LEI COMPLEMENTAR nº 001.2002 Código de Obras - Mesquita

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P M M

R E F E I T U R A U N I C I P A L d e E S Q U I T A

Prefeitura Municipal de MesquitaESTADO DO RIO DE JANEIRO

GABINETE DO PREFEITO LEI COMPLEMENTAR N 001, DE 06 DE JUNHO DE 2002.

INSTITUI O CDIGO DE OBRAS DO MUNICPIO DE MESQUITA, E D OUTRAS PROVIDNCIAS Autor: Jos Montes Paixo

O PREFEITO DO MUNICPIO DE MESQUITA Fao saber que a Cmara Municipal de Mesquita aprova e eu sanciono a seguinte: LEI COMPLEMENTAR:

CAPTULO I DISPOSIES GERAIS Art. 1o - Fica institudo o Cdigo de Obras e Edificaes do Municpio de Mesquita, o qual estabelece normas de obras e instalaes, em seus aspectos tcnicos estruturais e funcionais . 1o - Todos os projetos de obras e instalaes devero estar de acordo com este Cdigo, com a Lei de Uso e Ocupao do Solo, Lei de Parcelamento do Solo e Lei de Diretrizes do Meio Ambiente, bem como com os princpios previstos no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentvel. 2o O Poder Pblico poder elaborar legislao especfica para edificaes localizadas nas reas Especiais. Art. 2 - Caber ao Poder Executivo o exame de todos os projetos referentes s matrias contidas nesta Lei, bem como sua aprovao ou indeferimento.

Art. 3o - As obras realizadas no Municpio, para fins de licena ou alvar de autorizao, sero identificadas de acordo com a seguinte classificao: I. construo (edificaes); II. reforma sem alterao de rea construda; III. reforma com alterao de rea construda. IV. movimento de terra / terraplanagem V. instalao de equipamentos VI. muro de arrimo /conteno em geral VII. demolio 1o - Um nico Alvar de Aprovao poder abranger a aprovao de mais de um dos tipos de projeto descrito no caput deste artigo. Art 4 - A obra sinistrada, seja qual for rea atingida, dever atender a presente Lei. Art. 5o - As obras de construo ou reforma com alterao de rea construda, de iniciativa pblica ou privada, somente podero ser executadas aps concesso de licena pelo rgo competente da Prefeitura, de acordo com as exigncias contidas neste Cdigo. 1o - A Prefeitura poder fornecer projeto de arquitetura e acompanhamento tcnico para as edificaes de interesse social, com at 70,00 m2 (setenta metros quadrados), construdas sob o regime de mutiro ou auto construo e pertencentes a programa habitacional promovido pelo Municpio. 2o - As obras a serem realizadas em construes integrantes ao patrimnio histrico municipal, estadual ou federal devero atender, tambm, s normas estabelecidas pelo rgo de proteo competente. Art.6o Todas as edificaes, exceto aquelas destinadas habitao de carter permanente unifamiliar e multifamiliar, devero ser projetados de modo a garantir acesso, circulao e utilizao por pessoas portadoras de deficincias fsicas, atendendo ao disposto nas normas e legislaes especficas. CAPTULO II DIREITOS E RESPONSABILIDADES Seo I Do Proprietrio Art. 7o - O proprietrio responder pela veracidade dos documentos apresentados, no implicando em reconhecimento do direito de propriedade a sua aceitao por parte da Prefeitura. 2

Art. 8o - O proprietrio do imvel, ou seu sucessor a qualquer ttulo, responsvel pela manuteno das condies de estabilidade, segurana e salubridade do imvel, suas edificaes e equipamentos, bem como pela observncia das prescries deste Cdigo e legislaes correlatas. Seo II Do Responsvel Tcnico. Art. 9 - O proprietrio dever apresentar profissional tcnico habilitado, que assumir, perante o Municpio e terceiros, a responsabilidade de que sero seguidas todas as condies previstas no projeto aprovado de acordo com este Cdigo. 1o facultada a substituio ou a transferncia da responsabilidade profissional, sendo todavia obrigatria em caso de impedimento do tcnico atuante, assumindo o novo profissional responsabilidade solidria pela parte j executada, em qualquer caso. 2o Quando a baixa e a assuno ocorrerem em pocas distintas, a obra dever permanecer paralisada at que seja comunicada a assuno de nova responsabilidade. Art.10- O responsvel tcnico, ao afastar-se da obra, dever apresentar comunicao escrita ao rgo competente da Prefeitura. CAPTULO III DOCUMENTOS PARA CONTROLE DA ATIVIDADE DE OBRAS E EDIFICAES. Seo I Das Diretrizes de Projeto Art. 11 A Prefeitura poder, a critrio do interessado e mediante solicitao, analisar as Diretrizes de Projeto, em etapa anterior a seu desenvolvimento total e oportuno pedido de aprovao. Art. 12 - Para instruo do pedido devero ser apresentados os seguintes documentos: IRequerimento devidamente preenchido identificao do evento a ser executado; com

IIMemorial descritivo justificativo da proposta apresentada, em uma via, exceto para residncias unifamiliares; 3

IIILevantamento planialtimtrico do imvel, em uma via, quando em terreno acidentado; IVProjeto a nvel de estudo preliminar ou plano de massa, onde conste: situao, movimento de terra, acessos, volumetria, aerao do conjunto, quadro de reas especificado, tudo em escala adequada ao entendimento; VBoletim de Informao de Zoneamento.

