LEI COMPLEMENTAR Nº

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LEI COMPLEMENTAR N

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Texto em preto:Redao original (sem modificao)

Texto em azul:Redao dos dispositivos alterados

Texto em verde:Redao dos dispositivos revogados

Texto em vermelho:Redao dos dispositivos includos

Obs: legenda acima ainda no implantada nesta lei.

Alterada pela Lei Complementar n 174, de 07.06.2000, publicada no DOE de14.06.2000.

Alterada pela Lei Complementar n 180, de 23.11.2000, publicada no DOE de 24.11.2000.

Alterada pela Lei Complementar n 242, de 10.06.2002, publicada no DOE de 12.06.2002.

Alterada pela Lei Complementar n 294, de 05.05.2005, publicada no DOE de 07.05.2005.

Alterada pela Lei Complementar n 344, de 30.05.2007, publicada no DOE de 31.05.2007.

Alterada pela Lei Complementar n 357, de 07.01.2008, publicada no DOE de 09.01.2008.

Alterada pela Lei Complementar n. 371, de 19.11.2008, publicada no DOE de 20.11.2008.

Alterada pela Lei Complementar n. 379, de 17.12.2008, publicada no DOE de 18.12.2008.

LEI COMPLEMENTAR N 165,

de 28 de abril de 1999.

Regula a Diviso e a Organizao Judicirias do Estado do Rio Grande do Norte.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar:

LIVRO I

Das Disposies Preliminares

Art. 1o. Esta Lei regula a diviso, a organizao e a administrao da Justia e dos servios que lhe so conexos ou auxiliares no Estado do Rio Grande do Norte.

Art. 2o. O exerccio das funes judiciais compete, exclusivamente, aos Juzes e Tribunais reconhecidos por esta Lei, nos limites das respectivas jurisdies.

Art. 3o. Os Juzes devem negar aplicao, nos casos concretos, s leis que entenderem manifestamente inconstitucionais, sendo, entretanto, da competncia privativa do Plenrio do Tribunal de Justia, pela maioria absoluta dos seus membros, a declarao de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Pblico estadual ou municipal em face da Constituio do Estado.

Art. 4o. Para garantir o cumprimento e a execuo dos seus atos e decises, os Juzes e o Tribunal de Justia requisitaro das demais autoridades o auxlio da fora pblica ou outros meios necessrios queles fins, respeitadas as Constituies Federal e Estadual.

Pargrafo nico. Essas requisies devem ser prontamente atendidas, sob pena de responsabilidade, sem que assista s autoridades a que sejam dirigidas ou a seus executores a faculdade de apreciar os fundamentos ou a justia da deciso ou do ato a ser executado ou cumprido.

LIVRO II

Da Diviso Judiciria

Art. 5o. O territrio do Estado, para fins de administrao da Justia, divide-se em Comarcas, Termos e Distritos Judicirios.

Pargrafo nico. No foro militar, o Estado constitui uma s circunscrio com sede na Capital.

Art. 6o. A Comarca abrange o territrio de um ou mais Termos, e cada um destes o de um ou mais Distritos.

Pargrafo nico. A criao de Municpio ou Distrito administrativo no implica em criao automtica de Termo ou Distrito Judicirio.

Art. 7o. Para a criao de Comarca necessrio que a localidade preencha os seguintes requisitos:

I - seja sede de Municpio;

II - possua:

a) populao mnima de 10.000 habitantes, comprovada por documento expedido pela Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE;

b) mais de 4.000 eleitores inscritos, comprovado esse nmero por certido da Justia Eleitoral;

c) condies materiais indispensveis ao funcionamento dos servios da Justia, tais como instalaes para o Foro, cadeia pblica e residncia para o Juiz;

d) movimento forense, no ano anterior, de pelo menos cinqenta feitos de qualquer natureza, com exceo da matria de registros pblicos.

Art. 8o. Criada uma Comarca, o Tribunal de Justia, no prazo de trinta dias, designa a data de sua instalao, que presidida pelo respectivo Juiz de Direito.

1o. Se a nova Comarca ainda no estiver provida, presidir o ato o titular da Comarca qual pertencia o Termo desmembrado.

2o. No ato da instalao, ser lavrada ata no protocolo das audincias, comunicando-se imediatamente s autoridades locais, ao Tribunal de Justia, ao Tribunal Regional Eleitoral, ao Governador do Estado, Assemblia Legislativa, aos Secretrios de Estado da Segurana Pblica e de Interior, Justia e Cidadania e ao Procurador Geral de Justia.

Art. 9o. As Comarcas compreendem os Termos e Distritos e so classificadas em primeira, segunda e terceira entrncias, conforme relao anexa a esta Lei.

LIVRO III

Da Organizao Judiciria

TTULO I

Dos rgos do Poder Judicirio

Art. 10. So rgos do Poder Judicirio:

I - o Tribunal de Justia;

II - o Tribunal do Jri;

III - os Juzes de Direito;

IV - a Justia Militar;

V - os Juizados Especiais;

VI - a Justia de Paz.

