Lei Complementar 141

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Lei Complementar 141

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  • NOTA TCNICA 06| 2012

    LEI COMPLEMENTAR 141 13 de janeiro de 2012

    Regulamentao da EC 29/00

    Braslia, 14 de fevereiro de 2012

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  • | NOTA TCNICA | 06| 2012

    SUMRIO

    Introduo............................................................................................................ 03

    Estrutura da Lei Complementar........................................................................... 03

    Captulo I - Disposies Preliminares ................................................................. 04

    Captulo II - Das Aes e dos Servios Pblicos de Sade ............................... 05 Captulo III - Da Aplicao de Recursos em Aes e dos Servios Pblicos de Sade ..................................................................................................................

    08

    Captulo IV - Da Transparncia, Visibilidade, Fiscalizao, Avaliao e Controle .............................................................................................................. 19

    Captulo V - Disposies Finais e Transitrias .................................................. 24

    Concluso............................................................................................................ 26 Anexo I - Resumo ............................................................................................................ 27

    Anexo II

    - Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 ............................................. 34

    - Lei no 1.079, de 10 de abril de 1950 .................................................................. 34

    - Decreto-Lei no 201, de 27 de fevereiro de 1967 ................................................ 34

    - Constituio da Repblica Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988 .... 35

    - Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990 ......................................................... 44

    - Lei no 8.142, de 28 de dezembro de 1990 ........................................................ 48

    - Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992 .................................................................. 49

    - Lei no 8.689, de 27 de julho de 1993 ................................................................. 49

    - Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000 ............................................. 50

    - Lei no 11.107, de 6 de abril de 2005 .................................................................. 52

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  • | NOTA TCNICA | 06| 2012

    INTRODUO

    Esta Nota Tcnica visa apresentar uma anlise preliminar da Lei

    Complementar 141 de 13 de janeiro de 2012, que regulamenta o 3o do art. 198 da

    Constituio Federal para dispor sobre os valores mnimos a serem aplicados

    anualmente pela Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios em aes e servios

    pblicos de sade; estabelece os critrios de rateio dos recursos de transferncias

    para a sade e as normas de fiscalizao, avaliao e controle das despesas com

    sade nas 3 (trs) esferas de governo; revoga dispositivos das Leis nos 8.080, de 19

    de setembro de 1990, e 8.689, de 27 de julho de 1993.

    A referida lei foi sancionada pelo poder executivo com alguns vetos e est

    organizada em cinco captulos: Disposies Preliminares; Das aes e dos servios

    pblicos de sade; Da aplicao de recursos em aes e servios pblicos de

    sade; Da Transparncia, Visibilidade, Fiscalizao, Avaliao e Controle e

    Disposies Finais e Transitrias

    ESTRUTURA DA LEI COMPLEMENTAR: Captulo I

    Disposies Preliminares - Art. 1o

    Captulo II Das Aes e dos Servios Pblicos de Sade - Art. 2o ao Art. 4o

    Captulo III Da Aplicao de Recursos em Aes e dos Servios Pblicos de Sade

    - Seo I

    Dos Recursos Mnimos - Art. 5o ao Art. 9o

    - Seo II

    Do Repasse e Aplicao dos Recursos Mnimos - Art. 12. ao Art. 16.

    - Seo III

    Da Movimentao dos Recursos da Unio - Art. 17. e Art. 18.

    - Seo IV

    Da Movimentao dos Recursos dos Estados - Art. 19. ao Art. 21

    Braslia, 14 de fevereiro de 2012

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  • | NOTA TCNICA | 06| 2012

    - Seo V

    Disposies Gerais - Art. 22. ao Art. 30.

    Captulo IV Da Transparncia, Visibilidade, Fiscalizao, Avaliao e Controle

    - Seo I

    Da Transparncia e Visibilidade da Gesto da Sade - Art. 31.

    - Seo II

    Da Escriturao e Consolidao das Contas da Sade - Art. 32. e Art. 33.

    - Seo III

    Da Prestao de Contas - Art. 34. ao Art. 36.

    - Seo IV

    Da Fiscalizao da Gesto da Sade - Art. 37. ao Art. 42.

    Captulo V Disposies Finais e Transitrias - Art. 43. ao Art. 48.

