Lei Complementar 420

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AUTOR: CMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE - RS

TTULO: LEI COMPLEMENTAR N. 420/98 EMENTA: Institui o Cdigo de Proteo contra Incndio de Porto Alegre e d outras providncias

PALAVRAS CHAVE: MUNICPIO, PORTO ALEGRE, INCNDIO, CDIGO, SEGURANA, SADE, POA

COMENTRIOS: Alterada pelas Leis Complementares 458/2000 e 571/2007.

TEXTO INTEGRAL DO DOCUMENTO:

LEI COMPLEMENTAR N. 420, DE 25 DE AGOSTO DE 1998 Publicada no Dirio Oficial de Porto Alegre de 01/09/1998

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Fao saber que a Cmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: TTULO I DISPOSIES PRELIMINARES Captulo I CONDIES GERAIS Seo I OBJETIVOS

CONSULTEC O N S U L T O R E S A S S O C I A D O S L T D A.

Art. 1 - Fica obrigatria a instalao de equipamentos e o atendimento de medidas de proteo contra incndio em todas as edificaes e estabelecimentos existentes, em construo e a construir no Municpio de Porto Alegre, de acordo com as disposies deste Cdigo. 1 - Este Cdigo disciplina as regras gerais e especficas de proteo contra incndio a serem obedecidas no projeto, construo, uso e manuteno de edificaes, sem prejuzo do disposto nas legislaes estadual e federal pertinentes. 2 - Este Cdigo se aplica s edificaes existentes, inclusive, quando forem reformadas, aumentadas ou tiverem sua ocupao mudada, de acordo com o estabelecido no Captulo III do Ttulo V. Art. 2 - Os objetivos deste Cdigo so: I - reduzir a possibilidade de incndio; II - proteger a vida dos ocupantes de edificaes em caso de incndio e pnico; III - minimizar as possibilidades de propagao do incndio; IV - reduzir os danos materiais provocados pelo incndio. Art. 3 - Estes objetivos devero ser atingidos: I - pela adequao de implantao das edificaes, sua diviso interna e o uso dos materiais em sua construo; II - prevendo rotas seguras de sada para seus ocupantes; III - usando sistemas adequados de proteo contra o incndio; IV - dando condies para o combate ao incndio. Pargrafo nico - O disposto no inciso II deve ser atingido utilizando-se as sadas comuns das edificaes como sadas de emergncia e prevendo-se as sadas de emergncia, quando exigido. Art. 4 - Este Cdigo se aplica a todas as edificaes, classificadas quanto sua ocupao, constantes da Tabela 1, independentemente de suas alturas, dimenses em planta ou caractersticas construtivas. Art. 5 - Este Cdigo fixa requisitos para edificaes novas, servindo, entretanto, como referncia para as medidas a serem adotadas na adaptao de edificaes existentes, de acordo com o estabelecido no Captulo II do Ttulo V.

Seo II DEFINIES Art. 6 - Para os efeitos deste Cdigo so adotadas as definies de 6.1 a 6.78: 6.1 - Acesso Caminho a ser percorrido pelos usurios do pavimento, constituindo a rota de sada horizontal, para alcanar a escada ou rampa, rea de refgio ou descarga, nas edificaes com mais de um pavimento, ou o espa-

o livre exterior, nas edificaes trreas. Os acessos podem ser constitudos por corredores, passagens, vestbulos, antecmaras, sacadas, varandas e terraos; 6.2 - Altura ascendente Medida em metros entre o ponto que caracteriza a sada ao nvel da descarga, sob a projeo do paramento externo da parede da edificao, ao ponto mais baixo do nvel do piso do pavimento mais baixo da edificao (subsolo); 6.3 - Altura da edificao ou altura descendente Medida em metros entre o ponto que caracteriza a sada ao nvel da descarga, sob a projeo do paramento externo da parede da edificao, ao ponto mais alto do piso do ltimo pavimento. Como paramento externo da parede da edificao pode ser considerado o plano da fachada do pavimento de descarga, se os pavimentos superiores constiturem corpo avanado com balano mximo de 1,20m (excludas as marquises); 6.4 - Antecmara Recinto que antecede a caixa da escada, com ventilao natural garantida por janela para o exterior, por dutos de entrada e sada de ar ou por ventilao forada (pressurizao); 6.5 - rea de pavimento rea total de qualquer pavimento de uma edificao; 6.6 - rea de refgio Parte de um pavimento separada do restante por paredes cortafogo e portas corta-fogo, tendo acesso direto, cada uma delas, a uma sada; 6.7 - rea do maior pavimento rea do maior pavimento da edificao, excluindo o da descarga; 6.8 - Balanceamento Distribuio harmnica da largura dos bordos internos dos degraus em leque nos lanos curvos das escadas; 6.9 - Bocel ou nariz do degrau Borda saliente do degrau sobre o espelho, arredondada inferiormente ou no; Nota: Se o degrau no possui bocel, a linha de concorrncia dos planos do degrau e do espelho, neste caso obrigatoriamente inclinada, chamase quina de degrau. 6.10 - Botijo domstico Recipiente com capacidade mxima de 13 kg de GLP; 6.11 - Capacidade de uma unidade de passagem: Nmero de pessoas que pode passar por esta unidade de passagem, em condies satisfatrias, em um minuto, num determinado componente da sada; 6.12 - Central de gs Local onde armazenado GLP em recipientes transportveis (cilindros), interligados por tubulao coletora, ou em recipientes estacionrios (tanques subterrneos ou de superfcie), em quantidade superior a 39 kg; 6.13 - Chuveiros automticos

