Irineu Galeski

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Text of Irineu Galeski

  • PONTIFCIA UNIVERSIDADE CATLICA DO PARAN

    IRINEU GALESKI JUNIOR

    JURISDIO EMPRESARIAL

    CURITIBA

    2013

  • IRINEU GALESKI JUNIOR

    JURISDIO EMPRESARIAL

    Tese apresentada ao Programa de Ps-

    Graduao em Direito da Pontifcia

    Universidade Catlica do Paran como

    requisito parcial para obteno do grau

    de Doutor em Direito.

    Orientadora:

    Professora Dr. Maria Carla Pereira

    Ribeiro (ps-doutora)

    CURITIBA

    2013

  • TERMO DE APROVAO

    IRINEU GALESKI JUNIOR

    JURISDIO EMPRESARIAL

    Tese aprovada como requisito parcial para obteno do grau de Doutor no Curso Ps-

    Graduao em Direito da Pontifcia Universidade Catlica do Paran, pela seguinte

    banca examinadora:

    Orientadora: Professora Doutora Marcia Carla Pereira Ribeiro

    Professor Doutor Weimar Freire da Rocha

    Professor Doutor Antonio Carlos Efing

    Professor Doutor Luciano Benetti Timm

    Professor Doutor Francisco Cardozo Oliveira

    Curitiba, 01 de maro de 2013 s 14:30

  • DEDICATRIA

    minha amada Carla.

  • AGRADECIMENTOS

    Agradeo:

    Aos meus pais, Irineu e Arlete, pelo apoio tanto, pelo sempre acreditar, pelo altrusmo

    perene e pelo existir.

    minha irm, Andrea, e cunhado, Alex, companheiros os mais agradveis e

    obsequiosos.

    minha orientadora, mestre mpar, exemplo de desprendimento e galhardia, minha

    mais profunda gratido.

    Ao corpo de professores, pelo douto saber disponibilizado com magnanimidade.

  • RESUMO

    Prope-se nesta tese a diviso da jurisdio comum, criando-se um ramo dedicado

    unicamente s questes empresariais. Os comerciantes j tiveram a experincia de

    contar com uma jurisdio especializada em outros momentos da histria, isso inclusive

    no Brasil, quando os Tribunais do Comrcio funcionaram entre 1850 e 1873. A

    abordagem leva em considerao contedos da cincia econmica, tais como os

    relacionados Nova Economia Institucional e Economia Comportamental, com o

    objetivo de moldar a jurisdio de acordo com a natureza eminentemente econmica do

    agir empresarial. Justifica-se aqui a criao da jurisdio empresarial diante do atual

    desenvolvimento e da complexidade das relaes econmicas profissionais aspecto individualista mas tambm com vistas ao interesse coletivo e macroeconmico, seja pela questo do custeio pblico, seja em razo do impacto que a litigncia gera para o

    desenvolvimento econmico do pas. De outro lado, o Estado deve assumir a funo que

    lhe compete quanto administrao da Justia de forma clere e eficiente, o que no

    realiza hoje, conforme se verifica pelo constante crescimento do uso da arbitragem nos

    conflitos empresariais. Ademais, sugere-se uma anlise das normas de carter

    processual a fim de adequ-las s lides e fins empresariais, por exemplo, no que tange a

    um novo tratamento da publicidade processual, da questo recursal, bem como uma

    flexibilizao dos aspectos procedimentais.

    Palavras-chave: Jurisdio; Empresa; Especializao; Eficincia; Processo; Anlise

    Econmica do Direito

  • ABSTRACT

    This paper proposes a division of the common jurisdiction, creating a branch solely

    dedicated to business issues. Traders already had a specialized jurisdiction at other

    times in history, even in Brazil, when the Courts of Commerce worked between the

    years of 1850 and 1873. The approach takes into consideration contents of economic

    science, as those related to the New Institutional Economics and the Behavioral

    Economics, aiming to shape the jurisdiction in accordance with the eminently economic

    nature of business behavioral. The creation of the business jurisdiction is justified

    against the current development and the complexity of professional economic relations

    individualistic aspect. However, it also takes the collective and macroeconomic interest into account, either because of public funding or the impact generated to the

    economic development of the country by litigation. On the contrary, the State must take

    its due role concerning justice administration speedily and efficiently, which does not

    happen nowadays, as evidenced by the steady growth in the use of arbitration in

    business disputes. Moreover, it suggests an analysis of the rules of procedural nature in

    order to adapt them to business disputes and purposes, for instance, a new treatment of

    procedural publicity and appellate issue, as well as a relaxation of the procedural

    aspects.