    CAPTULO I Este captulo faz referncia ao 3 do artigo 198 da Constituio Federal,

    includo pela Emenda Constitucional 29 de 2000 que remete a lei complementar o

    estabelecimento dos itens abaixo, institudos por essa lei:

    I - o valor mnimo e normas de clculo do montante mnimo a ser aplicado,

    anualmente, pela Unio em aes e servios pblicos de sade;

    II - percentuais mnimos do produto da arrecadao de impostos a serem

    aplicados anualmente pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municpios em

    aes e servios pblicos de sade;

    III - critrios de rateio dos recursos da Unio vinculados sade destinados

    aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios, e dos Estados destinados aos

    seus respectivos Municpios, visando progressiva reduo das disparidades

    regionais;

    IV - normas de fiscalizao, avaliao e controle das despesas com sade nas

    esferas federal, estadual, distrital e municipal.

    Braslia, 14 de fevereiro de 2012

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  • | NOTA TCNICA | 06| 2012

    CAPTULO II Este captulo estabelece inicialmente que para fins de apurao da

    aplicao dos recursos mnimos definidos na lei, sero consideradas como

    despesas com aes e servios pblicos de sade aquelas voltadas para a

    promoo, proteo e recuperao da sade que atendam,

    simultaneamente, aos princpios do artigo 7 da Lei 8080/90 e s diretrizes definidas

    nessa lei.

    Os treze princpios da Lei 8080/90 mencionados so os seguintes:

    universalidade de acesso; integralidade da assistncia; preservao da autonomia

    das pessoas na defesa de sua integridade fsica e moral; igualdade da assistncia

    sade; direito informao sobre sua sade; divulgao de informaes quanto ao

    potencial dos servios de sade e a sua utilizao pelo usurio; utilizao da

    epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocao de recursos e a

    orientao programtica; participao da comunidade; descentralizao poltico-

    administrativa, com direo nica em cada esfera de governo: integrao em nvel

    executivo das aes de sade, meio ambiente e saneamento bsico; conjugao

    dos recursos financeiros, tecnolgicos, materiais e humanos da Unio, dos Estados,

    do Distrito Federal e dos Municpios; capacidade de resoluo dos servios em

    todos os nveis de assistncia; organizao dos servios pblicos de modo a evitar

    duplicidade de meios para fins idnticos.

    As diretrizes que devem ser consideradas simultaneamente com os

    princpios do SUS para definio das aes e servios de sade so aquelas que:

    I - sejam destinadas s aes e servios pblicos de sade de acesso

    universal, igualitrio e gratuito;

    II - estejam em conformidade com objetivos e metas explicitados nos Planos de

    Sade de cada ente da Federao; e

    III - sejam de responsabilidade especfica do setor da sade, no se aplicando

    a despesas relacionadas a outras polticas pblicas que atuam sobre determinantes

    sociais e econmicos, ainda que incidentes sobre as condies de sade da

    populao.

    Braslia, 14 de fevereiro de 2012

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  • | NOTA TCNICA | 06| 2012

    Alm de atender a estes critrios estabelecidos, as despesas com aes e

    servios pblicos de sade realizadas pela Unio, pelos Estados, pelo Distrito

    Federal e pelos Municpios devero ser financiadas com recursos movimentados por

    meio dos respectivos fundos de sade, o que significa que os gestores do SUS

    podero ter maior controle sobre a aplicao dos recursos prprios para fins de

    apurao dos gastos.

    Devem ser observadas ainda as disposies do art. 200 da Constituio

    Federal e o art. 6 da Lei 8080/90 que tratam das atribuies e do campo de atuao

    do SUS. Dessa forma sero consideradas despesas com aes e servios pblicos

    de sade as referentes a:

    I - vigilncia em sade, incluindo a epidemiolgica e a sanitria;

    II - ateno integral e universal sade em todos os nveis de complexidade,

    incluindo assistncia teraputica e recuperao de deficincias nutricionais;

    III - capacitao do pessoal de sade do Sistema nico de Sade (SUS);

    IV - desenvolvimento cientfico e tecnolgico e controle de qualidade

    promovidos por instituies do SUS;

    V - produo, aquisio e distribuio de insumos especficos dos servios de

    sade do SUS, tais como: imunobiolgicos, sangue e hemoderivados,

    medicamentos e equipamentos mdico-odontolgicos;

    VI - saneamento bsico de domiclios ou de pequenas comunidades, desde

    que seja aprovado pel