Licitação Pública - Modalidade Convite

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIS UNIDADE UNIVERSITRIA DE MORRINHOS BACHARELADO EM CINCIAS CONTBEIS

LICITAO PBLICA MODALIDADE CARTA-CONVITE

Morrinhos 2012

BRUNO VINCIUS HAMILTON RODRIGO WIESNER VINCIUS CSAR COELHO WESCLEY ALVES DA SILVA

LICITAO PBLICA MODALIDADE CARTA-CONVITE

Trabalho apresentado ao Curso de Bacharelado em Cincias Contbeis na disciplina Contabilidade e Oramento Pblico como avaliao do 3 Bimestre Orientador: Murilo Moraes Alexandre.

Morrinhos 2012

SUMRIO

01 02 03 04 05 06 07 08 09

INTRODUO.................................................................................................... LICITAO PBLICA...................................................................................... LEGISLAO..................................................................................................... PRINCIPAIS NORMAS SOBRE LICITAO PUBLICA............................... PRINCPIOS DA LICITAO........................................................................... MODALIDADE CARTA-CONVITE................................................................. INCONSTITUCIONALIDADE.......................................................................... CONCLUSO...................................................................................................... REFERENCIAS BIBLIOGRFICAS.................................................................

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01 - INTRODUO

Com a crescente demanda por bens, obras, servios em todo o Pas, quando ao Estado cumpre garantir o desenvolvimento econmico e social, tornou-se imprescindvel adoo de procedimentos e mecanismos de controle, que garantam a aplicao do grande volume de recursos disponveis, com eficincia e transparncia. Uma das formas eficientes utilizadas pela Administrao Pblica a licitao. A licitao objetiva garantir a observncia do princpio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administrao, de maneira a assegurar oportunidade igual a todos os interessados e possibilitar o comparecimento ao certame ao maior nmero possvel de concorrentes.

02 - LICITAO PBLICA

Licitao o procedimento administrativo formal em que a Administrao Pblica convoca, mediante condies estabelecidas em ato prprio (edital ou convite), empresas interessadas na apresentao de propostas para o oferecimento de bens e servios. Licitao nada mais que o conjunto de procedimentos administrativos (administrativos porque parte da administrao pblica ) para as compras ou servios contratados pelos governos Federal, Estadual ou Municipal, ou seja todos os entes federativos. De forma mais simples, podemos dizer que o governo deve comprar e contratar servios seguindo regras de lei, assim a licitao um processo formal onde h a competio entre os interessados. A licitao objetiva garantir a observncia do princpio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administrao, de maneira a assegurar oportunidade igual a todos os interessados e possibilitar o comparecimento ao certame ao maior nmero possvel de concorrentes. A Lei n 8.666 de 1993, ao regulamentar o artigo 37, inciso XXI, da Constituio Federal, estabeleceu normas gerais sobre licitaes e contratos administrativos pertinentes a obras, servios, inclusive de publicidade, compras, alienaes e locaes no mbito dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios. No nosso pas, quem realiza as licitaes so: O governo e suas unidades da administrao pblica; Governo Federal, mais 27 governos estaduais, incluindo o DF; 5.565 Prefeituras; Secretarias; Fundaes; Cmaras; Autarquias, etc No total so mais de 34.000 unidades que licitam, segundo dados do ConLicitao 1, ou seja, so mais de 34.000 potenciais clientes para as empresas vender seus produtos e servios.1

O ConLicitao uma empresa que desenvolve o maior banco de dados de avisos de licitaes. Disponvel em internet via URL: < portal.conlicitacao.com.br/o-que-e-licitacao/introducao/>.

Uma licitao inicia-se pela necessidade da administrao pblica e por isso inicia o planejamento do que e como contratar e comprar, essa a fase interna. A fase externa inicia com a publicao da licitao, ou seja chegou ao conhecimento pblico. E termina com o objetivo central, o Contrato. Na fase do Contrato cabe contratada executar e administrao fiscalizar essa execuo.

03 - LEGISLAO

A Lei Federal a Lei 8666 de junho de 1993, que j teve vrias alteraes. Confira a Lei atualizada, uma lei nacional, ou seja, deve ser observada pela Unio, Estados e Municpios. Depois, em 2002 com o surgimento do Prego, sexta modalidade criada, surgiu a Lei 10.520 que rege os preges, mas quando necessrio recorre-se Lei 8666 para assuntos que a Lei do Prego no responder. As duas leis permitem que os governos faam seus Regulamentos prprios, isso para facilitar e adequar as regras gerais s particularidades de cada administrao pblica. Mas ateno, nenhuma Lei Estadual, Decreto ou Regulamento pode ferir o que ditam as Leis 8666 de 1993 e 10.520 de 2002. Entretanto, nenhuma lei pode ferir nossa Lei maior que a Constituio Federal de 1988, assim, sempre que uma empresa for participar de uma licitao preciso conhecer as leis e verificar as legislaes existentes para a licitao que vai participar, que na regra estaro citadas no edital da licitao e so de fcil acesso, na maioria das vezes. Alm disso, a Lei Complementar 123 traz orientaes para a Licitao quando as empresas forem de EPP (empresa de pequeno porte) ou ME ( Microempresa). A jurisprudncia tambm um instrumento muito importante para ser usado como base em recursos e defesas nos processos de licitao.

