Mar / Abr 2014 - Compartilhar Pastoral

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Compartilhar Pastoral - Março / Abril 2014

Text of Mar / Abr 2014 - Compartilhar Pastoral

  • Igreja Metodista - Regio Missionria do Nordeste - REMNE - Boletim Regional - XVI - No 127 - Maro / Abril 2014

    F e solidariedade

    Veja nesta edio: Ao Social, Expanso Missionria, Grupos Societrios e outras notcias...

  • Editorial

    Expediente

    Ano XVI N 127Maro/Abril 2014Compartilhar Pastoral uma publicao bi-mestral da Igreja Metodista na Regio Missio-nria do Nordeste

    Coordenao Regional de AoMissionria CoreamBispa Marisa de Freitas Ferreira, presidenteRev. Francisco Porto de Almeida JniorRev. Emerson de Oliveira ValenteRev. Slvio RochaLus Fernando Souza Morais (Fliper)Lus Carlos ArajoJorge Jos da SilvaNosan Cavalcante

    Administrador da Sede RegionalMarcus Vinicius Brando Costa

    Departamento de Comunicao Lus Augusto Mendes Patrcia Monteiro Mendes

    Jornalista ResponsvelPatrcia Monteiro Mendes - DRT 1097 SE

    Editorao EletrnicaLus Augusto Mendes - DRT 1956 PBLuan MatiasManoel Pires - Capa

    Colaboradores/as de ComunicaoLuana MirandaNilson LacerdaIsabelle Freitas

    Remne na Webremne.metodista.org.brFale com a redao do Compartilharcomunicacao@metodistanordeste.org.br(83) 9613 9734Sede Regional Rua Desembargador Gos Cavalcante, 331Parnamirim, Recife/PE, CEP 52060-140 Fone: (81) 3202 3050

    Compartilhar Pastoral Mar / Abr 2014

    Os artigos so de responsabilidade dos/as au-tores/as e no refletem necessariamente a opin-io do jornal ou da Igreja Metodista.

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    Voc conhece os novos campos missionrios da Remne? A edio maro/abril do Compartilhar Pastoral mostra as cidades que vo ganhar um novo trabalho metodista. Na Palavra Episcopal, a nossa bispa, Mari-sa de Freitas, destaca a importncia de edificar vidas, comeando pelos/as pequeninos/as. E so as crianas o alvo do chamado missionrio da irm Jadilma Vicente, conforme voc ver em Testemunho. Voc vai ler tambm que Retiros de Carnaval e homenagens ao Dia Internacional da Mulher fortalece-ram a f e os laos de irmos e irms em toda a Regio. Essas e outras notcias voc confere nesta edio do Compartilhar Pastoral. Leia e passe adiante!

    Quem l, compartilha!Parabns pelo novo visual do Compartilhar Pastoral. Muito comunicativo e com muita sensibilidade huma-na. Com afeto, BispoAdriel de Souza Maia (por e-mail)

    Recife, 11 de maro de 2014

    No desempenho das minhas funes cannicas e regimentais, nomeio Ricardo Pereira da Silva, Diretor do Centro Metodista de Educao do Nordeste (CEMENE).

    Marisa de Freitas FerreiraBispa Presidente da REMNE

    Recife, 14 de maro de 2014

    No uso de minhas atribuies cannicas e regi-mentais declaro Comisso Ministerial Regional e en-caminho os nomes que se seguem: 1 - Aptos para ingresso no aspirantado ao minis-trio pastoral: Gilmar Cndido Medeiros, Lucival Souza Andrade e Sunio Pereira da Silva, aps ouvidos o Minis-trio de Apoio Episcopal e COREAM, com pareceres favorveis. 2 - Aptos para ingresso no aspirantado ao presbit-erado os candidatos Kleber Souza Cabral e Ccero Batista de Freitas, aps pareceres favorveis do Ministrio de Apoio Episcopal e COREAM. Sem mais, orando pelo trabalho dessa comisso, despeo-me,

    Marisa de Freitas FerreiraPastora no exerccio do episcopado.

    ATOS DE GOVERNO

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    A partir de que idade se imagina que uma criana pas-se a ser gente? Pergunta estranha para alguns/as? Mas no para uma grande maioria. A prtica indica que no se leva criana a srio. No se percebe que elas j so seres inteiros, embora em processo de amadurecimento. Alis, isso vale para toda a humanidade: enquanto houver vida, haver processo de amadurecimento. Ningum nasce sabendo j se diz corriqueiramente. Porm no se vive esta verdade no dia a dia. O que se verifica que pessoas adultas no se reconhecem como em crescimento. E as crianas so vistas como seres incompletos e de menor valia. O que cul-mina em srio prejuzo para todas as faixas etrias. Na das crianas, perde-se a gloriosa oportunidade de educ-las no caminho em que devem andar. Na dos/as adultos/as, rejeita--se o sublime processo de santificao. As perdas para ambos so inegveis, podendo at ser, em alguns casos, irreparveis. A consequncia uma visvel imaturidade emocional, que interfere na prtica da vida crist.

    I - Todas e todos do mesmo barro Somos todos/as feitura de uma mesma base: do p da terra. Somos ADAM- ou seja, HUMANIDADE. Gente. Pessoas. De carne e osso. Farinha do mesmo saco como diz o provrbio. At que a aparncia se diferencia: altos/as, baixos/as, magros/as, brancos/as, negros/as, amarelos/as, homens e mulheres e... Mas quando vamos para o que est em todos/as, que a alma, a psique, a humanidade em si ento identificamos a mesma aparncia: barro. Ou seja, seres criados do p da terra, herdeiros/as da rebelio de Ado e Eva, gente que se sente atrada pelo FRUTO DA RVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL. O resultado disso o que se v: humanidade e mundo corrompidos, com srios desvios de carter, com escolhas que beneficiam inte-resses individuais, com perda de referncias ticas e morais. Enfim, um contexto de vida comprometido pelo domnio do pecado sobre as vidas humanas. Um caos se estabelece a cada dia. A destruio seria absurda, se no for a graa de Deus.

    II Educao e misso. Se houvssemos continuado perfeitos, tal como Deus criou o primeiro ser humano, talvez nossa natureza perfeita fosse capaz de instruir todas as pessoas. Porm, assim como as doenas e enfermidades tornaram necessria a existncia de remdios e mdicos igualmente os desajustes

    em nossa racionalidade geraram a exigncia de educao e ter mestres. Do mesmo modo que a finalidade do mdico restituir natureza humana o seu estado original, o grande objetivo da educao restituir nossa racionalidade o seu estado original. assim que Joo Wesley, nosso irmo pastor, definiu a educao como parte da misso crist. Ele o faz citando as palavras de Willian Law, que voc pode verificar no livro ADORO A SABEDORIA DE DEUS, p. 75.1

    III - Dscipulas e discpulos como mestres educacionais No processo de fortalecimento da pessoa conver-tida, Wesley entendia que era responsabilidade de todos e todas, discpulos e discpulas de Cristo, empenhar-se na educao da criana. Crianas, educadas no Caminho so, em quase sua totalidade, vidas que jamais se afastaro do Senhor. responsabilidade dos/as adultos/as investirem seriamente na vida das crianas delas o Reino de Deus. A tarefa evangelstica, que se verifica tambm por meio do dis-cipulado, um meio de impedir que a criana seja desviada do caminho da f em Cristo. Assim Wesley continua citando Law: A educao, portanto, deve ser considerada um segundo intento de alcanar a razo e, por meio dela, com-pensar, at onde seja possvel, a perda da perfeio original. Se a medicina pode ser chamada, com justia, como a arte de restituir a sade, assim tambm a educao no deve ser vista seno como a arte de restituir ao ser humano a sua perfeita racionalidade. 2

    IV Criana de responsabilidade das discpulas e dos discpulos O pastor Joo Wesley conclui com esta citao ainda do Law: O cristianismo introduziu uma nova ordem permitindo-nos conhecer com tanta profundidade a na-tureza humana e a razo de ser da criao, e colocar no devido lugar o bom e o mal que h em ns, ensinando-nos o caminho para purificar nossas almas, agradar a Deus e alcanar felicidade eterna. Seria, pois lgico, esperar que, em todo o pas, possibilitasse ao aluno receber real forma-o, capacitao e prtica num estilo de vida de acordo com as mais importantes doutrinas do Cristianismo. A educao que brindavam Pitgoras ou Scrates no buscava outro fim que o de ensinar os jovens a pensar, julgar e agir. No ra-

    Sob o Reinado do Menino

    EDIFICANDO VIDASUM DESAFIO MISSIONRIO

  • Compartilhar PastoralMar / Abr 20143

    zovel crer que uma educao crist deveria ter como nico objetivo ensinar as crianas a pensar, julgar e agir de acordo com os princpios do cristianismo? Aqueles que nos educam deveriam atuar como nossos anjos da guarda, no permitin-do que se aproxime de nossa mente nada que no seja sbio e santo, ajudando-nos a descobrir os raciocnios falsos de nossa mente e a dominar toda paixo equivocada em nosso corao. perfeitamente razovel esperar e exigir todos esses benefcios de uma educao crist, assim como reclamamos da medicina nos ajudar a fortalecer o que est bem em nosso organismo e a livrar-nos de todas as enfermidades.3

    V Educao e evangelho- remdio para cegueiras A educao instrumento de cura de vrias ce-gueiras intelectuais, culturais, sociais, morais, ticas e, at, religiosas. Quando associada experincia, a educao traz sabedoria. Se associada f crist, ento que traz mesmo um novo viver. Educar cristamente tambm libertar. me-dida que se adquire o saber, a probabilidade de crescimento e autonomia s se amplia. Educao crist caminho de expanso. caminho que possibilita a formao de pessoas menos dadas sujeio, manipulao. beno para quem a experimenta. Nesta convico que o povo, chamado metodista, se dedica educao sobretudo de crianas.

    VI- Brasil, Educao e Crianas Voc j se inteirou do nmero de escolas de ensino bsico existentes no pas? E da porcentagem de crianas bra-sileiras que esto em escolas pblicas? J se preocupou em saber quanto que o nosso pas investe em educao infantil? Quando buscar esses dados ficar surpreso/a. Detectar um caos estabelecido pela poltica nacional: no se prioriza educao (e muito menos sade) neste pas. A escola pblica de qualidade discutvel. No h nmero de escolas suficientes para a demanda da nao. O nmero de creches irrisrio. A educao integral (pelo menos em dois perodos do dia) quase inexistente claro, para pessoas de baixa renda. Foradas/os a trabalhar para sustentar a famlia, pais e mes deixam suas crianas ss em suas casas