Lei 10460 Servidor Goias

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REGIME JURDICOSERVIDORES DO ESTADO DE GOIS Lei n 10.460, de 22/02/1988

Profa. Carolina Andrade

ADMINISTRAO PBLICA

a atividade desenvolvida pelo Estado e seus delegados, destinada a atender de modo direto e imediato, necessidades concretas da coletividade, como a prestao dos servios pblicos para a gesto dos bens pblicos e dos interesses da comunidade.

PRINCPIOS DA ADMINISTRAO PBLICA

Legalidade O administrador ou servidor pblico no pode deixar de agir ou agir seno de acordo com a lei. Na atividade particular, tudo que no est proibido permitido. Na Administrao Pblica, tudo o que no est permitido proibido. O servidor pblico est rigidamente preso aos mandamentos da lei.

PRINCPIOS DA ADMINISTRAO PBLICA

Supremacia do Interesse Pblico Supremacia significa eliminao, supresso do direito particular para atender o interesse coletivo. O direito da sociedade indisponvel, porque o servidor pblico lida com o interesse que no dele, mas da coletividade.Princpio da Eficincia O servio deve ser eficaz e deve atender plenamente a necessidade para a qual foi criado. O servio pblico ser considerado eficiente, sempre que o resultado visado for atingido. Melhores resultados possveis.

PRINCPIOS DA ADMINISTRAO PBLICA

Princpio da Impessoalidade O servidor pblico deve estar apto a servir a todos, sem preferncias, averses pessoais ou partidrias. No pode atuar visando beneficiar ou prejudicar pessoas determinadas, uma vez que o fundamento para o exerccio de sua funo sempre o interesse pblico. Princpio da Publicidade A Administrao Pblica tem a obrigao de dar ampla divulgao aos atos que pratica, salvo a hiptese de sigilo necessrio.

AMPLA DEFESA

A ampla defesa pode ser definida como o direito que a parte tem de utilizar-se de todos os meios de prova em direito admitidos (documental, testemunhal, pericial etc), implicando em cerceamento de defesa todo e qualquer ato que venha a obstar o exerccio do referido direito. O Princpio da Ampla Defesa aplicvel em qualquer tipo de processo que envolva o poder sancionatrio do Estado sobre as pessoas fsicas e jurdicas, incluindo-se os funcionrios pblicos.

CONTRADITRIO

O contraditrio, por sua vez, se perfaz no intuito de garantir que as partes tenham conhecimento da pratica de todos os atos e termos ocorridos no processo, por meio de ato formal de citao, notificao ou intimao, assim como que lhe seja dada a oportunidade de, em prazo razovel, se manifestar acerca do pedido formulado, produzir provas e se manifestar sobre a prova produzida pelo adversrio.

Segundo o dicionrio Larousse contraditrio consiste no ato ou efeito de contradizer; oposio, contestao. Desse modo, fato nsito ao princpio do contraditrio a oportunidade de a parte recorrer (contestar) da deciso desfavorvel.

PODER DISCIPLINAR

O Poder Disciplinar possibilita a Administrao Pblica punir internamente as infraes funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas disciplina dos rgos e servios da Administrao Pblica. A Administrao Pblica no tem a liberdade de punir ou deixar de punir, pois tendo o conhecimento de algum indcio de infrao praticada por agente pblico, a Administrao Pblica tem, obrigatoriamente, de instaurar o procedimento adequado para apurar o ato.

AGENTES PBLICOS

Significa o conjunto de pessoas que a qualquer ttulo, exercem uma funo pblica como prepostos do Estado. Essa funo mister que se diga, pode ser remunerada ou gratuita, definitiva ou transitria, poltica ou jurdica.

O Estado s se faz presente atravs das pessoas fsicas que em seu nome manifestam determinada vontade. Essa manifestao a prpria vontade do Estado.

AGENTES PBLICOS - CLASSIFICAO

Os agente pblicos classificam-se em: Agentes polticos Agentes particulares colaboradores ou honorficos Servidores Pblicos Agentes Delegados Agentes Credenciados

AGENTES PBLICOS

Agentes Polticos So os polticos. Tm funo de direo e orientao estabelecidas na CF. Transitrio o exerccio das funes. Agentes Particulares Colaboradores Embora particulares, executam certas funes especiais que podem ser qualificadas como pblicas. So funes transitrias. So os jurados, pessoas convocadas para trabalhar em eleies.

AGENTES PBLICOS

Agentes Delegados Particulares que recebem a incumbncia de executar determinado servio pblico ou atividade pblica.

Realizam em nome prprio, por sua conta e risco, mas segundo as normas do Estado e sob sua permanente fiscalizao.

Ex.: Concessionrios e permissionrios.

SERVIDOR PBLICO

So todos os agentes que, exercendo com carter de permanncia uma funo pblica em decorrncia da relao de trabalho, integram o quadro funcional das pessoas federativas, das autarquias e das fundaes pblicas. So trabalhadores em sentido amplo: executam suas tarefas em prol de um empregador pblico e percebem, ao final do ms, sua remunerao.

