Mar/Abr 2009

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Informativo bimestral da Canoa de Tolda

Text of Mar/Abr 2009

  • ...agora pra matar... o mata...num bastava o Xing, meu abenoado...mais uma barragem nessa margem de rio...pois o mata...e a- inda a tal da transposio... pr acab de secar...pr gente beber gua de cacimba...mas, com f em Deus, o homem no faz a obra no... s tem mais 2 anos, e isso coisa para 10, 12, 15 anos... e quem entrar num vai bolir nisso, no...mas, c sabe...os poderoso so os homem de gravata...

    Tonho do Bardo, canoeiro

    Fotos

    : via

    Paulo

    Paes

    Andra

    de

    Abelhas nativas: alternativa de renda e contribuindo para a preservao. pag.3

    A canoa Luzitnia, finalmente, reconhecida como patrimnio nacional pag.8Primeiro cartaz da coleo Embarcaes Tradicionais do Baixo So Francisco pags.4/5

    E QUEM, AFINAL, PILOTA OS DESTINOS DESSE RIO? pag.7

    Informativo da Sociedade Canoa de Tolda e do Baixo So Francisco

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    Mar/

    Abr de

    200

    9Ano 4/no. 1 - R$1,00

  • UM PROJETO

    SOCIEDADE SCIO-AMBIENTAL DO BAIXO SO FRANCISCO

    CANOA DE TOLDA

    A questo da APA - rea de Proteo Ambienta da Foz do So Francisco continua relegada ao fundoda ga- veta pelo governo de Sergipe. Cresce a presso especu- lativa na regio de Brejo Grande e Pacatuba, sem qual-quer reao preventiva por parte do poder pblico. Da mesma forma, o MMA - Ministrio do Meio Ambiente no se pronuncia: o projeto da APA federal (elaborado pelo IBAMA) est arquivado em Braslia. Enquanto isso, temos uma rea de preservao permanente (mangue-zais, remanescentes de mata atlntica, dunas) entregue a diversas atividades altamente impactantes: explorao/transporte de petrleo e criao de camares em escala.

    Em breve no restar grande coisa. Em Nossa Sra.de Lourdes, SE, as capoeiras de mata nativa, onde temosos derradeiros exemplares de pau d`arco do agreste do Baixo So Francisco (em SE) esto cada vez menores, mais isoladas. Vemos hoje grandes reas que ainda so ou j foram pastagens indevidas ou mal aproveitadas, onde a eroso vem completando a ao do homem edo gado. E os ps de pau floridos, to bonitos, distan-tes, aguardando a hora final da pancada do machado.

    No incio do ano passado, o Estado de Sergipe alardeou mais uma soluo para o aperreio scio-econmico do Baixo So Fran- cisco: o incentivo criao de bfalos - isso mesmo, o bfalo - na regio da foz. interessante lembrar, que mesmo completamente irregular, h uma APA Estadual, que deveria proteger a zona de preservao permanente. Ainda: o bfalo uma espcie animal extica - no nativa -, tem comportamento difcil, altamente destrutivo, pisoteia o solo, devasta a mata. Podemos compar-lo a um trator vivo, que exige espaos enormes, inexistentes na foz. No Amap h srios problemas com esta atividade, com danos ambientais alarmantes. A EMBRAPA da-quele estado est preocupada. Do ponto de vista scio-econmico, no so disponveis argumentos co-erentes que justifiquem a sustentabilidade da bubalinocultura (criao de bfalos) na regio.

    Recentemente o governo de Alagoas anunciou o projeto de uma estrada margeando o So Francis-co, entre Penedo e Piranhas. algo para ser discuti-do, e muito, antes de qualquer deciso definitiva,com todas as comunidades ribeirinhas. So sedes demunicpios e povoados que ficaro com o acesso li-vre, expostos a situaes como em tantos outros lu-gares do Brasil: especulao imobiliria, povo do lo-cal indo para periferias, aumento da violncia, insu-ficincia ainda maior de estruturas bsicas (sanea-mento, sade, tratamento de lixo, gua potvel), e a sobrecarga de uso dos recursos naturais. Se hoje os municpios do Baixo (em Sergipe e Alagoas) no for- necem adequadamente os servios mnimos para a populao local, imaginemos a situao com mais gente chegando de fora. Em Brejo Grande e mesmo Piaabuu, na foz, vemos hoje a influncia negativa da ponte Aracaju/Barra dos Coqueiros, j prevista h muitos e muitos anos. Ganham as construtoras.

