramentas ana-lticas e das tcnicas do TRIZ pode ser especialmente til para a ino-vao radical, tanto na gerao de solues inovadoras e revolucio-nrias, como tambm na anlise de recursos e na sua previso.Os recursos podem ser usados para resolver os problemas de acordo com o fluxograma de tra-balho seguinte:Formular o problema;Construir a lista de recursos na