SERVIDOR PBLICO

Compreende: Servidor titular de cargo pblico. Contratados por tempo determinado para atender necessidade temporria de excepcional interesse pblico (art. 37, inciso IX CF), sob o vnculo empregatcio. Empregados pblicos (Lei n 9.962/99 e CLT). Comissionados.

CARACTERSTICAS

A categoria dos Servidores Pblicos possui algumas caractersticas: Profissionalidade indicando que os servidores pblicos exercem efetiva profisso quando no desempenho de suas funes pblicas. Definitividade o sentido aqui de permanncia no desempenho da funo. Relao jurdica de trabalho pode-se verificar a existncia de 2 sujeitos: a pessoa beneficiria do exerccios das funes (Estado) e do outro lado, o servidor pblico, aquele a quem incumbe o efetivo exerccio das funes e que empresta sua fora de trabalho para ser compensado com uma retribuio pecuniria.

REGIMES JURDICOS FUNCIONAIS

Regime Jurdico Conjunto de regras de direito determinada relaes jurdicas.

que

regulam

Regime Estatutrio

Regime Trabalhista Regime De Emprego Pblico

Regime Especial

REGIME ESTATUTRIO

o conjunto de regras que regulam a relao jurdica funcional entre o servidor pblico estatutrio e o Estado. Servidor Pblico Estatutrio

aquele cuja relao jurdica de trabalho disciplinada por diplomas legais especficos, denominados estatutos. Os servidores estatutrios podem integrar a estrutura da pessoa federativa, mas tambm a de suas autarquias e fundaes pblicas.

REGIME ESTATUTRIO

Caractersticas: Pluralidade normativa Indica que os estatutos funcionais so mltiplos, podendo ter estatutos federais, estaduais, distritais e municipais. Unio Federal Lei n 8.112/90 Estado de Gois Lei n 10.460/88 A relao entre o Poder Pblico e o servidor estatutrio NO TEM NATUREZA CONTRATUAL, tratando-se de uma relao prpria de Direito Pblico.

REGIME TRABALHISTA

aquele constitudo das normas que regulam a relao jurdica entre o Estado e seu servidor trabalhista. Servidor Pblico Trabalhista (Celetista)

As regras disciplinadoras de sua relao de trabalho so as constantes da CLT. Mesmo sob o regime contratual trabalhista, o servidor no deixa de ser considerado como tal.

REGIME TRABALHISTA

Caractersticas: Relao Jurdica de natureza CONTRATUAL. O Estado figura na posio de empregador e o servidor pblico na posio de empregado. Unicidade Normativa Apenas a CLT rege a relao de trabalho existente.

REGIME DE EMPREGO PBLICO

a aplicao do regime trabalhista (CLT) relao entre a Administrao e o Servidor Pblico integrante das Empresas Pblicas e das Sociedades de Economia Mista. O vnculo laboral tem natureza CONTRATUAL.

EMPREGO PBLICO

A criao da figura jurdica do emprego pblico constitui uma das mais importantes modificaes introduzidas na gesto de pessoal da administrao pblica em decorrncia das revises constitucionais associadas s iniciativas da Reforma Administrativa do Estado. O emprego pblico compe parte das medidas de flexibilizao do trabalho que foram adotadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso com o explcito propsito de ajustar a economia em geral e a administrao pblica em particular a requisitos de eficincia e controle de gastos.

CARGO E EMPREGO PBLICOS

A recente mudana introduzida pela EC n 19/98 criou a seguinte distino conceitual: Os servidores estatutrios ocupam cargos pblicos, regidos pelos respectivos regulamentos, da Unio, do Distrito Federal, de estados e de municpios. Os empregados pblicos ocupam empregos pblicos, subordinados s normas da CLT, e so contratados por prazo indeterminado para exerccio de funes na administrao direta, autrquica e fundacional.

EC 19/98

EMPREGO PBLICO

A contratao de pessoal para emprego pblico dever ser precedida de concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, conforme a natureza e a complexidade do emprego.

Art. 2 - Lei n 9.962/2000 Disciplina o regime de emprego pblico do pessoal da Administrao federal direta, autrquica e fundacional.

EMPREGO PBLICO - CONTRATO

O contrato de trabalho por prazo indeterminado somente ser rescindido por ato unilateral da Administrao pblica nas seguintes hipteses: I. Prtica de falta grave, dentre as enumeradas no art. 482 da CLT. II. Acumulao ilegal de cargos, empregos ou funes pblicas. III. Necessidade de reduo de quadro de pessoal, por excesso de despesa, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 169 da CF. IV. Insuficincia de desempenho, apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierrquico dotado de efeito suspensivo, que ser apreciado em 30 dias, e o prvio conhecimento dos padres mnimos exigidos para continuidade da relao de emprego, obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas.

ART. 482 - CLT

Art. 482 - Constituem justa causa para resciso do contrato de trabalho