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LEI 1.309 - Estatuto Do Servidor ALMS

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para o concurso da Assembleia legislativa do MS

Text of LEI 1.309 - Estatuto Do Servidor ALMS

  • (*) Os textos contidos nesta base de dados tm carter meramente informativo. Somente ospublicados no Dirio Oficial esto aptos produo de efeitos legais.

    ESTADO DE MATO GROSSO DO SULLEI N 1.309, DE 4 DE NOVEMBRO DE 1992.

    Publicada no Dirio Oficial n 3.414, de 04 de novembro de 1.992.

    Dispe sobre o Estatuto dos Funcionrios do PoderLegislativo do Estado de Mato Grosso do Sul e d outrasprovidncias.

    PRESIDENTE DA ASSEMBLIA LEGISILATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: Fao saberque a Assemblia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul decreta e eu promulgo, na forma do artigo73 da Constituio Estadual, a seguinte Lei:

    TTULO I

    CAPTULO NICO DAS DISPOSIES PRELIMINARES

    Art. 1 Esta Lei institui o regime jurdico dos funcionrios do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso doSul.

    Art. 2 Regime Jurdico, para efeito desta Lei, o conjunto de direitos, deveres, proibies eresponsabilidades estabelecidas com base nos princpios constitucionais pertinentes e nos preceitos legaise regulamentares que regem as relaes entre o Estado e os seus funcionrios.

    Art. 3 Na aplicao desta Lei sero observadas alm de outros, os seguintes conceitos:

    I - funcionrio a pessoa legalmente investida em cargo pblico do quadro permanente da AssembliaLegislativa;

    II - cargo pblico, como unidade bsica da estrutura organizacional, o conjunto de atribuies eresponsabilidades cometidas ao funcionrio, criado por lei, com denominao prpria, nmero certo e pagopelos cofres pblicos;

    III - classe a diviso bsica da carreira, agrupando os cargos da mesma denominao, segundo o nvel deatribuio e complexidade;

    IV - quadro o conjunto de cargos e funes pertencentes a estrutura organizacional da AssembliaLegislativa do Estado de Mato Grosso do Sul.

    1 As carreiras sero organizadas em classes de cargos dispostos de acordo com a natureza profissionale complexidade de suas atribuies, guardando correlao com a finalidade do rgo ou entidade.

    2 As carreiras podero compreender classes de cargos do mesmo grupo profissional, reunidas emsegmentos distintos, de acordo com a escolaridade exigida para ingresso nos nveis bsico, mdio esuperior.

    Art. 4 Os cargos pblicos do quadro permanente da Assemblia Legislativa so de provimento efetivo ouem comisso.

  • 1 Os cargos de provimento efetivo sero organizados e providos em carreira.

    2 Os cargos em comisso so os que envolvem atividades de Direo e assessoramento Superior ouintermedirio, bem como de Assistncia Direta e, ressalvados os de investidura por acesso, so de livreprovimento, satisfeito os requisitos de qualificao fixados em lei ou regulamento, quando cabveis.

    Art. 5 Funo de Confiana e que envolve atividade de chefia intermediria, de livre designao e dispensa,e satisfeitos os requisitos legais regulamentares.

    1 As funes de Confiana so criadas por lei, observados os recursos, oramentrios para esse fim.

    2 O exerccio de Funo de Confiana privativo de titular de cargo efetivo do mesmo rgo a quepertencer o funcionrio.

    3 Na escolha para o exerccio da Funo de Confiana ser observada a correlao de atribuies docargo efetivo do funcionrio e da funo a ser exercida.

    Art. 6 A classificao de cargos e funes obedece plano correspondente estabelecido em Lei.

    Art. 7 vedado atribuir ao funcionrio atividades diversas das especificadas para a categoria funcional.

    Art. 8 proibida a prestao de servio gratuito, salvo os casos previstos em Lei.

    TTULO IIDO PROVIMENTO, VACNCIA, REMOO, REDISTRIBUIO E SUBSTITUIO

    CAPTULODO PROVIMENTO

    SEO IDISPOSIES GERAIS

    Art. 9 So requisitos bsicos para ingresso no quadro permanente da Assemblia Legislativa:

    I - a nacionalidade brasileira;

    II - o gozo dos direitos polticos;

    III - a quitao com as obrigaes militares e eleitorais;

    IV - o nvel de escolaridade exigido para o exerccio de cargo;

    V - idade mnima de dezoito anos;

    VI - boa sade fsica e mental;

    1 As atribuies do cargo podem justificar a exigncia de outros requisitos estabelecidos em Lei.

    2 s pessoas portadoras de deficincia assegurado o direito de se inscrever em concurso pblico paraprovimento de cargos cujas atribuies sejam compatveis com a deficincia de que so portadoras, squais sero reservadas at vinte por cento das vagas oferecidas em concurso.

    Art. 10. O provimento dos cargos pblicos far-se- por ato da autoridade competente.

  • Art. 11. A investidura em cargo pblico ocorrer com a posse:

    Art. 12. So formas de provimento de cargo pblico:

    I nomeao;

    II Ascenso;

    III acesso;

    IV transferncia;

    V readaptao;

    VI reverso;

    VII aproveitamento;

    VIII reintegrao;

    IX - reconduo.

