Jornal Papiro: 2014.2.1

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  • Outubro de 2014Jornal laboratrio do Curso de Jornalismo da Faculdade 7 de Setembro

    Bolha imobiliria em Fortaleza est descartada

    Cear se prepara para poss-vel caso de ebola no Estado. O Hospital So Jos treinou sua equipe para o atendimento de possveis infectados. No Aero-porto Internacional Pinto Mar-tins, o treinamento ser feito oferecido pela Infraero como j foi feito em outros estados.

    Movimento convoca artistas urbanos a intervirem em pro-pagandas eleitorais que foram pintadas sem permisso. Os artistas reclamaram que as

    Casa Prpria]

    Cear est preparado para possvel caso de ebola?

    Grafi teiros realizam ato contra campanha eleitoral veiculada em muros

    EsporteAtletas cearenses ganham quatro medalhas em duas modalidades de competio de Campeonato Nacional Esportivo de Karat Interestilos 2014. Jovens fazem parte do Projeto Bushi-No-Te pgina 8

    EducaoO Projeto Jovem de Futuro uma parceria entre o Instituto Unibanco com as Secretrias Estaduais de Educao. Adotado por Gois, Mato Grosso do Sul, Par, Piau e Cear, comeou em 2012 com a proposta de melhorar o currculo escolar pgina 10

    EleiesPara os jovens eleitores existe certa expectativa por ter pela primeira vez o poder do voto, principalmente pela importncia que ele tem dentro de uma sociedade democrtica pgina 12

    Pesquisa do Sinduscon/CE mostra que o volume de ven-das de imveis entre os me-ses de junho e agosto de 2014 na Regio Metropolitana de Fortaleza (RMF) aumentou em relao ao mesmo perodo

    Combate ao Ebola]

    Limpeza Geral]

    do ano passado. Foram mo-vimentados R$ 87,1 milhes a mais do que no mesmo pero-do de 2013, o que corresponde a um aumento de 14,89% nas vendas. A alta, no entanto, acompanhada da reduo de

    35,81% no nmero de lana-mentos de imveis. Apesar disso, especialistas descar-tam a possibilidade da ocor-rncia de bolha imobiliria na capital. pgina 5

    A doena causada pelo vrus ebola j matou mais de 2.400 pessoas na frica. Mesmo com a pequena possibilidade do vrus chegar ao Brasil, es-tados investem em preveno, capacitando hospitais e profi s-sionais de sade. pgina 6

    campanhas eleitorais desca-racterizaram os grafi ttis com fotos, pinturas e cartazes de candidatos. pgina 4

    Comunicao O Coletivo Mdia

    Ninja, responsvel por transmisses ao vivo

    dos protestos em 2013, comemora mais de um milho de acessos em

    seu site. A pgina est h trs meses no ar pgina 3

  • 2 Papiro | Outubro de 2014

    Depois do agito, possvel calmaria?

    Editorial]

    No h quem duvide de como 2014 ser lembrado. O ano da Copa do Mundo do Brasil. Ou dos 7 a 1 para a Alemanha. O ano da invaso de turistas estrangeiros, da construo do polmico viaduto da Avenida Antnio Sales, das eleies, do fogo cruzado entre candidatos presidncia da Repblica e ao Governo do Estado. Mas o ano no acabou e a cidade ainda respira em meio a ebulio fomentada pela poltica, pela economia e por calendrios nacionais que mobilizaram e esquentaram todo o pas.

    A primeira edio do Papiro deste semestre tentou, na medida do possvel, encontrar brechas entre as polmicas do ano, pautar-se alm do bvio, do que j se esperava que fosse dito. Exerccio difcil, afi nal a cidade funciona como uma espcie de motor do tecido social e assim alguns assuntos parecem retroalimentados a cada instante, como o processo das obras de infraestrutura em vrios pontos de Fortaleza.

    Como falar de outros assuntos ento, sem deixar o jornal preso cobertura que tem sido feita pelos jornais, pelas televises e emissoras de rdio da capital? Enxergar o ponto cego, invisvel para muita gente, e trazer luz a assuntos sim repetidos, porm ocultados pelos problemas da cidade exaustivamente tratados na mdia local.

    O que h de certo que, mais que outros temas, o jornal laboratrio produzido pelos alunos da disciplina Projeto Integrado de Jornalismo Impresso, uma vitrine de uma importante etapa de aprendizagem. Se no temos como reproduzir fi elmente um dia inteiro de fechamento do chamado hardnews, procuramos dar mais velocidade etapa de produo e apurao das notcias. Na primeira etapa do curso, os alunos revivem os conceitos de pauta e pr-pauta, depois vo s ruas para que, de modo provocado e autnomo, proponham suas prprias pautas. A editora-chefe sugere, comenta, os reprteres se pautam, apurando o olhar sobre os fatos que podem ser notcia e atentos s premissas de interesse e importncia pblica.

    Boa leitura!