04 - PRINCIPAIS NORMAS SOBRE LICITAO PBLICA

Lei 10.520, de 17/07/02 - Institui, no mbito da Unio, nos termos do art. 37, inciso XXI, da Constituio Federal, modalidade de licitao denominada prego, para aquisio de bens e servios comuns e d outras providncias. Lei 8.666, de 21/06/93 - Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituio Federal, institui normas para licitaes e contratos da Administrao Pblica e d outras providncias. Lei 8.248, de 11/01/91 - Dispe sobre a capacitao e competitividade do setor de informtica e automao, e d outras providncias. Decreto n 449, de 17/02/1992 - Institui o Catlogo Unificado de Materiais, os Sistemas Integrados de Registro de Preos e de Cadastro de Fornecedores na Administrao Direta, nas Autarquias e nas Fundaes Pblicas, e d outras providncias. Decreto n 3.555, de 08/08/2000 - Aprova o Regulamento para a modalidade de licitao denominada prego para aquisio de bens e servios comuns. Decreto n 3.784, de 06/04/2001 - Promove a incluso de itens de bens de consumo e de servios comuns na classificao a que se refere o Anexo II do Decreto n 3.555, de 8 de agosto de 2000. Decreto n 3.800, de 20/04/2001 - Regulamenta os arts. 4o, 9o e 11 da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, e os arts. 8o e 11 da Lei no 10.176, de 11 de janeiro de 2001, que tratam do benefcio fiscal concedida s empresas de desenvolvimento ou produo de bens e servios de informtica e automao, que investirem em tividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informao, e d outras providncias. Decreto n 3.801, de 20/04/2001 - Regulamenta o 1 do art. 4 e o 2 do art. 16-A da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, com a redao dada pela Lei no 10.176, de 11 de janeiro de 2001. Decreto n 3.931,de 19/09/2001 - Regulamenta o Sistema de Registro de Preos previsto no art. 15 da Lei n 8.666, de 21 de junho de 1993, e d outras providncias. Decreto n 3.722, de 09/01/2001 - Regulamenta o art. 34 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, e dispe sobre o Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores SICAF. Decreto n 3.697, de 21/12/2000 - Regulamenta o pargrafo nico do art. 2 da Medida Provisria n 2.026-7, de 23 de novembro de 2000, que trata do prego por meio da utilizao de recursos de tecnologia da informao.

Portaria PR/ES n 40, DE 17/06/2005 - Nomeia pregoeiro e auxiliares. Portaria PR/ES n 41, de 17/06/2005 - Nomeia Comisso Permanente de Licitao. Portaria PR/ES n 41, de 17/06/2005 - Nomeia Comisso Permanente de Licitao. Instruo Normativa n 5, de 21/07/1995 - Estabelece os procedimentos destinados implantao e operacionalizao do SISTEMA DE CADASTRAMENTO UNIFICADO DE SERVIOS GERAIS SICAF, MDULO DO SISTEMA INTEGRADO DE

ADMINISTRAO DE FORNECEDORES- SIASG nos rgos da Presidncia da Repblica, nos Ministrios, nas Autarquias e nas Fundaes que integram o SISTEMA DE SERVIOS GERAIS - SISG. Instruo Normativa n 8, de 22/12/1997 - Dispe sobre a regulamentao dos procedimentos licitatrios e de contratao de fornecimentos processados pelo Sistema de Registro de Preos no mbito dos rgos e entidades integrantes do sistema de Servios Gerais SISG.

05 - PRINCPIOS DA LICITAO

Princpio da Legalidade - Nos procedimentos de licitao, esse princpio vincula os licitantes e a Administrao Pblica s regras estabelecidas, nas normas e princpios em vigor. Princpio da Isonomia - Significa dar tratamento igual a todos os interessados. condio essencial para garantir em todas as fases da licitao. Princpio da Impessoalidade - Esse princpio obriga a Administrao a observar nas suas decises critrios objetivos previamente estabelecidos, afastando a discricionariedade e o subjetivismo na conduo dos procedimentos da licitao. Princpio da Moralidade e da Probidade Administrativa - A conduta dos licitantes e dos agentes pblicos tem que ser, alm de lcita, compatvel com a moral, tica, os bons costumes e as regras da boa administrao. Princpio da Publicidade - Qualquer interessado deve ter acesso s licitaes pblicas e seu controle, mediante divulgao dos atos praticados pelos administradores em todas as fases da licitao.

Princpio da Vinculao ao Instrumento Convocatrio - Obriga a Administrao e o licitante a observarem as normas e condies estabelecidas no ato convocatrio. Nada pod