1o Somente sero analisadas, no projeto apresentado, as informaes obrigatrias constante do item anterior. 2o Quando da solicitao do Alvar de Aprovao, se for constatada inexatido de qualquer dado fornecido pelo interessado para aceitao das Diretrizes, as plantas visadas se tornaro nulas. 3o A validade das Diretrizes de Projeto prescrever em 60 (sessenta) dias a contar do seu deferimento, garantindo ao requerente o direito de solicitar Alvar de Aprovao de Projeto ou Licena de Construo. 4o Todos os projetos devero seguir os preceitos do Desenho Universal. Seo II Da Aprovao de Projeto e Licena para Construo. Art. 13- Devero ser encaminhados ao rgo competente do Municpio, para aprovao do projeto de arquitetura e outorga de licena ou alvar de autorizao, os seguintes documentos: IBoletim de Informao Diretrizes de Projeto; de Zoneamento ou

IIDuas cpias do projeto arquitetnico, com visto prvio do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), conforme o descrito no Captulo V, desta Lei; IIICpia do documento de identidade do proprietrio;

IVCpia dos documentos do profissional tcnico responsvel (CREA e ISS) VCpia do ttulo de propriedade do imvel, averbado no RGI;

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VICpia das guias do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos ltimos 05 (cinco) anos; VII- Laudo de exigncias expedido pelo Corpo de Bombeiros, exceto para edificaes unifamiliares; VIII- ART do Clculo Estrutural para prdios com mais de 03 (trs) pavimentos ou 900,00m 2 por pavimento, muro de arrimo e conteno em geral; IXXLaudo do Departamento Ambiental; Estudo de Impacto de Vizinhana.

1o As peas grficas e descritivas devem permitir a perfeita compreenso e anlise do projeto, em especial quanto ao atendimento das condies mnimas prevista na Lei de Uso e Ocupao do Solo e Lei de Parcelamento do Solo. 2o Dever ser apresentado levantamento topogrfico para verificao das dimenses, rea e localizao do imvel, quando necessrio. Art. 14 Alm do citado no artigo anterior, devero ser observadas exigncias especiais para projetos que digam respeito a: IIIIIIGrupamentos Habitacionais aprovao do projeto de "grade" e galerias pela Secretaria de Obras do Municpio; Hospitais e Casas de Sade com internao o projeto dever ser visado pela Secretaria Municipal de Sade. Edificao destinada a Estabelecimento Escolar e Creches o projeto dever ser visado pela Secretaria Municipal de Educao. Edificao destinada a Galpo ou Indstria

IV-

a- o projeto dever ser visado pelo Ministrio do Trabalho, quando da concesso do Habite-se; b- aprovao do projeto de despejos industriais pelo rgo responsvel pela Poltica de Meio Ambiente do Municpio;. IConstruo em terreno situado em encosta - o projeto dever ser visado pelo rgo responsvel pela Poltica de Meio Ambiente do Municpio; Construo em terreno prximo a curso dgua - dever ser ouvida a Superintendncia Estadual de Rios e Lagoas do Estado do Rio de Janeiro (SERLA). 5

II-

VII- Construo destinada a Atividades Modificadoras do Meio Ambiente- o projeto dever ser visado pelo rgo responsvel pela Poltica de Meio Ambiente do Municpio. Art. 15 Dependero de elaborao de Estudo Prvio de Impacto de Vizinhana (EIV) para obter as licenas ou autorizaes de construo, ampliao ou funcionamento os seguintes empreendimentos: I Unidades residenciais unifamiliares acima de 900m2 ou com mais de 3 andares; II Grupamentos habitacionais tais como: condomnios e vilas, entre outros; III Edificaes comerciais com 3 ou mais atividades diferenciadas; IV Atividades comerciais de quandre porte, tais como: super mercados e magazines, entre outros; V - Toda e qualquer edificao destinada a galpo e industria. Pargrafo nico- A critrio da autoridade competente poder ser estabelecido a obrigatoriedade do Estudo de Impacto de Vizinhana (EIV) em relao a outros empreendimentos que no conste no caput deste artigo, aps anlise e estudos do entorno. Art. 16 O Estudo de Impacto de Vizinhana (EIV) ser executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto qualidade de vida da populao residente na rea e suas proximidades, incluindo a anlise, no mnimo, das seguintes questes: I adensamento populacional; II equipamentos urbanos e comunitrios; III uso e ocupao do solo; IV valorizao imobiliria; VI- gerao de trfego e demanda por transporte pblico;

VII- ventilao e iluminao; 8. paisagem urbana e patrimnio natural e cultural.

Pargrafo nico Dar-se- publicidade aos documentos integrantes do EIV, que ficaro disponveis para consulta, no rgo competente do Poder Pblico Municipal, por qualquer interessado. Art. 17 A elaborao do Estudo de Impacto de Vizinhana (EIV) no substitui a elaborao e a aprovao de Estudo Prvio de Impacto Ambiental (EIA), requeridas nos termos da legislao ambiental. 6

Art. 18 Correro por conta do interessado pelo empreendimento as despesas referentes ao Estudo de Impacto de Vizinhana (EIV) Art. 19 - Dependero de Alvar de Autorizao: