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ÍSIS SEM VÉU_Vol.III_H.P.BLAVATSKY

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Text of ÍSIS SEM VÉU_Vol.III_H.P.BLAVATSKY

ISIS SEM VEUUMA CHAVE-MESTRAPARA OSMISTERIOS

DA CMNCN E DA TEOLOGIA ANTIGAS E MODERNASde

H. P. BLAVATSKYFUNDADoRA DA- socrEDAoe, reosprce

VOLUME III

- TEOLOGIA

srs snu vu

VOLUME

III -

TEOLOGIA

A AUTORA DEDICA ESTA OBRA SOCIEDADE TEOSOFICA, QUE FOI FUNDADA EM NOVA YORK, tio ANO DE 1875, A FIM DE ESTUDAR OS ASSUNTOS NELA ABORDADOS.

Digitalizado por:

Os filhos de Hermes

SUMRIO

PREFCIO

l1

Sra. Elizabeth Thompson e Baronesa Burdett-Coutts.

A "INFALIBILIDADE" DA RELIGIO

CAPTULO

I. A

IGREJA: oNDE EST ELA?

t3

As estatsticas da Igreja "Milagres" catlicos e "fenmenos" espiritistas As crenas crists e pags comparadas A magia e a feitiaria praticadas pelo clero cristo A teologia comparada - una nova cincia Tradies orientais concernentes Biblioteca de Alexandria Os pontfices romanos, imitadores do Brahmtma hindu Dogmas cristos derivados da filosofia pag A doutrina da Trindade de origem pag Querelas entre os Gnsticos e os Padres da Igreja Anais sangrentos do Cristianismo

CAPTULO II. CRIMES CRISTOS E VIRTUDES P.{GiSAs bruxarias de Catarina de Mdicis Artes ocultas praticadas pelo clero

60

A queima de bruxas e os autos de f das crianas As mentiras dos santos catlicos As pretenses dos missionrios na ndia e na China Os artifcios sacrflegos do clero catlicoSo Paulo, um cabalista

foi o fundador da Igreja romana As vidas exemplares dos hierofantes pagos O carter elevado dos "mistrios" antigos Os faquires hindus relatados por JacolliotSo Pedro no

Simbosmo cristo derivado do culto flico

A doutrina hindu dos PitrisA comunho bramnica dos espritosOs perigos da mediunidade no adestrada

CAPTULO

III.

AS DIVISES ENTRE OS CRISTOS PRIMITIVOS

116

Semelhana entre o cristianismo primitivo e o budismo So Pedro nunca esteve em Roma

O significado de Nazar e Nazareno Batismo, um direito derivado Znroastto, um nome genrico? Os ensinamentos pitagricos de Jesus O Apocalip s e cabastico Jesus considerado como um adepto por alguns filsofos pagos e poralguns cristos primitivos A doutrina da transmutao

O significado do Deus Encarnado Dogmas dos Gnsticos As idias de Marcion, o "heresiarca" Os preceitos de Manu Jeov, idntico a Baco

CAPTULO IV. AS COSMOGONIAS ORIENTAIS E OS RELATOSBBLICOSAs discrepncias do Pentateuco Comparao entre os sistemas indiano, caldeu e ofita Quem eram os primeiros cristos? Cristos e Sophia-Akhamth A doutrina secreta ensinada por Jesus Jesus jamais afirmou ser Deus As narravas do Novo Testamento e as lendas hindus A antiguidade do Logos e do Cristo A adorao da Virgem comparada

r53

CAPTULO V. OS MISTRIOS DA CABALAAin-Soph e as Sephirth A primitiva religio da sabedoriaO livro da Gnesis, uma compilao das lendas do Mundo Antigo A Trindade da Cabala Os sistemas gnstico e nazareno contrastados com os mitos hindus

L9t

O cabalismo no livro de Ezequiel8

A histria da ressurreio da filha de Jairo encontrada na histria de Krishna Os falsos ensinamentos dos primeiros PadresO seu esprito persecutrio

CAPTULO VI. AS DOUTRINAS ESOTRICAS DO BUDISMO PARODIADAS NO CRISTIANISMOAs decises do Conclio de Nicia, como se chegou a elas? O assassnio de Hipatia A origem do smbolo vishnuta do peixe A doutrina cabalstica da Cosmogonia Diagramas dos sistemas hindu e caldaico-judeu Os dez Avatras mticos de Vishnu A trindade do homem ensinada por So Paulo A alma e o esprito segundo Scrates e Plato O que o verdadeiro Budismo

223

CAPTULO VII. AS PRIMEIRAS HERESIAS E ASSOCIEDADES SECRETASNazarenos, ofitas e drusos modernos

256

Etimologia de IA Os "Irmos Hermticos" do Egito O verdadeiro significado do Nirvna A seita jaina Cristos e Crestos Os Gnsticos e os seus detratores Buddha, Jesus e Apolnio de Tiana

PREFCIo pARrB

1

[X

Se fosse possvel, manteamos esta obra fora do alcance de muitos cristos, aos quais a sua leitura no faria nenhum bem e para os quais ela no foi escrita. Referimo-nos queles cuja f em suas respectivas igrejas pura e sincera, e cujas vidas imaculadas refletem o glorioso exemplo do Profeta de Nazar, por cuja boca o esprito da Verdade falou veementemente aos homens. Em todas as pocas existiram pessoas como essas. A Histria preserva o nome de muitas delas como heris, filsofos, llantropos, mrtires e homens e mulheres santos; mas quantas mais no viveram e morreram desconhecidas de todos, salvo os conhecidos mais ntimos, noabenoados seno por seus humildes beneficirios! Elas enobreceram a cristandade, mas teriam irradiado o mesmo brilho sobre qualquer outra f que tivessem professado - pois elas so maiores do que o seu credo. A benevolncia de Peter cooper e ELizabeth rhompson, da Amrica, que no so cristos ortodoxos, no menos crist do que a da Baronesa ngela Burdett-Coutts, da Inglaterra, que o . No entanto, em comparao com milhares de pessoas que se dizem crists, esses sempre formaram uma pequena minoria. Encontramo-los hoje no plpito e nos bancos da igreja, nos palcios e nas cabanas; mas o materialismo crescente, a prolixidade e a hipocrisia lhes tm reduzido o nmero. A sua caridade, a sua f simples e ingnua na infalibilidade de sua Bblia, de seus dogmas, e de seu clero, movimentam todas as virtudes de que dotada a natveza humana. Conhecemos pessoalmente tais sacerdotes e clrigos tementes a Deus, e sempre evitamos debater com eles, por receio de ferir-lhes os sentimentos; e tampouco despojaramos um nico leigo de sua cega confiana, se esta lhe permite viver santamente e morrer em paz.

Uma anse das crenas regiosas em geral, este volume dirige-se particularmente contra o cristianismo teolgico, o principal adversrio da liberdade de pensamento. No contm nenhuma palavra contra os puros ensinamentos de Jesus, mas denuncia impiedosamente a sua degradao nos perniciosos sistemas

H alguma evidncia de que esse breve Prefcio do vol. U, t- I, Je 1---s seta tu possivelmente tenha sido escrito em parte pelo Dr. Alexander Wilder e muito provarelnrente corrisido ou alterado pela prpria H. P. B. Numa carta de 6 de dezembro de i 876, enriada ao D:. \\'ider. ela diz:

*

"Caro Doutor, o Senhor poderia fazer o favor de escrere rei: :=::. Je ago como uma 'Profisso de F' para ser inserida na primeira pgina ou enre as ;::e:d: Parte I? Apenas para dizer breve e eloqentemente que no contra Cristo ou a -":jl :e Cruro que eu batalho. E que tambm no batalho conha qualquer religio s.nccr;-;,'.-:*'j;... mas conta a teologia e o catolicisrno pago. Se o Senhor a escrever, eu sabere: ;,c=r :;er \ ariaes sobre esse tema sem me tomar culpada de notas falsas aos seus o5.-* e rj-rlsr 6s Bouton. Por favor, escreva-a; pode faz-la em trs minutos (. . .)". (N. do OrS.

n

eclesisticos que so ruinosos crena do homem em sua Imortalidade e em seu Deus, e subversiva a toda restrio moral. Desafiamos os telogos dogmticos que procuram escravizar a histria e a cincia; e especialmente ao Vaticano, cujas despticas pretenses se tornaram odiosas a quase toda a cristandade esclarecida. parte o clero, somente o lgico, o investiga-

dor e o explorador infagvel deveriam imiscuir-se com livros como este. Essespesquisadores da verdade sustentam corajosamente as suas opinies'

t2

c.q,PTULo r"Sim, chegar o tempo, em que todo aquele que vos ratar pensar que est a servio de Deus." Evange lho s e gundo So J oiio, Xy l, 2."Que haja ANTEMA (. . .) para aquele que disser que as cincias humanas deveriam ser seguidas com tal esprito de liberdade que seria permitido tomat as suas asseres como verdadeiras mesmo quando opostas s doutrinas reveladas."ConcIio Ecwnco de 1870.

"GLOUCESTER. - A lgreja! Onde es ela?" SHAKESPEARE,King HenryVI, parre I, ato i, cena i, linha 33.

Nos Estados Unidos da Amrica, sessenta mil homens (60.428) recebem salrios para ensinar a cincia de Deus e as Suas relaes com as Suas criaturas. Esses homeris comprometem-se, por contrato, a transmiti-nos o conhecimento que trata da edstncia, carte e atributos de nosso Criador; Suas leis e Seu governo; as doutrinas em que devemos acreditil e as obrigaes que precismos praticar. Cinco mil desses telogos (5.141)1, com o auxio de 1.273 estudantes, ensinam esta cincia a cinco milhes de pessoas, de acordo com a frmula prescrita pelo Bispo de Roma- Cinqenta e cinco mil (55.287) ministros fixos e itinerantes, representando quinze diferentes denominaes2, cada uma contradizendo todas as outras, no que toca a questes teolgicas maiores ou menores, instruem, em suas respectivas doutrinas, outras trinta e trs milhes (33.500.000) de pessoas. Muitos desses ensinam de acordo com os cnones do ramo cisatlntico de um estabelecimento que reconhece uma filha do falecido Duque de Kant como seu chefe espiritual. Existem algumas centenas de milhares de judeus; alguns mihces de fiis orientais de todas as espcies; e uns poucos que pertencem Igreja grega- Lm homem de Salt Lake City, com dezenove esposas e mais de uma centena de ilhos e netos, pois os mrmons so polgamos, assim como politestas, o mentor esprim"r_ suiremo de noventa mil seguidores, que acreditam que ele est em freqente c,nra:o :cn os deuses e seu deus principal apresentado como habitante de um planeta a c ;Lrn:m Kolob.

O

Deus dos unitaristas

metodistas, congregacionistas sem esposa com um Filho idntico ao prprio Pai. No esforo de se superarem umas s outras na ereo de suas Sessenta e duas mil e tantas igrejas, casas de orao e salas de reunio em que se ensinam essas conflitantes doutrinas teolgicas, gastou-se a soma de 354.485.581 dlares. Somente o valor dos presbitrios protestantes,

um celibatio:. a Divindade dos presbiterianos, e as outras seitas protestantes ortodoxas, um Pai

nos quais se abrigam os pastores

e as suas famlias,

estimado em cerca de

54.t14.297 dlares. Dezesseis milhes (16.179.387) de dlares so destinados todo ano para cobrir as despesas correntes apenas das seitas protestantes. Uma igreja presbiteriana em Nova York custa cerca de um milho de dlares; um altar catlico,um quarto de milho!

No mencionaremos a multido de seitas menores, de comunidades e de extravagantes pequenas heresias originais desse pas, que nascem num dia para morrer no outro, como os esporos de cogumelos, aps um dia chuvoSo. No nos deteremos, tambm, para considerar os pretensos milhes de espiritistas, pois maior parte deles falta a coragem de escapar-se de suas respectivas seitas religiosas.Eles so os nicodemos clandestinos.