Sistema hidrulico de combate a incndios e resfriamento dotado de dispositivo sensvel elevao de temperatura e destinado a aspergir gua sobre a rea incendiada, quando acionado pelo aumento da temperatura ambiente; 6.14 - Cilindro Recipiente com capacidade de 45 kg ou 90 kg de GLP; 6.15 - Circulao de uso comum Passagem que d acesso sada de mais de uma unidade autnoma, quarto de hotel, sala de aula ou assemelhado; 6.16 - Comercial de alto risco (ocupao) Ocupao industrial ou comercial contendo quantidades suficientes de materiais altamente combustveis, inflamveis ou explosivos, os quais, devido s suas caractersticas inerentes, constituem risco especial de incndio; 6.17 - Comercial varejista (ocupao) Ocupao ou uso da edificao onde h locais para venda ou exposio de produtos a granel ou mercadorias em geral, havendo acesso ao pblico, tais como lojas, lojas de departamentos, mercados, supermercados centros comerciais e assemelhados; 6.18 - Corrimo Barra, cano ou pea similar, com superfcie lisa, arredondada e contnua, localizada junto s paredes ou guardas de escadas, rampas ou passagens para as pessoas nela se apoiarem ao subir, descer ou se deslocar; 6.19 - Damper corta-fogo: Vedao, normalmente aberta, instalada num sistema de dutos de ar condicionado ou sistema assemelhado, ou paredes ou piso, e projetada para fechar automaticamente em caso de incndio, para manter a integridade da separao corta--fogo; 6.20 - Depsito de baixo risco Ocupao comercial sem risco de incndio expressivo por depositar e/ou comercializar, exclusivamente, materiais incombustveis; 6.21 - Descarga Parte da sada de emergncia de uma edificao que fica entre a escada e o logradouro pblico ou rea externa com acesso a este; 6.22 - Duto de entrada de ar (DE) Espao no interior da edificao que conduz ar puro, coletado ao nvel inferior desta, s antecmaras ou s caixas de escadas enclausuradas protegidas, mantendo-as, com isso, devidamente ventiladas e livres de fumaa em caso de incndio; 6.23 - Duto de sada de ar (DS) Espao vertical no interior da edificao que permite a sada, em qualquer pavimento, de gases e fumaa para o ar livre, acima da cobertura da edificao; 6.24 - Edificao de ocupao mista Edificao cuja ocupao diversificada, englobando ocupaes predominantes de diferentes graus de risco incndio; 6.25 - Entrepiso Conjunto de elementos de construo, com ou sem espaos vazios,

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compreendido entre a parte inferior do forro de um pavimento e a parte superior do piso do pavimento imediatamente superior; - Escada enclausurada prova de fumaa (PF) Escada cuja caixa envolvida por paredes resistentes ao fogo e dotada de portas corta-fogo, cujo acesso por antecmara igualmente enclausurada ou local aberto, de modo a evitar fogo e fumaa em caso de incndio; - Escada enclausurada protegida (EP) Escada devidamente ventilada situada em ambiente envolvido por paredes resistentes ao fogo e dotada de portas resistentes ao fogo; - Escada no enclausurada ou escada comum (NE) Escada que, embora possa fazer parte de uma rota de sada, se comunica diretamente com os demais ambientes, como corredores, halls e outros, em cada pavimento, no possuindo portas corta-fogo ou resistentes ao fogo; - Escada prova de fumaa pressurizada (PFP) Escada prova de fumaa, cuja condio de estanqueidade fumaa obtida por mtodo de pressurizao; - Espao livre exterior Espao externo edificao para o qual abrem seus vos de ventilao e iluminao. Pode ser constitudo por logradouro pblico, afastamento lateral ou, no mnimo, ptio secundrio (de acordo com o Cdigo de Edificaes); - Guarda ou guarda-corpo Barreira protetora vertical, macia ou no, delimitando as faces laterais abertas de escadas, rampas, patamares, terraos, sacadas, galerias e assemelhados, servindo como proteo contra eventuais quedas de um nvel para outro; - Hidrante Ponto de tomada de gua provido de dispositivo de manobra (registro) e unio de engate rpido (Storz); - Incombustvel Material que atende aos padres de mtodo de ensaio para determinao da no-combustibilidade; - Industrial (Ocupao) Ocupao ou uso de uma edificao ou parte da mesma para montagem, fabricao, manufatura, processamento, conserto ou beneficiamento de mercadorias em geral; - Instalao centralizada de gs Conjunto de instalaes constitudo por central de gs, tubulaes, acessrios e equipamentos para consumo de GLP; - Instalao individual de gs Local prprio para a guarda de botijes de GLP, em uso e/ou reserva, totalizando no mximo 39 kg e pertencendo a uma nica unidade autnoma; - Isolamento de riscos Dispositivo pelo qual duas ou mais edificaes, ou partes de uma mesma edificao, tornam-se isoladas do ponto de vista da proteo contra incndio;

6.38 - Lano de es