Art. 11. Outros rgos do Poder Judicirio podem ser criados por Lei, mediante proposta do Tribunal de Justia, nos termos do art. 125 da Constituio Federal.

CAPTULO I

Do Tribunal de Justia

SEO I

Da Composio e do Funcionamento

Art. 12. O Tribunal de Justia, rgo de cpula do Poder Judicirio Estadual, com sede na Capital e jurisdio em todo o territrio do Estado, compe-se de quinze Desembargadores.

Art. 13. Ao Tribunal de Justia devido o tratamento de Egrgio Tribunal, e aos Desembargadores, o ttulo Excelncia, sendo presidido por um de seus membros e cabendo a dois outros exercerem as funes de Vice-Presidente e Corregedor de Justia.

1o. O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor da Justia so eleitos em votao secreta, pela maioria dos membros do Tribunal de Justia, na forma prevista no seu Regimento Interno, para um mandato de dois anos, vedada a reeleio.

2o. Concorrero eleio para os cargos referidos no pargrafo anterior os Desembargadores mais antigos em nmero igual ao dos cargos, no figurando entre os elegveis os que tiverem exercido quaisquer cargos de direo por quatro anos, ou o de Presidente do Tribunal, at que se esgotem todos os nomes, na ordem de antigidade, sendo obrigatria a aceitao do cargo, salvo recusa manifestada e aceita antes da eleio.

3o. A vacncia dos cargos referidos neste artigo, no curso do binio, assim como os do Conselho da Magistratura, importa na eleio do sucessor, dentro de dez dias, para completar o mandato, salvo se este for inferior a trs meses, caso em que convocado o Desembargador mais antigo.

4o. O disposto no final do 2o deste artigo no se aplica ao Desembargador eleito para completar perodo de mandato inferior a um ano.

Art. 14. O Tribunal de Justia funciona em Tribunal Pleno, em Conselho da Magistratura e em Cmaras, na conformidade do disposto nesta Lei e no Regimento Interno.

Art. 15. O Tribunal Pleno funciona com a presena mnima de oito Desembargadores, inclusive o Presidente.

Pargrafo nico. No julgamento de inconstitucionalidade de lei ou ato do Poder Pblico, se no for rejeitada a argio pela maioria dos membros do Tribunal, completa-se o quorum at o limite da composio do Plenrio.

Art. 16. O Presidente do Tribunal de Justia e o Corregedor de Justia no integram as Cmaras, o que no se verifica em relao ao Vice-Presidente, que, inclusive, funciona como relator e revisor.

Art. 17. O Procurador-Geral de Justia funciona junto ao Tribunal Pleno.

SEO II

Da Competncia

Art. 18. Compete ao Tribunal de Justia, na ordem judiciria:

I - processar e julgar, originariamente:

a) a argio de descumprimento de preceito fundamental decorrente da Constituio do Estado, na forma da lei;

b) a ao direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal em face da Constituio do Estado;

c) nos crimes comuns, o Vice-Governador, os Deputados Estaduais e os Secretrios de Estado, estes, tambm, nos de responsabilidade no conexos com os do Governador, ressalvada a competncia do Tribunal Especial previsto no art. 65, 1o e 2o, da Carta Estadual, e a da Justia Eleitoral;

d) nas mesmas infraes penais de que trata a alnea anterior, os Juzes de primeiro grau, os membros do Ministrio Pblico, o Procurador-Geral do Estado, os Auditores do Tribunal de Contas e os Prefeitos Municipais, ressalvada a competncia da Justia Eleitoral;

e) os mandados de segurana e os habeas-data contra atos do Governador, da Assemblia Legislativa e de seu Presidente, Mesa ou Comisso; do prprio Tribunal, suas Cmaras ou Turmas e seus Presidentes ou membros, bem como do plenrio ou de membro do Conselho da Magistratura; do Tribunal de Contas, suas Cmaras e respectivos Presidentes; dos Juzes de primeiro grau, do Conselho de Justia Militar, dos Secretrios de Estado, dos Procuradores-Gerais e do Comandante da Polcia Militar;

f) os habeas-corpus, sendo coator ou paciente qualquer dos rgos ou autoridades referidos na alnea anterior, ou funcionrios cujos atos estejam sujeitos diretamente jurisdio do Tribunal, ressalvada a competncia dos Tribunais Superiores da Unio;

g) o mandado de injuno, quando a elaborao da norma regulamentadora competir Assemblia Legislativa, sua Mesa ou Comisso, ao Governador do Estado, ao prprio Tribunal, ao Tribunal de Contas ou a outro rgo, entidade ou autoridade estadual da Administrao direta ou indireta;

h) as aes por crimes contra a honra, quando querelantes as pessoas sujeitas, pela Constituio Estadual, jurisdio do Tribunal, se oposta a exceo da verdade;

i) as revises criminais e as aes rescisrias de julgados seus ou dos Juzes que lhe so vinculados;

j) a reclamao para a preservao da sua competncia e garantia da autoridade de suas decises;

l) a representao do Procurador-Geral de Justia pa