Pois bem, perguntaremos como Pilatos,

"O que a verdade?" onde

devemos

procur-la, no meio dessa multido de seitas em guerra? Cada uma delas pretende basear-se na revelao divina, e cada uma afirma possuir as chaves das portas do cu. Estar qualquer uma delas na posse dessa rara Verdade? Ou devemos exclamar como o filsofo budista, "H apenas uma verdade sobre a Terra' e ela imutvel; Embora tenhamos a inteno de trilhar por um caminho que foi exaustivamente batido pelos sbios eruditos que demonstraram que todo dogma cristo tem a sua origem num rito pago, no obstante oS fatos que eles exunram desde a emancipao da cincia, nada perdero se forem repetidos. Alm disso, propomo-nos a examinar esses fatos de um ponto de vista diferente e talvez original: o das antigasei-la:

-

aVerdade no est taTerral"

filosofias esotericamente compreendidas. Referimo-nos' de passagem' a elas em nosso primeiro volume. Vamos utiliz-las como o modelo para a comparao dos

dogmas cristos e dos milagres, com as doutrinas e fenmenos da magia antiga, e da

oderna "Nova Revelao", como o Espiritismo chamado por seus devotos. Como os materialistas negam os fenmenos Sem investig-los, e como os telogos, admitindo-os, oferecem-nos a pobre escolha de dois manifestos absurdos - o Demnio e os milagres -, pouco perderemos recorrendo aos teurgistas, e eles podemrealnente ajudar-nos a lanar uma grande luz sobre um assunto muitssimo obscuro. o prof. A. Butlerof, da universidade Imperial de so Petersburgo, observa

num opsculo recente, intitulado Maniftstaes medinicas, o seguinte: "Que os fatos ldo Espiritismo moderno] pertenam, se quiserdes, ao nmero daqueles que eram mais ou menos conhecidos pelos antigos; que eles sejam idnticos queles que nas pocas sombrias deram importncia ao ofcio do sacerdote egpcio ou do ugure romano; que eles formem ainda a base da feitiaria de nosso xam siberiano; (. . .)que eles sejam tudo isso, e, se so fatos reais, no nossa tarefa decidi-lo. Todos os fatos da Natureza pertencem cincia, e todo acrscimo ao depsito da cincia a enriquece em vez de empobrec-la. Se a Humanidade admitiu outrofa uma verdade e depois, na cegueira de seu orgulho, a negou, voltar a compreend-la um passo frente, no para trs".

t4

Desde o dia em que a cincia moderna deu o que se pode considerar o golpe de misericrdia na teologia dogmtica, deixando por assente que a religio est cheia de mistrios, e que o mistrio anticientfico, o estado mental das classes instrudas tem apresentado um aspecto curioso. A sociedade parece manter-se em equilbrio, apoiada numa nica perna sobre uma corda invisvel estendida do universo visvel ao universo invisvel, temerosa, se a ponta presa f, no romper de sbito, precipitando-a na aniquilao final. A grande massa dos que se dizem cristos pode ser dividida em trs partes desiguais: materialistas, espiritistas e cristos propriamente ditos. Os materialistas e os espiritistas pelejam em comum contra as pretenses hierrquicas do clero; o qual, em retaliao, os denuncia com igual aspereza. os materialistas harmonizam-se to pouco entre si quanto as prprias seitas crists - sendo os comtistas, ou como eles se chamam, os positivistas, execrados e odiados em grau extremo pelas escolas de pensadores, uma das quais Maudsley representa, com honra, na Inglaterra. o positivismo, convm lembrar, a "religio" do futuro, contra cujo fundador o prprio Huxley se insurgiu indignado em sua famosa conferncia base flsica da vida.E Maudsley sentiuse obrigado, para benefcio da cincia, a expressar-se nos seguintes termos: "No nos espantemos se os homens de cincia esto ansiosos para rejeitar Comte como seu legislador, e para protestar contra a imposio de um tal rei para governar sobre eles. No tendo nenhum compromisso pessoal com os seus escritos - e reconhecendo que at certo ponto comte falseou o esprito e as pretenses da cincia - , eles repudiam a vassalagem que os discpulos entusiastas daquele procuram impor-lhes, e que a opinio pblica est propensa a acreditar como uma coisa natural, Eles fariam bem em emitir uma oportuna afirmao de independncia, pois, se esta no for feita a tempo, ser muito tarde para faz-lo convenientemente"3. Quando uma doutrina materialista repudiada to firmemente por dois materialistas como Huxley e Maudsley, devemos pensar que ela de fato absurda, Entre os cristos nada h seno desacordo. As suas vrias igrejas representam todos os graus de crena religiosa, desde a onvora credulidade da f cega at a condescendncia e a deferncia altamente moderada pela Divindade que mascara tenuamente uma evidente convico de sua prpria sabedoria divina. Todas essas seitas acreditam mais ou menos na imortalidade da alma. Algumas admitem a relao entre os dois mundos como um fato; outras tratam o assunto como uma questo de opinio; algumas positivamente a negam; e apens umas poucrs mantm uma atitude de ateno e expectativa. Mordendo o freio que a retm, desejando o retorno dos dias sombrios, a Igreja romana desaprova as manifestaes diabticas, e d a entender o que faria a esses campees, se ainda detivesse o poder de outrora. Se no fosse evidente o fato de que ela prpria foi posta em julgamento pela cincia, e que est algemada, a Igreja estaria pronta para num dado momento repetir, no sculo XIX, as cenas revoltantes dos sculos passados. Quanto ao clero protestate, to furioso o seu dio comum contra o Espiritismo, que um jornal secular assinalou judiciosamente: "Eles parecem estar dispostos a minar a f pblica em todos os fenmenos espiristas do passado, tais como so relatados na Bbla, j que no vem seno a pestilenta heresia moderna instalada no corao das gentes"a.

Retornando s leis mosaicas h mto esquecidas, a Igreja romana pretende possuir o monopo dos milagres, o direio de julg-los, por ser a sua nica herdeira

por direito de

sucesso contnua.

o

velho Testamento, proscrito por colenso,

seus

15

predecessores e contemporneos, chamado de seu exio' Os profetas, que Sua Santidade o Papa consente enflm em colocar, se no no seu prprio nvel' pelo menos a uma distncia respeitvels, foram espanados e limpos. A lembrana de todo o abracadabra demonaco novamente evocada. Os honores blasfemos perpetrados pelo Paganismo, seu culto flico, os prodgios taumatrgicos executados por Sat, os sacrifcios humanos, os encantamentos, a bruxaria, a magia e a feitiaria so relembrados e o DEMONISMO confrontado com o Espritismo para reconhecimento e identificao mtuos. Nossos modernos demonlogos esquecem-se conveprenientemente de uns poucos detalhes insignificantes' entre os quais a inegvel falicismo pago nos smbolos cristos. um poderoso elemento espiritual sena do da desse culto pode ser facilmente demonstrado no dogma da Imaculada conceio Deus; e pode-se igualmente apontaf um elemento fsico do mesmo virgem Me de culto na adorao fetichista dos santos membros de So cosme e So Damio, em Isrnia, nas proximidades de Npoles, com cujos ex-votos em cera o clero, anualmente, promovia um rendoso comrcio, h no mais do que cinqenta anos6'

catcos despejarem a sua blis em frases ..Em inmeros pagodes, a pedra flica assume com freqncia, como como estas: o baetylos grego, a forma brutalmente indecente do linga (...) o Mahdeva"7. Antes de macularem um smbolo, cujo sentido metafsico por demais profundo para os modernos campees dessa religio do sensualismo par excellence, o Catolicismo romano, eles deveriam destruir as suas igrejas mais antigas e modificar a forma da cpula de seus prprios templos. O Mahdeva de Elefanta, a Torre Redonda de Bhagalpur, os minaretes do Islo - redondos ou pontudos - so os modelos ori-

portanto insensato os autores

ginais do ampanile de So Marcos, em Veneza, da Catedral de Rochester, e do moderno Duomo de Milo. Todos esses campanrios, torrinhas, zimbrios e templos da cristos reproduzem a idia primitiva do lithos, o falo ereto. "A torre ocidental

" um dos Catedral de So Paulo, em Londres", diz o autor de The Rosicruciarc, dois litides que sempre se encontram na frente de todos os templos, sejam cristos ou pagos." Alm disso, em todas as igrejas crists, "particularmente nas Igrejas protestantes, onde figuram de modo mais conspcuo, as duas tbuas de pedra da Providncia Mosaica so colocadas sobre o altar, disposta em dptico, como uma nica pedra, cuja parte superior arredondada. (...) A da direita masculina, a da squerda, feminina"B. portanto, nem os catlicos, nem os protestantes tm o direito de falar das "formas indecentes" dos monumentos pagos, visto que eles ornamentam as suas prprias igrejas com seus smbolos do linga e do yoni' e at mesmoescrevem as leis de seu Deus sobre eles.

por traduzido pela palavra Inquisio. As torrentes de sangue humano derramadas paralelo nos essa institui o crist e o nmero de seus sacrifcios humanos no tm Paganismo. outro ponto ainda mais importante em que o clero superou os anais do pago foi a magia seus mestres, os pagos, afeitiaria. De fato, em nenhum templo em seu verdadeiro e real sentido, mais exercida do que no vaticano. Mesmo negra, praticando o exorcismo como uma importante fonte de rendas, eles deram tanta

Outro detalhe que no honra de forma particular o clero cristo poderia

ser

ot fe\tiateno Magia quanto os antigos pagos. . facl provar q.oe o sortlegium, pelos monges at o sculo passado, e aria, foi amplamente praticado pelo clero eainda hoje o , ocasionalmente.

Anatematzando todas as manifestaes de nattxeza oculta que no ocorrem

l6

no rnbito da Igreja, o clero - no obstante as provas em contrrio - qualifica-as de "obra de Sat", "armadilhas dos anjos cados", que "sobem e descem no abismo sem fundo", mencionados por So Joo em seu Apocalipse cabalstico, "do qual sai uma fumaa como a fumaa de uma imensa fornalha". "lntoxicados por suas emnnaes, milhes de espiritistas se renem diariamente ao redor desse buraco para adorar o Abismo de Baal." Mais arrogante, obstinada e desptica do que nunca, agora que foi subjugada pela pesquisa moderna, no ousando haver-se com os poderosos campees da cincia, a lgreja latina vinga-se nos fenmenos impopulares. Um dspota sem vtimas um contra-senso; um poder que no procura fazer-se reconhecer por efeitos exteriores e bem calculados corre o risco de, ao final, ser posto em dvida. A Igreja no tem inteno alguma de cair no esquecimento dos mitos antigos ou de permitir que sua autoridade seja to fortemente questionada. por essa razo que ela prossegue, tanto quanto lhe permite o tempo, a sua poltica tradicional. Lamentando a forada extino de sua aliada, a Santa Inquisio, ela faz da necessidade uma virtude. As nicas vtimas ao seu alcance, no momento, so os espiritistas da Frana. Os ltimos acontecimentos demonstram que a dcil esposa de Cristo no desdenha tirar a forrasobre vtimas indefesas.