    Art. 13. O ato de provimento dever indicar a existncia da vaga, bem como os elementos capazes deidentific-la.

    Art. 14. Os cargos de menor graduao ou isolados, de qualquer categoria funcional, sero providos atravsde concurso pblico de provas ou de provas e ttulos.

    SEAO IIDA NOMEAO

    Art. 15. A nomeao far-se-:

    I - em carter efetivo quando se tratar de cargo de classe inicial de carreira;

    II - em comisso, para cargo de confiana, de livre exonerao.

    Pargrafo nico. O provimento por acesso, de cargo ou funo de direo e chefia, recair,preferencialmente, em funcionrio de carreira, satisfeitos os requisitos de que trata o artigo 16, pargrafonico desta Lei.

    Art. 16. A nomeao para cargo de classe inicial de carreira depender de previa habilitao em concursopblico de provas, ou de provas e ttulos, obedecida a ordem de classificao e o prazo de sua validade.

    Pargrafo nico. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do funcionrio na carreira,mediante ascenso, progresso e acesso, sero estabelecidos por Lei.

    SEO IIIDO CONCURSO

    Art. 17. O concurso ser de provas, ou de provas e ttulos, realizado em duas etapas, conforme se dispuserem lei ou regulamento.

  • Art. 18. O concurso pblico ter validade de at dois anos, podendo ser prorrogado uma nica vez, por igualperodo.

    Pargrafo nico. O prazo de validade do concurso e as condies de sua realizao, que sero fixados emedital, ser publicado no Dirio Oficial da Assemblia Legislativa.

    SEO IVDA POSSE

    Art. 19. Posse o ato expresso de aceitao das atribuies, deveres e responsabilidades inerentes aocargo, com o compromisso de desempenh-lo com probidade e obedincia s normas legais eregulamentares, formalizados com a assinatura do termo pela autoridade competente e pelo empossado.

    1 A posse ocorrer no prazo de trinta dias, contados da publicao do ato de provimento, prorrogvel pormais trinta dias, a requerimento do interessado, e a juzo da administrao.

    2 Em se tratando de funcionrio de licena ou em qualquer outro afastamento legal, o prazo ser contadodo trmino do impedimento.

    3 S haver posse nos casso de provimento de cargo por nomeao, acesso e ascenso.

    4 no ato da posse o funcionrio apresentar, obrigatoriamente, declarao dos bens e valores queconstituem seu patrimnio e declarao sobre exerccio de outro cargo, emprego ou funo.

    Art. 20. A posse em cargo pblico depender de prvia inspeo mdica oficial.

    1 S poder ser empossado aquele que for julgado apto fsica e mentalmente, para o exerccio do cargo.

    2 A posse de funcionrio efetivo que for nomeado para outro cargo, independer de inspeo mdica,desde que se encontre em exerccio.

    Art. 21. A autoridade que der posse dever verificar sob pena de responsabilidade, se foram satisfeitas ascondies estabelecidas em Lei para investidura no cargo.

    Art. 22. Ser tornado sem efeito o ato de nomeao se a posse no se verificar no prazo estabelecido emLei.

    Art. 23. So competentes para dar posse:

    I - O Presidente da Assemblia, aos ocupantes de cargos em Comisso de Direo e AssessoramentoSuperior;

    II - O 1 Secretrio aos ocupantes de cargos em Comisso no enquadrados no inciso anterior e aosocupantes de cargos efetivos.

    SEO VDO EXERCCIO

    Art. 24. O exerccio o efetivo desempenho das atribuies do cargo.

    1 O incio, a interrupo e o reincio do exerccio sero registrados no assentamento individual dofuncionrio.

    2 O incio do exerccio e as alteraes que ocorrero sero comunicadas ao rgo competente, pelochefe da Diretoria ou Departamento em que estiver lotado o funcionrio.

  • Art. 25. Entende-se por lotao o nmero de funcionrios de carreira e de cargos isolados que devam terexerccio em cada Diretoria.

    Art. 26. O Diretor da rea em que for lotado o funcionrio a autoridade competente para dar-lhe exerccio.

    Art. 27. O exerccio do cargo ter inicio dentro do prazo de trinta dias, contados:I - da data da posse;

    II - da data da publicao oficial do ato, no caso de remoo, reintegrao, aproveitamento, reverso,redistribuio, acesso e transferncia.

    1 Os prazos previstos neste artigo podero ser prorrogados por trinta dias, a requerimento do interessadoe a juzo da autoridade competente.

    2 O exerccio em funo de confiana, dar-se- no prazo de trinta dias, a partir da publicao do ato dedesignao.

    3 No caso de remoo, o prazo para o exerccio de funcionrio em frias ou licena ser contado da dataem que retornar ao servio.

    4 O exerccio em cargo efetivo, nos casos de reintegrao, aproveitamento e reverso, depender daprvia satisfao dos requisitos atinentes e capacidade fsica e sanidade mental, comprovados em inspeomdica oficial.

    5 No interesse do servio pblico, os prazos previstos neste artigo podero ser reduzidos paradeterminados cargos.

    6 O funcionrio que no entrar em exerccio dentro do prazo fixado ser exonerado.

    Art. 28. A transferncia ou ascenso no interrompem o tempo do exerccio, que contado do novoposicionamento na carreira, a partir da data da publicao do ato que transferir ou ascender o funcionrio.

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