    Key words: Jurisdiction; Firm; Specialization; Efficiency; Process; Economic Analysis

    of Law

  • LISTA DE FIGURAS

    FIGURA 1 VALOR ESPERADO DE RECUPERAO DE CONTRATOS DE

    CRDITO .......................................................................................................... 94

    FIGURA 2 CUSTO POR PROCESSO JULGADO .............................................. 95

    FIGURA 3: CUSTO PARA MANUTENO DO SISTEMA JUDICIAL ................ 96

    FIGURA 4: O PODER JUDICIRIO COMO FORMA DE POSTERGAR O

    CUMPRIMENTO DE OBRIGAES ............................................................... 100

    FIGURA 5: JUSTIA EM NMEROS .............................................................. 109

    FIGURA 6: JUSTIA EM NMEROS .............................................................. 110

    FIGURA 7: JUSTIA EM NMEROS .............................................................. 110

    FIGURA 8: NMERO DE REFORMAS DE DECISES DE PRIMEIRO GRAU .. 184

    FIGURA 9: REFORMA DAS DECISES PROFERIDAS PELOS TRIBUNAIS EM

    RECURSOS DIRIGIDOS AOS TRIBUNAIS SUPERIORES ............................... 186

  • SUMRIO

    INTRODUO......................................................................................................... 12

    1 O DIREITO COMERCIAL COMO REFLEXO DA NECESSIDADE DE

    UMA JURISDIO PRPRIA ............................................................................... 18

    1.1 AS CORPORAES DE OFCIO: A CONSOLIDAO DO IUS

    MERCATORUM E OS TRIBUNAIS CONSULARES .................................................. 18

    1.2 MERCANTILISMO: O INCIO DA TRANSIO PARA A JURISDIO

    PBLICA ....................................................................................................................... 27

    1.3 O CDIGO NAPOLENICO: A OBJETIVAO DO DIREITO COMERCIAL

    E OS TRIBUNAIS DO COMRCIO ............................................................................ 30

    1.4 A TEORIA DA EMPRESA: SUPERAO DA QUESTO JURISDICIONAL

    ................................................................................................................................36

    1.5 O DIREITO COMERCIAL NO BRASIL: A EXPERINCIA DOS TRIBUNAIS

    DO COMRCIO ............................................................................................................ 44

    2 AS PREMISSAS ECONMICAS .................................................................. 52

    2.1 INTRODUO .................................................................................................... 52

    2.2 DA RELAO ENTRE A ECONOMIA E O DIREITO DOS NEGCIOS: DA

    TRANSIO ENTRE O PARADIGMA DA TROCA E DO COMRCIO PARA A

    ORGANIZAO E A EMPRESA ................................................................................ 55

    2.4 A EMPRESA, A ECONOMIA DOS CUSTOS DE TRANSAO E AS

    PREMISSAS COMPORTAMENTAIS ......................................................................... 64

    2.4.1 Prosseguindo: a Economia Comportamental e a assimetria informacional .......... 74

    2.5 DAS IMPLICAES ECONMICAS SOBRE A LITIGNCIA

    EMPRESARIAL ............................................................................................................ 81

    3 A JURISDIO EMPRESARIAL ................................................................. 85

    3.1 INTRODUO .................................................................................................... 85

    3.2 A NECESSIDADE DE REDISCUSSO DA FUNO JURISDICIONAL ...... 86

  • 3.3 A CONJUNTURA DA LITIGNCIA E OS MOTIVOS DA LITIGNCIA

    EMPRESARIAL: SUPERAO DO CONCEITO CLSSICO DE JURISDIO ... 93

    3.3.1 O impacto econmico da litigncia ....................................................................... 93

    3.3.2 O diagnstico da litigncia empresarial ................................................................ 97

    3.4 DAS JUSTIFICATIVAS PARA A JURISDIO EMPRESARIAL ................ 102

    3.4.1 A necessidade de especializao ......................................................................... 102

    3.4.2 A questo do custeio da prestao jurisdicional ................................................. 108

    3.4.3 A obrigao do Estado em proporcionar uma jurisdio adequada aos conflitos

    empresariais: crtica arbitragem como nica alternativa vivel para a soluo eficiente

    de litgios empresariais ................................................................................................. 116

    3.4.4 A jurisdio empresarial e o princpio iura novit curia ...................................... 124

    3.5 A DEFINIO DA COMPETNCIA DA JURISDIO EMPRESARIAL ... 128

    3.5.1 Critrio pessoal.................................................................................................... 131

    3.5.2 Uma proposta de critrio material ....................................................................... 139

    4 UMA PROPOSTA DE ADAPTAO DO PROCESSO CIVIL

    REALIDADE EMPRESARIAL .................................................