Tendo exercido com sucesso o seu papel de Deus ex machina sob os auspcios do Tribunal Francs, que no teve escrpulos em prostituir-se por ela, a Igreja de Roma pe mos obra e mostra, no ano de 1876, aquilo de qre capaz. Das mesas girantes e dos lpis danantes do Espiritismo profano, o mundo cristo instado a voltar-se aos "milagres" divinos de Lourdes. Entrementes, as autoridades eclesisticas empregar o seu tempo para providenciar triunfos mais fceis, planejados para aterrorizar os supersticiosos. Assim, agindo sob ordens, o clero brada antemasdramticos, se no impressionantes, de todas as dioceses catlicas; ameaa por todos os lados; excomunga e pragueja. Percebendo, enfim, que mesmo os seus raios dirigidos contra as cabeas coroadas caem de modo to inofensivo conlo os relmpagos jupiterianos das Calchas de Offenbach, Roma volta-se em sua fria impotente contra os pobres protgs do Imperador da Rssia - os desafortunados blgaros e srvios. Impassvel diante das evidncias e do sarcasmo, intocado pelas provas, "o

cordeiro do Vaticano" divide imparcialmente a sua ia entre os liberais da ltlia,

o fedor dos sepulcros"e, os "sarmatas russos cismtiherticos e os espiritistas "que praticam seu culto no abismo sem fundo cos", e os onde o grande Drago espreita de emboscada". O Rev. Gladstone deu-se ao trabalho de catalogar o que ele chama de "flores de retrica", disseminadas pelos discursos papais. Colhamos alguns poucos termos utzados por esses representantes d'Aquele que dizia "todo aquele que chamar seu"esses mpios cujo hlito exala

irmo de louco ser ru do fogo do inferno" (Mateus,5,22).Foram selecionadas de discursos autnticos. Os que se opem ao Papa so "lobos, fariseus, ladres, mentirosos, hipcritas, filhos edematosos de Sat, fihos da perdio, do pecado e da corrupo, satlites de Sat em carne humana, monstros do inferno, demnios encarnados, cadveres nauseabundos, homens sados dos abismos do inferno, traidores e judas guiados pelo esprito do inferno; filhos dos abismos mais profundos do inferno; etc., etc. Todo esse piedoso vocabuliirio foi recolhido e publicado por Don Pasquale di Franciscis. que Gladstone chamou, com perfeita propriedade, "um perfeito professor de senilisrno nas coisas espirituais"t0.T7

Visto que Sua Santidade o Papa possui um vocabulirio to rico de invectivas, no nos devemos surpreender se o bispo de Tououse no tem escrpulos em emitir as mais indignas falsidades contra os protestantes e espiritistas da Amrica pessoas duplamente odiosas a um catlico - num sermo sua diocese: "Nada" - observa ele - " mais comum, numa era de descrena do que ver uma .falsa revelaao substituir a verdadeira, e as mentes negligenciarem os ensinamentos da Santa lgreja, para devotarem-se ao estudo da adivinhao e das cincias ocultas". Professando o desdm episcopal pelas estatsticas, e confundindo estranhanente, em sua memria, as audincias dos evangelizadores Moody e Sankey e os diretores das sombrias salas de sesses, ele pronuncia a assero falsa e injustificada de que "est provado que o Espiritismo, nos Estados unidos, causou a sexta parte de todos os casos de suicdio e insanidade". Ele diz que no possvel que os espritos "ensinem uma cincia exata, porque estes so demnios mentirosos, ou uma cincia til, porque o carter do mundo de sat, como o prprio Sat, estril". Adverte aos seus queridos col/aborateurs que "os escritos em favor do Espiritismo esto sob antema", e deixa bem claro para eles que "a frequncia aos crculos espiritistas com a inteno de aceitar a doutrina constitui uma apostasia da santa Igreja, correndo risco de excomunho". Finalmente, diz: "Divulgai o fato de que nenhum ensinamento de um esprito deve prevalecer sobre o do plpito de Pedro, que o ensinamento do Prprio E,sprito deDeus!1"

conhecendo os inmeros falsos ensinamentos que a Igreja romana atribui ao criador, preferimos no dar crdito ltima afirmao. o famoso telogo catlico Tillemont assegura-nos em sua obra que "todos os ilustres pagos foram condenados s tormentas eternas do inferno, porque viveram antes da poca de Jesus e, por conseqncia, no puderam ser beneficiados pela Redeno"!!11 Ele tambm nosassegura que a Virgem Maria pessoalmente testificou essa verdade com a sua prpria assinatura numa cata a um santo. Portanto, eis-nos diante de uma revelao -

o "Prprio Esprito de Deus" ensinando doutrinas to "caridosas".

Lemos, tambm, com grande proveito, a descrio topogrfica d'O Inferno e o Purgatrio, no clebre tratado que leva esse nome, escrito por um jesuta, o Cardeal Bellarminel2. um crtico afirmou que o autor, que expe a sua descrio segundo uma viso divina com que foi favorecido, "parece possuir todos os conhecimentos de um topgrafo", ao falar dos tratos secretos e das formidveis divises do "abismo sem fundo". Como Justino, o Mrtir, realmente formulou a noo hertica de que afinal Scrates poderia no estar definitivamente fixado no Infernol3, seu editor beneditino critica esse padre benvolo de maneira bastante severa. Quem quer que duvide da "caridade" crist da Igreja de Roma a esse respeito, est convidado a ler com ateno a Censura da Sorbonne, no Belisarius de Marmontel. O odum teologicum nele brilha sobre o cu negro da Teologia ortodoxa como uma aurora boreal - precursor da clera de Deus, segundo o ensinamento de algunspadres medievais,

Tentamos mostrar na primeira parte desta obra, por meio de exemplos histricos, at que ponto os homens de cincia merecem a sarcstica mordacidade do falecido prof. de Morgan, que a esse respeito observava: "eles trajam as batinas abandonadas dos sacerdotes, tingidas de modo a no serem reconhecidas". O clero cristo veste-se tambrn com os trajes dos sacerdotes pagos, agindo de modo

l8

que foi vista, tentou-se com certo sucesso vestir o menino Jesus. Cobriram-lhe as pernas com um par de calas sujas de barras rendadas. Como um viajante ingls tivesse presenteado a "Mediadora" com uma sombrinha de seda verde, a populao agradecida dos contadni, acompanhada pelo sacerdote da aldeia. foi em procissoao local. Eles conseguiram colocar a sombrinha, aberta, entre as costas do menmo e o brao da virgem que o abraava. A cena e a cerimnia foram soenes e a-ltamente gratificantes. Para avivar os sentimentos religiosos, ps-se a ima*eem da deusa en um nicho, cercada por uma fila de lmpadas sempre acesas, cujas chamas. tremeluzindo na brisa, infestavam o puro ar de Deus com um repugnante aroma de leo de oliva. A Me e o Filho representam sem dvida os dois dolos mais conspcuos doCristianismo monotesta!

diametralmente oposto aos preceitos morais de Detts, mas, no obstante, permitindo-se julgar o mundo inteiro. Ao morrer na cruz, o Homem das Dores, martirizado, perdoou seus inimigos. Suas ltimas palavras foram uma prece em seu benefcio. Ele ensinou os seus discpulos a no amaldioar, mrs a abenoar at mesmo os inimigos. Mas os herdeiros de So Pedro, os auto-impostos representantes na Terra desse mesmo doce Jesus, amaldioam, sem hesitar, todo aquele que resiste sua vontade desptica. Ali:s, no relegaram eles o "Filho" h tanto tempo crucificado, a um plano secundrio? Eles rendem obedincia apenas Me de Deus, pois - segundo seus ensinamentos - e ainda por meio do "Esprito direto de Deus", s ela age como mediadora. O Conclio E,cumnico de 1870 transformou esse ensinamento em dogma, cuja desobedincia acarreta a condenao perptua ao "abismo sem fundo". A obra de Don Pasquale di Franciscis positiva a esse respeito: pois ele nos diz que, como a Rainha do Cu deve ao Papa Pio IX "a 1ia mais preciosa de sua coroa", visto que lhe foi conferida a honra inesperada de tornar-se subitamente imaculada, no h nada que ela no possa obter de seu Filho para a "sua Igre.is"ta. Anos atrs, os viajantes podiam ver em Barri, Itrlia, uma esttua da Madonna adornada com uma saia rosa de babados sobre uma elegante crinolinal Esta mesma indumentria faz parte do guarda-roupa oficial da me de Deus na Itlia Meridional, na Espanha e na Amrica catlica do Norte e do Sul. A Madonna de Barri deve ainda estar 1 - entre duas vinhas e wa locanda (uma casa de bebidas). Na ltima vez

Um digno par para o dolo dos pobres contadni de Barri, havia na cidade do Rio de Janeiro. Na Igreja da Candelria, num corredor que se estende ao longo da igreja, podia-se ver, h alguns anos, uma outra Madonna. Ao longo das paredes do trio havia uma fiia de santos, cada um colocado sobre uma caixa de esmolas, que assim formavam um excelente pedestal. No centro dessa linha, sobre um maravilhoso e rico dossel de seda azul, exibia-se a Virgem Maria apoiando-se nos braos de Cristo. "Nossa Senhora" trajava um autntico vestido de cetim azul decotado com mangas curtas, que revelava pescoo, ombros e braos brancos como neve, eprimorosamente moldados. A saia, igualmente de cetim azul com uma sobressaia de soberba renda e plumas de gaze, to curta quanto a de uma bailarina, permitia ver um par de pernas finamente torneadas cobertas com meias de seda cor-de-carne e botas de cetin-r francs azul com saltos vermelhos altssimos! A cabeleira loura dessa "Me de Deus", penteada moda, com um volumoso chgnon e cachos. Apoiada nos braos de Jesus, a face amorosanente voltada para o Fiho nico, cuja roupa e atitude so igualmente dignas de admirao. Cristo veste uma casaca com fraque,

t9

calas pretas, e um longo colete branco; botas envernizadas e luvas brancas, sobre uma das quais brilha um rico anel de diamante, de muito milhes, o que se supe uma jia preciosa do Brasil. Sobre esse corpo de um moderno janota portugus, uma cabea com o cabelo repartido ao meio; um rosto triste e solene e um paciente olhar que parece refletir toda a amargura desse ltimo insulto lanado majestade do Crucificadol5. A sis egpcia tambm era representada como uma Virgem Me por seus devotos, e segurando o seu filho, Horus, nos braos. Em algumas esttuas e baixos-relevos, quando aparece s, ela est completamente nua ou velada da cabea aos ps. Mas nos mistrios, em comum com quase todas as outras deusas, ela figura inteiamente velada da cabea aos ps, como smbolo da castidade materna. Nada perderamos se emprestssemos dos antigos um pouco do sentimento potico desuas religies e da inata venerao que eles tinham po seus smbolos.

No injusto dizer que o ltimo dos verdadeiras cristos morreu com o ltimo dos apstolos diretos. Max Mller pergunta convincentemente: "Como pode um missionirio em tais circunstncias fazer face surpresa e s perguntas de seus alunos, a no ser que se refira sementel6 e lhes diga o que o Cristianismo pretendeu ser? A menos que lhes mostre que, como todas as outras religies, o Cristianismo tambm tem a sua histria; que o Cristianismo do sculo XIX no o Cristianismo da Idade Mdia, e que o Cristianismo da Idade Mdia no era o dos primeiros Conclios; que o Cristianismo dos primeiros Concflios no era o dos apstolos, e que s o que foi dito por Jesus foi verdadeiramente bem dito?"17 Podemos assim inferir que a nica diferena caracterstica entre o Cristianismo moderno e as antigas fs pags a crena do primeiro num demnio pessoal e no inferno. "As naes arianas no tinham nenhum demnio", diz Max Mller."Pluto, embora de carter sombrio, era um personagem respeitabissimo; e Loki (o escandinavo), embora uma pessoa maLigna, no era um diabo. A deusa alem Hel, como Proserpina, tambm havia conhecido dias melhores. Assim, quando aos alemes se falava na idia de um semtico Seth, Sat ou Diabolus semita, no se thes infundiatemor algum." 18 Pode-se dizer o mesmo do inferno. O Hades era um lugar mto diferente de nossa regio de danao eterna, e poderamos qualific-lo antes como um estgio intermedirio de purificao. Tampouco o Hel ott Hela escandinavo implica um estgio ou um lugar de punio; pois quando Frigga, a me de Balder, o deus branco que morreu e se viu na morada tenebrosa das sombras (Hades), cada em desgraa, enviou Hermod, um dos hlhos de Thor, procura de sua amada criana, o mensageiro encontrou-a na regio inexorvel - sim, mas sentada confortavelmente numa rocha, e lendo um livroe. O reino nrdico da morte situa-se, ademais, nas latitudes mais altas das regies polares. uma morada fria e desolada, e nem os glidos trios do Hela, nem a ocupao de Balder apresentam a menor semelhana com o inferno flamejante de fogo eterno e os miserveis pecadores "danados" com que a Igreja to generosamente o povoa. Tambm no o o Amenti egpcio, a regio de julgamento e purificao; nem o Andhera - o abismo de trevas dos hindus, pois mesmo os anjos cados que nele foram precipitados pot Si.ra so autorizados por Para-Brahman a consider-lo como um estgio intermedirio, no qual uma oportunidade thes concedida para se prepararem paa graus mais elevados de purificao e redeno de

seu miservel estado. O Gehenna do Novo Testamento era uma20

localidade

situada fora dos muros de Jerusalm; e, ao mencion-lo, Jesus empregava apenas uma metfora comum. Donde ento provm o triste dogma do inferno, essa alavanca de Arquimedes da Teologia crist, com a qual se conseguiu subjugar milhes e milhes de cristos por dezenove sculos? Seguramente no das Escrituras judaicas, e aqui chamamos em testemunho qualquer erudito hebreu bem-informado. A nica meno, na Bblia, a algo que se aproxima do inferno o Gehenna ou Hinnom, um vale prximo a Jerusalm, onde se situava Tophet, local em que se mantinha perpetuamente acesa uma fogueira queimando os detritos para fins de higiene. O profeta Jeremias informa-nos que os israelitas costumavam sacrificar suas crianas a Moloch-Hrcules nessa regio; e mais tarde descobrimos os cristos substituindo cahvmente essa divindade por seu deus do perdo, cuja ira no pode ser aplacada, a no ser que a Igreja lhe sacrifique suas crianas no batizadas e os seus filhos mortos em pecado no altar da "danao eterna"! Como chegaram os padres a conhecer to bem as condies do inferno. a ponto de dividir as suas tormentas em duas categorias, a poena damni e a pona snsus, sendo a primeira a privao da viso beatfica; a segunda, as pnas etenus nrzm

lago de fogo e ewofre? Se eles responderem que foi atrar's do Aptralipse (XX, 10), "E o demnio que os seduzira foi arrojado no lago de fogo e en-rofre. onde j se achavam a besta e o falso profeta que sero atormentados para todo o sempre", estamos preparados para demonstrar de onde o prprio telogo Joo retirou a idia. Deixando de lado a interpretao esotrica de que o "demnio" ou o

o nosso prprio corpo terrestre, que depois da morte certamente se dissolver nos elementos gneos ou etreos2o, a palavra "eterna" pela qual os nossos telogos interpretam as palavras "para todo o sempre" no existe na lngua hebraica, nem como palavra, nem como sendo. No h nenhuma palavra hebraica que expresse exatamente a eternidade; Dlly otam, segundo Le Clerc, significa apenas um tempo cujo comeo e cujo hm no so conhecidos2l . Embora demonstre que essa palavra no significa durao infinita, e que no Velho Testanvnto a expresso para sempre significa apenas um longo espao de tempo, o Arcebispo Tillotson deturpou-lhe completamente o sentido, no que toca idia das tormentas do inferno. De acordo com a sua doutrina, quando se diz que Sodoma e Gomorra pereceram no "fogo eterno", devemos entender a expresso apenas no sentido de que o fogo no se extinguiu at as duas cidades terem sido inteiramente consumidas. Quanto ao fogo do inferno, deve-se entender as palavras no sentido estrito da durao infinita. Tal a sentena do sbio telogo. Pois a durao da punio dos depravados deve ser proporcional beatitude eterna dos justos. Diz ele, "Esses [falando dos depravados] tero eis *Xoon,oi,itrtor', puno eterna; mas osdemnio tentador significa

justos,

is {.1v oi,i'rtor, , vida eterna"z2. O Rev. T. Swinden23, comentandoe

as especulaes de seus predecessores,

preenche todo um volume com argumentos, segundo ele incontestveis, visando mostrar que o Inferno se localiza no Sol. Suspeitamos que o reverendo comentador leu o Apocalipse na cama e teve em conseqncia um pesadelo. H dois versculos do Apocalipse de Sao Joo qlue dizem o seguinte: "E o quarto anjo derramou sua taa sobre o Sol, e concedeu-lhe o poder de abrasar os homens pelo fogo. E os homens ento abrasados por um calor intenso puseram-se a blasfemar contra o nome de Deus"2a. Isto simplesmente uma alegoria pitagrica e cabalstica. A idia no nova nem para Pitgoras nem para So Joo. Pitgoras colocava a "esfera de

2t

purificao no Sol", Sol esse que, com a sua esfera, ele locaizava, ademais, no centro do universo2s, tendo a alegoria um duplo sentido: 1. Simbolicamente, o Sol fsico representa a Divindade Suprema, o sol espiritual central. Chegando a essa regio, todas as almas purificam-se de seus pecados, e unem-se para sempre com seu esprito, depois de sofrerem anteriormente em todas as esferas inferiores. 2. Colocando a esfera do fogo visvel no centro do universo, Pitgoras simplesmente insinuou o sistema heliocntrico, q:ue fazia parte dos mistrios, e era comunicado apenas no grau mais elevado de iniciao. So Joo d a seu Verbo um significado puramente cabalstico, que nenhum "padre", exceto aqueles que pertenceram escola neoplatnica, foi capaz de compreender. Por ter sido um discpulo de Amnio Saccas, Orgenes o entendeu, sendo por essa razo que o vemos negar corajosamente a perpetuidade das tormentas do inferno. Ele sustenta que no apenas os homens, mas inclusive os demnios (e por esse termo ele entendia os pecadores humanos desencarnados), aps um perodo mais ou menos longo de punio, sero perdoados e finalmente reconduzidos ao cu26. Em conseqncia dessa e de outras heresias, Orgenes foi, naturalmente, exilado. Numerosas foram as especulaes eruditas e verdadeiramente inspiradas sobre a localizao do inferno. As mais populares foram as que o colocaram no centro da Terra. Entretanto, numa certa poca, algumas dvidas cticas que perturbaram a placidez da f nessa doutrina altamente consoladora surgiram como conseqncia da intromisso dos cientistas daqueles dias. Como observa o Sr. Swinden em nosso prprio sculo, a teoria inadmissvel por duas objees: le, impossvel supor que possa existir uma reserva suficiente de combustvel ou enxofre para manter um fogo to furioso e constante; e 29, faltam as partculas nitrosas do ar necessrias para mant-lo em combusto. "E como" - z ele - "pode um fogo ser eterno, quando toda a substncia da Terra seria desse modo gradualmente consumida?"27

O ctico cavalheiro esqueceu-se evidentemente de que Santo Agostinho solucionou h sculos a dificuldade. Temos a palavra desse sbio telogo de que o inferno, no obstante estas diiculdades, est no centro da Terra, pois "Deus fornece ar ao fogo central por merc de um milagre"? O argumento irrespondvel, de sorteque no procuraremos refut-lo28.

Os cristos foram os primeiros a fazer da existncia de Sat um dogma da Igreja. E uma vez que o estabeleceu, ela teve de lutar por mais de 1700 anos pela represso de uma fora misteriosa que a sua poltica fazia parecer de origem diablica. Infelizmente, manifestando-se, essa fora invariavelntente tende a refutar uma tal crena pela ridcula discrepncia que ela apresenta entre a suposta causa e os pretensos efeitos. Se o clero no exagerou o verdadeiro poder do "Arqunimigo de Deus", deve-se confessar que ele toma srias precaues para no ser reconhecido como o "Prncipe das Trevas" que deseja as nossas almas. Se os modernos "espritos" so de fato demnios, como ensina o clero, ento eles s podem ser esses "demnios pobres" ou "estpidos" que Max Mller afirma figurarem com freqncia nos contos alemes e noruegueses.

No obstante isso, o clero, acima de tudo, teme ser obrigado a renunciar ao seu domnio sobre a Humanidade. Eles no esto dispostos a deixar-nos julgar a rvore por seus frutos, pois isso poderia coloc-los em perigosos diemas. Eles se recusam, destarte, a admitir, com as pessoas sem preconceitos, que os fenmenos do22

Espiritismo, inquestionavelmente, espiritualizaram e recuperaram das trilhas do mal muitos ateus ou cticos renitentes. Mas, como eles prprios confessam, qual seria autilidade de um Papa, se o Diabo no existisse? E assim Roma envia os seus advogados e pregadores mais hbeis para salvar aqueles que perecem no "abismo sem fundo". Roma empregou os seus escritores mais talentosos para esse propsito - embora todos eles repudiem indignados essa afirmao - e no prefcio de todos os livros publicados pelo prolfico des Mousseaux, o tertuliano francs de nosso sculo, encontraremos provas inegveis desse fato. Entre outros certificados de aprovao eclesistica, todos os volumes so ornamentados com o texto de uma certa carta original endereada ao piedoso autor

pelo mundialmente conhecido Padre Ventura

di

Raulica, de Roma. Poucos so

aqueles que no ouviram esse nome. Trata-se de uma das principais colunas da Igreja Latina, o ex-Gera.l da Ordem dos teatinos, Consultor da Sagrada Congregao dos Ritos, Examinador dos Bispos e do Clero Romano, etc., etc., etc. Esse documento notavelmente caracterstico ficar para surpreender as futuras geraes por seu esprito de genuna demonolatria e despudorada sinceridade. Dele traduzimos um fragmento, palavra por palavra, e assim, contribuindo para a sua divulgao, esperamos merecer as bnos da Madre Igreja2e:..CARO SENHOR E EXCELENTE AN4IGO:'Sat conquistou a sua maior vitria no dia em que conseguiu que negassem sua existncia. 'Demonstrar a existncia de Sat restabelecer wn dos dogmas fundamentais da lgreja, que serve de base ao Cristianismo, e, sem o qual, Sat seria apenas um nome. (. . .) 'A Maga, o Mesmerismo, o sonambulismo, o Espiritismo, o hipnotismo (. . .) no passamde outros nomes para o SATANISi\4O.

'Revelar tal verdade e mostr-la em sua plena luz desmascarar o inimigo: revelar o imenso perigo de certas prticas reputades como nocentes; bem servir Humanidade e religio (. . .)'

A_mm!

PADRE VENTURA DI RAULICA."

Eis, de fato, uma inesperada honra para os nossos "guias" americanos em geral, e para os inocentes "guias indianos" em particular. Serem assim apresentados em Roma, como os prncipes do Imprio de Eblis, mais do que eles jamais poderiam esperar em outras terras. Sem ao menos suspeitar que est trabalhando para o futuro bem-estar de seus inimigos - os espiritualistas e os espritas -, a lgreja, tolerando, h tantos anos, des Mousseaux e de Mirville como os bigrafos do Demnio, e dando-lhes a sua aprovao, confessou tacitamente a sua colaborao literiiria. M. de Chevalier Gougenot des Mousseaux, e seu amigo e colaborador, o Marqus Eudes de Mirville, a julgar por seus longos ttulos, devem ser aristocratas pur sang, e so, ademais, escritores de talento e de grande erudio. Se se mostrassem um pouco mais parcimoniosos com os duplos pontos de exclamao que seguem a todas as vituperaes e invectivas contra Sat e seus adoradores, o seu estilo seria irrepreensvel. De qualquer forma, a crrzada contra o inimigo da Humanidade foi feroz e durou mais de vinte anos. Com os catlicos tomando como prova os fenmenos psicolgicos para provar a existncia de um demnio pessoal, e o Conde de Gasparin, um antigo ministro

de Louis Philippe, coletando inmeros outros fatos para provar o contrrio,

os 23

espritas da Frana contraram uma dvida eterna de gratido para com os seus adversrios. A existncia de um universo espiritual invisvel povoado de seres invisveis foi, ento, inquestionavelmente demonstrada. Esquadrinhando as bibliotecas mais antigas, eles destilaram de seus relatos histricos a quintessncia das provas. Todas as pocas, desde os tempos de Homero at os dias atuais, forneceram os seus materiais mais preciosos a esses infatigveis autores. Tentando provar a autenticidade dos prodgios produzidos por Sat nos dias que precedem a era crist, assim como por toda a Idade Mdia, eles simplesmente estabeleceram as bases para oestudo do fenmeno enr nossos tempos modernos.