    No porto da Marinha, em Brejo Grande, permanece o impasse provocado pelo incio da construo de um cais destinado s operaes de embarcaes de turis- mo. Obra (de acordo com a placa do governo federal) a ser feita com verba do MTur - Ministrio do Turismo. Valor: R$184. 848,04. Na placa no h prazo da obra, dados da licitao, empresa e engenheiro respons- veis. Pois. Os trabalhos esto paralisados, aps os con- flitos de uso do local terem surgido com o surgimento da construo. O espao, pouco, tem usos diversos pe-la comunidade: porto de pesca, lavagem de roupas, manuteno de embarcaes de trabalho, captao de gua, lazer e banho das pessoas, lavagem (irregular) de veculos, animais, vsceras de animais para a feira, embarque/desembarque de pessoas e veculos nas embarcaes e balsas de travessia para Alagoas, etc. A obra foi iniciada sem realizao de audinias pblicas para a discusso do projeto com a comuni-dade. Esta, mais uma vez, fica sem a indispensvel participao nas decises de uso de dinheiro pblico em iniciativas que influenciam o viver de cada dia.

    Prosa com o leitor

    A foto da capa

    Expediente

    Apoio Cultural

    Pronto. C estamos ns aqui da margem, de novocom o nosso informativo, mas agora de forma defini-tiva, impressa, para que possamos distribui-lo gra-tuitamente para escolas pblicas e comunidades do beio do rio. A nossa inteno tratar de temas do interesse das pessoas aqui do Baixo, como Meio Ambiente, Ci-dadania, Cultura e Sade Pblica, entre os principais.No podemos, por enquanto, falar de tudo, mas comcalma esperamos que o A Margem cresa e seja til. Este projeto foi feito atravs do MinC - Ministrio da Cultura, pela Lei Rouanet, de incentivo a iniciati-vas culturais. O que significa que outras associaes, entidades, grupos culturais, tanto aqui do Baixo So Francisco como de outras brenhas do Brasil, podem e devem ir atrs de oportunidades semelhantes. pensar bem no projeto, com princpio, meio e fim - ia a questo da contabilidade, coisa sria - e apre-sentar ao MinC, dentro dos formulrios prprios. Quem sabe o Baixo So Francisco no produz uma apario de bons projetos que valorizem esse lugar? Pois. Gostaramos tambm, desde j, de deixar a-berto o espao para que as pessoas interessadas pos-sam se manifestar. Escrevam, ora com artigos, suges-tes, crticas e idias ora denncias sobre problemas de nossa regio. So participaes que podem con-tribuir para a melhoria do A Margem. Desta forma estaremos todos, tambm, possibilitando mais uma forma de comunicao entre as pessoas aqui no Bai-xo So Francisco.

    No foi fcil, vero, mas est saindo.

    Esta bela foto, que a-parenta ser antiga, na verdade de 2007, pelo colega da Canoa, Paulo Andrade. Foi a bordo da Luzitnia, em sua viagem de apresentao, duranteuma manobra difcil, que a passagem dos panos, nas pedras, j acima do Entremontes. O piloto o amigo S. Aurlio de Janjo, de Piranhas, hoje o res-ponsvel pela canoa Piranhas, antiga Daniella, do finado Z Pezo, adquirida pela Prefeitura Municipal de Piranhas. A foto d a deixa para o artigo especial desta edi-o. Seu Aurlio conhece o que pilota, e sabe para on-de vai e a melhor carreira. Mas, o que dizer dos pilotosdos destinos do rio So Francisco?

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    Canoa de Tolda - Sociedade Socioambiental do Baixo So FranciscoCNPJ 02.597.836/0001-40Sede - R. Jackson Figueiredo, 09 - Mercado - 49995-000 Brejo Grande SETel/Fax (79) 3366 1246Alagoas - R. Mestre Francelino, 255 - Centro - 57210-000 Piaabuu ALTel (82) 3552 1570End. eletr.l canoadetolda@canoadetolda.org.br e ygara@ygara.arq.brInternet www.canoadetolda.org.br

    COORDENAO PROJETO JORNAL A MARGEMCarlos Eduardo Ribeiro JuniorREDAO E REVISO: Carlos Eduardo RibeiroJunior, Paulo Paes de AndradeCONCEPO GRFICA: Canoa de ToldaCORRESPONDENTES: Danieire F. de Medeiros, An-tonio Felix NetoAPOIO DE SEDE: Daiane Fausto dos SantosIMPRESSO: Inforgraph, Grfica e EditoraTIRAGEM: 3.000 exemplares

    O informativo A Margem uma iniciativa da Sociedade Canoa de Tolda. Cartas, sugestes, co