    Diretor-Geral Ednilton Sorez Diretor Acadmico Ednilo Sorez Vice-Diretor Adelmir Juc

    Coordenador do Curso de Jornalismo Dilson Alexandre

    Editora-chefe Edma Gis Projeto Gr co e Direo de Arte Tarcsio Bezerra

    Colaboraram os alunos de Projeto Integrado de Jornalismo Impresso e Design Editorial

    Texto Ana Beatriz Rocha, Ana Clara Jovino, Assis Nogueira, Caio Faheina, Camila Vasconcelos, Daniel

    Costa Souza, Erikison Amaral, Estlio Neto, Gustavo Freitas, Jarlesson Lima, Julyta Albuquerque, Lane

    Monteiro, Larissa Becker, Lrida Freire, Lgia Duarte, Matheus Ribeiro Cavalcante, Zaira Umbelina

    Design Alexandre Fernandes, Antonio Bruno, Joo Silva, Stephanie Maia

    Bolsista Design (NPJor) Valdir Muniz Charge Deleon Denizart

    Coluna ilustrada]

    NP J o rNcleo de Produo Jornalstica

  • Outubro de 2014 | Papiro 3

    Eles adoraram a iniciativa e re-latam que no tiveram dificul-dades para usar a ciclofaixa. muito importante que a ini-ciativa continue, para se co-nhecer a cidade, fazer exerc-cio e relaxar, conta Laine. J Stefano comenta que trocaria o carro pela bicicleta caso a im-plantao das ciclofaixas for intensificada.

    motivo de irritao. Ele elogia a iniciativa apesar de desacredi-tar em uma possvel mudana. A iniciativa da operao le-gal, mas no vai dar jeito, pois alm do grande nmero de ve-culos que ficam parados no si-nal fechado, tem os carros que saem do shopping. Para ele, modificaes na rua ou um t-nel de entrada e sada no shop-ping melhorariam a situao.

    No site oficial da Prefeitura de Fortaleza, o Prefeito Roberto Cludio diz que Operao Via Livre quer ga-rantir a presena de um efe-tivo de suporte AMC, para ajudar principalmente na obs-truo de vias complicadas e no atendimento de colises veiculares. O prefeito decla-ra ainda, em nota, que a ope-rao dever se estender para as demais reas da cidade ao longo do ano.

    J o professor Thiago Freitas, 37, avalia que, com os guardas de trnsito orientan-do as pessoas, tudo melhorou. Trajetos que eu demorava 30 minutos para fazer, agora fao em 10 minutos. O maior proble-ma do trnsito o desrespeito de pessoas que avanam em cima das outras, fecham cruzamen-tos, de carros estacionados em locais proibidos atrapalhando o fluxo de veculos. No primeiro dia em que vi a operao, pre-senciei alguns motoristas ten-tando desobedecer as ordens dos guardas, mas com o tempo tudo comeou a ir bem, melho-rou muito o trnsito por aqui.

    O trnsito mais intenso in-tenso nas vias de acesso ao sho-pping e terminal da Parangaba por volta das 19h. Para o proje-cionista do shopping Parangaba Thomas Leandro, 24, o con-gestionamento generalizado

    No ms em que se come-mora o Dia Mundial sem Carro, vrias cidades re-alizaram iniciativas para cha-mar a ateno das pessoas para o uso de meios de transporte al-ternativos. Em Fortaleza, a or-ganizao no-governamental Ciclovida ampliou a progra-mao para um ms inteiro a fim de comportar todas as ati-vidades do projeto, passeios ci-clsticos, oficinas de prtica de ciclismo, rodas de conver-sas e debates com candidatos ao Governo Estadual. Com o tema Conviver: uma cidade para todos, o evento traz um calendrio com atividades gra-tuitas distribudas por vrios pontos de Fortaleza.

    Para Felipe Alves, um dos integrantes da diretoria da as-sociao, as discusses vm em hora oportuna, j que a cidade est com vrias obras de mobili-dade concludas e em andamen-to; faixas exclusivas e corredo-res para nibus, ciclofaixas, me-tr e VLTs. No entanto, Alves

    O trfego no entorno do grande Montese e da Parangaba vem cau-sando muitos problemas para pedestres e motoristas desde a inaugurao do Shopping Parangaba, em novembro de 2013. Aps dez meses de trans-tornos, a Prefeitura de Fortaleza e a Autarquia Municipal de Trnsito, Servios Pblicos e Cidadania (AMC) deram incio Operao Via Livre, que tem como objetivo melhorar a flui-dez no trnsito na regio.

    A ao conta com 120 orien-tadores de trnsito para atuar em conjunto com a AMC. Estes coordenam o fluxo nos locais in-dicados de segunda a sexta, di-vidindo-se em turnos de seis ho-ras de trabalho dirio cada. O projeto entrou em vigor no in-cio do ms de setembro e faz par-te do Plano de Aes Imediatas de Transportes e Trnsito

    chama ateno para o fato de algumas obras entregues prio-rizarem o motorista ao invs do pedestre ou ciclista, caso das re-formas nas avenidas Dom Lus e Santos Dumont.

    As obras que priorizam o transporte coletivo e o modo ciclovirio esto previstas na Poltica Nacional de Mobilidade Urbana. Iniciativas como es-tas afetam no s a questo da mobilidade, mas tambm aspectos sociais, ambientais, de sade, e econmicos da ci-dade. Apesar dos avanos, o

    tema tambm causa preocu-pao. Vemos ainda obras que claramente do prefern-cia a carros e motos, como a construo de tneis e viadu-tos, alm da retirada de sem-foros para tornar vias mais ex-pressas, ressalta Alves.

    Para o advogado Gustavo Quinder, preciso intensifi-car a criao de novos espaos de segurana e prazer para o ciclista. O uso da bicicleta traz benefcios fsicos pra todo mundo. Tambm bom e aju-da os motoristas a entenderem

    (Paitt) que visa melhorias para quem trafega nos corredores do Montese e da Parangaba.

    Para o estudante universit-rio Victor Cordeiro, 26, o trn-sito em Fortaleza j era muito

    ruim, mas na Parangaba, de-pois do shopping, tornou-se ainda pior, impossvel de andar em certos horrios.