Entusiasta ardente

e inflexvel, des Mousseaux transforma-se, contudo, in-

conscientemente, no demnio tentador, ou - como ele costuma qualificar o Diabo .'serpente da Gnese". Em seu desejo de apontar a presena do Maligno em todas na as manifestaes, ele apenas consegue demonstrar que o Espiritismo e a Magia no o coisas novas no mundo, mas ifms gmeas muito antigas' cuja origem deve ser buscada na remota infncia de antigas naes como ndia, Catdia, Babilnia' Egito,Prsia e Grcia.

Ele prova a existncia dos "espritos", sejam anjos ou demnios, com tal clareza de argumentos e lgica, e com tal acmulo de provas histricas irrefutveis e estritamente autnticas, que pouco deixado aos autores espiritistas que o sucedem uma pena que os cientistas, que no acreditam nem no demnio, nem no esprito, tenham o hbito de ridicularizar os livros de des Mousseaux sem os ler, pois estes contm realmente muitos fatos de profundo interesse cientfico! Mas o que podemos esperar em nosso scu1o de descrena, quando vemos Plato queixando-se, h mais de vinte e dois sculos, da mesma coisa? "A mim tambm,,, diz ele, em seg Eutfron, "quando digo qualquer coisa em assemblia pblica a respeito dos assuntos divinos, e lhes predgo o que es para acontecer, eles me ridicularizam como a um louco embora nada do que eu haja predito se tenha deLrado de

cumprir. Eles invejam todos os homens iguais a ns. No devemos, entretanto,dar-lhes crdito, mas sim prosseguir en nosso caminho."30 evidente que des Mousseaux e de Mirville devem ter-se utilizado livremente das fontes literirias do Vaticano e de outros repositrios de conhecimentos catlicos. Quando se tem tais tesouros em mos - manuscritos originais, papiros, e livros pilhados das mais ricas bibliotecas pags; antigos tratados sobre Magia e Alquimia; e egistros de todos os processos sobre feitiaria, e das sentenas decorrentes, tais como cavalete, fogueira e tortura, pode-se facilmente escrever volumes de acusaque h centenas de obras eS contra o Demnio. Temos boas razes para afirmar ocultas que foram condenadas a pernanecer para valiosssimas sobre as cincias sempre interditas ao pblico, porm que so lidas e estudadas com ateno pelos privilegiados que tm acesso Biblioteca do Vaticano. As leis da Natureza so as

o feiticeiro pago, quanto para o santo catlico, e um "milagre" pode ser produzido tanto por um, como por outro, sem a menor interveno demesmas tanto para Deus ou do Demnio.

Mas os fenmenos psquicos tinham con'reado a atrair a ateno na Europa' e o clero iniciou a grita de que o seu tradicional inimigo reaparecera sob outro nome, e os "milagres divinos" comeaIam tambm a surgir em lugares isolados' Eles foram

confiados inicialmente a indivduos humildes, alguns dos quais afirmaram que os milagres tinham sido produzidos pela interveno da Virgem Maria' dos santos e24

dos anjos; outrossesso; pois

o Demnio deve ter o seu quinho de fama, tanto quanto a Divindade. Descobrindo que, no obstante as advertncias, os fenmenos independentes, ot) pretensamente espirituais aumentavan e multiplicavarn-se, e que essas manifestaes ameaavam refutar os dogmas solidamente estabelecidos da Igreja, o mundo foi sacudido subitamente por uma extraordiniria notcia. Em 1864, toda uma comunidade foi possuda pelo Demnio. Morzine, e as terrveis histrias de seus endemoninhados; Valleyres, e as narrativas de suas exibies autnticas de feitiaria; e as do Presbitrio de Cideville, gelaram o sangue nas veias de todos os catcos. curioso notar, e a questo foi mais de uma vez suscitada, mas por que os "milagres divinos" e os casos de obsesso confinam-se to estritamente s dioceses e aos pases catlicos romanos? Por que desde a Reforma no ocorreu um nico milagre "divino" num pas protestante? Naturalmente, a resposta que se deve esperar dos catlicos a seguinte: este ltimo povoado de herticos e foi abandonado por Deus. Ento por que no ocorrem mais milagres da Igreja na Rssia. um pas cuja religio difere da catlica romana apenas na forma externa dos ritos. sendo os seus dogmas exatanente os mesmos, exceto o da emanao do Esprito Santo? A Rssia possui os seus prprios santos, as suas relquias taumatrgicas, e as imagens miraculosas. O Santo Mitrofano de Voroneg um autntico fazedor de milagres, mas estes se limitam s curas; e embora milhares de pessoas tenham sido curadas pela f, e embora a velha catedral esteja repleta de eflvios magnticos, e geraes inteiras continuem a crer em seu poder, e algumas pessoas sejam sempre curadas, no obstante no se ouve falar, na Rssia, de milagres como o da Madonna que anda, a Madonna que escreve cartas, e o das esttuas que falam dos pases catlicos. Por que assim? Simplesmente porque os governantes russos proibiram estritamente esse gnero de coisas. O Czar Pedro, o Grande, ps frm a todos os milagres divinos com um franzir de suas augustas sobrancelhas. Ele declarou que no queria ouvir falar de falsos milagres produzidos pelos cones sagrados, e eles desapareceram para sempre31. Relatam-se casos de fenmenos isolados e independentes produzidos por certas imagens no sculo passado; o ltimo deles foi o sangramento da face de uma imagem da Virgem, ocorrido quando um soldado de Napoleo lhe partiu o rosto ao meio. Este milagre, que teria ocorrido em 1812, nos dias da invaso do "grande exrcito", foi o adeus final32. Mas desde ento, embora os imperadores tenham sido homens de piedade religiosa, as imagens e os santos ficaram em silncio, e dificilmente se fala deles a no ser em relao ao culto religioso. Na Polnia, terra de furioso ultramontanismo, houve, de tempos em tempos, desesperadas tentativas de produzir milagres. Contudo, elas morreram no bero, pois a polcia. l estava com

-

de acordo com o clero

-

comearam a sofrer de obsesso

e

pos-

olhos de lince; um milagre catlico na Polnia, tornado pblico pelos sacerdotes,geralmente significa revoluo poltica, derramamento de sangue e guerra.

No lcito ento supor que, se num pas os milagres divinos podem ser impedidos pela lei civil e mtar, e em o:utos nuncct ocorrem, devemos buscar a explicao para os dois fatos em alguma causa natural, em vez de atribu-los a Deus ou ao demnio? Em nossa opinio - se ela digna de algum crdito -, todo o segredo reside no seguinte. Na Rssia, o clero sabe mais do que ningum como impressionar os seus paroquianos, cuja piedade sincera e a f, poderosa sem milagres; e sabe que nada melhor do que os milagres para semear a suspeita, a dvida e25

'finalmente o ceticismo que conduz diretamente ao atesmo. Alm disso, o clima o menos propcio, e o magnetismo da populao mdia positivo e so demais para produzir fenmenos independentes; e a fraude no seria a soluo. por outro lado, nem na Alemanha protestante, nem na Inglaterra, nem mesmo na Amrica, desde a poca da Reforma, teve o clero acesso a qualquer uma das bibliotecas secretas do Vaticano. Em conseqncia, nada sabem sobre a magia de Alberto Magno. Quanto ao fato de a Amrica ter sido inundada de sensitivos e de mdiuns, a razo para isso deve-se em parte influncia climtica e especialmente ao estado psicolgico da populao. Desde a poca da feitiaria de salem, h zoo anos, quando os comparativamente poucos colonos tinham um sangue puro e no adulterado em suas veias, apenas se ouviu falar a respeito de "espritos" no de "mdiuns" at 184033. os fenmenos apareceram pela primeira vez ente os membros da "Igreja do Milnio", cujas aspraes religiosas, cujo modo peculiar de vida e cuja pureza moral e castidade fsica conduzem produo de fenmenos independentes de natureza tanto psicolgica como fsica. A partir de L492, milhares e mesmo milhes de homens de vrios climas e de diferentes hbitos e costumes invadiram a Amrica do Norte e, casando-se entre si, modificaram substancialmente o tipo fsico dos habitantes. Em que pas do mundo a constituio fsica das mulheres pode ser comparada com a constituio delicada, nervosa e sensvel da parte feminina da populao dos Estados unidos? Em nossa chegada a esse pas, surpreendemo-nos com a delicadeza semitransparente da pele dos nativos de ambos os sexos, comparai um operrio ou operria irlandesa que trabalhe duramente com um representante de uma genuna famlia americana. olhai as suas mos. um trabalha to duro quanto o outro; ambos tm a mesma idade, e ambos so igualmente saudveis; entretanto, ao passo que as mos de um, aps uma hora de ensaboamento, exibiro uma pele um pouco mais macia do que a de um jovem crocodilo, as do outro, no obstante o seu uso constante, permitir-vos-o observar a circulao do sangue sob a fina e delicada epiderme. No deve surpreender, portanto, que enquanto a Amrica a estufa dos sensitivos, a maioria de seu clero, incapaz de produzir milagres divinos ou de qualquer outra espcie, nega intransigentemente a possibilidade de qualquer fenmeno, exceto aqueles produzidos por truques e prestidigitaro. natural tambm que o clero catlico, que conhece praticamente a existncia dos fenmenos mgicos e espirituais, e que acredita neles, embora temendo as suas conseqncias, tente atribuir todos eles influncia do Demnio. Queremos aduzir mais um argumento como prova acessria do que afirmamos. Em que pases os "milagres divinos" mais floresceram, e foram mas freqentes e mais extraordinrios? Na Espanha catlica e na Itiilia pontifcia, sem dvida alguma. E qual desses dois pases teve mais acesso literatura antiga? A Espanha era famosa por suas livrarias; os mouros eram conhecidos por seus profundos conhecimentos a respeito da Alquimia e de outras cincias. o vaticano o depsito de um volume imenso de manuscritos antigos. Durante o longo espao de aproximadamente 1500 anos, eles acumularam, julgamento aps julgamento, os livros e os manuscritos confiscados de suas vtimas para seu prprio benefcio. os catlicos podem alegar que os livros foram geralmente conf,ados s chamas; que os tratados de famosos feiticeiros e encantadores perecerm com os seus execrados autores. Mas o vaticano, se quisesse falar, contaria uma histria diferente. Ele est perfeitamente a par da existncia de certos gabinetes e salas, cujo acesso s permitido a26

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uns poucos. Sabe-se que as entradas desses lugares secretos so to habilmente dissimuladas nas esculturas das paredes e sob a profusa ornamentao das paredes da biblioteca que houve mesmo alguns papas que viveram e morreram nos recintos do palcio sem jamais terem suspeitado de sua existncia. Mas esses papas no foram nem Silvestre II, nem Bento IX, nem Joo XX, nem o sexto e oitavo Gregrio; nem o famoso Brgia de toxicolgica memria. No ignoraram tambm a tradio secreta da sabedoria oculta, os amigos dos filhos de Loiola.Onde podemos encontrar, nos anais da Magia europia, encantadores mais hbeis do que na misteriosa sodo dos claustros? Alberto Magno, o famoso bispo e feiticeiro de Ratisbona, jamais foi superado em sua arte. Roger Bacon era um monge, e Toms de Aquino um dos mais eminentes discpulos de Alberto. Trithemius, abade dos beneditinos de Spanheim, [*J foi o mestre, amigo e confidente de Com\to Agipa; e enquanto as confederaes de tesofos se disseminaram amplamente pela Alemanha, onde nasceram, ajudando-se mutuamente, e lutando durante anos pela aquisio de conhecimentos esotricos, todo aquele que conseguisse tornar-se o discpulo favorito de certos monges poderia ser rapidamente iniciado em todos os ramos importantes da sabedoria oculta. Tudo isso faz pafie da histria e no pode ser negado. A Magia, em todos os

seus aspectos, foi amplamente e quase abertamente praticada pelo clero at a Reforma. E mesmo aquele que foi outrora chamado de "Pai da Reforma", o famoso John Reucilin34, autor de Mundo mnravlhoso e amigo de Pico della Mirandola, o mestre e instrutor de Erasmo, de Lutero e de Melanchton, era um cabalista eocultista.

O antigo Sortilegium, ou adivinhao por meio da Sorte - uma arte e uma prca agora amaldioada pelo clero como uma abominao, designada pelo Stat. 10, Jac. como felonia, e excluda pelo Srar. 12 Carolus 11 dos perdes gerais, devido ao fato de sr bruxaria3s - era amplamente praticado pelo clero e pelos monges. No obstante isso, ele foi sancionado pelo prprio Santo Agostinho, que no "desaprovava esse mtodo de conhecer o futuro, desde que no fosse utilizado para fins seculares". E mais, ele prprio confessa t-lo praticado36. Sim; mas o clero the dava o nome de Sortes Sanctorum, quando era ele quem as praticava; ao passo qtue Sortes Praenestinae, seguidas pelas Sortes Homericae e sortes virgilianae, eram paganismo abominvel, adorao do demnio, quando utilizadas por qualquer outro. Gregrio de Tours informa-nos que quando o clero recorria s sorres era costume depor a Bblia sobre o altar e pedir ao Senhor que revelasse a Sua verdade, e lhe fizesse conhecer o futuro em um dos versculos do livro37. Gilbert de Nogent escreve que em seus dias (por volta do sculo XII) era costume' na consagrao dos bispos, consultar as SoTtes Sanctorum, para desse modo conhecer os sucessos e o

* Johannes Tritheim (na verdade Heidenberg) nasceu em Trittenheim, perto de Trier, Alemanha, a 19 de fevereiro de 1-162 e morreu em Wiirzburg, a 13 de dezembro de 1516. Era um humanista e em 1485 tornou-:e abade de Sponheim, perto de Kreuznach. Posteriormente foi abade de Schottenkloster St. Jacob. em Wrzburg. Esse erudito, mais conhecido por Trithemius, seu nome latinizado, escreveu granCe nmero de obras importantes, tais como: De sciptorbus ecclesiastics (1494); Steganograpa tl500, e edies posteriores de 1606, 1621,1635); Annalcs Hirsangiensis (151.4); Annales e oig;ne ;rancorurn(no concluda); Polygrapho (1518). (N. do Org')29

destino do episcopado. Por outro lado, somos informados que as sorles sanctorum foram condenadas pelo Conclio de Agda, em 506. Nesse caso, somos instados novamente a perguntar: em que ocasio a infalibildade da Igreja falhou? Foi quando ela proibiu o que fora praticado pelo seu maior santo e mentor, Agostinho, ou no sculo XII, quando a prtica foi exercida pelo clero e com a sano da mesma lgreja, com stas eleio dos bispos? ou devemos ento acreditar que, em ambos os contraditrios casos, o Vaticano foi diretamente inspirado pelo "esprito de Deus"? Se h qualquer dvida de que Gregrio de Tours aprovava uma prtica que ainda vigora at hoje, em diferentes graus, mesmo entre os rigorosos protestantes, que se leia o segnte: Avisado de que Lendastus, Conde de Tours, que desejava indispor-se com a Rainha Fredegonda, nha a Tours, cheio de maus desgnios contra mim, refugiei-me com profunda inqetao em meu oratrio, onde tomei os Sazos. (. ..) Meu corao revivesceu dentro de mim quando lancei os olhos sobre o salmo 77: 'Guiou-os com segurana, e o mar recobriu seus inimigos'. De fato, o conde no pronunciou uma nica palavra contra mim; e deando Tours naquele mesmo dia, o barco em que ele estava naufragou numa tempestade, mas a sua habidade na natao o salvou"38. O santo bispo simplesmente confessa aqui que praticou um pouco de feitiara. Todo mesmerzador conhece o poder da vontade quando um desejo intenso drgdo para um sujeto particular. Coincidncia ou no, o versculo em questo sugeriu sua mente vingar-se pelo afogamento. Passando o resto do dia em "profunda inquietao", e possudo por esse pensamento obsedante, o santo - talvez inconscientemente - fixou sua vontade sobre a pessoa do conde, e assim, embora imaginasse ver, no acidente, o dedo de Deus, ele simplesmente se transformou num feiticeiro exercendo a sua vontade magntica que reage sobre a pessoa de seu inimigo; e o conde escapou por um triz da morte. Se Deus tivesse decretado o acidente, o ru certamente se afogaria; pois um simples banho no teria alterado a sua malvola resoluo contra So Gregrio, se estivesse realmente propenso a isso. Vemos, ademais, antemas fulminados contra essa loteria do destino, no Concflio de Vannes, que probe "todos os eclesisticos, sob pena de excomuo, de praticarem essa espcie de adivinhao; ou de procurarem conhecer o futuro, consultando um livro ou um manuscrito qualquer". A mesma proibio foi pronunciada nos Concflios de Agda, em 506, de Orlans, em 411, de Auxerre, em 595, e, finalmente, no conclio de Aenham em l1l0 [*1; este ltimo, condenando "feiticeiros, bruxos, adivinhos, que causaram a morte por operaes mgicas, e que praticaram a leitura da sorte pela consulta dos livros sagrados"; e o protesto do clero, reunido

* Os Concflios referidos no texto so, na melhor das hipteses, convocaes sobre as quais pouco se sabe. O Concflio de Agda foi realizado em setembro de 506; o de Orlans, conhecido como o primeiro Concflio realizado naquela cidade, ocorreu em 511; a data do de Auxerre, conhecido como o Snodo de Auxerre, varia entre 570 e 590, de acordo com vrias autoridades. O Concflio realizado em Aenham (ou Enham), uma vila para soldados invlidos situada a cerca de duas milhas ao norte de Andover, N, W. Hampshire, apresenta uma incerteza ainda maior quanto data de sua realizao: de acordo com Mansi, ocoeu entre 1100 e 1116, ao passo que Hefele situa-o em 1009. O perodo em que Alexandre III foi Papa vai de 1159 a 1181. Ve Mansi, Sacrorurn concilbrwn nova et amplissima collectio, Florena, 1759-1798, tomo XIX, col. 308; Dbtionnaire de thologie catholique, III, 886: V, 2188; C. J. von Hefele, Conciliengeschichte, Friburgo, 1855-14, vol. IV. (N. do Org.)30

contra de Garlande, seu bispo em Orlans, endereado ao Papa Alexandre III, termina por estas palavras: "Que vossas mos apostlicas se encarreguem de pr a nu a iniqidade desse homem, a fim de que se cumpra a maldio contra ele prognosticada no dia da sua consagrao; pois, abrindo-se os evangelhos sobre o altar segundo o costume, as primeiras palavras erami e o joyem, deixantlo as vestes de linho,escctpou-se deles nu" 39.

Por que ento condenar fogueira os mgicos leigos e os consultores

de

livros, e canonizar os eclesiisticos? Simplesmente porque os fenmenos medievais, assim como os modernos, manifestados pelos leigos, e produzidos mediante conhecimentos ocultos ou por manifestao independente, contradizem as pretenses das Igrejas catlica e protestante quanto aos milagres dinos. Em face das evidncias reiteradas e incontestveis, tornou-se impossvel, paa a primeira, manter com sucesso a afirmao de que semelhantes manifestaes miraculosas, executadas pelos "anjos bons" e pela interveno direta de Deus, s podiam ser produzidas por seus ministros eleitos e seus santos. E tampouco a Igreja protestante podia sustentar convincentemente, pelo mesmo motivo, que os milagres terminaram com os tempos apostlicos. Pois, se da mesma natureza ou no, os fenmenos modernos reclananuma estreita semelhana com os fenmenos bblicos. Os magnetizadores e curadores de nosso sculo entraram em competio direta e aberta com os apstolos. O zuavo Jacob, da Frana, suplantou o profeta Elias, chamando vida pessoas que estavam aparentemente mortas; e Alexis, o sonmbulo, mencionado pelo Sr. Wallace em sua obra4o, por sua lucidez, envergonhou os apstolos, os profetas e as Sibilas de antigamente. Depois da queima do ltimo feiticeiro, a grande Revoluo Francesa, to diligentemente preparada pela liga das sociedades secretas e seus hbeis emissrios, explodiu sobre a Europa e despertou o terror no seio do clero. Como um furaco destruidor, ela varreu em seu curso os melhores aliados da lgreja, a aristocracia catlica romana. A partir de ento, o direito opinio pessoal foi solidamente estabelecido. O mundo livrou-se da tirania eclesistica, abrindo um caminho desimpedido para Napoleo, o Grande, que deu o golpe de misericrdia na Inquisio. Este srande matadouro da Igreja crist - no qual ela assassinou, em nome do Cordeiro, todas as ovelhas que arbitrariamente declarava desprezveis - estava em runas, e ela.e viu abandonada sua prpria responsabilidade e recursos.

Enquanto os fenmenos ocorreram apenas de modo espordico, ela se sentiu suficientemente poderosa para reprimir-lhes as conseqncias. A superstio e a .rena no Demnio eram mais fortes do que nunca, e a cincia ainda no tinha ersdo medir publicamente as suas foras com as da Religio sobrenatural. Nesse nterim, o inimigo lentamente, mas seguramente, ganhava terreno. E de repente a ;uerra explodiu com inesperada violncia. Os "milagres" comearam a ocorrer em :lena luz do dia, e passaam de sua recluso mstica ao domnio da lei natural, em :ue a mo profana da cincia estava pronta para arranca a mscara sacerdotal. Entretanto, ainda por algum tempo, a Igreja manteve a sua posio, e, com o pode:oso auxlio do medo supersticioso, refreou o progresso da fora inoportuna. Mas :aando, em seguida, surgiram os mesmeristas e os sonambulistas, reproduzindo o ::nmeno fsico e mental do xtase, que at eno eta, como se acreditava, um dom :specfico dos santos; quando a paixo peas mesas girantes atingiu, na Frana e :rl outros pases, o seu clmax de fria; quando a psicografia - atribuda aos espri:,rs - pSSou de uma simples curiosidade e despertou um interesse inesgotvel, e31

finalmente degenerou em misticismo religioso; quando os ecos despertados pelas primeiras pancadas de Rochester, e, cruzando os oceanos, se difundiram at repercutir em todos os cantos do mundo - ento, e apenas ento, a Igreja latina teve plena conscincia do perigo que corria. Prodgios e mais prodgios ocorreram nos crculos espiristas e nas salas de conferncia dos mesmeristas; os doentes foram curados, os cegos voltaram a ver, os paralticos a andar, os surdos a ouvir, J. R. Newton, na Amrica, e Du Potet, na Frana, curaram multides sem reclamar a menor interveno divina. A grande descoberta de Mesmer, que revela ao investigador zeloso o mecanismo da Natureza, dominava, como que por mrgica, os corpos orgnicos einorgnicos. Mas isso no foi o pior. Uma calamidade ainda mais terrvel para a Igreja foi a evocao de inmeros "espritos" dos mundos superiores e inferiores, cujo comportamento privado e cujas mensagens trouxeram o desmentido direto aos dogmas mais sagrados e mais lucrativos da Igreja. Esses "espritos" pretendiam ser as prprias entidades, em estado desencarnado, dos pais, mes, filhos e fithas e amigos e conhecidos das pessoas que assistiam ao estranho fenmeno. O Demnio parecia no ter uma existncia objetiva, e isso desmoronou as prprias fundaes em que repousava a cadeira de So Pedroal. Nenhum esprito, a no ser os de zombeteiras manifestaes, confessaria um pa-rentesco, ainda que remoto, com a majestade satca, ou lhe atribuiria o governo de uma simples polegada de seu territrio. O clero sentia o seu prestgio decrescer a cada dia, pois via as pessoas sacudindo impacientemente, plena luz da verdade, os vus sombrios com que tinham sido vendadas por tantos sculos. E finalmente, a sorte, que tinha estado anteriormente de seu lado no longo conflito entre a Teologia e a Cincia, passou para o campo de seus adversrios. A ajuda que estes trouxeram ao estudo do lado oculto da Natureza era de fato preciosa e oportuna, e a cincia inconscientemente ampliou a outrora trilha to estreita dos fenmenos numa larga e espaosa avenida. se este conflito no tivesse terminado a tempo, poderamos ter visto reproduzirem-se em menor escala as cenas vergonhosas dos episdios de feiaria de Salem e das freiras de Loudun. Seja como for, o clero tinha sido amordaado.

