LEI COMPLEMENTAR Nº 1.252/ 2011 Estabelece os Princípios ...· LEI COMPLEMENTAR Nº 1.252/ 2011

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LEI COMPLEMENTAR N 1.252/ 2011

Estabelece os Princpios, Diretrizes, Polticas,

Programas, Projetos e outros instrumentos do

desenvolvimento municipal e d outras providncias.

TTULO I

DAS DISPOSIES GERAIS

CAPTULO I

DO PLANEJAMENTO E DA GESTO DO MUNICPIO

Art. 1. O Sistema Municipal de Planejamento e Gesto obedecer s disposies do Plano

Diretor Municipal e ser gerido pelo Conselho Superior Municipal e pelo Comit Tcnico de Planejamento

e Gesto do Municpio.

Art. 2. O Conselho Superior Municipal, a ser institudo por Lei Complementar, o rgo gestor

do Sistema de Planejamento Municipal, com competncia para deliberar acerca das questes atinentes

implantao do Plano Diretor Municipal, na forma do seu Estatuto.

Art. 3. Ao Comit de Planejamento e Gesto do Municpio, integrado por tcnicos do Executivo,

caber, alm das atividades fim, de anlise dos processos de licenciamento, dentre outros, o

assessoramento do Conselho Superior Municipal nas decises de sua competncia, alm das medidas

tcnicas para a implementao do Plano Diretor Municipal, inclusive a elaborao e execuo de Projetos

voltados habitao de interesse social, seja atravs de parcelamento do solo, seja atravs de edificao.

Art. 4. O Plano Diretor, abrangendo a totalidade do territrio do Municpio, contm as Diretrizes

e os instrumentos para a construo das Polticas de ordenamento e desenvolvimento urbano e rural,

visando a efetivao das funes sociais da cidade, da posse e da propriedade, a garantia do bem-estar e

da dignidade dos cidados, o crescimento econmico, a justia social, a erradicao da pobreza e da

marginalizao e a recuperao, conservao e preservao do meio ambiente, em conformidade com os

ditames dos artigos 182 e 183 da Constituio da Repblica Federativa do Brasil e da Lei Federal n.

10.257/01.

Pargrafo nico. O Plano Diretor Municipal parte integrante do processo de planejamento

municipal, devendo o Plano Plurianual, as Diretrizes Oramentrias e o Oramento Anual incorporar as

Diretrizes e prioridades nele contidas.

Art. 5. Integram o Plano Diretor Municipal, alm da presente Lei, a Lei de Parcelamento do Solo

para Fins Urbanos (Lei municipal n 846/2005, o Cdigo de Obras e Edificaes (Lei Municipal n

830/2005 e o Cdigo Municipal de Posturas (Lei Municipal n 659/2000).

Pargrafo nico: As Leis acima relacionadas, se existentes, devem se adaptar ao Plano Diretor

ou, quando de sua criao, devem ser elaboradas de acordo com as disposies deste.

Art. 6. So Princpios fundamentais do Plano Diretor Municipal:

I pleno cumprimento das funes sociais da cidade, da posse e da propriedade;

II promoo da sustentabilidade;

III justa diviso dos nus e benefcios decorrentes da urbanizao;

IV gesto democrtica e participativa;

V compatibilizao da ocupao humana com o sistema natural;

VI harmonizao da legislao urbanstica e ambiental;

VII integrao regional no mbito da Quarta Colnia.

Art. 7. A funo social da cidade caracteriza-se pela ocupao adequada do solo urbano,

subordinada aos interesses da coletividade, expressos no Plano Diretor, pelo uso sustentvel dos recursos

naturais e pela proteo do meio ambiente, assegurando, para as presentes e futuras geraes, acesso a

transporte coletivo, pblico e de qualidade, para a livre circulao pelo territrio do Municpio; terra

urbana, para moradia digna; ao saneamento ambiental, para sade fsica; ao trabalho, para a plena

realizao da pessoa e ao lazer, para sade mental, mediante a oferta de infraestrutura e servios

pblicos bsicos.

Art. 8. A propriedade e a posse urbanas cumprem sua funo social quando atendem s

exigncias de ordenao da cidade, expressas no Plano Diretor Municipal e nas Leis a ele correlatas,

atravs da racionalizao do aproveitamento dos recursos naturais, da compatibilidade entre o uso e a

capacidade de oferta dos servios pblicos essenciais, e tem por fundamentos:

I o atendimento s necessidades dos cidados quanto qualidade de vida, justia social, ao

acesso universal aos direitos sociais e ao desenvolvimento econmico;

II a submisso do uso e da ocupao do solo oferta de infraestrutura, equipamentos e servios

pblicos disponveis ou que possam ser ofertados;

III a articulao do uso e da ocupao com a proteo da qualidade do ambiente construdo e

natural;

IV a compatibilidade do uso e da ocupao com a segurana, o bem-estar e a sade de seus

usurios e vizinhos.