Mas se a cincia auxiliou involuntariamente o progresso dos fenmenos ocultos, estes ajudaram reciprocamente prpria cincia. poca em que a Fi-losofia novamente reencarnada reivindicava corajosamente o seu lugar no mundo, havia pouqussimos eruditos entregues difcil tarefa de estudar a Teologia comparada. Tal cincia ocupa um domnio at agora pouco penetrado pelos exploradores. Esse estudo, que exige um conhecimento das lnguas mortas, limitou obrigatoriamente o nmero de estudantes. Ademais, ele no era visto como muito necessrio, j que as pessoas no haviam substitudo a ortodoxia crist por algo mais tangvel. um dos fatos mais inegveis da Psicologia, o de que o homem comum to pouco capaz de viver fora de um elemento religioso, quanto o peixe fora da gua. A voz da verdade, "uma voz mais forte do que a do trovo", falava ao homem interior no sculo XIX da era crist" como lhe falava no sculo XIX a. C. intil e ocioso tentar oferecer humanidade a escolha entre uma vida futura e a aniqlao. A nica chance que resta aos amigos do progresso humano que procuram estabelecer uma f para o bem da Humanidade, inteiramente despida de superstio e de grilhes dogmticos, dirigir-se a eles nas palawas de Josu: "Escolhei hoje a quem quereis servir: se aos32

deuses aos quais serviram vossos pais amorreus em cujo pas agora habitais"a2.

do outro lado do rio, ou aos deuses

dos

"A

cincia da religio", escreveu Max Mller, em 1860, "est apenas no comeo.

(...) Durante os ltimos cinqenta anos os documentos autnticos das religies mais

[*]. T"-os

mportantes do mundo /ora m recuperados de maneira inesperatla e quase miraculosa43 agora diante de ns os livros cannicos do Budismo; o Zend-Avesn de Zoroastro no mais um livro selado; e os hinos do Rig-veda revelaram os estgios de religies anteriores aos primrdios daquela mitologia que em Homero e Hesodo se nos afiguram como uma runa carcomida."aa Em seu insacivel desejo de estender o domnio d,a f cega, os primeiros arquitetos da Teologia crist foram forados a ocultar, na medida do possvel, as zuas verdadeiras fontes. Para esse efeito, eles queimaram ou destruram, como se afirma, todos os manuscritos originais sobre cabala. Magia e cincas ocultas que lhes caram nas mos. Eles supunham, em sua ignorncia, que os escritos mais perigosos dessa espcie tinham desaparecido com o ltimo gnstico; mas um dia eles descobriro o seu engano. Outros documentos autnticos e igualmente importantesreaparecero, talvez,"de maneira inesperada e quase miraculosa,'.

"Ao tempo da disputa pelo trono em 5l a. c. entre clepatra e o seu irmo Dionsio Ptolomeu, o Bruckion, que continha mais de setecentos mil rolos, todos guarnecidos de madeira e de pergaminhos prova de fogo, estava em reparos, e uma grande poro dos manuscritos originais, que eram considerados os mais preciosos, e que no tinham duplicatas, foram guardados na casa de um dos bibliotecrrios. Como o fogo que consumiu o resto foi apenas resultado de um acidente, no se tomou nenhuma precauo nesse momento. Ms, acrescentan eles, virias horas se passaran entre o incndio da frota, por ordem de csar, e o instante em que os primeiros edifcios situados nas proximidades do posto queimaram por sua vez, e em que todos os bibliotecrrios, auxiliados por vrias centenas de escravos afetos ao museu, conseguiram salvar os rolos mais preciosos. To perfeita e slida era a fabricao do pergarninho, que enquanto, em alguns rolos, as pginas internas e a guarnio de madeira foram reduzidas a cinza, em outros, a guarnio de pergaminho permaneceu intata. Esses detalhes foram todos escritos em grego, latim e em dialeto caldai_ co-siraco, por um jovem douto de nome Theodas, um dos escribas empregados no museu. Acredita-se que um desses manuscritos teria sido preservado at hoje num

Existem estranhas tradies correntes em virias partes do oriente - no Monte Athos e no Deserto de Ntria, por exemplo entre certos monges, e entre doutos rabinos da Palestina, que passam suas vidas comentando o Talrnud.e. Eles dizem que nem todos os rolos e manuscritos, que segundo a histria teriam sido queimados por csar, pela turba crist em 389, e pelo general rabe omar, desapareceram como se acredita comumente; e a histria que eles contam a seguinte:

* Como exemplos de descobertas inesperadas feitas no decorrer da sucesso de tradies e escritos msticos antigos deve-se mencionar os tranuscritos Coptas Gnsticos descobertos em 1945 prximo do stio da antiga aldeia de Chenoboskion, no Egito, aos ps da montanha chamada Gebel et-Tarif; e tambm os agora famosos textos dos Per-eaminhos do Mar Morto encontrados a pair de 1947 , em muitas cavernas prximas do stio de uma runa antiga chamada Khirbet Qumran. (N. do Org.)JJ

convento grego; e a pessoa que nos narrou a tradio o viu com os seus prprios olhos. Ela diz que muitos outros o vero e sabero onde buscar outros importantes documentos, quando uma certa profecia se cumprir; e acrescenta que muitas dessas obras poderiarn ser encontradas na Tartria e na ndiaas. O monge mostrou-nos uma cpia do original, que, naturamente, mal pudemos ler, devido nossa pouca erudio no que toca s lnguas mortas. Mas fomos to vivamente tocados pela vvida e pitoresca traduo do piedoso padre que lembramos perfeitamente de alguns curiosos pargrafos, que rezam, na medida do que podemos lembrar, assim "Quando a Rainha do Sol (Clepatra) foi reconduzida cidade em runas, aps o fogo ter devorado a Glra do Mundo; e quando u as montanhas de livros - ou rolos - cobrindo os pisos semidestrudos da estrada; e quando percebeu que o interior tinha desaparecido e que s restavam us capas indestruveis, ela chorou de raiva e fria, e amaldioou a mesquinhez de seus ancestrais que haviam relutado em adquirir o verdadeiro Prgamos, tanto para o interior como para o exterior dos preciosos rolos". Alm disso, nosso autor, Theodas, permite-se uma faccia s custas da rainha, por acreditar que quase toda a livraria tinha sido queimada, quando, na verdade, centenas e milhares dos livros escolhidos estavan seguramente guardadosem sua prpria casa e nas de outros escribas, bibliotecirios, estudantes e filsofos. A crena de que as bibliotecas posteriores de Alexandria no foram totalmente destrudas compartilhada por vrios doutos coptas disseminados por todo o Oriente, na sia Menor, no Egito e na Palestina. Por exemplo, eles dizem que

III de Prgamo, presenteada por Antnio a Clepatra, foi destrudo. quele tempo, segundo as suas afirmaes, desde o monrcnto em que os cristos comeaam a ganhar poder em Alexandria - por volta do fim do sculo IV - e Anatlio, bispo de Laodicia, comeou a insultar os deuses nacionais, os filsofos pagos e os sbios teurgistas adotaram medidas efetivas para preservar os repositrios de seus conhecimentos sagrados. Tefilo, um bispo, que deixou atris de si a reputao de canalha mesquinho e mercenrio, foi acusado por Antnio, um clebre teurgista e eminente erudito da cincia oculta de Alexandria[*], de pagar os escravos de Serapio para roubarem livros, que ele vendia por grandes somas aos estrangekos. A Histria diz-nos como Tefilo chegou a possuir as melhores obras dos filsofos em 389; e como seu sucessor e sobrinho, o no menos infame Cirilo, assassinou Hipatia. Suidas d-nos alguns detalhes sobre Antonino, que chama de Antnio, e de seu eloqente irmo Olimpo, o defensor de Serapio. Mas a histria est longe de conhecer os fatos relativos ao resto insignificante dos livros, que, atravessando tantos sculos, angiram o nosso prprio sculo instrudo; ela falha em fornecer os fatos relativos aos primeiros cinco sculos do cristianismo que so preservados em numerosas tradies correntes no Oriente.nenhum volume da biblioteca de Attalus

* Antoninus foi um neoplanico que viveu no sculo IV da nossa era e possua uma escola em C-anopus, perto de Alexandria, no Egito. Devotou-se totalmente queles que pocuftrvarn sus ensinamentos. Previu claramente o f,im do ciclo das escolas ditas pags religiosas e predisse que aps a sua mote todos os templos dos deuses seriam transformados em tmuos. Diz-se que sua conduta moral foi exemplar. Os nicos dados que possumos sobre Antoninus esto em Vas dossofutas, escrito por Eunapius, um sofista grego e historiador de Sardis, que nsceu em 347 d. C. Fala de Antoninus em sua Vida dc Aedesus (p. 68, ed. de Anu:rpia, 1568), um eminente discpulo de Jmblico. (N. do Org.) 34

Por menos autnticas que possam parecer, h sem dvida muito boas sementes na pilha de refugos. No estranha que essas tradies no sejam comunicadas com maisfreqncia aos europeus, quando consideramos quo aptos so nossos viajantes para se tornarem odiosos aos nativos por sur atitude ctica e, ocasionalmente, sua intolerncia dogmtica. Quando homens excepcionais como alguns arquelogos, que souberam como conquistar a confiana e mesmo a amizade de certos rabes, so favorecidos com preciosos documentos, declara-se simplesmente que tudo no passa

de uma "coincidncia". E no entanto no faltam tradies muito difundidas, da existncia de certas galerias subterrneas imersas, na vizinhana de Ishmonia - a "cidade petrificada", na qua esto armazenados incontveis manuscritos e rolos[*]. Os irabes no se aproximam dela por dinheiro algum. noite, dizem eles, das frinchas das runas desoladas, enterradas profundamente na areia ressequida do deserto, brilham raios de luzes carregados de uma galera a outra por mos no humanas. Os afrites estudam a literatura das pocas antediluvianas, segundo acreditam, e os djinsaprendem dos rolos mgicos a o do dia seguinte.

A Encclopdia Brtnca, em seu artigo sobre Alexandria, diz: "Quando o templo de Serapis foi demolido (. . .) a valiosa biblioteca for pilhnda e destruda; e vinte anos depois as prateleiras vazas stscitaram o anependimento (...) etc"+o[**].Mas no relata a sorte posterior dos livros pl lhados.

Rivalizando com os ferozes adoradores de Maria do quarto sculo, os modernos persegdores clericais do liberalismo e da "heresia" encerrariam voluntadamente todos os herticos e seus livros em algum moderno Serapio e os queimariam vivosaT. A causa desse dio natural. A pesquisa moderna nunca desvelou tanto, como agora, o segredo. "No hoje a adorao dos santos e anjos" - disse o Bispo Newton, anos atrs - "em todos os respeitos, idntica adorao dos demnios dos primeiros tempos? S o nome diferente, a coisa exatamente a mesma (. ..) exatanente os mesmos templos, as mesmas imagens, que eram outrora consagrados a Jpiter e outros demnios, so agora consagrados Virgem Maria e a outros santos(. . .) todo o Paganismo converteu-se e aplicou-se ao Papismo." Por que no ser franco e acrescentar que "un boa poro dele foi adotada tambm pelas religies protestantes?" A prpria designao apostlica de Pedro origina-se dos mistrios. O hieropether, ou intrprete. fante ou pontf,ce supremo portava o ttulo caldeu n!, Os nomes Phtah, Peth'r, a residncia de Balsam, Pataa, e Patras, os nomes das cidades oraculares, pctteres otJ pateras e, tahez, Buddhaa8, tudo provm da mesma raiz. Jesus diz: "Sobre esta petra edificarei minha Igreja, e s portas do Hades no prevalecero contra ela"4e, entendendo W petra o templo sobre a rocha, e por metifora, os mistrios cristos, cujos adversrios eram os antigos deuses dos mistrios do mun. gravadas sobre ele. O nmero cinco relaciona-se com o mesmo clculo cabalstico.

17. King (The Gnostics, p.

18.

[Paedagogas,

III, xi.]80e 81.

19. I'a gense de l' hwrnnit,p.

2n. fGnese,l,2O-3.1 2I. LPIno,Nat. Hist.,y, XIX; Diod. Sic.,Bibl. hist.,il,IV.l 22. Os Sephirth cabalsticos so dez, ou cinco pares. 23. Um avatar uma descida da Divindade Terra sob uma forma manifesta. 24. Bhgavata-Purna, livro II, cap. 9 e 10. 25. Maru,livro XII, 42; livro l, 5O. 26. Y er Cory, Ancient Fragments, 1832, p. 3. 27 . On the Oigin of Species (Il edio), p. 484. 28. Ib.,p.484. 29. Ibd.,p.488-89. 30. kt gese de I' humanit,p.338. 31. Les traditons ittdo - europ e nnes t afrcanes, p, 29 l. 32. Jacolliot, op. cit.,p.293 es. 33. Jacolliot, Les fils de Dieu, p. 32. 34. Jacolliot, Le sprttisme dans le monde, p. 78 e outras.e

252

35. 36.31

Les

fls'de Dieu., p.272. Embora no nos espante que os brmanes se tivessem recusado a satisfazer a curiosidade de Jacolliot, devemos acrescantar que o significado desse sinal conhecido

dos superiores de toda lamaseria budista, no s dos brmanes,

La gense de I' hun{nit, p.339.[Gnese ,11,7

.

.l

38. Manu,liwo

I,6lokas 48-9.

39.

Yer Journal of thz Royal Asiaic Socety of Great Britain and lreland, vol. "Note on the Sri Jantra and Khat Kon Chakra", de E. C. Ravenshaw.

XIII,

1852,

p.7l-9:

40. [Letras ini ciais ]e hokfuru nistharah, sabedoria secreta. l 41. La'asft tem um significado prximo do de Vdcft , o poder oculto do Mantra. 42. Na Rigveda Samhit, o significado dado por Max Mller o de Absoluto, "pois deriva de 'dili',limite,ea

partcula negativa

a".

43. "Hinos aos Maruts", I, 89, 10. 44. Ibirl.,I,24,4.Santo feminino em todas as teogonias filosficas. As inmeras seitas dos gnsticos tm Sofia; os cabalistas judaicos e os talmudistas, Shekhnah (a vese do Supremo), que desceu entre os dois Querubins para o Assento da Misericrdia; e vemos at Jesus dizer, num exto antigo, qve"M:nhaMe, o Esprito Santo, me chamou". "As guas chamam-se nara, poq\te so um produto de Nara, ou o Esprito de Deus" (Insttutes

45. lbid.,x,63,2. 46. por isso que encontramos o Esprito

ofManu, I, 10; ed. Jones).

47.

Nryaru,ou o que semove sobre12 [Sir

as guas.

48. Manu,I,

Wm. Iones,Works,III,p.6l; ed. 17991.

Smith cita os primeiros versculos do Gnese acdico tal como os encontrou nos Textos Cuneiformes sobre os " Lateres Cocties". Ali vemos estabelecidos nz, a divindade passiva ou Ain-Soph; Bel, o Criador, o Esprito de Deus (Sephirh) movendo-se sobre a supefcie das guas, ele prprio gua; e Hea, a AlmaUniversal ou sabedoria combinada dos trs. Os oito versculos dizem o seguinte: 1. Em cima no estavam erguidos os cus; 2. E embaixo, sobre a terra, nenhuma planta havia crescido; 3. O abismo tambm no havia rompido os seus limites; 4. O caos [ou gua] Tiamat [o mar] era a me que produzia todos os seres. [Est a Adi Csmica e Sephirh.l 5. Aquelas guas foram ordenadas no princpio; masOs deuses no haviam surgido, nenhum deles; Nenhuma planta bavia crescido e a ordem no existia; Este era o perodo catico ou pr-gensico. [The Chald. Acc. ofGenesis

49. Garge

6. 7. 8.

Nenhuma rvore havia crescido, nem uma flor havia desabrochado.

(1876),p.62-3.1

de qualquer nao importante. Assim, vemos, na mitologia egpcia,Isis e Osris, irm e irmo, marido e esposa; e Hrus, o Fiho de ambos, torna-se o marido de sua me, sis, produzido ambos um filho, Matouti. [Champollion-Figeac,E gypre

50. Ver a traduo de Haug, III, iii, 33. 51. As mesus transformaes ocoem na cosmogoniaancienne, p. 245.1

52.53

Quando poder feminino, ele Sephirh; masculino, Ado-Cadmo, pois, como a primeira contm em si os outros Nove Sephir, o ltimo, em sua totalidade, incluindo Sephirh, es contido no Cadmo Arquepico, o rpur1 ovor.

.

Mandala l, Skta 166: Max Mller.

54. AsaticResearchzs(ed.1805),vol.Ytll,p.391-92;traduodeColebrooke.

55. 56.

Como no sistema pitagrico numrico, cada nmero corresponde na tea, ou no mundo dos efeitos, ao seu prottipo invisvel no mundo das causas. Ver captu ;tri"lut, vol. I,a respeito da palavra Yajfra.

253

57

. 58.

[Manu,livro I, II e s.; 33

e s.]

princpioeoLogos,pois tt ovcho ecinco .,pontas. Enquanto

Eva a trindade da natureza e Ado, a unidade do esprito; a primeira, o princpio material criado; o timo, o rgo ideal do princpio criador, ou, em outras palavras, esse andrgino o

) afmea;e,comoafirmaLvi,essaprimeiraletrada

lngua sagrada, Aleph, representa um homem apontando uma mo para o cu e a outra para a Terra. o crocosmo e o microcosmo ao mesmo tempo e explica o tringulo duplo dos maons e a estrela de

o macho ativo, o princpio feminino passivo, pois ESPRITOesta

e

MATERIA, significando

de Salomo, Jachin e Boaz o emblemas do andrgino; so tambm, respectivamente , macho e fmea, branco e preto, quadrado e redondo; o rnacho uma unidade, a fmea um binrio. Nos tratados cabalstcos taros, o princpio ativo mostrado como uma espada, : lzoharl, o passivo como uma bainha i1))) lne ge bahl. Y er D o gme e t itue I de ln haute ma gie, v ol. l.

ltima palavra, em qrase todas as lnguas, me, As cohnas do templo

vertical o princpiomasculino, ahorizontalo feminino; ainterseco das duaslinhas forma a CRUZ, o smbolo mais antigo na histria egpcia dos deuses. E a chave do Cu nos dedos rseos de Neith, a virgem celestia, que abre o porto, na aurora ,paraa sada do seu primognito, o sol radiante. E o Stauros dos gnsticos e a cruz hlosfica dos manicos de grau superior. Este smbolo ornamenta tambm o tee dos mais antigos pagodes umbeliformes do Tibete, da China e da ndia, e tambm est na mo de sis, em forma di "tu" o^oto" . Numa das grutas chatya de Alanta, ele arremata as trs umbelas de pedra e constitui o centro da abbada,

59. A linha

6O. Manu,livrol.Manu, livro I, Sloka 20. "Quando este mundo emergiu da obscuridade, os princpios elementares sutis produziram o gene vegetal que animou primeiramente as plantas; das plantas, a vida passou aos organismos fantsticos que nascerun no /zs (limo) d,s guas; depois, numa srie de formas e de animais diferentes, chegou finalmente ao homem " (M a nu, liw o I ; e B h g av ata - P urna). Manu um tipo conversvel que no pode ser, de maneira alguma, explicado como uma personagem determinada. Manu significa s vezes humanidade, outras vezes homem, O Manu que procede do Svayonbh no-criado , sem dvida, o tipo de Ado-Cadmo. O Manu que progenitor dos outros seis Manu evidentemente idntico aos Rislir.s, ou sete sbios primordiais, que so os ancestrais das raas ps-diluvianas. Ele - como veemos no cap. VIII - No e os seus seis filhos, ou geraes posteriores, origem dos patriarcas ps-diluvianos e mticos da Bblia.

61.

62. Cory, Ancient Frctgmznts, p. 23-4. 63. [Manu, ivro I, 72-8.] 64. Vervo. I,cap. I, destaobra.65. SepherYetra, I, $ 8. 66. rbd.,r, rt.

67.68.

Zohar,I,2?.Sepher

Yetztah,I, lO.

interessantelembrar Hebreus,l,T emrelao a essa passagem. "Aquele que faz dos seus anjos [mensageiros], espritos, e dos seus ministros [servos, aqueles que prestam auxflio], chama de fogo." A semelhana demasiado viva para que deixemos de inferir que o a.uto dos Hebreas estava to familiarizado com a "Cabala" quanto costumam estar os seus adeptos.

69.

No seria possvel que Haluman fosse o representante daquele elo de seres metade homem, metade macaco, que, segundo a teoria dos Sn. Hovelacque e Schleicher, interromperam o seu desenvolvimeno e entraram, por assim dizer, num processo de evoluo regressiva?

70. 7 1.72.r

Cf. JacolTiot,

Les

fs

de Dcu, p. 229 -3O.

A Essncia Primacial ou lti-a no tm noftrc n ndia. indicada s vezes por "Isso" ou por "Este". "Este [universo] em sua origem no era nada. No havia cu, nem terra, nem atrnosfera. Aquele ser inexisente (asar) disse 'Serei'." (Dr. John Muir, Oiginal Sanskit Texts,Y , p. 36; ed.863-71.) Zohar,

73.

IIl, p. 48a,

ed. de Amsterd.

74. [Hone, The Apocr. N. 2., Londres, 1820, pp. 95 e97.] 75. Coleman, Thz Mytholo g of the Hindus, pp. 22 e ss.254

e a rendio subseqente de Lank (Ilha do Ceilo) a Rama se d, pela cronologia hindu baseada no Zodaco ene 7.500 e 8.0O0 a.C. e a seguinte, ou oitava, encarnao de Vishnu, em 4.80O a.C. (do Livro dos zod(acos histicos dos brmanes).

76.

O cerco

-

-

lJm cientista de Hanover publicou recentemente uma obra intitulada ber dic AuJksung der Arten durch tntrrliche Zuchtwahl, em que mostra, com grande ingenuidade, que Darwin estava completamente enganado ao remontr a origem do homem ao macaco. Ao contrio, ele afirma que o 111"u"o que se desenvolveu do homem. Que, no comeo, a Humanidade foi, moral e fisicamente, os tipos e s prottipos da nossa atual raa e da dignidade humana, por sua beleza de forma, regularidadde traoi, desenvolvimento craniano, nobreza de sentimentos, impulsos hericos e grandeza de concel4es ideais. Isso pura filosofra bramnica, budista e cabalfstica. Seu livro copiosamenie ilustrado com diagramas, tabelas, etc. Ele afirma que o envilecimento e a degradao do homem, moral e fisicamenie, podem ser facilmente verificados atravs das transformaes etnolgicas at os nossos dias. E, como uma poro j degenerou em macacos, tambm o homem civilizado dos dias de hoje se sucedido, pelo menos, sob a ao da inevitvel lei da necessidade, por descendentes semehantes. Se pudermos julgar o futuo pelo presente, parece bastante possvel que um corpo to noespiritual e materialista como o dos nossos cientistas termine como simiae eno como serafins'78. JewishWars,ll, 79. De somniis,8O.

7'7.

VIII,

11.

l, I

22