Seo I

Poltica Municipal de Participao Popular

Art. 9. A Poltica Municipal de Participao Popular visa garantir o efetivo controle social sobre

os agentes do Poder Pblico, ou seus delegados, em todos os atos que digam respeito ao planejamento,

implantao, monitoramento e avaliao da efetivao dos Princpios, Diretrizes, Programas e Projetos

integrantes do Plano Diretor, em especial atravs dos instrumentos de gesto democrtica da cidade,

consistentes nos Conselhos, Audincias Pblicas, Conferncias Municipais, Plebiscitos, Referendos e

Iniciativas Populares de Leis.

Art. 10. Para dar efetividade Poltica Municipal de Participao Popular, o Poder Executivo

criar, por Lei prpria, no prazo de 360 (trezentos e sessenta ) dias, a partir da promulgao da presente

Lei, o Conselho Superior Municipal, com carter deliberativo e participao popular, composto por

representantes das comunidades locais, conforme diviso do territrio do Municpio em unidades

territoriais (bairros urbanos e comunidades rurais), e de setores da sociedade civil organizada (entidades

recreativas, associaes de classe, sindicatos, etc.), alm de membros do Poder Pblico, na proporo de

dois quintos (2/5), dois quintos (2/5) e um quinto (1/5), respectivamente, devendo reunir-se,

ordinariamente, uma vez por ms, no mnimo, funcionando conforme dispuser seu Regimento Interno, a

ser discutido e aprovado at a terceira reunio ordinria seguinte sua instalao com competncias, no

mnimo, para:

I acompanhar e avaliar a implantao do Plano Diretor, bem como sugerir alteraes, e colaborar

em todas as atividades que se relacionem com o planejamento do desenvolvimento do Municpio;

II gerir o Fundo Municipal de Habitao;

III gerir a Reserva de Imveis do Municpio;

IV deliberar sobre a implementao de empreendimentos imobilirios que causem grande impacto

urbanstico;

V propor a edio de normas que regulem matria territorial, urbana e ambiental;

VI articular-se com outros conselhos, de forma a integrar aes e Poltica de interveno territorial.

Pargrafo nico: Os representantes das comunidades locais sero eleitos pelas respectivas

associaes de moradores, existentes ou criadas, a partir da diviso do Municpio em unidades territoriais

j definidas ou a serem criadas, como bairros, vilas, localidades, distritos, etc.

TTULO II

DAS DIRETRIZES DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL

CAPTULO I

DAS DIRETRIZES BSICAS

Art. 11. Objetivando a construo de um Municpio ambientalmente equilibrado,

economicamente sustentvel e socialmente justo, as Polticas Pblicas Municipais orientam-se em torno

de sete Diretrizes bsicas:

I estruturao regional;

II articulao econmica;

III mobilidade;

IV proteo ambiental;

V melhoria e ampliao da infraestrutura e servios urbanos;

VI preservao e conservao do patrimnio;

VII habitao para todos.

Art. 12. A Diretriz de Estruturao Regional se relaciona com as Polticas Pblicas Municipais,

a fim de fortalecer a Regio da Quarta Colnia, por meio de aes que visem maior integrao de Dona

Francisca com os demais Municpios integrantes desta.

Art. 13. A Diretriz de Articulao Econmica orienta as Polticas Pblicas Municipais para a

promoo de aes que busquem a promoo econmica do Municpio de Dona Francisca, incentivando

as potencialidades e iniciativas existentes e desenvolvendo outras aes nas reas deficientes.

Art. 14. A Diretriz de Mobilidade direciona as Polticas Pblicas Municipais de acessibilidade

dos moradores ao territrio municipal e regio, do ponto de vista da mobilidade e do transporte,

promovendo sistemas diversificados e articulados, buscando sempre as alternativas mais sustentveis e

otimizando os recursos j existentes no Municpio.

Art. 15. A Diretriz de Proteo Ambiental voltada s Polticas Pblicas Municipais que visem

as prticas produtivas e de lazer compatveis com a preservao e conservao do meio ambiente.

Art. 16. A Diretriz de Melhoria e Ampliao da Infraestrutura e Servios Urbanos condiciona as

Polticas Pblicas Municipais, respectivamente, para acesso a redes de abastecimento de gua, energia

eltrica, saneamento bsico, bem como educao, sade, cultura e qualificao das aes do Poder

Pblico Municipal no que tange ao atendimento das necessidades bsicas dos moradores, tais como

pavimentao, iluminao pblica, varrio e capina.

Art. 17. A Diretriz de Preservao e Conservao do Patrimnio traz os parmetros para as

Polticas Pblicas Municipais de reconhecimento das diferentes formas de expresso e manifestao,

caractersticas dos moradores do Municpio de Dona Francisca, alm de registrar, sistematicamente, o

acervo cultural da regio da Quarta Colnia, e propor aes de preservao e valorizao